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    A desoneração da folha de pagamento e o déficit na Previdência Social

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    João Badari*

     

    A desoneração da folha de pagamento tem sido um tema recorrente no cenário econômico e jurídico brasileiro. Embora sua proposta inicial fosse estimular a geração de empregos e aliviar os encargos trabalhistas para determinados setores da economia, seus efeitos colaterais sobre a arrecadação previdenciária são alarmantes. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) depende das contribuições patronais para financiar benefícios como aposentadorias, pensões e auxílios, e a redução dessa fonte de receita pode comprometer seriamente a sustentabilidade do sistema previdenciário.

     

    A desoneração da folha de pagamento impacta a Previdência Social ao reduzir a arrecadação. Assim, ela torna o sistema previdenciário deficitário e aumenta a necessidade de aportes do governo para cobrir o rombo nas contas do INSS.

     

    A desoneração da folha foi instituída em 2011 e alterada ao longo dos anos, permitindo que empresas de determinados setores substituíssem a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de salários por uma alíquota menor sobre a receita bruta. O objetivo era aliviar a carga tributária para setores intensivos em mão de obra, como tecnologia da informação, transporte e construção civil, incentivando a geração de empregos.

     

    Em dezembro de 2023, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 14.784/2023, prorrogando a desoneração da folha para 17 setores da economia até 2027. No entanto, essa prorrogação foi alvo de questionamentos jurídicos e econômicos. O governo federal editou a Medida Provisória nº 1.202/2023 para revogar a desoneração, argumentando que a política compromete a arrecadação previdenciária sem garantir benefícios concretos. O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos da lei, reforçando a necessidade de avaliar o impacto fiscal da medida.

     

    Vale destacar que o financiamento da Previdência Social no Brasil se baseia, principalmente, na contribuição dos empregadores sobre a folha de pagamento. Ao reduzir essa base de arrecadação, a desoneração gera um rombo significativo nos cofres do INSS.

     

    Estudos apontam que a desoneração causa uma perda de arrecadação bilionária para a Previdência. Segundo estimativas da Receita Federal, em 2022, a renúncia fiscal da desoneração da folha foi de aproximadamente R$ 9 bilhões. Com a prorrogação da medida até 2027, esse valor pode ultrapassar R$ 40 bilhões em quatro anos, comprometendo ainda mais o equilíbrio das contas do INSS.

     

    Além disso, a desoneração não garante o aumento proporcional na geração de empregos. Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indicam que a medida teve impacto marginal no crescimento do emprego formal, ou seja, a redução da carga tributária para empresas não resultou, na prática, em um aumento significativo no número de contratações.

     

    Importante frisar que a Previdência Social já enfrenta desafios estruturais em sua sustentabilidade financeira. O déficit previdenciário, que corresponde à diferença entre a arrecadação e os gastos com benefícios, tem sido um problema recorrente. Em 2023, o déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) foi de R$ 272,1 bilhões, representando um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior.

     

    Com a desoneração da folha, a tendência é que esse déficit se agrave, exigindo mais recursos do Tesouro Nacional para cobrir a insuficiência financeira do INSS. Isso significa que, em vez de a Previdência Social ser financiada com contribuições específicas, a sociedade como um todo terá que arcar com esse custo, seja por meio de aumento de impostos ou cortes em outras áreas essenciais, como saúde e educação.

     

    Os defensores da desoneração argumentam que ela ajuda a reduzir os custos do trabalho e incentiva a geração de empregos. No entanto, os dados mostram que o impacto na criação de novos postos de trabalho é limitado, enquanto o prejuízo às contas da Previdência é evidente. Entre os principais argumentos contrários à medida, destacam-se:

     

    – Perda de arrecadação previdenciária: A redução das contribuições sobre a folha impacta diretamente o financiamento da Previdência Social, aumentando o déficit.

    – Falta de compensação efetiva: O governo não implementou mecanismos de compensação que repusessem integralmente as perdas causadas pela desoneração.

    – Benefício restrito a poucos setores: Apenas 17 setores da economia são beneficiados, enquanto outros segmentos continuam pagando a alíquota de 20% sobre a folha, gerando uma concorrência desigual.

    – Aumento da dependência do Tesouro:** Com menos arrecadação, o INSS passa a depender mais dos aportes do governo federal, pressionando as contas públicas.

