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Desinformação sobre autismo cresce mais de 15 mil porcento no Brasil e impulsiona campanha nacional para levar informação qualificada aos lares

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Pesquisa da Autistas Brasil com a FGV revela avanço alarmante de fake news e embasa parceria com a Piracanjuba para ampliar conscientização no país

Crédito Foto: Divulgação Campanha Autistas Brasil e Piracanjuba

 

O avanço acelerado da desinformação sobre autismo no Brasil — que cresceu mais de 15.000% desde a pandemia — está no centro de uma nova campanha nacional que busca levar informação qualificada diretamente aos lares brasileiros. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Piracanjuba e a Autistas Brasil, e se apoia em dados de uma pesquisa conduzida pela Autistas em conjunto com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O estudo analisou mais de 58 milhões de mensagens na plataforma Telegram e revelou a dimensão da circulação de conteúdos falsos sobre o tema no país. Nesse cenário, a campanha aposta em uma estratégia de comunicação de massa ao transformar embalagens de produtos do cotidiano em canal de informação acessível, com o objetivo de combater fake news e ampliar o entendimento sobre o que é, de fato, o autismo.

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante dos dados mais recentes sobre a população autista no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2022 e divulgado em 2025, o país possui cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo — o equivalente a 1,2% da população. O levantamento inédito representa um avanço na visibilidade do tema, mas também evidencia o descompasso entre o crescimento da informação oficial e a expansão da desinformação.

Além do volume expressivo de mensagens analisadas, a pesquisa da Autistas Brasil com o laboratório DesinfoPop da FGV aponta que o Brasil concentra quase metade da desinformação sobre autismo na América Latina. Foram identificadas cerca de 150 falsas causas e 150 falsas curas relacionadas ao transtorno, muitas vezes disseminadas em ambientes fechados, o que dificulta a checagem e amplia o alcance de conteúdos enganosos.

“A desinformação sobre o autismo não é apenas um problema de comunicação, ela tem impacto direto na vida das pessoas. Quando informações falsas circulam em larga escala, elas dificultam o acesso ao diagnóstico, comprometem decisões de cuidado e reforçam estigmas que afastam ainda mais pessoas autistas de seus direitos. Combater esse cenário é uma urgência coletiva”, afirma Guilherme de Almeida, presidente da Autistas Brasil.

Diante desse contexto, a parceria com a Piracanjuba surge como uma resposta concreta ao desafio informacional. A proposta é utilizar um produto presente na rotina de milhões de brasileiros como ferramenta de conscientização, levando conteúdos baseados em evidências diretamente ao público e ampliando o alcance do debate para além dos meios tradicionais.

A campanha também busca dar visibilidade às pessoas autistas a partir de suas próprias perspectivas, contribuindo para uma compreensão mais ampla e respeitosa sobre o tema. Ao ocupar espaços do cotidiano, a iniciativa amplia o acesso à informação e promove um diálogo mais próximo com a sociedade.

“Levar informação de qualidade para o cotidiano das pessoas é uma das formas mais eficazes de enfrentar a desinformação. Ao transformar um produto presente na rotina de milhões de brasileiros em um canal de conscientização, essa parceria amplia o alcance do debate e, principalmente, ajuda a mostrar o autismo a partir da perspectiva de quem vive essa realidade todos os dias”, diz Almeida.

O desafio de ampliar o acesso à informação confiável no país também passa por desigualdades estruturais. Mais de 20,5 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet, segundo o IBGE, o que limita o alcance de conteúdos verificados e aumenta a exposição a informações incorretas.

Ao apostar em uma estratégia de comunicação direta e de grande escala, a campanha reforça a importância de iniciativas que conectem informação qualificada ao cotidiano das pessoas, contribuindo para o enfrentamento da desinformação e para a construção de uma sociedade mais informada, inclusiva e baseada em evidências.

SOBRE O PORTA-VOZ

Guilherme de Almeida é autista, presidente da Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas (Autistas Brasil), pesquisador na área de educação inclusiva na UNICAMP e é o único pesquisador brasileiro membro da Cúpula de Neurodiversidade da Universidade Stanford dos Estados Unidos.

SOBRE A AUTISTAS BRASIL
Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala. Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão, neurodiversidade e direitos humanos.

