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6 estratégias para mandar bem na redação do ENEM 2025

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Há pouco menos de um mês para a prova, professora de Língua Portuguesa explica que leitura, repertório sociocultural e prática constante são essenciais para evoluir na escrita e conquistar uma nota alta

Com a proximidade do ENEM 2025, que será realizado nos dias 3 e 10 de novembro, o tempo para revisar conteúdos e treinar a redação se torna cada vez mais precioso. Com dedicação e prática estratégica, é possível evoluir significativamente, mesmo nos últimos meses antes da prova. Para a professora e coordenadora de Língua Portuguesa Vera Matos, do Colégio Objetivo DF, o segredo está em desenvolver não apenas a escrita, mas também o pensamento crítico e a capacidade de organizar ideias com clareza.

“Em sala, trabalhamos com leitura e interpretação de textos motivadores, análise de redações nota mil e orientações direcionadas à produção textual. Também incentivamos a ampliação do repertório sociocultural e o aperfeiçoamento da argumentação, para que o aluno escreva com coesão e propósito”,explica a docente.

Os estudantes produzem redações com frequência e recebem devolutivas individualizadas. Segundo Vera, a correção vai além da atribuição de notas, contemplando observações sobre repertório, coesão, progressão argumentativa e domínio da norma-padrão. Além disso, simulados bimestrais são aplicados seguindo os critérios oficiais do ENEM, com feedback detalhado de corretores especializados, permitindo que cada aluno compreenda seus avanços e identifique pontos a melhorar.

Para aqueles que encontram mais dificuldades, há acompanhamento personalizado, com reescrita orientada, tutoria individual e exercícios direcionados. O objetivo é auxiliar o estudante a dominar a lógica da dissertação-argumentativa, organizar ideias de forma clara e ampliar o repertório sociocultural.

Ainda de acordo com a professora, as redações nota 1000 se destacam pela maturidade argumentativa, pelo uso pertinente do repertório sociocultural, pelo domínio da norma-padrão e pela elaboração de uma proposta de intervenção detalhada e ética, plenamente vinculada à tese defendida. Os erros mais frequentes, segundo ela, estão relacionados à estrutura argumentativa, ao uso dos mecanismos de coesão e às dificuldades em conectar o repertório sociocultural aos argumentos de forma produtiva.

Para desenvolver um repertório consistente, Vera recomenda leituras estratégicas que vão além de notícias, incluindo artigos de opinião, reportagens, obras literárias e conteúdos interdisciplinares que conectem filosofia, história, geografia, literatura e artes aos temas contemporâneos.

Quanto aos temas que podem aparecer no Enem 2025, a professora destaca questões como saúde mental na era digital, os impactos das mudanças climáticas, o enfrentamento ao feminicídio, as migrações pós-guerra e os desafios da reforma da Previdência. Independentemente do tema, a preparação envolve trabalhar os eixos recorrentes do exame: cidadania, tecnologia, meio ambiente, diversidade e políticas públicas e desenvolver repertório diversificado, pertinente e produtivo.

A ansiedade é outro desafio natural nesse período. “Reforçamos que o Enem é uma jornada de amadurecimento. Cada texto produzido representa um passo na evolução. Enxergar a redação como oportunidade de crescimento ajuda a reduzir a pressão”, explica Vera.

Dicas da professora para a reta final do ENEM:

Produza redações com frequência e revise textos anteriores;

Treine com temas recentes e revisite estratégias argumentativas;

Amplie seu repertório sociocultural por meio de leituras diversificadas e conteúdos interdisciplinares;

Integre a prática da redação ao estudo das demais disciplinas, como História, Filosofia e Ciências Humanas;

Priorize qualidade em vez de quantidade na leitura de notícias e informações;

Descanse na véspera da prova para garantir clareza e foco na escrita.

