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Em Santa Catarina, Piso Regional do setor agropecuário é atualizado

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As entidades sindicais catarinenses representativas dos empregadores (federações empresariais) e dos trabalhadores (Federações e Centrais Sindicais Laborais) estiveram reunidas nesta semana e fecharam o acordo para atualização do piso regional de salário, a partir de 1º de janeiro de 2025. O reajuste médio foi de 7.27% nas quatro faixas.

Conforme a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), o piso da categoria, que se enquadra na 1ª faixa, ficou em R$ 1.730,00. Para as demais faixas, os valores são os seguintes: 1.792,00 (segunda faixa); R$ 1.898,00 (terceira faixa) e R$ 1.978,00 (quarta faixa). Agora, o acordo negociado será encaminhado ao Governo do Estado, que prepara e encaminha projeto de lei à Assembleia Legislativa.

Os vice-presidentes da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo (executivo) e Enori Barbieri (secretaria), acompanharam as negociações e confirmam que todas as etapas do processo foram conduzidas com diálogo e respeito mútuo entre as partes envolvidas.

Para o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, o resultado foi justo e beneficia tanto os trabalhadores quanto os empregadores, promovendo um equilíbrio para o bom andamento das relações trabalhistas. “É importante ressaltarmos que Santa Catarina é o único estado, onde o piso regional é definido por meio de uma negociação direta entre as partes envolvidas, com resultados estabelecidos de maneira consensual e transparente desde a sua implementação. Esse modelo de diálogo fortalece a parceria entre empregadores e empregados, refletindo um compromisso com o desenvolvimento socioeconômico catarinense e com a valorização do trabalho, sem perder de vista a sustentabilidade das empresas e o bem-estar dos trabalhadores”.

ENTENDA CADA FAIXA

PRIMEIRA FAIXA (R$ 1.730,00)

  1. a) agricultura e pecuária
  2. b) indústrias extrativas e beneficiamento
  3. c) empresas de pesca e aquicultura
  4. d) empregados domésticos
  5. e) turismo e hospitalidade.
  6. f) indústrias da construção civil
  7. g) indústrias de instrumentos musicais e brinquedos
  8. h) em estabelecimentos hípicos
  9. i) empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas

SEGUNDA FAIXA (1.792,00)

  1. a) indústrias do vestuário e calçado
  2. b) indústrias de fiação e tecelagem
  3. c) indústrias de artefatos de couro
  4. d) indústrias do papel, papelão e cortiça
  5. e) empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas
  6. f) empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas
  7. g) empregados em empresas de comunicações e telemarketing
  8. h) indústrias do mobiliário

 TERCEIRA FAIXA (R$ 1.898,00)

  1. a) indústrias químicas e farmacêuticas
  2. b) indústrias cinematográficas
  3. c) nas indústrias da alimentação
  4. d) empregados no comércio em geral
  5. e) empregados de agentes autônomos do comércio

QUARTA FAIXA (1.978)

  1. a) indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico
  2. b) indústrias gráficas
  3. c) indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana
  4. d) indústrias de artefatos de borracha
  5. e) empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito
  6. f) edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade
  7. g) nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas
  8. h) auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino)
  9. i) empregados em estabelecimento de cultura
  10. j) empregados em processamento de dados
  11. k) empregados motoristas do transporte em geral
  12. I) empregados em estabelecimentos de serviços de saúde

 

Acesse os canais de comunicação do Sistema Faesc/Senar:

 

ROMÊNIA: Comissão Eleitoral Central barra a candidatura do conservador Călin Georgescu para as eleições presidenciais de maio.

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A União Europeia pressionou pela anulação da eleição na Romênia porque um candidato de direita venceu. Agora, impedem o mesmo candidato de concorrer novamente. Os globalistas representam A MAIOR AMEAÇA à liberdade no Ocidente. Quem não entendeu isso, não entendeu nada.

Por Karina Michelin

A Romênia mergulhou em um caos político neste domingo, 9 de março, após a Comissão Eleitoral Central barrar a candidatura do nacionalista Călin Georgescu para as eleições presidenciais de maio.

A decisão, tomada sob alegações de irregularidades financeiras e vínculos extremistas, foi recebida com indignação por seus apoiadores, que tomaram as ruas em protestos inflamados contra o que consideram uma “intervenção autoritária” no processo democrático.

