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Reforma tributária pode elevar imposto sobre consumo e setor de serviços será o mais afetado

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Especialistas alertam que a proposta de simplificação pode pesar no bolso da população e aumentar desigualdade

O avanço da reforma tributária no Congresso reacendeu debates sobre seus impactos na economia e no dia a dia dos brasileiros. Enquanto o texto promete simplificar um dos sistemas mais complexos do mundo, especialistas apontam que a carga tributária sobre o consumo pode aumentar, afetando principalmente a população de baixa renda. A pressa na regulamentação, em um cenário de transição que se estenderá até 2033, gera receios entre empresas e consumidores.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) revela que o Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias sobre o consumo, representando cerca de 50% da arrecadação total do país. A pesquisa mostra que a tributação sobre bens e serviços no Brasil é mais regressiva, atingindo com mais força os consumidores de menor poder aquisitivo.

Para Renata Bilhim, advogada tributarista e ex-conselheira do CARF, a proposta atual traz pontos positivos, mas carrega distorções que merecem atenção. “A simplificação é importante, mas o aumento da carga sobre o consumo é um risco real. Isso penaliza quem ganha menos, pois, independentemente da renda, todos pagam a mesma alíquota sobre produtos e serviços”, afirma.

Setor de serviços deve sentir o maior impacto

Um dos setores que mais deve sofrer com a reforma é o de serviços, que inclui desde profissionais liberais, como médicos e advogados, até pequenas empresas de tecnologia. Atualmente, a alíquota média paga pelo setor varia em torno de 8,65%, considerando PIS, Cofins e ISS. Com a nova proposta, o valor pode subir para 28%, afetando diretamente o preço dos serviços oferecidos.

Segundo Renata Bilhim, os efeitos dessa mudança no setor de serviços será inevitável. “O aumento substancial de carga tributária será repassado ao consumidor final. Em atividades com margens já apertadas, como em microempresas, haverá redução de lucro e, em alguns casos, inviabilidade de operação”, explica.

Para a advogada, é essencial considerar a realidade do setor, que responde por mais de 70% do PIB brasileiro e emprega milhões de pessoas. “Tributar de forma desproporcional pode gerar desemprego e aumentar a informalidade, especialmente em atividades menores”, acrescenta.

Regressividade e impacto nos consumidores

O principal problema apontado por especialistas é a regressividade da tributação, ou seja, a cobrança que não considera a capacidade de pagamento. Produtos básicos, como alimentos e medicamentos, têm alíquotas embutidas no preço final, afetando diretamente famílias de baixa renda.

Além disso, o efeito prático da reforma só será percebido de forma gradativa. A transição completa está prevista para durar quase uma década, com mudanças iniciais a partir de 2026. Ainda assim, Renata Bilhim alerta que os primeiros sinais poderão ser sentidos já em 2025. “As empresas, prevendo aumentos, podem antecipar repasses nos preços de produtos e serviços, tornando a situação ainda mais difícil para os consumidores”, avalia.

Possíveis soluções e caminhos alternativos

Uma das alternativas apontadas por especialistas para diminuir as consequências negativas da reforma é a criação de mecanismos de compensação, como o cashback para famílias de baixa renda. A medida devolve parte dos tributos pagos em produtos essenciais, garantindo maior equilíbrio no sistema.

Outra possibilidade seria uma revisão das alíquotas setoriais, levando em conta a realidade de cada segmento da economia. Para Renata, o diálogo entre governo e sociedade é fundamental. “Não basta simplificar; é preciso encontrar um equilíbrio. As alíquotas devem ser justas e considerar o impacto social e econômico de cada setor”, pontua.

A advogada ainda destaca a importância da transparência no sistema tributário. “É preciso educar a população sobre quanto se paga em impostos e como isso afeta o custo de vida. Muitas vezes, as pessoas não sabem que mais da metade do preço de um produto é imposto”, conclui.

Diante de um cenário tão complexo, a reforma tributária traz esperança de simplificação, mas também exige cuidado na implementação. Sem medidas que garantam justiça fiscal, o risco de onerar ainda mais os consumidores mais pobres pode se tornar uma realidade.

 

Sobre Renata Bilhim 

Renata da Silveira Bilhim é advogada tributarista há mais de 25 anos atuando nas áreas contenciosa e consultiva. Atuando como empresária, é sócia da Bilhim Educação e Consultoria Tributária, sócia da Bilhim Treinamentos, empresária e investidora no ramo da construção civil. Além disso, é ex-conselheira do CARF, palestrante internacional, Doutora em Finanças Públicas, Tributação e Desenvolvimento pela UERJ e professora convidada nos cursos de MBA da FGV, EMERJ, PUC e IBMEC.

É autora de inúmeros artigos e capítulos de livros, em destaque para os de sua integral autoria, como “Pragmatismo e Justificação da Decisão Judicial” e “Planejamento Tributário no CARF Pós-Zelotes”.

Para mais informações, visite o Instagram ou LinkedIn.

Relatório: conheça as 50 músicas mais tocadas no Brasil em 2024 somando as principais plataformas digitais

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Levantamento exclusivo realizado pela Pro-Música contempla as músicas tocadas nas plataformas de streaming Spotify, Youtube, Deezer, Apple Music, Amazon Music e Napster

 

96% das músicas mais tocadas no país em 2024 são nacionais

 

Felipe & Rodrigo tiveram a músicas mais tocada no Brasil em 2024 – foto: Virgin Music – Universal Music Brasil

 

A Pro-Música, entidade que representa as principais gravadoras e produtoras fonográficas do Brasil, apresenta um ranking exclusivo com as 50 músicas mais acessadas nas plataformas de streaming no Brasil em todo o ano de 2024.

