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Recorde de emprego no Brasil. Recorde de jovens em funções que estão em extinção

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Fotos Cleber de Paula

 

Por Rodrigo Dib, superintendente Institucional do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE.

João tem 19 anos, mora na periferia de São Paulo e conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada. Auxiliar logístico. Jornada puxada. Tarefas repetitivas. Salário abaixo da média nacional.

Para as estatísticas, João é parte de um recorde histórico. Para o futuro, ele pode estar entrando numa função que não existirá daqui a poucos anos.

E esse é exatamente o ponto que poucos no Brasil estão discutindo com a seriedade que o momento exige.

O Brasil encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012: 5,1%, segundo o IBGE. O país atingiu 103 milhões de pessoas ocupadas. O rendimento médio dos trabalhadores também alcançou o maior nível da série.

São, objetivamente, os melhores números do mercado de trabalho brasileiro de toda a história.

Quando você abre os dados, aparece uma realidade bem menos confortável.

Pesquisa do FGV IBRE baseada em microdados da PNAD Contínua mostra que metade dos jovens de 18 a 24 anos está concentrada em apenas 20 ocupações — balconistas, escriturários, auxiliares de limpeza, caixas, operadores de telemarketing. Funções de baixa complexidade, alta rotatividade e baixo salário. O rendimento médio mensal desse grupo é de R$1.815. A renda média nacional: R$3.315. Uma diferença de quase 45%.

A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos chegou a 14,9% no primeiro trimestre de 2025 — quase o dobro da média nacional de 7%, segundo o IBGE. E entre 2019 e 2024, a ocupação dos jovens cresceu 4,2% enquanto a dos adultos de 30 a 59 anos cresceu 8,6%. O mercado aqueceu. Mas não aqueceu igual para todo mundo.

Tem ainda um dado que passou quase despercebido no noticiário de janeiro de 2026: o CAGED fechou 2025 com 1,27 milhão de empregos formais — queda relevante em relação a 2024, indicando desaceleração no ritmo de criação de empregos formais. O governo celebrou o saldo positivo. A imprensa destacou o recorde de desemprego baixo. Ninguém parou para notar que o mercado formal está desacelerando exatamente no momento em que a automação está acelerando.

 

A escada que alguém está removendo

Existe um conceito simples na economia do trabalho chamado learning by doing — aprender fazendo. As primeiras funções de uma carreira não existem só para produzir. Existem para formar. O analista júnior que organiza dados aprende a interpretar dados. O redator de entrada aprende a estruturar argumentos. O assistente de atendimento aprende a lidar com pessoas sob pressão. Essas funções são degraus, não destinos.

O que está acontecendo agora é que a inteligência artificial chegou exatamente nesse ponto. Não no topo da escada. No primeiro degrau.

 

Em abril de 2026, economistas do Goldman Sachs publicaram a análise mais precisa já feita sobre o impacto real da IA no mercado de trabalho — baseada em dados reais de folha de pagamento, não em projeções. A IA está eliminando, líquido, 16 mil empregos por mês nos Estados Unidos. A substituição destrói 25 mil posições mensais; a criação de novas funções repõe apenas 9 mil. Quem absorve o impacto primeiro: trabalhadores entre 22 e 25 anos, que experimentaram queda de 16% no emprego em funções expostas à IA em menos de três anos.

Os setores mais afetados são: entrada de dados, suporte ao cliente, redação básica, análise elementar, suporte administrativo. Exatamente as funções onde metade dos jovens brasileiros está concentrada.

O mesmo Goldman Sachs publicou, na mesma semana, um segundo estudo baseado em 40 anos de dados individuais: trabalhadores deslocados por tecnologia levam em média dez anos para recuperar a trajetória salarial que teriam tido em condições normais. Os economistas chamam isso de scarring — cicatriz de carreira. Não é metáfora. É o que acontece quando uma geração passa os anos formativos sem acumular a experiência que deveria.

 

Fluentes na ferramenta. Bloqueados na porta.

Existe uma ironia que precisa ser nomeada: quem está chegando agora ao mercado é a geração mais fluente em inteligência artificial de toda a história do trabalho. São jovens que usam agentes de IA no dia a dia, que constroem projetos com modelos de linguagem, que chegam às empresas já operando ferramentas que seus gestores de 45 anos ainda estão tentando entender.

