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PF indicia marqueteiro do PT e outras 7 pessoas em inquérito da Lava jato

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Grupo é investigado em um inquérito da 23ª fase, batizada de Acarajé. MPF deve analisar o documento e decide se oferece ou não denúncia

Adriana Justi e Aline Pavaneli – A Polícia Federal (PF) apresentou o indiciamento preliminar do marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, da mulher dele Monica Moura e de outros seis investigados no inquérito da 23ª fase da Operação Lava Jato – batizada de Acarajé. O documento foi protocolado no sistema da Justiça nesta terça-feira (22).

Para a PF, há indícios de que Santana e Monica tenham cometido crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa através de depósitos no exterior não declarados. O casal está preso desde 23 de fevereiro na Superintendência da PF, em Curitiba.

Agora, o Ministério Público Federal (MPF) vai analisar o indiciamento da PF para oferecer ou não uma denúncia envolvendo as empreiteiras à Justiça Federal. Se houver denúncia, e o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos proces aceitá-la, os denunciados passarão a ser réus.

Para a PF, há indícios de que Santana  teria recebido US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014.

Sobre Monica Moura, os delegados apontam que ela seria responsável pelo encaminhamento da cópia de um contrato que firmou com outra empresa modelo a Zwi Skornick e seu filho Bruno Skornick para a transferência de recursos que pretendiam realizar.

“A análise do modelo de contrato encaminhado é imprescindível para a continuidade das investigações. Monica relata que, “por motivos óbvios”, apagou o nome da empresa e, tampouco, possuía cópia eletrônica do documento, “por segurança”, afirma a PF.

Os delegados afirmam ainda que o contexto da investigação conduz à conclusão de que Monica, Zwi e Bruno pretendiam transferir recursos entre si de forma oculta e no exterio, fora do alcance das autoridades brasileiras, notadamente pelo caráter ilícito da transação.

Foram indiciados:
– João Cerqueira de Santana Filho – lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa;
– Monica Regina Cunha Moura – lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa;
– Zwi Skornick – corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa;
– Bruno Skornick – lavagem de dinheiro
– Eloisa Skornick – corrupção ativa e manutenção de conta não declarada;
– Pedro José Barusco Filho – corrupção passiva e lavagem de dinheiro
– Renato Duque de Souza – corrupção passiva
– Armando Ramos Tripodi – corrupção passiva

Relembre
A 23ª fase foi deflagrada no dia 22 de fevereiro. João Santana e a mulher Monica Moura são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior.

Santana é publicitário e foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006.

Acarajé era o nome usado pelos suspeitos para se referirem ao dinheiro irregular. A PF suspeita que os recursos tenham origem no esquema de corrupção na Petrobras investigado na Operação Lava Jato.

ENTREVISTA | Carlos Velloso: ‘Em meio à crise, estamos construindo no País uma consciência ética’

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Carlos Velloso, ex-presidente do STF e do STJ, defende Sérgio Moro, condena o foro privilegiado e avisa: “Só um mau caráter’ seria capaz de pedir favores a alguém que nomeou.

Por Sonia Racy, do ESTADÃO – Carlos Velloso foi ministro e presidente do STF e do STJ, ensinou direito constitucional na PUC de Minas e na UnB em Brasília, publicou mais de 20 livros e, olhando o redemoinho político, econômico, moral, social e ético à sua volta, tira duas conclusões. A primeira é que, na conturbação geral, “resta incólume o Judiciário”. A segunda: “Estamos, a partir da Constituição de 1988, construindo uma consciência ética no País” – conclusão que ele tira do desempenho recente de instituições como Polícia Federal e Ministério Público e da adoção de várias leis voltadas para a transparência e o combate à corrupção.

Nesta entrevista a Gabriel Manzano, ele ataca o foro privilegiado – “uma excrescência…” – e ironiza a versão de que há, no Supremo Tribunal Federal, os “ministros de FHC”, ou “de Lula”, etc. “Quem chega ao Supremo com uma biografia não vai emporcalhá-la”. E vai além: “Só um presidente mau caráter seria capaz de pedir, ao ministro que indicou, algo capaz de emporcalhar sua biografia”.

Filósofo, advogado, escritor e jurista, Velloso admite que “o momento é conturbado”. Mas aplaude o juiz Sergio Moro, acusado pela presidente da República pelo desplante de revelar à nação uma conversa sua. “O juiz tem atuado com severidade, o que é bom, mas com critério e respeito ao processo legal”, pondera o jurista. Ele apoia também a defesa do STF, do STJ e dos MPs feita por várias autoridades – entre elas João Otavio Noronha, do STJ, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski, do STF. A seguir, os principais trechos da entrevista.

