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Boca como porta de entrada: o elo invisível entre saúde bucal e doenças sistêmicas

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Novos estudos reforçam que infecções bucais podem desencadear inflamações sistêmicas e permitir a entrada de bactérias na corrente sanguínea, impactando órgãos vitais

A saúde bucal vai muito além da estética e da região da própria boca. Evidências científicas recentes reforçam um alerta ainda pouco difundido fora da odontologia: problemas dentários e gengivais silenciosos podem estar associados ao aumento do risco de doenças graves, como infarto, AVC e até demência. O conceito de que a boca é uma porta de entrada para o organismo ganha força à medida que estudos reforçam como infecções bucais podem afetar todo o corpo.

De acordo com a dentista e diretora da Neodent, Dra. Priscila Cordeiro, a cavidade oral funciona como um dos principais pontos de contato com o meio externo. “Tudo o que ingerimos passa pela boca e a mucosa bucal é altamente vascularizada. Quando há inflamações, infecções ou feridas, bactérias podem entrar na corrente sanguínea com mais facilidade”, explica. Os microrganismos podem atingir outras regiões do corpo e contribuir para inflamações em vasos sanguíneos, podendo afetar órgãos como o coração e o cérebro.

Entre os principais fatores de risco estão as doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, que frequentemente evoluem de forma silenciosa. Sem dor nos estágios iniciais, essas condições podem se transformar em inflamações crônicas relevantes. Além disso, infecções dentárias, normalmente geradas por cáries profundas, e até a perda dentária, também podem ter impacto sistêmico, podendo comprometer a nutrição e a qualidade de vida.

Nesses casos, soluções como os implantes dentários ganham destaque ao possibilitar a reabilitação funcional da mastigação e a preservação da saúde óssea, contribuindo para o equilíbrio do organismo como um todo. “A odontologia moderna oferece soluções cada vez mais integradas, desde tratamentos periodontais até reabilitações com implantes, que contribuem não apenas para a estética, mas para a saúde como um todo”, ressalta a Dra. Priscila.

A relação entre a saúde bucal e as doenças cardiovasculares já é um dos pontos consolidados. Segundo a especialista, a periodontite contribui para um estado inflamatório sistêmico que favorece a formação de placas de gordura nas artérias — processo conhecido como aterosclerose — podendo elevar o risco de infarto e AVC. “Não se trata de uma causa única, mas é um fator de risco relevante e, principalmente, evitável com cuidados diários e acompanhamento odontológico adequado”, destaca.

Outro campo que vem ganhando atenção é a ligação entre doenças bucais e o declínio cognitivo. Estudos recentes indicam que bactérias e mediadores inflamatórios originados na boca podem alcançar o cérebro e contribuir para processos inflamatórios neurológicos ao longo do tempo. Embora ainda esteja em investigação, essa associação acende um sinal de alerta para a importância da saúde bucal na prevenção de doenças neurodegenerativas.

Sinais silenciosos e prevenção

Sangramento gengival, mau hálito persistente, retração gengival, mobilidade dentária e sensibilidade são alguns dos sinais frequentemente ignorados, mas que podem indicar problemas mais sérios. Alterações na posição dos dentes também devem ser avaliadas, pois impactam diretamente a higiene e o equilíbrio da mordida. Para pacientes com aparelhos ortodônticos a atenção deve ser redobrada, já que esses dispositivos exigem cuidados específicos para evitar o acúmulo de placa bacteriana. Nesses casos, alinhadores ortodônticos transparentes são uma alternativa que facilita a higiene e favorece a manutenção da saúde bucal durante o tratamento.

Segundo a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Fernanda Santini, os alinhadores oferecem diversos benefícios “Além de praticamente imperceptíveis, os alinhadores proporcionam mais comodidade no dia a dia e facilitam a higienização bucal quando comparados aos aparelhos tradicionais. Isso permite ao paciente manter seus hábitos de escovação e uso do fio dental com facilidade, favorecendo um tratamento mais equilibrado e com resultados previsíveis”.

A prevenção continua sendo a principal aliada. Hábitos simples, como a escovação adequada, o uso diário do fio dental e as visitas regulares ao dentista, podem evitam o avanço de infecções e o comprometimento de outros sistemas do organismo. O controle de fatores de risco, como o tabagismo e o diabetes, também é determinante.

 

Sobre a Neodent

A Neodent é a marca de implantes dentários mais utilizada pelos dentistas no Brasil. Com o propósito de criar novos sorrisos todos os dias e contribuir para a democratização da saúde bucal, vai além do desenvolvimento e fornecimento de soluções odontológicas de alta qualidade e tecnologia, promovendo programas como o Neodent+, que conecta correntistas Bradesco aos dentistas Neodent e oferecem condições especiais para a realização de tratamentos, e a Expedição Novos Sorrisos, que leva cuidado odontológico e ações educativas a comunidades carentes em todo o Brasil. 

