Início Site Página 2252

Egito encontra partes de corpos e assento de aeronave da EgyptAir

0

Kammenos disse que a Grécia não irá especular razões sobre o ocorrido

ASSOCIATED PRESS/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Autoridades egípcias encontraram bagagens, um assento e partes de corpos durante buscas pela aeronave da EgyptAir que caiu no Mediterrâneo, disse o ministro da Defesa da Grécia nesta sexta-feira (20).

“Pouco tempo atrás fomos comunicados por autoridades egípcias sobre a descoberta de parte de corpo, um assento e bagagens pouco ao sul de onde o sinal da aeronave foi perdido”, disse o ministro da Defesa, Panos Kammenos, a repórteres em Atenas.

O voo, que levava 66 pessoas a bordo, desapareceu minutos depois de deixar a Grécia para espaço aéreo egípcio na manhã de quinta-feira.

Kammenos disse que a Grécia não irá especular razões sobre o ocorrido. Ele reiterou que radares gregos mostraram grandes oscilações na trajetória da aeronave, à medida que mergulhou de uma altitude de 15 mil pés, então desaparecendo de radares.

Em nova operação, PF mira em pessoas ‘próximas’ de Lula

0

Do R7, com Estadão Conteúdo

A operação Janus, deflagrada na manhã desta sexta-feira (20) pela Polícia Federal, cumpre decisões judiciais contra pessoas ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Santos (SP). Segundo a PF, são quatro mandados de busca e apreensão, duas conduções coercitivas e cinco intimações.

De acordo com a Polícia Federal, os investigadores verificam contratos da Odebrecht com uma empresa de construção civil “em nome de parentes de um ex-agente público”. Há indícios que as negociações tenham envolvido pagamento de propina.

Trata-se de uma apuração do Ministério Público Federal que investiga as relações entre a Odebrecht e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Hoje, os policiais vão colher documentos e depoimentos para tentar “esclarecer quais razões para a Odebrecht ter celebrado contratos, entre 2012 e 2015, com uma empresa de construção civil de pequeno porte com sede em Santos/SP para a realização de obras complexas em Angola”.

Essa pequena construtora recebeu cerca de R$ 3,5 milhões. O contrato total com o BNDES foi de US$ 464 milhões, segundo a PF. Entre os crimes investigados estão tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Lula atuou para obter silêncio de Nestor Cerveró, diz denúncia Procurador da República

0

Do G1

O Jornal Nacional teve acesso à íntegra da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de obstrução à Justiça no caso da Operação Lava Jato que envolve o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Em nota, o Instituto Lula informou que o ex-presidente “jamais” tentou interferir na conduta de Cerveró ou em qualquer outro assunto relacionado à Operação Lava Jato (leia mais ao final desta reportagem).

A PGR partiu das delações do senador cassado Delcidio do Amaral (sem partido-MS) e de seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira, para buscar provas materiais, como extratos bancários, telefônicos, passagens aéreas e diárias de hotéis.

A conclusão da procuradoria é de que eles se juntaram ao ex-presidente Lula; a José Carlos Bumlai, pecuarista e amigo do ex-presidente; ao filho de Bumlai, Mauricio Bumlai, e atuaram para comprar por R$ 250 mil o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Segundo a denúncia, o primeiro pagamento, de R$ 50 mil, foi feito por Delcidio em maio do ano passado. Ele teria recebido o  dinheiro de Mauricio Bumlai num almoço. A quebra de sigilo mostra que Mauricio Bumlai fez dois saques de R$ 25 mil dias antes.

A operação, de acordo com a PGR, foi feita numa agencia bancaria da Rua Tutóia, em São Paulo, onde teria ocorrido o repasse dos valores a Delcídio do Amaral.

A denúncia diz que Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcidio, fez os pagamentos que restavam em outras quatro datas entre junho e setembro do ano passado, sempre recebendo o dinheiro sacado por Bumlai na agência da Rua Tutóia, conforme os extratos bancários.

A denúncia detalha a participação de Lula no planejamento desses repasses.