Cada vez mais cedo: cresce número de jovens com câncer de mama no Brasil

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Hábitos de vida, como dieta desequilibrada, tabagismo e uso descontrolado de hormônios, estão ligados ao aumento da doença em mulheres mais novas

O câncer de mama, tradicionalmente mais comum em mulheres acima dos 50 anos, tem apresentado crescimento preocupante entre mulheres com menos de 40. Pesquisas recentes indicam que os casos nesse grupo costumam ser diagnosticados em estágios mais avançados, o que dificulta o tratamento e compromete o prognóstico. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce tornam-se ainda mais importantes.

Hoje, cerca de 23% dos casos de câncer de mama são registrados em mulheres com idade entre 40 e 49 anos. “Essa mudança no cenário está diretamente ligada aos hábitos de vida, com o aumento da obesidade, do sedentarismo e da predisposição genética como agentes potencialmente carcinogênicos”, explica a oncologista do Hospital São Marcelino Champagnat e do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), Aline Vieira.

Em resposta a esse cenário, o Ministério da Saúde anunciou recentemente que vai garantir o acesso à mamografia no SUS a mulheres entre 40 e 49 anos, mesmo que não apresentem sinais ou sintomas da doença, com o objetivo de antecipar o diagnóstico e tratamento.

Além disso, a mudança de comportamento deve se basear, principalmente, em manter os exames de rotina em dia. “A partir dos 40 anos de idade, todas as mulheres devem realizar a mamografia de rastreamento anual e prestar atenção no próprio corpo. Ao identificar algum nódulo ou alteração na mama, é preciso buscar avaliação médica especializada”, reforça Aline. Segundo ela, cuidados com a alimentação, a prática de atividade física e evitar, além do tabagismo, o uso indiscriminado de hormônios são primordiais para reduzir o risco de desenvolver a doença.

Tratamento multidisciplinar

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que, em 2025, serão diagnosticados mais de 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. A incidência é de 66,5 casos por 100 mil mulheres, número considerado alto. Em 2023, mais de 20 mil mortes foram registradas no país pela doença.

“A detecção precoce aumenta em 90% a chance de cura; já no diagnóstico tardio, essa possibilidade cai para menos de 30%, e o tratamento se torna mais agressivo. A mulher fica debilitada com o diagnóstico positivo, e o cuidado integral é fundamental”, frisa a oncologista.

Tratamento

O tratamento do câncer, muitas vezes, envolve quimioterapia e imunoterapia. Esses medicamentos são eficazes no combate às células tumorais, mas também podem afetar algumas células saudáveis do organismo, como as do coração e dos vasos sanguíneos. Isso pode causar inflamação, enfraquecimento do músculo cardíaco e alterações na pressão arterial ou nos batimentos. “É essencial que o tratamento dos cânceres diagnosticados tardiamente seja acompanhado por um cardiologista, porque alterações provocadas pelas terapias e não identificadas precocemente podem gerar falta de ar, inchaço, arritmias ou outros problemas cardiovasculares”, esclarece a cardio-oncologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Ana Paula König.

Entre os tratamentos mais associados a efeitos cardíacos estão as antraciclinas (como a doxorrubicina), que podem causar perda de força no coração, especialmente em doses elevadas, a trastuzumabe, amplamente utilizada no tratamento do câncer de mama, e algumas imunoterapias, que podem provocar miocardite (inflamação do músculo cardíaco). A radioterapia torácica também pode endurecer artérias e alterar válvulas ou o próprio músculo cardíaco. “Nem todos pacientes apresentam complicações, mas o monitoramento contínuo é fundamental para reduzir riscos”, orienta a médica.

Antes do início do tratamento, é importante realizar uma avaliação cardiológica completa. A especialista explica que, durante a quimioterapia, exames como ecocardiograma, eletrocardiograma e laboratoriais devem ser repetidos para garantir que o coração esteja reagindo bem. “Modelos de risco permitem planejar um tratamento individualizado e prevenir complicações cardiológicas”, finaliza Ana Paula.

 

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Exploração de petróleo na Amazônia exige debate transparente

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IPAM pede transparência, ciência e inclusão da sociedade antes de decisões sobre abertura de novos poços de petróleo. Ibama concedeu licença para início de exploração para a Petrobras nesta terça-feira.