OPERAÇÃO NO CENTRO DE CEILÂNDIA COMBATE COMÉRCIO ILEGAL E REFORÇA A ORDEM PÚBLICA

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Ação integrada realizada neste sábado (18) intensifica a fiscalização, combate a venda de produtos sem procedência e já soma mais de 50 operações desde o ano passado na região central_

Na manhã deste sábado (18), uma força-tarefa coordenada pela DF Legal, em parceria com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o 8º Batalhão da PM e a Administração Regional de Ceilândia, intensificou as ações de fiscalização no centro da cidade. A operação teve como foco principal coibir a comercialização de produtos sem procedência comprovada, além de combater a receptação e outras práticas ilegais que impactam diretamente a segurança e a economia local.

A iniciativa também atuou na retirada de carrinhos que comercializam bebidas alcoólicas sem origem regular, contribuindo para a organização do espaço público e garantindo mais acessibilidade aos pedestres que circulam pela região central. A ação reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a ordem urbana e o bem-estar da população.

Desde o ano passado, já foram realizadas mais de 50 operações semelhantes no centro de Ceilândia, demonstrando a continuidade e a firmeza das ações de fiscalização. O objetivo é desarticular cadeias ilegais, proteger o consumidor e assegurar condições justas para os comerciantes que atuam dentro da legalidade.

Produtos comercializados sem procedência podem estar ligados a crimes como furto, roubo e receptação, além de oferecer riscos à saúde e à segurança do consumidor. Por isso, a orientação das autoridades é clara: não adquirir mercadorias de origem duvidosa. Ao comprar esse tipo de produto, o consumidor contribui diretamente para a manutenção de atividades ilegais.

As ações de fiscalização seguirão de forma contínua e integrada, com foco na prevenção, no combate à ilegalidade e na promoção de um ambiente urbano mais seguro, organizado e acessível para todos.

Critérios de compra de imóveis mudam no Brasil com prioridade para rotina e bem-estar

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Estudos mostram consumidor mais exigente; especialistas apontam mudanças estruturais na decisão de compra

O comportamento do comprador de imóveis no Brasil passa por uma transformação relevante, sustentada por dados. Segundo o estudo Moradia do Amanhã – Compra, do DataZAP, braço de inteligência imobiliária do Grupo OLX, o perfil predominante hoje é de homens de cerca de 47 anos, classe B, que vivem com a família. Além disso, trata-se de um consumidor cada vez mais exigente: 41% afirmam intenção de compra nos próximos dois anos, enquanto 80% ainda fazem questão de visitar o estande antes de fechar negócio.

A mudança vai além do perfil demográfico e atinge diretamente os critérios de decisão. A localização e a segurança seguem como diferenciais relevantes, mas atributos como sustentabilidade, mobilidade, áreas verdes, acessibilidade e lazer ganham protagonismo, sinalizando uma busca crescente por qualidade de vida. Nesse cenário, as empresas incorporadoras e construtoras também passam a pesar mais na escolha, reforçando a importância da reputação e confiança.

O setor vive um momento positivo. De acordo com o indicador ABRAINC-Fipe, o mercado imobiliário mantém ritmo de crescimento, enquanto 78% das lideranças acreditam em um desempenho ainda melhor nos próximos 12 meses, segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica em parceria com o GRI Club.

Mais exigente e mais racional, mas ainda emocional

Na avaliação do Gerente Comercial de Produto da GT Building, Marcos Pires, o consumidor atual está mais exigente e, por consequência, mais racional. “Hoje, ele pesquisa, compara e entende melhor o que está comprando. Mas a emoção continua presente. A diferença é que ela precisa fazer sentido dentro de uma escolha mais consciente”, afirma. Esse movimento indica uma decisão de compra mais equilibrada, em que o cliente não abre mão da identificação com o projeto, mas exige coerência entre proposta e entrega. “Existe conexão com o conceito, mas também uma leitura clara de valor”, completa.

Qualidade de vida supera preço como fator decisivo

Se antes o preço era o principal filtro, hoje ele atua mais como um validador da escolha. A qualidade de vida passou a ocupar o centro da decisão.

“A localização continua sendo o ponto de partida, mas o cliente quer entender como o imóvel impacta a rotina dele. Mobilidade, proximidade de serviços, dinâmica familiar, tudo isso pesa diretamente”, explica o especialista. Na prática, empreendimentos capazes de traduzir conforto, praticidade e eficiência no dia a dia tendem a se destacar, mesmo em momentos de maior exigência financeira.