A rejeição da candidatura de Călin Georgescu na Romênia segue um padrão preocupante: regimes e sistemas politicamente aparelhados encontram desculpas para impedir que candidatos conservadores concorram. No caso romeno, a justificativa foi a suposta influência russa em sua campanha — uma acusação genérica e conveniente, sem provas concretas, mas suficiente para barrá-lo da disputa.

O método não é novo. No Brasil, a inelegibilidade de Jair Bolsonaro foi decretada sob a alegação de que ele teria feito uma reunião com embaixadores estrangeiros — um pretexto frágil, mas eficiente para removê-lo da corrida eleitoral. Em ambos os casos, a estratégia é a mesma: impedir que lideranças que desafiam o establishment tenham sequer a chance de disputar o poder.

A decisão da Comissão Eleitoral Romena gerou protestos massivos, com o deputado George Simion denunciando que o país está sob um golpe em andamento. Apoiadores de Călin Georgescu, revoltados com a rejeição de sua candidatura, se reuniram em frente ao edifício do Escritório Eleitoral Central em protesto contra o que chamam de um golpe contra a democracia.

Em meio à crescente tensão, Horaţiu Potra, um influente aliado de Georgescu, fez um apelo incendiário, convocando seus mercenários a “saírem para lutar” nas ruas, aumentando o risco de confrontos e agravando ainda mais a instabilidade no país. Com a democracia sob ataque disfarçado de “defesa da ordem”, a Romênia se torna o mais recente campo de batalha entre o globalismo e os movimentos nacionais que buscam recuperar sua soberania.

 

Nota do PandoraNews: A Europa está dominada pelos globalistas satânicos e agora eles estão acelerando os seus planos depois da derrota nos Estados Unidos.

 

 

Papo Delas leva debate sobre violência contra a mulher a 300 trabalhadores da limpeza urbana do DF

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Projeto da Secretaria de Justiça e Cidadania já alcançou mais de 1,5 mil pessoas desde sua criação, em setembro de 2024
Ilza Santos, 38 anos, atua há quase uma década como gari, varrendo ruas e realizando serviços de capina em Brasília. Nesta sexta-feira (07/03), ela teve a oportunidade de participar de uma palestra sobre enfrentamento à violência contra a mulher, realizada no auditório da Universidade Católica de Brasília. A ação faz parte do projeto Papo Delas, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), que já impactou mais de 1,5 mil pessoas desde sua criação, em setembro de 2024. Nesta edição, o evento reuniu 300 colaboradores da Sustentare Saneamento, empresa do setor de limpeza urbana.
Para Ilza, a palestra trouxe informações fundamentais sobre direitos e proteção. “Esses encontros são essenciais para orientar as mulheres sobre violência e como se defender. Além disso, os homens também precisam ser conscientizados, pois o respeito dentro de casa reflete em toda a família”, destacou.
O Papo Delas integra o programa Direito Delas e tem levado conhecimento a trabalhadoras e trabalhadores por meio de diálogos que estimulam a troca de experiências e reflexões sobre a violência de gênero. Andressa do Socorro Gama, 44 anos, orientadora operacional da Sustentare, reforçou a importância da ação. “Todos os dias são nossos, mas essa data é especial. Somos guerreiras, muitas vezes mães solo, que sustentam seus lares. Ter esse reconhecimento e acesso a informações tão valiosas faz toda a diferença”, afirmou.
Presente no evento, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou a necessidade de levar esse debate a diferentes espaços de trabalho, ampliando o alcance da conscientização.
“Precisamos falar sobre violência doméstica porque ela começa dentro de casa. Muitas vezes, os padrões que vivenciamos em nossos lares são reproduzidos sem que percebamos. Não é algo que muda da noite para o dia, mas estamos trabalhando continuamente para transformar essa realidade, criando canais de denúncia e promovendo punições adequadas. Sensibilizar homens e mulheres sobre essa causa é essencial”, ressaltou Passamani.
Gláucia Lacerda, analista de Responsabilidade Social da Sustentare, enfatizou a relevância da parceria com a Sejus-DF. “Nosso objetivo é levar informação e conscientização aos colaboradores, ajudando a prevenir e combater a violência contra a mulher”, concluiu.

