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Mercado de IA ultrapassará US$ 1 trilhão até 2031 e redefine a economia global

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Para o especialista Anderson Moreira, da Global Tech Institute, os motores centrais da IA seguem em franca aceleração, impulsionando transformação digital, automação e ganhos massivos de produtividade

O ritmo de expansão da Inteligência Artificial consolida o setor como o mais dinâmico da tecnologia. Segundo levantamento do Stocklytics.com com dados da Statista, o mercado global de IA deve superar a marca histórica de US$ 1 trilhão já em 2031, ingressando no seleto grupo das maiores indústrias mundiais, ao lado de saúde, finanças e manufatura.

A projeção aponta crescimento de 31% apenas em 2025, alcançando US$ 244 bilhões. De 2027 a 2030, o setor dobrará de tamanho, passando de US$ 400 bilhões para mais de US$ 800 bilhões. Esse avanço ocorre apesar de juros elevados, tensões comerciais e regulamentações mais rigorosas para big techs. “Os motores centrais – software, aplicações comerciais e serviços em nuvem – seguem em franca aceleração, impulsionando transformação digital, automação e ganhos massivos de produtividade nas empresas”, afirma Anderson Garcia Moreira, integrante do Global Tech Institute.

A base global de usuários de IA deve triplicar até 2031, saltando dos atuais 350 milhões para 1,1 bilhão de pessoas. No Brasil, startups e gigantes de tecnologia já aceleram investimentos em ferramentas de análise preditiva, atendimento ao cliente e otimização de cadeias produtivas, acompanhando a tendência mundial.

O impacto no PIB global também será expressivo: em cenário moderado, a IA pode elevar a economia mundial em 11,5% até 2031 – três vezes o efeito atual. Na projeção mais otimista, esse salto chega a 12,8%.

Contudo, o crescimento traz desafios urgentes. A regulamentação do setor e a segurança de dados ganham prioridade, ao mesmo tempo que o mercado de trabalho se reconfigura, exigindo requalificação profissional em massa. “Empresas e governos precisam agir já para colher os benefícios da IA sem deixar brechas éticas ou sociais”, completa Moreira.

Com US$ 1 trilhão em horizonte próximo, a inteligência artificial deixa de ser promessa e se torna o pilar da próxima economia global.

Goiás dá exemplo em associativismo no varejo de materiais de construção

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Segmento de vendas está em terceiro lugar com mais redes associativas mapeadas no País, segundo pesquisa

O associativismo é um modelo de negócio que vem sendo adotado por empresas em diversos ramos. Uma pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral (FDC) em 2025 mostra que, no Brasil, existem 2,8 mil empresas de varejo de materiais de construção conectadas a 65 redes e centrais de negócios distribuídas em 17 estados. O segmento fica atrás apenas dos setores supermercadista e farmácias.

O associativismo é a união de pequenas e médias empresas em um modelo de rede, com um mesmo objetivo: formar centrais de compras com maior volume, ganhar acesso a fornecedores e aumentar seu poder de negociação. Essa estratégia vem ganhando cada vez mais destaque, devido a diversos fatores.

Outra pesquisa da FDC, que aborda o futuro das redes e centrais de negócios no Brasil, evidencia em números esse crescimento: ao todo, o país contempla 500 redes e centrais de negócios. Ao se unirem, o poder de negociação dos varejistas com fornecedores de insumos e produtos ganha força, o que impacta o consumidor final. Se o varejista comprar mais barato, ele consegue vender mais barato.

Em Goiás, a união do setor varejista apoiada por um ecossistema que inclui o Sindimaco, Sebrae e CDL, tem gerado vitórias operacionais importantes para a classe empresarial. O presidente da Rede da Construção, Eduardo Menezes, dá um exemplo: “recentemente, o movimento articulou a alteração no vencimento do ICMS em Goiás, que passou do dia 10 para o dia 20 de cada mês, aliviando o fluxo de caixa das empresas”.

Outras vantagens desse modelo empresarial está no poder de capacitação de funcionários que, em rede, conseguem expandir o desenvolvimento das empresas simultaneamente. O compartilhamento de conhecimentos em marketing, inovações e alcance de auditorias das lojas também são alguns dos benefícios.

Associação goiana é destaque no varejo de materiais de construção

A Rede da Construção aparece na pesquisa sobre associações realizada pela FDC como um dos destaques de Goiás. Criada em 1998 por um grupo de empresários que decidiram se unir, hoje a rede possui 74 unidades distribuídas em 48 municípios de Goiás.

Eduardo Menezes, presidente da Rede, destaca que o associativismo é a materialização da força do coletivo. “Através da união de forma organizada, conseguimos objetivos grandiosos, que sozinhos seriam inalcançáveis, como o acesso a melhores negociações e sistemas financeiros mais eficientes”.