 

A faixa Gosta De Rua (Ao Vivo), da dupla Felipe & Rodrigo, lidera o ranking, enquanto Me Leva Pra Casa / Escrito Nas Estrelas / Saudade de Mim (Ao Vivo), de Lauana Prado, e Barulho Do Foguete (Ao Vivo), de Zé Neto & Cristiano, completam o pódio no segundo e terceiro lugar, respectivamente.

 

Reforçando o domínio da música brasileira, 96% das faixas mais tocadas no país são de artistas nacionais, com apenas duas músicas estrangeiras no Top 50: Beautiful Things, de Benson Boone, e Die With A Smile, colaboração de Lady Gaga e Bruno Mars.

 

Sertanejo tem 7 entre as 10 músicas mais tocadas no país

 

No Top 10, a força do sertanejo é evidente, ocupando sete das dez posições. Entre as 10 mais tocadas, a lista traz também duas músicas do segmento de música urbana (funk e trap) e uma do pagode, confirmando a diversidade e a riqueza de gêneros musicais que marcam o cenário nacional.
Estreante entre as 50 músicas mais tocadas no Brasil, a dupla Felipe & Rodrigo leva o sertanejo ao topo do ranking pelo sétimo ano consecutivo. Desde 2018, o gênero domina a liderança do chart, com sucessos que marcaram cada ano: Propaganda (Ao Vivo) de Jorge & Mateus (2018), Lençol Dobrado de João Gustavo & Murilo (2019), Liberdade Provisória (Ao Vivo) de Henrique & Juliano (2020), Batom de Cereja (Ao Vivo) de Israel & Rodolffo (2021), Mal Feito (Ao Vivo) de Hugo & Guilherme e Marília Mendonça (2022), e Leão de Marília Mendonça (2023).

 

O levantamento da Pro-Música, compilado pela BMAT, é o único a combinar e ponderar dados de todas as principais plataformas de streaming no Brasil – Spotify, YouTube, Deezer, Apple Music, Amazon Music e Napster. Esse método proporciona a visão mais precisa e abrangente sobre os artistas e músicas mais ouvidos no país, sendo a referência mais precisa para o mercado fonográfico e toda a indústria musical.

 

O forte comprometimento das gravadoras no suporte de seus talentos também aparece no resultado dos certificados emitidos pela Pro-Música em 2024. No total foram emitidos aos produtores fonográficos 4.552 certificados de vendas, sendo 1.817 de ouro, 1.928 de platina e 807 de diamante.

 

Confira o ranking completo das 50 músicas mais tocadas no Brasil em 2024:

  1. Gosta De Rua (Ao Vivo) – Felipe & Rodrigo
  2. Me Leva Pra Casa / Escrito Nas Estrelas / Saudade (Ao Vivo) – Lauana Prado
  3. Barulho Do Foguete (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano
  4. The Box Medley Funk 2 – The Box, Mc Brinquedo, Mc Cebezinho, Mc Tuto & Mc Laranjinha
  5. Haverá Sinais (Ao Vivo) – Jorge & Mateus, Lauana Prado
  6. Dois Tristes (Ao Vivo) – Simone Mendes
  7. Let’s Go 4 (Feat. Mc Davi, Mc Don Juan, Mc Kadu, Mc GH Do 7, Mc GP & TrapLaudo) – Mc IG, Mc PH, Mc Ryan SP & Mc Luki
  8. Anestesiado (Ao Vivo) – Murilo Huff
  9. Lapada Dela (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais & Matheus Fernandes
  10. Vazou Na Braquiara (Ao Vivo) – Hugo & Guilherme
  11. Quem Não Quer Sou Eu – Seu Jorge, Mc Leozin, Mc G15 & Dj Topo
  12. Quero Te Encontrar – Dj Lg Prod, Dj Jz & Mc Mininin
  13. Canudinho (Ao Vivo) – Gusttavo Lima & Ana Castela
  14. Coração Partido (Corazón Partío) (Ao Vivo) – Grupo Menos É Mais
  15. Quase Algo (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
  16. Pocpoc – Pedro Sampaio
  17. Daqui Pra Sempre – Manu & Simone Mendes
  18. Bênçãos Que Não Têm Fim (Counting My Blessings) – Isadora Pompeo
  19. Triplex (Ao Vivo) – Matheus Fernandes, Matheus & Kauan
  20. Morena De Goiânia (Ao Vivo) – Hugo & Guilherme, Maiara & Maraisa
  21. Erro Gostoso (Ao Vivo) – Simone Mendes
  22. Dia De Fluxo – AgroPlay, Ana Castela & Ludmilla
  23. Digitando – Gustavo Moura & Rafael
  24. Barbie – Mc Tuto & Dj Glenner
  25. Tenho Que Me Decidir – Mc PH, Borges, Wiu, Pedro Lotto & Wey
  26. Forró E Desmantelo – Dj Sv & Doug Hits
  27. Fronteira (Ao Vivo) – Ana Castela & Gustavo Mioto
  28. Deja Vu – Luan Santana & Ana Castela
  29. Aquariano Nato – Mc Saci, Complexo Dos Hits, Dj Sammer & Mc Pretchako
  30. Manda Um Oi (Ao Vivo) – Guilherme & Benuto & Simone Mendes
  31. Baby Eu Tava Na Rua Da Água (Feat. Tropa Da W&S) – TR & Mc Menor Rv
  32. Foi Intenso (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano & Ana Castela
  33. Melhor Vibe (Feat. Caio Luccas, Dallass & Rocco) – Mc Ryan SP, Filipe Ret & Chefin
  34. Dois Fugitivos (Ao Vivo) – Simone Mendes
  35. Leão – Marília Mendonça
  36. Não Recomendo (Ao Vivo) – Matheus & Kauan
  37. Nosso Primeiro Beijo (Ao Vivo) – Gloria Groove
  38. Deu Moral (Ao Vivo) – Zé Neto & Cristiano
  39. Apaguei Pra Todos (Ao Vivo) – Ferrugem & Sorriso Maroto
  40. Diz Aí Qual É O Plano? (Feat. Mc Gh Do 7, Mc GP, Mc Nego Micha, Mc Ph, Mc Luki, Mc Poze Do Rodo, Murillo E LT No Beat & TrapLaudo) – Mc IG, Mc Ryan SP & Oruam
  41. Lua (Feat. Alok) – Ana Castela & Hungria Hip Hop
  42. Torre Eiffel (Ao Vivo) – Manu, Guilherme & Benuto
  43. Nosso Quadro – AgroPlay & Ana Castela
  44. A Danada Me Ligando – Mc Cebezinho, Mc Kako, Mc Tuto & Dj Oreia
  45. Sagrado Profano – Luísa Sonza & KayBlack
  46. Beautiful Things – Benson Boone
  47. Última Saudade (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
  48. Eu Sou Teu Pai (Ao Vivo) – Valesca Mayssa
  49. Aquela Pessoa (Ao Vivo) – Henrique & Juliano
  50. Die With A Smile – Lady Gaga & Bruno Mars