E são exatamente essas pessoas que estão absorvendo o maior impacto da substituição por IA.

Não por incapacidade. Mas porque estão concentradas exatamente nas funções que a IA aprendeu primeiro a executar — funções que historicamente serviram de porta de entrada e de escola ao mesmo tempo. A competência técnica chegou. A oportunidade de aplicá-la dentro de uma carreira estruturada, ainda não.

Acompanho isso de perto. À frente do CIEE — a maior ONG de inserção jovem da América Latina, que inseriu mais de 290 mil jovens em programas de estágio e aprendizagem só em 2025 — vejo um movimento que os dados agregados ainda não capturam com precisão — mas que já é evidente na ponta: as vagas com maior potencial de desenvolvimento, aquelas que ensinavam enquanto ocupavam, estão encolhendo. A demanda por jovens de entrada continua, mas tem uma velocidade mais acelerada para funções operacionais. O degrau está sendo retirado em silêncio.

 

O Brasil que envelhece enquanto desperdiça seus jovens

Aqui o argumento deixa de ser só econômico e passa a ser estrutural.

O Brasil está envelhecendo mais rápido do que consegue criar riqueza. A PNAD 2025 do IBGE confirma: a proporção de brasileiros com menos de 30 anos caiu de 49,9% para 41,4% desde 2012. O grupo com 60 anos ou mais já representa 16,6% da população. A taxa de fecundidade chegou a 1,57 filho por mulher — abaixo do nível de reposição de 2,1. A população brasileira deve parar de crescer em 2041.

 

Isso significa uma coisa simples e inescapável: o país depende de que os jovens de hoje construam trajetórias sólidas. Com salários crescentes. Com contribuição previdenciária acumulada ao longo de décadas. Não existe outro caminho — não existe matematicamente.

Quando essa geração entra no mercado em funções de baixo salário, alta rotatividade e alto risco de automação, o problema não é só social. É fiscal. É o tipo de conta que aparece no balanço do INSS daqui a vinte anos e faz todo mundo perguntar como não vimos isso vindo.

 

Três mudanças que o Brasil ainda não fez — e que precisam começar agora

Trabalho há mais de duas décadas com jovens e mercado de trabalho. Fui CEO do Instituto PROA, que preparou dezenas de milhares de jovens de baixa renda para o primeiro emprego. Passei 14 anos no Instituto Ayrton Senna, onde aprendi que educação e empregabilidade são dois lados de uma crise que o Brasil insiste em tratar separadamente. Hoje, à frente do CIEE, vejo esse mercado de dentro e de fora, do lado dos jovens e do lado das empresas, ao mesmo tempo.

E o que décadas de experiência e os dados mostram em conjunto é que três mudanças são urgentes — e ninguém está tomando a sério o custo de não fazê-las:

Para o governo: o CAGED precisa evoluir. Medir só o volume de vagas abertas em 2026 é como avaliar a saúde de um país pelo número de refeições servidas, sem checar o valor nutricional. É possível e necessário criar um índice de qualidade do emprego jovem que inclua potencial de automação da função, faixa salarial em relação à média e mobilidade ocupacional em 24 meses. Sem isso, continuamos comemorando números que escondem uma crise.

Para as empresas: eliminar posições de entrada em nome da eficiência de curto prazo é uma conta que vai cobrar juros. Sem base, não existe topo. Quem não forma júnior hoje não terá liderança sênior amanhã — e vai pagar por isso no mercado de talentos daqui a uma década, quando a conta chegar e não houver de onde tirar.

Para o sistema educacional: as habilidades que a IA não substitui — julgamento contextual, negociação, resiliência, colaboração, leitura emocional de situações complexas, comunicação que convence — precisam ser desenvolvidas antes da entrada no mercado, não depois. O Brasil tem mais de 7 milhões de jovens no ensino médio. É ali, e não na faculdade, que a janela de intervenção mais eficiente ainda está aberta.

