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ATENÇÃO EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA

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Ainda está em tempo de decidir a forma de Contribuição Previdenciária Rural

Em janeiro de cada ano, o empregador rural pessoa física tem uma importante decisão a tomar. É momento de escolher a forma de tributação da Contribuição Previdenciária Rural, mais conhecida como “Funrural” – iniciativa que impactará diretamente na tributação aplicada durante todo o ano-calendário vigente, acerca do recolhimento sobre a comercialização rural.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que essa decisão influencia diretamente o cálculo do tributo. “Com isso, o contribuinte poderá optar em calcular e recolher as contribuições previdenciárias rurais tendo como base de cálculo a folha de pagamento de seu (s) empregado (s) ao invés do valor da comercialização da produção rural”.

O dirigente explica, ainda, que ao optar por essa forma de tributação, o produtor rural deverá apresentar uma declaração à empresa que adquirir sua produção rural sempre que realizar uma venda. “Assim, o ‘Funrural’ não será descontado sobre o valor da comercialização. Cabe destacar que a contribuição destinada ao Senar será recolhida normalmente”.

   A norma que estabelece esse tipo de opção é a Lei 13.606/2018 que introduziu o parágrafo 13º no artigo 25 da Lei 8.212/1991.

De acordo com o coordenador de arrecadação do Senar/SC, Emerson Cardozo Gava, na prática, o empregador rural pessoa física poderá optar por recolher a contribuição previdenciária sobre a folha de salários, desde que manifeste sua opção mediante o pagamento da contribuição relativa a janeiro de cada ano ou à primeira competência subsequente ao início da atividade rural.

A opção é irretratável para todo o ano-calendário. Caso opte pelo recolhimento sobre a folha de salários, a base de cálculo da contribuição ao Senar (Pessoa Física: 0,2%) permanece inalterada. A contribuição própria desse contribuinte deve ser recolhida por meio de Darf, com prestação da informação no eSocial.

Caso não faça a opção, a forma de recolhimento terá como base de cálculo o valor da comercialização da produção rural auferida no mês de competência e recolhida até o dia 20 do mês subsequente.

A contribuição destinada ao Senar não é alcançada por esta decisão. Por isso, permanece o cálculo efetuado sobre o valor da comercialização da produção rural, que corresponde a 0,2% no caso do produtor rural pessoa física.

Para auxiliar o produtor rural, o Sistema Faesc/Senar disponibiliza um link de acesso ao simulador: https://sistemafaesc.com.br/faesc/simulador. Com isso, é possível simular os valores a recolher com base na forma da tributação aplicada.

 

Acesse os canais de comunicação do Sistema Faesc/Senar:

FIEMG contesta decisão do Ibama de exigir anuência prévia para licenciamento ambiental

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Entidade considera a medida ilegal, por ferir a lei da Mata Atlântica, com graves prejuízos para o desenvolvimento do Estado

 

A Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) é contra recente decisão do presidente do Ibama que passou a exigir a anuência prévia do órgão para liberação de licenciamento ambiental para atividades minerárias onde seja necessária a supressão de vegetação no Bioma Mata Atlântica. Em razão dessa decisão, o Sindicato da Indústria Mineral de Minas Gerais (SINDIEXTRA-MG) entrou com mandado de segurança junto ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região para suspender a medida.

O argumento da FIEMG e do SINDIEXTRA-MG é de que essa medida poderá gerar prejuízos irreparáveis decorrentes da morosidade processual, e levar à inviabilidade do desenvolvimento das atividades minerárias. Segundo o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, a decisão é ilegal por ferir a Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428/2006) e a Lei Complementar nº 140/2011, além de contrariar pareceres da Advocacia-Geral da União (AGU).

“Além de violar leis federais e trazer insegurança jurídica e burocracia desnecessária, essa ação ameaça o setor mineral, essencial para o desenvolvimento econômico e ambiental do Brasil. A mineração já está sujeita a rigorosos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelos órgãos competentes”, ressalta Roscoe.

Um levantamento realizado pela FIEMG, aponta que, nos últimos dois anos, o Ibama recebeu 755 novos processos de licenciamento ambiental, dos quais apenas 159 foram concluídos, resultando em uma taxa de conclusão de 21%. Esses números refletem não apenas a incapacidade operacional do IBAMA em atender à demanda, mas também o risco de paralisar projetos fundamentais para o desenvolvimento econômico de Minas e do Brasil.