 

 

 

 

Sobre a Pro-Música:
A Associação Brasileira dos Produtores de Discos – ABPD, criada em abril de 1958, passou a se denominar Pró-Música Brasil Produtores Fonográfico Associados em 2016 e continuou reunindo as maiores empresas de produção musical fonográfica em operação no País.

Desde sua criação, a entidade se dedica a representar os interesses comuns aos produtores fonográficos em geral, promovendo o mercado legítimo de música gravada em meios físicos ou digitais. Além disso, a Pró-Música Brasil é a única entidade no Brasil que regularmente coleta dados e estatísticas de seus principais associados, para manutenção de banco de dados e divulgação à imprensa e ao público, de estatísticas sobre o mercado fonográfico brasileiro das últimas décadas.

 

Para mais informações acesse o site oficial da Pro-Música.

PL 68/2024: o prazo para o veto ou sanção presidencial é até 16 de janeiro

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Projeto de Lei que unifica cinco tributos (ICMS, PIS, COFINS, ISS e IPI) e institui o “IVA Dual” (Imposto sobre Valor Agregado – IBS e CBS) e o IS – Imposto Seletivo deve ter o parecer da Presidência da República nesta semana

 

São Paulo – Entre os assuntos mais comentados no ano de 2024 está a reforma tributária. A próxima etapa em relação a esse assunto é o prazo para o veto ou sanção presidencial do Projeto de Lei Complementar 68/2024, que se encerra nesta quinta-feira, dia 16. O PLP tem como principal objetivo a simplificação dos impostos sobre consumo de bens e serviços, por meio da unificação de cinco tributos ICMS, PIS, COFINS, ISS e IPI e instituição do “IVA Dual” (Imposto sobre Valor Agregado – IBS e CBS) e do IS – Imposto Seletivo.

 

De acordo com Valquíria Fiuza, sócia-líder de Consultoria Tributária na Forvis Mazars, após a sansão presidencial, 2025 será um ano decisivo para a regulamentação de todos os dispositivos por meio de leis ordinárias e demais normativos, especialmente diante do desafio do curto espaço de tempo necessário para percorrer o trâmite legislativo. “Além disso, a sociedade precisará se preparar para a entrada em vigor do período de transição para o novo sistema a partir de janeiro de 2026, o que requer uma adaptação significativa para que possam compreender e atender às novas exigências e obrigações fiscais”, afirma a executiva.

 

Abaixo, Valquíria Fiuza, sócia-líder de Consultoria Tributária na Forvis Mazars, esclarece quais são os principais aspectos do PL 68/2024:

 

Instituição do IVA Dual e do IS IVA Dual:

  • IBS – Imposto sobre Bens e Serviços, competência dos estados, municípios e DF, substitui o ICMS, ISS e IPI;
  • CBS – Contribuição Social sobre Bens e Serviços, de competência da União, substitui o PIS e a COFINS;
  • IS – Imposto Seletivo (caráter estritamente regulatório), de competência da União, irá incidir sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente

 

Alíquota de Referência (alíquota padrão / “trava”)

As alíquotas de referência serão estabelecidas pelo Senado Federal (com revisão anual das alíquotas da CBS e do IBS durante o processo de transição), com base em propostas do governo e do Comitê Gestor do IBS. Após essa fixação, a alíquota será aplicada automaticamente à União, estados e municípios. No entanto, estados e municípios terão a liberdade de definir uma alíquota maior ou menor, por meio de lei específica. Caso não criada por lei, deverá adotar a alíquota padrão.

 

Alíquota Uniforme

Deve ser a mesma para todas as operações de bens e serviços, a menos que haja regimes diferenciados.

 

Base de Cálculo – “cálculo por fora”

Os tributos serão cobrados sobre o valor da operação, ou seja, não mais irão compor a própria base e nem a base um do outro.

 

Mudança do local da arrecadação para o destino

A tributação irá incidir no local de destino em vez da origem, ou seja, no local do consumo, onde a renda é efetivamente gerada.

 

Não cumulatividade plena

Os tributos pagos ao longo da cadeia geram créditos, por isso são totalmente recuperáveis, de forma que, na prática, a tributação recai apenas sobre o consumo final da mercadoria ou serviço.

 

Cash-back

Mecanismo de devolução do IBS e da CBS para a população de baixa renda, inscrita no Cadastro Único do governo federal (pode chegar a 100% da CBS e 20% do IBS). As regras de devolução valerão a partir de janeiro de 2027 para a CBS e a partir de 2029 para o IBS.

 

IS – Imposto Seletivo “Imposto do Pecado”

Tributo de caráter regulatório criado com o objetivo de reduzir o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como carros a combustão. Exemplos: cigarros, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, veículos, dentre outros.

