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Profissionais de saúde apostam no esporte para fortalecer bem-estar mental

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Burnout atinge cada vez mais médicos e enfermeiros; dados do INSS indicam aumento de 1.000% nos diagnósticos da síndrome no Brasil nos últimos dez anos

“Durante minha residência, eu estava muito sobrecarregada e evoluindo para um burnout. A dedicação que esse período da formação exige não me permitia ter um tempo de qualidade, e eu não estava bem”. O relato da endocrinologista e médica do esporte Luiza Esteves reflete a realidade de muitos profissionais da saúde, que enfrentam longas jornadas e decisões de impacto imediato na vida dos pacientes. Um estudo da Afya, hub de educação e soluções médicas, apontou que cerca de 40% dos médicos no Brasil apresentam algum transtorno mental, sobretudo ansiedade, depressão e burnout.

Entretanto, engana-se quem pensa que, devido à sobrecarga da profissão, esses profissionais buscam apenas descanso nos momentos livres. Muitos encontram alívio trocando a pressão dos hospitais pela adrenalina e pelo desafio dos esportes.

Válvula de escape

“Em determinado momento, percebi que precisaria de um tratamento ou teria que encontrar algo que me fizesse muito bem. Foi então que entendi que o esporte cumpriria esse papel na minha vida”, relata a endocrinologista. O triatlo tornou-se seu “ansiolítico natural”, permitindo que, mesmo com uma rotina intensa, ela encontrasse equilíbrio. “Para mim, o triatlo foi mais importante mentalmente do que fisicamente. Como endocrinologista, conheço os benefícios hormonais e fisiológicos da prática esportiva, mas pude sentir na pele o quanto contribui para a saúde emocional. Ele se tornou uma válvula de escape para a ansiedade”, explica a médica, que atua no Hospital São Marcelino Champagnat, referência em procedimentos de alta complexidade em Curitiba (PR).

A enfermeira do Hospital Universitário Cajuru, Nadira Francisca dos Santos, compartilha uma experiência semelhante. Para ela, a corrida é um meio de aliviar a agitação e o estresse acumulados no dia a dia de uma instituição com atendimento 100% SUS em casos de trauma. “ Comecei a me exercitar por indicação de amigos e, depois de tentar musculação sem sucesso, passei a correr. No início, alternava entre corrida e caminhada, mas fui evoluindo e pegando gosto pelo esporte. Com o tempo, participei de algumas provas menores até encarar minha primeira maratona, a de Curitiba, há dois anos. Cruzar a linha de chegada foi uma das maiores conquistas da minha vida”, conta Nadira.

Para André Covolan, anestesiologista do Hospital São Marcelino Champagnat, a sensação de superação na escalada é a chave para aliviar o peso da rotina. “Comecei há cerca de 10 anos, inicialmente pelo contato com a natureza. Mas, com o passar do tempo, percebi que é um esporte que me permite ter uma evolução tanto física quanto mental. Muitas vezes, ao olhar para baixo, vejo até onde cheguei e sinto uma força renovada, uma capacidade real de superar obstáculos”, explica o médico, que já participou cinco vezes da prova El Cruce, nas montanhas da Patagônia, na Argentina. Além disso, a escalada proporcionou momentos valiosos com a família. “Ela superou minhas expectativas, especialmente quando comecei a ensiná-la ao meu filho de cinco anos. Criar esse vínculo foi algo muito além do que eu esperava do esporte”, comenta.

Medicina e esporte entrelaçados

A relação entre medicina e esporte vai muito além do bem-estar físico. Para os médicos, a prática esportiva agrega aprendizados fundamentais que se refletem no exercício da profissão. “Existe uma forte ligação entre teoria e prática. É difícil ensinar alguém a fazer algo se você mesmo não faz. Ao vivenciar o esporte diariamente, compreendo melhor a realidade de um paciente atleta ou de quem deseja começar a treinar”, esclarece Luiza. “Além disso,o esporte ensina lições valiosas que podem ser aplicadas no consultório. O triatlo, por exemplo, mostra a importância de ter um objetivo claro. Em subidas e descidas, seguimos o percurso. Na trajetória profissional, é a mesma coisa: às vezes estamos bem, outras vezes não, mas o importante é não perder o foco e dar sempre o nosso melhor”, enfatiza.