Sobre a ClearCorrect

A ClearCorrect é uma das principais marcas de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. A integrante do grupo suíço Straumann está presente no Brasil desde 2018, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.

A MILLION WOMEN BRASIL: Michely Mundy afirma que atual governo não representa o povo cristão

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Durante o evento A MILLION WOMEN  BRASIL que aconteceu neste sábado (25/4) na Esplanada dos Ministérios em Brasília, a apóstola Michely Mundy chamou atenção pela forte palavra e declaração de apoio a Israel (Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam.” Salmos 122:6). Ela também cobrou responsabilidade do povo de Deus de escolher bem seus representantes em outubro.

Quanto ao fato de ter dito que o atual governo (Lula) não representa o povo, a  ministra evangélica está biblicamente 100% correta, conforme Provérbios 29:2 que diz: “Quando o justo governa, o povo se alegra; mas quando o ímpio domina, o povo geme”.

Esse versículo destaca que a liderança justa traz alegria e prosperidade ao povo, enquanto a iniquidade causa sofrimento geral. Governos justos estabelecem a terra com justiça e liberdade, protegendo direitos.

Michely Mundy é apóstola, terapeuta cristã, mentora e comunicadora, com atuação voltada a libertação, desenvolvimento emocional, identidade e posicionamento à luz dos princípios bíblicos. Está há décadas no ministério, exercendo liderança espiritual e influência na formação de pessoas com maturidade, fé e responsabilidade.

Com formação em Gestão de Pessoas, Psicologia Pastoral, Psicanálise Clínica e Terapia, alia conhecimento técnico e espiritual para conduzir indivíduos a uma vida com direção, equilíbrio e propósito. Antes de se dedicar integralmente ao ministério, teve uma breve atuação na vida política e empresarial,  o que ampliou sua visão sobre sociedade, liderança e responsabilidade pública.

Também possui experiência em imagem estratégica, área na qual ajudou pessoas a se posicionarem com clareza, autoridade e coerência. Seu ministério é marcado por uma comunicação direta, firme e sem rodeios, aliado aos valores do Reino de Deus. Sua mensagem central é clara: fé não é apenas discurso, é posicionamento, prática e coerência de vida.

 

“Minha fala não foi sobre atacar governo A ou B, mas sobre um princípio espiritual e histórico: o posicionamento em relação a Israel, que é bíblico. Quando falei sobre outubro, eu não estava dizendo em quem votar, mas chamando o povo de Deus à responsabilidade de escolher representantes alinhados com valores que defendem. Eu sabia que seria uma fala forte, mas Deus me orientou a fazê-la, e eu acredito que o momento exige clareza, não neutralidade”, afirmou.

https://www.instagram.com/reel/DXkN0UpDE_5/?igsh=MTZ2OW5xeGl6Y3E3bA==

“Toda honra e toda glória ao Senhor dos Exércitos. Ano passado, quando o Senhor me disse que eu estaria nesse altar, Ele me deu uma palavra e eu vou ser um pouco ousada. Nós oramos, nós clamamos por Israel. E eu digo que esse atual governo não representa o povo de Deus, porque nossa nação ama Israel! Nós amamos Israel e seremos abençoados, porque como povo nós decretamos o decreto final: o nosso amor pelo povo de Israel. E eu quero dizer algo mais ainda: nós estamos aqui no ato profético, orando e clamando, mas em outubro nós temos uma responsabilidade, como povo de Deus, de escolher adequadamente aqueles que representam o Reino de Deus, a sua justiça, aqueles que representam adequadamente aquilo que eu e você pregamos. Como cidadão, como cidadã, em outubro nas urnas, o povo de Deus se levantará, não apenas com uma voz, mas com ato profético, de votar corretamente. Só aqueles que concordam comigo, digam amém! Amém! Glória a Deus! Aleluia! Esse é o decreto final! Em nome de Jesus, aleluia! Glória a Deus”, proclamou a apóstola.

 

Fonte: donnysilva.com.br

Acervo do MEC Livros é ampliado e chega a 25 mil obras disponíveis gratuitamente

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Plataforma digital permite o empréstimo de até duas obras por mês por CPF. Desde o seu lançamento, foram mais de 586 mil usuários cadastrados e mais de 276 mil obras alugadas

 

A biblioteca digital do MEC Livros foi organizada a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística e conta com uma série de ferramentas voltadas para facilitar a experiência do usuário. Foto: Divulgação/MEC Livros

 