     

    Possíveis Soluções para Equilibrar as Contas da Previdência

     

    Para garantir a sustentabilidade da Previdência Social sem comprometer a geração de empregos, algumas alternativas poderiam ser consideradas:

     

    – Revisão das regras da desoneração: Em vez de prorrogar indefinidamente a medida, o governo poderia adotar um modelo de transição para a retomada gradual das contribuições sobre a folha.

    – Criação de fontes alternativas de financiamento: Algumas propostas incluem a taxação de lucros e dividendos ou a destinação de parte da arrecadação de impostos sobre transações financeiras para o INSS.

    – Combate à sonegação e inadimplência: A cobrança de grandes devedores da Previdência Social poderia recuperar bilhões de reais, reduzindo a necessidade de medidas como a desoneração.

    – Aprimoramento da fiscalização: Garantir que empresas beneficiadas pela desoneração realmente ampliem seus quadros de funcionários, vinculando o benefício a metas de geração de empregos.

     

     

    A desoneração da folha de pagamento, embora tenha sido criada com a intenção de estimular a economia e gerar empregos, representa um risco significativo para a sustentabilidade da Previdência Social. Ao reduzir a arrecadação do INSS, a medida agrava o déficit previdenciário e aumenta a necessidade de aportes do governo, comprometendo o equilíbrio fiscal do país.

     

    A manutenção da desoneração sem uma compensação adequada coloca em xeque a viabilidade do sistema previdenciário no longo prazo. É essencial que o governo avalie alternativas que permitam o equilíbrio entre o incentivo ao emprego e a sustentabilidade da Previdência, garantindo que os direitos dos trabalhadores e aposentados não sejam prejudicados.

     

    Se a política de desoneração persistir sem ajustes, o Brasil poderá enfrentar um cenário onde a Previdência Social se tornará cada vez mais dependente do orçamento da União, aumentando o risco de cortes em benefícios essenciais ou de novas reformas que penalizem ainda mais os segurados.

     

    *João Badari é advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados

    Compliance tributário e governança corporativa: alicerces de sustentabilidade

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    Por Mauricio Cunha, professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)

    Em um ambiente empresarial dinâmico e regulado, o compliance tributário e a governança corporativa emergem como componentes cruciais para a integridade e sucesso das organizações. O compliance tributário é uma peça fundamental na governança corporativa para evitar riscos fiscais.

    Dessa forma, garante-se que as empresas cumpram as complexas regras e regulamentações fiscais. Assim sendo, implementar um programa robusto de compliance ajuda a minimizar o risco de penalidades e litígios, protegendo a empresa de fraudes e fortalecendo sua reputação no mercado.

    A governança corporativa efetiva garante que existam estruturas e processos rigorosos para a tomada de decisões. Assim, assegura que as práticas fiscais estejam alinhadas com os objetivos estratégicos da empresa e as expectativas dos stakeholders, evitando riscos.

    Com uma supervisão eficaz, as empresas podem, nesse ensejo, navegar pelo ambiente regulatório com confiança e eficiência, promovendo transparência e responsabilidade por meio do compliance tributário. Combinadas, essas práticas não só protegem a empresa financeiramente, mas também promovem um ambiente de negócios ético e sustentável em longo prazo.

    O autor: Maurício Lopes da Cunha possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). É coordenador do curso de Pós-Graduação em Gestão Tributária e docente da FECAP nos programas de pós-graduação e de graduação nas áreas de contabilidade e tributos.


    Sobre a FECAP

    FECAP, localizada na Liberdade, região central da capital paulista. Foto: Divulgação.

    A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em Educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Extensão e cursos corporativos e livres. Diversos indicadores de desempenho comprovam a qualidade do ensino da FECAP: nota 5 (máxima) no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e no Guia da Faculdade Estadão Quero Educação 2021, e o reconhecimento como melhor centro universitário do Estado de São Paulo segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), do Ministério da Educação. Em âmbito nacional, considerando todos os tipos de Instituição de Ensino Superior do País, a FECAP está entre as 5,7% IES cadastradas no MEC com nota máxima.

    Capacitação on-line fortalece vigilância contra febre aftosa no setor agropecuário

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    Com a última ocorrência de febre aftosa em 2006 e a implantação de zonas livres da doença, o Brasil consolidou sua posição como player mundial no comércio de proteína animal. No entanto, para manter esse status, é essencial que pecuaristas, técnicos e demais envolvidos no setor agropecuário estejam preparados para reconhecer e agir rapidamente diante de qualquer suspeita.

