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CWIS-FiT: ferramenta feita no excel pode levar equidade ao saneamento básico global

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No Brasil, como em vários outros países, a implementação efetiva e completa do saneamento básico é um desafio. Mas uma ferramenta desenvolvida durante o pós-doutoramento da professora Camila Silva Franco, da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Lavras (EEng/UFLA), realizado no IHE Delft, na Holanda, promete ajudar os municípios nessa tarefa.

O recurso já foi utilizado em um país africano e outro asiático e começa a ser analisado por prefeituras brasileiras, em busca de garantir tratamento adequado de água e esgoto à população. Estima-se que hoje, no Brasil, 30,1% dos municípios não tenham acesso ao esgoto encanado.

Uma forma de solucionar o problema do saneamento básico é através da abordagem CWIS (Citywide Inclusive Sanitation), que propõe projetos que garantam um saneamento equitativo, seguro e sustentável. Para que esses três objetivos da abordagem CWIS sejam de fato alcançados, é necessário considerar, entre outras capacidades, a qualidade  e segurança dos serviços prestados em todas as regiões de uma cidade e a gestão sustentável de recursos, especialmente em áreas de baixa renda.

Junto a isso, é essencial um planejamento robusto que acompanhe também a dimensão financeira de cada um deles. E, apesar de existirem inúmeras ferramentas para esse fim, nenhuma consegue integrar, ao mesmo tempo, o planejamento financeiro dessas três dimensões. Por isso a professora Camila desenvolveu a CWIS-FiT, uma ferramenta capaz de organizar e planejar financeiramente as três metas da abordagem CWIS de forma conjunta.Mahalaxmi 2

A CWIS-FiT surgiu do aprimoramento de uma outra ferramenta, a eSOSViewTM, e seu desenvolvimento se deu em duas fases. Na primeira, os cálculos de esgoto e lodo fecal da eSOSViewTM foram simplificados; incluíram-se os custos das soluções de saneamento das famílias e as despesas com infraestrutura não física (ex. acesso de mulheres a banheiros seguros, plano de saúde para os trabalhadores, campanhas de conscientização). Nessa fase, também foram incorporados indicadores CWIS que permitem avaliar se a implementação do saneamento está de fato alcançando os três pilares da abordagem: equidade, segurança e sustentabilidade. Essa versão foi testada em Nakuru, no Quênia.

Na segunda fase os pesquisadores se debruçaram para abordar uma questão que ficou em aberto na primeira: “O serviço de saneamento de Nakuru é realmente inclusivo?”. Eles perceberam que calcular os indicadores CWIS não era suficiente para responder essa questão, porque os números eram visualizados de maneira bruta. A ferramenta foi atualizada para que os indicadores fossem padronizados e ponderados, e assim se tornaram comparáveis, interpretáveis e passaram a ser visualizados em “semáforo” (verde, amarelo e vermelho). Dessa forma, tornou-se possível acompanhar o desempenho em equidade, segurança e sustentabilidade do projeto. Essa nova versão foi testada em Mahalaxmi, no Nepal.nakuru

Após as duas fases, a CWIS-FiT foi consolidada como uma planilha no excel com nove abas interligadas. Na primeira aba, são inseridos dados da cidade e é elaborado um plano técnico e financeiro de melhoria do saneamento no qual a prefeitura escolhe o período e a velocidade das ações. A segunda aba estima a geração de esgoto e lodo de fossas. Da terceira à sétima aba, é possível planejar financeiramente cada etapa da cadeia de serviços de saneamento (interface com o usuário (o vaso sanitário), armazenamento ou conexão, transporte, tratamento e reuso). A oitava aba resume a análise financeira no formato de modelo de negócios, mostrando as transferências de dinheiro (taxas e tarifas), custos, receitas e resultados de cada componente. A última avalia se as intervenções estão alinhadas aos indicadores CWIS, que medem equidade, segurança e sustentabilidade.nakuru 2

As nove abas da CWIS-FiT apresentam-se como um instrumento de planejamento financeiro estratégico, já que ajuda cidades a entenderem quanto custa e como financiar um sistema de saneamento que seja equitativo, seguro e sustentável. Além disso, o método CWIS está alinhado a Objetivos de Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ODS/ONU).