 

O IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) defende que o debate sobre a exploração de petróleo na foz do Amazonas deve ser conduzido com máxima transparência, embasamento científico e ampla participação da sociedade. A licença de operação do Ibama para a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá e concedida à Petrobras, nesta segunda-feira (20), não pode significar a aceleração de uma decisão sem diálogo democrático, fundamentado e inclusivo.

 

O uso dos combustíveis fósseis continua sendo a principal causa para as emissões de gases de efeito estufa e vai na contramão de compromissos assumidos pelo Brasil de reduzir em 53% as emissões de gases do efeito estufa até 2030. A posição do Instituto é de que o tema envolvendo os combustíveis fósseis seja debatido em exaustão, em ocasiões como a COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que ocorre em novembro, em Belém, por se tratar de tema vital para o país e o planeta.

 

“Às vésperas da COP30, o Brasil deveria considerar abrir mão desta exploração – seja para catalisar debates sobre alternativas ao petróleo, ou para inspirar o mundo a acelerar a transição energética”, defende André Guimarães, diretor executivo do IPAM e Enviado Especial da Sociedade Civil para a COP30.

 

Com o aumento dos combustíveis fósseis, aumenta também a quantidade de carbono na atmosfera, aquecendo o planeta e fazendo com que a floresta amazônica seque, tornando-se suscetível ao fogo, e influenciando negativamente no papel da Amazônia de fornecer água para o resto do país e do continente — o que também impacta a agricultura nacional e, consequentemente, a segurança alimentar global. Ou seja, mais carbono na atmosfera afeta nossa produção agropecuária e coloca a segurança alimentar do planeta em risco.

 

Como já afirmado em mais de uma ocasião pelo IPAM, a questão dos combustíveis fósseis ainda precisa de mais diálogo. Tanto a comunidade científica quanto as populações tradicionais que podem ser afetadas precisam ser ouvidas antes de o Brasil decidir avançar na foz do Amazonas.

 

Como alternativa para a exploração de petróleo na Amazônia, o IPAM defende a criação de um Fundo de Royalties Verdes, com o objetivo de garantir recursos suficientes (2,2 bilhões de dólares anualmente por tempo indeterminado) para compensar Estados e municípios por não abrirem novas frentes de petróleo na região da floresta.

 

Além de viabilizar a criação do fundo, o governo brasileiro também deveria se voltar para as matérias-primas das novas riquezas brasileiras. Dentre elas, estão a soja, o dendê, a cana-de-açúcar, a mandioca e até o girassol. Com os investimentos certos, é possível utilizar cerca de 40 milhões de hectares de áreas degradadas em ativos produtivos para uma economia verde — beneficiando, até mesmo, o setor de transportes com biocombustíveis como etanol, biometano e biodiesel, combustíveis mais baratos e menos vulneráveis às variações do preço dos barril de petróleo.

 

O futuro energético do Brasil não pode ser decidido às pressas nem à margem da ciência. A Amazônia, vital para o equilíbrio climático e para a vida de milhões de pessoas, precisa ser tratada como patrimônio estratégico — não como fronteira de risco. Ao escolher investir em diálogo, inovação e alternativas sustentáveis, o Brasil se coloca no caminho de liderar a transição energética global com justiça social e responsabilidade ambiental.

Dia Mundial e Nacional da Osteoporose alerta para a importância da prevenção desde a juventude