Além disso, Minas Gerais é o estado que historicamente lidera a produção mineral no Brasil, setor que tem adotado as melhores práticas de sustentabilidade e proteção ambiental. Estudos conduzidos pela FIEMG mostram que, nas propriedades das mineradoras, a cada 1 hectare ocupado pela atividade minerária, o setor preserva outros 8 hectares. O índice de preservação ambiental nessas áreas é de 53%, sendo 50% superior à média estadual de 35%.

Um outro exemplo é o Quadrilátero Ferrífero, maior polo de mineração do país, que possui 68,85% do território preservado, enquanto a atividade ocupa apenas 2,95% da área, de acordo com estudo elaborado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e publicado na revista internacional Journal for Nature Conservation. “Os números evidenciam o compromisso do setor com a conservação da biodiversidade e o uso racional dos recursos naturais”, afirma Roscoe.

A FIEMG ainda destaca que a mineração é um importante setor para a geração de empregos. Na extração de minério de ferro, por exemplo, cada emprego direto na mineração resulta na criação de 21,5 empregos na cadeia produtiva e na economia regional, o que reforça a importância do setor para o desenvolvimento sustentável.

Para Roscoe, a decisão do Ibama fere o equilíbrio entre crescimento econômico, conservação ambiental e segurança jurídica, valores que devem caminhar juntos para o desenvolvimento do país. “Agir em desconformidade com a legislação vigente e as competências legais dos estados é um ataque à confiança necessária para atrair investimentos e dar continuidade às atividades produtivas. Confiamos no Poder Judiciário para corrigir essa grave decisão”, diz.

A Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA) também se manifestou contrária à decisão do presidente do Ibama ao enviar uma carta ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, solicitando o cancelamento do Despacho Decisório. A carta, assinada pela presidente da ABEMA, Mauren Lazzaretti, e por representantes de 16 estados inseridos no Bioma Mata Atlântica alega conflito da decisão com a Lei da Mata Atlântica, incompatibilidade com posicionamentos pretéritos do Ibama e da AGU e indevida interferência na competência dos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente.

Para a Secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Melo, além de todos os problemas e conflitos relatados na carta da ABEMA, a anuência do Ibama não traz qualquer proteção adicional ao Bioma, mas tão somente uma etapa administrativa a mais no processo de licenciamento ambiental, sem qualquer ganho ambiental. “Entre os anos de 2023 e 2024, período em que o Ibama não estava analisando anuências no estado de Minas Gerais, houve uma queda expressiva no desmatamento no Bioma Atlântica em Minas Gerais, com redução de 25% em 2023, em relação a 2022, e 37% em 2024, em relação a 2023”, diz.

Marcel Van Hattem é lançado à presidência da Câmara

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O atual presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), que foi reeleito graças ao apoio de Bolsonaro em 2022, quer fazer de Hugo Mota seu sucessor, o que na prática seria trocar 6 por meia dúzia.

Após eleito, Lira se afastou do bolsonarismo, se rendeu aos encantos de Lula e  não instaurou a CPI do STF (mesmo com mais de 200 assinaturas), não abriu impeachment de Lula, mesmo com os nítidos crimes de responsabilidade  e ajudou aprovar o maior imposto do mundo para os brasileiros pagarem.

Nesta segunda-feira (27/01), surgiu uma esperança para o Brasil: o Partido Novo anunciou a candidatura do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS)  à presidência da Câmara dos Deputados. Segundo o Novo, a candidatura de Van Hattem se compromete com a anistia às vítimas do 8 de janeiro,  o impeachment de Lula e combate ao abuso de parlamentares. O partido também anunciou a candidatura de Eduardo Girão, senador pelo Ceará, para presidência do Senado.

“Não estamos confortáveis com o fato de termos apenas duas candidaturas lançadas, uma do Centrão e outra do PSOL. A oposição precisa ter uma opção, pois entendo que não podemos ficar nas mãos dos mesmos grupos que têm dominado a Câmara e o Senado há tantos anos. Não há clareza sobre quais propostas da oposição serão de fato implementadas por Hugo Motta se, de fato, for eleito. E quando alguém tem apoio do PT eu tenho automaticamente o pé atrás”, declarou Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato à presidência da Câmara.