    O Centro Panamericano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (PANAFTOSA/OPS/OMS) desenvolveu um curso virtual e gratuito com o objetivo de fortalecer as competências em prevenção e detecção precoce da doença. A capacitação é de curta duração (duas horas) e utiliza de vídeos e imagens didáticos para facilitar o aprendizado.

    Dividido em seis módulos, o curso apresenta informações essenciais para a proteção dos rebanhos, incluindo a identificação dos sinais característicos da febre aftosa e as medidas a serem adotadas em caso de suspeita de animais infectados. Como também, a importância da detecção precoce da doença e os impactos que ela pode causar no rebanho e no setor agropecuário como um todo.

    A iniciativa é avaliada positivamente pela gerente corporativa de apoio agropecuário da Aurora Coop, Eliana Renuncio, que ressalta a necessidade da vigilância contínua para prevenir a introdução e a disseminação da febre aftosa nas propriedades rurais. “Essa é uma oportunidade para aprimorar conhecimentos com foco em uma maior segurança e proteção para os rebanhos. Para que o País mantenha sua liderança no mercado global, precisamos estar atentos e buscar as melhores práticas de segurança”, pontua.

    O público-alvo do curso são profissionais de estabelecimentos agropecuários, transportadores de animais, médicos veterinários do setor privado, estudantes de nível técnico e superior, produtores rurais, servidores do serviço veterinário oficial, trabalhadores de matadouros e demais atores envolvidos na prevenção, vigilância e resposta à febre aftosa. Ao final do treinamento, os participantes podem optar pela emissão de certificado.

    COMO PARTICIPAR?

    As inscrições para o curso on-line de febre aftosa são gratuitas e podem ser realizadas por meio do link: https://abrir.link/McyeP

    A nova realidade tributária: o Split Payment deixará a Substituição Tributária para trás?

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    Por Fabrício Canale, especialista tributário da Synchro

    Considerando a recente sanção da Lei Complementar Federal nº 214/2025, objeto de conversão do PLP nº 68/2024, questões vitais emergem sobre o futuro de mecanismos consagrados no sistema atual, como a Substituição Tributária (ST). Esse modelo, que centraliza a responsabilidade pelo recolhimento de tributos nas etapas iniciais da cadeia produtiva, foi inicialmente um grande aliado das administrações fiscais. Ao transferir a cobrança do tributo para o início da cadeia — geralmente nas mãos de fabricantes e importadores — a ST facilitou o processo de fiscalização e controle, especialmente em setores com muitos intermediários. Contudo, diante das novas propostas e da promessa de um sistema mais eficiente e simplificado, é legítimo perguntar: a Substituição Tributária ainda terá espaço?

    Apesar de sua utilidade prática, a Substituição Tributária sempre carregou desafios operacionais e burocráticos para empresas e administrações fiscais. O excesso de normas, o alto volume de atualizações e a complexidade das operações tributárias exigem investimentos significativos em sistemas e equipes especializadas. A promessa de simplificação, que deveria ser a base da ST, na prática, resultou em um modelo custoso e complexo. Além disso, o acúmulo de dívidas tributárias e a alta taxa de inadimplência são indícios de que o sistema atual apresenta falhas importantes.

    Com a Reforma Tributária, surge uma alternativa ousada à Substituição Tributária: o Split Payment. Inspirado por modelos internacionais, esse mecanismo propõe uma abordagem direta e mais transparente, permitindo ao governo reter automaticamente o tributo no momento em que o pagamento é feito pelo fornecedor. Ao invés de depender do recolhimento tradicional, o sistema retira o valor devido no instante da transação financeira. Esse mecanismo, ao contrário da ST, promete reduzir a inadimplência e a sonegação ao simplificar o caminho do tributo até os cofres públicos.

    O Split Payment, caso implementado de forma abrangente, pode suprir o modelo atual de substituição tributária. Para o Fisco, a segurança e a previsibilidade de arrecadação são argumentos poderosos a favor dessa mudança. Com o Split Payment, o governo espera reduzir a alíquota dos novos tributos (CBS e IBS), na medida em que elimina lacunas que facilitam a evasão fiscal. Esse método moderno e potencialmente mais justo se alinha ao objetivo central da Reforma: um sistema mais simples, transparente e acessível.