Participação feminina avança na fiscalização agropecuária, mas ainda há desafios

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VII Conaffa será coordenado por uma mulher e discutirá inovação e fortalecimento sindical na defesa da carreira

 

O Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para reforçar a importância da participação feminina em todas as áreas da sociedade – e no serviço público não é diferente. As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço, mas ainda há desafios a serem superados, especialmente em posições de liderança. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) defende a equidade de gênero na carreira e acredita que essa transformação reflete uma tendência positiva e necessária.

 

Em outubro, a entidade vai promover o VII Congresso Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Conaffa), um marco para a categoria, que completa 25 anos. O evento, que traçará as diretrizes da profissão para os próximos três anos, será coordenado por uma mulher: a delegada sindical do Rio Grande do Sul, Beatris Sonntag Kuchenbecker.

 

Com o tema “Inovação e fortalecimento sindical na defesa e evolução da carreira”, o VII Conaffa discutirá os desafios do sindicalismo na era digital e a necessidade de modernização das relações entre os profissionais, que são vinculados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). “O trabalho feminino está consolidado em todas as áreas. A força de trabalho da auditoria fiscal federal agropecuária no Brasil está praticamente dividida entre homens e mulheres. Não ficamos atrás deles em nada”, destacou Beatris.

 

A auditora fiscal federal agropecuária Gisele Leite Camargo, que é coordenadora do Conselho dos Delegados Sindicais do Anffa, também destaca que a participação feminina no setor agropecuário vem crescendo, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. Ela é a primeira mulher a ocupar a função. “Acho que melhorou muito, mas ainda encontramos barreiras. O trabalho parcialmente remoto ajudou a conciliar a maternidade e a família, mas as mães ainda ficam sobrecarregadas, uma dupla ou tripla jornada. São muitos desafios além dos intrínsecos às nossas atividades e lutas”.

 

As duas auditoras apontam as características femininas como aliadas nas ações de fiscalização agropecuária. “As mulheres, de maneira geral, dão muita atenção à segurança alimentar e à qualidade dos alimentos, estão mais acostumadas a um olhar colaborativo, de atenção à saúde e à família. Isso repercute na nossa abordagem e atuação, onde temos que organizar e conciliar opiniões diversas, a convencer por argumentos e persistência e não pela força”, afirmou Gisele.

 

Beatris segue na mesma linha. “Historicamente, as mulheres têm uma preocupação maior com a própria alimentação e com a alimentação de sua família, assim como têm mais cuidados com a saúde. Essa característica nos permite ter uma visão mais aguçada e pode impactar positivamente na execução das atividades relacionadas à qualidade e segurança dos alimentos oferecidos à população brasileira e mundial”.

 

Embora nunca tenha sofrido desrespeito no exercício de suas funções, ela observa que há poucas mulheres em cargos majoritários no sindicato e na pasta, apesar de o país já ter tido duas ministras da Agricultura. Para ela, essa realidade também passa pelo desafio da autoconfiança feminina.

 

Sindicalismo

Para Beatris, a presença feminina no sindicalismo tem avançado, mas ainda há muito a conquistar. “Precisamos identificar lideranças femininas, promover capacitações específicas e apoiar as auditoras fiscais federais agropecuárias que enfrentem qualquer tipo de assédio, desrespeito ou violência”.

 

Gisele também destaca essa participação. “As mulheres, por terem vivências e formações diversas, veem as coisas de uma outra perspectiva. Atualmente somos uma parcela significativa de servidoras no Mapa, e estamos ampliando nossa participação no Anffa também em diversas funções e cargos. Uma realidade bem diferente da que me deparei anos atrás, onde as oportunidades para as mulheres eram raras e restritas. Era um ambiente muito reticente à participação feminina”.

Sazonalidade respiratória: HRSM notifica 843 casos de síndromes respiratórias nos dois primeiros meses de 2025