A eleição para presidente da Câmara dos Deputados ocorrerá no sábado (1/2). Cobre seu deputado para votar certo. Basta de continuísmo da turma de Lira e Pacheco, que só prejudicaram o Brasil nos últimos anos.

 

 

Fonte: Donny Silva

Quando Neymar estreia no Santos? Veja data da apresentação do ídolo

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Após a confirmação de que Neymar rescindiu seu contrato com o Al-Hilal e está livre para retornar à Vila Belmiro, já surgem as dúvidas sobre quando Neymar será apresentado no Santos.

O clube praiano já trabalhava, há algumas semanas, na contratação do atacante, que foi revelado na Baixada Santista. Com a confirmação de sua volta, após um longo período de negociação, Neymar deve ser apresentado em duas frentes.

A seguir, veja quando Neymar será apresentado e qual é a previsão de sua estreia no Santos!

Como será a apresentação de Neymar no Santos?

O Santos organiza a apresentação de Neymar Jr. em duas frentes: um evento no Pacaembu, em São Paulo, e outro na Vila Belmiro, em Santos.

A festa de apresentação para a volta de Neymar ao Santos também deve acontecer no litoral paulista, com a presença do jogador no clássico contra o São Paulo, às 20h30 do sábado.

Neymar em campo com a camisa do Al-Hilal

Neymar já pode jogar pelo Santos?

Finalizados os acertos da contratação de Neymar, o atacante brasileiro já tem condições de jogar pelo Alvinegro Praiano.

Recuperado de duas lesões, o brasileiro já estava à disposição do treinador do Al-Hilal, Jorge Jesus, que optou por usá-lo apenas na Liga dos Campeões da Ásia e no Mundial de Clubes, deixando-o de fora da liga saudita.

Por que Neymar voltou ao Santos?

Pouco utilizado no Al-Hilal, Neymar foi seduzido pelo Santos para voltar ao futebol brasileiro.

Com uma boa relação com o pai de Neymar, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, mostrou um projeto esportivo ao jogador, além de um vídeo, feito com ajuda de inteligência artificial, com Pelé convocando o craque a retornar.

Outro fator que pesou foi a possibilidade de disputar a Copa do Mundo 2026 pela Seleção Brasileira. Jogando no Santos, ele tem mais chances de se desenvolver e ser convocado para o próximo Mundial.

Quando Neymar jogou pelo Santos?

Neymar defendeu o Santos de 2009 até 2013. Ele disputou 225 jogos pela equipe e marcou 136 gols pelo clube paulista, além de ter conquistado um título da Libertadores, um da Copa do Brasil e três do Campeonato Paulista.

Em 2013, Neymar se transferiu para o Barcelona. Ali, ao lado de Messi, foi campeão da Liga dos Campeões em 2015, além de duas vezes campeão espanhol.

Depois, Neymar passou por Paris Saint-Germain, da França, até chegar ao Al-Hilal, na Arábia Saudita.

Como o Santos vai pagar por Neymar?

Com uma dívida atual de R$ 605,7 milhões, o Santos contará com a ajuda de marketing, patrocínios e modelo variável de remuneração para trazer Neymar de volta.

Como dar seu palpite no Santos?

Com Neymar no Santos, o time paulista ganhará ainda mais força em seus confrontos, tornando-se uma boa indicação de palpite.

Sites como a Superbet, por exemplo, permitem que você dê seu palpite nos jogos do Santos, incluindo quantos gols Neymar vai fazer e muito mais!

Acompanhe nossos prognósticos e fique por dentro dos melhores palpites do Santos e dos melhores times do mundo!

Jogue com responsabilidade. Apostas são proibidas para menores de 18 anos!

 

 

Fonte: gazeta esportiva

Empreender no Brasil não é difícil

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*Bruno Mena Cadorin

 

Algo que aprendi ao longo dos 10 anos frequentando a Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade de Padova, na Itália, em minha graduação, mestrado e doutorado, é ser analítico e fundamentado em dados. Em função disso, me tornei muito cético em relação a dizeres comuns como: “empreender no Brasil é difícil”.