 

O Judiciário brasileiro está no meio de um redemoinho – empenhado em cumprir a lei, mas atento à chamada “voz das ruas”. Até que ponto esta deve valer em suas decisões? Pode-se falar em um “Judiciário em tempos de crise?”

Realmente, o Brasil vive fase conturbada. Temos crise política, governo praticamente parado, a economia derretendo, desemprego crescendo, indústria encolhendo, lojas fechando, inflação avançando. E temos, sobretudo, crise ética. A corrupção na Petrobrás e em outros órgãos, com o desvio de bilhões de reais, é talvez a maior do mundo. O partido da presidente da República está envolvido até o pescoço na corrupção. O presidente da Câmara está denunciado no Supremo, com a denúncia recebida. O presidente do Senado investigado pela Polícia Federal a mando do Supremo. Resta incólume, felizmente, o Judiciário. Não se tem notícia do envolvimento de nenhum juiz. O STF tem se comportado bem, sabendo conviver com as circunstâncias vigentes – em que a sociedade reclama ética, moralidade e punição aos corruptos. Concluo: não, não existe algo do tipo “Judiciário em tempos de crise”, mas um Supremo atento à sua missão de guardião da lei. E juízes de 1º grau e membros do Ministério Público que se cansaram de ser responsabilizados pela impunidade. Acontece aqui o que aconteceu na França, nos anos 90, a revolução dos juízes. O bravo juiz (Sérgio) Moro é bem o exemplo.

 

Há um forte debate sobre o direito – ou não – do juiz Sérgio Moro de divulgar o grampo em que aparece a presidente Dilma Rousseff conversando com Lula. Ele cometeu um abuso?

Penso que não. A Constituição consagra o princípio da publicidade dos atos processuais, ao estabelecer, no art. 5º, LX, que “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.” Ora, as gravações estão nos autos, constituem atos processuais e o processo é público. O telefone que estava grampeado era o do investigado. A presidente telefonou para o investigado e veio para os autos o diálogo maldito, que deve ser avaliado pelo Ministério Público. E este, se entender que houve a prática de crime por parte da presidente da República e de novo crime por parte do investigado, pedirá a remessa das peças ao Supremo. O juiz Moro está conduzindo as ações penais com severidade, o que é bom, mas com critério e com respeito ao devido processo legal.

 

Os grampos da PF trouxeram a público seguidas ofensas do ex-presidente Lula ao STF, ao STJ e ao Judiciário de modo geral. Para onde isso caminha?

Na última sexta-feira o ministro João Otávio Noronha, do STJ rebateu – aplaudido pelos colegas – as aleivosias dirigidas àquele tribunal. Horas depois, o decano do Supremo,Celso de Mello, falando em nome da sua corte, reduziu a pó as ofensas feitas à casa e aos juízes brasileiros. Seu discurso lembra a fala do presidente Ribeiro da Costa que, no governo militar, proclamou que, se alguma medida de força atingisse qualquer dos juízes, ele fecharia o tribunal e entregaria as chaves no Palácio do Planalto. O Supremo – e, de resto, o Judiciário – têm tradições centenárias que precisam ser respeitadas e defendidas.

 

Acha que tem havido mau uso do foro privilegiado?

O foro privilegiado é algo não condizente com a república. Considero-o ofensivo aos princípios republicanos e aplaudo decisões do Supremo que não o admitem e que mandam para o juízo de 1º grau quem, pela Constituição, não detém o privilégio. Quando estava no Supremo eu já o classificava como uma excrescência. Temos esse foro por termos tido monarquia, que se caracteriza pelas distinções, pelos privilégios. Os Estados Unidos, que sempre foram república, não o conhecem.

 

Muita gente entendeu que, ao interferir no rito do impeachment na Congresso, o STF invadiu funções do Legislativo. Foi um caso de judicialização da política?

Não há, propriamente, uma judicialização da política. O que há é uma classe política fraca, um Legislativo que se omite e parlamentares levando questões políticas à apreciação do Supremo – que não pode omitir-se na prestação jurisdicional. E este tem decidido, de regra, bem, com o aplauso da sociedade. Menciono, por exemplo, a proibição, no âmbito dos Três Poderes, do nepotismo. Também a perda do mandato por mudança de partido, assim em favor da fidelidade partidária. E ainda a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Muitos podem discordar desta última, mas cumpre reconhecer que é uma decisão do seu tempo. E os homens e as instituições devem ser do seu tempo, sabendo conciliar o novo com o tradicional.

 

Rodrigo Janot, procurador-geral, reagiu com dureza a “cobranças” de Lula por sua indicação (em 2013, por Dilma Rousseff). Ricardo Lewandowski, indicado na era Lula para o STF, respondeu igualmente ao ex-presidente por ter chamado essa corte de “acovardada”. Isso acaba com a história de que temos “ministros de FHC”, “de Lula” ou “de Dilma”?