 

A pergunta que falta fazer

O CAGED de 2025 mostra 1,27 milhão de novos empregos formais. É real. Mas não responde às perguntas que mais importam: que tipo de emprego é esse? Quanto ele paga? Quanto ele ensina? E esse emprego ainda existirá daqui a dez anos?

O João, de 19 anos, da periferia de São Paulo, não está fazendo essas perguntas. Ele está aliviado por ter conseguido o primeiro emprego. Tem todo o direito de estar.

A questão é quem está fazendo essas perguntas por ele. E com que urgência.

 

O Brasil nunca teve tantos jovens trabalhando. E talvez nunca tenha corrido tanto risco de desperdiçá-los.O problema não é a falta de trabalho — formal ou informal. É a falta de caminho.

Banco do Nordeste reduz taxas em fundos de investimento e diminui custo para investidor

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Todos os 24 fundos de varejo do banco estão com as taxas de administração reduzidas. A iniciativa amplia a competitividade da prateleira de produtos
Salvador (BA)  – O Banco do Nordeste (BNB) reduz, a partir de 28 de abril, a taxa global dos fundos de investimento BNB Excelência e BNB IPCA. Com isso, as cobranças passam, respectivamente, de 0,40% para 0,25% ao ano (a.a.) e de 1,1875% para 0,20% a.a. Essa é a segunda redução nesses produtos em 2026. Desde janeiro, todos os 24 fundos de varejo oferecidos pelo Banco estão com redução de 0,0125 ponto percentual em suas taxas globais.

Segundo o diretor de Ativos de Terceiros do BNB, Antonio Jorge Guimarães Jr, as medidas reforçam o compromisso do banco com a competitividade da sua prateleira de investimentos. “Com a revisão das taxas, o BNB dá mais oportunidade a investidores terem acesso a produtos de qualidade com custo mais acessível, contribuindo diretamente para a rentabilidade líquida de quem confia seu patrimônio ao banco. Ou seja, quem investe conosco terá ganhos maiores do que estava tendo”, explica.

O executivo destaca que as taxas já eram consideradas competitivas para o mercado e que a nova redução torna os produtos ainda mais atrativos. Como referência, o executivo cita o BNB Fundo Automático, que praticava taxa de 1,70% a.a. e passou a cobrar 1,6875% a.a. desde janeiro. Já o BNB Institucional acumula, ao longo de sucessivas revisões, uma redução de 0,35% para 0,2375% ao ano. “Reflexo de um processo contínuo de adequação em favor do cotista”, explica.

A taxa global, que antes era chamada taxa de administração, é o custo cobrado pelo fundo para remunerar os serviços de gestão, administração e custódia. Quanto menor essa taxa, menor o custo que incide sobre o patrimônio do cotista e, consequentemente, maior o retorno líquido que ele recebe.

“A redução na taxa representa um ganho direto para quem investe. Mesmo que pequeno em termos percentuais, ele se acumula ao longo do tempo e faz diferença no resultado. Essa redução é um reflexo direto do nosso compromisso com quem confia no BNB para cuidar do seu patrimônio. Queremos que cada vez mais pessoas tenham acesso a produtos de qualidade com condições ainda mais favoráveis”, afirma o diretor.

Donny Silva apóia Erick Rodrigues na defesa dos Taxistas do DF

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O conhecido jornalista e pré-candidato a deputado federal pelo Democracia Cristã (DC), declarou apoio  ao presidente da Associação dos Taxistas do Distrito Federal (ASTDF), Erick Rodrigues nos interesses da categoria

“Defender os taxistas do Distrito Federal é, acima de tudo,  exigir das autoridades o cumprimento da  Lei nº 5.323/2014, que regulamenta o serviço de Táxi no Distrito Federal”, afirmou Donny Silva.

“A Lei é clara ao determinar, em seu artigo 31, parágrafo 2º, que é obrigatória a reserva e demarcação de área para ponto de Táxi em edificações de grande porte e em locais de grande fluxo de pessoas. Ora, se existe no Distrito Federal um local que se enquadra perfeitamente nessa definição, esse local é o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde acontecem grandes eventos, feiras, congressos e intensa circulação de pessoas. Mesmo assim, em vez de garantir o espaço previsto em lei, estão impondo dificuldades aos taxistas, inclusive com cobrança para que possam trabalhar e atender a população. Isso é inadmissível. O taxista não está pedindo favor. O taxista está reivindicando um direito garantido em lei. Está pedindo respeito a uma categoria que trabalha dia e noite, transportando moradores, turistas, idosos, pessoas com deficiência e toda a população que precisa de transporte seguro e regulamentado”, disse o presidente da ASTDF.