O anestesiologista André Covolan destaca que a prática esportiva também aprimora a capacidade de lidar com situações críticas, uma habilidade fundamental na medicina. “A escalada e outras modalidades vão além da atividade física: são um treino constante que prepara não apenas o atleta, mas também o profissional e o ser humano para enfrentar desafios diários, especialmente no ambiente médico e cirúrgico. Além de fortalecer o corpo, contribuindo em situações críticas, como paradas cardíacas, também desenvolvem um preparo mental sólido, capacitando-nos para enfrentar adversidades com resistência e clareza, qualidades indispensáveis no nosso trabalho”, argumenta.

Qualidade de vida além do consultório 

A alta incidência de transtornos mentais entre profissionais da saúde, intensificada após a pandemia, reforça a necessidade de adotar hábitos que promovam mais qualidade de vida também para aqueles que são responsáveis por salvá-las diariamente. “Se eu pudesse dar um conselho para outros profissionais de saúde que estejam sobrecarregados, seria: pratiquem esportes. Eles transformam o bem-estar, aumentam a disposição e fortalecem a autoestima, refletindo diretamente na atuação profissional”, finaliza Nadira.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

Em decisão histórica, Corte Interamericana de Direitos Humanos condena Brasil pela impunidade no caso de discriminação racial em processo seletivo de emprego

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Para a ONG CRIOLA, sentença será referência para outros casos de racismo no mercado de trabalho

Rio de Janeiro – Em decisão histórica, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) responsabilizou o Estado Brasileiro pela impunidade nos casos de discriminação racial contra Neusa dos Santos Nascimento e Gisele Ana Ferreira Gomes, cometidas pela empresa Nipomed, em 1998.

A sentença do órgão de justiça da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgada na última quinta-feira (20), determinou que o Brasil reconheça a responsabilidade, investigue os fatos, implemente medidas para evitar discriminação racial em contratações de trabalho, além de reparar as vítimas e realizar a coleta de dados sobre o acesso à justiça por grupos racialmente discriminados. O caso foi acompanhado pelo Geledés Instituto da Mulher Negra e analisado pela ONG CRIOLA, para, posteriormente, propor protocolos de ação junto ao sistema de justiça brasileiro.

Gisele Ferreira e Neusa Nascimento comemoram a decisão

 

A sentença da CIDH destacou que a discriminação racial estrutural no Brasil afeta o acesso à justiça, especialmente para mulheres negras. Mônica Sacramento, coordenadora programática da ONG CRIOLA, afirma que a sentença evidencia o quanto o racismo institucional afetou a integridade de Neusa e Gisele, sobretudo em suas trajetórias profissionais. “Seus efeitos são decorrentes da discriminação sofrida, o que em si já seria um grave crime, agravados pela revitimização a que foram submetidas durante os processos judiciais. Em 2024, identificamos um aumento significativo de mulheres negras, jovens e adultas, de diferentes categorias e ocupações profissionais que buscam o Programa de Suporte à Defensoras e Enfrentamento às Violências, realizado por CRIOLA, recebendo denúncias e orientando vítimas sobre situações de violência racial e de gênero no ambiente de trabalho”, destaca Mônica.

Para Thula Pires, associada à ONG CRIOLA, perita no acompanhamento do caso e professora de direito na PUC-RIO, a decisão da CIDH é emblemática por reconhecer que os atos e omissões das autoridades judiciais quanto à condução do processo reproduziram o racismo institucional.

“As medidas indicadas têm sido objeto de disputa pelos movimentos negros e de mulheres negras há muito tempo, são absolutamente passíveis de serem implementadas e sua concretização garantirá o fortalecimento do Estado Democrático de Direito e das instituições democráticas. Sua implementação demandará a vigilância permanente da sociedade civil, tanto em relação ao cumprimento dos prazos e ampla participação na formulação das políticas indicadas, quanto diante dos entraves que podem ser impostos por quem se beneficia com a perpetuação do racismo patriarcal cisheteronormativo”, disse.

 

Entenda o caso

 

Neusa dos Santos Nascimento e Gisele Ana Ferreira Gomes foram à empresa da área da saúde, Nipomed, se candidatar para vagas de emprego divulgadas no jornal Folha de S.Paulo, em 1998. A pessoa responsável pelo atendimento informou que as vagas já haviam sido preenchidas. No entanto, horas depois, uma mulher branca foi à mesma empresa candidatar-se, sendo contratada imediatamente.
Em 2007, a Justiça rejeitou a ação por reparação de danos, levando a Comissão Interamericana de Direitos Humanos a apresentar os casos à Corte, em 2021. Quando o processo foi arquivado, as vítimas não foram informadas pela justiça e, através do Geledés Instituto Mulher Negra, obtiveram a informação. Intimada a comparecer ao Fórum, Neusa procurou a sede do portal de notícias, quando soube que o Ministério Público havia apresentado a denúncia. Na ocasião, o veículo de comunicação tornou-se assistente de acusação da vítima.

