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Quer empreender em 2025? Especialista dá dicas para o seu negócio!

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Dados recentes do Sebrae e do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostram que 52 milhões de brasileiros estão envolvidos em atividades empreendedoras, com micro e pequenas empresas representando 99% dos negócios no país e respondendo por mais de 50% dos empregos formais. O empreendedorismo também contribui com cerca de 30% do PIB nacional, evidenciando sua importância para a economia.

Apesar da importância do setor, empreender nem sempre é fácil, mas pode possibilitar muitas oportunidades. Segundo o professor de Empreendedorismo da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Edson Barbero, embora todas as pessoas possam empreender, essa jornada exige preparação e autoconhecimento.

O verdadeiro empreendedor é aquele que é capaz de identificar problemas e as oportunidades, além de conseguir investir em recursos que alavanquem mudanças e proporcionem impactos positivos.

O empreendedorismo se diferencia dos demais campos da administração de empresas e das organizações. Mais do que empreender, o empreendedor é aquele que é capaz de desenvolver atitudes amplas e se transforma protagonistas do seu próprio negócio.
“Empreender também envolve todas as demais áreas de negócios. A particularidade do empreendedorismo é que se trata de um processo de identificação, avaliação e exploração dê oportunidades no sentido de resolver problemas em mercados e sociedade”, opina Barbero.

O professor vai mais além e diz que o empreendedor bem-sucedido é aquele que consegue compreender a existência de um exemplo de necessidade de mercado transformado em uma oportunidade. “O empreendedor desenvolve negócios, empresas no sentido de crescimento e depois leva essas soluções para o mercado e a sociedade”, justifica.
No ponto de vista mais amplo, o professor ainda garante que o empreendedorismo não está associado apenas à abertura de um pequeno negócio. Mas também pode se dar em outros âmbitos como no âmbito social.

EMPREENDER É PARA TODOS?

Segundo Barbero, “empreender é uma possibilidade para todos, mas não uma obrigação.” Em sua opinião, o sucesso no empreendedorismo não depende apenas de esforço individual, mas da capacidade de lidar com os riscos e desafios inerentes ao caminho empreendedor. A decisão de empreender deve ser cuidadosamente analisada, considerando os riscos e a necessidade de desenvolvimento contínuo de habilidades.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES NO BRASIL

Entre os principais desafios para os empreendedores, o professor da FECAP destaca a necessidade de inovação no país e uma maior integração entre universidades e empresas. Embora o ‘custo-Brasil’ e a carga tributária sejam mencionados frequentemente, ele defende que o verdadeiro diferencial está em enxergar oportunidades nas lacunas do mercado.

“O Brasil, com seu mercado amplo e diversificado, oferece oportunidades únicas para aqueles que conseguem identificar e explorar demandas reprimidas”, diz o docente.

IMPACTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ESG NO EMPREENDEDORISMO

Um dos tópicos emergentes no cenário empreendedor é o impacto da Inteligência Artificial (IA). Segundo Barbero, a IA está apenas em seu início, mas já oferece grandes oportunidades, como automação de processos e personalização de produtos. No entanto, ele alerta que muitos modelos de negócios podem ser transformados ou até extintos com o avanço dessa tecnologia, exigindo que os empreendedores acompanhem de perto essas inovações.

Além das transformações tecnológicas, o professor também aponta a crescente relevância das práticas ESG (ambiental, social e governança) no mundo dos negócios.
“As empresas, hoje, precisam lidar com crises ambientais e éticas, o que abre espaço para inovações em tecnologias limpas, saúde mental, diversidade e inclusão. Setores como saúde mental e consultorias ESG são áreas em expansão, trazendo novas oportunidades para empreendedores”, acrescenta.

OPORTUNIDADES NO MEIO DAS INCERTEZAS

“Vivemos em um mundo de incertezas, mas é nesse cenário que surgem novas oportunidades”, afirma Barbero. Ele defende que, para prosperar no ambiente incerto e dinâmico de hoje, os empreendedores devem estar prontos para aprender continuamente, se adaptar e inovar, com um olhar atento para o futuro.

Com a rápida evolução das tecnologias e a crescente importância da responsabilidade social, o empreendedorismo brasileiro continua a ser um motor essencial para o desenvolvimento econômico e social do país.

TIPOS DE EMPREENDEDORISMO

Empreendedorismo social: Empreendedorismo social refere-se aos atos criativos de entendimento de oportunidades, de organizações e de pessoas, que visam dar um impacto social específico e intencional. “São organizações que oferecem soluções notadamente escaláveis para problemas sociais. Em especial para a população de baixa renda”, argumenta.

Nesse sentido, o empreendedorismo social refere-se às organizações que têm foco em espaços da sociedade não normalmente explorados por startup clássicas ou grandes corporações. Como por exemplo a baixa renda. Resumindo, são negócios desenhados para necessidades e características de populações menorizadas ou excluídas.

A segunda característica importante é a intencionalidade, ou seja, são as organizações que possuem uma missão explícita de gerar impacto. Para se caracterizar como empreendedorismo, sobretudo, pensa-se na ideia de inovação e escala. Portanto, que a solução entregue à sociedade possa ter alcance, atingindo o maior número de pessoas possíveis, com diferentes contextos.

Empreendedorismo sustentável: Empreendedorismo sustentável pode ter dois sentidos. O primeiro deles refere-se a uma adjetivação a quase todas as empresas, que está ou não em operação. Isto é uma necessidade de pensar como os agentes econômicos impactam seu ambiente externo, ambiente natural e social. Portanto, em certo sentido, o empreendedorismo sustentável seriam todos os projetos de natureza original ao seu redor.
Uma segunda concepção de empreendedorismo sustentável refere-se a startups e outras empresas que desenvolvem produtos especificamente voltados para melhorar as condições ambientais, sociais etc.

“Para se tornar um empreendedor sustentável é necessário adotar algumas mudanças de hábito, como por exemplo, evitar desperdícios e investir em um consumo consciente”, comenta o professor.
Empreendedorismo digital: Empreendedorismo digital é uma maneira de desenvolver negócios, expandir oportunidades que se utilizam essencialmente de meios digitais, como a internet, plataforma de comercialização, inteligência artificial, entre outros, como fundamento dos negócios.