Outro vetor relevante é o propósito. Mais do que um conceito aspiracional, ele passa a ser percebido na experiência real do morador.

“O cliente busca um imóvel que faça sentido para o momento de vida dele. Quando o projeto entrega isso de forma concreta, o propósito deixa de ser discurso e passa a ser vivido”, destaca. Essa lógica impulsiona projetos voltados para a vida em família, com soluções que impactam diretamente o cotidiano e elevam a percepção de valor.

Funcionalidade lidera preferências

Entre os atributos mais valorizados, a funcionalidade das plantas aparece como principal destaque. Ambientes bem resolvidos e com uso inteligente dos espaços são decisivos na escolha.

Na sequência, ganham força elementos de bem-estar, como iluminação e ventilação natural, além de conforto térmico e acústico — aspectos diretamente ligados à experiência diária dentro do imóvel. As áreas comuns permanecem relevantes, mas sob um novo olhar: o consumidor prioriza o que de fato será utilizado, em vez de estruturas muito grandes e, por vezes, desnecessárias.

Novo perfil pressiona mercado e redefine estratégias

O perfil do comprador também se diversifica e se renova. Embora o recorte majoritário ainda aponte para um público mais maduro, cresce a presença de clientes mais jovens, conectados e informados, com maior repertório e referências globais.

“É um cliente que valoriza conceito, arquitetura e proposta de valor. Ele não busca apenas um imóvel, mas uma solução que dialogue com o seu estilo de vida”, afirma. Para o mercado imobiliário, a leitura desse novo comportamento é estratégica. As incorporadoras passam a ajustar a comunicação, o portfólio e a abordagem comercial, priorizando atributos que vão além de preço e metragem.

“Apesar de o discurso inicial muitas vezes girar em torno de preço ou tamanho, a decisão final costuma ser influenciada pela experiência proporcionada pelo projeto. Quando o cliente percebe que o imóvel conversa com a vida dele, a compra acontece. Ele entende o valor do conjunto e não apenas do produto, mas da experiência”, conclui o especialista.

Diante desse contexto, o mercado imobiliário brasileiro caminha para uma nova fase, em que dados, comportamento e proposta de valor convergem para um mesmo ponto: a casa deixou de ser apenas um bem e passou a ser, cada vez mais, uma escolha de vida.

 

Nota sobre a candidatura de Benedita Silva ao Senado Federal

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Mesmo cientes das dificuldades eleitorais, decidimos, em nome da unidade do partido no Rio de Janeiro, apoiar a candidatura de Benedita da Silva ao Senado — ainda que nosso grupo tenha ampla maioria na direção, entre os delegados ao congresso e na base militante do PT no estado.

Desde o primeiro momento, deixamos claro que o acordo passava pela indicação das suplências. Indicamos, para isso, o líder do PT na Câmara Municipal, vereador Felipe Pires, e acolhemos uma importante construção dos setores evangélicos e de direitos humanos do partido, com a indicação do pastor e cantor Kleber Lucas como segundo suplente.

Fomos, portanto, surpreendidos com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos. Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo. Benedita é uma mulher honrada, de trajetória respeitada e compromisso público reconhecido. Justamente por isso, é fundamental que sua candidatura esteja protegida de qualquer elemento que possa gerar questionamentos ou fragilizar o projeto coletivo.

Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula, para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos. Já abrimos mão de disputar internamente em nome da unidade. Insistir em desconsiderar a maioria do partido no estado e construir uma chapa vulnerável a ataques dos adversários é um erro político.

Cada um sabe das suas ações e das responsabilidades que carrega. Esperamos que todos ajam com a responsabilidade que o momento exige.

Washington Quaquá
Vice-presidente nacional do PT

Boca como porta de entrada: o elo invisível entre saúde bucal e doenças sistêmicas

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Novos estudos reforçam que infecções bucais podem desencadear inflamações sistêmicas e permitir a entrada de bactérias na corrente sanguínea, impactando órgãos vitais

A saúde bucal vai muito além da estética e da região da própria boca. Evidências científicas recentes reforçam um alerta ainda pouco difundido fora da odontologia: problemas dentários e gengivais silenciosos podem estar associados ao aumento do risco de doenças graves, como infarto, AVC e até demência. O conceito de que a boca é uma porta de entrada para o organismo ganha força à medida que estudos reforçam como infecções bucais podem afetar todo o corpo.