Pilares do associativismo

O associativismo se fundamenta em alguns pilares essenciais que garantem o sucesso e a eficácia de uma associação. Entre eles, destacam-se:

Solidariedade: A base do associativismo é a colaboração mútua entre os membros. A ideia central é que juntos, as partes envolvidas têm mais poder de ação do que sozinhas.

Autonomia: Cada associação deve ser autônoma, ou seja, suas decisões devem ser tomadas internamente, respeitando sempre a vontade e os interesses de seus membros.

Democracia: O associativismo é construído sobre o princípio democrático, onde todos os membros têm voz e voto nas decisões da associação, assegurando que as ações sejam representativas de todos.

Cidadania: As associações buscam também promover a cidadania e o engajamento social, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e participativa.

Responsabilidade Social: Além de atender aos interesses econômicos de seus membros, as associações comerciais também devem se preocupar com questões sociais, contribuindo para o bem-estar da comunidade.

Praça Paulo Octávio fortalece parceria com o GDF por meio do programa Adote uma Praça

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A Praça Paulo Octávio, localizada entre as quadras 6 e 7 do Setor de Clubes Esportivos Sul (SMAS), passou a integrar oficialmente o programa Adote uma Praça, iniciativa coordenada pela Secretaria de Projetos Especiais do Governo do Distrito Federal.

A assinatura simbólica do termo de adoção reuniu representantes da Administração Regional do Plano Piloto e da PaulOOctavio, responsável pelo projeto e pelo investimento de aproximadamente R$ 4 milhões no espaço público.

Durante a cerimônia, a PaulOOctavio recebeu do GDF o certificado de parceira do programa, em reconhecimento à contribuição urbanística, paisagística e social realizada na região. Com cerca de 15 mil metros quadrados, a Praça Paulo Octávio foi concebida para ampliar as opções de lazer, esporte e convivência comunitária em uma das áreas de maior expansão urbana da capital.

O espaço conta com quadra poliesportiva, semi-quadra de basquete, pista de corrida, equipamentos de ginástica e área destinada à prática de beach tennis, além de áreas de convivência e integração para moradores e frequentadores da região.

Representando o administrador regional do Plano Piloto, Bruno Olímpio, o diretor de Aprovação e Licenciamento da Administração Regional, Igor Gabriel de Assis Costa Carvalho, destacou a transformação urbana promovida pela iniciativa. “Era um espaço extremamente abandonado, sem urbanidade. A PaulOOctavio entrega uma importante requalificação urbana, trazendo benefícios concretos para a população”, afirmou.

O diretor de Arquitetura Empresarial da PaulOOctavio, Ricardo Cerqueira, ressaltou o caráter coletivo do projeto. “A praça foi planejada para atender toda a comunidade, não apenas os moradores dos empreendimentos da região. Queremos oferecer um ambiente moderno, acessível e voltado à qualidade de vida”, disse.

Já o diretor Comercial da empresa, Fabio Mendes, relacionou a iniciativa às comemorações dos 50 anos da PaulOOctavio. “É uma satisfação participar deste momento histórico para a cidade e para a empresa. A Praça Paulo Octavio representa um presente para Brasília e reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento urbano e humano da capital”, destacou.

 

Fonte: donnysilva.com.br

Empresários devem participar mais da vida pública brasileira’, diz presidente do Conselho da Esfera Brasil

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João Camargo destacou, no segundo dia da 5ª edição do Fórum Esfera, que é preciso ter políticas

de Estado, e não de governo; além de caminhos para a inovação, debates em Guarujá (SP) abordaram investimentos em infraestrutura e a necessidade de reestruturação na fiscalização do  sistema financeiro

 

Na imagem, o presidente do Conselho da Esfera Brasil, João Camargo, em entrevista à jornalista Joana Treptow em Guarujá (SP) (foto: Divulgação/Esfera Brasil)

 

São Paulo – Empresários e lideranças da sociedade civil devem se envolver de forma mais direta no debate público brasileiro. A avaliação foi feita pelo presidente do Conselho da Esfera Brasil, João Camargo, na abertura do segundo dia da 5ª edição do Fórum Esfera, realizado em Guarujá (SP), nesta sexta (22) e sábado (23). Para ele, é preciso deixar de lado a polarização e o revanchismo. “O que eu peço a vocês é para debaterem as propostas”, disse. “Adotem um deputado federal. Adotem um senador. Cobrem deles. Participem mais ativamente da vida pública brasileira. Vocês têm o direito, o dever de participar da vida pública.”