“Hoje em dia, todos os negócios possuem características digitais. Desde o varejo, passando para o agronegócio. Vamos chamar, portanto, de empreendedorismo digital para a prática de pessoas e organizações que se baseiam essencialmente nas lógicas associadas à nova economia. Como exemplo destacamos os ‘youtuber’, aplicativos, sistemas de apoio à decisão, criptomoedas, entre outros. Isto é, a essência do negócio não mora na economia clássica, física, mas sim no universo virtual”.

Intraempreendedorismo: Intraempreendedorismo se refere ao ato de empreender dentro de uma organização, ou seja, os colaboradores utilizam suas habilidades empreendedoras dentro da empresa onde trabalham.

Um funcionário intraempreendedor é aquele que não se limita a fazer somente o que lhe é delegado, mas busca dar ideias, resolver problemas e enxergar possibilidades de melhorias e de inovações dentro da empresa.

Uma organização que abre espaço para o intraempreendedoríssimo se vê beneficiada de diversas maneiras. Ao mesmo tempo que os funcionários começam a se tornar mais motivados e engajados, a produtividade e desenvolvimento da empresa aumentam.

O especialista: Edson Ricardo Barbero é professor do Mestrado Profissional em Administração da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Doutor e Mestre em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo, onde também se formou em Engenharia de Produção. É Visiting Scholar do Instituto Tecnológico de Monterrey. Autor de livros e artigos e consultor de empresas com dezenas de projetos realizados.

 


Sobre a FECAP

FECAP, localizada na Liberdade, região central da capital paulista. Foto: Divulgação.

A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em Educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Extensão e cursos corporativos e livres. Diversos indicadores de desempenho comprovam a qualidade do ensino da FECAP: nota 5 (máxima) no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e no Guia da Faculdade Estadão Quero Educação 2021, e o reconhecimento como melhor centro universitário do Estado de São Paulo segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), do Ministério da Educação. Em âmbito nacional, considerando todos os tipos de Instituição de Ensino Superior do País, a FECAP está entre as 5,7% IES cadastradas no MEC com nota máxima.

Associações representativas do Turismo e Eventos acionam Ministério Público para avaliar denúncias contra empresas que se beneficiaram do Perse

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Abeoc Brasil e FBHA se posicionam acerca de empresas de outros segmentos econômicos que receberam, nos últimos anos, benefícios do Perse, criado exclusivamente para compensar as perdas causadas pela pandemia aos players da hotelaria e organização de eventos

A Associação Brasileira das Empresas de Eventos (Abeoc Brasil) e a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) vão, conjuntamente, na próxima semana, acionar o Ministério Público Federal para que sejam avaliadas as denúncias de empresas que não atuam nos setores de turismo e eventos, mas receberam benefícios fiscais oriundos do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado para compensar as perdas destes que foram os segmentos econômicos mais afetados pela pandemia do Covid 19. Ifood, AirBnB e empresas de influenciadores digitais figuram entre os maiores beneficiados pelo programa.

Alexandre Sampaio em Audiência sobre o Perse. Abril de 2024. Créditos Loyanna Maria da Santana

A FBHA e ABEOC Brasil repudiam tal prática de extensão de isenção fiscal, o que contribuiu para o exaurimento precoce dos recursos orçamentários destinados ao turismo.

 

Para o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, os dados apresentados pela mídia comprovam o desrespeito à legislação de regência do Perse e às normas constitucionais. “Por isso, é necessário que sejam tomadas as providências cabíveis, inclusive com o ressarcimento dos cofres públicos”, afirma.


Presidente da ABEOC Brasil Enid Câmara – Divulgação Abeoc

 

A presidente da ABEOC Brasil, Enid Câmara, por sua vez, entende que defender os interesses do setor de eventos e turismo é nosso compromisso. “A extensão de benefícios fiscais a atividades não alinhadas com o nosso segmento desvirtua o propósito do PERSE. Junto à FBHA, trabalhamos para assegurar a justa aplicação dos recursos públicos oriundos deste importante programa, fundamentais para a recuperação e sustentabilidade do nosso setor”, afirma.

 

Beneficiados do Perse

O governo federal já concedeu R$ 9,7 bilhões em incentivos fiscais, em 2024, por meio do Perse, beneficiando cerca de 15 mil empresas. O teto é de R$ 15 bilhões.

 

O iFood é a empresa que mais recebeu incentivo do programa, num total de R$ 336 milhões. Na sequência, estão a Azul Linhas Aéreas (R$ 303 milhões) e a Enotel Hotel e Resorts (R$ 171 milhões). O top 100 inclui ainda companhias de famosos e influenciadores, como Gusttavo Lima (R$ 18 milhões), Felipe Neto (R$ 14 milhões) e Ana Castela (R$ 9 milhões). Os dados são da Receita Federal e foram divulgados em formato aberto, em novembro do ano passado

 

O Perse é uma iniciativa do governo federal criada para apoiar o setor de eventos,  hotelaria, restaurantes, bares, agências de viagens, operadores turísticos, parques de diversão e parques temáticos, jardins botânicos, zoológicos, parques nacionais, reservas ecológicas e áreas de proteção ambiental, produção musical e atividades cinematográficas que foram gravemente afetado pela pandemia da Covid-19. O programa fornece auxílio financeiro, incentivos fiscais e outras formas de suporte para ajudar na recuperação econômica das empresas e profissionais do setor.

 

Sobre a FBHA – A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) é uma entidade sindical patronal de grau superior, constituída com a finalidade de coordenação, defesa administrativa, judicial e ordenamento dos interesses e direitos dos sindicatos patronais das categorias econômicas de hotéis, restaurantes, bares e atividades congregadas. Integra a chamada pirâmide sindical, constituída pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), pela própria FBHA, pelos Sindicatos e pelas empresas do setor. É uma das maiores entidades sindicais patronais do país e tem representação nos principais órgãos, entidades e conselhos do setor empresarial e turístico do Brasil, tais como o Conselho Nacional de Turismo (CNT), do Ministério do Turismo, ou o Conselho Empresarial do Turismo (Cetur) da CNC. Está presente em todas as regiões, através de 67 sindicatos filiados. Representa em âmbito estadual e municipal cerca de 940 mil empresas, entre hotéis, pousadas, restaurantes, bares e similares.

 

Sobre a ABEOC Brasil – A Associação Brasileira de Empresas de Eventos tem 47 anos, e é considerada a mais longeva entidade representativa do setor de eventos corporativos no País, com atuação em 18 estados e associados em todo território nacional. Foi atuante na aprovação do PERSE, além de outras medidas e legislações cruciaIs para a sustentação do setor, formado em sua maioria por pequenas e médias empresas, durante a pandemia.