 

Regimes diferenciados

Foram instituídos regimes diferenciados de tributação, com diretrizes uniformes para todo o território nacional, com a previsão de aplicação de alíquotas reduzidas ou a possibilidade de concessão de créditos presumidos, nas alíquotas de referência do IBS e da CBS.

  • 30% – 18 categorias profissionais liberais;
  • 60% – Medicamentos (exceto 383 medicamentos listados, cuja alíquota será reduzida a zero), dispositivos médicos, dispositivos de acessibilidade, produtos in natura, insumos agropecuários e aquícolas, produções nacionais artísticas, culturais, de eventos jornalísticas e audiovisuais, atividades desportivas, entre outros.

 

Regimes específicos

O PLP 68 prevê 11 diferentes regimes específicos de tributação para diversos setores da economia, tais como: combustíveis e lubrificantes; serviços financeiros; operações com bens imóveis; planos de assistência à saúde; concursos de prognósticos, como loterias; cooperativas; serviços de hotelaria; parques de diversão e parques temáticos; bares; agências de viagens e turismo; restaurantes; e aviação regional.

 

Cesta-Básica Nacional de Alimentos

Ficam reduzidas a zero as alíquotas do IBS e da CBS incidentes sobre as vendas de produtos destinados à alimentação humana, relacionados no Anexo I do Projeto de Lei (15 itens). Além de itens da alimentação básica, em que foram contempladas as carnes e queijos.

 

Split-payment

Recolhimento na liquidação financeira da operação, envolvendo: sujeito passivo (contribuinte da operação); prestadores de serviços de pagamento participantes dos arranjos de pagamento (deverão segregar e recolher o IBS e a CBS, no momento da liquidação financeira da transação de pagamento.

 

IPI – Zona Franca de Manaus

A Reforma Tributária preservou as condições vantajosas para a Zona Franca de Manaus. O IPI será mantido para 5% dos produtos atualmente abrangidos e será extinto juntamente com a Zona Franca. No texto mais recente aprovado, uma alteração significativa foi a inclusão de incentivos fiscais para o refino de petróleo na Zona Franca de Manaus, tendo como objetivo exclusivo abastecer a cidade.

Sobre Valquíria Fiuza: É sócia-líder de Consultoria Tributária na Forvis Mazars, formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. A executiva tem mais de 20 anos de experiência em serviços financeiros na área tributária, destacando-se sua passagem pelo Banco Santander, além de empresas “Big4” e bancos Internacionais de grande porte, com liderança em projetos de assessoria tributária, revisão fiscal, Due Diligences, experiência em análise e gestão tributária, reestruturações societárias, atendimento à fiscalização, processos de aumento de capital e pagamento de JCP e dividendos e controles Sox 404.

 

Sobre a Forvis Mazars

A Forvis Mazars é uma rede global líder em serviços profissionais. A rede opera sob uma única marca em todo o mundo, com apenas dois membros: Forvis Mazars LLP nos Estados Unidos e Forvis Mazars Group SC, uma parceria internacional, integrada, que opera em mais de 100 países e territórios. Ambas as empresas-membro compartilham o compromisso de oferecer uma experiência inigualável ao cliente, fornecendo serviços de Auditoria & Asseguração, Consultoria Tributária e Consultoria Empresarial em todo o mundo.

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Escrita e leitura: o papel da família e da escola frente aos desafios da era digital

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Por Márcia Neves*

O desenvolvimento da escrita começa antes mesmo de a criança entrar na escola, com os pais atuando como os primeiros incentivadores. Já a escola tem o papel essencial de oferecer a orientação formal, adaptando o aprendizado às necessidades de cada aluno. Ambas as partes, família e instituição, compartilham a responsabilidade de promover o hábito da escrita desde cedo, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento da linguagem, a ampliação do vocabulário e a compreensão das regras da língua.

Além disso, a prática da escrita organiza o pensamento, fortalece o raciocínio lógico e estimula a imaginação. Incentivar essa habilidade desde a infância contribui para o crescimento integral da criança, ajudando-a a se comunicar, interpretar e criar de forma mais eficaz.

É fundamental destacar a importância da atuação das escolas nesse contexto, que deve ser coerente e positiva para impactar de forma significativa o desenvolvimento da escrita e incentivar sua continuidade. Essa prática, assim como a leitura, precisa ser mais do que um ato de descoberta, deve se tornar uma experiência prazerosa. Essa abordagem pode se configurar como uma estratégia eficaz diante dos desafios enfrentados nesse campo. Um levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional revela que, entre os alunos brasileiros de 15 e 16 anos, 66,3% relataram que o livro mais extenso que já leram não ultrapassou 10 páginas.

Leituras compartilhadas, jogos de cartas, adivinhações, diários e bilhetes são formas de incentivar a escrita em casa, enquanto a comunicação familiar cotidiana fortalece as habilidades comunicativas da criança. No entanto, em famílias com baixa escolaridade, a escola desempenha um papel crucial ao assumir a responsabilidade de complementar esse estímulo e apoiar o desenvolvimento da escrita e da linguagem.

Em alguns momentos, tanto na família, quanto na escola, as crianças manifestam suas emoções por meio da escrita, seja fazendo um bilhetinho, ou cartinha para as pessoas que admiram – amigos, professores, pais e até o famoso Papai Noel, que faz parte de suas invenções e mexe com os desejos da criança. Momentos como esses são oportunidades valiosas para incentivar a escrita e a leitura, carregando em cada palavra sentimentos como interesse, amor e autenticidade.

É necessário reconhecer a escrita, majoritariamente, como a maior de todas as tecnologias, sendo necessária para a relação com qualquer outra. Mas, vale reconhecer também as inúmeras dificuldades que a sociedade vem enfrentando para manter as crianças engajadas com a leitura e a escrita, diante dos impactos significativos no desenvolvimento cognitivo que as tecnologias têm oferecido, devido ao uso excessivo de telas, como: dificuldade em manter o foco; distanciamento de atividades psicomotoras; menos contato familiar e social; dependência digital, etc.