A plataforma gratuita de livros digitais MEC Livros teve o seu acervo ampliado de 8 mil para 25 mil obras disponíveis. O anúncio foi feito pelo Governo do Brasil durante cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Livro nesta quinta-feira, 23 de abril, junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde o seu lançamento, há pouco mais de duas semanas, o MEC Livros já atingiu a marca de mais de 586 mil usuários cadastrados e mais de 276 mil obras alugadas. Os livros disponibilizados são nacionais e internacionais, contando com lançamentos e best-sellers, além de obras do acervo do domínio público e de parcerias, que podem ser convertidas de arquivos em PDF para o formato ePub, melhorando a experiência de leitura digital.
“Precisamos fomentar a leitura no Brasil, a leitura de autores brasileiros e a leitura sobre a história do país. É muito importante para a nossa soberania que a gente se identifique com os livros, se identifique com nossa literatura, que a gente leia nossos autores e conheça nossa história”, apontou o ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante a cerimônia.
NOVO MECANISMO — Além da ampliação do acervo, a plataforma passará a contar, nos próximos dias, com um novo mecanismo de empréstimo e devolução. Usuários que tiverem lido ao menos 10% da obra poderão devolvê-la antecipadamente e realizar um novo empréstimo. O mesmo valerá para quem já tiver concluído 90% ou mais do conteúdo e desejar encerrar a leitura antes do prazo. Antes, a devolução só podia ser feita após 14 dias, independentemente da conclusão da leitura. É permitido o empréstimo de até duas obras por mês por CPF.
“O processo de ampliação e melhoria do MEC Livros é contínuo. A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam rápido e queriam devolver o livro para poder pegar outro e ler mais ainda. Então, o empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você também poderá começar a ler o seu livro e, se não gostou, devolver e pegar outro”, explicou o ministro da Educação.
ACESSO À CULTURA — Segundo o presidente Lula, o aplicativo cumpre o dever do Estado de garantir a produção e o acesso à cultura. “Este é o papel do Estado: dar condições para que vocês produzam cultura, para que vocês escrevam livros, e para que vocês, que querem ler, tenham acesso. Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro para o básico. Então, nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo quando não podem comprar um livro, e o MEC Livros é exatamente para isso”, afirmou.
MEC LIVROS — A biblioteca digital foi organizada a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística e conta com uma série de ferramentas voltadas para facilitar a experiência do usuário, como agente de IA para tirar dúvidas e oferecer sugestão de leituras e um painel de acompanhamento das obras acessadas. A plataforma também tem foco na acessibilidade, com opções de ajuste de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.
Além de permitir a personalização da leitura e o uso de notificações automatizadas sobre as obras, o aplicativo separa os exemplares por categorias, que permitem uma navegação mais assertiva. A biblioteca digital conta com quase 20 editorias e gêneros, que vão de romance e ficção a histórias em quadrinhos e literatura de cordel.
HÁBITO DE LEITURA — A cerimônia do Dia Mundial do Livro também marcou outra iniciativa para o incentivo ao hábito de leitura: a assinatura da portaria que institui o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026-2036, que estabelece metas para ampliar o número de leitores no país até 2036. O novo plano foi elaborado de forma conjunta entre o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura. Entre os principais objetivos, está aumentar de 47% para 55% a proporção da população com hábito de leitura, além de ampliar o acesso a livros e fortalecer as políticas públicas voltadas à prática.

Cegueira infantil: até 90% dos casos poderiam ser evitados

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Esperar sinais ou queixas pode custar a visão de uma criança

Abril marca a campanha Abril Marrom, dedicada à conscientização sobre a prevenção da cegueira. O alerta é contundente: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,4 milhão de crianças vivem com cegueira no mundo — e até 90% desses casos poderiam ser evitados.

O problema não está apenas na doença. Está no tempo do diagnóstico. O oftalmologista Dr. Edison Geraissate, do CBV- Hospital de Olhos, ressalta: “A melhor forma de prevenir a cegueira infantil é realizar o exame oftalmológico nos primeiros dias de vida. Não se trata de opção — é uma necessidade.”

Segundo o especialista, esperar sinais ou depender da percepção de pais e educadores é um erro crítico. “Quando um adulto percebe que há algo errado, ou quando a criança começa a se queixar, na maioria das vezes a doença já está instalada e em progressão. Já perdemos tempo precioso”, afirma o especialista do CBV- Hospital de Olhos.

Segundo o oftalmologista, o tempo faz diferença. “O desenvolvimento visual ocorre em uma janela extremamente sensível. Se não houver diagnóstico e intervenção precoce, pode haver comprometimento permanente da visão — e, em casos mais graves, do próprio desenvolvimento do olho. Existem situações em que não conseguimos mais recuperar o que foi perdido”, alerta.

De acordo com o Dr Edison, muitas doenças oculares infantis são silenciosas. Não causam dor, não geram queixas e não são percebidas facilmente. Ainda assim, podem comprometer de forma significativa e definitiva a visão da criança. Mesmo os chamados “sinais de alerta” — como olhos desalinhados, lacrimejamento persistente, sensibilidade à luz, dificuldade para focar ou movimentos oculares anormais — já indicam que o problema não é inicial. “Esses sinais não devem ser aguardados. Eles mostram as consequências das doenças que já evoluíram”, alerta o médico.

Embora crianças prematuras ou com histórico familiar tenham maior risco, o exame oftalmológico precoce deve ser realizado em todos os recém-nascidos, sem exceção.