É importante ressaltar que a ferramenta não é capaz de resolver sozinha os desafios do saneamento básico. É essencial o engajamento dos atores locais (governos, ONGs, comunidade), assim como o acesso a dados confiáveis sobre a população, às tecnologias de saneamento já disponíveis, custos e receitas. Dessa forma, será possível disponibilizar resultados robustos para ajudarem os gestores a tomar decisões e solicitar recursos para instalações e criação de políticas públicas do local, desde que haja capacidade institucional, ou seja, que as partes interessadas possam usar os resultados advindos da ferramenta de forma prática. Por fim, para a execução do que foi planejado muitas vezes é fundamental o financiamento externo, muitas vezes vindo de fundos estaduais, nacionais ou internacionais.nakuru 3

Para Camila, o desenvolvimento dessa ferramenta está ligado também ao seu forte interesse em juntar salubridade, saúde e saneamento. “Eu sempre gostei da ideia de reutilizar o que todo mundo está jogando fora, e esgoto é isso, é resíduo orgânico que quando não é reutilizado pode gerar malefícios para a saúde pública.” comenta. “Um dos passos para reutilizar os resíduos que são descartados no esgoto é planejar um saneamento seguro para todos, por isso também nossa ideia é disponibilizar CWIS-FitT em acesso aberto e depois transformá-la em um software para facilitar seu uso. A ferramenta pode ser aplicada em cidades grandes e pequenas, com e sem rede de esgoto, com e sem estação de tratamento, na Ásia, na África e na América Latina, com o objetivo de melhorar a vida dos habitantes de forma justa… são muitas possibilidades.” conclui.

Esse estudo contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Goiás registra redução de 80% no número de jovens cumprindo medidas socioeducativas

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Sistema Socioeducativo goiano conta com 209 menores infratores internados. Investimentos em segurança pública, educação e social impulsionam queda expressiva

209 menores infratores compõem Sistema Socioeducativo goiano e têm acesso a uma série de cursos profissionalizantes – Fotos: Seds

 

Com uma política rígida de segurança pública e investimentos constantes na área social e educação, o Estado de Goiás registrou redução de 80% na quantidade de adolescentes no Sistema Socioeducativo goiano. Atualmente, a rede conta com 209 menores infratores em cumprimento de medida. Em comparação com janeiro de 2019, o sistema registrava 1.037 adolescentes — sendo 675 internados e 362 na fila de espera por vaga. Essa fila foi totalmente zerada em 2023 e hoje há vagas disponíveis nas oito unidades em funcionamento.

Para o governador Ronaldo Caiado, a queda no índice se deve à redução da criminalidade e aos avanços nas áreas social e de educação, que garantem melhores condições de vida e de renda aos goianos. “Quando você bane a criminalidade, é possível recuperar uma geração de pessoas que estavam caminhando para o crime. O nosso objetivo é retirar o maior número de goianos da condição de pobreza e extrema pobreza, dando a eles emancipação”, assegurou.

O chefe do Executivo goiano lembra que Goiás ocupa a posição de estado mais seguro do país, com investimentos superiores a R$ 17 bilhões na segurança pública e com combate rigoroso à criminalidade. “Aqui em Goiás, bandido não é ídolo. Aqui, herói é quem estuda, trabalha e respeita o próximo. Se não combatermos o crime, ele destrói gerações”, afirmou Caiado ao ressaltar que o Estado possui mais de mil homens na área da inteligência, com batalhões especializados e preparados. “Quando há segurança, você promove tranquilidade e não existe espaço para o crime”, complementou.

Dados do Atlas da Violência 2025 apontam que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes no estado caiu 53,9% entre 2013 e 2023. Em 2023, Goiás registrou 1.588 homicídios, queda de 46,8% em uma década. Além disso, Goiás teve a maior redução percentual de homicídios dolosos da Região Centro-Oeste em 2024. Conforme o Mapa da Segurança Pública 2025, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o estado teve 890 vítimas desse tipo de crime contra 1.004 em 2023 — uma queda de 11,3%. A taxa estadual de homicídios dolosos (12,11 por 100 mil habitantes) é inferior à média nacional (16,64), colocando Goiás na quarta posição entre os estados com menor índice do país.

Investimento social
A redução também é resultado de políticas públicas que fortalecem a educação e ampliam oportunidades para a juventude. Entre os destaques estão o programa Aprendiz do Futuro, que oferece remuneração de R$ 712,99, capacitação profissional e já alcançou 15,5 mil jovens; e o Programa Universitários do Bem (Probem), da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), que apoia mais de 53 mil estudantes com bolsas no ensino superior.

O Governo de Goiás já investiu, desde 2019, mais de R$ 9 bilhões na educação goiana, incluindo a construção de 35 novas unidades escolares e reformas em diversas outras. Somente em infraestrutura, foram investidos mais de R$ 1,8 bilhão. A atual gestão também destinou R$ 44,6 milhões para a compra de utensílios para a merenda escolar e implementou ações como a distribuição de uniformes completos e o programa Bolsa Estudo, que beneficia alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio com repasse mensal de R$ 111,92.

O governo, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), também investiu mais de R$ 100 milhões nas Escolas do Futuro de Goiás, iniciativa de educação técnica gratuita e de qualidade, que faz parte da Rede Estadual de Educação Profissional Tecnológica. De 2021 a 2024, foram certificados mais de 19 mil alunos em 669 cursos. Outros 4 mil devem receber seus certificados neste ano.

