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Gastança, a praga moderna que atrasa o Brasil

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No século XIX, o pesquisador francês August Saint-Hilaire (1779-1853) ficou espantado com a ação devastadora das formigas cortadeiras no Brasil, atingindo inclusive árvores frondosas. E aí foi cunhada uma frase que se tornou famosa: “Se o Brasil não acabar com a saúva, a saúva acaba com o Brasil”.

 

Já estamos no século XXI e nem o Brasil acabou com a saúva nem a saúva acabou com o país. A profecia não se cumpriu. No entanto, a frase permanece viva e muito utilizada, por vezes como analogia à praga da gastança dos governos das últimas décadas.

 

Os danos causados pela saúva são significativos e cientificamente comprovados. Muitos dos estudiosos chegaram a quantificar os danos causados por um único formigueiro, como, por exemplo, a redução em três toneladas por hectare no resultado do plantio de cana-de-açúcar. Pois os maus governantes em pouco mais de duas décadas já causaram maiores danos e prejuízos ao país e à maioria da população brasileira do que as saúvas em séculos.

 

Esses prejuízos podem ser facilmente enumerados porque as ações deletérias trazem as impressões digitais desses governantes reprovados em competência administrativa.

 

Um deles diz respeito ao gigantismo da máquina pública, inchada não para cumprir sua função de suprir os serviços essenciais à população, mas para acolher os amigos de quem esteve ou está no poder, de seus aliados – muito reprovados pela população nas urnas eleitorais -, e correligionários, apadrinhados com cargos em novos ministérios, secretarias, diretorias e conselhos das estatais, muitos deles recebendo salários superiores aos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), teto máximo fixado pela Constituição.

 

O Legislativo também tem sua parcela de responsabilidade. Basta citar as emendas parlamentares que somaram, em valores pagos, R$ 15,90 bilhões em 2021, R$ 17,02 bilhões em 2022, R$ 21,91 bilhões em 2023 e R$ 24,88 bilhões em 2024. Em apenas quatro anos, foram empenhados R$ 132,94 bilhões e, desses, R$ 79,71 bilhões pagos em apenas quatro anos. As chamadas Emendas Pix viraram sinônimo de repasse de recursos públicos sem transparência, driblando a fiscalização e facilitando gastos ineficientes, improbidades administrativas e corrupção.

 

Têm também a assinatura dos maus governantes os déficits causados por ações para abrigar aliados. O expressivo rombo das Previdências Sociais (RGPS + Servidores Públicos), com estimados R$ 940 a R$ 950 bilhões em 2024, o correspondente a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Some-se ainda o déficit primário do governo federal, da ordem de R$ 105 a R$ 115 bilhões, e o déficit nominal do governo federal, que soma de R$ 1,093 a R$ 1,120 trilhão, nada menos do que 9,4% a 9,5% do PIB.

 

A dívida pública chegou ao inacreditável patamar entre R$ 9,10 a R$ 9,20 trilhões, o correspondente a mais de três quartos do PIB (de 77,5% a 78,0%). As consequências disso são catastróficas. Basta analisar a situação com atenção à evolução da taxa Selic.

 

Em maio de 2024, a taxa Selic era de 10,50% ao ano. Em dezembro, fechou em 12,25% ao ano, ou seja, aumento de 1,75 ponto percentual em sete meses. Com isso, em 2025 os juros adicionais da dívida pública brasileira chegarão a R$ 161 bilhões por ano se a taxa Selic for mantida em 12,25%. O cenário mais provável, entretanto, é o de que a taxa média da Selic fique em 13,50%, o que significa que os juros adicionais em 2025 chegarão a R$ 230 bilhões por ano. Um cenário ainda pior que o de 2024, em que o país pagou em juros do setor público de R$ 950 bilhões a R$ 1 trilhão, o correspondente a 8,5% do PIB.

 

Os números oficiais mostram o tamanho da gastança do governo federal em 2024. Será de R$ 5,4 a R$ 5,5 trilhões, o equivalente a 45,8% do PIB, na primeira hipótese, ou a 46,5% do PIB, na segunda situação. É mais do que o dobro de toda a arrecadação tributária federal, que fechará 2024 somando R$ 2,2 trilhões.

 

A conta não fecha porque o governo federal arrecada apenas 18% do PIB e gasta mais de 45% do PIB, sendo 9% a 10% apenas com juros sobre dívidas e outros 20% com gastos primários.