    Um futuro incerto para a Substituição Tributária

    Embora a LC 214/2025 não descarte totalmente a ST, ela a coloca em stand-by, permitindo que os órgãos fiscalizadores reavaliem seu custo-benefício na prática. De fato, a relevância da Substituição Tributária poderá se dissipar com o tempo, especialmente se o Split Payment se mostrar mais eficiente na prática. Contudo, é preciso considerar os setores que, pela estrutura de mercado, poderiam ainda se beneficiar do mecanismo tradicional, e ponderar se esse é o caminho mais eficaz.

    Diante das transformações propostas pela Reforma, a Substituição Tributária pode estar com os dias contados. A promessa de um sistema mais direto e menos vulnerável à inadimplência e à sonegação tende a colocar o Split Payment como uma evolução natural deste antigo mecanismo. Se o futuro da arrecadação tributária brasileira caminha para a inovação, é imperativo que as empresas, instituições financeiras e administrações fiscais se adaptem a uma nova realidade, onde a eficiência não vem da centralização, mas sim da transparência e da tecnologia.

    Em tempos de mudança, cabe ao Governo e ao Congresso Nacional avaliar a pertinência de resgatar ou não, futuramente, a aplicação da Substituição Tributária. Se a Reforma cumprir seu objetivo de criar um sistema mais justo e eficiente, o Split Payment poderá marcar o início de uma nova era, com uma carga tributária mais distribuída e uma arrecadação menos onerosa para o contribuinte e mais segura para o Fisco.

    Janeiro Branco: Reflexões e desafios na sociedade atual

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    Por Igor Souza – Advogado Especialista no Direito à Saúde

    Nesta última semana da “Campanha Janeiro Branco”, sou convidado a refletir sobre a necessidade urgente de uma transformação efetiva na sociedade, no que tange ao cuidado com a saúde mental. A quebra de paradigmas acerca de sua importância exige mais do que apenas uma conscientização teórica, mas a vivência dessa conscientização na prática.

     

    A cada ano, os números sobre o aumento de diagnósticos de depressão e outros transtornos mentais se tornam cada vez mais alarmantes. Este cenário é profundamente preocupante, e é inegável que devemos refletir coletivamente sobre como podemos mudar essa realidade.

     

    Sem sombra de dúvidas, 2025 será um ano fundamental para a saúde mental. Isso se confirma por diversos indicadores, como a escolha da palavra “ansiedade” como a “palavra do ano” de 2024, por muitos cidadãos brasileiros. Além disso, estudos como o da Universidade de Oxford, que aponta o termo “brain rot” ou “cérebro apodrecido” para descrever o impacto negativo do excesso de informações das redes sociais na capacidade cognitiva das pessoas, destacam a magnitude dessa questão.

     

    No exercício de minha profissão, sou confrontado diariamente com pacientes que necessitam de cuidados psiquiátricos adequados, mas, infelizmente, enfrentam obstáculos para acessar os serviços necessários. Seus medicamentos psiquiátricos, sessões de psicoterapia e internações de urgência são frequentemente negados pelos planos de saúde ou dificultados pela rede pública, tudo sob justificativas disfarçadas de uma realidade que minimiza a importância da saúde mental, prejudicando aqueles que mais precisam.

     

    Campanhas como o “Janeiro Branco” e o “Setembro Amarelo” são essenciais para a sociedade, pois atuam como potentes instrumentos de transformação. Elas amplificam uma mensagem crucial, destacando-a em diversos canais e promovendo a conscientização. Cada um de nós é um agente de transformação, uma peça fundamental para reverter essa realidade insatisfatória. No contexto jurídico, destaco a importância do direito à saúde mental – uma área ainda pouco explorada, mas que é vital para combater abusos, quebrar paradigmas e fundamentar a luta pela efetivação de direitos fundamentais.

     

    Não podemos, de maneira alguma, normalizar a ideia de que números e finanças podem estar acima da vida das pessoas. Todos os agentes de transformação na sociedade são indispensáveis para modificar essa realidade e, assim, levantar a bandeira da importância do cuidado com a saúde mental, afastando, de uma vez por todas, os antigos paradigmas de que esse cuidado é algo banal ou de menor importância.

    Quem é Igor Souza

    Graduado em Direito pelo UniCEUB (Brasília – DF), possui vasta experiência em casos de Saúde Suplementar, prestando um efetivo combate para concretizar os direitos dos pacientes e defendê-los de abusos e arbitrariedades cometidos pelos planos de saúde e dificuldade de acesso na área pública. Igor também é professor e palestrante de direito à saúde mental.