 

Instituto Esfera aponta em estudo como a má regulamentação estatal pode ser prejudicial à economia

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Novo levantamento mostra que existem regulações que podem ser aprimoradas para estimular a inovação, reduzir custos e promover o desenvolvimento econômico

 

João Camargo, presidente do Conselho de Administração da Esfera Brasil, durante o lançamento do estudo na Casa ParlaMento, em Brasília – Foto: Divulgação\Esfera Brasil

 

Novo estudo do Instituto Esfera de Estudos e Inovação lança um raio-x sobre regulação e eficiência econômica no Brasil. O levantamento mostra pontos importantes para garantir a existência de boas normas para os negócios e faz alertas para intervenções governamentais que geram efeitos indesejados e para formas de precaver abusos regulatórios. Apresentado durante o lançamento da Casa ParlaMento, nesta semana, em Brasília, o estudo revela que há perdas significativas que podem acontecer caso a formulação das regras não atenda às necessidades de quem as utiliza, gerando incentivos errados para a sociedade, que podem acarretar perdas de eficiência para o sistema produtivo.

Para a CEO da Esfera Brasil, Camila Funaro Camargo Dantas, a qualidade da regulação é fundamental para o sucesso econômico de um país. “Normas bem elaboradas podem estimular a inovação, reduzir custos e promover o desenvolvimento econômico. O Brasil passa por contenção fiscal, e não há espaço para desperdício de recursos. É inadmissível que o setor público dissemine custos de transação desnecessários ao setor privado”, afirma Camila.

O texto mostra que apesar de haver inúmeras regulações bem-sucedidas, algumas dessas normas podem ser aprimoradas. Por exemplo, a venda de medicamentos isentos de prescrição em supermercados, hoje proibida, pode ser positiva para o consumidor, pois a concorrência leva à queda nos preços. Outra normativa que precisa ser revista, de acordo com o estudo, é a necessidade da atuação do leiloeiro em grandes eventos. Hoje existem grandes leilões de veículos realizados por empresas organizadoras, como bancos e seguradoras, mas essas empresas não podem realizar o leilão diretamente, pois precisam contratar um profissional da área. Isso aumenta os custos e reduz a agilidade do mercado, prejudicando as vendas rápidas, como as de automóveis.

O levantamento também aborda a regulamentação de serviços profissionais que impedem ou dificultam a publicidade, com repercussões negativas para a sociedade. O texto argumenta que as restrições à publicidade nas profissões regulamentadas podem prejudicar os consumidores, ao aumentar preços e limitar o acesso a serviços, e que a remoção dessas restrições poderia gerar benefícios, como preços mais baixos e maior inovação. Uma quarta legislação citada no estudo é a proibição do funcionamento de bombas de autoatendimento nos postos de combustíveis, impedindo que os consumidores abasteçam seus próprios veículos. O levantamento defende que a prática não se alinha com as inovações tecnológicas atuais e impõe custos elevados aos revendedores de combustíveis, que acabam sendo repassados aos consumidores.

A última normativa tratada no estudo é sobre a duplicidade de biometria. A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) unifica os dados de identificação dos cidadãos, utilizando o CPF como número único e integrando os registros biométricos coletados, parte dos quais já foi feito no cadastro eleitoral. De acordo com o texto, a duplicidade de captura biométrica, com dados sendo registrados em diferentes bases, como no caso do RENACH e da CIN, gera custos adicionais, aumenta a complexidade e pode afetar a confiabilidade dos sistemas.

Sob a direção acadêmica de Fernando Meneguin, mestre e doutor em economia, o Instituto Esfera de Estudos e Inovação será uma espécie de braço intelectual da Esfera e contribuirá para a pavimentação do caminho para a ação pragmática. Seu papel será o de obter dados em qualquer lugar do mundo, disseminar informações precisas, identificar as principais tendências e propor soluções concretas para os desafios do país. “Além de ser um centro gerador de conhecimento, o Instituto Esfera será, simultaneamente, um espaço para reflexão e debate. Diferentes perspectivas poderão ser ouvidas e integradas, enriquecendo as abordagens e garantindo soluções mais completas”, afirma Meneguin.