Erick pede  às autoridades competentes do DF,  providências urgentes para fazer cumprir a Lei nº 5.323, para garantir área adequada aos táxis no Centro de Convenções e impedir cobranças indevidas contra esses trabalhadores.

“Defender o Táxi é defender mobilidade, emprego e respeito à lei”, afirmou Erick.

 

Associações de imprensa do Sul do Brasil se unem nesta terça-feira contra a desinformação e lançam campanha de combate às fake news

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As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem nesta terça-feira (28), de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.

Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito:

“Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração.

Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração.

Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”

A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.

O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.

Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV,  portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”

A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.

Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.

Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.

Denúncias de idosos por juros abusivos acendem alerta para práticas no sistema financeiro

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Presidente da ABRADEB, Raimundo Nonato, explica como identificar abusos e buscar reparação

O aumento das denúncias de idosos vítimas de juros abusivos acende alerta para práticas irregulares no sistema financeiro. Só no último ano, foram mais de 13 mil registros, média de 37 casos por dia, segundo levantamento do Idec com base em dados da plataforma consumidor.gov.br.

O cenário evidencia a importância do acesso à informação e da educação financeira como ferramentas essenciais para prevenir abusos e garantir que o consumidor compreenda plenamente as condições de crédito antes de qualquer contratação.

Segundo Raimundo Nonato, presidente da Associação Brasileira de Defesa dos Clientes de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB), é fundamental que os consumidores estejam atentos aos sinais de irregularidade e busquem orientação ao identificar cobranças indevidas.

“O consumidor deve procurar a própria instituição financeira ao identificar juros abusivos, assim como os órgãos de defesa, como o Procon. Em casos mais graves, o caminho judicial pode ser necessário, inclusive com pedido de revisão contratual”, explica.

Entre as práticas consideradas abusivas estão a imposição de serviços não contratados, venda casada e falta de transparência nas condições do crédito. De acordo com o especialista, ofertas que prometem facilidade excessiva ou pressionam pela contratação imediata devem ser vistas com cautela.

“Sinais como promessa de dinheiro fácil, ausência de explicações claras sobre taxas e contratos com informações pouco destacadas indicam risco. É essencial que o consumidor analise tudo com calma antes de fechar qualquer acordo”, alerta.

Raimundo Nonato reforça ainda que o acompanhamento frequente de extratos e a conferência de descontos são medidas importantes para evitar prejuízos prolongados.

“A principal orientação é nunca contratar com pressa. Toda proposta deve ser analisada com atenção, preferencialmente com apoio de um familiar ou profissional de confiança. Quando a informação não é clara, o risco de abuso é real”, afirma.

O especialista destaca que a proteção ao consumidor idoso deve ser tratada com prioridade, considerando sua maior vulnerabilidade.

“Quando falamos em idosos, não estamos tratando apenas de consumo, mas de dignidade. O crédito precisa ser ofertado com transparência, responsabilidade e respeito”, conclui.

Milhões de brasileiros não conseguem mais sair do vermelho; pelo menos 34 milhões de pessoas vivem em inadimplência recorrente

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Especialista em Direito do Consumidor explica os motivos para o aumento de inadimplentes e destrincha o chamado “mercado da dívida”

 