De acordo com a dentista e diretora da Neodent, Dra. Priscila Cordeiro, a cavidade oral funciona como um dos principais pontos de contato com o meio externo. “Tudo o que ingerimos passa pela boca e a mucosa bucal é altamente vascularizada. Quando há inflamações, infecções ou feridas, bactérias podem entrar na corrente sanguínea com mais facilidade”, explica. Os microrganismos podem atingir outras regiões do corpo e contribuir para inflamações em vasos sanguíneos, podendo afetar órgãos como o coração e o cérebro. Entre os principais fatores de risco estão as doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, que frequentemente evoluem de forma silenciosa. Sem dor nos estágios iniciais, essas condições podem se transformar em inflamações crônicas relevantes. Além disso, infecções dentárias, normalmente geradas por cáries profundas, e até a perda dentária, também podem ter impacto sistêmico, podendo comprometer a nutrição e a qualidade de vida.

Nesses casos, soluções como os implantes dentários ganham destaque ao possibilitar a reabilitação funcional da mastigação e a preservação da saúde óssea, contribuindo para o equilíbrio do organismo como um todo. “A odontologia moderna oferece soluções cada vez mais integradas, desde tratamentos periodontais até reabilitações com implantes, que contribuem não apenas para a estética, mas para a saúde como um todo”, ressalta a Dra. Priscila.

A relação entre a saúde bucal e as doenças cardiovasculares já é um dos pontos consolidados. Segundo a especialista, a periodontite contribui para um estado inflamatório sistêmico que favorece a formação de placas de gordura nas artérias — processo conhecido como aterosclerose — podendo elevar o risco de infarto e AVC. “Não se trata de uma causa única, mas é um fator de risco relevante e, principalmente, evitável com cuidados diários e acompanhamento odontológico adequado”, destaca.

Outro campo que vem ganhando atenção é a ligação entre doenças bucais e o declínio cognitivo. Estudos recentes indicam que bactérias e mediadores inflamatórios originados na boca podem alcançar o cérebro e contribuir para processos inflamatórios neurológicos ao longo do tempo. Embora ainda esteja em investigação, essa associação acende um sinal de alerta para a importância da saúde bucal na prevenção de doenças neurodegenerativas.

Sinais silenciosos e prevenção

Sangramento gengival, mau hálito persistente, retração gengival, mobilidade dentária e sensibilidade são alguns dos sinais frequentemente ignorados, mas que podem indicar problemas mais sérios. Alterações na posição dos dentes também devem ser avaliadas, pois impactam diretamente a higiene e o equilíbrio da mordida. Para pacientes com aparelhos ortodônticos a atenção deve ser redobrada, já que esses dispositivos exigem cuidados específicos para evitar o acúmulo de placa bacteriana. Nesses casos, alinhadores ortodônticos transparentes são uma alternativa que facilita a higiene e favorece a manutenção da saúde bucal durante o tratamento.

Segundo a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Fernanda Santini, os alinhadores oferecem diversos benefícios “Além de praticamente imperceptíveis, os alinhadores proporcionam mais comodidade no dia a dia e facilitam a higienização bucal quando comparados aos aparelhos tradicionais. Isso permite ao paciente manter seus hábitos de escovação e uso do fio dental com facilidade, favorecendo um tratamento mais equilibrado e com resultados previsíveis”.

A prevenção continua sendo a principal aliada. Hábitos simples, como a escovação adequada, o uso diário do fio dental e as visitas regulares ao dentista, podem evitam o avanço de infecções e o comprometimento de outros sistemas do organismo. O controle de fatores de risco, como o tabagismo e o diabetes, também é determinante.

 

Sobre a Neodent

A Neodent é a marca de implantes dentários mais utilizada pelos dentistas no Brasil. Com o propósito de criar novos sorrisos todos os dias e contribuir para a democratização da saúde bucal, vai além do desenvolvimento e fornecimento de soluções odontológicas de alta qualidade e tecnologia, promovendo programas como o Neodent+, que conecta correntistas Bradesco aos dentistas Neodent e oferecem condições especiais para a realização de tratamentos, e a Expedição Novos Sorrisos, que leva cuidado odontológico e ações educativas a comunidades carentes em todo o Brasil. 