Estrutura
Por muitos anos, o Sistema Socioeducativo de Goiás sofreu com a falta de planejamento e de investimento por parte das gestões anteriores a 2019, resultando em uma situação de total sucateamento da estrutura física, superlotação em todas as unidades, culminando, inclusive, na morte de dez jovens vítimas de um incêndio na unidade de Goiânia, no dia 25 de maio de 2018.

Atualmente, o sistema estadual é composto por oito unidades: duas em Goiânia e as demais em Anápolis, Formosa, Luziânia, Itaberaí, Itumbiara e Porangatu. As unidades de Itaberaí e Itumbiara foram inauguradas em 2024. Esta realidade se contrapõe ao cenário encontrado há seis anos, no qual todas as unidades estavam em situação de superlotação. Desde 2019, todas as unidades foram reformadas e equipadas para, de fato, se tornarem unidades de ressocialização.

Todas as oito unidades possuem um Colégio Estadual para aulas diárias. Os jovens recebem ensino como qualquer outro aluno fora do sistema. Os socioeducandos também têm acesso a uma série de cursos profissionalizantes como Robótica, Pilotagem de drone, Manutenção de celular, Manutenção de ar-condicionado, Mecânica de motos, via parceria com o Colégio Tecnológico (Cotec), da Secretaria da Retomada; o Sukatec, da Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Inovação (Secti); além do Sesi, Sesc, Senai e Senac.

Cia Theatron exibe “O Jogo da Virada” em Campo Grande

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Circulação leva emoção e reflexão ao público sul-mato-grossense

 

A Cia Theatron chega a Campo Grande (MS) para mais uma apresentação gratuita da circulação do espetáculo “O Jogo da Virada”. É neste sábado (8/11), às 18h, na Vila Morena, capital de Mato Grosso do Sul. A turnê nacional já passou por Goiânia (GO), Goianira (GO), Rio Branco (AC) e Viçosa (MG), levando arte e reflexão a diferentes regiões do país. Dirigido por Arilton Rocha e estrelado por Kleber Alves e Danila Mello, o espetáculo é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), por meio do Ministério da Cultura.

Com 50 minutos de duração, “O Jogo da Virada” mistura teatro e conscientização financeira ao narrar a história de Rui, que se deixa envolver pelas apostas online, e Raquel, sua esposa, que enfrenta o impacto emocional e econômico dessa escolha. A peça evidencia como o vício afeta não apenas o casal, mas também seu círculo familiar, mostrando que atitudes aparentemente pequenas podem desencadear grandes mudanças na vida.

Para o ator Kleber Alves, dar vida a Rui foi um desafio que exigiu mergulhar fundo na mente de quem enfrenta uma dependência. “Realizei várias pesquisas sobre pessoas que lidam com vícios e as consequências físicas e emocionais da abstinência. Embora Rui não enfrente um vício químico, ele vive uma dependência real, das apostas online. Quis trazer para o personagem essa sensação de vazio”, explica.

Ele ressalta ainda que a trajetória de Rui é um espelho para muitos brasileiros. “A história do personagem pode e deve servir de alerta. Ele se envolve com o mundo das apostas, afunda em dívidas e sofrimento, mas descobre que há saída, que é possível pedir ajuda e recomeçar. Quantas pessoas hoje não estão vivendo exatamente isso? A mensagem é clara: mesmo quando tudo parece perdido, existe um caminho de reconstrução,” argumenta o ator.

Cia Theatron

A Cia Theatron surgiu em 2024, com o propósito de aproximar arte e educação, por meio do teatro. O primeiro espetáculo, “Família Pitanga” realizado com o apoio do Instituto Sicoob, abordou de forma leve e pedagógica os desafios da educação financeira nas famílias brasileiras. Já nesse segundo, “O Jogo da Virada” amplia esse compromisso ao tratar, com sensibilidade e impacto, a relação entre o ser humano e os jogos de azar. A companhia também promove oficinas e ações culturais, que incentivam reflexões e mudanças de atitudes.

À frente da Cia Theatron está Arilton Rocha, conhecido como Ton, ator, diretor e educador com mais de 30 anos de trajetória dedicados à arte e à formação de público. Especialista em Cinema Educação pela UEG, em Metodologia do Ensino pela UFG e Teatro e Educação pelo IFNMG. Ton conduz o trabalho da companhia com a convicção de que o teatro é uma poderosa ferramenta de transformação social.

Serviço

Assunto: “O Jogo da Virada” | Circulação da Cia Theatron
Quando: sábado (08/11), às 18h
Onde: Vila Morena – Altos da Avenida Afonso Pena, Campo Grande (MS)
Classificação: 12 anos
Duração: 50 minutos
Mais informações: @ciatheatron
Entrada gratuita!

 

Aluguel de patinetes elétricos gera mais de 700 empregos no Brasil

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Além do estímulo às fontes renováveis, à redução da poluição e ao desenvolvimento sustentável, a micromobilidade urbana também gera uma rede de empregos pelo Pais. Somente em relação à locação de patinetes elétricos, a JET nestes dois anos mantém 700 colaboradores – funcionários e prestadores de serviços – em diferentes áreas para fortalecimento do segmento.