 

O déficit também é grande nas empresas estatais. As estatais federais, que foram  lucrativas no recente 2022, fecham o ano de 2024 com déficit de R$ 3,70 bilhões, e as estaduais com valor ainda maior, R$ 3,9 bilhões. No total, são R$ 7,6 bilhões de rombo.

 

Como saúvas vivendo das árvores frondosas, os privilegiados na nação sugam as reservas nacionais. Alimentam-se de emendas parlamentares e penduricalhos que somam dezenas de bilhões de reais por ano em vencimentos acima do teto constitucional dos ministros do STF. Sem constrangimento, esposas de não um, mas sim 4 ministros de Estado foram nomeada para cargo vitalício no respectivos Tribunais de Contas Estaduais, todas com remuneração básica superior a R$ 38 mil, gastos esses acrescidos de penduricalhos, veículo oficial, motorista, plano de saúde generoso e outros benefícios. São bons exemplos de desperdício e maus exemplos de moralidade.

 

Enquanto isso, a nação vive com juros altos (taxa Selic de 12,25% a.a.), inflação prevista de 4,85% ao ano, uma das maiores cargas tributárias do mundo (de 32,5% a 33,4% do PIB) e com a maior tributação mundial sobre consumo (de 27,5% a 28,5%), o que sacrifica especialmente a população mais pobre porque impacta no preço da cesta básica e demais gêneros alimentícios e outros de primeira necessidade.

 

É muito dinheiro gasto para pouco resultado na qualidade de vida do cidadão brasileiro. Não é à toa que o Brasil está reprovado em todos os indicadores sociais – Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Índice de Retorno de Bem Estar Social (IRBES), coeficiente Gini (indicador socioeconômico que mensura a distribuição de renda), e Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), entre outros -, além de amargar índices alarmantes de violência urbana, de corrupção, de impunidade e de desigualdades regionais, sociais, raciais e educacionais. Além disso, a renda média per capita do brasileiro continua muito baixa, apenas R$ 1.848,00/mês referente ano de 2023, ou o equivalente a 1,42 salários-mínimos (base 2023) ou a US$ 364,00/mês, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento – MPO.

 

Com esse cenário, nenhum governante pode assegurar que o país vem melhorando se todos os indicadores sociais degradaram nas últimas décadas e se hoje, em pleno século XXI, tenhamos 33% da população nacional vivendo na pobreza, apesar de o Brasil ser a 8ª economia do mundo. Esse é o verdadeiro legado dos maus governantes, encoberto pelo silêncio de grande parte da sociedade civil e da mídia.

 

Ao contrário do que Brasília quer fazer crer, o dólar não chegou a R$ 6,20 por obra do acaso ou pela ação especulativa das instituições financeiras da Avenida Faria Lima (SP/SP), mas sim pelo descontrole das despesas primárias, pelos déficits, pela explosão do endividamento, e pela inflação crescente e acima do teto da meta, conjunto que pune todos os brasileiros, sobretudo os assalariados e aposentados que têm remuneração de apenas um salário-mínimo mensal.

 

Esse cenário pode mudar não apenas com medicas econômicas, mas com uma série de alterações legislativas como o fim da reeleição para cargos do Executivo, a imprescritibilidade de crimes praticados contra a administração pública, a volta da possibilidade de prisão após decisão colegiada em segunda instância, proibição de manifestação de ministros das cortes superiores fora dos autos, além da independência total da mídia, absolutas liberdade política, de expressão e econômica, e absoluta transparência nas ações do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

 

É o momento de reconhecimento dos erros, e não só de reconhecer, mas de pôr fim a eles e adotar novas e melhores práticas, além do fim dos ufanismos descabidos, sem resultado efetivo para a melhoria de vida dos cidadãos. Einstein já dizia que “insanidade é fazer a mesma coisa, repetidamente (gastar mais do que arrecada) e esperar resultados diferentes (atingir déficit ZERO)”. Não é mais possível adiar a prevalência da verdade e da transparência, verdadeiros faróis para iluminar o caminho que a nação deve seguir.