O oftalmologista reforça que prevenção não começa quando surgem sintomas — começa antes. “Cegueira infantil evitável ainda acontece porque o diagnóstico chega tarde. E quando chega tarde, muitas vezes já não há mais o que fazer. Precisamos mudar esse cenário com ação precoce. O exame nos primeiros dias de vida é o ponto mais crítico de toda a prevenção”, conclui Dr. Geraissate.

 

Com mais de 60 horas de conteúdo, FIEMG realiza oitava edição do Imersão Indústria

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Principal evento do setor produtivo mineiro teve participação de grandes especialistas do mercado

 

A 8ª edição do Imersão Indústria, realizada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), destacou-se como um evento focado na competitividade, inovação e sustentabilidade do setor industrial brasileiro, reunindo especialistas e líderes em Belo Horizonte, nos dias 23 e 24 de abril. Com mais de 4.800 inscritos, o evento contou com 138 palestras, 60 painéis e 62 empresas fornecedoras na rodada de negócios, que tiveram como empresas âncoras: FIEMG, Vale, Iveco, Gerdau, Usiminas, ArcelorMittal.

 

O evento abordou a urgência de reduzir o “Custo Brasil” e os desafios estruturais do país. O eixo central da campanha “Custo Brasil. Quando a Indústria trava, o Brasil trava”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), chama a atenção para os entraves estruturais, burocráticos e econômicos que impactam diretamente a produtividade e a competitividade do setor industrial.

 

Dentre os principais destaques do Imersão Indústria 2026 estão as temáticas: Ambiente e Regulação, Energia e Competitividade, Comunicação de Liderança e Networking e Conteúdo.

 

“A Lei Geral do Licenciamento Ambiental (LGLA) foi um tema central, destacando-se a redução da burocracia e a busca por segurança jurídica. Além disso, as discussões focaram na necessidade de reformas regulatórias no setor elétrico para reduzir custos e aumentar a competitividade do setor produtivo. O programa FIEMG Anjos anunciou seu 2º investimento em indtechs, destacando a startup Hyperus, que registrou crescimento superior a 100% entre 2024 e 2025. E a comunicação de alta performance foi apontada como chave para resultados nas empresas”, resumiu a superintendente de Defesa de Interesse e Gestão da FIEMG, Érika Morreale.

Dentre tantas palestras, o evento contou com a participação do comentarista político e econômico Caio Coppolla, que se apresentou no dia 23 de abril, com a palestra “Custo Brasil: barreiras estruturais, burocráticas e econômicas”.

No mesmo dia, a jornalista e escritora Fabiana Bertotti abordou o tema “Como manter a alta performance em um cenário de pressão constante”, com reflexões sobre gestão emocional, produtividade e tomada de decisão em ambientes corporativos exigentes. Assim como o professor HOC que conduziu a palestra “Decisões globais que impactam a sua rotina e os negócios”, trazendo uma análise sobre como o cenário internacional influencia diretamente o ambiente empresarial e a rotina das organizações.

 

No segundo e último dia, o economista Ricardo Amorim encerrou o evento com a palestra “Por que a indústria deve liderar o novo ciclo de crescimento do Brasil”, destacando o papel estratégico do setor industrial na retomada econômica e no desenvolvimento sustentável do país.

 

Criado em 2022, o evento se consolidou como um espaço de encontro, aprendizado e antecipação de tendências, reunindo nomes importantes do ecossistema industrial e corporativo.

 

O Imersão Indústria é uma realização do Sistema FIEMG e correalização da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O patrocínio master é da Vale, com apoio master do Sebrae Minas. Usiminas e Sicoob são os patrocinadores ouro. AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, Herculano Mineração, Bemisa e CBMM são os patrocinadores prata. A parceria é da J. Mendes e da Construtora Barbosa Mello, e a parceria institucional conta com Allya, AmpliFicar 1a1 + Cluube. O apoio é da 98 News, Três Corações, F5 Office e Centro Universitário UNA.