O Serasa divulgou o Mapa da Inadimplência, onde compila a vida financeira dos brasileiros nos últimos dez anos. A constatação é que o brasileiro vive um ciclo de endividamento sem fim, por diversos motivos, principalmente por conta de crédito fácil e juros altos, entre outros. Além disso traz um raio-x dos devedores, em que mostra que hoje, as mulheres aparecem na lista dos “novos inadimplentes, mostra que 34 milhões de pessoas vivem em inadimplência recorrente e que o país atingiu a marca de 81,7 milhões de inadimplentes neste ano, um aumento de 38,1% se comparado a 2016.
O especialista em Direito do Consumidor, Stefano Ribeiro Ferri, afirma que “o crédito deixa de ser um instrumento legítimo de inclusão econômica e passa a ser uma armadilha quando é concedido sem responsabilidade. Isso ocorre, por exemplo, quando instituições financeiras oferecem crédito de forma agressiva, sem avaliar adequadamente a capacidade de pagamento do consumidor, ou quando ocultam o real custo da operação, especialmente em relação a juros e encargos. ”
Ele fala sobre a existência de um “modelo de negócio” baseado na inadimplência. “É importante ter cautela, mas há indícios preocupantes. Parte do mercado se beneficia indiretamente do endividamento crônico, seja por meio de juros elevados, renegociações sucessivas ou pela própria dinâmica de crédito rotativo. Embora não se possa afirmar que a inadimplência seja o objetivo central, o sistema muitas vezes se estrutura de forma a tolerar — e até lucrar com — o atraso constante. Isso levanta discussões importantes sobre regulação e responsabilidade das instituições financeiras”.
Em meio à divulgação do endividamento dos brasileiros, o governo anunciou a retomada do programa Desenrola, onde vai permitir o uso do FGTS para quitação das dívidas. No caso dessa segunda etapa do programa, o saldo disponível no Fundo de Garantia precisa corresponder ao valor total da dívida. Não será permitido o uso para amortizar os débitos.

Box Informativo

  • 42% dos inadimplentes estão nessa condição há mais de 10 anos
  • Cerca de *34 milhões de pessoas vivem em inadimplência recorrente
  • Mulheres aparecem como maiores inadimplentes, reforçando o boom do endividamento feminino

    Fonte: Serasa Experian

Governo do Brasil anuncia R$ 10 bilhões para modernização do campo e avança na renegociação de dívidas rurais

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Além da nova modalidade de crédito para máquinas e equipamentos agrícolas, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, na Agrishow, que o governo prepara programa para renegociação da dívida rural

 

Alckmin destacou que a nova linha de R$ 10 bilhões em crédito para modernização de máquinas e implementos agrícolas segue a trajetória de sucesso do MOVE Brasil para renovação da frota de caminhões, lançado em janeiro deste ano – Foto: Cadu Gomes/VPR

 

Na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), neste domingo (26/4), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou uma nova linha de R$ 10 bilhões em crédito do MOVE Brasil para modernização de máquinas e implementos agrícolas, além de antecipar que o governo prepara um programa de renegociação de dívidas rurais, para ampliar a capacidade de investimento e a competitividade do setor.

São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep diretamente ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil. Em três semanas, a gente vai ter R$ 10 bilhões com juros bem mais baixos para poder financiar a modernização e a troca de máquinas e equipamentos”

 

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

“São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep diretamente ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil. Em três semanas, a gente vai ter R$ 10 bilhões com juros bem mais baixos para poder financiar a modernização e a troca de máquinas e equipamentos”, destacou.

A medida segue a trajetória de sucesso do MOVE Brasil para renovação da frota de caminhões, lançado em janeiro deste ano. “Nós tínhamos feito 10 bilhões de crédito, com juros mais baixos, para a venda de caminhões. E o sucesso foi tão grande que acabou em 60 dias, foi esgotado o crédito. Então estamos lançando um outro MOVE Brasil, MOVE Agricultura, voltado a tratores, implementos agrícolas, semeadeiras, plantadeiras, como aqui, colheitadeiras, enfim, toda a parte agrícola”, afirmou Alckmin.

O vice-presidente também anunciou que o governo vai avançar na renegociação das dívidas do setor, contemplando produtores inadimplentes e adimplentes . “O governo vai tratar dessa questão. Para quem está inadimplente e até para quem está adimplente, vai ter um empenho na renegociação das dívidas”, declarou.

INOVAÇÃO — Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, ressaltou o compromisso com a tecnificação e mecanização do agronegócio. “Nós temos travado o grande desafio que é promover a mecanização e a tecnificação das propriedades agrícolas da Agricultura Familiar. E isso só tem sido possível porque a gente tem ao nosso lado um setor industrial que está ativo, olha o tempo inteiro para as necessidades dessa agricultura de pequena escala, que produz a variedade dos alimentos que chega às nossas mesas”, disse.