Para lidar com essa exposição às telas, precisa partir de casa, primordialmente, uma vez que é nela que as crianças passam a maior parte do seu dia, a regulação de tempo para uso de dispositivos eletrônicos, incluindo a TV, o incentivo a atividades “naturais” – fora das telas – modelar comportamentos saudáveis na família, orientar o uso da internet para fins “utilitários”, com conteúdos educativos que favoreçam o aprendizado e desenvolvimento cognitivo e intelectual.

São estratégias que podem colaborar com a escola, e juntos – família e instituição educativa – ajudar as crianças a encontrarem equilíbrio saudável entre tecnologia e realidade e, obviamente, inseri-los em um processo natural de leitura e escrita, como necessidade de desenvolvimento para a vida.

Dicas para incentivar a leitura e a escrita:

– Incentive a escrita criativa: proponha atividades como bilhetes, diários e cartinhas para tornar a escrita divertida e significativa.

– Reduza o tempo de telas: estabeleça limites e priorize atividades como jogos, leituras e brincadeiras.

– Modele bons hábitos: mostre que ler e escrever são prazerosos, escolhendo conteúdos interessantes e participando junto com a criança.

– Trabalhe em parceria com a escola: alinhe práticas com os professores para fortalecer o aprendizado e equilibrar tecnologia e atividades educativas.

*Professora do Colégio Progresso Bilíngue de Santos há mais de 10 anos com formação em Letras pela Universidade Católica de Santos, pós-graduada em Alfabetização e Letramento e autora dos livros “Grades de liberdade”, “Poesia o lugar encantado das crianças” e “Haicais Bucólicos”

Átila Lira celebra aprovação de lei que limita o uso de celulares nas escolas

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O deputado federal Átila Lira (PP-PI), coordenador de Acesso e Permanência da Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação (FPeduQ), comemorou a sanção da  Lei nº 15.100/2025, realizada nesta segunda-feira (13), em Brasília, que limita o uso de celulares nas escolas brasileiras. A iniciativa, aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, visa resgatar o foco dos estudantes e melhorar a qualidade do ensino em todo o país.

“A educação precisa ser vista como prioridade. Com essa medida, queremos garantir um ambiente mais propício ao desenvolvimento educacional, livre de distrações que comprometem o aprendizado,” destacou o coordenador da FPeduQ.

A nova legislação foi criada com o objetivo de combater o impacto negativo do uso excessivo de celulares em sala de aula, que prejudica a concentração e desvia a atenção dos alunos das atividades pedagógicas. Com a sanção pelo Governo Federal, a lei estabelece que o uso de dispositivos móveis será restrito, exceto para fins educativos ou em situações de emergência, proporcionando um ambiente escolar mais focado e produtivo.

Átila Lira enfatizou a importância da parceria entre escolas, professores e famílias para a implementação efetiva da medida. Ele também ressaltou que a limitação do uso de celulares é apenas um dos passos necessários para promover uma educação de qualidade. “É essencial que a tecnologia seja utilizada de forma consciente, sempre como uma ferramenta de apoio ao ensino, e não como um fator de distração,” afirmou.

Sobre a FPeduQ

A Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ) tem como objetivo discutir no Congresso Nacional melhorias nos programas de acesso à educação, como Fies e Prouni, além da qualidade do ensino, inovação e tecnologia na educação, reforma tributária e outras pautas importantes.

O setor particular de ensino é responsável pela educação de mais de 15 milhões de brasileiros, dos quais 90% são das classes C, D e E. Além disso, é responsável por 77% dos alunos no ensino superior e 20% no ensino básico.

Presidida pelo deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE), a Frente tem como vice-presidente na Câmara a deputada Socorro Neri (PP-AC). No Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS) é o vice.

O INCRA e a Aquisição de Imóveis por Estrangeiros no Brasil: Impactos e Desafios  

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O tema da aquisição de imóveis rurais por estrangeiros no Brasil continua a ser uma questão delicada, permeando tanto o Judiciário quanto os bastidores políticos de Brasília. A Lei nº 5.709/71, juntamente com o Decreto nº 74.965/74, regula a aquisição de imóveis rurais por estrangeiros e impõe restrições, como o tamanho das áreas adquiridas e a necessidade de aprovação pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e, em alguns casos, pelo Congresso Nacional.
Atualmente, o tema é debatido em diversas frentes judiciais. Entre os processos em destaque, estão:

  1. Ação Civil Originária – ACO nº 2.463, também em trâmite perante o Supremo Tribunal Federal, sob Relatoria do Ministro André Mendonça;

 

  1. As diversas frentes do litígio arbitral e judicial envolvendo a transferência do controle da Eldorado Celulose S.A. para a CA Investiments, holding da Paper Excellence;

 

  1. A ação popular movida pelo ex-Prefeito de Chapecó, Sr. Luciano José Buligon, em trâmite perante a Justiça Federal de Chapecó, na qual se busca impedir a transferência do controle da Eldorado para a CA Investiments, holding da Paper Excellence;

 

  1. A ação civil pública nº 5000518-10.2023.4.03.6003, ajuizada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Mato Grosso do Sul – FETAGRI, em trâmite perante a Justiça Estadual de Três Lagoas/MS, na qual também se busca impedir a transferência do controle da Eldorado para a CA Investiment, holding da Paper Excellence;

 

  1. A ação civil pública nº 1015442-58.2022.8.26.0344, movida pela Associação dos Plantadores de Cana do Médio Tietê – ASCANA contra empresas do Grupo Bracell e as empresas Turvinho Participações Ltda. e Estrela SSC Holdings S.A., em trâmite perante a Justiça Estadual de Marília; e, mais recentemente,

 