Paciente internado celebra aniversário com família e amigos no Hospital de Base

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Equipes do IgesDF organizaram uma comemoração para Cláudio, que completou 43 anos nesta sexta-feira
Por Giovanna Inoue
O jardim do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), conhecido por ser um espaço de acolhimento e respiro em meio à rotina hospitalar, foi palco, nesta sexta-feira (24), de uma celebração cheia de significado. Internado na unidade, Cláudio Vieira Marques esperava passar o aniversário em casa, ao lado da família, mas, diante das complicações do seu quadro de saúde, isso não foi possível. Ainda assim, a equipe médica conseguiu encontrar um jeito de fazer a festa acontecer.
Diagnosticado com um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, Cláudio está em cuidados paliativos. Ele procurou o HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), no último dia 16, após apresentar falta de ar intensa e piora dos sintomas em casa.
“Eu estava sentindo muita falta de ar e os remédios já não estavam fazendo efeito. Fiquei com medo”, relembra.
Com a melhora gradual do quadro, nasceu a esperança de comemorar o aniversário em casa. No entanto, após nova avaliação médica, ele recebeu a notícia de que ainda não teria alta.
“Eu queria muito passar essa data com os meus filhos, mas os médicos foram me mostrando os exames e eu vi que não ia dar. Mas depois eles me disseram que tinham uma alternativa”, conta.
A alternativa foi levar a comemoração até ele. Na tarde desta sexta-feira, Cláudio celebrou os 43 anos cercado de carinho e afeto, com a presença da esposa, dos três filhos, amigos próximos e profissionais da unidade que acompanham sua trajetória.
A festa teve bolo temático do Palmeiras, time do coração do paciente, além de doces, refrigerantes e decoração com balões. Para garantir a segurança alimentar, todos os itens foram previamente avaliados e autorizados pela equipe de nutrição do hospital.
Mais do que uma comemoração, o momento representou acolhimento, afeto e a certeza de que, mesmo dentro do hospital, ainda há espaço para celebrar a vida.
Com um sorriso no rosto e a voz emocionada, Cláudio resume o sentimento que viveu naquele momento.
“Foi a melhor coisa do mundo. Senti como se tivesse ido pra casa. Estou muito feliz, muito feliz, me sinto renovado”, agradece.

Fora do impasse das COPs, Conferência em Santa Marta testa nova via para abandonar combustíveis fósseis

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Encontro em cidade da Colômbia quer contribuir para mapa do caminho rumo ao fim do petróleo, gás e carvão, proposto durante a COP30, mas que deverá ser apresentado em novembro deste ano. Além disso, ministra do Meio Ambiente do país promete discutir ações sem as amarras do lobby da indústria petrolífera.

Representantes de 56 países do Norte e Sul Global se reúnem em Santa Marta, no Caribe colombiano, para buscar caminhos concretos para o fim dos combustíveis fósseis. A 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis ocorre a partir desta sexta-feira (24) até a próxima quinta-feira (29), recolocando no centro do debate o principal vilão da agenda climática, ponto em que as negociações climáticas tradicionais têm falhado.
Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro do ano passado, em Belém, 24 países já haviam sinalizado presença nessa nova rodada de discussões em Santa Marta. Cinco meses depois, a adesão mais que dobrou, indicando uma articulação internacional crescente em torno da necessidade de sair do papel e avançar para a implementação.
Nesse movimento, o Brasil ocupa uma posição estratégica. Ainda durante a COP30, o presidente Lula (PT) defendeu a construção de um “mapa do caminho” global para orientar a transição e o fim dos combustíveis fósseis. A proposta chegou a mobilizar um grupo de países nos bastidores, liderado por Colômbia e Países Baixos, mas acabou esvaziado no texto final da conferência, aprovado sem metas claras para reduzir a dependência de petróleo, gás e carvão.
Santa Marta surge como um desdobramento do incômodo deixado pelo resultado da COP30, que acabou limitado pelo modelo das tradicionais conferências climáticas, em que a adoção de novas políticas depende do consenso de todos os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
“O que queremos aqui é unir esforços, pensar em conjunto. O que nos atrai é a coalizão, o coletivo. O que podemos fazer juntos que cada país não consegue fazer separadamente?”, declarou a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, na tarde desta sexta-feira durante a abertura da conferência.

Ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, na tarde desta sexta-feira durante a abertura da conferência de Santa Marta. Foto: Fábio Bispo/InfoAmazonia

 

“Sabemos que isso significa repensar os desafios das cúpulas das partes, os desafios do realismo climático multilateral. Nesse sentido, nos vemos como complementares. Um complemento que é, por assim dizer, mais livre e, esperamos, mais honesto”, complementou. Vélez também afirmou que o encontro ocorre “livre do lobby das indústrias petrolíferas” e “sem agendas ocultas”.
Na Colômbia, a proposta é criar um espaço focado na implementação — não apenas na negociação. A escolha do país como sede não é casual. Apesar de ainda depender da exploração e exportação de combustíveis fósseis, o governo de Gustavo Petro vem tentando reposicionar sua política energética, adotando um discurso favorável à transição.
Durante a COP30, Vélez Torres declarou toda a Amazônia colombiana como zona livre de petróleo. Nesta sexta-feira, a ministra deu o pontapé inicial da conferência usando o próprio exemplo do país, ao “mostrar que a transição é viável”, e anunciar que decidiu “não conceder novos contratos de petróleo e gás e não expandir a indústria do carvão”. Além disso, estendeu esse compromisso de área livre de petróleo à Sierra Nevada, a maior montanha costeira do planeta, considerada o coração do mundo pelos povos indígenas.
Santa Marta é a cidade mais antiga da Colômbia, também conhecida por ser um dos maiores e mais estratégicos portos exportadores de carvão do mundo. Seg

undo Vélez Torres, isso reforça o simbolismo de sediar um encontro que discute justamente o fim desse modelo econômico.