Sobre a ClearCorrect

A ClearCorrect é uma das principais marcas de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. A integrante do grupo suíço Straumann está presente no Brasil desde 2018, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.

Ensinar exige alegria e esperança, ainda!

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*Livia Ribeiro

Em abril de 2026, quatro astronautas partiram em direção à Lua e, pelo caminho, fotografaram a Terra. As imagens chegaram até nós com aquele poder que as fotos do espaço sempre tiveram: a sensação de ver o planeta de fora, inteiro, frágil, suspenso no escuro. Foi a primeira vez, desde o Apollo 17 em 1972, que seres humanos se aventuraram além da órbita baixa.

Mais de cinquenta anos depois, olhamos de novo para o mesmo planeta azul e o que mudou não é a imagem, mas o que sabemos sobre o que está acontecendo com ele. E o que sabemos, hoje, nos obriga a questionar: o que fazemos com esse conhecimento?

Guardo sempre comigo uma frase de Paulo Freire que ajuda a responder essa reflexão: “O mundo não é, o mundo está sendo.” Ela lembra que a realidade não é um dado fixo, algo que simplesmente existe e nos é entregue pronto. É um processo em construção e, portanto, passível de ser construído de outra forma. Esse entendimento é o que distingue o inconformismo da resignação, e é também o que torna a educação um ato político, não apenas pedagógico.

Vivemos uma contradição histórica que torna esse inconformismo ainda mais necessário e também mais difícil ao mesmo tempo. Nunca a ciência foi tão clara sobre os mecanismos e as consequências da crise climática e ainda assim as emissões globais continuaram subindo. O problema não é a ausência de informação, mas a dificuldade de transformar conhecimento em ação coletiva.

É aqui que a escola entra, com toda a sua complexidade. Há um paradoxo que as educadoras e educadores conhecem bem: a informação, por si só, não transforma. A escola pode ensinar o ciclo do carbono, explicar o efeito estufa, mostrar os gráficos. E ainda assim os estudantes saem pela porta e entram num mundo que age como se não soubesse nada disso. O conhecimento sem pertencimento, sem inconformismo, sem esperança, não move ninguém.

É por isso que a educação climática que importa não é só a que informa, mas a que provoca. A que faz uma criança perguntar por que o rio mais próximo da escola tem nome, mas ninguém sabe onde ele está. A que convida um adolescente a imaginar como seria sua cidade com menos cimento e mais árvores. É a educação que parte do mundo como ele está sendo, para imaginar o mundo como ele pode vir a ser.

Freire também escreveu que ensinar exige alegria e esperança. Não a esperança passiva, aquela que espera que as coisas melhorem por conta própria, mas a esperança que age, que planeja, que se recusa a aceitar o mundo como ele é porque sabe que ele ainda está sendo feito. Essa distinção importa muito num momento em que é fácil cair na paralisia. E é ela que sustenta, silenciosamente, o trabalho de tantas educadoras pelo país.

Em mais de 1500 instituições do movimento Escolas pelo Clima espalhadas pelo Brasil, educadoras e educadores escolhem, todo ano, fazer diferente. Organizam feiras, cultivam hortas, mapeiam riscos climáticos no próprio bairro, escrevem cartas para gestores públicos, convidam as famílias para mutirões de plantio e recuperação de nascentes. São atos que ensinam, pelo exemplo, que o futuro não está entregue e que o mundo ainda está sendo construído por quem decide participar dessa construção.

As fotos da Artemis II chegam num Dia da Terra em que o planeta já ultrapassou 1,5°C de aquecimento médio em relação à era pré-industrial e é grande a distância entre os compromissos assumidos nas conferências climáticas e as políticas efetivamente implementadas.

É muita coisa para carregar numa sala de aula. Mas olhar o planeta de fora sempre fez isso: lembrou que não há outro lugar possível para a vida como conhecemos existir. O mundo não é. O mundo está sendo. E a escola é um dos lugares onde essa construção acontece todos os dias.

Ensinar, nesse contexto, é um ato de resistência e de amor. Ainda.