Não faz sentido falar em ministros do FHC, do Lula, do Collor…Nenhum ministro chega ao Supremo de graça. Geralmente chega com uma biografia construída ao longo de anos. Ele pode ser grato a quem o nomeou, mas gratidão não se confunde com servilismo ou sacrifício da consciência. Quem chega à corte com uma biografia não vai querer emporcalhá-la. Só se for um idiota. E um idiota não deveria estar lá. Somente um presidente mau caráter seria capaz de pedir ao ministro que indicou algo capaz de emporcalhar sua consciência e sua biografia.

 

Teremos em breve a votação do impeachment de Dilma no Congresso, e o STF manteve o voto aberto. Está correto?

O voto aberto, no Parlamento, deve ser a regra, para que os representados possam fiscalizar os seus representantes. Mas, a meu ver, há uma exceção: tratando-se de eleição, quando o voto deve ser secreto.

 

Outra decisão mantida no STF foi que o Senado pode reavaliar do zero o processo da Câmara.

Essa matéria exige considerações. A Câmara, representante do povo, detém a competência constitucional para admitir a acusação contra o presidente pelo voto de dois terços dos seus membros (art. 86 da Constituição). E cabe ao Senado, representante dos Estados, o processo e o julgamento do presidente. A Lei 1.079, de 1950, acolhida nas Constituições de 1967 e 1988, estabelece o processo em conjugação com os regimentos internos do parlamento. No impeachment do ex-presidente Collor, em 1992, que o Supremo arbitrou, o procedimento adotado foi este, no Senado, segundo, aliás, resolução dessa Casa com a colaboração do presidente do Supremo, publicada no Diário do Congresso (em 8/10/92): recebida a resolução da Câmara, que autoriza a abertura do processo de impeachment, a denúncia é lida em plenário e encaminhada a uma comissão especial. Esta tem dez dias para dar seu parecer – se o processo deve ser levado adiante ou não. Este é lido no plenário e publicado no Diário do Congresso. Na sessão seguinte haverá discussão e votação nominal. Rejeitado o processo, arquivam-se os autos. Aprovado, por maioria simples, a denúncia popular vai adiante. O presidente do STF assume a presidência do Senado. A presidente tem 20 dias para a defesa e é afastada do cargo. Segue, então, o processo.

 

Tem havido críticas duras, principalmente entre advogados, à recente decisão do Supremo de determinar a prisão de réus já na segunda instância. Por outro lado, condena-se também a estrutura atual em que, na prática, há quatro instâncias e a sentença final demora demais. Como vê o problema?

A decisão do Supremo, de dar interpretação correta e racional à presunção de não culpabilidade, afastando a jabuticaba brasileira da prisão somente após o trânsito em julgado da sentença, contribuirá, sobremaneira, para fechar uma janela da impunidade e para colocar seriedade no processo penal. Mas, sem dúvida, o Judiciário continua precisando de reforma. Mesmo porque a sua reforma, para valer, ainda não foi feita. Sim, há excesso de recursos e é irracional a existência de quatro instâncias. Veja-se o caso do Supremo. Ele é a Corte Constitucional. Entendo que, como tal, deveria estar julgando apenas as ações do controle concentrado e os recursos extraordinários. Não devia ter competência criminal, a não ser para o julgamento dos chefes de poderes.

 

Fala-se muito no combate à corrupção mas o desprezo pela lei é marca registrada na vida brasileira. Muitos cidadãos ignoram normas de impessoalidade ou moralidade. Como vê a questão?

Só a partir da Constituição de 1988 é que os princípios da impessoalidade e moralidade ganharam as galas de princípios constitucionais. A Constituição de 1988 trouxe belas inovações, além disso. Eu me lembro de, quando juiz em Minas, a maioria dos delegados de polícia eram oficiais reformados da PM ou leigos que ficavam sob o guante dos chefes políticos locais. A partir de 1988, todos os delegados, sem exceção, devem ser bacharéis em Direito – e admitidos por concurso público. Ganharam autonomia – se não total, ao menos suficiente para atuar com dignidade e independência.

 

Em tempos recentes, o fenômeno se fortaleceu.

A atuação da Polícia Federal e, em alguns dos Estados, da Polícia Civil, tem sido ótima. E o que dizer do Ministério Público, seja o federal, sejam os estaduais? Enfim, o que é preciso dizer é que estamos, com a Constituição de 1988, construindo uma consciência ética no País. A Lei de Improbidade Administrativa, a Lei Anticorrupção, a Lei da Ficha Limpa e Lei da Transparência dos atos da administração são exemplos do que digo. As movimentações populares contra a corrupção, em favor da ética, são edificantes. Cito aqui homens como Modesto Carvalhosa, Cláudio Abramo e Gil Castello Branco, mas há tantos outros… Eles não têm pregado em vão. Que não esmoreçam.