A Lava Jato quebrou o sigilo de e-mails do Instituto Lula e apontou que Lula se reuniu com Delcídio cinco vezes entre abril e agosto do ano passado, ou seja, antes e durante as tratativas e os pagamentos pelo silêncio de Nestor Cerveró.

Uma das reuniões foi no Instituto Lula, em 8 de maio, dias antes de Delcidio fazer o primeiro pagamento, segundo a denúncia.
Delcidio afirmou em delação premiada que, no encontro, o ex-presidente expressou grande preocupação de que José Carlos Bumlai pudesse ser preso por causa de delações na Lava Jato e que Bumlai precisava ser ajudado.

Segundo Delcidio, o motivo para a intervenção na delação de Cerveró era evitar que viessem à tona fatos supostamente ilícitos envolvendo ele mesmo, José Carlos Bumlai e Lula.

A PGR também aponta como provas telefonemas entre Lula e José Carlos Bumlai, como em 7 de abril, um mês antes dos pagamentos, quando Lula e Bumlai se falaram quatro vezes. Em 23 de maio – um dia depois do primeiro pagamento – Lula ligou para José Carlos Bumlai. Conversaram duas vezes nesse dia.

No final da denúncia, a procuradoria conclui que Lula “impediu e/ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa , ocupando  papel central , determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai” e pede a condenação dos denunciados por obstrução da Justiça.

Versões dos acusados

Em nota, o Instituto Lula declarou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já esclareceu em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República que jamais conversou com o ex-senador Delcídio do Amaral com o objetivo de interferir na conduta do condenado Nestor Cerveró ou em qualquer outro assunto relativo à Operação Lava Jato.

A defesa de José Carlos Bumlai negou as acusações e afirmou que ele nunca pagou qualquer valor a Cerveró. A defesa declarou que o ex-senador Delcídio do Amaral está vendendo informações falsas em troca de sua liberdade.

Os advogados de Maurício Bumlai informaram que só comentarão o caso depois de terem acesso à denúncia inteira.
A defesa de Diogo Ferreira confirmou os pagamentos, mas disse que foram feitos a mando do ex-senador Delcídio do Amaral.

O advogado de Edson Ribeiro declarou que seu cliente sequer conhece Lula e Bumlai e voltou a afirmar que Ribeiro jamais participou de qualquer ato de obstrução à Justiça.

A defesa de André Esteves declarou que seu cliente não cometeu nenhuma irregularidade.
O Jornal Nacional não obteve resposta dos advogados de Delcídio do Amaral.

Agnelo vira réu por dobrar jornada no fim do mandato

0

O ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e a última secretária de Saúde dele, Marília Coelho Cunha, se tornaram réus em um processo de improbidade administrativa. A gestora assinou uma portaria a dois dias do fim do mandato do petista em que dobrava a jornada de trabalhado dele, também aumentando o salário. O ex-governador se mudou para Brasília em 1980 para fazer residência médica em cirurgia-geral. A vida política começou em 1990, e ele se afastou dos hospitais.

Reportagem da TV Globo apontou que, com a mudança na jornada de trabalho, Agnelo recebeu média de R$ 22 mil por mês entre janeiro e agosto do ano passado – período em que esteve de licença-prêmio. Para o Tribunal de Justiça, houve aumento de salário indevido e prejuízo aos cofres públicas. A denúncia foi feita pelo Ministério Público.

Agnelo se defendeu na Justiça dizendo que a carga horária estendida já fazia parte da rotina dele como governador. Já Marília afirmou ao Bom Dia DF que não vê irregularidade na decisão que beneficiou o ex-governador, porque todos os cirurgiões toráxicos fazem 40 horas semanais. Ela também disse haver um decreto de 2004 em que o servidor que retorna ao cargo original tem de assumir com 40 horas.

O juiz que aceitou a denúncia afirmou que chama a atenção o fato de o ex-governador não ter pedido o aumento na carga de trabalho oficialmente. Além disso, o ato não foi publicado na época no Diário Oficial.

Agnelo foi cedido ao governo federal em agosto do ano passado, após prorrogar a volta ao trabalho com dois atestados médicos que somavam 30 dias. Ele informou ao G1 na época que fazia tratamento contra uma hérnia de disco e que iria trabalhar na Fiocruz.