    Miss boliviana é presa com piloto brasileiro na Argentina com R$ 13 milhões em cocaína em avião

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    Um piloto brasileiro e uma ex-miss boliviana foram presos na última quarta-feira (23) após a polícia da Argentina encontrar 359 kg de cocaína no avião em que estavam. A apreensão aconteceu na província de Entre Rios, durante o pouso da aeronave em uma área rural.

     

    Segundo as autoridades locais, um morador viu o momento em que a aeronave, modelo Cessna 210, fez um pouso suspeito em uma área de Holt Ibicuy, e decidiu acionar a polícia.

     

    O piloto, identificado como Carlos Costas Diaz, de 52 anos, alegou que a miss Jade Callaú, de 21 anos, era sua esposa, e que por estar grávida, teria passado mal durante o voo e o obrigou a aterrissar. A versão, porém, foi desmentida e a suspeita é de que o pouso aconteceu por falta de combustível.

    Durante abordagem, os policiais localizaram 352 pacotes de cocaína. A carga foi avaliada em US$ 2,3 milhões, equivalente a R$ 13 milhões na cotação atual. O avião partiu da Bolívia e percorreu mais de 1.500 km até a Argentina, tendo como destino final Buenos Aires.

    Segundo o governo de Entre Rios, Jade seria integrante de uma quadrilha e filha de um líder do tráfico de drogas na Bolívia. Ela nasceu em San Borja e foi miss FexpoBorja em 2019. O caso segue preso.

     

     

     

     

    Ótima notícia! BRB anuncia convocação de 72 novos escriturários e finaliza convocação dos 300 aprovados no concurso de 2022

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    O BRB anunciou hoje a convocação dos últimos 72 escriturários aprovados no concurso de 2022. A lista completa com os nomes dos 300 convocados será publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira. Com a iniciativa, o Banco fortalece o time que atende 8,1 milhões de clientes no País.

    “As pessoas são o principal pilar da gestão. A chegada de novos talentos em nosso time é fundamental para que possamos continuar a inovar e oferecer as melhores experiências, produtos e serviços. O BRB é o melhor lugar para se estar”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Após a entrega de documentos e exames médicos previstos em edital, os novos profissionais participarão de um processo de integração que inclui treinamentos sobre a cultura organizacional e as práticas operacionais do BRB.

    Benefícios, oportunidades de carreira e crescimento profissional

    Porta de entrada para a carreira bancária, o cargo de escriturário oferece remuneração inicial de R$ 4.449,35, com jornada de 6 horas diárias (30 horas semanais). Além do salário competitivo, o BRB proporciona aos seus empregados uma série de benefícios. Destaque para o auxílio-alimentação e vale-refeição, no valor de R$ 2.308,68, garantindo qualidade de vida e alimentação saudável; e para o auxílio-creche, que garante o valor R$ 659,67 para pais e mães que necessitam de apoio no cuidado de seus filhos até os sete anos de idade.

    Os novos escriturários ingressam em uma instituição que valoriza o crescimento interno e oferece oportunidades de ascensão profissional. O Banco ainda tem um leque de benefícios educacionais como auxílio idiomas, programa de trainee e a Universidade BRB, com cursos presenciais e à distância, além de trilhas de desenvolvimento customizadas para atender às necessidades específicas do banco e de seus profissionais.

    O time BRB também tem acesso a certificações necessárias para o desempenho de suas funções, com suporte oferecido pelo Banco, incluindo cursos preparatórios. Além disso, o Programa de Formação no Exterior oferece a oportunidade de qualificação em instituições de ensino internacionais, proporcionando inovação e aplicação prática dos conhecimentos adquiridos no dia a dia da instituição.

    Plano de Saúde: cobertura completa e qualidade de atendimento

    O plano de saúde oferecido pelo BRB é um dos grandes benefícios para os seus profissionais, garantindo cobertura nas principais clínicas e hospitais do Distrito Federal e em todo o Brasil. Com uma rede ampla e de alta qualidade, a Saúde BRB proporciona segurança e tranquilidade aos empregados e seus dependentes, oferecendo acesso a cuidados médicos de excelência.