 

A íntegra do estudo está disponível para leitura e download no site da Esfera Brasil, na aba Instituto Esfera.

 

Sobre a Esfera Brasil

A Esfera Brasil é uma organização criada para fomentar o pensamento e o diálogo sobre o Brasil e um think tank independente e apartidário que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Nosso objetivo é gerar debates que permitam a construção de um país melhor por meio da promoção de diálogo entre empresas, governos e instituições para busca de soluções viáveis para as principais barreiras de desenvolvimento do país. Desde a fundação em 2021 por João Camargo, hoje presidente do Conselho, o grupo organizou encontros com diversas autoridades, entre elas ministros, governadores, prefeitos, os presidentes da Câmara e do Senado, do Banco Central, do BNDES e dos principais partidos políticos do Brasil. A CEO da Esfera Brasil é Camila Funaro Camargo Dantas.

 

Doença do beijo e outros cuidados com a saúde bucal no Carnaval

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Professora do curso de Odontologia do UNICEPLAC orienta sobre prevenção de doenças e higiene bucal durante a folia

O Carnaval é uma época de festa, música, muita interação social e, claro, beijos. No entanto, poucos foliões se lembram de que esse gesto de carinho pode trazer riscos à saúde. Além disso, o compartilhamento de copos, garrafas e canudos também pode ser um meio de transmissão de doenças bucais. Para curtir a folia sem preocupações, é importante adotar alguns cuidados preventivos. “O beijo é um contato muito íntimo e inclui algumas vias de transmissão de vírus, fungos e bactérias, como a saliva e a respiração”, explica a cirurgiã-dentista Hanna Patrícia Ganim da Silva, professora do curso de Odontologia do Centro Universitário UNICEPLAC.

A mononucleose, conhecida como “doença do beijo”, é uma das infecções mais comuns transmitidas pelo contato boca a boca. Causada pelo vírus Epstein-Barr, ela pode provocar febre, aumento dos linfonodos (as chamadas “ínguas”), dor de garganta e dor no corpo. Embora o vírus Epstein-Barr permaneça no organismo, a maioria das pessoas se recupera da infecção em até duas semanas.

Outras doenças também podem ser transmitidas pelo beijo e pelo compartilhamento de objetos, como herpes, gripes e resfriados. “Pessoas com baixa imunidade ou imunossuprimidas devem redobrar os cuidados, pois são mais propensas a contrair infecções”, esclarece a dentista.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em açúcar também pode prejudicar a saúde bucal, tornando o meio oral mais ácido e favorecendo o aparecimento de cáries e erosão do esmalte dos dentes. Para minimizar os danos, é essencial manter uma boa rotina de higiene bucal, escovando os dentes regularmente com creme dental fluoretado e utilizando fio dental. “Caso o folião perceba aftas, lesões ou desconforto na boca após o Carnaval, é recomendado procurar um profissional de saúde o quanto antes para avaliação e tratamento adequado”, completa a professora Hanna.

Trecho da Ferrovia Norte-Sul é qualificado no PPI para receber novos investimentos

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Qualificação do trecho entre Açailândia (MA) e Porto de Vila do Conde (PA), deve impulsionar a integração ferroviária nacional, promovendo eficiência logística, redução de custos e maior competitividade para o Brasil

A economia, o desenvolvimento e a infraestrutura do Brasil ganham um novo impulso. A partir de agora, o trecho de Açailândia (MA) a Barcarena (PA), continuação do Tramo Norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal. Ou seja, o empreendimento poderá receber investimentos público e privado. O trecho compreende a ligação entre Açailândia e o Porto de Vila do Conde, em Barcarena, totalizando cerca de 477 quilômetros de extensão. O Decreto nº 12.384/2025, que qualifica o segmento no PPI, foi publicado no Diário Oficial da União em 19 de fevereiro.

A qualificação abre caminho para a modernização e expansão do setor ferroviário nacional, impulsionando a economia e trazendo novas oportunidades para a região. Com essa nova estrutura, espera-se um aumento na competitividade do país, tornando o transporte ferroviário de minério de ferro mais eficiente, bem como viabilizar nova alternativa para o escoamento da produção de açúcar, milho, etanol, soja e seus subprodutos farelo e óleo na área de influência da ferrovia.

Segundo o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, a medida é uma decisão estratégica do Governo Federal, voltada à expansão do transporte ferroviário no país. “O escoamento da produção na região não pode depender somente da Estrada de Ferro Carajás. Precisamos ter uma solução logística alternativa para evitar a saturação no escoamento das cargas pelos portos do Arco Norte”, afirma.