FGV debate sobre estratégias e práticas em gestão de PPPs em webinar

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Será no dia 22 de janeiro, às 19h

 

São Paulo – A FGV, em parceria com o Banco do Brasil e o apoio da Secretaria do Tesouro Nacional, lança o MBA em Parcerias Público-Privadas (PPPs) Sustentáveis. Para apresentar o curso, a instituição promoverá um evento online sobre como transformar os desafios em oportunidades na gestão de PPPs no dia 22 de janeiro, às 19h. Os interessados em participar devem se inscrever neste Link.

 

Ainda durante o webinar serão apresentados os objetivos, disciplinas, professores e metodologia explorada, além de orientação sobre o processo seletivo e esclarecimento de dúvidas.

 

Participantes: Leiner Jean Bastos, representante do Banco do Brasil; Mathias Lenz Neto, auditor Federal de Finanças e Controles (AFFC); Ciro Biderman, diretor do FGV Cidades; Patrícia Mello, coordenadora do FGV Cidades; e Marcela Risso, coordenadora do FGV In Company. A moderação será de Érika de Farias Bastos, pesquisadora do FGV Cidades.

Redução de escala 6×1 para 4×3: o pouco discutido impacto no meio ambiente

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Mudança da escala 6×1 tem impacto que vai além do trabalhador e envolve questões públicas que vão da energia ao trânsito

 

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Ed Wanderley

[Tânia Rêgo / Agência Brasil]

 

A redução da escala 6×1 para uma eventual 4×3, já testada fora do Brasil, poderia trazer efeitos pouco discutidos quanto ao meio ambiente, além das questões sociais e de produtividade, mais discutidas. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), protocolada em 1º de maio deste ano, propõe a redução da carga horária máxima semanal de 44 para 36 horas, possibilitando, assim, três dias de descanso por semana, o que tem efeitos na saúde do trabalhador e impactos na economia. A alteração massiva do modelo de trabalho, no entanto, também apresenta efeitos no consumo energético, no trânsito urbano e na emissão de gases do efeito estufa.

Um dos principais efeitos imediatos esperados é a queda no consumo de energia elétrica. De acordo com o líder de projetos do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) Vinícius Oliveira da Silva, o padrão de consumo hoje restrito aos dois dias de finais de semana poderia ser prolongado, reduzindo a carga no sistema elétrico observado nos dias úteis. No Japão, onde a Microsoft já testou a semana de quatro dias dando folga a 2,3 mil funcionários às sextas-feiras, a queda de consumo elétrico foi de 23%, além do aumento de produtividade registrado pela empresa, estimado em 40%.

“Vai ser menos empresas abrindo, quer dizer que são menos empresas ligando ar-condicionado, são menos empresas ligando motores elétricos para funcionarem os equipamentos das diversas indústrias, diversos serviços, diversos comércios”, estima Silva. “Certamente a redução da escala 6×1 pela 4×3 traria benefícios indiretos para o meio ambiente, pois reduziria o congestionamento de trânsito em mais dias na semana”, complementa.

Os efeitos no tráfego urbano já foram destaque no relatório “Benefits from Auckland Road Decongestion”, realizado na Nova Zelândia em 2017, que evidenciou não apenas a redução dos congestionamentos nas principais rotas de Auckland, mas a diminuição das emissões de carbono em até 30%. Esse impacto seria alcançado graças ao menor tempo de veículos parados no trânsito, o que também resultaria em uma queda significativa do consumo de combustíveis fósseis e da poluição atmosférica.

Trânsito em avenida na cidade de São Paulo com motociclistas circulando entre os carros [Fernando Frazão/Agência Brasil]

 

A redução da escala de trabalho poderia ter ainda mais impacto ambiental caso seja associada ao retorno do chamado horário de verão. “O horário de verão tem um benefício no sentido de [que] ele vai atuar exatamente nos períodos onde se exige a maior quantidade de termelétricas operando […] E ao fazer isso você precisa partir [de] menos [uso de] termelétricas, que elas são mais caras, ou seja, pesam na conta de luz das pessoas, e elas também emitem mais gás de efeito estufa e poluentes”, detalha o líder de projetos do Iema.

“Os pilotos [da escala 4×3] que estão sendo realizados de forma global mostram que, havendo um planejamento adequado e os ajustes às realidades locais, a gente tem um ganho. Tem muito potencial para explorar outros pilares de sustentabilidade, como o ambiental. Jornadas mais curtas podem reduzir o uso de recursos naturais, as emissões da pegada de carbono, promovendo mais práticas alinhadas com sustentabilidade climática”, explica Gabriela Brasil, diretora da comunidade 4 Day Week Global, organização sem fins lucrativos que realiza testes com empresas ao redor do mundo a fim de incentivar outros modelos de escala de trabalho e que já promoveu experiências no Brasil.
Escala 4×3, produtividade e criatividade: como foram os testes no Brasil

Escritório da GR Assessoria Contábil, que adapta a escala 4×3 às necessidades da equipe desde 2024 [Maria Marta Neves / Cortesia]

 

Entre janeiro e julho deste ano, 19 empresas e seus 252 colaboradores fizeram parte do piloto da “Semana de 4 dias”. No relatório final da ONG 4 Day Week, foram destacados avanços em aspectos organizacionais e individuais como uma redução de 72,8% na exaustão frequente dos trabalhadores, enquanto 49,6% relataram uma melhora significativa na qualidade do sono e 43,6% passaram a praticar atividades físicas com maior frequência. Apenas 2,5% das pessoas envolvidas no teste alegaram que não gostariam que a jornada de quatro dias de trabalho fosse mantida em suas empresas.
“A gente precisa encontrar um equilíbrio mais saudável entre trabalho e vida pessoal. […] Quando a gente foca em produtividade, sucesso profissional, frequentemente se ignora o descanso, se ignora o lazer, se ignora o autocuidado, que são fundamentais para essa vida sustentável”, defende Gabriela Brasil, que aponta que os testes feitos pela organização indicam um aumento de produtividade de 71,5% nas empresas que testaram o modelo 4×3.

Uma dessas empresas foi a GR Assessoria Contábil, cuja equipe de 10 pessoas teve a escala reduzida com dois grupos tendo folgas alternadas entre as segundas e sextas-feiras e inversão a cada trimestre. “Não é algo fácil de implementar e a adaptação é lenta e gradual, é preciso abandonar velhos hábitos, crenças e metodologia de trabalho, que ficou no passado, e isso vale para os dois lados”, relata a sócia Maria Marta Neves. “Criamos um método para que [a produção equivalente] às 8 horas do dia de folga sejam minimamente distribuídas nos quatro dias úteis. Assim, conseguimos manter o equilíbrio”.