Segundo o Censo Superior 2023, mais de um milhão e trezentos mil alunos se formam em faculdades, anualmente, no Brasil, sem contar cursos técnicos, tecnólogos e afins. Contudo, a grande maioria não consegue se colocar no mercado, o que dirá se colocar com uma remuneração almejada. E não é porque são pessoas moles, como mais uma daquelas frases comuns sugere “a vida é dura para quem é mole”, afinal de contas, a vida é dura para todos. Isso acontece pelo fato de se inserirem na única via que conhecem, que é a via sistêmica e padrão de serem empregados e de pensarem que trabalham para os outros, e não para si.

A via do empreendedorismo desencoraja muitas pessoas além daquelas que buscam o sucesso profissional no estudo acadêmico. Nosso país possui várias características como baixos índices de leitura, de domínio de um segundo idioma, entre outros, que faz com que as pessoas, de fato, vejam aquilo que é diferente como sendo difícil, ou no mínimo, desafiador.

Muitos chegam a falar que não é preciso fazer faculdade e até desaconselham a realização de um curso superior. Eu usei a universidade, os professores, os laboratórios e as bolsas de estudo do CNPq, da CAPES e do Ciências sem Fronteiras para cumprir a tarefa de não apenas fazer o TCC, mas convertê-lo em uma empresa inovadora, com atuação em todos os estados do Brasil e com produtos em mais de 20 países: a WIER!

Ao longo de 13 anos empreendendo, aprendi e me desenvolvi em áreas totalmente diferentes daquilo que estudei: a química do plasma e do ozônio. Liderança de pessoas, desenvolvimento de produto, comercial, marketing, financeiro, aspectos jurídicos e exportação, por exemplo, são conteúdos que não aprendi na universidade e que tive que desenvolver, um pouco estudando como autodidata mas, na maior parte, errando e aprendendo “na raça” enquanto a empresa crescia.

Pode parecer distante para muitos, mas obter êxito não é tão desafiador ou difícil quando se tem conhecimento e ferramentas que, naturalmente, não se aprende na faculdade, como: a importância do modelo de negócios; formação de times e liderança de pessoas; canais de venda; marketing e marketing digital; growth; visão de margem, escala e recorrência; MVP, entre outros.

Com isso, posso dizer que empreender não é difícil porque o Brasil é difícil em si. Empreender no Brasil é difícil por falta de conhecimento. O empreendedor não precisa ser doutor em áreas como produto, comercial, marketing e financeiro, mas precisa possuir uma visão do todo. Para as várias funções da empresa, ele precisa saber montar um time de pessoas que, sob o direcionamento estratégico dele, trabalhe para alcançar os resultados.

De acordo com a pesquisa Monitor Global de Empreendedorismo 2023, realizada pelo Sebrae, são mais de 90 milhões de empreendedores no País. A maioria deles, infelizmente, não obtém o sucesso, porque domina apenas o que aprendeu na faculdade, ou porque sabe fazer apenas o produto/serviço que entrega, e não tem conhecimento do que precisa para prosperar em seu negócio. A arte de abrir e manter de pé uma confeitaria requer conhecimentos diferentes daqueles para se fazer um bolo.

Existem ferramentas, metodologias e boas práticas comuns para várias empresas de sucesso que podem ser selecionadas, usadas e/ou adaptadas, para fundamentar o crescimento, desenvolvimento e amadurecimento de uma empresa. Com certeza a capacidade de execução faz a diferença, mas tendo o conhecimento das ferramentas, o caminho é mais viável.

Pela experiência adquirida nesses 13 anos, acredito que as principais orientações sejam: resolva um problema do mercado; monte um time de pessoas com habilidades complementares; entenda o que as motiva a trabalhar, dê condições para performarem e não as atrapalhe; capacite-se; faça a gestão das pessoas e dos indicadores; invista em comunicação, marketing e canais de venda; procure olhar sempre no foco do seu cliente.

 

*Bruno Mena Cadorin é CEO na WIER, empresa com 13 anos de mercado, atuação em todos estados do Brasil, produtos em mais de 20 países, além de certificações ISO 9001 e INMETRO obtidas.