 

 

**Samuel Hanan é engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva”, “Caminhos para um país sem rumo” e “Brasil: Que país é este?”. Site: https://samuelhanan.com.br

Rio Grande do Sul adere à definição de antissemitismo da IHRA

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“Reafirmamos que não iremos nos silenciar diante da barbárie”, diz presidente da Federação Israelita

Em uma cerimônia marcante neste 27 de janeiro, data que simboliza os 80 anos da libertação de Auschwitz, o Governo do Rio Grande do Sul oficializou sua adesão à definição de antissemitismo da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto). O ato representa um compromisso claro e inegociável com a liberdade, a tolerância e a diversidade.

Durante o evento, a presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, Daniela Raad, destacou a relevância histórica e atual da iniciativa. “Depois de 80 anos, é nosso dever, enquanto cidadãos que acreditam na coexistência, na tolerância e no respeito ao próximo, manter viva a memória do Holocausto. Aqueles que não lembram estão fadados a repetir os erros do passado”, afirmou.

Raad relembrou os horrores do Holocausto, onde mais de 6 milhões de judeus foram assassinados, e traçou paralelos com os desafios atuais: “O racismo expresso através do ódio contra os judeus – o antissemitismo – revela a incapacidade de convivência com o diferente. O que começa com os judeus não termina apenas com eles. É um alerta para toda a humanidade.”

Ela ainda ressaltou que os tempos atuais exigem posicionamento e coragem. “No dia 7 de outubro de 2023, Israel foi palco do maior assassinato de judeus desde o Holocausto, e desde então, o crescimento do antissemitismo assustou o mundo. Vimos judeus sendo perseguidos em Amsterdã, barrados em universidades americanas, e até aqui, no Brasil, observamos agressões, relativizações e negacionismo.”

O Presidente da Confederação Israelita do Brasil (CONIB), Claudio Lottenberg, ressaltou que “o Rio Grande do Sul é um estado politizado, com uma participação ativa na vida política brasileira. Assim, essa adesão fortalece ainda mais uma causa que defendemos mundialmente: a aliança é uma luta contra o antissemitismo e é absolutamente essencial. Para nós, ver o estado se unindo a essa luta é um grande privilégio'”.

A adesão do Rio Grande do Sul à definição de antissemitismo da IHRA coloca o estado ao lado de outros 10 estados brasileiros e do Distrito Federal na luta contra o preconceito e o ódio. “Parabenizo o Governador Eduardo Leite por este ato de coragem. A história nos ensinou que a luta contra o antissemitismo não pode ser tida como garantida. É necessário, sim, se posicionar de forma clara e firme contra a intolerância”, enfatizou.

Segundo o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, “precisamos pensar na humanidade. A convocação que fazemos em favor da unidade não implica a eliminação das diferenças, mas sim o respeito a elas, a capacidade de convivência e o entendimento de que, mais do que tolerância, é necessário reconhecer o valor da diversidade”, destacou.

Finalizando, a presidente reforçou o compromisso da comunidade judaica em continuar promovendo valores de convivência e respeito. “Que a diversidade seja motivo de orgulho, e não de discórdia. Que sejamos agentes construtores de uma sociedade fundada em valores sólidos, para que possamos viver em paz – Shalom.”

A cerimônia evidenciou que o silêncio diante da barbárie não é mais uma opção. Com este marco, o Rio Grande do Sul dá um passo decisivo para reafirmar sua posição como um estado comprometido com os valores humanos universais.

 

Construções de Bambus Modernas: Tradicional, Sustentável e Forte

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A utilização do bambu na construção civil, que remonta a milênios em várias culturas ao redor do mundo, tem ganhado crescente atenção no cenário contemporâneo. A versatilidade dessa planta, conhecida por sua rapidez no crescimento e propriedades naturais impressionantes, torna-a uma escolha ideal para a criação de construções sustentáveis, modernas e com grande resistência. Nos dias atuais, as construções de bambu estão sendo repensadas não apenas como uma prática tradicional, mas como uma resposta inovadora às crescentes preocupações ambientais e às necessidades de habitação em um mundo cada vez mais urbanizado.

A Tradição do Bambu nas Construções

O bambu tem sido um material tradicional em muitas culturas, especialmente nas regiões tropicais da Ásia, América Latina e África. No Japão, China, Indonésia e nas Filipinas, por exemplo, o bambu foi utilizado desde tempos antigos para construir desde pontes até casas e templos. Sua leveza, flexibilidade e resistência ao fogo e à água são algumas das razões pelas quais foi amplamente adotado. Além disso, a rapidez de crescimento do bambu – podendo atingir até 1 metro por dia, dependendo da espécie – o torna uma alternativa eficaz e renovável frente aos recursos madeireiros tradicionais.