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Doença silenciosa que enfraquece os ossos atinge cerca de 15 milhões de brasileiros e pode ser evitada com hábitos saudáveis desde cedo
Celebrado em 20 de outubro, o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose chama atenção para uma enfermidade que atinge cerca de 15 milhões de brasileiros, segundo a Fundação Internacional de Osteoporose. A data reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de uma doença que, sem causar dor, torna os ossos cada vez mais frágeis e vulneráveis a fraturas.
“Os jovens da atual geração estão cada vez mais em busca da imagem ideal, muitas vezes recorrendo a dietas extremas, uso de medicamentos emagrecedores e até cirurgias bariátricas sem necessidade. Tudo isso compromete a absorção de nutrientes essenciais, como cálcio e vitamina D, e aumenta o risco de osteoporose precoce”, explica Roberto Rodrigues Filho, chefe da Reumatologia do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
Como a osteoporose afeta o corpo
Ao contrário do que muitos pensam, o osso saudável é poroso, como uma esponja. Essa estrutura permite leveza e resistência ao mesmo tempo. No entanto, quando a “manutenção natural” desses tecidos se torna lenta, como ocorre na osteoporose, os poros internos se alargam, as paredes ficam mais finas e o osso se torna frágil e vulnerável a fraturas.
No Hospital de Base, referência em casos de alta complexidade, são atendidos mensalmente cerca de 80 pacientes com osteoporose. Os casos chegam à unidade quando o tratamento realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) já não é suficiente, ou quando há deficiência crônica na absorção de nutrientes e histórico de fraturas múltiplas.
Prevenção é o melhor tratamento
De acordo com Roberto Filho, o segredo para manter ossos fortes está na prevenção e ela começa com pequenas mudanças no dia a dia.
“A melhor forma de combater a osteoporose é com a prevenção e o acompanhamento regular da saúde. Para os jovens, o cuidado desde cedo é essencial para que no futuro a doença não se torne uma preocupação”, destaca o médico.
Entre as medidas preventivas estão:
·         Ingestão adequada de cálcio por meio de leite, queijos, iogurtes e vegetais verde-escuros;
·         Produção de vitamina D, obtida pela exposição diária ao sol e, se necessário, com suplementação médica;
·         Prática regular de exercícios físicos, especialmente os de impacto e força, como musculação, pilates e caminhada.
O especialista alerta que a osteoporose não é apenas uma condição da terceira idade. “Maus hábitos alimentares, sedentarismo e a busca por emagrecimento rápido têm antecipado o surgimento da doença em faixas etárias cada vez mais jovens. Por isso, o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce como aliados fundamentais para envelhecer com saúde e qualidade de vida”, declara Roberto Filho.

Educadores questionam eficácia de provas tradicionais

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Avaliação processual e formativa, também conhecida como avaliação continuada, ajuda professores a intervir antes do fracasso escolar

As avaliações formais, aplicadas ao fim de cada bimestre ou trimestre, foram, por séculos, o único meio de avaliação utilizado por escolas na maior parte do mundo – e ainda não. No entanto, esse cenário vem mudando à medida que a escola contemporânea desenvolve métodos mais eficazes para acompanhar em tempo real o processo de aprendizagem.

“Fazer avaliação nunca foi o momento preferido dos estudantes”, brinca a coordenadora de Avaliações da Aprende Brasil Educação, Rita Schane. Ela explica que, ao longo das últimas décadas, os especialistas passaram a compreender melhor as reclamações e dificuldades atribuídas às avaliações. Com isso, refletiram sobre métodos mais eficazes para medir o que estava sendo aprendido e consequentemente, avaliado. “Enquanto educadores, começamos a entender que o conhecimento que o estudante adquire nas aulas não pode ser provado em um único dia, respondendo a uma única avaliação. Isso porque inúmeros fatores podem influenciar aquele momento avaliativo, o que pode invalidar o resultado”, detalha.

Se uma criança não está bem de saúde ou tem algum desconforto físico, se algo aconteceu na vida pessoal – uma discussão, uma situação complexa em casa, uma preocupação – ou se por alguma razão essa criança não conseguiu se alimentar adequadamente no dia da avaliação: tudo isso influencia seu desempenho.

Uma das maneiras de driblar esse problema é justamente investir na avaliação contínua e formativa. Ou seja, acompanhar, no dia a dia, a evolução dos estudantes frente aos mais variados objetos do conhecimento e habilidades. Isso permite identificar pontos de dúvida e dificuldades assim que aparecem e corrigir a rota antes que o conteúdo abordado se torne ainda mais complexo e o aprendizado dos estudantes, ainda mais difícil. “Avaliar continuamente significa acompanhar cada etapa da aprendizagem do estudante, identificar avanços e dificuldades, mas, principalmente, oferecer caminhos para que ele possa superar os desafios. Com esse tipo de acompanhamento, conseguimos ensinar de forma quase personalizada”, explica.