Memorial JK reelege Anna Christina Kubitschek

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Presidente do espaço ficará mais cinco anos no cargo

Presidente do Memorial JK desde 4 de outubro de 2000, Anna Christina Kubitschek Barbará Alves Pereira foi reeleita para mais um mandato à frente do espaço. Sua recondução ao cargo por mais cinco anos foi aprovada em reunião do grupo de conselheiros, realizada no Kubistchek Plaza Hotel. No mesmo encontro, ficou decidida a ampliação das vagas de vice-presidente, com a reeleição de Sérgio Gomes de Vasconcellos e a indicação de Paulo Octavio. Também foi aprovada a entrada de André Octavio Kubitschek Pereira para o grupo de conselheiros do Memorial JK.

 

Maior museu privado de Brasília e um dos espaços mais bem avaliados pelos turistas que visitam a cidade, o Memorial JK foi inaugurado em 12 de setembro de 1981. Ele foi construído por iniciativa da viúva do ex-presidente, Dona Sarah Kubitschek, no tempo recorde de 21 meses. Para tanto, ela contou com a ajuda do empresário Sérgio Gomes de Vasconcellos, então presidente da Sergen Engenharia S/A, com apoio de Oscar Niemeyer, autor do projeto arquitetônico, e com a doação do terreno, feita pelo então presidente João Figueiredo. O objetivo de Dona Sarah era preservar a memória do maior presidente do Brasil.

Cronograma da comissão do impeachment será definido hoje

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O presidente da comissão especial do impeachment, deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF), e o relator do processo Jovair Arantes (PTB-GO), vão apresentar hoje (21) um plano de trabalho para o colegiado. Rosso passou o final de semana debruçado sobre os documentos relacionados ao pedido de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff , feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. e pela advogada Janaína Paschoal. Segundo assessores do parlamentar, no sábado, Rogério Rosso passou o dia reunido com técnicos da Câmara discutindo as regras para a comissão e no domingo ele se dedicou a estudar os documentos, em casa.

Arantes também usou o final de semana para analisar o pedido. O relator informou que não faria qualquer declaração até que a comissão se reúna. O primeiro encontro foi marcado para as 17h de hoje. O colegiado foi instalado na última quinta-feira (17). Dilma já foi notificada sobre o processo e tem o prazo de 10 sessões da Câmara para apresentar sua defesa.

No último dia 18, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu uma sessão extraordinária dando início à contagem do prazo para a petista. Há mais de seis meses a Câmara não atinge quórum para sessões às sextas-feiras. Há uma estratégia acordada entre partidos de oposição para que os parlamentares se revezem nos próximos dias a fim de garantir quórum em todas as sessões marcadas para os próximos dias.

Esta semana, se o calendário estipulado por Cunha e abraçado pela oposição for cumprido, serão contadas mais três sessões. Como a proposta do grupo é seguir neste ritmo todos os dias úteis, o prazo de Dilma deve expirar por volta do dia 5 de abril. A base aliada tem negado rumores de que o Planalto vai antecipar sua defesa. Com a defesa em mãos, a comissão terá cinco sessões para elaborar um parecer e submeter a voto. Rogério Rosso calcula que a comissão conclua todo o trabalho em 30 dias.

O parecer da comissão será ainda submetido ao plenário da Câmara, onde Dilma terá o prazo de cinco sessões também para apresentar defesa. Caso seja acatado o pedido de impeachment, o processo segue para análise do Senado.

Praça da Paz é inaugurada no Parque da Cidade

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Espaço com 158 mudas de ipês-brancos pretende incentivar a discussão e prática de valores. Governador participa de evento com música, esporte e diversão no sábado

Na praça de 26,4 mil metros quadrados, algumas árvores já alcançam os dois metros de altura. Quando adultas, elas vão ultrapassar a marca dos dez. Mas mesmo sem os troncos imponentes e as copas brancas para enfeitar o local, o simbolismo já está plantado. Isso porque foi inaugurada na manhã deste sábado (19), no Estacionamento 7 do Parque da Cidade, a Praça da Paz, a primeira de quatro que integram o projeto Brasília Capital do Ipê, que criará espaços com a árvore em cores e locais diferentes do DF.

As 158 mudas de ipês-brancos espalhadas pela praça começaram a ser plantadas no início deste ano. As dez últimas foram colocadas hoje, com a ajuda do governador Rodrigo Rollemberg.

Segundo o chefe do Executivo local, o intuito do projeto é incentivar a discussão e a prática dos valores-temas das quatro praças — paz, cidadania, respeito e amor. “A paz é um conceito símbolo, pois possibilita o amor, o respeito e valoriza a diversidade. E é disso que nossa cidade está precisando.” Quanto à escolha do ipê, Rollemberg defende que a árvore “representa bem a causa, pois floresce no alto da dificuldade, lindo e exuberante.”