Essas construções tradicionais de bambu, que variam de simples cabanas a complexos sistemas de infraestrutura, são muitas vezes vistas como práticas rurais ou ancestrais. No entanto, a habilidade de trabalhar o bambu com eficácia e de adaptá-lo às exigências modernas é uma habilidade que foi refinada ao longo do tempo, com inovações ocorrendo até os dias de hoje.

Sustentabilidade nas Construções de Bambu

Nos últimos anos, o conceito de construção sustentável tem se tornado cada vez mais importante devido às crescentes preocupações com as mudanças climáticas e a necessidade de preservação ambiental. O bambu, por ser uma planta de rápido crescimento e de baixo impacto ambiental, surge como uma das alternativas mais promissoras para os profissionais da obras em andamento preocupados com a sustentabilidade.

Em comparação com a madeira convencional, o bambu cresce de forma muito mais rápida e pode ser colhido sem a necessidade de replantio. Isso significa que ele não exige o desmatamento de grandes áreas de floresta, ajudando na preservação de ecossistemas naturais. Além disso, o bambu tem uma densidade de carbono significativa, contribuindo para a captura de CO2 da atmosfera e para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

As construções feitas de bambu também exigem menos energia para a produção e o transporte, uma vez que o material é leve e pode ser cultivado localmente em diversas regiões. Com um ciclo de vida útil considerável, o bambu tem uma durabilidade notável quando tratado corretamente, e sua decomposição é muito menos prejudicial ao meio ambiente do que outros materiais de construção, como o concreto ou o aço.

Bambu: Um Material Forte e Moderno

Embora o bambu seja tradicionalmente visto como um material frágil e flexível, a modernização das técnicas de construção tem mostrado que ele pode ser extremamente forte e adequado para suportar grandes cargas. O bambu é, na verdade, uma das plantas mais fortes do mundo, com algumas espécies sendo mais resistentes do que o aço e o concreto, quando utilizadas corretamente.

O segredo está na estrutura interna do bambu, composta por fibras de celulose dispostas de maneira que tornam o material extremamente forte e flexível ao mesmo tempo. Quando tratado e preparado adequadamente, o bambu pode ser utilizado para a construção de arranha-céus, pontes e outros grandes projetos. Arquitetos e engenheiros têm investido em novas técnicas de construção que permitem utilizar o bambu de maneira mais eficiente, como a combinação com outros materiais modernos, como o concreto e o aço, para potencializar suas qualidades.

Além disso, o bambu pode ser facilmente moldado e trabalhado para atender a necessidades estéticas e funcionais. Ele pode ser laminado, cortado, curvado e até mesmo combinado com materiais inovadores, como compósitos de bambu, criando novas possibilidades para designs modernos e funcionais.

Conclusão

As construções de bambu modernas oferecem uma solução inovadora, sustentável e robusta para os desafios enfrentados pela construção civil nos tempos atuais. A combinação de práticas tradicionais com inovações tecnológicas permite que o bambu se destaque como uma alternativa sólida e eficaz para construções de baixo impacto ambiental, ao mesmo tempo que oferece uma estética única e uma grande resistência estrutural. Com o crescimento da conscientização sobre a necessidade de soluções sustentáveis, o bambu tem o potencial de se tornar um dos materiais mais importantes da arquitetura do futuro.

Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) reduz risco de fraudes de identidade, aponta Levantamento da Serasa Experian

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  • Datatech analisou mais de 2,8 milhões de transações em outubro de 2024 e apenas 0,2% delas apresentaram algum tipo de indício de fraude;
  • O documento apresentou risco de golpe de apenas 0,08%, contra 3,8% do RG e da CNH

São Paulo – A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) tem demonstrado eficácia na redução do risco de fraudes de identidade. Um levantamento realizado pela Serasa Experian, primeira maior datatech do Brasil, analisou, em outubro de 2024, mais de 2,8 milhões de transações financeiras que utilizaram a CIN e constatou que apenas 0,2% delas apresentaram indícios de fraude, representando apenas 0,08% de risco de fraude com o documento, um número significativamente mais baixo do que outros documentos de identificação, como o RG e a CNH, que apresentam uma taxa de fraude de aproximadamente 3,8%.