Com baixa popularidade, Agnelo não chegou nem ao segundo turno das eleições de 2014. Em entrevista ao G1 ele disse não ter dúvidas de que fez um bom governo, afirmou “não aguentar mais mentira, perseguição e maldade” e criticou a atual gestão: “tática nazista de repetir a mentira não sabe quantas vezes para transformá-la em verdade”. Rollemberg assumiu o governo afirmando haver um rombo de R$ 3,8 bilhões nos cofres públicos.

O ex-governador foi foi eleito deputado distrital em 1990. Depois, Agnelo ocupou três vezes uma vaga na Câmara dos Deputados. Em 2006 assumiu o Ministério do Esporte e em 2007, a diretoria da Anvisa.

O final da gestão dele à frente do DF ocorreu em meio a uma crise administrativa.  Houve suspensão dos serviços de manutenção de gramados e limpeza de canteiros ornamentais e da segunda fase do Programa Asfalto Novo.

Além disso, foi necessário remanejar R$ 84 milhões milhões de convênios com o governo federal – incluindo o fomento a programas de combate e prevenção a doenças como dengue e Aids, que apresentaram indicadores ruins neste ano – para pagar dívidas com fornecedores e reabastecer a rede pública com medicamentos e materiaids hospitalares.

Creches conveniadas fecharam as portas por falta de repasse, e motoristas e cobradores de ônibus e micro-ônibus entraram em greve por não terem recebido salário. Servidores concursados da Educação e da Saúde chegaram a fechar o Eixo Monumental dias seguidos contra os atrasos no pagamento.

Para fazer a festa de réveillon de 2014, Agnelo cortou obras em escolas e comida de presos. O Ministério Público entrou com várias ações de improbidade administrativa contra o ex-governado

Presidente francês confirma que avião da EgyptAir caiu na água

0

Aeronave com 66 pessoas a bordo fazia rota entre Paris e o Cairo, na noite de ontem

Do R7, com agências internacionais

O presidente francês François Hollande afirmou nesta quinta-feira (19) que nenhuma hipótese sobre o desaparecimento do voo MS804 da EgyptAir está descartada. A aeronave, que fazia a rota Paris-Cairo, sumiu dos radares quando sobrevoava o mar Mediterrâneo.

— Infelizmente a informação que nós temos nos confirma que o avião caiu e está desaparecido. […] Nenhuma hipótese pode ser descartada, nem pode ser favorecida em detrimento de outra.

Hollande também anunciou a abertura de um inquérito para apurar as causas do acidente.

“Temos de garantir que sabemos tudo quanto às causas do que aconteceu. Nenhuma hipótese está excluída ou favorecida”, disse, numa declaração divulgada na televisão.

Hollande afirmou que França está em contato com as autoridades gregas e egípcias para enviar aviões e barcos que possam participar das buscas do aparelho.

O Airbus A320, com 66 pessoas a bordo, decolou da capital francesa na noite de quarta-feira (18) e deveria chegar cerca de 3 horas depois na capital do Egito. Nesta manhã, autoridades gregas, egípcias e também militares norte-americanos começaram as buscas no mar.

O ministro de Defesa da Grécia afirmou que o Airbus estava a 37.000 pés (11.277 m) e “fez guinadas repentinas”.

O primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault falou com familiares de passageiros do voo. Ele prestou solidariedade com todos enquanto aguardavam informações sobre a aeronave desaparecida.

Já o primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, repetiu o discurso de François Hollande e disse que inclusive a hipótese de terrorismo ainda é considerada.

Hospital de Sobradinho: 94% dos pacientes com risco de morrer não recebem atendimento imediato

0

A auditoria do Tribunal de Contas do DF que está avaliando, periodicamente, a implementação e a utilização dos protocolos de classificação de risco dos usuários nas emergências e urgências do DF apontou irregularidades no atendimento prestado pelo Hospital Regional de Sobradinho (HRS).Com base em informações fornecidas pela própria Secretaria de Estado de Saúde, os auditores do Tribunal compararam o registro de entrada do paciente na unidade e o primeiro atendimento médico. Eles verificaram que, no mês passado, das 13.549 pessoas que procuraram o hospital, quase 10 mil (73,24%) não tiveram o acolhimento realizado de forma correta. A triagem só foi feita em 26,76% dos usuários. Mesmo entre aqueles que passam pela classificação, o tempo de resposta do atendimento é muito lento: dos pacientes graves que receberam a cor vermelha do Protocolo Manchester, isto é, que corriam risco iminente de morrer, apenas 6,2% tiveram assistência imediata em abril de 2016.