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Ao todo, foram 187 notificações de Síndromes Respiratória Aguda Grave (SRAG)
Jurana Lopes
Com a sazonalidade das doenças respiratórias, que ocorre entre os meses de janeiro a junho, a busca por atendimento médico na emergência do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) tem sido cada dia maior. As crianças são as que mais sofrem com os vírus respiratórios.
Nos meses de janeiro e fevereiro, o HRSM notificou um total de 843 casos de síndromes respiratórias, entre graves e leves. Sendo que 80,4% dos casos são em crianças de 1 a 9 anos de idade. Os dados são do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep Gripe) e do aplicativo E-SUS, compilados pela Vigilância Epidemiológica do hospital.
Dentre as notificações das Síndromes Respiratória Aguda Grave (SRAG), em janeiro deste ano foram registradas 67 casos, em fevereiro foram 120. Já os casos leves totalizaram nos dois primeiros meses do ano 656 casos, sendo 292 notificações em janeiro, sendo 6,5% dos casos por covid-19 e, 364 em fevereiro, sendo 7,6% notificados para o vírus SARS-CoV-2.
Os números são bem maiores que os registrados no início de 2024, quando foram registradas um total de 66 notificações de SRAG, sendo 42 em janeiro e 24 em fevereiro. Já os casos leves notificados totalizaram 395, sendo 125 em janeiro e 270 em fevereiro.
A chefe do Núcleo da Vigilância Epidemiológica do HRSM, Larysse Lima, destaca que os dados mostram um aumento significativo nos casos de síndrome respiratória, principalmente as síndromes graves, chamadas de SRAG.
“O aumento é perceptível, principalmente, a partir da oitava semana, que é referente ao período de 16 a 22 de fevereiro, provavelmente porque é o período em que as crianças retornaram às escolas. E sendo que uma distribuição de 45% desses casos foram positivos para a influenza, 36,5% para outros vírus como o rinovírus e o restante, que é equivalente a 13% para covid-19. A distribuição dos casos indica que a predominância é a influenza”.
De acordo com Larysse, é de suma importância intensificar as medidas de prevenção e controle, especialmente em relação à vacinação contra a influenza.
“Também temos a questão da higiene das mãos, uso de máscara e evitar aglomerações. A Vigilância Epidemiológica do HRSM tem reforçado o monitoramento para que possamos detectar o mais precocemente e, assim, atuar de forma rápida e oportuna nestes casos”, afirma.
As Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) podem ser causadas por vários micro-organismos, como bactérias, vírus e fungos. “Esses vírus podem ser influenza, sincicial, adenovírus e rinovírus. A consequência são infecções das vias aéreas como as gripes e os resfriados, pneumonias e bronquiolites. E, desde 2020, com o início da pandemia de covid-19, existe a infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2.
Fotos: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF

Uma luta que não pode parar

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Anne Wilians*

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma data de luta, resistência e reflexão. É uma ocasião para relembrar as conquistas e os desafios da população feminina ao longo da história e reforçar a importância da cultura da legalidade como ferramenta para garantir seus direitos.

O alinhamento aos valores democráticos se manifesta no dia a dia das mulheres quando elas têm acesso igualitário à educação, à saúde, ao mercado de trabalho e à participação política. É a certeza de que seus direitos serão respeitados e que a lei será aplicada de forma justa e igualitária. No entanto, os obstáculos ainda são muitos.

No Brasil, mesmo com leis como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, a violência contra a mulher segue em níveis alarmantes: em 2023, foram registrados 1.410 casos de feminicídio, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Isso demonstra que a legislação, apesar de avançada, precisa ser efetivamente aplicada e disseminada para que alcance todas as mulheres, especialmente as mais vulneráveis.

A desigualdade salarial entre homens e mulheres também é outro reflexo da ausência de cidadania plena e ativa para todos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as trabalhadoras continuam ganhando, em média, 23% menos do que seus pares do sexo masculino, mesmo desempenhando as mesmas funções. Essa disparidade reforça a importância de garantir que os direitos das mulheres sejam cumpridos na prática.

A promoção da cultura da legalidade também passa por estimular a participação das mulheres nos espaços de decisão. Embora as mulheres já ocupem mais espaços, ainda são minoria em cargos de poder. Em 2023, o Brasil ocupava a 142ª posição no ranking mundial de representação feminina na política. Apenas 15% das cadeiras no Congresso Nacional são ocupadas pelas parlamentares, o que revela a necessidade urgente de ampliar suas posições de liderança e decisão.

Portanto, o Dia Internacional da Mulher não deve ser apenas uma data para celebrar conquistas, mas também para reconhecer que ainda há muito a ser feito. Precisamos promover o acesso à educação jurídica e ao conhecimento sobre direitos fundamentais, ampliando as oportunidades para mulheres, proporcionando-lhes informação e suporte para que possam reivindicar seus direitos e construir trajetórias mais autônomas e seguras.