*Livia Ribeiro é engenheira Ambiental formada pela UNESP, possui MBA em Gestão de Empresas com formação modular em UC Berkeley na área de inovação e especialização em Educação Ambiental e Transição para Sociedades Sustentáveis na USP-ESALQ. Hoje é sócia-diretora do Reconectta e dirige a maior comunidade de instituições comprometidas com a emergência climática do país, o movimento Escolas pelo Clima.

Estudantes indígenas convivem com escolas sem infraestrutura adequada, ensino médio dificultado e professores temporários e sobrecarregados

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Levantamento aponta precariedades nas unidades de ensino indígena em São Paulo; para pesquisadores, restrições no acesso à educação dificultam a continuidade de comunidades

O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, é uma efeméride que permite ao Brasil evocar sua herança indígena e valorizar a luta de suas populações nativas, assegurando sua continuidade como comunidades culturais. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1,7 milhão de pessoas se declararam indígenas no Censo de 2022. Desse total, mais de 55 mil vivem em São Paulo. O estado abriga 39 terras indígenas, que se espalham pela região Oeste, pelo Sul e pelo Norte do litoral, pelo Vale do Ribeira e pela região metropolitana da capital.

A Constituição Federal de 1988 assegurou aos indígenas o direito de preservarem sua identidade cultural, o uso de suas línguas maternas e a possibilidade de empregarem seus processos particulares de aprendizagem. Este reconhecimento proporcionou a base legal para a construção de escolas destinadas especificamente a um público indígena e para a elaboração de currículos com conteúdos particulares. Um novo estudo em andamento, que está avaliando a qualidade das escolas e do ensino oferecidos aos estudantes das escolas indígenas paulistas, já detectou problemas importantes que afetam o acesso deste grupo à educação.

O estudo é parte do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e é fruto de uma parceria com o Ministério Público Estadual. À frente do levantamento estão pesquisadores da Unicamp e a equipe reúne também docentes da Unesp, da USP e da Universidade Federal de Campina Grande. O foco do trabalho é investigar as condições de ensino ofertadas no estado para populações consideradas em situação de vulnerabilidade social, o que inclui indígenas, mas também quilombolas, caiçaras e ribeirinhos, entre outras populações. A finalização do estudo e a consequente divulgação dos resultados estão previstas para 2027.

A base dos dados gerados provém do Censo Escolar. A partir desse material, foram comparados fatores como infraestrutura, contratação de professores e presença de material pedagógico entre escolas rurais e de localização diferenciada, e escolas urbanas.

Com auxílio do Ministério Público, foram enviados também questionários a escolas de todos os municípios do Estado de São Paulo, tendo sido coletadas 600 respostas. Posteriormente, foram encaminhadas perguntas diretamente aos professores, obtendo-se 9.000 questionários respondidos. Por fim, os pesquisadores remeteram questionários às 92 unidades regionais de ensino, alcançando retornos de 89 delas.

Em 2025, o Ministério da Educação instituiu a Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI). Entre os objetivos da PNEEI estão: implantar a governança da Educação Escolar Indígena organizada em Territórios Etnoeducacionais; fomentar a profissionalização e a formação inicial e continuada de professores indígenas; fomentar a produção, avaliação e distribuição de material didático e literário; fomentar a infraestrutura física, tecnológica e pedagógica das escolas indígenas; induzir o acesso e garantir a permanência de estudantes indígenas na Educação Básica e no Ensino Superior; reconhecer, valorizar e difundir saberes indígenas; e monitorar a oferta da Educação Escolar Indígena.

A Secretaria da Educação de São Paulo registra 44 estabelecimentos escolares indígenas no estado, sendo quatro municipais e 40 estaduais, nos quais estudam 1.967 alunos. Mais de 80% dessas escolas encontram-se nos territórios indígenas paulistas, e as demais em áreas urbanas. No total, são 466 docentes nas escolas estaduais e 43 nas municipais.

A existência de um número expressivo de escolas situadas nas comunidades é um fator positivo. Os dados do novo levantamento, porém, lançam novas luzes sobre esses números, mostrando problemas em relação ao que é estabelecido pela PNEEI.

Parte dos problemas diz respeito a falhas estruturais e técnicas. Não é incomum que esses estabelecimentos não possuam refeitórios, quadras para atividades esportivas, laboratórios, recursos de acessibilidade e até acesso à internet.