O presidente do TCDF, Conselheiro Renato Rainha, o Conselheiro Márcio Michel e uma equipe de auditores visitaram ao Hospital Regional de Sobradinho nesta terça-feira, dia 17 de maio de 2016, para verificar o desempenho no atendimento dos pacientes.

Durante a visita, os profissionais de saúde admitiram que a classificação não é feita das 0h às 7h, nem em determinadas especialidades, como ortopedia e cirurgia. “A deficiência na classificação de risco é muito grave. Quando a triagem falha, coloca em risco a vida dos pacientes”, disse o Conselheiro Renato Rainha. “Detectamos também outros problemas, como o número muito pequeno de médicos e enfermeiros, instalações físicas deficientes ou inadequadas e bens do hospital sem o devido tombamento, o que dificulta o controle sobre eles”, enumera.

A falta de tombamento é a justificativa para que diversos equipamentos novos, como macas e cadeiras ortopédicas, estejam amontoados em um depósito, de forma inadequada, enquanto aguardam para serem colocados em uso. A fiscalização também encontrou sucatas de móveis e equipamentos, que já não são mais utilizados pelo hospital, jogadas a céu aberto. “É um material inutilizado, mas que não deveria estar jogado assim, pois isso faz proliferar baratas, ratos e outros animais que podem afetar a saúde dos pacientes. Também é necessário tomar providências para agilizar o tombamento dos equipamentos novos, para que esse material seja utilizado o mais rápido possível”, afirma o Conselheiro Márcio Michel.

Pior desempenho – O Hospital Regional de Sobradinho teve o pior desempenho no primeiro quadrimestre deste ano, no que diz respeito ao tempo de resposta no atendimento dos pacientes com quadro clínico grave. Esses pacientes deveriam ser priorizados, de acordo com o Protocolo Manchester. Esse protocolo assegura que os doentes sejam observados por ordem de necessidade clínica e não simplesmente por ordem de chegada.

Pela metodologia estabelecida, cada paciente que procura o hospital deve receber uma das seguintes cores: vermelha (atendimento imediato), laranja (até 10 min), amarela (até 1h), verde (até 2h) e azul (até 4h). Essas cores classificam os doentes por ordem de gravidade, desde aqueles que têm risco de morrer até aqueles que não têm necessidade de atendimento hospitalar. O não cumprimento do Protocolo Manchester impede que os pacientes recebam os cuidados necessários no tempo adequado.

O TCDF também está verificando o cumprimento da escala de plantão dos médicos e se os usuários estão sendo recebidos por profissionais habilitados, com treinamento específico, que devem escutar as queixas do paciente, os medos e as expectativas, analisar a situação de saúde do indivíduo e identificar o grau de risco e a vulnerabilidade caso a caso.

Veja fotos e vídeos

Vídeos: https://drive.google.com/folderview?id=0B4iADkxIVEtaZHVmajlaUDcxR3M&usp=sharing
Fotos: https://drive.google.com/folderview?id=0B4iADkxIVEtadXdtTTZyZEh3YUU&usp=sharing

Juiz Sérgio Moro condena Dirceu a 23 anos de prisão por esquema na Petrobras

0

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, voltou a ser condenado, nesta quarta-feira (18), por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena proferida foi de 23 anos e 3 meses de prisão.

A decisão do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, é a primeira condenação do ex-ministro do governo Lula na Lava Jato, segundo informações do site Buzzfeed.

Dirceu foi considerado culpado por receber cerca de R$ 15 milhões de propina em um caso envolvendo contratos superfaturados da empreiteira Engevix com a Petrobras.

“O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal a Ação Penal 470 [o julgamento do mensalão], havendo registro de recebimentos pelo menos até 13 de novembro de 2013. Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada”, escreveu Moro na sentença.