Empreendedorismo como oportunidade: Programa abre portas para mulheres investirem em seu negócio

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Curso de seis meses oferece incentivo financeiro, além de mentorias individuais desde a idealização de negócios até estratégias de comercialização

As mulheres já são maioria entre os brasileiros que pretendem empreender nos próximos anos. De acordo com o Monitor Global de Empreendedorismo 2023, entre as 47,7 milhões de pessoas com intenção de se tornarem empreendedoras até 2026, as mulheres representam 54,6%. Elas ultrapassaram os homens, que eram maioria na pesquisa realizada em 2022. O relatório técnico do Sebrae sobre o empreendedorismo feminino divulgado em 2024 mostra que mais de 10 milhões de mulheres estão hoje à frente do próprio negócio. E um projeto no interior do Paraná vem buscando acelerar esses números e reunindo histórias como a da nova empreendedora Fernanda Brasil, moradora de Toledo, no Oeste do estado.

“A Fer que entrou aqui não é a mesma que está saindo. Os últimos meses foram transformadores”, conta emocionada a jovem de 36 anos que foi uma das participantes da terceira edição do programa Empreende Mulher, realizado pelo Biopark Educação. “Hoje sou uma empreendedora e tenho consolidado meu posicionamento como impulsionadora de talentos de crianças e jovens”, destaca.

Formada em pedagogia e arquitetura, Fernanda sempre trabalhou em escolas de Toledo (PR), onde reside. No início de 2024, soube do programa Empreende Mulher e, movida pela curiosidade, decidiu se inscrever. “Nunca me achei uma empreendedora, mas aqui me descobri. Foi um caminho árduo, um processo difícil, com muito choro, mas também de muita transformação. Descobri traumas que, de certa forma, me paralisavam no ato de empreender, mas eles viram em mim uma empreendedora, e hoje saio daqui com meu negócio consolidado”, afirma.

Outra participante, a artesã e agora empreendedora, Dirce Galvão, começou a mudar a sua trajetória durante a pandemia. Na época, ela decidiu deixar o artesanato de lado e se dedicar à produção de bolachas e outras guloseimas afetivas. Moradora de Palotina, a 60 km de Toledo (PR), ela enfrentou  a estrada para participar do programa e impulsionar seu negócio. “Me sinto realizada na cozinha, mas sabia que podia melhorar minhas vendas e meu negócio. E ele se transformou aqui. Hoje, só faço alimentos sem glúten, porque percebi que era uma necessidade do mercado e tem dado muito certo. Não consigo mais aceitar encomendas para o Natal, e tenho certeza de que as coisas irão melhorar cada vez mais”, relata entusiasmada. “Consigo surpreender meu cliente com o sabor, textura e o afeto que estão presentes nos meus biscoitos”, conclui.

Incentivo para continuar

Promovido pelo Biopark Educação, localizado no Biopark — Parque Tecnológico do Oeste do Paraná, o curso Empreende Mulher é apenas o início de um projeto muito maior. Com duração de seis meses, o programa reúne 30 participantes, cada uma recebendo um incentivo mensal de R$ 400 durante o processo de formação. Ao final do curso, os três projetos com melhor desempenho são premiados com valores de: R$ 15 mil para o primeiro lugar, R$ 8 mil para o segundo e R$ 5 mil para a terceira colocada. Os projetos são avaliados ao longo das etapas e no pitchfinal.

“As interessadas passam por um processo seletivo composto por duas etapas. A primeira é a avaliação da empresa ou proposta de negócio, e a segunda é uma entrevista para análise do perfil empreendedor”, explica o coordenador do projeto, Hermes Inácio. “Uma coisa é certa: as mulheres e os projetos que começam aqui saem transformados. Iniciamos com a fase de ideação e seguimos até a introdução do produto no mercado. Durante esse processo, realizamos mentorias individualizadas”, ressalta Hermes.

História de Sucesso

A nutricionista Adriana Cunha é um dos cases de sucesso do Empreende Mulher e já está faturando com sua empresa. Participante da segunda edição do programa, Adriana ingressou com uma ideia e saiu com uma empresa estruturada, emitindo notas fiscais. “Morava em Mato Grosso do Sul e me mudei para Toledo cinco dias antes do início do curso. Cheguei sem conhecer ninguém, apenas com uma ideia na cabeça. Saí com uma empresa, a Greenbox, que é uma fazenda urbana. Agora, estou com minha empresa dentro do Biopark, trabalhando no desenvolvimento de produtos não perecíveis que possam ser comercializados em outras regiões do país”, explica Adriana.