A empresária destaca que a implementação tem funcionado com adaptações em momentos de alta demanda de tarefas, no qual a equipe corta o feriado semanal, como em dezembro, quando há uma demanda maior para os contabilistas. “São apenas 20 dias para atender toda a demanda: 13º, férias coletivas de clientes, além do trabalho do dia a dia. Fica impossível”, admite.

Outra brasileira que testa o formato desde janeiro foi a Rede Alimentare, de alimentação coletiva para empresas. Segundo a coordenadora de Planejamento Estratégico, Caroline Soldi, a iniciativa partiu do diretor e a medida foi implementada inicialmente no administrativo, composta por 11 colaboradores.

“Hoje já não é um ponto, assim, ‘a gente precisa fazer dar certo até quinta-feira’. Flui naturalmente. É normal. A gente trabalha de segunda a quinta, as nossas demandas estão adaptadas para essa carga horária de trabalho, e a gente dá conta de tudo”, explica Soldi, que disse verificar também aumento de produtividade e retenção dos profissionais. “A gente reduziu a zero gastos com rescisão”, garante. O modelo, no entanto, ainda não tem previsão de ser expandido para o restante da empresa “devido à maior complexidade de implementação”.

Equipe administrativa da Rede Alimentare. Todas trabalham na escala 4×3 [Rede Alimentare / Cortesia]

 

Entre 19 as companhias envolvidas na experiência, nove decidiram manter o formato de quatro dias após o término do piloto, enquanto outras sete decidiram estender a experiência para avaliar melhor os impactos de longo prazo.

“Se é uma decisão da liderança para baixo, ela tende a não funcionar. Se é uma decisão onde os colaboradores estão envolvidos, trazendo a participação deles, como que uma tarefa pode ser otimizada, com pesquisa para entender os pontos que são realizados, avaliando necessidade, ideias, progresso, pensando em soluções, medindo o impacto… Tudo isso é importante para fazer uma mudança de jornada”, completa Brasil.

Pesquisadores que fizeram testes da escala 4×3 ao redor do mundo refutam a ideia de que a redução impactaria negativamente a economia. “Nós vimos em todos os países que reduziram a semana de trabalho, por exemplo, de 6 dias para 5, que já foi há quase 100 anos nos Estados Unidos, nunca piorou a economia. Se surpreenderam sempre, os economistas, porque a economia acabou por funcionar tão bem como antes, ou ainda melhor, com menos horas de trabalho”, afirma o economista português Pedro Gomes, professor da Universidade de Londres e autor do livro Sexta-feira é o novo sábado.

Manifestantes realizaram atos na Avenida Paulista pelo fim da escala de seis dias de trabalho e um dia de folga [Letycia Bond/Agência Brasil]

 

Gomes também explica que a dinâmica do mercado exige “adaptação natural” em cada setor. “[A jornada] Para os jornalistas é muito diferente dos professores, das pessoas que trabalham no restaurante, nos hospitais, portanto, mesmo uma economia que funciona com um fim de semana de dois dias, é muito diferente para toda a gente […] Uma semana de quatro dias não seria o mesmo para as pessoas que trabalham no restaurante, ou nos bancos”, afirma, destacando ainda que a redução da escala de trabalho e o ganho do tempo livre não se voltam apenas a momentos de lazer, mas permitem se ter novas ideias que beneficiem o mercado, e como colocá-las em prática.

O professor de psicologia do Centro Universitário de Brasília (Ceub) Carlos Manoel Rodrigues complementa que a falta do tempo de descanso causa uma perda cognitiva que impacta na criatividade em si. “Com os períodos longos de trabalho, sem o descanso, a gente tem uma redução da capacidade da memória que vem aos 40%, a partir de 45 anos, por exemplo, porque você já tem o efeito do envelhecimento, mas também tem o efeito desse estado de alerta constante”, explica.

Além disso, Rodrigues reforça que trabalhadores que conseguem desconectar-se do ambiente de trabalho têm mais oportunidades de vivenciar experiências variadas, o que contribui para a criatividade: “A questão não é só o fato do tempo, mas a qualidade desse tempo de descanso. Por exemplo, trabalha de segunda a sexta, mas sábado, domingo, você está no celular respondendo coisas de trabalho, então, você não está descansando”. “O tempo livre não é tempo morto para a economia […] Vamos aos restaurantes, aos hotéis, à cultura, aos teatros, cinema, e portanto há muitas indústrias que [se] beneficiariam diretamente de mais tempo livre”, complementa.

Audiência pública na Câmara dos Deputados reuniu representantes trabalhistas e do movimento Vida Além do Trabalho (VAT) para debater os impactos da escala 6×1 [Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados]

 

Resistência ainda é generalizada
Apesar das pesquisas já realizadas, os pesquisadores explicam que, mesmo em países nos quais os testes alcançaram alto número de empresas e colaboradores, existe uma tendência natural à mudança que vem do próprio setor da economia.

“Há a visão de que, se baixarmos [o tempo de serviço], se trabalharmos menos, a economia vai cair, o PIB vai baixar […] Depois há uma certa visão um pouco moralista, um pouco filosófica, [de] que o nosso valor vem do trabalho, temos de estar a trabalhar […] quando não estamos a trabalhar, estamos preguiçosos, não contribuímos [com a sociedade]”, explica Pedro Gomes.

Gabriela Brasil argumenta que a falta de aprofundamento no debate, que apresente dados e testes já realizados, pode criar um cenário que facilite a disseminação de mitos. Um exemplo seria como, nas últimas audiências públicas para debater a diminuição da escala 6×1, deputados críticos à PEC defendiam, sem embasamento, que, caso a PEC fosse aprovada, as empresas teriam mais gastos em contratações, cujos custos recairiam sobre os próprios trabalhadores.

“Quando os empresários e os empregadores entendem que a redução da jornada, por exemplo, pode diminuir o absenteísmo, aumentar a produtividade, melhorar a rentabilidade, atrair talentos, aí a gente começa a sair do campo das opiniões vagas e do senso comum e entra no terreno das possibilidades reais”, alerta.

 

 

Reportagem originalmente publicada na Agência Pública.