Além do impacto direto no desempenho acadêmico, a avaliação processual e formativa – popularmente conhecida como avaliação continuada – fortalece o vínculo entre professores e estudantes. O estudante se sente mais apoiado quando percebe que sua trajetória está sendo acompanhada de forma individualizada e diversificada. “Precisamos parar de reduzir nossos estudantes a uma nota no boletim. Ao acompanhá-los mais de perto, eles sentem que não estão sozinhos na jornada do aprender e isso é muito importante porque estamos falando de sujeitos em desenvolvimento, com potencialidades que precisam ser reconhecidas e estimuladas”, ressalta a especialista.

Avaliação ao longo da jornada escolar

Os instrumentos utilizados para fazer esse acompanhamento precisam ser adaptados a cada etapa da vida escolar. Na Educação Infantil, por exemplo, isso é feito por meio de observações cotidianas sobre o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças. “Nessa fase, não faz sentido pensar em avaliações escritas formais. O acompanhamento é feito no dia a dia, analisando como a criança interage, se comunica, explora o ambiente e constrói suas noções de conhecimento. As pautas de observação e construção de portfólios são bastante indicadas nessa etapa”, afirma Rita.

No Ensino Fundamental a prática da avaliação processual e formativa ganha contornos mais estruturados. Nessa fase, é possível realizar projetos e fazer uso de registros de atividades como ferramentas para analisar a evolução dos estudantes. A diversidade de estratégias de ensino e de avaliação permite identificar se eles estão apenas decorando os objetos de conhecimento ou se conseguem, de fato, utilizar habilidades, raciocínio lógico e leitura crítica para resolver problemas. “Também é muito importante, em todas as fases da vida escolar, contar com recursos especialmente desenvolvidos para esse tipo de análise”, esclarece. A Aprende Brasil Educação, por exemplo, para esse fim, disponibiliza o hábile, uma avaliação em larga escala que coleta e sistematiza informações a respeito do desempenho dos estudantes por meio de testes e questionários contextuais, com a finalidade de proporcionar aos professores possibilidades e sugestões de adequações metodológicas personalizadas na retomada de objetos do conhecimento e no desenvolvimento de novas habilidades.

Por fim, no Ensino Médio esse tipo de avaliação desempenha papel ainda mais estratégico, uma vez que essa é a etapa de preparação para grandes desafios, como o vestibular e o mundo do trabalho. “Se a escola acompanha de perto o progresso dos estudantes, ela consegue ajustar metodologias, oferecer apoio direcionado e preparar jovens mais autônomos e conscientes do seu próprio processo de aprendizagem”, finaliza.

O NOVO Ministro do STF

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Por Ives Gandra*

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, renunciou ao cargo, apesar de ter ainda alguns anos pela frente. Nós participamos daquela Comissão de Notáveis, nomeada pelo então Presidente do Senado, José Sarney, em 2012, para repensar o Pacto Federativo. Éramos 13 integrantes, sob a presidência do ex-ministro Nelson Jobim, e sempre tivemos uma relação muito boa no campo do direito constitucional, inclusive amizade pessoal, e escrevemos livros juntos.

O Ministro Luís Barroso participou dos Comentários à Constituição Federal, editado pela Fecomercio/SP, e do nosso Tratado de Direito Constitucional, que coordenei com o Ministro Gilmar Mendes e Carlos Valder do Nascimento em 2010. Nessa obra, três Ministros do Supremo também escreveram: ele, Alexandre de Moraes e o próprio Gilmar Mendes.

As minhas discordâncias com o Ministro Luís Barroso foram por seguirmos escolas de pensamento distintas. Sou um originalista: acho que quem pode mudar a Constituição é sempre o Poder Legislativo, como constituinte derivado.

Por essa razão, sempre divergi da linha adotada pelo jurista alemão Peter Häberle, que faleceu recentemente, cuja corrente doutrinária influenciou muito o pensamento do Ministro Gilmar Mendes, na medida em que admite uma atuação até criativa na interpretação do direito, permitindo que o Poder Judiciário adapte a Constituição às novas realidades e não apenas o Poder Legislativo.