“Brasília é uma cidade-sonho. Nasceu do sonho de Dom Bosco e hoje é sonho de cada um que vive aqui. A Praça da Paz foi criada com o intuito de reunir essas pessoas e se tornar patrimônio da cidade”, afirmou o vice-presidente de Criação do Digital Group, Wesley Santos.

Inauguração
Quem passou pelo evento de inauguração da Praça da Paz na manhã de hoje conferiu os shows da Banda Furiosa do DF, do DJ Nagô e da Banda Batalá, além de receber uma das 300 mudas doadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

“Com isso [inauguração da Praça da Paz], esperamos deixar um legado para a nossa sociedade desfrutar e praticar esse valor”, disse o diretor-regional da Rede Globo, Luiz Marcelo Pinheiro Chaves.

O projeto Brasília Capital do Ipê é uma parceria entre o governo de Brasília, a Rede Globo, o Correio Braziliense e o Digital Group e foi fechada por meio de um termo de cooperação. Ao Executivo local cabe a cessão do lugar, a doação das mudas e a infraestrutura. Os meios de comunicação são responsáveis pela divulgação da iniciativa, e a Digital Group, pela elaboração da publicidade.

“Esse é o início da manifestação viva do nosso projeto”, comentou o diretor de Comercialização e Marketing do Correio Braziliense, Paulo César Oliveira Marques.

Também participaram do evento o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; o chefe da Assessoria Internacional, Everton Lucero; a secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros; a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; o secretário em exercício de Infraestrutura e Serviços Públicos, Maurício Canovas; a chefe de Comunicação Institucional e Interação Social, Vera Canfran; o secretário-adjunto de Turismo da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena; o diretor-presidente da Novacap, Hermes de Paula; o presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Júlio César de Azevedo Reis; o administrador do Plano Piloto; Marcos Pacco; e o administrador do Parque da Cidade, Alexandro Ribeiro.

Corrida
Antes das 8 horas, pessoas se aglomeravam para pegar os kits para a Corrida da Paz — que marcou o início do Circuito de Corrida de Rua de 2016. Foram cerca de mil corredores fazendo o percurso de 4,5 quilômetros, partindo do Estacionamento 7 do Parque da Cidade até a saída para o Sudoeste.

Os três primeiros colocados nas categorias feminino e masculino ganharam troféu, assim como a primeira a cruzar a linha de chegada da categoria adaptada. Os demais que completaram a prova ganharam medalha de participação.

O primeiro a chegar na categoria masculino foi Valdenor Pereira dos Santos, de 46 anos, que fez todo o trajeto em 14 minutos. O morador de Taguatinga contou que a motivação para participar do evento foi o tema. “Estamos precisando de paz. Eu vim para reivindicar isso.”

Quem chegava pegava água e um lanche. A Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer organizou a estrutura com recursos próprios destinados ao circuito de corridas de rua no DF. O investimento foi de cerca de R$ 40 mil.

Tranquilidade
A praça foi construída baseada no formato do ideograma japonês da paz e tem uma escultura em formato de placa, com o desenho de 11 pombas e o nome do local. A peça, doada pelo artista plástico Igocleiton Aguiar Barbosa, de 36 anos, tem pouco mais de 2,5 metros de altura por 1,1 metro de largura e pesa 130 quilos.

Mesmo antes da inauguração oficial, crianças e adultos faziam pose ao lado da placa. Os mais novos andavam de bicicleta enquanto os pais observavam dos bancos de madeira colocados no local.

Alessandro Dantas, de 37 anos, aproveitou o espaço para esperar a esposa, que participou da corrida de inauguração da praça. Para ele, a palavra que define o lugar é tranquilidade. “Vai ficar ainda melhor quando os ipês crescerem”. Ele estava acompanhado dos dois filhos, Matheus Fernandes, de 9 anos, e Miguel Fernandes, de 3. Os meninos garantiram que adoraram a Praça da Paz.

A infraestrutura do ambiente, com calçada, bancos de madeira e canteiros de flores, ficou a cargo da Novacap, que utilizou recurso e mão de obra próprios. O investimento foi de cerca de R$ 8 mil.

Temas e cores
O projeto Brasília Capital do Ipê prevê a construção de quatro praças, com temas e cores de ipês diferentes. Em outubro, será inaugurada a segunda delas, a Praça da Cidadania, próximo ao Teatro Nacional, na área central do Plano Piloto, com 188 ipês-amarelos.

As Praças do Respeito e do Amor estão previstas para 2017. A primeira, com 182 ipês-roxos, será perto da administração do Taguaparque, em Taguatinga. A outra, com 165 ipês-rosas, ficará na Quadra 3 de Sobradinho.