Renovação

Leonardo Ribeiro informa que o projeto está incorporado ao Plano Nacional de Ferrovias com uma abordagem renovada. Serão promovidos aprimoramentos nos aspectos de política pública, segurança jurídica e regulamentação, o que tornará o investimento mais atrativo e viável para a iniciativa privada.

“Essas mudanças trazem incentivos essenciais para viabilizar sua implantação. Assim, com uma nova estrutura regulatória e o suporte governamental, o projeto se torna mais atrativo para investidores e mais factível do ponto de vista econômico”, ressalta o secretário nacional de Transporte Ferroviário.

Além disso, a implantação do trecho deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local e proporcionando novas perspectivas para trabalhadores, empresas e comunidades ao longo da ferrovia. O impacto positivo se estenderá não apenas à logística e infraestrutura, mas também ao desenvolvimento social das cidades situadas ao longo do trajeto, que podem se transformar em polos de desenvolvimento, com a chegada de novas empresas, aumento da demanda por serviços e infraestrutura e fortalecimento da economia local.

Falta de chuva no Pantanal preocupa pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil

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Alerta foi apresentado na 10ª Reunião da Sala de Crise da Bacia do Alto Paraguai, e segue tendência de 2024

Gustavo Figuerôa/SOS Pantanal

A escassez de chuvas na Bacia do Rio Paraguai, no Pantanal, preocupa pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e foi o tema central da 10ª Reunião da Sala de Crise da Bacia do Alto Paraguai, realizada nesta quinta-feira (21).
O pesquisador e engenheiro hidrólogo do SGB Marcus Suassuna destacou que, embora os rios apresentem alguns sinais de recuperação, ela tem ocorrido aquém do esperado e o prognóstico de chuvas para o próximo trimestre não é favorável.

“Em Ladário, não se espera que o rio alcance a cota de 4,0 metros, valor característico de uma cheia no Pantanal. Além disso, pode novamente alcançar cotas negativas no segundo semestre. O Rio Miranda, no Mato Grosso do Sul, registra um dos menores volumes para fevereiro em décadas. Já o Rio Cuiabá se mantém próximo da normalidade, reflexo da influência do reservatório da UHE Manso, que regulariza os seus níveis. Em Cáceres e Barra do Bugres, houve elevação dos níveis em janeiro, chegando à cota de alerta em Barra do Bugres, mas a descida foi rápida e, em fevereiro, os volumes já estão com tendência de descida, ainda que dentro da faixa de normalidade”, analisa Suassuna.

Neste mês, o volume acumulado de chuvas na bacia foi de aproximadamente 560 mm, abaixo dos 716 mm esperados para o período. Para reverter a situação, seria necessário um aumento expressivo das precipitações, mas as projeções para o próximo trimestre não são favoráveis. A estiagem do ano passado, somada ao prognóstico desfavorável de chuvas, indica que os desafios hídricos da bacia devem persistir no ano de 2025, com potenciais impactos ambientais e socioeconômicos significativos.

Anos anteriores

Em 2024, o nível mínimo alcançado por Ladário (MS) foi a cota de -69 cm. Em Porto Murtinho (MS), a cota foi de 53 m. Em Barra do Bugres o rio também atingiu o nível mínimo histórico de 22 cm enquanto em Cáceres, o segundo nível mais baixo do histórico foi observado, 27 cm.
De acordo com o pesquisador, os reflexos da falta de chuva podem seguir a mesma tendência de anos de secas extremas, tais como 2020, 2021 e 2024. “Na navegação, o baixo nível do rio em 2024 afetou diretamente a movimentação de embarcações de maior calado, que enfrentaram dificuldades para transpor trechos críticos. No setor de saneamento, a redução dos níveis de água dificultou a captação no município de Corumbá, exigindo a instalação de bombas flutuantes para manter o abastecimento regular”, pontua.
O impacto ambiental também preocupa. “A diminuição do fluxo de água pode intensificar a degradação dos habitats aquáticos e aumentar a concentração de nutrientes, elevando o risco de ocorrência da Decoada — fenômeno que provoca alta mortandade de peixes nos rios do Pantanal”, alerta Suassuna.
O evento teve a participação de representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que reforçaram a preocupação com cenário hidrológico da região.
Veja os gráficos aqui.