Necessitamos trabalhar de modo incansável por uma sociedade que compreenda que os direitos femininos são inerentes à condição humana e ao exercício pleno da cidadania. Por isso, precisamos fortalecer a cultura da legalidade, garantindo que todas as mulheres conheçam seus direitos e tenham condições reais de exercê-los.

Em um país como o Brasil, onde a desigualdade ainda é muito presente, é determinante que todos engajem-se nesse processo de mudança. Somente poderemos avançar na conquista de um mundo mais justo e igualitário se houver união da sociedade, ações do Terceiro Setor, políticas públicas efetivas e a conscientização de cada um de nós.
*Anne Wilians é fundadora do Instituto Nelson Wilians (INW).

Anffa Sindical manifesta preocupação com flexibilização da fiscalização de alimentos

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Entidade reitera importância do rigor das inspeções federais para garantia da qualidade dos produtos de origem animal

 

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) manifesta preocupação com o anúncio do Governo Federal de permitir, pelo período de um ano, a comercialização nacional de produtos inspecionados exclusivamente pelos municípios por meio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). A entidade reitera a importância do rigor da fiscalização de produtos de origem animal, essencial para garantir sanidade, qualidade e a conformidade com os padrões internacionais de segurança dos alimentos.

 

A medida do governo contempla um rol limitado de produtos, incluindo leite, mel e ovos, sem abranger a carne, que segue sob inspeção mais rígida. A decisão anunciada nesta quinta-feira (6) faz parte de um pacote para conter a alta dos preços dos alimentos.

 

“Embora seja importante a iniciativa do governo de buscar ampliar a oferta de produtos a um custo menor para a população, a medida pode fragilizar o controle sanitário, uma vez que os produtos não passarão pelo mesmo nível de inspeção aplicado pelo Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi)”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

 

Atualmente, os produtos fiscalizados pelo SIM são destinados ao consumo dentro do próprio município, com exceção das mercadorias que já possuem a habilitação pelo Sisbi (que já podem comercializar em qualquer local dentro do país). Vale destacar que nem todo município possui equipe suficiente para realizar a fiscalização adequada, não por falta de cumprimento da legislação sanitária, mas por falta de equipe. Portanto, transferir essa fiscalização para os municípios sem recursos orçamentários, nem de servidores é irresponsável.

 

Segundo Macedo, muitos estabelecimentos que operam sob o Serviço de Inspeção Municipal buscam obter a certificação federal e não conseguem, justamente por não atenderem a todos os critérios exigidos pelo Mapa. “A liberação da comercialização de forma nacional não leva a um aumento direto de oferta dos produtos, uma vez que eles já são comercializados de forma local, nos municípios. A estratégia é inócua no sentido econômico, mas aumenta o risco de problemas sanitários de itens que são vendidos nas proximidades. Isto sem contar questões de logística de transporte, armazenamento, temperatura etc”, pontua.

 

Outro ponto levantado é o fato de que produtos com menor controle tendem a chegar ao consumidor com menor qualidade. “A medida que eventualmente pode reduzir o preço de qualquer alimento não pode ser executada em detrimento da qualidade e sanidade dos produtos e a saúde da população. Não há como precificar a saúde da população”.

 

O Anffa Sindical permanece atento aos anúncios do governo e às possíveis mudanças no setor. A entidade reforça a necessidade de garantir a qualidade sanitária e a conformidade com os padrões internacionais de segurança dos alimentos, em benefício da saúde da população e da credibilidade do agronegócio brasileiro.

 

Ondas de calor: os impactos da ‘emergência silenciosa’

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Mortes atribuíveis a altas temperaturas podem ser maiores do que as decorrentes por deslizamentos de terra

 

Tânia Rego/Agência Brasil

 

As ondas de calor são consideradas eventos climáticos extremos, cujos impactos no cotidiano afetam diferentes áreas, em especial a saúde humana. Contudo, ainda há pouco entendimento sobre o potencial desse fenômeno como uma tipologia de desastre climático.

As ondas de calor são caracterizadas, segundo critérios da Organização Mundial Meteorológica (WMO), por temperaturas máximas que ficam, no mínimo, entre 5oC e 7oC graus acima da média por ao menos cinco dias consecutivos.

O aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos como esse é uma consequência direta da mudança do clima.