 

Camargo destacou o baixo crescimento em valor da Bolsa de Valores brasileira (de US$ 1 trilhão para US$ 1,06 trilhão entre 2018 e 2026) na comparação com a dos EUA (que, no mesmo período, cresceu de US$ 28 trilhões para US$ 70 trilhões). Ele afirmou que o Brasil precisa priorizar políticas duradouras de inovação e tecnologia, em vez de debater apenas para suas riquezas naturais. “Nós olhamos muito para o solo. Temos de pensar em inovação, tecnologia, políticas duradouras. Não podemos mais ter políticas de governo, temos de ter política de Estado.”

 

Em entrevista conduzida pela CEO da Esfera Brasil, Camila Funaro Camargo Dantas, o apresentador de TV Luciano Huck fez um relato de suas visitas a cidades brasileiras, onde entrou em contato com o que define como “Brasil real”, fora dos centros de poder. Huck destacou o empreendedorismo desses brasileiros e disse que a redução efetiva da desigualdade depende da política. “Podemos juntar todos os filantropos do Brasil que a gente não consegue mexer no ponteiro da desigualdade. Quem mexe no poder da desigualdade de verdade é o governo.”

 

Já o ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso destacou os impactos da tecnologia digital e da inteligência artificial sobre democracia, imprensa e Judiciário. Ele disse que ainda não se pode deixar decisões judiciais a cargo da IA porque ainda não há um código de ética maduro o suficiente. “Não tenho nenhuma dúvida de que esse é o futuro: decisões produzidas com inteligência artificial com uma objetividade maior do que os juízes são capazes. Sempre com supervisão humana.”

 

Infraestrutura e segurança pública

 

O diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, destacou a previsão de R$ 12,5 bilhões em investimentos no Porto de Santos e o processo já iniciado para aprofundar o canal de navegação, cujas obras devem começar em 2027. Para o diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Frederico Dias, a gestão para dragagens e hidrovias requer um novo modelo, com maior protagonismo da iniciativa privada: “Gerir de forma privada os serviços na hidrovia não significa privatizar o rio”.

 

Já o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a carteira de projetos prevista até 2026, e disse que “quem entra no mercado para fazer investimento em infraestrutura não tem medo de risco, mas de insegurança jurídica”.

 

O presidente da Cufa (Central Única das Favelas), Preto Zezé, mediou o debate sobre segurança pública e disse que o Brasil está “perdendo, literalmente, pedaços” por uma ausência média ou total do Estado. Segundo ele, o crime organizado não está apenas nos territórios vulneráveis, mas “na Faria Lima”, nas grandes empresas e na economia formal. Para o presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Ricardo Saadi, é preciso reforçar a “asfixia financeira da organização criminosa” e o fortalecimento do Conselho como proteção à livre concorrência.

 

O deputado federal Mendonça Filho (PL-PE) afirmou que a proposta da PEC da Segurança, de sua relatoria, conseguiu apoio “do PT até o PL”, e defendeu cooperação federativa, integração de dados e compartilhamento de informações. Já a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, questionou a lógica de operações policiais sem continuidade. “É preciso colocar a investigação criminal no centro do debate. Ela precisa de recursos, tecnologia e policiais bem-preparados”, disse. Na mesma mesa, o advogado tributarista Luiz Bichara destacou estimativa de que, desde 2022, o crime organizado teria faturado R$ 148 bilhões com combustível, bebida, cigarro e ouro, ante R$ 15 bilhões com drogas. Ele defendeu controle sobre Pix e criptomoedas. “Quem tem medo de controle? Quem deve. Os controles são lamentavelmente falhos.”

 

Transformação digital e reindustrialização

 

O presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho, afirmou que a inteligência artificial “trouxe para a mão das pessoas e das empresas a capacidade de promover uma mudança profunda”, e destacou que a falta de um marco regulatório e de qualificação profissional deixam as empresas “um pouco reticentes em relação a fazer investimentos maiores no Brasil”.

 

Já o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, ressaltou que o consumidor brasileiro é “ávido por tecnologia e inovação”, o que explica o crescimento acelerado dos veículos elétricos, além de defender políticas públicas para atrair investimentos e verticalizar a cadeia produtiva. “O Brasil tem toda condição de ser protagonista e estar na vanguarda dessa mudança transformacional”, afirmou.

 

Na avaliação do presidente do Grupo EMS, Carlos Sanchez, empresas brasileiras precisam investir mais em pesquisa própria, com prioridade regulatória para produtos desenvolvidos no país. “O Brasil está se transformando de um país de cópia para um país de pesquisa.”