ACORDO — Já o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, pontuou que o setor vai crescer ainda mais com a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia. “No dia 1º de maio, nós vamos ter a alegria de ver entrar em vigência o acordo Mercosul-União Europeia, que vai beneficiar muitos dos produtos agropecuários. No meu estado [Pernambuco], por exemplo, a fruticultura está em festa. No caso das uvas, vamos deixar de pagar uma tarifa de 12% e vamos passar a ter tarifa zero. Esse é um esforço muito grande, que eu tenho certeza absoluta, que nos ajuda bastante a avançar construindo um agro cada vez mais forte”, afirmou.

CRÉDITO — A nova modalidade do MOVE Brasil prevê a disponibilização de linha de financiamento de R$ 10 bilhões com recursos do superávit do FNDCT, gerenciada pela Finep, destinada à modernização do maquinário agrícola, com foco em conteúdo nacional, inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D). A nova linha estará disponível em 20 a 30 dias e será operada diretamente pela Finep e, também, pelas instituições financeiras a ela credenciadas.

Pela primeira vez, as cooperativas do setor agrícola terão acesso direto a crédito da Finep para financiar máquinas e equipamentos, implementos e agricultura digital. São exemplos: cultivadores motorizados, tratores, pulverizadores, colheitadeiras, adubadeiras, sementadeiras, entre outros. A captação de recursos do FNDCT permite à Finep oferecer condições mais vantajosas para o financiamento de projetos de inovação da cadeia agroindustrial nacional.

A nova linha amplia a estratégia do Governo do Brasil de impulsionar investimentos produtivos com crédito em condições mais acessíveis. Mais do que financiamento, o MOVE Brasil para máquinas e implementos agrícolas articula agro, indústria e inovação, promovendo ganhos de produtividade, redução de custos operacionais e fortalecimento da competitividade brasileira.

ESTRATÉGIA INTEGRADA — O MOVE Brasil para máquinas e equipamentos agrícolas atua de forma complementar e estratégica junto a outras políticas de sucesso do Governo do Brasil. Enquanto a nova linha financia o investimento estrutural em maquinário, o Plano Safra 2025/2026, o maior da história do país, garante o capital necessário para a produção, com volumes recordes de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. A combinação entre crédito para investimento e financiamento da produção fortalece a capacidade produtiva do campo brasileiro e amplia a escala de competitividade do setor.

EXPANSÃO HISTÓRICA — O lançamento ocorre em um momento de forte expansão do agronegócio brasileiro.

Desde 2023, o Brasil abriu 600 novos mercados internacionais para produtos agropecuários, o maior avanço da história, ampliando destinos e reduzindo a vulnerabilidade a oscilações externas.

Em 2025, o agronegócio registrou US$ 169,2 bilhões em exportações, maior valor da série histórica, respondendo por 48,5% de tudo o que o Brasil exportou no ano. Em fevereiro de 2026, o setor alcançou US$ 12,05 bilhões, o melhor resultado já registrado para o mês.
Na produção, a safra nacional de grãos atingiu 346,1 milhões de toneladas em 2025, recorde histórico absoluto. Para o ciclo 2025/2026, a projeção é alcançar até 356,3 milhões de toneladas, segundo estimativas da Conab.

 

 

Blog Inverossímil Ataca Governo de Celina Leão Mas Ignora Gastos Milionários de Arruda

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Alvo de investigação, existe um blog no Distrito Federal  que gosta de distorcer a realidade dos fatos
Recentemente o referido site estava recebendo cerca de R$ 1 milhão por mês do Banco Master para atacar adversários e o Banco Central (BC),  que inviabilizou a compra da instituição de Daniel Vorcaro pelo Banco de Brasília (BRB). Notas mostram faturas que podem ter superado o montante de R$ 20 milhões nos últimos dois anos pagos ao referido blog.

A empresa que controla o blog,  fundada  2022, e cuja principal atividade econômica é Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica, está mais para lobby que para jornalismo. Deveria mudar o nome para Inverossímil!