No processo, também foram condenados o irmão e sócio de Dirceu na JD Consultoria, Luiz Eduardo de Oliveira, a 8 anos e 9 meses de prisão, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, a 10 anos de prisão, e o tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto, a 9 anos de prisão por corrupção, mas foram absolvidos da acusação de lavagem de dinheiro neste processo. Houve ainda a condenação do delator Fernando Moura, a 4 anos de prisão.

De acordo com a acusação que embasou a sentença, a corrupção ocorreu nas obras da Engevix nas unidade de gás, propeno e diesel nas refinarias Presidente Bernardes (Paulínia), Getúlio Vargas (REPAR, no PR) e Landulpho Alves (RLAM, BA).

Pelos documentos e delações coletados pelo Ministério Público, a Engevix pagou ao menos R$ 56,8 milhões para obter os contratos e os aditivos de cada uma destas obras. O valor da propina variava entre 0,5% e 1% do valor de cada contrato.

A defesa de Dirceu critica a decisão. Segundo o criminalista Roberto Podval, que coordena a defesa do ex-ministro, o MPF “fiou-se nas palavras daqueles que nitidamente mentiram com objetivo de buscarem grandes benefícios”.

A defesa afirma que o nome de José Dirceu foi usado por lobistas, indevidamente, como uma espécie de “marca” para fazerem malfeitos.

“Não há provas sequer indiciárias para a condenação dos acusados. Sherlock Holmes, não fosse personagem de ficção, certamente chegaria a esta conclusão, lendo os presentes autos, posto que elementar”, diz a defesa.

Afastada, Dilma pensa em renunciar e ser governadora do RS

0

Da coluna Claudio Humberto com Metro Jornal – A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) pretende repetir o gesto do ex-presidente Fernando Collor e renunciar antes de o Senado iniciar seu julgamento, afirma o colunista Cláudio Humberto, do jornal Metro.

Uma fonte petista do alto escalão diz que a renúncia passou a ser considerada após a aprovação da admissibilidade do impeachment no Senado por 55 a 22 – para condená-la, 54 votos bastam.A ideia seria fazer o caminho de um dos ídolos da petista, Leonel Brizola, disputando o governo gaúcho ou o do Rio de Janeiro. A prioridade de Dilma seria disputar o governo do Rio Grande do Sul, onde se radicou, e foi secretária estadual.

Se confirmada a forte possibilidade de impeachment, Dilma ficará inelegível por oito anos. A renúncia poderia preservar sua elegibilidade.

No caso de Collor não deu certo: na ocasião, o Senado ignorou a renúncia e decidiu manter o julgamento, aprovando o impeachment.

Estratégia de defesa

Dilma, nos próximos dias, manterá a estratégia de dizer que foi vítima de um golpe, mantendo mobilizada a sua militância.

Maratona

A presidente afastada prepara agora uma série de viagens pelo Brasil e pelo exterior para defender o seu mandato, enquanto o processo de impeachment é analisado pelos senadores, informa a BandNews FM.

Cauby Peixoto morre aos 85 anos em São Paulo

0

O cantor Cauby Peixoto morreu na noite deste domingo (15), aos 85 anos, em São Paulo. O fã-clube oficial do cantor informou que a morte foi por volta das 23h50. O artista estava internado devido a uma pneumonia, desde o dia 9 de maio, no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo.

O corpo do cantor deve ser velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera, na Zona Sul da capital, a partir das 9h desta segunda-feira (16). O enterro será no Cemitério Congonhas. O horário ainda não foi informado.

Alguns amigos do artista disseram que no dia 9 de abril, Cauby Peixoto tinha um show marcado em Vila Velha, Espírito Santo, mas o espetáculo foi adiado porque o artista se sentiu mal.

Cauby Peixoto, que estava em turnê pelo Brasil com a cantora Angela Maria, se apresentou ao lado da artista no dia 03 de maio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Na ocasião, Rafael Cortez, repórter do Vídeo Show, entrevistou o cantor.
A turnê comemorava 60 anos da carreira de cada um dos artistas. No repertório, sucessos como “Vida da bailarina”, “Cinderela”, “Gente humilde”, “Bastidores”, “Babalu” e “Conceição”.