 

Pré-candidatos e rumos do país

 

Em uma mensagem de vídeo, o pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) disse que a polarização “empobrece o debate político no país” e defendeu que o debate presidencial enfrente os temas da corrupção, violência e das facções criminosas. Durante sua fala, Caiado associou a competitividade internacional brasileira a combustíveis renováveis e mineração. Outro provável postulante ao cargo de chefe do Executivo, Romeu Zema (Novo) criticou também, por vídeo, os juros altos, a burocracia e o peso do Estado.

 

No painel, Aldo Rebelo (DC) apresentou sua pré-candidatura dizendo que o Brasil sofre uma “interdição institucional”, que bloquearia projetos estratégicos como a ferrovia Ferrogrão, a exploração de petróleo e potássio, ferrovias e hidrovias. “Tudo no Brasil está interditado. É preciso desinterditar”, afirmou. Para o também pré-candidato Renan Santos (Missão), é preciso fazer um ajuste fiscal com corte de despesa e um “choque de credibilidade nas contas públicas”.

 

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), destacou que o banco estatal ampliou investimentos em infraestrutura e inovação e disse que “o Estado precisa correr riscos” para estimular novos setores produtivos. O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas defendeu decisão recente da corte de contas que reforçou a autonomia financeira das agências reguladoras. “Nós tínhamos agências reguladoras com responsabilidades elevadíssimas e sem orçamento para fazer o básico, justamente o papel de fiscalização”, afirmou.

 

O chairman do BTG Pactual, André Esteves, avaliou que a economia brasileira atravessa um momento mais estável do que em crises anteriores e afirmou que o país tem condições de avançar com ajustes relativamente simples: “O Brasil não está voando, mas as coisas estão nos trilhos”. Ele disse ainda que “essa coisa de que o BNDES é uma jabuticaba brasileira, é o contrário. É uma qualidade brasileira”. Sobre o caso do Banco Master, Esteves comentou as falhas de supervisão e a expansão de práticas ilegais no sistema financeiro. Mercadante classificou o episódio como “o maior crime financeiro da história do país” e defendeu uma reestruturação dos órgãos reguladores e de fiscalização.
Assista a todos os painéis dos dois dias do Fórum Esfera Brasil, em Guarujá (SP) NESTE LINK

Sobre a Esfera Brasil

A Esfera Brasil é uma organização criada para fomentar o pensamento e o diálogo sobre o Brasil e um think tank independente e apartidário que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. O objetivo é gerar debates que permitam a construção de um país melhor por meio da promoção de diálogo entre empresas, governos e instituições na busca de soluções viáveis para as principais barreiras de desenvolvimento nacional. Fundada em 2021 por João Camargo, atual presidente do Conselho, a Esfera é liderada pela CEO Camila Funaro Camargo Dantas. Integram o ecossistema da organização o Instituto Esfera de Estudos e Inovação, frente acadêmica, e a Casa ParlaMento, espaço de articulação política e institucional em Brasília.

 

Quando o rendimento cai: cinco sinais de que é hora de reorganizar os estudos

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Jompran

 

Especialista do Colégio Objetivo DF aponta estratégias para ajudar estudantes a recuperar a concentração, reestruturar hábitos e melhorar o aproveitamento ao longo do ano letivo
Oscilações no rendimento escolar ao longo do ano são mais comuns do que se imagina.

Após o período inicial de adaptação, muitos estudantes passam a enfrentar desafios como cansaço, desmotivação e dificuldade de concentração, fatores que, quando negligenciados, podem comprometer a evolução acadêmica.

Embora essas mudanças façam parte do processo de aprendizagem, especialistas alertam que alguns comportamentos merecem atenção para evitar que questões pontuais se transformem em obstáculos maiores nos meses seguintes.

De acordo com Cláudia Mialichi, gerente educacional do Colégio Objetivo DF, perceber esses sinais com antecedência e ajustar a organização diária de forma estratégica é essencial para que o estudante reencontre o ritmo e desenvolva métodos de aprendizagem mais eficazes.

“A oscilação no aproveitamento faz parte do processo de aprendizagem, mas precisa ser observada com atenção. Quanto antes o estudante percebe esses sinais, maiores são as chances de reorganizar sua forma de estudo e recuperar resultados”, explica.

Segundo a educadora, existem cinco indícios principais de que é hora de rever a dinâmica de preparação:

1. Dificuldade frequente de concentração
Quando manter a atenção durante aulas, leituras ou tarefas se torna um desafio constante, mesmo em ambientes adequados.

2. Procrastinação recorrente
O adiamento frequente de atividades, revisões e trabalhos pode indicar desorganização ou dificuldade para manter o engajamento.

3. Queda nas notas ou no aproveitamento
Resultados abaixo do esperado, dificuldade para acompanhar novos conteúdos ou aumento de erros em avaliações são sinais importantes.