Taxa de Licenciamento 2025 vence a partir de 24 de fevereiro

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Proprietários de veículos registrados no DF estão recebendo o boleto no endereço cadastrado no registro do veículo junto com o IPVA
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal publicou, no Diário Oficial de 14/02, a Instrução nº 180, de 11 de fevereiro de 2025, que estabelece as datas de vencimento da taxa de Licenciamento 2025 dos veículos registrados no DF.
De acordo com a Instrução, o prazo para pagamento da taxa de licenciamento ocorre de 24 a 28 de fevereiro, de acordo com o algarismo final da placa dos veículos, conforme a seguir:
Final da placa
Data de vencimento da taxa de licenciamento
1 e 2
24/2/2025
3 e 4
25/2/2025
5 e 6
26/2/2025
7 e 8
27/2/2025
9 e 0
28/2/2025
Boleto
A taxa de licenciamento tem o valor de R$ 102 para qualquer tipo de veículo. O pagamento pode ser realizado em uma das cinco instituições credenciadas a receberem as taxas da autarquia (Caixa Econômica, Banco do Brasil, Banco de Brasília, Bradesco e Sicoob), além das lotéricas.
A taxa já integra o boleto do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que está sendo enviado ao endereço cadastrado no prontuário do veículo por meio dos Correios.
Vale destacar que veículos com mais de 15 anos não pagam o IPVA e, portanto, não receberão o boleto em casa. Nesse caso, é necessário que o proprietário acesse o aplicativo Detran-DF Digital ou o Portal de Serviços (portal.detran.df.gov.br) e consulte os débitos do veículo para emitir a taxa de licenciamento.
Há ainda a opção de ir a um posto de atendimento da autarquia ou do Na Hora para imprimir o boleto. Nos postos do Na Hora, o atendimento é por ordem de chegada. Nos postos do Detran-DF, o serviço é feito por agendamento.
Emissão do CRLV-e 2025
A quitação da taxa de licenciamento é um dos requisitos para a regularização do veículo, juntamente com o pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) e multas ou débitos vencidos, se houver. Depois de quitar todos os débitos do veículo, o proprietário deverá emitir o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo em meio digital (CRLV-e) 2025 por meio do Portal de Serviços do Detran-DF (portal.detran.df.gov.br) ou pelo aplicativo Detran-DF Digital.
Atenção!
Vale alertar que o Detran-DF não envia boleto da taxa de licenciamento por e-mail. É importante ficar atento para não cair no golpe do boleto falso.

Nota de repúdio: SindBebidas-MG e Abrasel-MG denunciam falta de diálogo da PBH sobre o Carnaval de Belo Horizonte 2025

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MINAS GERAIS – O SindBebidas – Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais e a Abrasel-MG – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes manifestam seu repúdio à falta de diálogo por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em relação aos impactos negativos do contrato de patrocínio do Carnaval de Belo Horizonte de 2025 que prevê exclusividade na comercialização de cervejas em vias públicas e do Decreto nº 19.005, publicado no dia 17 de fevereiro de 2025, que altera as regras para a realização de eventos no período carnavalesco.

O Decreto nº 19.005, publicado às vésperas do Carnaval, introduz alterações drásticas nas regras para a realização de eventos, gerando insegurança e incerteza entre os empresários do setor. As entidades solicitaram esclarecimentos ao Secretário de Políticas Urbanas, André Reis, sobre o que será permitido ou não durante o Carnaval, mas até o momento não obtiveram respostas.

Essa falta de clareza coloca em risco o planejamento e a organização dos estabelecimentos, que investem na expectativa de um retorno financeiro durante o Carnaval. As cervejarias podem ter prejuízos significativos caso sejam impedidas de comercializar seus produtos ou de realizar eventos de acordo com as novas regras.

Exclusividade e restrições prejudiciais – O contrato de patrocínio e o decreto impactam diretamente o funcionamento de bares, restaurantes e cervejarias da cidade. As medidas geram insegurança quanto à utilização de mobiliários e materiais promocionais já existentes nos estabelecimentos, muitos dos quais fazem parte de contratos de comodato de longa data com diferentes fornecedores de bebidas.

A exigência de retirada desses itens, especialmente durante o período carnavalesco, causará transtornos operacionais significativos e prejuízos financeiros aos estabelecimentos.

O contrato de patrocínio, que estipula a exclusividade na venda de marcas da patrocinadora em vias públicas, prejudica diretamente as demais cervejarias, limitando a livre concorrência, concentra os lucros em um único agente, ignorando a vasta cadeia de produção e comercialização que sustenta a economia local.