 

Veja como utilizar a tecnologia a favor da saúde

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Descubra como a tecnologia está revolucionando a saúde, desde monitoramento remoto com telemedicina até dispositivos wearables e inovações em diagnósticos

A tecnologia está mudando como cuidamos da nossa saúde. Com tantas inovações, fica mais fácil monitorar nosso bem-estar e acompanhar as orientações médicas.

Hoje, vamos explorar algumas das maneiras pelas quais a tecnologia pode ser uma aliada na promoção da saúde.

Tecnologias para monitoramento da saúde

No mundo atual, as tecnologias de monitoramento da saúde estão se tornando essenciais para garantir que os pacientes recebam o cuidado necessário de maneira eficiente e eficaz.

A telemedicina é uma dessas inovações que conecta pacientes a profissionais de saúde, facilitando o acesso ao atendimento.

Ela conecta pacientes a profissionais, facilitando o acesso ao atendimento. Durante a pandemia, empresas como a Teladoc Health viram um aumento de 200% nas consultas virtuais, provando ser uma solução eficaz para quem enfrenta

A IoT também tem destaque, como a Humana, que usa dispositivos vestíveis para monitorar dados necessários, reduzindo internações em 20%. Já a TytoCare permite exames domiciliares com resultados em tempo real

A Inteligência Artificial também revolucionou a saúde, como o IBM Watson Health, que melhorou a precisão de diagnósticos em até 30%, e a Anthem Inc., que usa IA para prever doenças crônicas.

Essas inovações demonstram como a tecnologia pode não apenas otimizar o monitoramento da saúde, mas também criar um sistema de cuidados mais acessível e proativo.

Aplicativos e dispositivos para acompanhamento de sintomas

Com o avanço da tecnologia, cuidar da saúde ficou mais fácil e acessível.

Vamos explorar três recursos essenciais: monitores de saúde wearables, que acompanham suas métricas em tempo real; apps de rastreamento de atividades e dieta, que tornam o acompanhamento da saúde prático e divertido; e dispositivos de medição de sinais vitais, que garantem precisão e comodidade no monitoramento.

Monitores de saúde wearable

Os monitores de saúde wearables estão revolucionando o cuidado pessoal. Esses dispositivos vestíveis, como relógios e pulseiras, são projetados para acompanhar diversos aspectos da sua saúde. Eles podem medir a frequência cardíaca, o nível de atividade física e até a qualidade do sono.

Uma das grandes vantagens é que esses dispositivos se conectam a aplicativos no seu smartphone, permitindo que você visualize seus dados de forma simples e intuitiva.

Isso facilita o entendimento de como seu corpo reage a diferentes atividades e hábitos. Por exemplo, se você notar que sua frequência cardíaca aumenta ao longo do dia, pode ser um sinal para ajustar sua rotina.

Além disso, muitos desses monitores também enviam alertas. Se, por acaso, sua frequência cardíaca estiver muito alta ou muito baixa, você recebe uma notificação. Isso ajuda a agir rapidamente e buscar ajuda, se necessário.

Esses dispositivos são particularmente úteis para pessoas que têm condições de saúde crônicas, como hipertensão ou diabetes. Com a capacidade de monitorar dados em tempo real, os pacientes podem se sentir mais seguros e em controle da sua saúde.

Por fim, a utilização de wearables promove uma maior conscientização sobre hábitos de vida. Ao acompanhar seu desempenho e bem-estar, você pode fazer mudanças positivas e melhorar sua qualidade de vida.

Esses pequenos gadgets têm um grande impacto na forma como cuidamos de nós mesmos!

Apps de rastreamento de atividades e dieta

Os aplicativos de rastreamento de atividades e dieta se tornaram populares por uma boa razão. Eles ajudam você a monitorar sua saúde de maneira fácil e divertida. Com essas ferramentas, você pode registrar suas refeições, atividades físicas e até mesmo a ingestão de água.

Esses aplicativos costumam ter uma interface amigável, o que torna a experiência agradável. Ao entrar seus dados, você pode ver gráficos e relatórios que mostram seu progresso ao longo do tempo. Isso pode ser super motivador!

Além disso, muitos aplicativos oferecem dicas e sugestões personalizadas. Se você estiver tentando perder peso, por exemplo, eles podem sugerir refeições saudáveis e exercícios que se encaixem na sua rotina, tornando o acompanhamento muito mais prático e acessível.

Esses apps também permitem que você compartilhe seus resultados com amigos ou profissionais de saúde. Ter um sistema de apoio pode ser uma grande motivação para seguir em frente e manter hábitos saudáveis.

Dispositivos de medição de sinais vitais

Os dispositivos de medição de sinais vitais também são uma parte importante da tecnologia em saúde. Eles permitem monitorar rapidamente dados como pressão arterial, níveis de glicose e frequência cardíaca, sendo especialmente úteis para quem tem condições crônicas.

Esses dispositivos têm evoluído muito e hoje são muito mais acessíveis. Você pode encontrá-los em versões que são fáceis de usar em casa.

Por exemplo, um medidor de pressão arterial pode fornecer leituras com o simples toque de um botão. Assim, você pode fazer medições regulares sem sair de casa.

A vantagem de monitorar sinais vitais em casa é que você pode acompanhar suas informações de forma contínua. Isso facilita identificar qualquer alteração que possa exigir a consulta a um médico.

Além disso, ao levar esses dados para suas consultas, você ajuda os profissionais a entenderem melhor sua saúde.

Esses dispositivos também são ótimos aliados para a prevenção. Com informações em tempo real, é possível agir rapidamente se algo não estiver certo.

Portanto, investir em tecnologia de medição de sinais vitais é um passo importante para cuidar da saúde.

Inovações em diagnóstico e tratamento

As inovações em diagnóstico e tratamento estão transformando a medicina. A tecnologia de reconhecimento de voz médico, por exemplo, é uma ferramenta poderosa para melhorar o atendimento.

Com essa tecnologia, os médicos podem documentar informações de forma mais rápida e precisa, liberando tempo para o que realmente importa: o atendimento ao paciente.

Imagine entrar no consultório e ter um médico que registra tudo o que você diz sem precisar interromper a conversa para anotar. Isso torna a comunicação mais fluida e eficaz.

Com isso, os médicos podem dedicar menos tempo à digitação e mais tempo ao que realmente importa: cuidar dos pacientes.