4. Cansaço excessivo e desânimo
A sensação constante de esgotamento físico ou mental pode afetar diretamente a capacidade de aprendizado.

5. Perda de interesse pelos estudos
Quando tarefas escolares passam a gerar resistência, frustração ou falta de envolvimento.
Para a especialista, a solução nem sempre está em ampliar a carga horária dedicada ao conteúdo. “Muitas vezes, pequenas mudanças na forma como o tempo é organizado já produzem impacto significativo. Mais importante do que estudar por mais horas é garantir que esse período esteja sendo utilizado com método e propósito”, destaca.

Entre as estratégias recomendadas estão a criação de metas semanais realistas, a alternância entre disciplinas para tornar a preparação mais dinâmica, a redução de distrações digitais e a valorização de pausas planejadas.

A qualidade do sono, a prática de atividades físicas e o equilíbrio entre dedicação acadêmica, lazer e descanso também aparecem como fatores fundamentais para sustentar bons resultados.

“Motivação nem sempre surge espontaneamente. Muitas vezes, ela é consequência da constância. Criar hábitos e estabelecer objetivos possíveis é o caminho mais eficiente para recuperar o engajamento”, afirma.

Outro ponto destacado é a importância do acompanhamento próximo por parte da família e da escola. “O suporte adequado, sem excesso de cobrança, contribui para que o estudante reconheça seus desafios e desenvolva autonomia para superá-los”, conclui Mialichi.

2ª edição da Corrida e Caminhada pela Inclusão Olga de 2026: inscrições abertas

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Com patrocínio Master da Shell e organização do Instituto Olga Kos DF, a prova acontece, no dia 29 de dezembro, às vésperas do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3/12), promovendo a inclusão por meio do esporte

A inclusão se constrói na convivência entre pessoas com e sem deficiência. É com esse propósito que a Corrida e Caminhada pela Inclusão Olga Kos tem se consolidado em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No dia 29 de novembro, às vésperas do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de dezembro), o tradicional evento desembarca em Brasília, reunindo caminhantes e corredores, profissionais e amadores – com e sem deficiência -, a partir das 7h, na Praça do Buriti, em uma grande celebração da diversidade e convivência inclusiva. As inscrições estão abertas.

Com patrocínio master da Shell e promovida pelo Instituto Olga Kos DF, esta será a segunda edição anual realizada em Brasília, em 2026. A expectativa é ampliar ainda mais o alcance do evento que, na edição anterior, realizada em março, reuniu cerca de 11 mil participantes, consolidando-se como uma das maiores corridas inclusivas do país.

Para o presidente do Instituto Olga Kos, Wolf Kos, a corrida é uma poderosa ferramenta de integração social: “A corrida de rua é um espaço democrático, onde pessoas com e sem deficiência dividem o mesmo percurso, lado a lado. Essa convivência no esporte ajuda a quebrar preconceitos e mostra, na prática, que a inclusão é possível e necessária”, destaca.

“A Shell reconhece o poder das conexões para transformar realidades. Mais do que apoiar, caminhamos junto e construímos um legado que permanece — para as comunidades, para os territórios, para a sociedade e para nós. Por isso atuamos em parceria com Instituto Olga Kos como patrocinador da Corrida e Caminhada pela Inclusão aqui em Brasília, reforçando nossa atuação de inclusão através do esporte – agente transformador capaz de gerar pertencimento, ampliar oportunidades e contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva” – destaca Glauco Paiva, gerente executivo de Comunicação e Marca da Shell Brasil.

Com o crescimento contínuo do evento, a organização projeta mais uma edição de grande adesão. “Brasília tem mostrado um engajamento crescente com a causa da inclusão. A cada edição, o número de adeptos aumenta. Seguimos trabalhando para ampliar ainda mais esse movimento de inclusão”, afirma Wolf Kos.

Vale lembrar que pessoas com deficiência possuem 50% de desconto na inscrição, que deve ser realizada através do envio de um e-mail para corrida@olgadf.org.br, anexando documento de identidade e laudo que comprove esta condição. Após o recebimento, análise e aprovação dos documentos, a organização enviará um cupom por e-mail para que o participante finalize a inscrição. Já as pessoas sem deficiência podem fazer a inscrição no site do Instituto Olga Kos.

Sobre o Instituto Olga Kos DF

É uma instituição sem fins lucrativos e referência na inclusão de pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, que está norteando a elaboração de políticas públicas e ampliando práticas inclusivas através de projetos nas áreas de esporte, artes e de pesquisas. O objetivo é levar adiante o objetivo de tornar o país mais inclusivo por meio de oportunidades que quebram barreiras sociais. Os projetos desenvolvidos são aprovados em leis de incentivo fiscal e atendem crianças, jovens, adultos e idosos. Mais informações: www.olgadf.org.br.