Sobre o aprendizado obtido no Empreende Mulher, Adriana destaca que retornar à sala de aula, após anos de formação, foi desafiador, mas essencial para seu desenvolvimento profissional. “As mentorias individualizadas foram fundamentais durante todo o programa. É muito bom contar com alguém olhando, de forma específica, para sua empresa”, finaliza.

A próxima edição do Empreende Mulher está prevista para o segundo semestre de 2025, com inscrições abertas no Dia da Mulher.

Sobre o Biopark

O Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de duas mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 180 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

PUCRS oferece mais de 600 bolsas de graduação integrais pelo ProUni

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As inscrições acontecem até 28 de janeiro, de forma online

Terminam nesta terça-feira, dia 28, as inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni), do Governo Federal. A PUCRS irá disponibilizar 633 vagas para cursos da graduação presencial e online.

Para concorrer a uma bolsa de estudos do ProUni, o candidato precisa ter realizado, obrigatoriamente, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2023 e/ou 2024, sendo considerada, conforme o MEC, a edição do exame em que o estudante obteve melhor desempenho; ter obtido ao menos 450 pontos na média geral entre as provas e não ter zerado a redação; possuir uma renda de até um salário-mínimo e meio por pessoa do grupo familiar e comprovar condição socioeconômica compatível com as regras do programa e demais informações descritas no ato da inscrição.

As inscrições devem ser feitas no site do ProUni.

Após incidente com enfermeira em Goiás, Anadem cobra medidas protetivas para profissionais de saúde durante plantão

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Para a Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética, casos como esse servem de alerta para as autoridades

 

No último dia 18, uma enfermeira foi feita refém por um paciente em surto que estava internado há três dias, para tratamento renal, em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Morrinhos, sul de Goiás. O caso ganhou grande repercussão por dois fatores: o local onde ocorreu e a ação da polícia, que terminou com a morte do paciente.

Profissionais da área da saúde sofrem diferentes tipos de ameaças diariamente. Os médicos estão entre as principais vítimas. Um levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta o aumento da violência contra médicos no ambiente de trabalho. Segundo o estudo, em média, um médico sofre algum tipo de violência durante seu período laboral a cada três horas. Além disso, considera a quantidade de Boletins de Ocorrência (BOs) registrados entre 2013 e 2024 nas delegacias de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Desde 2013, foram registrados 38 mil BOs com relatos de médicos vítimas de ameaça, injúria, desacato, difamação e lesão corporal em hospitais, consultórios, clínicas, laboratórios, Unidades Básicas de Saúde (UBS), entre outros locais, segundo o CFM. Outro dado chama a atenção: em 47% dos casos, as vítimas são mulheres. Há, ainda, registros de mortes suspeitas desses profissionais dentro do local de trabalho.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal, o levantamento revela dados preocupantes, que refletem no atendimento prestado, e apresenta de forma realista o cenário a que os médicos estão submetidos, estando diariamente vulneráveis a diversos tipos de violência, inclusive correndo risco de morte durante o exercício da profissão.

“O caso que ocorreu com a enfermeira, infelizmente, não foi o primeiro e, se não houver mudanças urgentes, não será o último. É preciso criar medidas de proteção, com ações de prevenção, punição e repúdio, e políticas públicas que garantam a segurança e a integridade física desses profissionais, além de melhorar suas condições de trabalho. Quanto mais seguro e adequado for o ambiente laboral do médico, melhor será o atendimento oferecido, o que diminuirá o descontentamento dos pacientes”, analisa o especialista em Direito Médico.

Números

Em 2013, foram registrados pouco mais de 2,6 mil BOs, enquanto que em 2023, o número chegou a 3,9 mil, um aumento aproximado de 35%. Em números, significa que somente no ano retrasado foram feitos 11 BOs por dia no Brasil por conta de violência contra médicos em seus locais de trabalho. A média é de dois incidentes por hora. Além disso, 66% dos casos ocorreram em cidades do interior e foram cometidos, em sua maioria, por pacientes, familiares e desconhecidos, como aconteceu em Goiás.