Shoppings de Curitiba começam saldões de início de ano

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PARANÁ – Depois de um dezembro movimentado, os shoppings de Curitiba já têm a receita para tornar também janeiro um mês de sucesso. Os aguardados saldões, já tradicionais no início de cada ano, começam a tomar conta das vitrines e prometem muitos descontos.

No Shopping Palladium, por exemplo, várias lojas já estão com promoções especiais para liquidar os estoques de 2024. São descontos em roupas, calçados, brinquedos e acessórios, válidos ao longo de todo o mês de janeiro. O objetivo é aquecer as vendas depois de um dos períodos mais importantes para o setor de varejo. Mais de cem lojas têm promoções que chegam a 70% de desconto, além de condições e prazos especiais de pagamento e campanhas de compre dois, leve três. Entre as marcas com promoções estão a Hope, a Cotton On e a World Tennis, com até 50% de desconto cada uma, a Carter’s, com desconto progressivo de até 30%, a Marisa, com até 70% de desconto e a Kings Sneakers, com até 40% off, além de Centauro, Casas Bahia, Artex e outras marcas conhecidas, todas em liquidação.

Muitas pessoas esperam essa época para aproveitar as ofertas em todos os setores, já sabendo que os saldões podem ser vantajosos, em comparação aos preços originais. Também é o período ideal para a compra de material escolar, papelaria e vestuário, pensando na volta às aulas.

O gerente da Levi’s Palladium, Fábio Antônio de Lima, comemora as vendas de Natal, que tiveram um aumento de 25% em relação a 2023, com um ticket médio de R$ 380,00. “Agora temos essa promoção para reduzir o estoque, que fica até o final do mês ou enquanto durar o estoque. Isso porque no mês que vem já chega a nova coleção”, explica.

Este é um período fundamental para o calendário anual dos shoppings. De acordo com a gerente de marketing do Shopping Palladium Curitiba, Cida Oliveira, “o desafio do shopping center é criar atrações e motivos para gerar movimento o ano todo, não apenas em datas comemorativas”.

Sobre o Palladium Curitiba

Um dos empreendimentos do Grupo Tacla, o Palladium Curitiba foi inaugurado em 2008 na capital paranaense. É considerado o centro de compras com maior mix do sul do país, com 154 mil m² de área construída, distribuídos em três pisos. O shopping recebe uma média de 1,5 milhão de visitantes, todos os meses, oferecendo um mix de cerca de 350 lojas, praça de alimentação com mais de 25 opções de fast-food, Boulevard com oito restaurantes, além de oito salas multiplex de cinema UCI e sala IMAX – com a maior tela do Brasil. É administrado pelo Grupo Tacla Shopping – que possui outros 11 empreendimentos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Mais informações em: palladiumcuritiba.com.br.

Férias: Quase 20 milhões de brasileiros tendem a viajar e maioria possui de 24 a 33 anos, aponta estudo da Serasa Experian

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  • Os dados mostram, também, que a renda mensal de quase 40% é acima de R$ 7,5 mil;
  • Um quarto (25%) da base pesquisada possui condições de pagar mais de R$ 5 mil no mês com gastos extras, que podem ser destinados a viagens;
  • A maior parte deles (42,1%) tem Score de Crédito acima de 800 e 52% se concentram na região Sudeste

São Paulo –  Com o desejo de explorar novos destinos e aproveitar as férias, os brasileiros que têm tendência a viajar formam um público estratégico para o setor de turismo. Considerando uma base de 186,9 milhões de CPFs, 17,3 milhões de pessoas se encaixam nesse perfil. Isso é o que indica o levantamento exclusivo da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, dedicado a entender quem é essa parcela da população: a maior parte tem de 24 a 33 anos (29%), uma renda estimada acima de R$ 7.500 (37,2%) e quase 40% são da Classe B. Veja esses recortes nos gráficos a seguir:

Segundo a Diretora de Marketing Services da Serasa Experian, Isabela Torres, os insights do levantamento são uma oportunidade estratégica para empresas do setor de turismo que desejam alavancar suas campanhas de captação de clientes e expandir os negócios. “Ao combinar dados ricos (de crédito, comportamentais, de afinidade etc.) com informações demográficas, as empresas conseguem um direcionamento mais preciso, otimizando a conversão de vendas e garantindo maior eficiência. Em um mercado tão competitivo, campanhas bem direcionadas não apenas reduzem desperdícios, mas também maximizam o impacto, conectando a oferta certa ao público ideal no momento certo”, afirma.

Ainda segundo os dados demográficos do estudo, a maior concentração de brasileiros que tendem a viajar está na região Sudeste, com destaque para São Paulo (com 32,6%). Confira, no gráfico abaixo, os dados por Unidades Federativas (UFs):

Capacidade de pagamento mensal

O levantamento ainda indicou que, além dos gastos fixos mensais, 52% dos brasileiros da base pesquisada conseguem arcar com despesas extras de até R$ 2 mil por mês e 25% têm condições de gastar mais de R$ 5 mil. Isabela Torres explica que ter conhecimento desses dados é uma oportunidade estratégica para agentes e profissionais do turismo.

“Entender quanto o cliente pode gastar permite ofertar pacotes que se ajustem ao orçamento de diferentes públicos, desde ofertas mais acessíveis até experiências premium. Basear as ofertas personalizadas, considerando a capacidade que o consumidor tem de pagar, é fundamental para atrair novos clientes e aumentar a conversão, além de poder diferenciar as empresas em um mercado competitivo”. Confira no gráfico abaixo as demais faixas de capacidade de pagamento:

Brasileiros que tendem a viajar são bons pagadores e possuem score excelente

O score de crédito é uma a pontuação que reflete o histórico financeiro do consumidor. Quanto mais um brasileiro paga suas contas em dia, melhor é o seu resultado. Segundo a pesquisa, 42,1% dos brasileiros da base do estudo que tendem a viajar se concentram na faixa de 801 a 1000 pontos, considerado excelente. Veja o detalhamento a seguir:

Metodologia

Para realizar a pesquisa “Perfil dos brasileiros propensos a viajar”, em novembro de 2024, foi combinada inteligência analítica, análise de crédito e o ecossistema de big data da Serasa Experian por meio do Insights Hub, solução da datatech que faz a segmentação de audiências a partir de filtros exclusivos, incluindo marketing, crédito e gestão de carteira, tais como momento de vida, capacidade de pagamento, sociodemográficos e Scores referências de pessoas e empresas. Os dados são captados e analisados em consonância com a Lei Geral de Proteção de Dados nº 13.709/2018 (LGPD).