Carreira
Nascido em Niterói (RJ) em 1931, Cauby Peixoto Barros iniciou a carreira no início da década de 1950 se apresentando em programas de calouros como a “Hora dos comerciários”, na Rádio Tupi. Gravou o primeiro disco pelo selo Carnaval em 1951 com o samba “Saia branca”, de Geraldo Medeiros e a marcha “Ai, que carestia!”, de Victor Simon e Liz Monteiro. Em 1952, transferiu-se para São Paulo onde cantou nas boates Oásis e Arpége, além de apresentar-se na Rádio Excelsior.

Sua capacidade de interpretar canções em inglês impressionou o futuro empresário Di Veras, que lhe criou aos poucos uma estratégia de marketing da qual fazia parte a maneira de se trajar, o repertório e atitudes nos palcos. Em 1953, gravou dois discos pelo selo Todamérica com os sambas-canção “Tudo lembra você”, de Marvel, Strachey, Link e Mário Donato; “O teu beijo”, de Sílvio Donato e “Ando sozinho”, de R. G. de Melo Pinto e Hélio Ramos e a toada-baião “Aula de amor”, de Poly e José Caravaggi, com acompanhamento de Poly e seu conjunto.

Ainda nesse ano, assinou contrato com a gravadora Columbia na qual estreou no ano seguinte com o samba “Palácio de pobre”, de Alfredo Borba e José Saccomani e a marcha “Criado mudo”, de Alfredo Borba. Em seguida, fez sucesso com o slow-fox “Blue gardênia”, de B. Russel e L. Lee com versão de Antônio Carlos, música tema do filme de Hollywood de igual título, que lhe abriu as portas para o estrelato.

Não demorou muito para o cantor se transformar em ídolo do rádio. Entrou para o elenco da Rádio Nacional e dois anos depois, já era o cantor mais famoso do rádio, substituindo o fenômeno Orlando Silva de 20 anos antes, passando a ser perseguido pelas fãs em qualquer lugar onde estivesse.

Muitas vezes, chegava a ter suas roupas rasgadas pelas admiradoras mais veementes. Ainda em 1954, gravou também os sambas-canção “Só desejo você”, de Di Veras e Osmar Campos Filho e “Triste melodia”, de Chocolate e Di Veras e a marcha “Daqui para a eternidade”, de R. Wells, F. Karger e Lourival Faissal.

Em 1955, lançou “Blue gardênia”, seu primeiro LP no qual interpretou entre outras, a música título; “Triste melodia”, de Di Veras e Chocolate; “Um sorriso e um olhar”, de Di Veras e Carlos Lima; “Sem porém nem porque”, de Renato César e Nazareno de Brito e “Final de amor”, de Cidinho e Haroldo Barbosa. Ainda em 1955, foi escolhido pelo crítico Silvio Túlio Cardoso através da coluna “Discos populares” escrita por ele para o jornal O Globo como o “melhor cantor do ano” recebendo como prêmio um “disco de ouro” entregue em cerimônia no Goldem Room do Copacabana Palace. Em meados dos anos 1950, fez excursões aos Estados Unidos, onde gravou várias faixas com o nome Ron Coby, tentando uma carreira internacional que acabou não acontecendo, apesar de ter gravado com um dos grandes maestros da época, Percy Faith.

Construtora pagou propina a Arruda e Agnelo Queiroz, dizem delatores

0

Pagamento teria sido por obra do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Ex-governadores negam recebimento de propina da Andrade Gutierrez

DO G1- Ex-executivos da empreiteira Andrade Gutierrez afirmaram a investigadores da Lava Jato, em delação premiada, que pagaram propina a dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, para a construção do estádio Mané Garrincha, em Brasília, que recebeu em 2014 jogos da Copa.

As informações, obtidas pela TV Globo, estão nas delações de Clóvis Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá. Eles também revelaram o pagamento de propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral, do PMDB. Os dois afirmaram ainda que houve pagamento de propina aos ex-governadores do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), hoje senadores pelo estado.