  1. Cinco ações populares movidas pelo Sr. Rodrigo Monteferrante Ricupero, envolvendo o Grupo Bracell, a Raízen, a BP Bunge, a Brasilagro e a SLC Agrícola (Processos nºs 5019149-65.2024.4.03.6100, 5019381-77.2024.4.03.6100, 5019387-84.2024.4.03.6100, 5020145-63.2024.4.03.6100 e 2035278-28.2024.4.04.7100, em trâmite perante a Justiça Federal de São Paulo e de Porto Alegre);

Essas ações discutem, entre outros pontos, as restrições impostas pela Lei nº 5.709/71, em especial a regra que equipara a pessoa jurídica brasileira controlada por estrangeiros à condição de estrangeiro para fins de aquisição de terras.
A pretensão deste artigo não é adentrar ao exame dessa espinhosa discussão e suas particularidades. Mas apenas e tão somente chamar a atenção para um aspecto prático que, no calor da discussão, está sendo ignorado em toda essa discussão judicial, política e econômica, e que talvez — arrisca-se dizer — devesse ser o principal ponto de atenção: INCRA.
Como se sabe, a aquisição e o arrendamento de imóveis rurais por estrangeiros e pessoas jurídicas equiparadas à estrangeiros no Brasil possuem restrições previstas na Lei nº 5.709/71 e no Decreto nº 74.965/74, tais como o tamanho da área a ser adquirida ou arrendada, dentre outros.
Os projetos de compra ou arrendamento, quando envolvem estrangeiros ou empresas brasileiras equiparadas a estrangeiros, estão sujeitos à aprovação do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e, em algumas hipóteses, do Congresso Nacional.
Recentemente, no âmbito da ação popular nº 5019387-84.2024.4.03.6100, o autor popular juntou uma tabela divulgada pelo INCRA referente aos pedidos de aprovação de aquisição e arrendamento de terras por pessoas jurídicas brasileiras equiparadas à estrangeira.
A referida tabela divulgada pelo INCRA, que abrange apenas pedidos de aprovação submetidos entre 2014 e 2023, é interessante porque destaca a quantidade de processos em andamento, o momento em que foram abertos e o tempo de tramitação naquele órgão.
A tabela destaca a seguinte situação:

  • De 2014 a 2023, foram registrados apenas 38 pedidos de aquisição de terras por estrangeiros, número insignificante frente às inúmeras operações de investimento estrangeiro envolvendo imóveis rurais
  • Apenas 4 desses pedidos foram encaminhados ao Congresso Nacional para aprovação, nenhum deles solucionado até o momento;
  • A maioria dos pedidos (34 de 38) foi protocolada há mais de 5 anos, e permanece sem conclusão.

Do exame da referida tabela, extrai-se algumas conclusões e preocupações:

  1. Lentidão no processo de aprovação: A análise dos dados revela que o INCRA demora vários anos para analisar e aprovar os pedidos de compra de terras por estrangeiros. O fato de haver processos de 2014 e 2015 ainda pendentes evidencia uma demora significativa no procedimento.
  2. Impacto no fluxo de investimentos: A morosidade do INCRA em aprovar esses pedidos pode impactar negativamente o fluxo de investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em setores agrícolas, energéticos e industriais. A aquisição de terras por estrangeiros é um componente essencial para diversos empreendimentos, e atrasos podem desincentivar novos investidores.
  3. Insegurança jurídica: A demora nas aprovações cria um ambiente de incerteza jurídica para os investidores estrangeiros, o que pode afetar diretamente a confiança no mercado brasileiro. Isso pode resultar em perda de oportunidades para o desenvolvimento de atividades econômicas lícitas que dependem da compra e exploração de terras, como agricultura, pecuária, energia renovável e mineração.
  4. Consequências econômicas: A falta de agilidade nas análises pode impactar diretamente a geração de empregos, o aumento da produção e a expansão da infraestrutura rural, uma vez que diversos setores dependem dessas aprovações para colocar seus projetos em prática.

O cenário apresentado pela tabela do INCRA deixa claro que o órgão tem enfrentado dificuldades em lidar com a demanda por aprovações de compras de terras por estrangeiros, criando um gargalo significativo no desenvolvimento de atividades econômicas no Brasil. A modernização dos processos e a redução da burocracia no INCRA são medidas urgentes para fomentar um ambiente de negócios mais propício e atrativo para investidores estrangeiros.
A agilidade na análise dos pedidos não só aumentaria o fluxo de investimentos no setor rural como também proporcionaria maior segurança jurídica, incentivando o desenvolvimento econômico em diversas regiões do Brasil. A criação de mecanismos mais eficientes para a aprovação de tais projetos, aliada a uma maior transparência nas decisões, pode ser a chave para destravar o potencial de investimentos no país.
Dado o momento econômico e as oportunidades que o setor rural oferece, é crucial que o INCRA adote medidas para acelerar a tramitação dos processos e assim garantir que o Brasil continue atraindo investimentos internacionais essenciais para o seu desenvolvimento.

 

 

Receita Federal amplia monitoramento do pix: impactos e polêmicas para o agronegócio

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“Monitoramento do Pix cria mais entraves do que soluções, prejudicando os pequenos produtores e inibindo o crescimento do setor”, diz especialista

 

Desde 1º de janeiro, transferências acima de R$ 5 mil realizadas por pessoas físicas e R$ 15 mil por pessoas jurídicas passaram a ser obrigatoriamente reportadas à Receita Federal, conforme determinação da Instrução Normativa RFB nº 2.219/24. A medida, que tem como objetivo reforçar o controle sobre as movimentações financeiras, já desperta preocupação no setor do agronegócio, especialmente entre pequenos e médios produtores rurais.

 

Para Ranieri Genari, advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/Ribeirão Preto e consultor tributário na Evoinc, os impactos da norma no agro são relevantes e polêmicos. Embora não implique diretamente em novos tributos, a regra gera desafios operacionais e reforça o caráter fiscalizatório, o que pode desestimular investidores e aumentar a burocracia no setor.