 

São profissionais que colaboram desde a manutenção dos equipamentos até a logística para implantação das operações. “Gosto de saber que as pessoas utilizam o nosso serviço não só para uma emergência, mas também para o deslocamento do dia a dia”, comenta o supervisor da JET em Itajaí, Eron Fragoso.

 

A 1,2 mil Km de distância, em Brasília, a embaixadora da empresa em eventos, Thatiely Menezes, comenta: “Tenho muito orgulho em fazer parte do time que está contribuindo para a construção de um novo futuro. Uma percepção similar ao de “É muito gratificante perceber que ajudamos as pessoas não só no lazer, mas também em seus afazeres”, diz o gerente da operação no Nordeste, Adalberto Cruz – direto de Natal, a outros 1,7 mil Km da Capital Federal.

 

Ainda há, entre os colaboradores, diferentes funções, como: o operador de baterias, motoristas, técnicos de manutenção e instrutores – que orientam os clientes sobre as regras de uso dos equipamentos a fim da segurança no trânsito, principalmente na Escola de Direção Segura, projeto que ocorre nos 31 municípios onde a empresa atua.

 

“Começamos com uma equipe pequena de pouco mais de 10 pessoas e algumas dezenas de patinetes. Hoje, influenciamos o dia a dia de cidades inteiras. Quando você vê uma pessoa deixando o carro e escolhendo o patinete, entende por que faz tudo isso”, diz Lincoln Silva, representante da JET.

 

Com uma frota acima de 20 mil patinetes elétricos, a geografia do serviço corresponde a cinco regiões do Brasil, abrangendo 11 estados – incluindo o Distrito Federal. Das 30 cidades, nove são capitais estaduais.

 

“Trata-se de um reflexo das condições climáticas e da própria infraestrutura urbana que se destaca o Brasil em relação aos demais países”, argumenta Silva. “Como sede da COP-30, existe todo um trabalho de diferentes entes públicos em prol da sustentabilidade ambiental conectada ao desenvolvimento urbano”.

É nesse contexto em que milhares de patinetes elétricos – e também bicicletas elétricas – se revezam no dia a dia das principais cidades brasileiras nas mãos da população. Uma experiência que já vem gerando bons resultados – neste biênio, foram 11 milhões de viagens realizadas tão somente por esse serviço da JET.

 

As patinetes e bicicletas elétricas da JET se tornaram parte do dia a dia de milhares de brasileiros — uma alternativa rápida, conveniente e ecológica ao transporte tradicional. A empresa também colabora com as autoridades na criação de infraestrutura urbana: em cinco cidades, a JET participa da sinalização de vagas de estacionamento para patinetes, tornando as ruas mais convenientes e seguras.

2º Simpósio da Integração Logística do Sul reforça importância da infraestrutura para o desenvolvimento do agronegócio

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O Movimento Pró-Ferrovias, formado por entidades empresariais e setoriais de Santa Catarina e do Sul do Brasil, promove no dia 14 de novembro, em Chapecó, o 2º Simpósio da Integração Logística do Sul. O evento integra a programação da Fetranslog 2025 e será realizado no auditório da UnoChapecó, das 8h30 às 13h30, e reunirá lideranças nacionais e regionais do setor produtivo, representantes de entidades empresariais, especialistas em logística e autoridades políticas dos estados do Sul e Centro-Oeste.

A iniciativa conta com o apoio de diversas entidades representativas, como Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC), Facisc, ABPA, CEC, Faesc, Fiesc e Sistema Ocesc

Com foco na integração logística e na competitividade do agronegócio e da indústria, o simpósio busca provocar reflexões e fomentar ações concretas para o avanço da infraestrutura de transportes no país, especialmente no Oeste catarinense, região estratégica para o escoamento da produção agroindustrial.

Segundo o diretor de Ferrovias da ACIC e de Ferrovias e Agronegócio da Facisc, Lenoir Broch, o evento consolida a união de forças em torno de uma pauta fundamental para o desenvolvimento regional. “O Movimento Pró-Ferrovias vem cumprindo o papel de mobilizar lideranças empresariais, políticas e institucionais em defesa de uma logística mais integrada, eficiente e sustentável. A melhoria da infraestrutura de transporte é condição essencial para a competitividade do agronegócio, da indústria e para o futuro do Sul do Brasil”, destaca Broch.

Durante o encontro, será entregue a 2ª Carta do Movimento Pró-Ferrovias às autoridades presentes, com diretrizes e reivindicações prioritárias para o avanço da malha logística e ferroviária da região.