‘Chega de promessas, ações’, diz o painel vertical instalado em Santa Marta, na Colômbia, convidando para a conferência. Foto: Fábio Bispo/InfoAmazonia

Vélez afirmou que, como resultado, a conferência deve dialogar diretamente com a iniciativa brasileira ao buscar avançar justamente onde a negociação formal travou: na construção de caminhos concretos para a implementação. O encontro deve apresentar um relatório com contribuições de países e organizações, que será entregue oficialmente às presidências da COP30 e da COP31 como contribuições para o que o presidente Lula chamou de mapa do caminho.
O objetivo é servir como insumo político e técnico para esse roteiro, que o Brasil pretende apresentar em novembro deste ano, no âmbito da presidência da COP30, além de alimentar e pressionar futuras negociações no sistema das Nações Unidas.
Uma nova conferência, de fato

 

Após mais de três décadas de conferências anuais, os combustíveis fósseis só foram mencionados de forma explícita na COP28, quando os quase 200 países membros da ONU se comprometeram com uma “transição” para o fim do uso de combustíveis fósseis.
Dois anos depois, a COP30, no Brasil, terminou sem conseguir avançar no tema. O texto consensuado entre as nações evitou estabelecer compromissos diretos para a eliminação da dependência dos fósseis.
Agora, o que se desenha em Santa Marta é um rearranjo incomum no tabuleiro das negociações climáticas. A conferência abre espaço para que nações mais vulneráveis e atores historicamente marginalizados, como as ilhas do pacífico, povos indígenas, cientistas e organizações da sociedade civil, tenham uma maior participação direta na formulação de soluções, deslocando o eixo tradicional das decisões climáticas.
“A decisão sobre como vamos planejar a eliminação gradual dos combustíveis fósseis envolve a criação de territórios para a vida, sim, zonas de exclusão do extrativismo, sim, zonas aceleradas, zonas que devem ser priorizadas para o fechamento progressivo”, afirmou Vélez.

Ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Veléz.

 

De um lado, ficam ausentes as principais potências no uso dos combustíveis fósseis: China, Índia e Estados Unidos. De outro, um bloco heterogêneo começa a se consolidar, reunindo economias centrais do Norte Global, como Canadá, Alemanha, Reino Unido, Noruega e a União Europeia, além de países do Sul Global que também dependem fortemente da exploração de petróleo, gás e carvão, como Brasil, México, Tanzânia e Vietnã.
A aposta é que essa combinação, que inclui o peso econômico das nações participantes e a pressão dos territórios mais afetados, consiga produzir algo que até agora escapou às grandes cúpulas do clima.

A ministra colombiana afirmou que países como Estados Unidos e Rússia não foram convidados para a conferência por defenderem abertamente uma “agenda extrativista”. Já a China foi convidada apenas para o segmento privado. “Não queríamos entrar na mesma rotina das Conferências das Partes, onde participam atores que são precisamente contrários ao debate central, que é a superação dos combustíveis fósseis.”

O formato também altera a dinâmica tradicional das negociações, historicamente concentradas nas grandes potências. Em Santa Marta, países mais vulneráveis e diretamente afetados pelas mudanças climáticas ganham protagonismo na definição de soluções, em um movimento que busca reequilibrar a relação entre quem mais emite e quem mais sofre os impactos.
A nova conferência tenta, portanto, operar fora desse bloqueio estrutural. Ao reunir apenas países e atores dispostos a avançar, aposta na ideia de que um grupo menor, mas alinhado, pode gerar pressão política e técnica para destravar o debate global.
Outro elemento central é o método. Em vez de um documento final negociado linha a linha, como ocorre nas COPs, o encontro deve produzir um conjunto de propostas e experiências construídas colaborativamente. Serão incorporadas contribuições da sociedade civil, da academia e de diferentes setores produtivos.

 

“É a primeira conferência e ela não tem o objetivo de encerrar essa conversa, nem de produzir uma decisão vinculante, mas precisa apontar caminhos. Como os países que já estão prontos, eles podem se apoiar mutuamente, acelerar a ação e estruturar esses processos”, afirma Stela Herschmann, especialista em política climática do Observatório do Clima. Segundo ela, um dos pontos-chave será a conexão entre Santa Marta e o processo liderado pela presidência brasileira da COP30: “são processos paralelos, mas que devem se informar mutuamente, o que pode ser de bastante valia”.

 

A expectativa é que o material final da conferência sirva para orientar políticas nacionais e alimentar os próximos ciclos da diplomacia climática. Mais do que um evento isolado, Santa Marta pretende se consolidar como um novo polo de articulação política para países que defendem a transição energética.

Até a próxima quinta-feira, a cidade colombiana deve funcionar, portanto, como um laboratório político e técnico. Um espaço menos travado, mais experimental, que tenta responder a uma pergunta: se já existe consenso científico sobre a necessidade de abandonar os combustíveis fósseis, o que ainda impede que isso aconteça?