Embora Häberle seja conhecido internacionalmente, o que o fez respeitado no mundo inteiro, a minha corrente é diferente. Reafirmo: sou originalista e, como Antonin Scalia nos Estados Unidos, defendo que a função da Suprema Corte deve sempre respeitar o que o constituinte pretendeu, cabendo as modificações e as adaptações da Constituição àqueles que foram eleitos pelo povo, ou seja, ao Congresso Nacional.

Ora, com a renúncia do Ministro Luís Barroso, cabe ao Presidente Lula indicar um novo Ministro, e eu gostaria muito que fosse alguém que respeitasse aquilo que o Constituinte pretendeu.

Diz o artigo 101: “O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada”.

Vale ressaltar que o “notável saber jurídico” é um saber jurídico superior ao daqueles que são simplesmente conhecedores do Direito. O Ministro do Supremo deve ter alto nível de conhecimento, a ponto de ser notável, não apenas notório por ser conhecido, mas, repito, notável pelos conhecimentos que tem. Em outras palavras, ele deve ser uma figura, do ponto de vista de conhecimento, semelhante às que tínhamos no século passado, a exemplo de professores titulares, como era o caso do Ministro Moreira Alves, o qual levou, portanto, o seu saber superior de Direito à Corte para decidir.

O “notável” saber jurídico deveria sempre nortear os Presidentes da República na escolha do Ministro para a Suprema Corte.

O apelo que faço ao Presidente Lula é de que indique ao Supremo Tribunal Federal alguém de notável saber jurídico, o que se revela por meio de titulações acadêmicas e influência no direito brasileiro de alguma forma, através dos seus escritos e teses doutrinárias. Tal postura representaria um serviço extraordinário ao Brasil, garantindo assim o respeito ao requisito constitucional.

Indicar uma pessoa de notável saber jurídico, de conhecimento acima do normal do Direito, para julgar e definir, como guardião da Constituição, como a nossa Carta Magna deve ser aplicada, é altamente benéfico para o povo e o País.

Enfim, este é o meu desejo e a minha esperança: que o Presidente Lula tenha a percepção desse adjetivo fantástico que está na Constituição Federal, ou seja, a de que o indicado tenha um notável saber jurídico.

* Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Acade mia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Tiago Brunet realiza obra missionária na Angola, com visitas a aldeias, orfanatos e ao projeto Aldeia Nissi, apoiado desde 2019

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Teólogo e autor best-seller também promoveu o evento gratuito “3 Noites de Expansão”, em Luanda

Na última semana, Tiago Brunet esteve em missão na Angola, dando continuidade a um trabalho social que realiza no país desde 2019. O teólogo, palestrante e empresário, referência em espiritualidade e propósito, ministrou uma palestra para empreendedores em Luanda e visitou aldeias, orfanatos e obras sociais no interior do país. Entre as ações, destaca-se o apoio ao projeto Aldeia Nissi, iniciativa fundada por Caique Oliveira que transforma vidas por meio da educação, cultura, saúde e acolhimento.

 

Criada em 2009, na província do Bié, a Associação Aldeia Nissi nasceu do trabalho de voluntários brasileiros com o objetivo de garantir acesso à educação e saúde básica para crianças em situação de vulnerabilidade. Hoje, o projeto é referência nacional, com dezesseis salas de aula que atendem cerca de 1.300 alunos e geram quase 100 empregos locais. O espaço também oferece atividades extracurriculares, como teatro, dança, canto coral e artesanato, e abriga a Casa de Cultura Weilla Martha, inaugurada em 2023.

 

A instituição mantém uma Casa de Apoio com 43 crianças e jovens, realiza a distribuição semanal de cestas básicas para 270 famílias e desenvolve o Programa Albinos, que oferece atendimento médico especializado e protetor solar gratuito a cerca de 300 pessoas cadastradas.

Durante sua passagem, Brunet também promoveu o evento “3 Noites de Expansão”, iniciado nesta quarta-feira (15), na Catedral Adoração e Promessa, em Luanda, com entrada gratuita. “Serão dias intensos, servindo e cumprindo o nosso destino, sempre em busca de transformação social”, declarou.