Programa ‘Direito Delas’ participa de ato contra feminicídio na Estrutural

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Ato público “Por Ana e por todas as mulheres” ocorreu neste sábado (11), na Estrutural, motivado pelo feminicídio de Ana Moura, a primeira vítima do crime em 2025. O Direito Delas, da Secretaria de Justiça e Cidadania, participou do protesto

A Cidade Estrutural foi palco na tarde deste sábado (11) de um ato público em memória de Ana Moura Virtuoso, jovem de 27 anos, brutalmente assassinada a facadas pelo companheiro no último domingo (5), marcando o primeiro feminicídio de 2025 no Distrito Federal.

O evento, intitulado “Por Ana e por todas as mulheres”, começou às 17h e reuniu centenas de pessoas em frente à Capela Santa Luzia, próximo onde Ana morava. O intuito da mobilização também foi conscientizar a comunidade sobre a violência doméstica e a necessidade de políticas de proteção às mulheres.

A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, participou do evento e apresentou o programa “Direito Delas”, que oferece suporte às vítimas de violência. Acompanhada da equipe do programa do núcleo da Estrutural, ela enfatizou a urgência de relembrar as políticas públicas e a necessidade de união para combater o feminicídio, afirmando que “este ato é um símbolo de união e revolta contra a realidade de mulheres que ainda morrem apenas por serem mulheres”.

“Estamos aqui na administração da Estrutural com o Direito Delas, que oferece atendimento psicológico, assistência social e apoio jurídico, para acolhermos e ajudarmos essas mulheres a reconstruírem suas vidas. São muitas profissionais para segurar a mão de vocês. A gente não quer alarde, a gente só quer fazer você voltar a acreditar que merece ser feliz e que a violência não faz parte da sua vida e nem da nossa”, destacou Marcela.

A conselheira tutelar e uma das organizadoras do ato, Irene Nascimento, 42 anos, destacou a importância da manifestação afirmando que “a cada mulher perdida é uma ferida aberta na luta por justiça e igualdade”. “Do sentimento de revolta e da busca por justiça, nós, mulheres da comunidade, nos unimos para realizar este protesto”, declarou.

Neste mesmo sentido, Juliana Salvador, chefe da sessão de atendimento à mulher da 8ª Delegacia de Polícia, localizada na Estrutural, ressaltou a importância de unir forças para mudar essa cultura de extermínio de mulheres. “Nós não somos coisas dos homens, nós somos seres humanos. A gente precisa mudar essa situação. Eles têm que entender que mulher não precisa de proteção, mulher precisa é de respeito”, disse.

Núcleos de atendimento do Direito Delas

Podem ter acesso ao Direito Delas mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos, vítimas de estupro de vulnerável, vítimas de crimes contra a pessoa idosa e seus familiares, e vítimas indiretas de feminicídio.

Já vítimas de estupro, roubos qualificados por restrição de liberdade, sequestro e cárcere privado, e vítimas indiretas de homicídio, latrocínio, de delitos relacionados à condução de veículos automotores que resultem na morte da vítima, e casos de desaparecimento de pessoas são atendidos no Centro Especializado de Atenção às Vítimas, no Fórum Desembargador Milton Sebastião Barbosa, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG).

Confira os endereços dos núcleos de atendimento do Direito Delas no DF

Estrutural
⇒ Endereço: Setor Central, Área Especial 5
⇒ Telefones: (61) 2244-1130/ 98382-0189
⇒ Horário: Das 8h às 17h

Brasília
⇒ Endereço: Estação Rodoferroviária Ala Central, Térreo
⇒ Telefones: (61) 2244-1118/ 2244-1119/ 2244-1282/ 98314-0626
⇒ Horário de funcionamento: Das 8h às 17h

Ceilândia
⇒ Endereço: Shopping Popular de Ceilândia – espaço do Na Hora
⇒ Telefones: (61) 2244-1421/ 2244-1805/ 98314-0620
⇒ Horário: Das 8h às 17h

Guará
⇒ Endereço: QELC, Alpendre dos Jovens Lúcio Costa
⇒ Telefones: (61) 2244-1419/ 2244-1803/ 98314-0619
⇒ Horário: Das 8h às 17h

Itapoã
⇒ Endereço: Praça dos Direitos, Quadra 203, Del Lago II
⇒ Telefones: (61) 2244-1418/ 2244-1802/ 98314-0632
⇒ Horário: 8h às 17h

Paranoá
⇒ Endereço: Quadra 5, Conjunto 3, Área Especial D, Parque de Obras
⇒ Telefones: (61) 2244-1417/ 2244-1801/ 98314-0622
⇒ Horário: Das 8h às 17h

Planaltina
⇒ Endereço: Promotoria de Justiça de Planaltina
⇒ Telefone: (61) 3555-2737/ 98314-0611
⇒ Horário: Das 12h às 19h

Recanto das Emas
⇒ Endereço: Estação da Cidadania – Ceu das Artes, Quadra 113, Área Especial 1
⇒ Telefone: (61) 2244-1424/ 2244-1808/ 98314-0613
⇒ Horário: Das 8h às 17h

Samambaia
⇒ Endereço: Quadra QS 402, Conjunto G, Lote 01
⇒ Telefones: (61) 2244-1422/ 98314-0792/ 98314-0631
⇒ Horário: Das 8h às 17h

São Sebastião
⇒ Endereço: Quadra 101, Conjunto 8
⇒ Telefones: (61) 2244-1131/ 98314-0627
⇒ Horário: Das 8h às 17h

Gama
⇒ Endereço: Setor Leste Industrial, Sind QI 1
⇒ Telefones: (61) 2244-1419/ 2244-1803/ 98314-0619
⇒ Horário: Das 8h às 17h

Com surto de virose no litoral de SP, teste rápido é opção para tratar corretamente a gastroenterite

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Infecção pode ser causada por vírus, bactérias e parasitas, e transmitida pelo contato e consumo de água, alimentos e demais bebidas contaminadas

Com a chegada do verão e da temporada de férias, cidades do litoral de São Paulo, como o município do Guarujá, têm registrado um aumento exponencial de casos de gastroenterite e já declararam estado de surto para essas ocorrências. Embora seja comumente chamada de virose, a doença, que pode ser causada por vírus, bactérias e parasitas, requer um diagnóstico adequado para que seja tratada de maneira correta e eficaz, conforme aponta Allan Munford, gerente regional LATAM de Marketing para Diagnósticos Sindrômicos da QIAGEN.