Estudo sobre as mudanças observadas no clima no Brasil concluiu que o número de dias com ondas de calor aumentou oito vezes nos últimos 60 anos. No período histórico, entre 1961 e 1990, eram 7 dias e no período mais recente, entre 2011-2020, passou para 52 dias.
Outro estudo publicado em fevereiro deste ano corrobora esses dados ao apontar que o número de ondas de calor e, particularmente, a intensidade, tem aumentado gradativamente na região central da América do Sul. Em 2023, o Brasil registrou nove ondas de calor e oito em 2024. Em apenas dois meses de 2025, foram registrados três episódios de ondas de calor, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
“O calor é um desastre negligenciado no Brasil e na maior parte das regiões tropicais”, argumenta a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Renata Libonati. “As ondas de calor não têm um impacto visual como os deslizamentos de terra, inundações, que têm uma destruição visível e aparente. Elas deixam de ser percebidas como desastre”, complementa.

Libonati lembra que o senso comum tende a pensar em uma ideia falaciosa de que os habitantes de regiões tropicais estão acostumados ao calor e que, por isso, não faria mal à saúde. “O que a gente precisa é aumentar a informação da sociedade em relação aos perigos de onda de calor”, enfatiza.

Segundo a pesquisadora, a Europa só passou a olhar com cuidado para o tema a partir de 2003, quando cerca de 70 mil pessoas morreram em decorrência de ondas de calor. Desde então, a região tem implementado protocolos de enfrentamento, adaptações das cidades, medidas de prevenção e treinamento, alertas para a população. “O Brasil está muito atrasado com relação a isso, embora as ondas de calor sejam impactantes em termos de mortalidade e internações”, avalia.

Libonati é uma das autoras do estudo que quantificou mortes associadas às ondas de calor entre 2000 e 2018 nas 14 principais regiões metropolitanas do Brasil, que compreende 35% da população do país. Eles analisaram mais de 7 milhões de óbitos e permitiu identificar as principais causas de mortes associadas às altas temperaturas e os grupos mais vulneráveis durante esses eventos.

“Nós quantificamos um total de 48 mil mortes atribuíveis à exposição prolongada ao calor excessivo”, explica Djacinto dos Santos, primeiro autor do artigo. “Entretanto, esses óbitos em excesso não são classificados como mortes relacionadas ao calor. Ninguém morre “de calor”. Em geral, o que observamos são variações significativas nas mortes por doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, doenças do aparelho geniturinário, doenças renais, entre outras”, afirma.

O número é 20 vezes maior que o número de mortes associadas a deslizamentos de terra no mesmo período.

Segundo Santos, a base de dados do sistema de saúde, utilizada no estudo, apresenta código internacional de doença (CID) específico para calor excessivo, que é o X30 – Exposição a calor natural excessivo. Contudo, foram identificados apenas 50 óbitos com essa classificação em todo o Brasil. “A grande questão quando falamos das ondas de calor como uma emergência de saúde pública é a subnotificação e a dificuldade de mapear esses impactos”, avalia.

Dentre as consequências das altas temperaturas por vários dias estão óbitos por doenças pré-existentes do sistema cardiovascular e respiratório, por câncer, doenças de pele e tecidos subcutâneos, sistemas nervoso e geniturinário, doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, e transtornos mentais e comportamentais. Há ainda risco aumentado de nascimentos prematuros.

O tempo prolongado de exposição ao sol e ao calor traz riscos de exaustão térmica, insolação, desidratação e queimaduras. Adicionalmente, há uma forte associação entre calor extremo e internações por lesões associadas ao aumento da irritabilidade, levando a acidentes de carro e incremento da violência.

Vulnerabilidade sob a perspectiva socioeconômica

Os pesquisadores observaram no estudo que as mulheres, os idosos, as pessoas pretas e pardas, e aqueles com nível de escolaridade menor que quatro anos foram mais impactados por esses eventos extremos de ondas de calor. “A cor da pele, por exemplo, não tem nenhuma questão fisiológica de ser mais ou menos suscetível ao calor. Na verdade, o que tem são os fatores socioeconômicos que vão influenciar”, afirma Libonati.
Para Djacinto, isso revela que, embora as ondas de calor sejam eventos que atingem todas as regiões do Brasil, os impactos não são equitativos. “Há grupos que são mais impactados e isso está associado principalmente à capacidade de adaptação”, explica.