No afã de desgastar a imagem da governadora Celina Leão (PP) e do secretário de Comunicação, Weligton Moraes, e de olho na publicidade oficial do GDF, que abriu uma nova licitação para a contratação de quatro novas agências de publicidade (edital nº 90003/25) que prevê a disponibilidade financeira de R$ 200 milhões por ano com gastos com publicidade,  o tal blog bateu  no Governo do Distrito Federal, alegando que serão gastos cerca de 200 milhões em 2026, e que o governo Ibaneis gastou R$ 1 bilhão em publicidade em 7 anos.

Bastava o site ter feito as contas para saber que não houve superfaturamento nas contas de publicidade do governo de Ibaneis Rocha. Era só pegar  R$ 1 bilhão e dividir esse valor por sete anos, para chegar ao resultado de R$ 143 milhões por ano!

O grande objetivo do referido blog é impedir a veiculação de publicidade do Governo do Distrito Federal  nesse período de pré-campanha e durante a campanha.

Aliados de Ibaneis Rocha alegaram que um ex-senador chegou a pedir apoio ao ex-governador do DF para veiculação de publicidade do GDF no tal blog.

O intuito da matéria do referido blog, foi de insinuar  ao leitor que o governo de Celina Leão (PP) está equivocado na questão da publicidade oficial.

Entretanto, olhando governos passados, gastos com publicidade sempre estiveram presentes, inclusive em ano eleitoral.

Para se ter ideia, durante a gestão do ex-governador José Roberto Arruda no Distrito Federal (2007-2009), os gastos com publicidade e comunicação chamaram a atenção pelo seu alto volume.
A verba de publicidade do governo Arruda do Distrito Federal impressionava! Os valores dobraram em dois anos no governo de José Roberto Arruda, que deixou o DEM em dezembro de 2009 para evitar a expulsão do partido. Segundo dados do sistema de despesas do governo, R$ 87 milhões foram gastos em 2007, primeiro ano do governo Arruda. Em 2008, R$ 133 milhões, e, em 2009, a despesa já passava de R$ 160 milhões.

Dados daquele período indicaram que, proporcionalmente à receita, o Distrito Federal gastava 1.000% a mais em comunicação do que o estado de São Paulo.

Além da publicidade, a gestão  de Arruda foi marcada por um aumento de 110% nos incríveis gastos com empresas de informática, que saltaram de R$ 95 milhões para R$ 200 milhões em 2009!

Esses gastos ocorreram no contexto da administração do ex-DEM, que posteriormente enfrentou escândalos de corrupção, incluindo o caso conhecido como “Mensalão do DEM”.

O fato é que adversários políticos tem procurado atribuir à governadora Celina Leão e ao secretário de Comunicação Weligton Moraes, crimes que definitivamente não cometerem.

 

VORCARO DELATOR

Daniel Vorcaro preso

E as investigações do escândalo do  Banco Master seguem firmes, e desta vez com um olhar aprofundado em certos veículos de comunicação, que se tornaram em braços criminosos dentro das teias empresariais de Daniel Vorcaro.

Espera-se que Vorcaro revele o porquê pagou a sites quantias milionárias e que a PF siga o rastro do dinheiro.

Segundo fontes, investigações em andamento prometem respostas que definitivamente sepultarão de vez alguns sites comprometidos com os milionários esquemas de Daniel Vorcaro.

E os jornalistas responsáveis terão de devolver dinheiro. Afinal de contas, o que vem fácil, vai fácil.

 

 

Fonte: donnysilva.com.br

Mais de 30% dos brasileiros enfrentam desgaste no trabalho

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Evoto

A forma como as pessoas se comunicam contribui para esse cenário e influencia decisões

A relação do brasileiro com o trabalho segue em desgaste. A pesquisa Work Relationship Index 2025 indica que 34% dos trabalhadores passaram a integrar a chamada zona crítica, aprofundando uma tendência já observada em 2024, quando o país passou a conviver com um quadro contínuo de burnout. Para Vivian Rio Stella, pós-doutora em Linguística, idealizadora da VRS Academy e participante do TEDxJundiaí, a forma como as pessoas se comunicam no ambiente profissional, inclusive o silêncio, faz parte desse cenário e influencia diretamente as dinâmicas do cotidiano.