    Diversidade e inclusão

    A política de Diversidade e Inclusão do BRB também é destaque. O banco valoriza a pluralidade e está comprometido em promover um ambiente de trabalho inclusivo, onde cada empregado possa expressar todo o seu potencial. Programas internos são desenvolvidos para garantir que todos os empregados, independentemente de gênero, raça, orientação sexual ou qualquer outra característica, sintam-se acolhidos e respeitados.

     

    Volta às aulas: como garantir um ambiente acolhedor e protetivo após as férias escolares

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    A colaboração entre educadores e especialistas é fundamental
    para prevenir e evitar acidentes com estudantes, permitindo um retorno tranquilo a todos

    Com a proximidade da volta às aulas em Brasília, uma das principais preocupações dos pais e responsáveis é de que as crianças e adolescentes tenham acesso a espaços seguros. O cenário é desafiador:  ameaças, trotes, bullying, assédio, importunação sexual, furtos, roubos e vandalismo estão entre as principais causas atuais de violência escolar. Para se ter ideia, em 2023, houve aumento de 143,5% de casos registrados de violência escolar em relação ao ano anterior. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

    Diante deste contexto, dados do Instituto DataSenado revelam que 6,7 milhões de estudantes brasileiros sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses no ambiente escolar – o aumento das denúncias foi de 18,35% no último ano. Entretanto, o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação revela que apenas 49% das escolas brasileiras possuíam segurança eletrônica em 2023.

    E é neste cenário que adotar medidas de segurança tem sido cada vez mais importante para proporcionar espaços de aprendizagem seguros, acolhedores e saudáveis aos estudantes. A segurança eletrônica oferece prevenção e proteção, permitindo uma resposta célere e eficaz em situações críticas. A tecnologia de ponta em vigilância, o controle de acesso e os sistemas de comunicação emergencial são essenciais para prevenir tanto incidentes quanto acidentes, facilitar a identificação de ameaças e assegurar atuação imediata em caso de emergências.

    Isso também se reflete em um ambiente que seja integrado e adaptável às necessidades atuais das instituições de ensino. “Os investimentos em segurança devem ser encarados como fundamentais, nunca como uma opção. Além disso, não basta apenas ter sistemas de vigilância e controles de acesso. É preciso desenvolver uma estratégia de segurança que antecipe os riscos”, explica Gustavo Negreiros, especialista da Brasfort.

    Ainda de acordo com Negreiros, a integração de soluções de segurança eletrônica no planejamento estratégico das escolas é imprescindível. Também é necessário adaptar-se e atender às necessidades específicas de cada uma, incluindo a implementação de sistemas de segurança eletrônica avançados, como vigilância por câmeras e controle de acesso. “Nossa abordagem vai além da instalação de equipamentos, pois buscamos garantir proteção proativa e personalizada para cada instituição”, complementa.

    Trabalho coletivo

    O fortalecimento da segurança nas instituições de ensino requer ainda um compromisso que abrange não apenas educadores e especialistas em segurança, mas também autoridades públicas e a comunidade em geral. Implementar sistemas de segurança eletrônica é importante, entretanto, a medida deve estar atrelada a uma abordagem holística, que inclua treinamento de pessoal, exercícios de simulação de emergência e a promoção de uma cultura de vigilância.

    Por fim, a transformação dos ambientes educacionais em espaços mais seguros e equipados com tecnologia moderna depende de uma colaboração efetiva entre os diversos atores sociais para que sejam promovidas a conscientização, a educação e a adaptação. Por meio do auxílio de especialistas e adotando-se uma estratégica adequada, é possível ultrapassar obstáculos, rumo a um futuro em que a segurança se torne inerente às instituições de ensino.

    “Controlamos o acesso e utilizamos tecnologia de comunicação avançada, assegurando respostas rápidas a qualquer incidente. Personalizamos nossas soluções, sempre nos adequando às necessidades específicas de cada escola”, conclui o especialista da Brasfort, Gustavo Negreiros.

    Confira algumas das principais dicas de segurança:

    Controle de acesso: Implementar sistemas de controle de acesso para gerenciar quem entra e sai das instalações escolares. Isso pode incluir cartões de acesso, identificação por biometria, facial e portões eletrônicos.

    Monitoramento por vídeo: O uso de câmeras de segurança permite o monitoramento constante das áreas internas e externas das escolas, aumentando a segurança e ajudando na resolução de incidentes.

    Comunicação eficaz: Sistemas de comunicação interna e externa devem ser estabelecidos para garantir que informações críticas possam ser compartilhadas rapidamente em casos de emergência.