 

Fotos e texto: Fábio Bispo/InfoAmazonia

Esta reportagem foi produzida por InfoAmazônia, por meio de uma parceria de cobertura da 1ª Conferência Internacional sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, e publicada com edições do [VEÍCULO QUE REPUBLICA]. Leia a reportagem original em: Link

No Dia Mundial do Livro, UTI Pediátrica do Hospital de Base transforma leitura em cuidado e afeto

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Iniciativa cria momentos de conexão entre crianças, familiares e profissionais e leva leveza ao ambiente hospitalar
Por Luciane Paz
Uma criança internada, um livro aberto e uma pausa no ambiente da UTI. No Hospital de Base, a leitura tem ajudado a transformar a experiência de pequenos pacientes em momentos de afeto, imaginação e acolhimento.
No Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, a UTI Pediátrica reforça a iniciativa que leva histórias para dentro da rotina hospitalar.
O projeto surgiu da proposta de ampliar a humanização no atendimento, criando momentos que vão além dos procedimentos clínicos. Em um espaço dedicado dentro da unidade, livros ficam disponíveis para pacientes, acompanhantes e profissionais, incentivando a leitura compartilhada no dia a dia.
Segundo o médico e chefe da UTI Pediátrica, Abdias Aires, a ideia nasceu de forma simples, mas com impacto direto na experiência de quem passa pelo hospital. “Criamos um espaço para que as pessoas tenham acesso aos livros e possam compartilhar com pacientes, acompanhantes e também com a equipe. É uma forma de tornar o ambiente mais leve”, afirma.
A dinâmica respeita as regras do ambiente hospitalar. Como os livros não circulam entre os leitos, muitos acabam ganhando um novo destino: a casa das crianças. “Quando o paciente se identifica com a história, o livro é doado para que ele leve consigo. Isso ajuda a construir uma memória afetiva positiva desse período”, acrescenta o médico.
Na rotina da equipe, a leitura também se tornou aliada no cuidado. A técnica de enfermagem da UTI Pediátrica, Ludmila Fernandes, conta que o momento tem impacto direto no bem-estar dos pacientes.
“Acredito que as crianças gostam bastante, porque é um momento de distração. Muitas ainda não sabem ler, mas conseguimos ler junto com elas. As menores adoram as imagens e ficam muito felizes”, relata.
“Até os pais, que estão passando por um momento difícil, acabam lendo para distrair a mente. Tanto os acompanhantes quanto as crianças se envolvem”, completa.
Os livros também passaram a ser usados em atividades terapêuticas. “Utilizamos nas fisioterapias, com brincadeiras e estímulos. Isso contribui para o desenvolvimento e ajuda a criança a esquecer um pouco que está no hospital”, acrescenta a profissional.
Como ajudar
A população pode contribuir com a iniciativa por meio da doação de livros infantis e infantojuvenis em bom estado de conservação.
Local de entrega: recepção principal do Hospital de Base
Horário: de segunda a sexta-feira, em horário comercial
“As doações ajudam a manter o projeto e garantem que mais crianças tenham acesso a momentos de leveza, imaginação e acolhimento durante a internação”, reforça o chefe da UTI Pediátrica.

Promundo Celebra Ciclo de Impacto com Seminário Internacional sobre Masculinidades e Paternidades na Câmara dos Deputados 

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Nos dias 04 e 05 de maio de 2026, o Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, será o palco do Seminário Internacional Promundo: Ressignificando Masculinidades e Paternidades. O evento marca a consolidação do ciclo de impacto 2019-2025 da organização, evidenciando avanços em políticas públicas, produção de evidências científicas e inovação metodológica no campo da primeira infância e da prevenção da violência de gênero.

Com um público esperado de até 200 pessoas e transmissão ao vivo pelo YouTube, o seminário reunirá parlamentares, especialistas internacionais, representantes de ministérios e da sociedade civil para projetar novos horizontes nas agendas de cuidado e equidade no Sul Global.

Destaques da Programação

O seminário está estruturado em cinco eixos estratégicos que percorrem desde o fortalecimento institucional até a incidência direta no poder público.

Segunda-feira, 04 de maio

Abertura e Fortalecimento (14h00): Debate sobre os desafios das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e o fortalecimento do Promundo, mediado pela UNESCO.

Pesquisa e Avaliação (16h00): Mesa dedicada à importância do monitoramento e avaliação para a credibilidade do trabalho social, com a presença de pesquisadores da USP e da Universidad de Guadalajara (México).

Terça-feira, 05 de maio

Programas e Metodologias (09h30): Apresentação de ferramentas práticas como o Programa P (Paternidade e Cuidado), com experiências no Peru, e o Programa V, focado em homens em situações de emergência climática, como a ocorrida no Rio Grande do Sul.

Políticas Públicas (14h00): Discussão sobre a incidência no Marco Legal pela Primeira Infância, Licença Paternidade e o Pacto de Prevenção ao Feminicídio.