Entre os estados mais violentos, São Paulo, que tem o maior número de registros médicos do País (26% do total), concentra metade desses casos de violência. Foram 18 mil das 38 mil ocorrências registradas, sendo que a média da idade dos profissionais que foram vítimas de algum tipo de violência é de 42 anos e cerca de 45% dos ataques foram contra médicas. Os locais com maior incidência são os hospitais (45%), seguido pelos postos de saúde (18%), clínicas (17%) e consultórios (9%).

Em segundo lugar, vem o Paraná, onde foram registrados cerca de 3,9 mil casos de ameaça, assédio, lesão corporal, desacato, entre outros, entre 2013 e 2024. A capital, Curitiba, reúne 12% dos registros. Em terceiro lugar, está Minas Gerais, com 3,6 mil BOs, sendo 22% em Belo Horizonte.

Medidas

Desde 2018, o CFM realiza ações em seu site e redes sociais, orientando os médicos sobre como agir em casos de ameaças ou agressões, incentivando-os a denunciar os abusos. No caso de ameaça, o profissional deve fazer um BO, informar, por escrito, às diretorias clínica e técnica do local onde trabalha sobre o fato e apresentar os dados dos envolvidos e das testemunhas.

No caso de envolver agressão física, o médico precisa ir à delegacia mais próxima e registrar o BO presencialmente, pois será necessário fazer o exame de corpo de delito, além de apresentar os dados dos envolvidos e das testemunhas e comunicar às diretorias para que outro profissional assuma suas funções.

Recentemente, a deputada federal Dra. Mayra Pinheiro (PL-CE) criou o Projeto de Lei n.o 4002/2024, que requer que todo tipo de violência física praticada contra médicos e profissionais de saúde seja considerado crime hediondo. Na legislação brasileira, esse termo jurídico é utilizado para designar crimes que, pela sua gravidade e natureza, causam grande repulsa social, como homicídio qualificado, latrocínio e tráfico de drogas.

Anadem

A Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem) foi criada em 1998. Enquanto entidade que luta pelos direitos de sua categoria, promove o debate sobre questões relacionadas ao exercício da medicina, além de realizar análises e propor soluções em todas as áreas de interesse dos clientes, especialmente no campo jurídico. Para saber mais, clique aqui.

Uso de algemas? Entenda como funciona o processo de deportação de estrangeiros no Brasil

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Processo depende do país de origem; política protecionista norte-americana levou o Brasil a receber mais de 100 imigrantes que estavam ilegalmente no país

Os 158 imigrantes deportados que desembarcaram no Brasil nesta sexta-feira (24) somam-se aos mais de 3.000 imigrantes ilegais enviados de volta ao país pelos Estados Unidos durante o governo Biden, no período entre 2023 e 2025. Alguns procedimentos, como o uso de algemas, foram tema de polêmica neste fim de semana, levando discussões sobre direitos humanos.

Mas, afinal, o que é previsto pelo Direito Internacional diante de deportações? De acordo com Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional e Direito Empresarial, a legalidade do uso de algemas em deportações é analisada sob o direito interno de cada país. “Ao adentrar em outro país, a pessoa deve estar ciente das eventuais consequências desta prática. Ao entrar ilegalmente, fere-se a lei deste país e submete-se ao direto penal local. Algemar imigrantes ilegais sendo deportados é a prática corrente nos EUA”, explica o advogado.

A polêmica, segundo ele, decorre de questões de proporcionalidade e dignidade. “Mesmo em casos criminais, a prática de algemar deve ser necessária e proporcional, conforme estipulado por normas como a Convenção contra a Tortura e os Princípios Básicos sobre o Uso da Força e de Armas de Fogo pelas Autoridades Aplicadoras da Lei”, acrescenta.

Já no Brasil, o cenário é diferente. “Aqui, o uso de algemas ou outras medidas restritivas durante deportações é permitido, mas limitado a situações que envolvam risco à segurança pública, ameaça de fuga ou resistência ativa do deportado”, afirma Canutto.

As regras sobre o uso de força, de acordo com o especialista, são regidas pelo Código de Processo Penal e pelas diretrizes de segurança pública, que exigem proporcionalidade e justificativa clara para qualquer medida coercitiva. “Na prática, o uso de algemas é raro em casos de deportação administrativa”, reforça.

Processo de deportação de estrangeiros no Brasil

O processo de deportação segue as diretrizes da Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017), que estabelece normas para entrada, permanência e saída de estrangeiros. A deportação ocorre quando um estrangeiro entra ou permanece de forma irregular no território brasileiro.