Sobre a Shell Brasil

Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Fique por dentro das notícias da Shell Brasil: inscreva-se no Shell Brasil News Alert (https://www.shell.com.br/imprensa/noticias-por-email.html)

Serviço
Corrida e Caminhada pela Inclusão Olga Kos – Brasília
Data: 29 de novembro de 2026
Local: Praça do Buriti – Brasília (DF)
Horário: a partir das 7h
Inscrições: https://site.ticketsports.com.br/Inscricao/categoria.aspx?__idEvento=86297&origem=novo-site&lang=pt-BR

 

Sociobioeconomia entra no radar do mercado com R$ 1,9 bilhão previstos no Eco Invest  

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O resultado do 4º leilão do Eco Invest Brasil marca a entrada mais robusta da sociobioeconomia na agenda do sistema financeiro brasileiro. A rodada prevê R$ 1,9 bilhão para iniciativas ligadas à sociobioeconomia nos próximos três anos, além de R$ 2 bilhões destinados à bioindustrialização e R$ 900 milhões para turismo sustentável, incluindo projetos em unidades de conservação e iniciativas comunitárias na Amazônia.

O desenho do leilão também consolidou um movimento inédito no mercado de finanças climáticas ao estabelecer, em portaria, que ao menos 10% dos investimentos mobilizados pelos bancos participantes fossem destinados às economias da sociobiodiversidade.

Para o Instituto Conexões Sustentáveis – Conexsus, organização que atua no fortalecimento de negócios comunitários, a medida sinaliza uma mudança relevante na forma como o capital financeiro passa a enxergar cadeias produtivas ligadas à floresta em pé.

A avaliação da organização é que o resultado do leilão reforça o avanço de uma agenda econômica baseada em bioeconomia, conservação e inclusão produtiva, aproximando o sistema financeiro de territórios historicamente com baixo acesso a crédito e investimento estruturado.

“Estamos vendo a sociobioeconomia deixar de ser tratada apenas como agenda socioambiental para ocupar um espaço mais estratégico dentro das políticas de desenvolvimento econômico e financiamento climático. O resultado do leilão ajuda a consolidar esse setor como uma frente concreta de investimento”, afirma Fabíola Zerbini, diretora executiva da Conexsus.

Segundo a organização, o avanço ocorre em um contexto de crescente demanda por investimentos ligados à construção de uma transição climática justa, impulsionada pelos avanços da COP30 e pelo fortalecimento de políticas públicas, projetos e investimentos privados voltados à sustentabilidade, às finanças verdes e à estruturação de cadeias produtivas de baixo carbono e geração de valor.

O movimento reflete também a pressão internacional crescente por modelos econômicos capazes de combinar competitividade, conservação ambiental, rastreabilidade e inclusão social. A Conexsus avalia, no entanto, que o principal desafio agora será transformar o volume anunciado em acesso efetivo a financiamento para cooperativas, associações, produtores familiares e negócios comunitários da Amazônia e de outros biomas brasileiros.

Para a organização, isso exigirá instrumentos financeiros mais adaptados às realidades territoriais, além de modelos de garantia, assistência técnica e intermediação capazes de reduzir barreiras históricas de acesso ao crédito. O Eco Invest Brasil é uma iniciativa do governo federal voltada à mobilização de capital privado para projetos relacionados à transição ecológica e à economia de baixo carbono. O 4º leilão teve foco em iniciativas ligadas à Amazônia Legal, incluindo bioeconomia, infraestrutura sustentável e cadeias produtivas da sociobiodiversidade.

 

SOBRE A CONEXSUS: O Instituto Conexões Sustentáveis – Conexsus atua na promoção da conexão dos negócios comunitários com os mercados, sejam locais, regionais, nacionais ou internacionais, disponibilizando acesso a investimentos financeiros customizados para apoiar a estruturação dos arranjos comerciais e viabilizar as operações.

Sicredi atinge R$ 300 bilhões na carteira de investimentos

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Desempenho reflete ampliação da oferta, diversificação de produtos e evolução na experiência dos associados

 

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em todo o Brasil, alcançou a marca histórica de R$ 300 bilhões na carteira de investimentos. O volume é formado por Fundos de Investimento, Previdência, Renda Variável, Depósitos a Prazo, LCA, LCI, Poupança e representa um crescimento de 18,8% em 12 meses.

 

Fundos de Investimento e Previdência apresentaram avanço expressivo no período, com altas de 64% e 38%, respectivamente, reforçando o movimento de diversificação dos investimentos dos associados. Em termos de representatividade, os depósitos a prazo respondem por 62% da carteira total.