Pesquisa Datafolha mostra Marina à frente em todos os cenários para 2018

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Por Fernando Canzian – A ex-senadora Marina Silva (Rede) lidera numericamente as intenções de voto para a Presidência da República em 2018 e tem entre 21% e 24% das intenções de voto, dependendo de quem for o candidato do PSDB.

Marina, o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são os nomes mais citados para a eleição de 2018, segundo pesquisa Datafolha feita em 17 e 18 de março.

Considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os três aparecem empatados quando confrontados entre si.
Entre a pesquisa realizada em fevereiro e a da semana passada, o ex-presidente Lula é quem mais sofreu com o cenário político do país.

Em todas as simulações em que a disputa envolve Marina e um tucano (seja Aécio, o governador Geraldo Alckmin ou o senador José Serra), Lula perdeu pontos além da margem de erro, na comparação com a pesquisa anterior.

Contra Alckmin e Serra, Lula ainda ficaria em segundo lugar, mas o ex-presidente cai para a terceira posição em um eventual confronto com Marina e Aécio Neves. Neste cenário, Lula aparece com 17%, Marina com 21% e Aécio com 19%.

Mas é o senador mineiro quem mais perdeu pontos nesta mesma simulação, caindo de 24% das intenções de votos em fevereiro para 19% agora. Em dezembro do ano passado, ele chegou a ter 27% das intenções de voto.

Em delação premiada tornada pública na semana passada, o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) disse que Aécio recebeu propina de Furnas.

Na semana passada, em entrevista à rádio Jovem Pan, Marina Silva criticou a nomeação de Lula para a Casa Civil de Dilma Rousseff. Ela disse considerar a decisão um ato “paliativo” em meio a uma “crise sem precedentes”.

“É como se o governo da presidente Dilma não caísse porque não tem para onde cair”, afirmou a ex-senadora.

ENTREVISTA | Rogério Rosso, o condutor do impeachment: “Jamais votei no PT”

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Em entrevista exclusiva ao BLOG DO CALLADO, o presidente da comissão do impeachment Rogério Rosso lembra que nunca votou no PT, seja no DF ou para Presidente da República, disse que agirá com fundamental isenção e que cumprirá a Constituição

Por Ricardo Callado

A comissão especial encarregada de dar parecer ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff elegeu na noite desta quinta-feira (17) o deputado brasiliense Rogério Rosso (PSD-DF) para presidir os trabalhos e o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) como relator.

Também foram eleitos: 1° vice: Carlos Sampaio (PSDB-SP), 2° vice: Maurício Quintella Lessa (PR-AL) e como 3° vice, Fernando Coelho Filho (PSB-PE).

O deputado Rogério Rosso é advogado, político e músico. Natural do Rio de Janeiro, mudou-se para Brasília com um ano de idade. É formado em direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e é especialista em marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em direito tributário, também pelo UniCEUB.

Foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Joaquim Roriz, que depois o nomeou administrador regional de Ceilândia. Na sua gestão, criou o Ceilambódromo e o carnaval da cidade foi transferido para lá.

Durante o governo de José Roberto Arruda, foi presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Candidatou-se a deputado federal em 2006, mas não foi eleito, ficando na primeira suplência, com 51 mil votos.

Em 17 de abril de 2010, foi eleito, com 13 votos, governador do Distrito Federal em turno único na eleição indireta promovida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Foi empossado para o governo provisório em 19 de abril, juntamente com a vice-governadora, Ivelise Longhi.

 

O senhor é a favor ou contra o Impeachment?

É bom recordar que em 2014 votei na Marina no primeiro turno, e no Aécio no segundo turno, e que jamais votei no PT, seja no DF seja para Presidente da República. Porém, o PSD definiu ser base do governo federal e fui escolhido líder da bancada federal do partido com deputados contra e a favor do Governo. Por formação jurídica e por não prejulgar absolutamente ninguém antes do devido processo legal, ampla defesa e princípio do contraditório e agora como membro e presidente da comissão do impeachment, meu posicionamento se dará no devido tempo. Não adianta inventarem um monte de inverdades a respeito do meu voto pois é fundamental a isenção na condição de presidente desse processo na Câmara Federal.  Darei fiel cumprimento a constituição e as leis do meu País.

 

Como irá reagir às pressões?

Com serenidade e humildade. O povo brasileiro é soberano.

 

Como será feita a condução do processo de impeachment?

A comissão especial do impeachment foi instalada oficialmente e vamos ter muito trabalho pela frente nas próximas três ou quatro semanas. Fui escolhido por um amplo consenso dos partidos de oposição e da Base na Câmara. Dos 65 Integrantes da comissão recebemos os votos de 62 e 3 abstenções.

 

Como analisa o atual momento que passa o País?

Precisamos de muita serenidade, humildade e respeito à constituição, ao povo brasileiro e as Instituições democráticas.