Perspectivas Futuras (16h00): Encerramento com parlamentares da Frente pela Ampliação da Licença Paternidade e o lançamento do aguardado Relatório de Paternidades 2026.

Sobre o Promundo – O Instituto Promundo é uma organização que trabalha para promover a equidade de gênero e a prevenção da violência, focando no engajamento de homens e meninos em parceria com mulheres e meninas. Entre 2019 e 2025, a instituição consolidou um modelo que integra a produção de conhecimento acadêmico com a implementação de políticas públicas, como o Pré-natal do Parceiro e a Política Nacional de Cuidados. Rumo aos seus 30 anos, a organização expande sua atuação com foco em ancestralidade, decolonialidade e o fortalecimento de vínculos na primeira infância.

Serviço

Evento: Seminário Internacional Promundo: Ressignificando Masculinidades e Paternidades.

Data: 04 de maio (13h às 17h30) e 05 de maio de 2026 (08h30 às 17h30).

Local: Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados, Brasília – DF.

Transmissão: Canal do YouTube do Promundo.

Realização: Promundo com apoio da Fondation Chanel e Signatários do Pacto.

Atenciosamente,

Como declarar pensão alimentícia no Imposto de Renda 2026

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Rendimento é isento, mas precisa ser declarado no IRPF

São Paulo  – Mesmo isenta de tributação desde 2023, a pensão alimentícia continua no radar da Receita Federal e deve ser informada na declaração do Imposto de Renda 2026. A obrigatoriedade vale tanto para quem recebe quanto para quem paga, já que os dados seguem sendo monitorados para fins de cruzamento de informações. Os valores passaram a ser classificados como rendimentos isentos e não tributáveis após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o preenchimento correto continua essencial para evitar inconsistências.

De acordo com Daniel de Paula, coordenador da área de imposto de renda da IOB, que une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada para resolver os desafios de contadores e empresas, um dos erros mais comuns é acreditar que, por não haver cobrança de imposto, não é necessário declarar a pensão recebida. “Mesmo isenta, a pensão alimentícia precisa ser declarada corretamente para evitar inconsistências com a declaração de quem paga. O cruzamento de dados é automático e qualquer divergência pode levar o contribuinte à malha fina”, afirma Daniel.

Para fins fiscais, é considerada pensão alimentícia qualquer valor previsto em decisão judicial, acordo homologado ou escritura pública, sempre de acordo com as normas do Direito de Família. Pagamentos realizados voluntariamente, sem formalização legal, não podem ser deduzidos por quem paga e não recebem o mesmo tratamento tributário. Além disso, a Receita não permite que a mesma pessoa seja declarada simultaneamente como dependente e alimentando na mesma declaração.

“Entender a diferença entre dependente e alimentando é fundamental. Quando há pensão alimentícia formalizada, o beneficiário deve ser informado como alimentando, e não como dependente”, explica o especialista da IOB.

Como declarar a pensão alimentícia recebida

O preenchimento deve ser feito na ficha de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. O contribuinte deve selecionar o código “28 – Pensão Alimentícia”, informar se o rendimento foi recebido pelo titular ou por alimentando, incluir os dados de quem pagou a pensão e registrar o valor total recebido ao longo de 2025.
A declaração de pensão alimentícia envolve três figuras principais:

  • Alimentante: pessoa que paga a pensão;
  • Alimentando: pessoa que tem direito ao recebimento;
  • Responsável: pessoa que recebe os valores em nome do beneficiário, geralmente quando este é menor de idade.

Quando a pensão é destinada a um filho menor, por exemplo, o beneficiário é a criança, e não o responsável que administra os recursos. Por isso, os dados informados na declaração devem ser sempre os do alimentando.
Para comprovar o direito ao recebimento e os valores informados, os documentos são:

  • Decisão judicial, acordo homologado ou escritura pública que estabeleça a pensão;
  • Extratos bancários e comprovantes de transferência;
  • Recibos de pagamento, quando aplicável.

“A documentação é a principal garantia do contribuinte em caso de fiscalização. Guardar comprovantes e decisões judiciais é fundamental para comprovar a origem dos valores declarados”, destaca Daniel.
Já o alimentante, ou seja, quem paga a pensão, declara os pagamentos realizados na ficha de pagamentos, de acordo com os códigos a seguir:

  • 30 – Pensão alimentícia judicial paga a residente no Brasil;
  • 31 – Pensão alimentícia judicial paga a não-residente no Brasil;
  • 33 – Pensão alimentícia – separação/divórcio por escritura pública paga a residente no Brasil; ou
  • 34 – Pensão alimentícia – separação/divórcio por escritura pública paga a não-residente no Brasil.

 

IOB | Tecnologia e Inteligência

A IOB une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada para resolver os desafios de contadores e empresas. Referência nas áreas fiscal, contábil, tributária, trabalhista, previdenciária e jurídica, se destaca pela confiabilidade aliada às soluções tecnológicas, inteligentes e humanizadas para cada cliente.