O estudo também trouxe à tona que, dentre os riscos associados ao uso da CIN, 38,68% estão relacionados a adulterações no documento. Outras fraudes identificadas incluem 8,9% de casos de sobreposição de foto e 8,44% de uso de documentos de terceiros, possivelmente originados de furtos ou roubos de identidade.

A CIN, que é uma versão mais moderna e padronizada do RG, utiliza novos elementos de segurança, como o QR Code, e passou a ser vinculada ao CPF do cidadão, garantindo que o número de identificação seja o mesmo em qualquer estado do Brasil, o que reduz as possibilidades de emissão de documentos falsificados.

De acordo com o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha, este vínculo dificulta a fraude. “Antes, a pessoa podia emitir um RG por estado, agora, como número do CPF passa a ser utilizado para a emissão da CIN, isso acaba, o que significa que o cidadão continuará com o mesmo número de identificação em qualquer estado, evitando, assim, o risco de documentos falsos”, explica.

Em relação aos 38,68% de adulterações no documento, o estudo revelou que as fraudes se manifestam de duas formas principais: a adulteração de documentos válidos, com a sobreposição de fotos (seja manualmente ou com o uso de Inteligência Artificial), e a criação de documentos falsificados, que contêm dados verídicos de vítimas, como nome, CPF, data de nascimento e filiação, mas com a foto do fraudador.

Caio Rocha explica que, em casos de adulteração, os fraudadores assumem a identidade da vítima. “Com a adulteração do documento, acontece o que chamamos de ‘furto’ ou ‘roubo de identidade’, situação em que o golpista consegue utilizar a tecnologia para “assumir” a identidade da vítima, se passando por ela, para, por exemplo, obter crédito em seu nome. Esse tipo de crime pode acarretar a negativação indevida e problemas legais para a vítima sem que ela tenha consciência do uso de seus dados. Os fraudadores são bem criativos e acompanham as inovações tecnológicas. Não se trata de novos tipos de fraudes, eles apenas as adaptam e evoluem com variação de uso de dado e novas tecnologias”, completa.

De acordo com o executivo, é fundamental que novas soluções de segurança, mais robustas, como a biometria e um banco nacional de dados biométricos, aliados a um número único de identificação, como o CPF, podem garantir ainda mais proteção para as pessoas.

“A tecnologia dificulta os golpes, mas os fraudadores também a utilizam para se tornarem ainda mais criativos e escaláveis. Continuaremos monitorando e investindo em tecnologia, dados e Inteligência para tornarmos o mercado mais seguro”, finaliza.

 

Al Gore e CEO Global da JBS defendem agricultura regenerativa para combate à pobreza e mudança do clima

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Painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, aponta a necessidade de uma abordagem simultânea entre questões climáticas, desenvolvimento e classe média

 

Davos (Suíça) – A agricultura tem o potencial de capturar de 10% a 20% das emissões globais de CO2. “Se quisermos enfrentar as mudanças climáticas, precisamos investir na agricultura”, defendeu Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, durante a sessão ‘Um novo trilema: clima, desenvolvimento e a classe média’, no Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial, realizada nesta quinta-feira, 23, em Davos.

Na mesma sessão, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore disse concordar com Tomazoni sobre a necessidade de investir na agricultura. Gore afirmou que novos avanços na medição e teste do sequestro de carbono através da agricultura regenerativa permitem usar muitas abordagens para enfrentar as mudanças climáticas.

Se compensássemos os agricultores com base nisso, isso os ajudaria a superar o período de transição de dois a três anos [necessário para um novo modelo de produção]. Os agricultores querem isso porque os eventos climáticos extremos estão tornando suas fazendas mais vulneráveis à erosão hídrica e eólica”, afirmou.

Tomazoni mencionou os dados do Ifad (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola), da ONU, que apontam que somente 4% do investimento em mudanças climáticas vai para os sistemas alimentares, sendo que os pequenos agricultores recebem apenas 1%. Nesse cenário, 67% das pessoas em situação de pobreza vivem em regiões rurais. “Se apoiarmos a agricultura, podemos tirar milhões de pessoas da pobreza e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento econômico e avançar no enfrentamento do desafio climático”, afirmou.