 

Qual a solução para a crise política e econômica?

Não existe receita para a solução dessas crises, mas temos o dever de dar ressonância no Parlamento dos anseios legítimos do povo brasileiro e enfrentar os temas fundamentais para recuperação da economia brasileira.

Perícia da Polícia Civil do DF é referência no País

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Novo edital vai ampliar quadro de peritos criminais. Categoria estava sem concurso público desde 2011

Laboratórios bem equipados e a expertise dos profissionais são alguns dos motivos, segundo o diretor do Instituto de Criminalística, da Polícia Civil, Gustavo Dalton, que fazem com que Brasília tenha um serviço solicitado com frequência por outras unidades da Federação. “Nossa perícia é referência no Brasil inteiro em quase todas as áreas, os profissionais sempre são chamados para dar cursos e palestras, principalmente capacitações.”

No DF, o Instituto de Criminalística, onde se concentram os peritos criminais da Polícia Civil, tem quatro divisões que, por sua vez, separam-se em várias seções. A que reúne a maior parte dos profissionais — quase 50% — é a Divisão de Perícia Externa, com cinco seções que variam de acordo com o tipo de crime. É o corpo técnico que vai para a rua e acompanha casos de homicídio, acidente de trânsito e explosão, por exemplo.

As seções são: de crimes contra a pessoa; crimes contra o patrimônio; delitos de trânsito; engenharia legal e meio ambiente; e incêndio e explosão. As cinco áreas atenderam juntas a 32.091 ocorrências em 2015. Muitas vezes, segundo o diretor, a Divisão de Perícia Externa é a entrada para novos profissionais.

O principal objetivo do trabalho é caracterizar se houve um crime e identificar a autoria e a dinâmica de como tudo ocorreu. São às vezes meses na investigação de algo que pode ser uma prova determinante. “O que o perito criminal consegue levantar é essencial para ser confrontado com as provas testemunhais e mais forte, pois não muda”, explica Dalton.

Ensino superior

Para exercer a profissão é preciso ter ensino superior em um dos cursos previstos na Lei nº 9.264, de 1996. Diplomas em odontologia e informática, por exemplo, são bem-vindos. “Um dentista no reconhecimento do formato do rosto é incomparável”, lista o diretor.

Ainda existe a Divisão Administrativa e a Divisão de Perícia Interna, com seções para investigar casos como fraudes em documentos, desvio de dinheiro, adulteração de veículos e falsificação de marcas. Há ainda áreas específicas para analisar dados em celulares e notebooks e fazer a avaliação econômica de objetos descritos em cada situação. A Divisão de Perícias de Laboratório tem seções de análise laboratorial, de balística forense, de audiovisuais e de computação gráfica e desenho.

Concurso

Brasília terá em breve o quadro de peritos criminais da Polícia Civil ampliado. O governo lançou na quinta-feira (10) edital para a contratação de 20 profissionais, além da formação de cadastro reserva de outras 80 pessoas. As inscrições para o certame, com taxa de R$ 210, deverão ser feitas no site do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) de 30 de março a 5 de maio.

A jornada de trabalho é de 40 horas semanais e o salário, R$ 16.830,85. O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado até 11 de maio, e o candidato deverá imprimir o comprovante pelo site do instituto. Nele estarão as informações sobre locais, datas e horários das provas objetiva e discursiva. O último concurso para perito criminal no DF ocorreu em 2011.

Provas

Os candidatos devem ter formação em ciências biológicas, ciências contábeis, ciência da computação, engenharia, farmácia, física, geologia, odontologia ou química.

O concurso será dividido em duas etapas. A primeira terá sete fases: prova objetiva de conhecimentos gerais e específicos; prova discursiva de conhecimentos gerais e específicos; análise de vida pregressa e investigação social; exames biométricos e avaliação médica; prova de títulos; prova de capacidade física; e avaliação psicológica. As duas primeiras fases são de caráter classificatório e eliminatório. As seguintes, apenas eliminatório. Na segunda etapa, o profissional passará por um curso de formação profissional na Academia de Polícia Civil.

Durante o certame, a Central de Atendimento ao Candidato do Iades funcionará na QE 32 do Guará II, em dias úteis, das 10 às 16 horas. O local terá atendimento para entrega e protocolo de documentos e solicitações, esclarecimento de dúvidas e apoio ao candidato. Os interessados poderão obter informações por meio do telefone (61) 3574-7200 e para o e-mail cac@iades.com.br.

Nomeação

Em 21 de janeiro, o governador Rodrigo Rollemberg anunciou a nomeação de 120 concursados da Polícia Civil. A lista com cem aprovados no cargo de agente e 20 de escrivães foi publicado em 29 de fevereiro no Diário Oficial do Distrito Federal.