Programação do 2º Simpósio da Integração Logística do Sul

Painel  – 08h45 às 09h45

Tema: Ponto de Virada: Desafios e Caminhos para o Transporte Seguro e Sustentável

Mediador: Dagnor Schneider – Presidente da Fetrancesc 

Painelistas:

·         Cleverton Elias Vieira – Diretor-Presidente do Porto de São Francisco do Sul

·         Ivalberto Tozzo – Presidente do SITRAN e da Comissão Organizadora da Fetranslog

·         Marcelo Luís de Campos – Presidente da ACISFS e Executivo da ArcelorMittal

·         Mário Antônio Pereira Borba – Vice-Presidente da CNA e Presidente da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da CNA

Palestra – 09h50 às 10h50

Tema: Desafios para o abastecimento da indústria brasileira

Palestrante: Arene Trevisan – Diretor Executivo de Suprimentos da JBS/Seara e representante da ABPA

 

Painel  – 11h10 às 12h10

Tema: Do Campo à Indústria: O Papel das Cooperativas na Cadeia de Abastecimento

Mediador: Neivor Canton – Presidente da Aurora

Painelistas:

·         José Roberto Ricken – Presidente da OCEPAR

·         Vanir Zanatta – Presidente da OCESC

Painel  – 12h15 às 13h15

Tema: A Visão Governamental sobre a Logística Integrada

Mediador: Lenoir Broch – Diretor de Ferrovias e Agronegócio da FACISC

Painelistas:

·         Beto Martins – Secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina

·         Clóvis Garcez Magalhaes – Secretário Ajunto de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul 

R$ 5,69 Trilhões: O custo tributário que paralisa o Brasil

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Ranking Global destaca atuação tributária de escritório brasileiro

Reconhecido entre os melhores escritórios de Direito Tributário pelo Leaders League, o Queiroz Advogados Associados supera R$ 5 bilhões em valores negociados e reforça o papel estratégico da advocacia tributária em um país que acumula um passivo equivalente a 75% do PIB

O Brasil vive um paradoxo tributário que atinge dimensões históricas. De um lado, o país registra um dos maiores níveis de arrecadação entre as economias emergentes. De outro, acumula um contencioso fiscal que já ultrapassa R$ 5,69 trilhões, o equivalente a 74,8% do PIB. Atualmente, existem mais de 32  milhões de execuções fiscais em tramitação, com taxa de congestionamento próxima de 88%, o que evidencia a lentidão e o custo de um sistema que onera tanto o Estado quanto o contribuinte.

Somente em 2023, o Judiciário brasileiro recebeu cerca de 35 milhões de novos processos, sendo quase 10% deles relacionados a disputas tributárias. O excesso de normas, a insegurança jurídica e a falta de previsibilidade transformaram o ambiente tributário em um verdadeiro labirinto, exigindo das empresas e dos escritórios uma combinação de alta especialização técnica e visão estratégica para sobreviver.

Nesse contexto, o Queiroz Advogados Associados consolidou-se como uma das referências nacionais em Direito Tributário, com presença destacada em todo o país e atuação de ponta em causas de grande impacto econômico.

O escritório atende mais de 200 empresas de setores como comércio, energia, indústria, combustíveis, financeiro, bebidas, têxtil, alimentício e agroindústria. Nos últimos anos, foram mais de R$ 5 bilhões recuperados, negociados  ou economizados para os clientes, além de alguns bilhões ainda em discussão judicial, com um índice expressivo de decisões favoráveis e grandes reduções em negociações Entre os precedentes emblemáticos, destaca-se a reversão de entendimento no Superior Tribunal de Justiça sobre o direito a crédito de PIS/Cofins na aquisição de álcool anidro, caso que teve repercussão nacional. “Nosso trabalho é técnico e voltado para resultados práticos.

Cada tese precisa gerar impacto financeiro real, seja reduzindo passivos, seja garantindo o direito de crédito e melhorando o fluxo de caixa das empresas”, afirma Mary Elbe Queiroz, advogada tributarista e sócia do Queiroz Advogados. Devido ao trabalho desenvolvido na área tributária, o escritório foi reconhecido pela Leaders League 2026 na categoria “Recomendado” em Direito Tributário, um dos rankings jurídicos e financeiros mais respeitados do mundo.

Para incluir o escritório nessa classificação, a publicação analisou critérios como expertise técnica, inovação, governança e impacto efetivo dos casos conduzidos. “Estar em um diretório internacional de referência valida a qualidade da equipe e a consistência das soluções que entregamos. Em um país com mais de 1 milhão de escritórios de advocacia, esse reconhecimento confirma nossa posição de destaque e a confiança das empresas em nosso trabalho”, afirma Mary Elbe Queiroz.

O reconhecimento ocorre em um momento de expansão do portfólio. Para 2026, o Queiroz Advogados prepara novas frentes voltadas à resolução de passivos e à consensualidade tributária, com produtos específicos para transações fiscais e redução de grandes dívidas empresariais. A proposta é integrar análise jurídica, tecnologia e estratégia negocial para oferecer soluções que reflitam a evolução do ambiente regulatório brasileiro.