“Visitamos escolas em áreas indígenas e quilombolas que possuíam esgoto a céu aberto. Outra não tinha uma quadra coberta ou refeitório. Os professores saíam para comer na marquise de uma igreja próxima à escola. E isso ocorre no estado de São Paulo”, diz José Gilberto de Souza, docente do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp, câmpus de Rio Claro, coordenador da Cátedra UNESCO de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial e um dos autores do estudo. “Há problemas com relação ao transporte, à merenda, ao material pedagógico.”

O levantamento mostrou que cerca de 90% dos professores que dão aulas nas escolas indígenas – todos eles indígenas, aliás – estão empregados segundo o modelo de contrato temporário. Os dados também revelam que a formação desses profissionais apresenta precariedades, com 60% tendo concluído apenas o ensino médio.

Por mais que muitos territórios abriguem pré-escolas e unidades de ensino fundamental, há escassez de vagas no ensino médio. Das unidades analisadas, 13,4% possuíam creche, 66,6% pré-escola, 91,1% ensino fundamental I, 84,4% ensino fundamental II e 37,7% ensino médio. “Quando existe uma escola que atende esses povos, que conhece a sua cultura, esses territórios se fortalecem”, explica Fabiana de Cássia Rodrigues, professora do Departamento de Filosofia e História da Educação da Faculdade de Educação da Unicamp e coordenadora do projeto.

Leia a reportagem completa no Jornal da Unesp.

 

Detran-DF lança programa Engenharia Cidadã

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Inciativa busca aproximar a população das ações de engenharia de tráfego
 
Jaqueline Costa
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) lançou o programa Engenharia Cidadã, com o objetivo de aproximar a população das atividades de engenharia desenvolvidas pelo órgão. A iniciativa visa orientar os cidadãos sobre temas relacionados à sinalização viária, além de facilitar o acesso aos serviços de engenharia de tráfego.
Para o diretor de Engenharia de Trânsito do Detran-DF, Eduardo Dutra, o Engenharia Cidadã, além de promover a educação para o trânsito, também auxiliará o Detran-DF na execução das atividades de sinalização viária. “O programa funciona como uma espécie de ouvidoria, pois promove o contato direto com o cidadão. Isso nos permite realizar um levantamento das demandas e ouvir as sugestões, contribuindo para o aperfeiçoamento da segurança viária em todas as regiões administrativas”, ressalta Dutra.
As ações do Engenharia Cidadã são realizadas durante o programa GDF na sua Porta. Entre as atividades oferecidas, estão orientações sobre como funciona todo o processo para a sinalização da via. Também são disponibilizadas informações sobre os procedimentos para a solicitação de serviços, como a implantação ou revitalização de sinalização e a implantação de ondulações transversais (quebra-molas). Durante os atendimentos, servidores do Detran-DF também auxiliam os cidadãos no preenchimento de formulário para a solicitação de serviços.

Estados e municípios poderão utilizar o Transferegov.br para realizar transferências de recursos públicos

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Ferramenta do governo federal permite acompanhamento de convênios, repasses e emendas parlamentares por qualquer cidadão. Utilização por entes federados trará mais transparência, controle e eficiência na gestão de recursos públicos

 