Na JBS, 60% dos fornecedores são pequenos agricultores. Nessa situação, Tomazoni relatou o foco da Companhia em atuar pelo apoio financeiro e tecnológico para a agricultura regenerativa. “Os pequenos produtores precisam de apoio, não apenas financeiro, mas também assistência técnica sobre como fazer isso. Precisamos fazer isso, porque eles são uma grande força para a transformação”, disse.

A sessão foi mediada pela âncora da Bloomberg em Cingapura Haslinda Amin e contou ainda com a participação de Dani Rodrik, professor na Harvard Kennedy School, e Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia.

Sobre a JBS

A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Com uma plataforma diversificada por tipos de produtos (aves, suínos, bovinos e ovinos, além de plant-based), a Companhia conta com mais de 270 mil colaboradores, em unidades de produção e escritórios em países como Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros. No Brasil, a JBS é uma das maiores empregadoras do país, com 158 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 190 países. A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, higiene pessoal e limpeza, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular. A JBS conduz suas operações priorizando a alta qualidade e a segurança dos alimentos e adota as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal em toda sua cadeia de valor, com o propósito de alimentar pessoas ao redor do mundo de maneira cada vez mais sustentável.

Coutinho Serviços Imobiliários vem a público esclarecer as recentes informações veiculadas sobre a administração e concessão de direitos na MultiFeira do Setor de Indústrias de Brasília – SIA

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NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Coutinho Serviços Imobiliários vem a público esclarecer as recentes informações equivocadas que têm circulado a respeito de sua atuação na administração da MultiFeira, situada no Setor de Indústrias -SIA, em Brasília-DF.

Primeiramente, é fundamental destacar que a decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) que suspendeu a anuência concedida pela Centrais de Abastecimento do Distrito Federal – CEASA ao contrato de cessão de direitos firmado entre a Engecopa Construtora Incorporadora S/A e a Coutinho Serviços Imobiliários, não invalida o contrato em si, pois se trata de uma decisão cautelar, precária, que ainda será objeto de discussão após a prestação de informações por parte da  Coutinho Serviços Imobiliários, cujas razões foram apresentadas ontem, 23/01.

Tal contrato foi firmado de forma regular e transparente em setembro de 2020, quando a Coutinho, assumiu a administração da MultiFeira da Engecopa, enquanto sua concessão permanecia válida, respaldada por acordo judicial que contou com anuência dos órgãos de controle e está rigorosamente em conformidade com a legislação e entendimento do STF vigente.

O TCDF está atualmente analisando o mérito sobre a possibilidade de renovação da concessão da Engecopa por mais 18 anos, conforme previsto no contrato original. Ressalta-se que tal julgamento, a exemplo do que ocorre com a questão da validade da anuência, também está em andamento. A Coutinho Serviços Imobiliários tem cooperado plenamente com o fornecimento de todas as informações requisitadas e confia que o Tribunal de Contas, ao final do processo, reconhecerá a legalidade de sua atuação.

No que diz respeito às acusações de aluguéis abusivos e ausência de emissão de recibos, a Coutinho refuta as alegações que surgiram, estranhamente, no meio da discussão administrativa, a empresa já determinou uma apuração independente para verificar os fatos e, caso sejam identificadas quaisquer falhas, compromete-se a adotar imediatamente as medidas corretivas necessárias.

Desde que assumiu a administração da MultiFeira, a Coutinho tem atuado com ética, responsabilidade e foco em melhorias contínuas para o espaço, beneficiando tanto os feirantes quanto os consumidores. Investimentos significativos foram realizados para transformar a feira em um ambiente funcional, seguro e acolhedor, sempre em estrita observância às normas legais aplicáveis.

Por fim, a Coutinho Serviços Imobiliários lamenta profundamente a disseminação de informações imprecisas, distorcidas e ilusórias que têm gerado dúvidas na comunidade. A empresa reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a melhoria constante da MultiFeira como um espaço de referência para a cidade de Brasília.

Dr. Max Telesca

OAB/DF 14.848 – Advogado – Coutinho Serviços Imobiliários

Trump anuncia forte retaliação sobre a Colômbia após o presidente Gustavo Petro se recusar a receber voos com imigrantes ilegais

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Os comunistas da América Latina ainda não entenderam que Donald Trump não está para brincadeira. O ex-guerrilheiro comunista Gustavo Petro, que é amigo do Lula e está fazendo um governo desastroso na Colômbia, resolveu impedir o pouso de dois voos vindos dos EUA com deportados.