 

Entrave para os pequenos – Do ponto de vista de mais custos em relação às obrigações acessórias ou mesmo à apuração de impostos, em um primeiro momento, podemos dizer que o agronegócio não será diretamente afetado. “Contudo, pequenos produtores, como famílias produtoras de laticínios que administram pequenas vendas em suas propriedades, podem enfrentar grandes empecilhos. Esses produtores, muitas vezes sem estrutura administrativa adequada, podem sofrer com as exigências de documentação detalhada e comprovação de receitas”, alerta Genari. Ele também critica o uso de produtos financeiros como Pix e cartões de crédito, inicialmente pensados para facilitar transações, como ferramentas de fiscalização da Receita.

 

Menor dificuldade para os grandes – Embora a obrigatoriedade de reportar transferências seja das instituições financeiras, os impactos sobre os contribuintes são notórios. Segundo Genari, “quando os recebimentos forem informados semestralmente ao Fisco, pequenos produtores que não apresentarem essas receitas em documentos como o Livro Caixa da Atividade Rural poderão ser notificados e precisarão justificar detalhadamente suas operações. Já os grandes produtores, que já contam com suporte técnico e administrativo, tendem a sentir menos os efeitos da norma”.

 

Para o advogado, a norma não promove transparência, mas reforça um ambiente de insegurança. “A Receita parte do pressuposto de que todo contribuinte é um potencial sonegador. Isso não apenas aumenta a burocracia como também prejudica o ambiente de negócios, enviando sinais negativos a investidores do agronegócio”, afirma. Genari também destaca preocupações com a violação do sigilo bancário e a possibilidade de fuga de capitais para paraísos fiscais, agravando a instabilidade econômica.

 

Embora a medida não institua novos tributos, o caráter fiscalizatório pode resultar em autuações para contribuintes que não conseguirem justificar movimentações financeiras ou que estejam desamparados de documentação fiscal adequada. “Essa é uma medida que tem tudo para criar mais entraves do que soluções, prejudicando principalmente os pequenos produtores e inibindo o crescimento do setor”, conclui Genari.

 

Fonte: Ranieri Genari, advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/Ribeirão Preto, consultor tributário na Evoinc.

 

Jesus de Nazaré: o maior judeu da história

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Igor Sabino, especialista em conflitos israelo-palestinos, analisa o preconceito cristão contra o povo do Messias

Ao longo dos séculos, a Igreja distorceu ensinamentos cristãos para justificar a perseguição ao povo judaico. Esta afirmação de Igor Sabino, especialista no conflito israelo-palestino e doutor em Ciência Política, demonstra como o antissemitismo, um dos preconceitos mais antigos da história, continua a se manifestar de forma persistente. No livro Jesus, um judeu, o autor apresenta uma análise sobre a relação entre cristãos e judeus ao abordar o impacto da discriminação religiosa e as consequências de interpretações distorcidas da Bíblia.

Com uma vasta experiência e conhecimento no assunto, o estudioso transmite uma reflexão crítica e fundamentada sobre o tema. A obra propõe não só uma análise acadêmica, mas uma mensagem de amor e reconciliação, com um apelo a uma aliança restaurada baseada no respeito e no amor ao próximo.

Ele inicia a narrativa descrevendo os ataques terroristas de 2023, que renovaram o antissemitismo no mundo, inclusive no Brasil. O livro, que começou a ser escrito em 2022, deveria ser publicado no segundo semestre de 2023, mas os eventos de 7 de outubro mudaram o curso da produção. Ao acordar com mensagens de desespero de amigos israelenses, o autor percebeu a urgência de atualizar o conteúdo e aprofundar a reflexão sobre a temática.

“Este é um livro que eu não gostaria de ter escrito. No entanto, à medida que o escrevia, percebia que ele se tornava mais urgente e necessário”, (Jesus, um judeu, p. 17)

Com capítulos que abordam desde os estereótipos antijudeus perpetuados a partir dos tempos de Lutero até o papel do cristianismo no Holocausto, Sabino defende que o antissemitismo é como um pecado, porque ofende a própria essência de Cristo.  Ele também propõe a interpretação dos textos bíblicos, em que mensagem é clara: a Bíblia deve ser uma fonte de cura, não de divisão, e ela ensina a amar o povo que preservou as Escrituras divinas ao longo dos séculos”, sustenta.

Jesus, um judeu vai além de um alerta sobre as feridas históricas não cicatrizadas. É um chamado à construção de pontes para informar, esclarecer e, acima de tudo, promover a paz.

Ficha técnica:
Título: Jesus, um judeu
Subtítulo: O absurdo do preconceito cristão contra o povo do Messias
Autor: Igor Sabino
Editora: Mundo Cristão
ISBN: 978-65-5988-384-4
Páginas: 192
Formato: 14×21 cm
Preço: R$ 54,90
Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor: Igor Sabino é doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco e mestre e bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Estadual da Paraíba. É gerente de conteúdo da StandWithUs Brasil e pesquisador do The Philos Project. Também é autor do livro Por amor aos patriarcas: Reflexões brasileiras sobre antissemitismo e sionismo cristãos, publicado pela Editora 371. Pesquisa sobre religião e política internacional. 

Instagram: @igorhsabino

Sobre a editora: Fundada em 1965 na cidade de São Paulo pelo missionário americano Peter Cunliffe, a Editora Mundo Cristão publica Bíblias e livros de autores nacionais e estrangeiros e de diversos gêneros literários, sempre pautados pela postura teológica cristã, histórica e equilibrada.