    Treinamentos e simulações: Preparar alunos e funcionários para responder adequadamente em situações de emergência é fundamental. Exemplos: treinamentos sobre procedimentos de evacuação e demais simulações.

    Saiba mais sobre a Brasfort:

    A Brasfort é uma empresa especializada em soluções 360º e integradas de vigilância, segurança eletrônica, limpeza, conservação e manutenção. Foi fundada em 1987, em Brasília, e conta com uma cartela extensa de clientes, seja na iniciativa pública ou privada. Emprega mais de 6 mil funcionários no Distrito Federal e outras Unidades da Federação, além de ser pioneira em seu segmento, ao implementar em 2014, um programa de política de integridade, que estabelece princípios, diretrizes e funções de compliance em todos os níveis. Acesse o site e o perfil da Brasfort no instagram@brasfortoficial.

    Após denúncias do Anffa, Mapa divulga plano de enfrentamento ao assédio

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    Denúncias de assédio contra os auditores fiscais federais agropecuários vem crescendo nos últimos anos (Crédito: Divulgação)

    Portaria instituída pela pasta inclui acolhimento e canal de denúncias de importunação moral, sexual e discriminação no ambiente de trabalho

     

    Após intensa articulação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), as diretrizes para prevenção e encaminhamento de situações de assédio moral contra servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foram reunidas em um plano setorial. A portaria, instituída pela pasta, inclui também questões de discriminação e importunação sexual. Agora, a entidade pretende acompanhar a implementação das ações, que são previstas para este ano.

     

    O Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação do Mapa foi publicado na edição desta quarta-feira (29), no Diário Oficial da União. Sua finalidade “é atuar como uma ferramenta estratégica para consolidar um ambiente de trabalho íntegro, equitativo e respeitoso” aos profissionais da pasta, incluindo os auditores fiscais federais agropecuários.

     

    O documento destaca a criação de um canal para recepção das denúncias, com estratégias de sigilo para proteção das vítimas e minimização dos riscos de retaliação. Possíveis penalidades e a nomeação de uma comissão para acolhimento e suporte aos servidores intimidados também são previstas no plano.

     

    De acordo com o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, as denúncias de assédio contra os auditores fiscais federais agropecuários vem crescendo nos últimos anos. Além de casos de intimidação, houve registros de violência e até um ataque a tiros a um alojamento onde um funcionário do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e outro Mapa estavam hospedados, no Mato Grosso, no início deste ano. Situações como esta foram denunciadas ao Ministério Público Federal (MPF) e mostram a fragilidade dos servidores públicos, além da necessidade de investimentos do governo federal na melhoria das condições de trabalho e segurança dos profissionais da carreira.

     

    “A publicação do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação representa um avanço significativo para a valorização e o bem-estar dos auditores fiscais federais agropecuários. Esta iniciativa demonstra um compromisso sólido com a construção de um ambiente de trabalho mais seguro, respeitoso e inclusivo, promovendo a dignidade e a equidade dentro da categoria. Ao estabelecer diretrizes claras para a prevenção e o enfrentamento dessas práticas prejudiciais, o Plano reforça a importância do respeito mútuo e do profissionalismo, essenciais para o desempenho das funções de fiscalização e proteção da agropecuária nacional”, destacou Macedo.

     

    Cronograma

    O documento prevê, até dezembro, a capacitação de 70% dos servidores com ao menos um curso sobre o tema assédio e discriminação. Também estabelece o treinamento de 80% das lideranças em gestão humanizada e prevenção ao assédio.

     

    Além de campanhas educativas, até agosto deverá ser criado um espaço para atendimento e acolhimento das vítimas. Já em dezembro, também são previstas parcerias com instituições públicas e privadas para o tratamento adequado e humanizado das pessoas assediadas ou discriminadas.

     

    Com relação às denúncias, está prevista para julho a divulgação dos canais para as informações, que poderão ser prestadas pelas próprias vítimas identificada ou não. Pessoas que tenham conhecimento dos fatos também poderão relatá-los ao canal Fala.Br, selecionando a opção “Ouvidoria Interna” e o respectivo assunto, como “assédio sexual”, “assédio moral” ou “discriminação”.

     

    O Anffa Sindical continuará acompanhando a implementação dessas medidas, reafirmando seu compromisso na defesa dos direitos e da integridade dos auditores fiscais federais agropecuários. A entidade espera que a implementação do plano resulte em melhorias significativas nas condições de trabalho dos profissionais da carreira, que desempenham papel crucial na garantia da produção brasileira e na segurança dos alimentos.