Em resposta, Trump acabou de anunciar que está impondo uma tarifa de 25% contra todos os produtos colombianos, que será aumentada para 50% daqui uma semana. E mais:

• Proibição de viagens e revogações imediatas de vistos para funcionários do governo colombiano e todos os aliados e apoiadores.

• Sanções de visto para todos os membros do partido, familiares e apoiadores do governo colombiano.

• Inspeções aprimoradas de alfândega e proteção de fronteiras de todos os cidadãos colombianos e cargas por motivos de segurança nacional.

• Sanções financeiras, bancárias e do Tesouro do IEEPA serão totalmente impostas.

 

Inflação dos alimentos

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Por JOSÉ ZEFERINO PEDROZO

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

O Brasil é um país que vive em regime de segurança alimentar, com a oferta abundante de alimentos de qualidade e, via de regra, acessíveis a toda a população. Isso se deve a uma agricultura moderna, tecnificada, sustentável e competitiva, representada por centenas de cadeias produtivas que formam o imenso universo do agronegócio.

Entretanto, por se tratar de uma atividade exposta a uma série de variáveis incontroláveis – como o clima – a agricultura sofre influxos que afetam produtividade, produção, sanidade e resultado econômico.

Nesse momento, os alimentos essenciais registram encarecimento com renitente taxa de inflação, vergastando o bolso dos brasileiros. Não existem culpados nessa realidade, existem fatores imperiosos.

Em 2024, o excesso de chuvas no sul e a seca no centro-oeste impactaram generalizadamente as principais culturas, com a perda de aproximadamente 30 milhões de toneladas nas lavouras de milho, soja e feijão, entre outras. As intempéries não foram exclusividade do Brasil, mas atingiram todos os continentes.

Em consequência, a demanda mundial por proteínas aumentou em um momento em que, no Brasil e no Mundo, reduzia-se a oferta de grãos e carnes. O resultado não poderia ser outro: o preço dos alimentos aumentou no mercado doméstico e no mercado internacional.

Os custos de produção tiveram relativa redução em alguns insumos, como fertilizantes e defensivos, mas foram neutralizados pelos elevados custos com energia elétrica, serviços, logística – enfim, todos os componentes do chamado “custo Brasil”.

Neste cenário, com alimentos mais caros no Brasil e no Mundo, não faz sentido o Governo Federal cogitar de intervenção no mercado. Experiências anteriores já demonstraram quão equivocada e funesta é essa decisão, que além de desorganizar o mercado, ainda gera insegurança, afugenta os agentes econômicos do setor (produtores e empresários rurais) e acaba por desarticular a produção, agravando ainda mais a escassez.

O que o Governo pode fazer é aumentar a oferta de crédito rural, liberando os recursos na data adequada para permitir o preparo das lavouras. Apesar dos anúncios oficiais, produtores rurais de todas as regiões reclamam da burocracia e da demora na liberação, muitas vezes causando perda do prazo das “janelas” de plantio, o que prejudica produção e produtividade na hora da colheita.

Por outro lado, a importação de alimentos não se configura uma opção viável porque, em face da desvalorização do real frente a outras moedas, os produtos eventualmente importados chegariam ao consumidor com preços mais elevados que o produto nacional.

A notícia boa é que, neste ano, o Brasil terá uma safra recorde de 330 milhões de toneladas, o que vai permitir reequilibrar a dinâmica da oferta e da procura, no atacado e no varejo, chegando ao consumidor brasileiro alimentos com preços normalizados, aceitáveis e acessíveis.

Não temos que reinventar a roda, temos que apoiar quem produz, aperfeiçoar as políticas de incentivo ao setor primário da economia – agricultura, pecuária, pesca, extrativismo etc. – para que o Brasil continue na liderança da produção de alimentos para o mundo.

38% das pessoas afastadas pelo INSS são por problemas relacionados a saúde mental

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Farmacêutica investe em programa de orientação, suporte e apoio para evitar e minimizar impactos provocados por estresse, depressão e burnout

Os transtornos mentais são responsáveis por 38% de todas as licenças concedidas pelo INSS no país, segundo uma pesquisa do Panorama da Saúde Mental das Organizações Brasileiras de 2023. Estresse contínuo, pressão por resultados e a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional estão entre as causas mais comuns desses afastamentos, criando um cenário preocupante para trabalhadores e empresas.