 

Fundador da Casa de Destino e CEO do Instituto Destiny, Tiago é reconhecido internacionalmente por seu trabalho que une fé, conhecimento e impacto social. Autor de best-sellers publicados em mais de 15 países, como “Especialista em Pessoas” e “12 Dias para Atualizar Sua Vida”, ele comemora o sucesso de “Ganhe o Mundo Sem Perder a Alma”, segundo livro de autoajuda mais vendido do Brasil, segundo a Veja.

 

Com mais de 7,4 milhões de seguidores no Instagram e 3,58 milhões no YouTube, Brunet também comanda o programa “Café com Destino” e o BrunetCast, além de ser o criador do Método Destiny e da Conferência Destino, uma das maiores da América Latina no segmento de espiritualidade.

 

UNICEPLAC recebe Selo de Qualidade do TJDFT

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Reconhecimento destaca o compromisso da instituição com a cidadania e a promoção dos direitos sociais

O Centro Universitário UNICEPLAC recebeu o Selo de Qualidade concedido pela 2ª Vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A cerimônia de entrega foi realizada nesta quinta-feira, 16 de outubro, e contou com a presença da professora Dra. Kelly Pereira, reitora do UNICEPLAC.

Instituído pela Portaria GSVP nº 6, de 29 de julho de 2025, o Selo de Qualidade tem como objetivo reconhecer institucionalmente boas práticas, eficiência e excelência na execução das atividades judiciais e administrativas. A iniciativa busca incentivar a manutenção de elevados padrões de desempenho e valorizar as equipes que se destacam em suas atuações.

É um orgulho, para todos nós, receber este reconhecimento. O UNICEPLAC promove uma formação que ultrapassa os limites da sala de aula. Por meio dos Núcleos de Práticas Jurídicas, nossos estudantes do curso de Direito prestam atendimentos nas áreas cível e criminal a pessoas em situação de vulnerabilidade, assegurando o acesso à justiça, fortalecendo a cidadania e promovendo a conquista de direitos sociais”,afirmou a professora Dra. Kelly Pereira.

Eduardo Bismarck fortalece parcerias internacionais e confirma congresso da Cocal em Fortaleza durante missão no Panamá

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Secretário do Turismo do Ceará se reúne com lideranças do setor e celebra escolha de Fortaleza como sede do principal evento latino-americano de turismo de negócios em 2026.

 

O secretário do Turismo do Ceará, Eduardo Bismarck, realizou missão oficial no Panamá com uma visita à Embaixada do Brasil, na Cidade do Panamá. A comitiva foi recebida pelo conselheiro político e comercial Gustavo da Veiga Guimarães, que representou o embaixador João Mendes Pereira, atualmente em missão no Brasil.

 

Durante o encontro, realizado na última quarta-feira (15), também esteve presente Paloma Mendes, assessora do Setor Comercial da Embaixada, responsável por temas ligados ao turismo. O diálogo teve como foco o fortalecimento de parcerias bilaterais e a busca por novas oportunidades de promoção turística e atração de investimentos para o Ceará.

 

“O Panamá é um importante hub aéreo e comercial da América Latina. Nossa missão aqui tem o objetivo de estreitar relações e abrir portas para que o Ceará siga se consolidando como um dos destinos turísticos mais conectados e atrativos do continente”, destacou Eduardo Bismarck, ressaltando o empenho do governador Elmano de Freitas em impulsionar o setor.

 

Na sequência da agenda, o secretário se reuniu com Luiz Ricardo Martinez, vice-presidente da Câmara de Turismo do Panamá e presidente da Cocal — entidade que reúne associações de eventos corporativos de 17 países latino-americanos.

 

“Seguimos fortalecendo o turismo do Ceará além das fronteiras! Foi um diálogo importante sobre o fortalecimento do turismo de negócios e eventos na nossa região, especialmente com a boa notícia de que, no próximo ano, Fortaleza será sede do congresso internacional da Cocal, no nosso Centro de Eventos do Ceará. Um resultado que reflete o trabalho integrado e a liderança do governador Elmano de Freitas, que tem feito do turismo uma prioridade para o desenvolvimento do nosso Estado”, celebrou Bismarck.