Antes da deportação, o indivíduo tem direito à notificação formal e um prazo para regularizar sua situação ou deixar o país voluntariamente. “Diferentemente dos Estados Unidos, onde o processo pode ser mais rigoroso e ‘judicializado’, o Brasil adota uma abordagem administrativa e menos punitiva, priorizando a mediação e regularização sempre que possível”, diz Canutto.

Porém, o advogado ressalta que Brasil e Estados Unidos enfrentam fluxos migratórios com características completamente distintas, refletindo suas realidades econômicas e geopolíticas. “Enquanto o Brasil é, em grande parte, um país de trânsito ou acolhimento regional, recebendo principalmente migrantes de países vizinhos da América Latina e refugiados em busca de melhores condições de vida, os Estados Unidos são o principal destino mundial para migração”.

Atraídos por sua economia robusta, oportunidades de trabalho e elevada qualidade de vida, milhões de pessoas de diversas partes do mundo tentam ingressar anualmente no território norte-americano, frequentemente enfrentando políticas migratórias rigorosas e um sistema altamente ‘judicializado’. “Essa diferença estrutural nos fluxos migratórios explica as distintas abordagens e desafios enfrentados por cada país em suas políticas migratórias”, completa o especialista.

Fonte:

Fernando Canutto – sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional e Direito Empresarial. Atua com assuntos migratórios para os EUA.

Retinoblastoma infantil: reflexo esbranquiçado nos olhos pode representar tumor raro

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Oftalmologista do CEUB afirma que câncer pode acometer crianças na primeira infância e reforça a importância do diagnóstico precoce

A saúde oftalmológica na infância merece atenção. Câncer ocular raro que atinge principalmente crianças entre 2 e 5 anos de idade, o retinoblastoma é um tumor maligno que se desenvolve na retina e pode ser identificado por meio da leucocoria, um reflexo branco no olho. Núbia Vanessa Lima, oftalmologista e professora de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), alerta que a doença aparece com sintomas sutis, sendo o diagnóstico correto essencial para garantir o tratamento adequado dessas condições.

A doença, que age de forma silenciosa, também é conhecida como “sinal do olho do gato” e seus sintomas variam na pupila, com possível estrabismo e movimentos involuntários. “É fundamental realizar um diagnóstico preciso para garantir o tratamento adequado”, afirma a oftalmologista, acrescentando que o tumor pode aparecer em outras condições, como cataratas congênitas e retinopatia da prematuridade, além de infecções, a exemplo da toxoplasmose congênita.

Este tipo de câncer pode ser classificado como esporádico ou hereditário, sendo que o primeiro ocorre devido a mutações em células específicas e afeta geralmente apenas um olho. Por sua vez, o retinoblastoma hereditário está associado a mutações genéticas transmitidas na família, podendo acometer ambos os olhos. “Esse tipo hereditário costuma se manifestar de forma mais precoce e com maior gravidade”, explica a professora de Medicina do CEUB.

O tratamento do retinoblastoma depende do estágio em que o tumor é detectado, incluindo a alaserterapia, crioterapia, quimioterapia e radioterapia, escolhidas com base no tamanho e comprometimento do câncer. “O objetivo principal é eliminar o câncer, preservar a visão e prevenir recorrências. Felizmente, a taxa de sucesso do tratamento é de 90% nos casos diagnosticados precocemente”.

Atenção para outras doenças

Outras condições oftalmológicas podem afetar crianças pequenas e exigem atenção médica especializada, como o glaucoma congênito, estrabismo e retinopatia da prematuridade. “O glaucoma congênito é diagnosticado pelo teste do olhinho ou em consultas oftalmológicas iniciais e geralmente necessita de tratamento cirúrgico. Enquanto o estrabismo pode ser corrigido com óculos, tampões ou cirurgia, quando necessário”, destaca a especialista.

Já a retinopatia da prematuridade pode comprometer a retina devido à oxigenoterapia utilizada em prematuros. A especialista do CEUB reforça que o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são fundamentais para garantir o sucesso do tratamento e a qualidade de vida das crianças com doenças oculares. “Observar e levar ao especialista para consultas preventivas sempre é o melhor caminho para garantir a saúde dos olhos das crianças”, finaliza.