Entre os fatores de desigualdade estão o acesso a ar-condicionado para conforto térmico, as condições de infraestrutura urbana que são mais precárias e menos arborizadas nas regiões marginalizadas, menor ventilação e maior densidade populacional, entre outros. Trabalhadores que ficam expostos ao ar livre, como na execução de serviços de limpeza urbana, ou que gastam horas no transporte público, pouco adaptado ao calor, também integram o grupo de pessoas mais vulneráveis.

Ilhas de calor urbano

Além das altas temperaturas, os moradores de regiões metropolitanas precisam conviver com as ‘ilhas de calor’, que tem crescido devido à urbanização. “Esse fenômeno é a diferença de temperatura entre a região urbana e a região adjacente rural, ou com floresta ou mais arborizada”, explica a pesquisadora. Segundo ela, embora a interação seja conhecida em outras regiões, ainda não há estudos precisos no Brasil.

Envelhecimento da população

A tendência de envelhecimento populacional, somada à tendência de aumento na frequência, duração e intensidade das ondas de calor, traz um desafio crescente para o sistema de saúde. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000 a 2023, a proporção de idosos com 60 anos ou mais na população brasileira subiu de 8,7% para 15,6%. A projeção para 2070 indica que cerca de 37,8% dos habitantes do país serão idosos.

“Esse é um dos principais grupos de risco durante eventos de onda de calor”, enfatiza Santos. De acordo com o pesquisador, os idosos, em geral, têm uma maior incidência de doenças pré-existentes e o corpo perde a capacidade de sentir calor. “Há uma maior dificuldade de regular a temperatura do corpo, o que os torna mais vulneráveis a temperaturas extremas”, explica. Como consequência, não se hidratam adequadamente.

Além da conscientização sobre os perigos das ondas de calor, os pesquisadores enfatizam a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e de desenvolver políticas de adaptação para preparar os sistemas de saúde, a infraestrutura urbana e proteção dos mais vulneráveis.

“O problema já está aqui. Então, é urgente desenvolver políticas de adaptação e, sobretudo, alinhadas às políticas de redução das desigualdades no nosso país”, finaliza Santos.

Trump endurece políticas de imigração e visto E-2 se torna alternativa para brasileiros com dupla cidadania

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Especialista destaca como investidores podem aproveitar o visto E-2 para empreender nos Estados Unidos mesmo diante de medidas mais rígidas

As recentes declarações do ex-presidente Donald Trump sobre a intensificação das políticas de imigração nos Estados Unidos têm gerado preocupação entre brasileiros que buscam oportunidades no país. Com a possibilidade de uma abordagem mais restritiva caso Trump retorne à Casa Branca, o visto E-2 se apresenta como uma alternativa viável para aqueles que possuem dupla cidadania com países que mantêm tratados comerciais com os Estados Unidos.

A categoria é destinada a investidores de países com os quais os EUA mantêm tratados de comércio e navegação. Embora o Brasil não seja signatário desse tratado, brasileiros com dupla cidadania de países como Itália, Espanha, Alemanha e Portugal podem se qualificar para essa modalidade de visto. De acordo com um levantamento da Xplore Immigration, as emissões de vistos E-2 cresceram 5.000% em março de 2022 em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Vantagens e requisitos do visto E-2

De acordo com Kris Lee, advogada americana especializada em imigração e sócia-gerente da LeeToledo PLLC, o visto E-2 oferece uma oportunidade estratégica para empreendedores. “Diferentemente de outros vistos, o E-2 permite que investidores estabeleçam e administrem seus próprios negócios nos Estados Unidos, desde que atendam aos critérios de investimento e operação do empreendimento”, explica.

A especialista ressalta que o valor do investimento deve ser substancial, geralmente a partir de US$150 mil, dependendo do tipo de negócio a ser estabelecido. Além disso, o investidor deve comprovar que o empreendimento gerará empregos e contribuirá para a economia americana.

Com a possibilidade de políticas imigratórias mais rígidas no horizonte, é essencial que brasileiros interessados em empreender nos Estados Unidos busquem alternativas legais e seguras. O visto E-2, embora não conceda residência permanente imediata, oferece a oportunidade de viver e trabalhar no país, desde que os requisitos sejam atendidos e o negócio se mantenha em operação.