    Fórum Econômico Mundial destaca as profissões e habilidades mais promissoras até 2030

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    Hayek Global College capacita líderes globais para enfrentar os desafios do novo mercado

     

    O mercado de trabalho global está em plena transformação. Segundo o relatório Futuro dos Empregos 2025, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, mais de 170 milhões de empregos serão criados até 2030, impulsionados por avanços tecnológicos, mudanças demográficas e a transição verde.

    O trio tecnológico formado por big data, inteligência artificial e cibersegurança lidera as mudanças, moldando novas carreiras e reconfigurando demandas globais, onde os profissionais deverão buscar qualificação e requalificação. Entre as profissões com maior crescimento, destacam-se: especialistas em Big Data, machine learning e inteligência artificial; desenvolvedores de softwares e engenheiros de fintechs; especialistas em veículos elétricos, UX/UI e Internet das Coisas (IoT).

    Profissões ligadas à sustentabilidade, como engenheiros ambientais e especialistas em energia renovável também ganham força, acompanhadas por cientistas de dados e analistas de segurança da informação. Veja a lista completa no relatório:https://www.weforum.org/publications/the-future-of-jobs-report-2025/

    A pesquisa também identificou as competências essenciais para se destacar no mercado. Pensamento analítico, resiliência e liderança com influência social são apontados como diferenciais decisivos. Habilidades como criatividade, autoconhecimento e alfabetização tecnológica também são fundamentais para acompanhar a rápida evolução do trabalho.

    Oportunidades globais

    Nos Estados Unidos, o Bureau of Labor Statistics prevê mais de 377.500 novas vagas anuais em TI até 2032, especialmente em áreas como ciência da computação e desenvolvimento de software. A fluência em inglês e a experiência internacional são atributos essenciais para quem deseja ocupar essas posições de destaque.

    Outro destaque é a ascensão dos nômades digitais, profissionais que atuam remotamente para empresas estrangeiras. Com o dólar valorizado, o Brasil tornou-se um polo de recrutamento para talentos na área de Tecnologia da Informação (TI), como Igor Lima, que hoje trabalha para uma empresa internacional diretamente de casa. “O mercado global busca diversas aptidões. Por isso, é fundamental que o candidato evidencie suas experiências nas principais plataformas que as empresas utilizam. Na área de TI, ter fluência em inglês, habilidades de conhecimento avançado em uma linguagem de programação e trabalho em equipe foram determinantes para os recrutadores internacionais considerarem o meu currículo”, conta Igor, que também é professor na Hayek Global College.

    Hayek Global College: formando líderes para o mercado global

    Nesse contexto de transformação, a Hayek Global College, faculdade internacional com sede em Brasília, apresenta uma solução inovadora para capacitar profissionais globais: o American College, programa de graduação com duplo diploma Brasil-EUA.

    Neste modelo 2+2, o aluno estudará no Brasil por dois anos e depois seguirá para estudar presencialmente em uma universidade parceira nos Estados Unidos, onde concluirá seu bacharelado em cursos como Administração, Finanças, Contabilidade, Economia, Marketing, Relações Internacionais, diversas áreas de Business e tecnologias.

    Os cursos são oferecidos em universidades parceiras, como a Kentucky State University (KSU), localizada em Frankfort, Kentucky; a Fort Hays State University (FHSU), na cidade de Hays, Kansas; a Cumberland University, uma das universidades mais tradicionais do Tennessee; e a Alfred State University, localizada nos arredores de Buffalo, Nova York, e uma das referências em tecnologia no país. Além do duplo diploma, a Hayek aposta em projetos de Collaborative Online International Learning (COIL), conectando estudantes com profissionais e professores de diversas culturas.

    Nossos estudantes desenvolvem um portfólio estratégico para construir sua carreira com foco global, podendo trabalhar em qualquer lugar do mundo, inclusive em áreas promissoras como TI, nos EUA, recebendo em dólar”, destaca Edson Agatti, diretor executivo da Hayek Global College.

    Processo seletivo aberto

    O processo seletivo para o programa American College já está aberto. Para se candidatar, é necessário ter concluído o ensino médio e possuir fluência em inglês. Interessados podem se inscrever pelo site:

    https://www.hayekcollege.com/american-college