Fiscalização agressiva e falta de orientação – Preocupa especialmente o relato de abordagens intimidadoras por parte da fiscalização, realizadas sem apresentação de diretrizes claras ou documentação oficial que respalde as exigências. Estabelecimentos com alvarás regulares e licenciamentos em dia estão sendo surpreendidos com ameaças de restrições não previstas em sua documentação original.

As entidades destacam a falta de esclarecimentos sobre pontos importantes, como:

– Uso de mobiliário: qual o procedimento para estabelecimentos que possuem mobiliários (mesas, cadeiras, ombrelones) com marcas diferentes da patrocinadora oficial?

– Horários de restrição: as eventuais restrições se aplicam durante todo o dia ou apenas durante a passagem dos blocos?

– Delimitação geográfica: existe diferenciação entre estabelecimentos localizados no circuito oficial e demais áreas da cidade?

– Eventos privados: como será o licenciamento para eventos privados realizados em estabelecimentos comerciais durante o período?

– Publicidade regular: como ficam os engenhos publicitários já aprovados pela SMPU e que contém marca de fabricante de bebidas?

– Patrocínio de blocos: qual a situação dos blocos que já divulgaram materiais com outras marcas e obtiveram alvará da própria prefeitura?

– Publicidade em bares e restaurantes: qual o tipo de publicidade permitido para as diversas marcas de cerveja nos estabelecimentos?

– Patrocínio de blocos por outras cervejarias: as demais cervejarias poderão patrocinar blocos de rua?

– Licenciamento de festas privadas realizadas por outras cervejarias: como será o processo de licenciamento para festas privadas organizadas por outras marcas de cerveja?

A Abrasel-MG ressalta que os estabelecimentos necessitam manter suas operações regulares durante o carnaval, incluindo serviços de entrega e atendimento aos clientes que não participam dos blocos. A falta de clareza sobre as restrições compromete o planejamento operacional e pode resultar em perdas significativas para o setor.

O SindBebidas-MG e a Abrasel-MG cobram da Prefeitura de Belo Horizonte:

1. A emissão urgente de nota técnica ou orientação oficial detalhada que possa ser apresentada aos consumidores, organizadores de blocos e agentes de fiscalização.

2. A revisão dos procedimentos de fiscalização, garantindo abordagens profissionais e respeitosas.

3. O estabelecimento de um canal direto de comunicação para resolução de conflitos durante o evento.

4. A definição objetiva sobre os limites geográficos e temporais das restrições.

As entidades se colocam à disposição para colaborar na busca por soluções que beneficiem todas as partes envolvidas e garantam um Carnaval de Belo Horizonte 2025 mais justo, organizado e com segurança jurídica para todos os participantes.

Faesc protesta contra a suspensão do Plano-Safra 24/25

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A suspensão das linhas de crédito rural do Plano-Safra 24/25, anunciada nesta semana, foi recebida com preocupação pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). Apesar de ser uma das locomotivas da economia brasileira, a agricultura necessita dos recursos dessa tradicional política pública para atender, principalmente, os pequenos e médios produtores rurais, alertou o vice-presidente executivo Clemerson Argenton Pedrozo.

Essa situação ocorre no momento em que os produtores encerram a colheita da primeira safra, iniciam o plantio da próxima e os recursos já se esgotaram. O dirigente manifestou que o descontrole fiscal, a dificuldade em controlar os gastos e equivocadas medidas na gestão macroeconômica estão afetando todos os setores produtivos e, em especial, a agricultura e a pecuária.

A suspensão da possibilidade de se estabelecer novos contratos foi anunciada na quinta-feira (20), por meio de um ofício assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira. O principal motivo apontado pelo secretário é o fato de a Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) para o exercício de 2025 ainda não ter sido aprovada pelo Congresso Nacional.

Para Argenton Pedrozo, os produtores não podem ser prejudicados pela insuficiência de recursos para atender as demandas do setor. Por isso, defende a retomada imediata dos financiamentos subvencionados pelo Plano-Safra.

Um dos motivos técnicos resulta do aumento da taxa Selic de 10,50% em julho de 2024 para 13,25% em janeiro de 2025, o que exigirá mais recursos para a equalização dos juros.

O vice-presidente executivo disse que “é curioso que o plano atual (aprovado no orçamento de 2023) anunciado como “o maior Plano Safra da história, resulta paralisado justamente por falta de recursos”.

Lembra que o setor privado já aporta R$ 1 trilhão na produção agropecuária e o governo federal atua apenas como complemento, subsidiando parte dos financiamentos.