José Roberto Arruda

Clóvis Primo disse que houve em 2009, antes da formação do consórcio que ganhou a licitação para construir o Estádio Nacional de Brasília, um acerto para o pagamento de propina de 1% do valor ao então governador do DF, José Roberto Arruda.

Ele também disse que realizou os pagamentos mesmo depois de Arruda ser afastado do cargo e preso, apontado como o comandante de um suposto esquema de distribuição de propina a aliados. Ele foi o primeiro governador preso no país.

A defesa negou as acusações, afirmou que o contrato da construção não foi assinado durante a gestão de Arruda e negou que tenha havido repasse ou pagamento quando ele esteve no cargo.

Agnelo Queiroz

Rogério Nora de Sá afirmou que também houve pagamento a Agnelo. Segundo ele, os repasses eram feitos por diretores da Andrade Gutierrez. Ele também declarou que não havia valor fixo, mas que o ex-governador pediu pagamentos para o PT.

A defesa negou que Agnelo tenha recebido ou pedido dinheiro à construtora. O PT diz que todas as doações recebidas foram feitas dentro da legalidade.

Amazonas

Os ex-executivos da Andrade Gutierrez, investigados na Operação Lava Jato, também revelaram, na delação premiada, que pagaram propina aos ex-governadores do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), que, atualmente, são senadores pelo estado.

Eduardo Braga foi ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff. Ele afirmou, por meio de nota, que a denúncia é “absurda” e que está indignado e se sentindo ofendido com as acusações.

O senador Omar Aziz afirmou que é alvo de “retaliação” da Andrade Gutierrez por não aceitar aditivos de “mais de R$ 1 bilhão” ao valor da obra da Arena da Amazônia. O senador disse ainda que as doações de campanha que recebeu foram declaradas à Justiça Eleitoral. “Agi com transparência e não me surpreende saber que estou sendo alvo de retaliação da Andrade Gutierrez. Todas as doações de minhas campanhas foram declaradas à justiça eleitoral”, afirmou.

A Andrade Gutierrez afirmou que não irá comentar. Na delação premiada, ex-executivos revelaram que, para vencer a concorrência da obra da Arena da Amazônia, a empresa teve informações privilegiadas do governo estadual. Além disso, de acordo com os relatos, a construtora chegou a ajudar na elaboração do projeto e do edital.

Segundo Clóvis Primo, a Andrade Gutierrez tinha preferência pela obra porque estava instalada há muitos anos no Amazonas.

Eduardo Braga

Havia uma combinação, que ocorreu durante os oito anos do governador, Eduardo Braga (PMDB), de pagamento de propina de 10% sobre o valor de cada obra da empreiteira, segundo o delator.

De acordo com Primo, Braga fazia ameaças se houvesse atraso no pagamento da propina. “Ele era jogo duro”, afirmou.

Braga teria recebido entre R$ 20 e R$ 30 milhões, segundo estimativa de Sá.

Omar Aziz

Ao detalhar a licitação da Arena da Amazônia, Primo disse ter se encontrado, em hotel em Brasília, com o sucessor de Braga no governo do estado, o senador Omar Aziz (PSD).

O delator afirmou ter tentando negociar redução da propina e disse que, após fazer “um grande teatro” e ter se exaltado, Aziz aceitou a redução para 5% do valor das obras.

Segundo Sá, em outra reunião, em São Paulo, Omar Aziz pediu propina de R$ 20 milhões à construtora, alegando que a empresa tinha grande volume de obras no estado e que a verba seria usada para pagar despesas de campanha.

O delator afirmou que, ao ouvir que não era possível, Omar Aziz teria insistido de modo agressivo, aumentado o tom e afirmado que, se a propina não fosse paga, o governo estadual poderia “se vingar” da Andrade Guetierrez.

A delação informa que Omar Aziz teria inclusive sugerido que a construtora executasse algum serviço de medição de terraplanagem e embutisse o valor.

O total pago pela Andrade Gutierrez a Aziz somou cerca de R$ 18 milhões, segundo Sá, e teriam sido feitos pelo menos até setembro de 2011.

A Procuradoria-Geral da República ainda não pediu abertura de inquérito para investigar os dois senadores.