Essa agenda ganha importância em um contexto em que a reforma tributária e a inovação  vêm transformando a relação entre contribuintes e fisco, exigindo respostas mais técnicas, céleres e integradas.


Sobre Queiroz Advogados

Queiroz Advogados Associados é um Escritório de Advocacia Tributária comprometido em oferecer soluções jurídicas estratégicas e eficazes, seja em defesas tributárias, seja na busca pelas melhores negociações em transações e acordos tributários, seja em consultorias e planejamentos, com propósito de proporcionar aos clientes a certeza e a confiança de que o seu caso será conduzido com excelência e transparência por uma equipe com sólida formação e alto índice de sucesso.

Fundado pela Prof.ª Dr.ª Mary Elbe Queiroz, referência nacional e internacional em matéria de Tributação, o escritório tem sedes em São Paulo e Recife e atuação em todo o Brasil nas esferas federal, estadual e municipal.

 

São Paulo atrai empresas e amplia investimentos com São Paulo Negócios

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A agência atua como ponte entre o Poder Público e o setor privado, oferecendo atendimento técnico e personalizado às empresas

São Paulo mantém o posto de principal centro de negócios do Brasil e segue expandindo a influência econômica. A capital registrou 10.104 empresas vindas de outras cidades apenas no primeiro semestre de 2025, um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Prefeitura de São Paulo. Desde 2021, 84.391 companhias transferiram as sedes para a capital, movimentando R$ 3,2 bilhões em arrecadação.

O ambiente empreendedor também segue aquecido, com 106.340 novas empresas abertas neste ano, alta de 15% em relação a 2024, conforme a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

Segundo a Jucesp, julho de 2025 teve o melhor desempenho do ano em aberturas de empresas, com cerca de 16,5 mil constituições, superando os resultados de fevereiro e março. O número reforça o papel da capital como motor da economia paulista e nacional.

O desempenho se reflete no mercado de trabalho, que apresentou taxa de desemprego de 5,4% no segundo trimestre de 2025, a menor da série histórica para o município, de acordo com levantamento da prefeitura com base na PNAD Contínua do IBGE.

O resultado reforça o dinamismo da economia paulistana e a capacidade da cidade de absorver novos investimentos, mesmo em um cenário nacional de desaceleração moderada.

Em meio a esse contexto, a São Paulo Negócios tem desempenhado papel importante na consolidação da capital como hub global de investimentos e inovação.

Vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, a agência atua como ponte entre o Poder Público e o setor privado, oferecendo atendimento técnico e personalizado a empresas que desejam investir, expandir operações ou se internacionalizar.


A agência organiza a atuação em 4 pilares principais

  • Atração e Expansão de Investimentos
    Atendimento 360º, desde o diagnóstico até a implantação. Realiza estudos de viabilidade, apoio técnico e institucional, e interlocução direta com órgãos reguladores.
  • Inovação e Tecnologia
    Apoia programas como SP Tech Week e Avança Tech, além de eventos globais do setor. Entre 2013 e 2023, a arrecadação do setor tech cresceu 470%, com 339 mil empresas ativas em 2024 (+60% em 10 anos). Fomenta startups, hubs de inovação, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e regulação inteligente.
  • Internacionalização e Rodadas de Negócios
    Promove missões empresariais, feiras e agendas comerciais globais, rodadas de negócios e apoio sob demanda à exportação. Incentiva a competitividade das empresas paulistanas no cenário global e aumenta o volume e a diversidade das exportações.
  • Desestatização e Parcerias Público-Privadas (PPPs)
    Conduz audiências públicas, consultas ao mercado e roadshows com investidores. De 2021 a 2024, 80% dos contratos de desestatização da Prefeitura contaram com apoio da São Paulo Negócios. Oferece benefícios como isenção de IPTU e ITBI, redução de ISS e licenciamento acelerado (até 155 dias úteis).

Na área de comércio exterior, a São Paulo Negócios coordena o programa São Paulo Exporta, que oferece capacitação empresarial, planejamento de internacionalização e promoção comercial em mercados-alvo. A agência também disponibiliza o Manual Passo a Passo da Exportação (edição 2025), que reúne orientações práticas sobre como iniciar o processo de venda para outros países e pode ser solicitado diretamente à equipe técnica da instituição.

A iniciativa faz parte dos esforços da agência para ampliar o número de empresas paulistanas que exportam e inserir a cidade no circuito global de negócios.

Para Alessandra Andrade, presidente da São Paulo Negócios “ter uma agência de atração de investimentos como a São Paulo Negócios é fundamental para fortalecer a competitividade da cidade e impulsionar seu desenvolvimento econômico sustentável. Além de promover a capital paulista como destino estratégico para investimentos nacionais e internacionais, apoiamos empresas em todo o processo de implantação, ampliando oportunidades, diversificando a economia e contribuindo para o crescimento equilibrado e inclusivo do município”.