“Quem pode discordar? Quem pode levantar uma conversa? Quem não pode falar porque isso pode voltar contra si? Quem costuma ser escutado e quem não é? Muitas vezes, não se trata de incapacidade individual de se expressar, mas de problemas na própria dinâmica da comunicação”, afirma Vivian.

Segundo ela, identificar as razões que levam ao silêncio ou à determinada forma de comunicação é um passo decisivo para romper esse ciclo. A dificuldade, explica, nem sempre está na pessoa, mas nas relações, nos tons de voz que se impõem e em ambientes que inibem a participação. Reconhecer esse contexto ajuda a deslocar a culpa da pessoa e a compreender o cenário em que a comunicação acontece.

A partir desse reconhecimento, avalia Vivian, torna-se possível construir estratégias para as interações seguintes, mesmo diante do desconforto. “A disposição para sustentar um posicionamento, ainda que de forma gradual, passa a integrar o processo, assim como aprender a lidar com a resposta do outro e com o imprevisível que toda conversa carrega”, observa.

Esse desafio, segundo ela, intensifica-se em um ambiente cada vez mais acelerado. A lógica da rapidez e da eficiência tende a reduzir o espaço para conversas difíceis e até para trocas cotidianas, favorecendo relações baseadas apenas em respostas esperadas e pouco abertas à escuta real. “As pessoas estão sendo cada vez mais treinadas a não lidar não só com conversas difíceis, mas também com as do dia a dia, porque somos constantemente levados a oferecer apenas as respostas esperadas”, pontua.

Outro aspecto destacado é a diferença entre reagir e se posicionar. Para Vivian, nem toda fala precisa ser imediata, e escolher o momento de falar ou até de silenciar também é uma forma de comunicação consciente, especialmente quando estão em jogo relações profissionais e decisões relevantes.

No ambiente corporativo, a discussão sobre transparência surge como um elemento central. Conforme observa, não existe transparência absoluta, uma vez que é preciso atenção à forma como se fala e aos padrões que se repetem automaticamente. “Identificar esses comportamentos e adotar novas estratégias de comunicação pode ajudar a reduzir conflitos, fortalecer relações e enfrentar um dos fatores que alimentam o desgaste emocional no trabalho”, conclui.

Sobre Vivian Rio Stella

Vivian Rio Stella é doutora em Linguística pela Unicamp, pós-doutora pela PUC-SP e idealizadora da VRS Academy. Colunista da revista Você RH e professora da Fundação Dom Cabral, Escola Aberje e de curso de comunicação na Audible/Casa do Saber, Vivian é reconhecida por sua abordagem humanista, crítica e contextual, que foca na comunicação para promover colaboração, respeito e diálogo nas organizações. Ao longo dessa jornada, já realizou palestras, workshops e consultorias para mais de 300 empresas de diferentes portes e setores.

Apoio do Semesp à indicação de Jorge Messias ao STF

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O Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil, vem manifestar seu apoio ao nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de cumprir integralmente os requisitos previstos para o exercício da função de Ministro do STF – como seu profundo conhecimento jurídico, conduta integra e ética, elevada capacidade de análise e julgamento e reconhecida sensibilidade humana e social –, o atual ministro da AGU desenvolveu respeitável atuação acadêmica e manteve uma trajetória como servidor público de carreira, caracterizada pela dedicação às suas atribuições e pelo diálogo responsável com os representantes dos diversos segmentos da sociedade, como ficou demonstrado durante sua permanência como secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação.

Como profundo conhecedor dos fundamentos do Estado de Direito e dos procedimentos institucionaisdemocráticos, o ministro Jorge Messias revela reconhecer a importância da segurança jurídica para a preservação dos direitos e da legitimidade dos pilares fundamentais que organizam e representam a vida em sociedade, característica que o qualifica para assumir a elevada posição para a qual foi indicado.

​Nesse sentido, o Semesp vem manifestar também sua expectativa de que os eminentes integrantes do Senado Federal aprovem o nome do ministro Jorge Messias para integrar o Supremo Tribunal Federal, considerando sua capacidade e seu comprometimento com os valores essenciais que orientarão seu papel como guardião da Constituição da República.
Lúcia Teixeira

Presidente do Semesp