Os produtores rurais brasileiros vêm, ano a ano, garantindo alimento farto, acessível e de qualidade para toda a população, o que verdadeiramente assegura a paz social. Ao mesmo tempo, garante mais de US$ 120 bilhões de superávit na balança comercial, sustentado milhões e empregos. “Deixar de apoiar esse segmento vital é um desrespeito inaceitável”, afirmou.

“Temos que apoiar quem produz, aperfeiçoar as políticas de incentivo ao setor primário da economia – agricultura, pecuária, pesca, extrativismo etc. – para que o Brasil continue na liderança da produção de alimentos para o mundo. Essa dever ser a prioridade do governo federal”, encerrou.

A alta dos preços e a queda do consumo de arroz e feijão

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Empresa que atua há mais de 20 anos no setor de cestas básicas cria medidas para enfrentar os desafios econômicos

A alta no preço dos alimentos se intensifica desde 2020, impulsionada pela pandemia, flutuações cambiais, crises climáticas e custos globais elevados. A interrupção das cadeias de suprimentos e eventos extremos, como secas e chuvas intensas, reduziram a oferta, elevando os preços de itens essenciais como o arroz e feijão.

Como reflexo desses fatores, nos últimos cinco anos, os preços da alimentação domiciliar no Brasil aumentaram 55%, superando significativamente a inflação geral de 33% no período, conforme o Índice de Preços dos Alimentos (IPCA).

De acordo com estimativas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o consumo de arroz e feijão no Brasil apresentou uma queda significativa ao longo das últimas décadas. Em 1985, o consumo per capita de arroz era superior a 40 kg/habitante/ano, enquanto o feijão registrava cerca de 19 kg/habitante/ano. Em 2023, o consumo médio per capita foi de 29,2 kg para o arroz e 12,8 kg para o feijão, reforçando a tendência de queda.

A Real Cestas, empresa que atua há mais de 20 anos no segmento de cestas básicas, percebe que essa queda reflete fatores culturais, como maior consumo de alimentos industrializados, falta de tempo para preparo de refeições caseiras, porém, dá mais ênfase aos fatores econômicos e a renda da população.

“Com o aumento dos preços do arroz e feijão, muitas famílias diminuíram a quantidade do seu consumo, o que não deveria acontecer, principalmente por serem itens de uma importância nutricional enorme. Esses aumentos impactam diretamente os seus orçamentos, especialmente aqueles de menor renda, que dependem desses alimentos básicos em sua dieta diária”, explica Gustavo Defendi, diretor da empresa, que comercializa mais de 100 mil cestas básicas por mês.

Para enfrentar esses desafios econômicos, uma das medidas da empresa foi aumentar o mix de produtos a disposição de seus clientes, dando mais opções com menor custo.

“Dentro do nosso mix de produtos, temos marcas mais econômicas e embalagens de tamanhos diferenciados, como por exemplo, a substituição da quantidade de arroz em uma cesta, passando de 10kg, para uma combinação de um pacote de 5kg e dois de 1kg”, explica Defendi, destacando que essas alterações são necessárias para equilibrar a oferta dos produtos oferecidos com a realidade econômica atual, garantindo que as cestas básicas permaneçam acessíveis e não percam seu valor nutricional.

O diretor da Real Cestas também destaca que mesmo com a expectativa para 2025 de maior disponibilidade de arroz e feijão no mercado interno, a reforma tributária pode impactar diretamente o preço dos alimentos ao unificar impostos e modificar a carga tributária sobre a produção e comercialização de itens essenciais.

“A reforma tributária pode resultar em aumento dos custos para produtores e distribuidores, especialmente se houver a inclusão de tributos sobre insumos agrícolas, transporte e processamento. Esse acréscimo tende a ser repassado ao consumidor final, elevando os preços de produtos básicos como o arroz e o feijão. Além disso, a possível extinção de benefícios fiscais específicos para o setor pode agravar ainda mais esse cenário, reduzindo a competitividade dos alimentos no mercado interno”, pontua Gustavo, frisando que a implementação de políticas públicas eficazes e o incentivo aos produtores e práticas agrícolas sustentáveis é essencial para a segurança alimentar do país.

“Precisamos garantir que as próximas gerações tenham acesso aos mesmos recursos que temos hoje, porque sem medidas concretas do governo, a produção agrícola e a alimentação de milhões de brasileiros estarão cada vez mais reduzidas”, finaliza Defendi.