Com esse conjunto de ações, a São Paulo Negócios ajuda a fortalecer o ecossistema empresarial paulistano, caracterizado pela diversidade de talentos, infraestrutura robusta e segurança jurídica.

A cidade consolida sua imagem como destino preferido para quem busca empreender e investir, reunindo inovação, escala e oportunidades.

Aeroporto de Araguaína integra a primeira fase do Programa AmpliAR, voltado à modernização da aviação regional

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Terminal volta a operar voos comerciais e está entre os aeroportos contemplados na etapa inicial do Programa AmpliAR

Iniciativa irá modernizar e ampliar a infraestrutura de aeroportos regionais em todo o país. – Foto: Thiago Santos/Secom Araguaína

 

O Aeroporto de Araguaína (TO), um dos principais terminais da região norte do Tocantins, integra a primeira fase do Programa AmpliAR, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) voltada à modernização e ampliação da infraestrutura de aeroportos regionais em todo o país. O programa tem como objetivo reduzir desigualdades de acesso ao transporte aéreo e fortalecer a conectividade regional, com foco especial nas regiões da Amazônia Legal e do Nordeste.
Atualmente em fase de estruturação e estudos técnicos, o AmpliAR prevê investimentos públicos e privados estimados em R$ 5 bilhões, com a meta de modernizar até 100 aeroportos em diferentes estados. As ações incluem obras de infraestrutura e adequações técnicas voltadas à melhoria de pistas, pátios e terminais de passageiros, além da atualização de sistemas e equipamentos de apoio à navegação aérea. O programa é desenvolvido em parceria com a Infraero, governos estaduais e o setor privado.
O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, destacou que o AmpliAR é uma política de Estado voltada à interiorização da aviação e à retomada da conectividade regional. Segundo ele, os estudos em andamento permitirão identificar as principais necessidades de cada aeroporto e definir as intervenções prioritárias para ampliar a segurança operacional e o atendimento à população.
“O AmpliAR é uma política pública que fortalece a aviação regional e prepara o país para uma malha aérea mais integrada e eficiente”, afirmou o ministro. “Araguaína está entre os aeroportos prioritários dessa primeira etapa de estruturação, que vai permitir planejar as melhorias necessárias e atrair novos investimentos”, concluiu.
A reativação recente das operações comerciais em Araguaína reforça o potencial estratégico do terminal e o papel do programa na consolidação da aviação regional. O aeroporto retomou voos regulares em 23 de outubro de 2025, com o início da rota da Gol Linhas Aéreas entre Palmas e Araguaína, operação que conta com três frequências semanais e amplia a integração do norte do Tocantins à malha aérea nacional.
O gerente do Aeroporto de Palmas, Silvio Nogueira, destacou que a nova rota representa um marco para a aviação regional e contribui para o fortalecimento da economia estadual. De acordo com ele, a ligação entre as duas cidades facilita o deslocamento de passageiros e favorece o ambiente de negócios. “Essa rota é de extrema importância para o Tocantins, porque liga a capital ao seu principal polo econômico, que é a cidade de Araguaína. Isso fomenta a economia, facilita o trânsito da população e atrai novos investimentos”, afirmou Sílvio Nogueira.
O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, também ressaltou a importância da retomada das operações. Segundo ele, a modernização da infraestrutura representa um passo importante para o desenvolvimento local e regional. “O aeroporto de Araguaína volta a operar com padrão moderno e seguro, o que vai impulsionar o crescimento da região”, destacou o prefeito.
Com a inclusão de Araguaína no Programa AmpliAR, o Ministério de Portos e Aeroportos reforça o compromisso de planejar novas melhorias na infraestrutura do terminal, alinhadas à política nacional de fortalecimento da aviação regional e de interiorização dos investimentos no setor aéreo.

Entidades lançam processo de criação de Aliança pelo Transporte Público Coletivo

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São Paulo — Durante o 24º Congresso da ANTP (Arena ANTP), integrantes de 16 entidades de atuação nacional ligadas à mobilidade urbana se reuniram para discutir os desafios do setor e a criação de uma aliança nacional voltada à promoção e ao fortalecimento do transporte público coletivo no Brasil.

A proposta debatida visa construir uma articulação nacional ampla e permanente, que reúna instituições comprometidas com o desenvolvimento de políticas públicas e soluções que tornem o transporte coletivo mais eficiente, acessível e sustentável. O encontro reiterou a necessidade da defesa e valorização do transporte público — reconhecido como um direito social e um serviço público essencial para o desenvolvimento das cidades e para a mobilidade das pessoas.

Durante a reunião, foram identificados oito temas estruturantes para o setor, com destaque para dois: a aprovação do novo marco legal do transporte público coletivo, já aprovado no Senado e aguardando votação na Câmara dos Deputados; e a realização de estudos sobre política tarifária, com foco na tarifa zero.