No ambiente corporativo, a responsabilidade das empresas vai além da gestão da produtividade. A promoção de um ambiente de trabalho saudável e o suporte à saúde mental são essenciais para garantir o bem-estar dos funcionários e, consequentemente, o sucesso organizacional. Cada vez mais as organizações buscam alternativas para abordar o tema com seus colaboradores.

A farmacêutica Prati-Donaduzzi, com 5.200 colaboradores, tem ampliado suas práticas e políticas para não apenas promover um ambiente de trabalho acolhedor, mas também oferecer ferramentas que melhorem a qualidade de vida dos profissionais. Há três anos, foi criado o projeto Talk Time, que aborda questões relacionadas à orientação, suporte, apoio e escuta ativa dos colaboradores.

“Nós trabalhamos isso com os gestores, para que possam estar atentos ao seu time e reconhecer sinais de estresse, depressão, ansiedade e burnout. Também reforçamos a existência de uma rede de apoio disponível para ajudar nesses casos”, explica a supervisora de responsabilidade social da Prati-Donaduzzi, Maria Rita Pozzebon. “Indicamos locais onde os colaboradores podem buscar ajuda, explicamos os mecanismos disponíveis e oferecemos subsídios para que percebam a importância de ter um hobby ou canais para aliviar o estresse e a ansiedade, tão presentes no dia a dia”, complementa.

Orientação, suporte e apoio

A indústria também promove palestras, conversas e workshops com seus colaboradores para desmistificar e esclarecer dúvidas sobre saúde mental. Além disso, realiza mentorias com equipes de gestão, com o objetivo de criar grupos operativos que ofereçam maior suporte relacionado à saúde mental.

“Também contamos com atendimento individualizado, no qual escutamos os colaboradores diretamente no setor de responsabilidade social. Se eles ou seus familiares enfrentarem questões que envolvem saúde mental, oferecemos suporte e orientação para buscar ajuda em organizações de apoio, inclusive no plano de saúde disponibilizado pela farmacêutica”, enfatiza Maria Rita.

Sobre a Prati-Donaduzzi

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica 100% nacional, é especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos. Com sede em Toledo, Oeste do Paraná, produz aproximadamente 13 bilhões de doses terapêuticas por ano e gera mais de 5 mil empregos. A indústria possui um dos maiores portfólios de medicamentos genéricos do Brasil e desde 2019 vem atuando na área de Prescrição Médica, sendo a primeira farmacêutica a produzir e comercializar o Canabidiol no Brasil.

Projeto de incentivo à leitura chega aos postos do Na Hora

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A iniciativa, que é fruto de uma parceria da Secretaria de Justiça e Cidadania, ofertará livros de variados temas aos usuários

Os cidadãos do Distrito Federal (DF) que utilizam os serviços do Na Hora vão ter acesso a livros enquanto esperam o atendimento. O Projeto Estante Livre, uma parceria da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), vai disponibilizar uma minibiblioteca nas unidades de atendimento. O Acordo de Cooperação Técnica foi publicado nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

A ideia do projeto é estimular a leitura ao facilitar o acesso à cultura e obras literárias por meio de empréstimos e doações de livros. A primeira estante será colocada no Na Hora da Rodoviária do Plano Piloto. As próximas unidades a receberem o projeto serão definidas pela Sejus, enquanto a disponibilidade da estante, a identidade visual do programa, bem como a promoção e reposição do acervo cabe ao tribunal. A população também pode deixar livros nas estantes como doação.

 

Após a seleção dos livros, o TJDFT deverá comunicar à Sejus as obras escolhidas e disponibilizá-las para o público. A secretaria ficará encarregada de fornecer e gerenciar os recursos humanos necessários para a guarda, fiscalização e conservação dos bens do tribunal, além de informar ao órgão judiciário sobre qualquer ocorrência de dano aos materiais disponibilizados.

 

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destaca que “a iniciativa oferece aos usuários do Na Hora a oportunidade de aproveitar o tempo de espera de maneira produtiva, com a oferta de livros e conteúdos dos mais variados temas, promovendo cultura e cidadania”.

 

A parceria também prevê que os órgãos devem acompanhar as ações que estão sendo desenvolvidas e propor eventuais aperfeiçoamentos ao projeto. O prazo de vigência do Estante Livre é de cinco anos, prorrogáveis a critério das partes por igual período.