Sitewww.mundocristao.com.br
Instagram@mundocristao

Entenda o Burnout

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Tony Borba*

 

O burnout, também conhecido como síndrome de esgotamento profissional, é um estado de exaustão física, emocional e mental causado pelo estresse contínuo e excessivo relacionado ao trabalho. Levando isso em conta, é aconselhável estar bem atento a sinais de ansiedade como irritabilidade, dificuldades para dormir e sensação de ficar sobrecarregado. São sinais de uma alteração emocional que é mais simples de ser tratada por um profissional de saúde mental. A evolução desses sintomas, porém, é que vai desencadear o burnout, transtorno tão falado no mundo corporativo e que a cada dia está mais presente nos ambientes de trabalho.

 

O burnout pode gerar confusões na sua identificação, assim sendo para ser mais preciso, esse distúrbio psíquico apresenta basicamente cinco sintomas básicos. O primeiro é a Exaustão Crônica, aquela sensação de cansaço extremo e contínuo, mesmo após períodos de descanso. O segundo é a Despersonalização quando a pessoa se sente desconectada do próprio trabalho e dos colegas, muitas vezes se manifestando como cinismo ou indiferença.

 

A Redução da Eficácia Profissional é terceira indicação do problema. Neste caso, há queda na produtividade e na qualidade do trabalho, com dificuldades em concentrar-se e cumprir tarefas. Os Problemas de Sono são o quarto ponto. É quando aparece a insônia ou dificuldade em dormir, ou a pessoa é atormentada por noites mal dormidas, acompanhadas de cansaço ao acordar. Finalmente o quinto tópico são Sintomas Físicos que abrangem dores de cabeça frequentes, problemas gastrointestinais e outras condições físicas relacionadas ao estresse excessivo.

 

A boa notícia é que existem formas eficazes de prevenir esse mal. O primeiro passo para se prevenir de qualquer transtorno emocional éReconhecer os Sintomas, ou seja, estar atento a sinais de ansiedade como irritabilidade, dificuldades para dormir e sensação de estar sobrecarregado. É recomendável Praticar Técnicas de Relaxamento, incluindo atividades como meditação, yoga e respiração profunda na sua rotina diária para reduzir o estresse.   

 

Outra dica é Estabelecer Limites. Aprenda a dizer não e delegar tarefas para evitar a sobrecarga de responsabilidades. Procurar Apoio é sempre bem-vindo. É muito positivo conversar com amigos, familiares ou profissionais de saúde mental. Isso pode ajudar a reduzir a sensação de isolamento e oferecer novas perspectivas. Vale reforçar que é muito importante Manter um Estilo de Vida Saudável e priorizar uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regular e procurar ter o sono adequado para melhorar a resiliência ao estresse. E finalmente vale muito Planejar o Tempo de Forma Eficaz organizando o dia, definindo prioridades e fazer pausas regulares. Tudo isso pode ajudar a gerenciar a carga de trabalho de forma mais eficiente.

 

No tratamento do burnout, a psicanálise também pode ser um recurso eficiente porque possibilita a pessoa averiguar as origens emocionais do problema, como expectativas enganosas e conflitos internos. Ao tratar dessas questões, a psicanálise auxilia a ter um alívio mais profundo e duradouro dos sintomas. Desenvolvida pelo médico Sigmund Freud, a técnica terapêutica se fundamenta principalmente na avaliação dos conflitos internos, anseios suprimidos e vivências passadas, experiências que moldam a conduta e as emoções das pessoas.

 

Outra técnica terapêutica que tem demonstrado sua contribuição no tratamento do burnout é a hipnoterapia. Ela aproveita o estado de hipnose, um relaxamento profundo, que permite que o indivíduo tenha acesso a conteúdos no seu subconsciente. A partir dessa busca abre-se a possibilidade de a pessoa concretizar mudanças favoráveis em seus comportamentos, emoções e naquilo que costuma acreditar.

 

É importante lembrar que todo estado emocional não tratado desencadeia doenças psicossomáticas, e não investir uma fatia de tempo para um acompanhamento profissional vai resultar em afastamentos constantes no trabalho, despesas com remédios e afastamentos sociais.

 

 

*Tony Borba é Psicanalista e Hipnoterapeuta

Instagram @borba.tony 

Instagram @terapiassobmedida

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Carla Prata marca presença em ensaio de rua da Acadêmicos do Tucuruvi

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Primeira Rainha de Bateria Portadora de Doença Rara exibe simpatia e samba no pé

Créditos: Lucas Akio
SÃO PAULO – A apresentadora Carla Prata deu um verdadeiro show de samba no pé, colocando pra fora toda sua paixão pelo Carnaval no ensaio de rua da Acadêmicos do Tucuruvi na noite de ontem.
Para a ocasião, a bela escolheu um look ousado e moderno.  A produção foi composta por uma mini saia pink com detalhes brilhantes e um top roxo com recortes estratégicos, coberto por pedrarias cintilantes. Nos pés, a bela optou pelo conforto de um tênis branco. O conjunto, arrematado por seu carisma, ressaltou sua presença marcante à frente da bateria, reforçando seu posto como uma das grandes estrelas do Carnaval.
A Primeira Rainha de Bateria Portadora de Doença Rara (Miastenia Gravis), uma doença rara que afeta a força muscular, já começou o ano intensificando seus cuidados com treino e alimentação, conciliando sua preparação com a agenda de ensaios. “Cada momento na avenida é único e me enche de energia. É uma honra estar aqui e mostrar que, com dedicação, podemos superar qualquer desafio”, afirmou ela.
Com sua trajetória de superação e sua elegância, Carla Prata continua conquistando os holofotes e gerando grande expectativa para o desfile oficial da Acadêmicos do Tucuruvi, que em 2025 levará ao Sambódromo do Anhembi “Assojaba – A Busca pelo Manto”, uma obra desenvolvida pelos carnavalescos Dione Leite e Nicolas Gonçalves, com pesquisa de Vinicius Natal. A escola será a 5ª agremiação a desfilar no sábado de carnaval, dia 1º de março de 2025, pelo Grupo Especial do carnaval de São Paulo.