“É fundamental que os investidores estejam bem informados e contem com o suporte de profissionais especializados para navegar pelas complexidades do processo imigratório, maximizando as chances de sucesso em seus empreendimentos nos Estados Unidos”, conclui Lee.

 

Sobre Kris Lee

Sócia-gerente e Advogada americana da LeeToledo PLLC licenciada nos Estados Unidos, no Distrito de Columbia e no Estado de New York. Com mais de 30 anos de prática do direito, Kris se especializou em aconselhar e representar peticionários perante o USCIS e tratar de questões jurídicas de clientes perante outras agências governamentais ou tribunais federais.

 

Sobre a Lee Toledo Law

A parceria entre o escritório Youjin Law Group e Toledo e Advogados Associados resultou agora na LeeToledo PLLC. Os principais diferenciais do novo escritório, que soma a experiência de 30 anos da Advogada Kris Lee e 18 anos do Advogado Daniel Toledo são a possibilidade de atender o cliente dentro do seu próprio território nacional, seja no Brasil, União Europeia, desde que haja acordo de reciprocidade entre a Ordem dos Advogados de Portugal e a associação de advogados do outro país europeu ou Estados Unidos. O atendimento pode ser realizado em português, inglês, espanhol e coreano. Acesse o site.

Projeto de Lei 5.100/2019 que propõe limitação de volume sonoro em templos pode interferir na liberdade religiosa

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O Projeto de Lei 5.100/2019, atualmente em tramitação, visa estabelecer restrições ao volume sonoro em templos religiosos, especialmente no que diz respeito ao uso de instrumentos como sinos e alto-falantes. A proposta surge em resposta a reclamações de moradores sobre a poluição sonora gerada por celebrações religiosas, mas também levanta preocupações sobre o impacto no direito à liberdade religiosa e na preservação das tradições de diversas comunidades de fé.

A Dra. Carolina Parente, advogada especializada em Gestão Patrimonial Canônica e com vasta experiência em Assessoria a Dioceses, sócia da Parente Sociedade de Advogados, abordou os possíveis impactos do Projeto de Lei nas práticas religiosas. Para ela, a proposta precisa ser analisada com cuidado, para equilibrar os direitos de todos os envolvidos.

“O principal ponto de preocupação é que a limitação de volume possa interferir na liberdade religiosa. O uso dos sinos, não é apenas um instrumento sonoro, mas parte de uma tradição com valor histórico e cultural, que há séculos existe, protegido pela Constituição e pelo Código de Direito Canônico. A lei deve respeitar esses aspectos fundamentais, garantindo o direito à prática religiosa sem causar prejuízos para as comunidades ao redor”, afirmou Dra. Carolina.

A advogada também refletiu sobre o equilíbrio entre o direito à liberdade religiosa e o direito ao sossego público, ambos presentes no Projeto de Lei. “É fundamental encontrar um ponto de equilíbrio. O direito ao sossego é um direito legítimo, mas a liberdade religiosa também é garantida pela Constituição. A proposta precisa ser sensível a essas duas questões, buscando soluções que atendam tanto ao bem-estar da população quanto à preservação das práticas religiosas”, completou.

Dra. Carolina alertou ainda para os possíveis conflitos que o projeto pode gerar, principalmente em áreas residenciais próximas aos templos. “É possível que haja tensões entre a liberdade de expressão religiosa e o direito ao bem-estar dos moradores. Inclusive há de se sopesar que o está em jogo é realmente o volume dos sinos ou a intolerância religiosa, haja vista que nos dias atuais a poluição sonora advém de inúmeros equipamentos diuturnamente.Porém, medidas como a instalação de sistemas de som com volume controlado ou horários específicos para o uso dos sinos podem ajudar a minimizar esses impactos, mantendo a dignidade das práticas religiosas sem prejudicar a convivência pacífica na vizinhança.”

Por fim, a advogada sugeriu alternativas que permitam as Igrejas manterem suas práticas tradicionais de forma equilibrada, compatível com a legislação proposta. “Uma alternativa viável seria a utilização de tecnologias que permitam a transmissão de sons de maneira mais controlada, como sistemas de áudio com cancelamento de ruído direcionados, ou a adoção de horários mais restritos para o uso dos sinos. A legislação pode ser flexível para permitir que as tradições religiosas sejam respeitadas, enquanto se preserva a qualidade de vida dos moradores”, concluiu.