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou, nesta quinta-feira (16/3), a Portaria Seges/MGI nº 3.248, que define os procedimentos para adesão de estados, do Distrito Federal e de municípios à plataforma Transferegov.br para a gestão de suas próprias parcerias e transferências. Além de estabelecer as regras de adesão, o normativo apresenta um cronograma de implementação, com início em julho deste ano e expansão gradual para os entes federativos que manifestarem interesse na solução.
O Transferegov.br é uma ferramenta de transparência ativa do governo federal que operacionaliza e acompanha parcerias e transferências de recursos da União, como convênios, contratos de repasse e emendas parlamentares, destinados a órgãos e entidades da administração pública estadual, distrital e municipal, além de consórcios públicos e organizações da sociedade civil sem fins lucrativos.
Ao permitir que estados, Distrito Federal e municípios utilizem a infraestrutura da plataforma para gerir recursos próprios, o MGI busca padronizar e modernizar a gestão de transferências e parcerias em todo o país, garantindo à gestão desses entes a mesma transparência que o governo federal disponibiliza no Transferegov.
“O Transferegov.br é uma ferramenta consolidada no governo federal para garantir transparência, controle e eficiência na gestão mais de 40 tipos de transferências de recursos públicos. Ao ampliar seu uso para estados e municípios, atendemos também ao chamado do STF (Supremo Tribunal Federal) para apoiar os entes subnacionais, oferecendo uma solução estruturada que fortalecerá a governança das transferências em todo o país”, destaca a secretária-adjunta de Gestão e Inovação, Regina Lemos.
Adesão
A adesão será formalizada por meio de acordo com a Secretaria de Gestão e Inovação (Seges) do MGI, responsável pela coordenação do Sistema de Gestão de Parcerias da União (Sigpar). Para celebrar o acordo é necessário que o ente federado seja integrado à Rede de Parcerias, comprove a legitimidade do representante legal e a regularidade cadastral no CNPJ, além preencher um formulário de cadastramento dos sistemas externos que serão integrados ao Transferegov.br. A análise da documentação ficará a cargo da Seges/MGI, que emitirá manifestação conclusiva sobre a aceitação ou não da adesão.
A portaria estabelece responsabilidades tanto para MGI quanto para os entes federados. Ao MGI caberá, por exemplo, prover a solução tecnológica, coordenar a implementação, oferecer capacitação e garantir suporte técnico. Já os estados, o Distrito Federal e os municípios deverão, dentre outras atribuições, estruturar governança própria, designar responsáveis, promover treinamento de seus servidores e assegurar a segurança das informações inseridas no sistema.

O cronograma de implementação será escalonado entre julho de 2026 e março de 2028, iniciando com projetos-piloto em alguns estados e avançando gradualmente até alcançar todos os municípios brasileiros interessados na plataforma.
Pioneirismo do Rio Grande do Norte
O Rio Grande do Norte foi o primeiro estado brasileiro a aderir ao uso do Transferegov.br como projeto-piloto, inaugurando uma nova etapa de padronização e transparência na gestão de parcerias públicas no Brasil. Além do estado potiguar, Acre, Bahia e Roraima já participam da expansão da plataforma.
Nesta primeira fase da parceria, os estados terão acesso ao módulo de Gestão de Parcerias do Transferegov.br, no qual podem ser operacionalizados, com transparência e de modo mais simplificado, os repasses de recursos em que a gestão estadual determina as condições para execução de determinada política e os municípios ou entidades não governamentais interessados avaliam a possibilidade de cumprimento e se candidatam para o recebimento dos repasses.

 

Medicina preventiva ajuda a chegar à terceira idade com mais autonomia e qualidade de vida

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Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, a importância de hábitos saudáveis e acompanhamento médico ao longo da vida se reforça

O envelhecimento da população brasileira tem avançado de forma acelerada nas últimas décadas, trazendo novos desafios para a saúde pública e para a qualidade de vida da população. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a expectativa de vida no país chegou a 76,6 anos, o maior índice da série histórica recente.

Esse cenário também se reflete no crescimento da população idosa. Em pouco mais de uma década, a proporção de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 11,3% para 16,1% da população, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do IBGE. O avanço da longevidade reforça a necessidade de olhar para a saúde de forma preventiva ao longo da vida.

Para o médico Dr. André Guanabara, envelhecer com qualidade depende de um conjunto de fatores que começam muito antes da terceira idade. “Hoje sabemos que muitas doenças associadas ao envelhecimento, como diabetes, problemas cardiovasculares e alterações metabólicas, podem ser prevenidas ou controladas quando existe acompanhamento médico e atenção aos hábitos de vida”, explica.

Segundo o médico, a medicina preventiva tem justamente o objetivo de identificar riscos precocemente e promover mudanças que contribuam para um envelhecimento mais saudável. Entre os principais pilares estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado e controle de fatores metabólicos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a saúde ao longo da vida é um dos fatores que mais influenciam a forma como as pessoas envelhecem, impactando diretamente autonomia, bem-estar e participação social em idades mais avançadas.

Na prática, isso significa que viver mais não é necessariamente sinônimo de viver melhor. O acompanhamento médico regular permite monitorar indicadores importantes da saúde e ajustar estratégias antes que problemas mais graves se desenvolvam.

“Envelhecer faz parte do ciclo natural da vida, mas chegar à terceira idade com autonomia e disposição depende muito das escolhas feitas ao longo do caminho. A medicina preventiva permite agir antes que a doença apareça, preservando a qualidade de vida por mais tempo”, conclui o especialista.