 

O avanço foi impulsionado, entre outros fatores, pela diversificação do portfólio, com o lançamento de novas soluções em Fundos, ampliando as alternativas de alocação em renda fixa, crédito privado, infraestrutura e ativos voltados à completude da carteira do investidor. Paralelamente, avanços na plataforma de investimentos proporcionaram uma jornada mais atrativa e consistente para os associados.

 

“O ótimo desempenho acompanha a expansão do Sicredi e a evolução da nossa atuação em investimentos, com a ampliação e qualificação da oferta de produtos, além de avanços na experiência dos associados. A instituição tem elevado sua capacidade de atender diferentes perfis e objetivos financeiros em um ambiente de mercado mais dinâmico”, salienta Ricardo Sommer, diretor de Investimentos e Previdência do Sicredi.

 

O Sicredi reúne mais de 10 milhões de associados, com atuação em cerca de 2,2 mil municípios e mais de 3 mil agências em todo o país. A base de investimentos reflete a diversificação do público atendido, com 44% formada por pessoas físicas, 37% por pessoas jurídicas e 19% pelo agronegócio, evidenciando a capacidade do Sicredi de atender diferentes perfis de associados.

 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

 

Site do Sicredi: Clique aqui

WhatsApp: escolha entre API oficial e API Web pode impactar resultados

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Especialista da Irrah Tech explica as diferenças

O WhatsApp deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens para se tornar uma das principais ferramentas de negócios no mundo. Segundo a Meta, são mais de 2 bilhões de usuários e cerca de 200 milhões de empresas que utilizam a plataforma mensalmente para vendas, atendimento e relacionamento com clientes.

No Brasil, um dos maiores mercados da ferramenta, o uso é ainda mais intenso. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas indicam que o aplicativo já é o principal canal de comunicação para a maioria dos negócios de serviço no país.

Mas, à medida que o uso cresce, surge uma dúvida cada vez mais comum entre empresas: qual integração escolher?

Hoje, duas opções concentram esse movimento: a API Oficial e a API Web (não oficial). Embora frequentemente tratadas como equivalentes, elas operam com lógicas, riscos e objetivos completamente diferentes.

“O mercado ainda trata as duas como concorrentes diretas, mas, na prática, elas atendem a estratégias distintas. A escolha depende do momento da empresa e do nível de previsibilidade que a operação exige”, explica Luan Mileski, Head de Produto & Negócios na Irrah Tech, desenvolvedora de soluções para a gestão do relacionamento com clientes presente em mais de 50 países.

Luan Mileski, Head de Produto & Negócios na Irrah Tech

API Oficial: escala, controle e previsibilidade

A API Oficial, desenvolvida pela Meta, é geralmente adotada por empresas que estruturam a experiência do cliente, operam com CRM (gestão de relacionamento) e utilizam jornadas organizadas.

Para isso, esse modelo segue regras de governança bem definidas. Um dos principais para isso é o uso de templates, mensagens que iniciam todas as interações através do aplicativo e que passam por aprovação prévia da plataforma, garantindo padronização, qualidade e segurança na comunicação.

Esses templates são organizados por categoria e possuem custos distintos por conversa iniciada. No Brasil, uma mensagem de marketing, como uma campanha promocional, custa em média cerca de US$ 0,0625 por conversa. Já mensagens de utilidade, como confirmação de pedido ou atualização de entrega, ficam na faixa de US$ 0,0315.

Na prática, isso significa que cada interação iniciada pela empresa tem um custo previsível, e diretamente ligado ao tipo de comunicação. Um exemplo comum é o envio de uma mensagem como: “Olá, João! Estamos com 20% de desconto hoje. Quer receber o link?”.

Porém, apesar do custo, essa estrutura de comunicação permite rastrear e mensurar taxas de abertura e clique, por exemplo. “Esse modelo proporciona um controle total sobre a comunicação. Ela sabe quanto custa, o que performa melhor e consegue ajustar a estratégia com base em dados reais”, afirma Luan Mileski.

Esse nível de rastreabilidade transforma o WhatsApp em um canal estratégico. A empresa consegue acompanhar toda a jornada da mensagem, do envio à resposta, e automatizar ações com base no comportamento do cliente. Se um usuário visualizar uma oferta e não responder, por exemplo, é possível programar um novo contato automático.

Além disso, a API Oficial garante maior estabilidade na entrega e reduz significativamente o risco de bloqueios, já que toda a operação segue as diretrizes da Meta.