A discussão sobre essa iniciativa marca o início de uma nova frente de cooperação entre entidades que atuam diretamente na mobilidade urbana com uma proposta plural e colaborativa, integrando operadores de transporte por ônibus e trilhos, indústria, organizações da sociedade civil, poder público e instituições financeiras. A iniciativa pretende estimular o diálogo, alinhar estratégias e promover ações conjuntas que ampliem a participação do transporte coletivo na matriz de mobilidade urbana e impulsionem políticas públicas voltadas à eficiência, acessibilidade e sustentabilidade do setor.

Os próximos passos incluem o envolvimento de outras entidades do setor no processo de formação da Aliança e a elaboração de um manifesto público que formalizará a criação da nova instância.

Governo federal entrega obras no Porto de Outeiro (PA) e amplia infraestrutura para a COP30

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Com investimentos de R$ 260 milhões, cais do porto está apto para atracação de navios e embarque e desembarque de passageiros

Entrega das obras de requalificação do Terminal Portuário de Outeiro (PA) – Foto: Eduardo Oliveira/MPor

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participaram neste sábado (1º) da cerimônia de entrega das obras de requalificação do Terminal Portuário de Outeiro, no Pará. Com investimentos de R$ 260 milhões, a estrutura está pronta para receber navios e movimentação de passageiros.
Coordenado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop), com patrocínio federal via Itaipu Binacional e execução da Companhia Docas do Pará (CDP), o empreendimento modernizou e reforçou toda a área de cais e a prancha de carga do porto. Finalizadas antes do prazo, as obras geraram cerca de 450 empregos, com prioridade para trabalhadores da região.

Para o presidente Lula, o porto é um símbolo da bioeconomia do Brasil. “Vamos poder mostrar para a parte do mundo que está preocupada com a manutenção do clima de que investir em bioeconomia é uma das coisas mais sagradas. E o Pará pode ser a porta de entrada desse novo modelo de desenvolvimento. Este porto significa isso. Quem imaginaria que um transatlântico, que carrega 6 mil pessoas, poderia parar aqui? E a gente está mostrando que isso é possível”, celebrou.
Costa Filho fez questão de destacar a importância das obras no porto e seus benefícios. “As melhorias no terminal de Outeiro serão um grande reforço para receber os cruzeiros que virão para a COP30. Também serão instalados equipamentos, como estações de raio X, que nos permitirão ter controle de entrada e saída de quem nos visita. Tudo isso é mais conforto e segurança às delegações que aqui estarão. Isso dialoga com a agenda ambiental, com a sustentabilidade, com a transição energética. Assim, cada vez mais o Brasil vai se transformando num grande player internacional, e a pauta de sustentabilidade dialoga com o crescimento econômico do Brasil”, celebrou.

Benefício atual e futuro
O terminal está apto a receber dois navios como hotéis flutuantes durante a COP30, adicionando 6 mil leitos à rede hoteleira de Belém e desafogando a demanda por hospedagem durante o evento. No futuro, a estrutura será incorporada às rotas regulares de turismo marítimo, beneficiando de forma contínua os setores de hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e a população da região Norte, com impactos em médio e longo prazos.
O novo terminal integra a estratégia do Governo Federal para fortalecer a matriz de exportação do estado e atrair novas rotas marítimas, consolidando o porto como alternativa competitiva no Arco Norte.
Iniciado em 17 de abril deste ano, o projeto do novo Porto de Outeiro está sendo concluído em seis meses, tempo recorde para uma obra portuária. Para isso, foram projetadas frentes de trabalho simultâneas, 24 horas por dia, em três turnos de trabalho com equipes diferentes, para que o cronograma seguisse o ritmo esperado. O projeto contou com a construção de 11 dolphins; instalação de 10 pontes metálicas; e ampliação do píer de 261 metros para 716 metros, com capacidade de deslocamento de 80 mil toneladas, o dobro da capacidade anterior.

Aeroporto de Belém
Mais cedo, Costa Filho e o presidente Lula visitaram e fizeram a entrega das obras de modernização do Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans), que recebeu R$ 450 milhões em investimentos da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA). A ampliação elevou a capacidade do terminal de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros por ano e fortalece a infraestrutura da capital para eventos internacionais como a COP30.
Entre as melhorias estão a requalificação das pistas, novo pátio de aeronaves, ampliação do saguão e triplicação das áreas de embarque doméstico e internacional. O terminal também passou a contar com portões eletrônicos com tecnologia biométrica, sala multissensorial voltada ao público neurodivergente e passou a operar com 100% de energia renovável.
Na cerimônia, o chefe do MPor celebrou as melhorias. “As obras do Aeroporto de Belém estão oficialmente entregues à população do Pará e do Brasil. Mais de R$ 450 milhões investidos. Ganha a COP30, ganha o estado do Pará e ganha o Brasil”, disse.
As obras foram concluídas com quase um ano de antecedência e geraram mais de 1.500 empregos diretos e indiretos.