Os profissionais têm até o dia 29 deste mês para tomar posse. É necessário que a pessoa compareça ao Departamento Geral de Pessoal, próximo ao Parque da Cidade Sarah Kubitschek, com carteira de identidade e CPF. Caso preste serviço em outro órgão público da administração direta ou indireta, é necessário levar comprovante de desligamento do emprego.

Minuta de contrato de 2012 mostra que sítio de Atibaia seria transferido para Lula

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Polícia Federal faz buscas no sítio frequentado pelo ex-presidente Lula e familiares em Atibaia, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira (04)(Avener Prado/Folhapress)

Por Robson Bonin, da Veja On Line – Na operação de busca realizada pela Polícia Federal no dia 4 de março, durante a 24ª fase da Operação Lava-Jato, os investigadores da Operação Lava-Jato encontraram a minuta de um contrato de compra e venda (clique para ler o documento em PDF) no qual Fernando Bittar — dono no papel do sítio de Atibaia frequentado pelo ex-presidente Lula e reformado por empreiteiras do petrolão – transfere a propriedade para o petista e sua mulher, Marisa Letícia.

Na minuta, não assinada, Fernando Bittar repassa a propriedade para Lula e Marisa pelo valor de 800 000 reais.

O documento foi localizado pela Polícia Federal durante as buscas no apartamento de Lula em São Bernardo. Pelo texto, Lula se comprometia a pagar pelo sítio 200 000 reais de entrada, no ato da compra, e quitar o restante da dívida com Bittar em três parcelas iguais de 200 000 reais.

Diz a minuta de contrato: “Pelo preço adiante ajustado, vendem, ao comprador, o imóvel descrito, transmitindo-lhe desde já, a posse, domínio, direitos e ações que sobre o mesmo tinham e exerciam, para que dele, o comprador use, goze e livremente disponha como bem e melhor lhe convier”.

Apesar de ser uma minuta, sem a assinatura das partes envolvidas, o documento é mais um forte indício de que Lula é, de fato, o verdadeiro dono do Sítio Santa Bárbara. Em abril de 2015, VEJA revelou a existência do sítio usado por Lula para passar os fins de semana de descanso em Atibaia. Lula sempre negou ser o proprietário, embora tenha sido obrigado a admitir o uso do sítio. A propriedade é investigada pela Operação Lava-Jato desde que VEJA revelou que a construtora OAS havia realizado obras de reforma no sítio.

Os investigadores também localizaram no apartamento do ex-presidente Lula em São Bernardo notas fiscais relacionadas à obra do Sítio Santa Bárbara. Um cronograma (imagem abaixo) detalhado das melhorias realizadas na propriedade durante a reforma também foi apreendido. No documento é possível identificar as principais obras realizadas na propriedade.

SEGURANÇA PÚBLICA: Câmara derruba veto ao projeto de Chico Leite que garante proteção a vítima e testemunha em procedimentos policiais

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“É necessário garantir que a pessoa que colabore com as investigações e resolução do caso tenha assegurado o sigilo de identidade, em caso de reconhecimento de indiciados. Entre outras medidas que garantam a sua proteção”, explica o deputado

A Câmara Legislativa derrubou, na sessão plenária desta terça-feira (15), o veto oposto pelo Executivo ao Projeto de Lei nº 1.157/09, de autoria do deputado Chico Leite (Rede), que garante proteção a vítimas e testemunhas relacionadas em boletins de ocorrência e inquérito policial. “Foi mais uma vitória conquistada, já se passam dois anos que estamos lutando pela derrubada ao veto. Continuaremos lutando por uma cidade mais justa e segura, essa é a Brasília que queremos”, comemora Chico Leite.

Chico Leite explica que o objetivo da proposta é garantir segurança às pessoas que prestam depoimento e ajudam com provas que constam nos boletins de ocorrência. “É necessário garantir que a pessoa que colabore com as investigações e resolução do caso tenha assegurado o sigilo de identidade, em caso de reconhecimento de indiciados. Entre outras medidas que garantam a sua proteção”, ressalta.

A proposição foi vetada sob o argumento de que a matéria trataria de procedimentos de inquérito policial regulamentado no Código de Processo Penal – CPP (art. 24 da CF). Com isso, a autoridade policial já teria a possibilidade de adotar providências para resguardar os interesses da sociedade e, por via de consequência, das vítimas e testemunhas, nos casos em que o sigilo se mostra necessário. “No entanto, a realidade é que, muitas vezes, esse sigilo não é resguardado. E as pessoas de bem ficam à mercê de bandidos e criminosos”, alerta Chico Leite.

Para o deputado, o projeto nunca deveria ter sido vetado, pois está de acordo com a lei. Trata-se de matéria relativa a procedimento em matéria processual, tema cuja competência legislativa é concorrente, a teor do § 2º do art. 24 da Constituição Federal, podendo, pois, o DF legislar.