API Web: flexibilidade imediata, sem previsibilidade

Já a API Web, considerada uma integração não oficial, funciona fora desse ambiente de governança. Nesse modelo, não há necessidade de aprovação prévia de mensagens, o que permite envios imediatos e maior liberdade na comunicação. Isso faz com que muitas empresas utilizem a solução para ações rápidas, como recuperação de carrinhos abandonados, lembretes e notificações operacionais.

Por outro lado, não existe cobrança por template ou por categoria de mensagem. O custo costuma estar associado apenas à ferramenta utilizada ou à infraestrutura da automação, o que, em um primeiro momento, pode parecer mais barato.

O problema é que essa economia vem acompanhada de uma ausência de previsibilidade. “Como não segue os padrões oficiais da Meta, esse tipo de integração não oferece garantias de entrega, controle de volume ou estabilidade. Em alguns casos, pode levar ao bloqueio ou até ao banimento da conta”, alerta o especialista da IRRAH Tech.

Além disso, a empresa perde a capacidade de mensurar com precisão o desempenho das mensagens, o que limita a evolução das estratégias de comunicação.

Mais do que custo, é decisão de negócio

A escolha entre API Oficial e Web não é apenas tecnológica. Ela passa por uma análise mais ampla sobre o papel do WhatsApp dentro da estratégia da empresa.

Negócios em estágio inicial, com menor volume de comunicação, tendem a priorizar custo e agilidade. Já empresas em crescimento, que dependem do canal para vendas e relacionamento, passam a exigir estabilidade, controle e previsibilidade.

“O erro mais comum é olhar apenas o custo imediato. Quando a empresa cresce, percebe que precisa de estrutura, dados e segurança. E aí a decisão deixa de ser técnica e passa a impactar diretamente o resultado do negócio”, destaca um dos Heads da IRRAH Tech.

O cenário revela uma contradição cada vez mais presente no mercado: enquanto a tecnologia evolui e se consolida como aliada estratégica, os investimentos ainda não acompanham o valor que ela já é capaz de gerar.

Com o avanço da inteligência artificial e da automação, a tendência é que decisões como essa deixem de ser operacionais e passem a ser determinantes para a competitividade das empresas. “O Brasil tem uma oportunidade clara de acompanhar esse movimento. Mas isso depende de escolhas mais estruturadas e conscientes sobre tecnologia”, conclui Luan.

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Porto do Rio de Janeiro passa a receber navios de até 366 metros após ampliação do canal

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Obra contou com investimentos do Novo PAC e permite operação de embarcações do tipo New Panamax

Primeiro navio a atracar no porto, o porta-contêineres MSC Katrina tem 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para transportar 14.131 TEUs

– Foto: Divulgação/Porto do Rio de Janeiro

O Porto do Rio de Janeiro (RJ) passou a integrar o grupo de portos brasileiros aptos a receber embarcações da classe New Panamax, que está entre as maiores da navegação comercial mundial. O marco foi alcançado após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao porto, realizadas com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio. Ao todo, foram investidos R$ 163 milhões na iniciativa.

Neste mês, o primeiro navio a atracar no porto, dentro desse novo cenário operacional, foi o porta-contêineres MSC Katrina, embarcação de 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura (boca) e capacidade para transportar 14.131 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés). O navio, de bandeira panamenha, veio do Porto de Suape (PE) e seguiu com destino ao Porto de Santos (SP).

Nova realidade operacional

Para que um porto possa receber embarcações de maior porte, são necessárias obras de modernização da infraestrutura portuária, especialmente dragagem, ampliação de calado, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais. No caso do Porto do Rio de Janeiro, o canal de acesso passou por obras de dragagem, com investimentos de R$ 98 milhões angariados pelo Novo PAC e R$ 65 milhões pela PortosRio.

Com a conclusão das obras, a profundidade mínima do canal de acesso foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, permitindo um calado operacional de 15,3 metros e adequando a infraestrutura para receber navios da classe New Panamax.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que a nova capacidade operacional marca um avanço importante para o Porto do Rio de Janeiro e para a infraestrutura portuária brasileira. “A chegada de navios de maior porte representa um novo momento para o Porto do Rio de Janeiro. Esse avanço amplia a competitividade do terminal, fortalece sua posição nas rotas internacionais e demonstra a importância dos investimentos em modernização da infraestrutura portuária brasileira”, destacou.

A iniciativa amplia, ainda, a eficiência operacional e logística do porto, melhora as condições de navegabilidade e segurança, permite a operação de embarcações de maior porte e reduz restrições operacionais e custos logísticos. Além disso, aumenta a previsibilidade das operações e fortalece a competitividade do Porto do Rio de Janeiro no comércio exterior.

Atualmente, além do Porto do Rio de Janeiro, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem capacidade operacional para receber navios de até 366 metros de comprimento.