 

A missão do Governo do Ceará no Panamá integra a estratégia da Secretaria do Turismo de internacionalizar o destino cearense, ampliando rotas, investimentos e cooperação entre países.

Rejunte é com Elas já capacitou mais de 150 mulheres e amplia presença feminina na construção civil do DF

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Projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania, em parceria com o Senai e o Sinduscon, forma novas turmas em Planaltina e Itapoã e transforma a realidade de mulheres em situação de vulnerabilidade

Desde que foi criado, em 2024, o projeto Rejunte é com Elas vem abrindo caminhos para o protagonismo e a autonomia financeira de mulheres do Distrito Federal. A iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF (Senai-DF), já capacitou mais de 150 alunas nas técnicas de acabamento e finalização de obras — área historicamente dominada por homens, mas que vem se tornando cada vez mais plural.

Nos dias 15 e 16 de outubro, o projeto celebrou a formatura de 50 novas profissionais, das regiões administrativas de Planaltina e Itapoã. Durante o curso, com duração de 40 horas e aulas semanais, as participantes aprenderam técnicas de rejuntamento, assentamento de cerâmica, limpeza pós-obra e até como montar o próprio currículo. Mais do que isso: encontraram nas salas de aula um espaço de fortalecimento, aprendizado e novas perspectivas de vida.

Transformação e novas oportunidades

Entre as histórias inspiradoras que nasceram do projeto está a de Maria Irene Alves, 57 anos, moradora de Ceilândia. Ela participou de uma das primeiras turmas do Rejunte é com Elas e, poucos dias após concluir o curso, foi contratada por uma empresa da construção civil. “Eu estava há muito tempo sem trabalho fixo e o curso me abriu uma porta. Hoje eu acordo cedo, coloco meu uniforme e saio de casa com orgulho. Foi uma virada na minha vida”, contou Luzia, emocionada.

Casos como o dela se repetem a cada nova turma, mostrando que o Rejunte é com Elas vai além da capacitação: é um instrumento de inclusão social e geração de renda. Muitas participantes, inclusive, encontraram no curso uma forma de superar dificuldades emocionais, fortalecer a autoestima e reconquistar a independência.

É o caso de Maria Benedita Teixeira, de 58 anos, que foi destaque na turma do Itapoã e escolhida como representante da formatura. “Participar do Rejunte é com Elas me trouxe ânimo, me fez sair de casa e acreditar em mim de novo. Tenho esperança de voltar a trabalhar na área”, contou a aluna, que já atuou nas obras do Itapoã Parque.

Já Silvana dos Santos, de 39 anos, formada em Planaltina, destacou a importância prática e emocional da capacitação: “Foi uma experiência muito boa. A professora é super paciente, fiz amizades e aprendi uma profissão que posso aplicar até dentro de casa”, disse.

Construindo igualdade

O projeto integra o programa Direito Delas, da Sejus-DF, que promove ações de acolhimento, empoderamento e capacitação para mulheres em situação de vulnerabilidade. A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, destacou a importância da presença feminina na construção civil e o papel do programa como ferramenta de transformação social. “Cada uma dessas mulheres provou que competência não tem gênero. Elas estão construindo um futuro mais justo, com oportunidades, autonomia e igualdade”, afirmou a secretária.

Programa Direito Delas

Desenvolvido pela Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav/Sejus), o programa Direito Delas atua em 11 núcleos espalhados pelo DF (Plano Piloto, Ceilândia, Estrutural, Gama, Guará, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia e São Sebastião).

O programa oferece apoio jurídico, psicológico e social a mulheres em situação de vulnerabilidade e promove políticas públicas voltadas à autonomia feminina, com ações que vão do acolhimento humanizado à capacitação profissional.

Com o Rejunte é com Elas, o programa reafirma seu compromisso de transformar vidas, promovendo inclusão, autoestima e oportunidades concretas de trabalho e renda para centenas de mulheres do Distrito Federal.