“Essas contaminações podem acontecer de diferentes maneiras. Seja por contato com a água do mar que esteja imprópria para banho, pela ingestão de água, alimentos e demais bebidas contaminadas, e até mesmo pelo contato com outras pessoas infectadas. A gastroenterite, embora muitos pensem que seja uma simples virose, pode ser uma doença séria, principalmente para idosos e crianças pequenas. Por isso, descobrir seu agente causador é fundamental para tratá-la de forma rápida e assertiva”, explica o executivo.

 

Testes rápidos para a gastroenterite

Para contribuir com a efetividade desses diagnósticos, recentemente a QIAGEN trouxe ao país um teste sindrômico, chamado de QIAstat-Dx Gastrointestinal Panel 2, que fornece os resultados em até uma hora. A ferramenta utiliza a metodologia de PCR em tempo real para identificar diretamente o DNA ou RNA do agente causador da doença e estabelecer o tratamento mais indicado para cada caso.

“O teste é realizado pelo equipamento após a coleta de fezes convencional e diagnostica até 22 agentes causadores da gastroenterite, incluindo vírus, bactérias e parasitas comuns nesses quadros. O exame aponta, inclusive, quando a infecção é provocada por mais de um patógeno ao mesmo tempo, o que amplia o sucesso do tratamento prescrito”, destaca Munford.

Ainda nesse sentido, Munford reforça a importância da busca por ajuda médica, pois os tratamentos podem ser definidos mediante diferentes abordagens, dependendo do tipo de contaminação.

“Em quadros de contaminação bacteriana, a administração precoce do antibiótico correto pode evitar sequelas e reduzir os casos fatais. Já em casos de infecções virais, esses remédios não surtirão efeito e não devem ser administrados, sendo indicada apenas a hidratação e a prescrição de medicamentos probióticos, assim como outros que ajudam a aliviar os sintomas de febre e náuseas. Para um tratamento assertivo, redução das internações e do tempo que o paciente passa na unidade de saúde, a adoção dos testes sindrômicos é de grande relevância”, conclui o executivo.

Programa de modernização de aeroportos regionais deve alcançar investimentos de R$ 5 bilhões do setor privado

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Leilões devem ocorrer no primeiro semestre de 2025; primeira etapa do programa vai priorizar cidades da Amazônia Legal e parte do Nordeste

Programa AmpliAR vai permitir que concessionárias assumam a gestão de aeroportos regionais por meio de leilões simplificados – Foto: Marcos Studart/Secretaria de Turismo do Ceará

 

O Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, está empenhado na modernização e ampliação da infraestrutura de aeroportos regionais em todo o Brasil. Em dezembro, o ministério, liderado pelo ministro Silvio Costa Filho, abriu uma consulta pública para receber propostas sobre o Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais, o AmpliAR. A iniciativa tem como objetivo atrair investimentos privados para terminais localizados em regiões estratégicas e com baixa conectividade.

 

A expectativa do Ministério é que os leilões dos aeroportos ocorram no primeiro semestre de 2025. Estima-se que mais de R$ 5 bilhões sejam investidos pela iniciativa privada, beneficiando até 100 aeroportos regionais.

 

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou o compromisso do governo com o fortalecimento da aviação regional. “Nossa previsão é de que 100 aeroportos sejam construídos ou modernizados nos próximos cinco anos”, afirmou.

 

“Com o AmpliAR, estados e municípios terão a chance de experimentar os benefícios do programa federal de concessões chegando aos aeroportos regionais. As concessionárias poderão disputar blocos de aeroportos em leilões simplificados, com remuneração garantida por meio do reequilíbrio de seus contratos principais”, afirmou o secretário Nacional de Aviação Civil, Tomé Franca.

 

Concessões e modernização
O Programa AmpliAR vai permitir que concessionárias assumam a gestão de aeroportos regionais por meio de processos competitivos simplificados. Como contrapartida, as concessionárias terão acesso a mecanismos de reequilíbrio contratual, como redução de outorgas ou extensão de prazos. O principal objetivo é modernizar a infraestrutura dos aeroportos, promovendo maior integração à malha aérea nacional e fomentando o desenvolvimento socioeconômico.

 

“O AmpliAR tem o potencial de revolucionar a infraestrutura aeroportuária regional no país. A gestão privada garante celeridade, eficiência e segurança na operação. Com aeroportos adequados, haverá redução de custos para as empresas aéreas, o que permitirá maior conectividade e integração no país. Trata-se de um programa que pode resolver gargalos históricos da aviação regional”, explicou o coordenador geral de políticas regulatórias da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Daniel Meireles Tristão.

 

A consulta pública está disponível no portal do Governo Federal, Participa + Brasil, no endereço: Link. Interessados podem enviar contribuições até 17 de janeiro.

 

Blocos regionais e foco inicial
Na fase inicial do programa, 50 aeródromos localizados na Amazônia Legal e no Nordeste receberão atenção prioritária. Essa etapa abrangerá cidades com maior deficit de infraestrutura aeroportuária. São elas:

 

Acre: 2 aeroportos
Amazonas: 15 aeroportos
Pará: 11 aeroportos
Rondônia: 4 aeroportos
Tocantins: 1 aeroporto
Mato Grosso: 7 aeroportos
Maranhão: 3 aeroportos
Piauí: 1 aeroporto
Pernambuco: 3 aeroportos
Bahia: 3 aeroportos

 

O MPor dividiu os investimentos em 11 blocos regionais, priorizando localidades com necessidades mais urgentes. A instalação ou modernização de aeroportos nessas áreas visa superar desafios de transporte e logística, estimular o desenvolvimento econômico e fomentar o turismo, com foco no ecoturismo e no turismo cultural.

 

“A falta de infraestrutura limita o desenvolvimento econômico local. Muitas dessas cidades enfrentam isolamento geográfico, dificultando o escoamento de produção e restringindo o acesso da população a políticas públicas essenciais”, destacou Silvio Costa Filho.

 

Sobre o AmpliAr
O Programa faz parte do Plano Aeroviário Nacional (PAN), que identifica aeroportos prioritários, apresenta projeções de demanda, e realiza análises estratégicas sobre investimentos necessários. O plano também estima custos operacionais e receitas associadas a cada infraestrutura aeroportuária, garantindo que os investimentos sejam bem direcionados e sustentáveis, promovendo avanços em mobilidade, logística e desenvolvimento socioeconômico.