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Luta contra a violência na enfermagem vira arte: Onã Silva lança obra na Casa do Cantador

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Com entrada gratuita, o evento “Sarau Literário” em Ceilândia une lançamento de livro, apresentações de cordel e shows musicais para promover a cultura da paz

A enfermagem brasileira ganha um novo e potente instrumento de mobilização. No próximo dia 18 de março, a enfermeira, escritora e pós-doutora Onã Silva, conhecida como a “Poetisa do Cuidar”, lança sua nova obra: O Grito da Enfermagem: Violência NÃO!.

O lançamento é o ponto central do Projeto Multicultural Sarau Literário, que ocupará a tradicional Casa do Cantador (o Palácio da Poesia), em Ceilândia. O objetivo é transformar a literatura e a arte em mediadoras no enfrentamento à violência diária sofrida pelos profissionais de saúde.

Programação

O evento busca sensibilizar a sociedade e os profissionais da área para a construção de estratégias coletivas em prol da segurança e do respeito no ambiente de trabalho. A programação é diversificada e gratuita, incluindo:

  • Lançamento oficial: Obra O Grito da Enfermagem: Violência NÃO!;
  • Performance: Apresentações poéticas, cordelísticas e artísticas;
  • Dança e Música: Dança popular com o grupo Divas Poetas e shows com Banda Brasiliana e João Baroni;
  • Artes Visuais: Exposição de quadros-poemas e cenografia temática.

Nomes Confirmados

O sarau contará com a presença de artistas renomados do Distrito Federal, como Humberto Pedrancini, Nyedja Gennari, João Almir do Cordel, entre outros expoentes da cena cultural brasiliense. “A cultura é um canal potente para ampliar esse grito aos quatro ventos: violência não!”, afirma Onã Silva, idealizadora do projeto.

Serviço

  • Evento: Projeto Multicultural Sarau Literário: Apresentações Artísticas e Cordelísticas.
  • Data: 18 de março de 2025.
  • Horário: Das 9h às 18h.
  • Local: Casa do Cantador (Palácio da Poesia) – Quadra 32, Área Especial G, Ceilândia, Brasília – DF.
  • Entrada: Gratuita.
  • Realização: Recurso do Termo de Fomento TF-124-SECEC/2025 e Instituto Livre Acesso.

CONTATO E INFORMAÇÕES

E-mail: onatil.silvartes@gmail.com

Contato: (61) 99974-4758

Onã Silva, A Poetisa do Cuidar é uma enfermeira e escritora apaixonada pela arte do cuidar e, durante muitos anos tem se dedicado ao universo das letras e livros, realizando projetos criativos e inovadores.

Graduada em Enfermagem e Artes Cênicas; Especialista em Saúde Pública; Mestre; Doutora e Pós-Doutora.

Enfermeira, pesquisadora, empreendedora literária, artista visual, escritora, cordelista, poetisa, contadora de histórias, compositora.

Tem experiência em criação e curadoria literária, produção editorial e publicação de livros e materiais literários.

Recordista pelo RankBrasil Recordes. Premiada em concursos de poesias, monografias e trabalhos científicos. Cidadã Honorária de Brasília. Educadora em saúde, cultura e outros saberes. Palestrante nas áreas de criatividade, dinâmicas, atividades lúdicas e outros temas relacionados. Facilitadora de oficinas.

Idealizadora e Presidente da Academia Internacional de Poetas e Escritores de Enfermagem (Academia IPÊ). Partícipe de Academia de Letras e Música do Brasil (ALMUB), Academia de Letras e Artes do Nordeste Goiano (ALANEG), Academia Portuguesa de Ex-Libris, Academia Inclusiva de Autores Brasilienses (AIAB), Academia Taguatinguense de Letras (ATL), Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, Grupo Associado de Escritores Brasileiros (GAEB) e outras organizações culturais, científicas e educacionais.

Cosméticos naturais ganham espaço no cuidado com a fertilidade feminina

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Março é o mês de celebrar a mulher, mas também é um convite à reflexão sobre escolhas que impactam diretamente a saúde feminina. Entre elas, os produtos utilizados diariamente na rotina de autocuidado. Cada vez mais, mulheres têm buscado alternativas naturais para substituir cosméticos convencionais, atentas aos possíveis efeitos de determinadas substâncias químicas no organismo.

Muitos produtos tradicionais contêm compostos capazes de interferir no equilíbrio hormonal e, em alguns casos, comprometer a fertilidade. Parabenos, fragrâncias sintéticas, óleo mineral, demais derivados do petróleo e outros ingredientes de uso frequente podem se acumular no corpo ao longo do tempo, afetando funções reprodutivas importantes.

Estudos indicam que parte dessas substâncias pode ser absorvida pela pele e alcançar a corrente sanguínea, interferindo em processos hormonais essenciais, como a ovulação e a regulação do ciclo menstrual. Compostos classificados como interferentes endócrinos podem apresentar efeito cumulativo, impactando a saúde reprodutiva e aumentando riscos durante a gestação.

Para mulheres que planejam engravidar, a redução da exposição a essas substâncias deixa de ser um detalhe e passa a integrar o cuidado pré-concepcional. Segundo a nutricionista Rayssa Martinelli, especialista em saúde da mulher e fertilidade, “reduzir a exposição a toxinas ambientais é uma estratégia baseada em evidências para proteger o eixo reprodutivo e favorecer um ambiente biológico mais adequado à concepção e ao desenvolvimento saudável do bebê”.

Nesse contexto, os cosméticos naturais ganham espaço não apenas como tendência de consumo, mas como parte de uma abordagem mais consciente de saúde. Ingredientes como aloe vera, óleos vegetais, manteigas orgânicas e extratos botânicos oferecem hidratação, nutrição, ação cicatrizante e proteção da barreira cutânea sem exposição a compostos potencialmente agressivos. Mais do que uma escolha estética, trata-se de uma decisão alinhada ao bem-estar e à preservação do equilíbrio hormonal.

Durante o Mês da Mulher, o Mercado Malunga destaca a linha da Livealoe, marca de fitocosméticos naturais que desenvolve produtos seguros, sustentáveis e que respeitam a natureza. Disponível nas lojas da rede, a linha reforça a importância de escolhas de autocuidado que priorizem saúde, bem-estar e qualidade de vida.

Para a médica ginecologista Livia Martins, especialista em saúde hormonal feminina e criadora da marca Livealoe, a mudança de hábito é um passo essencial no cuidado integral da mulher.

“Cada vez mais médicos têm recomendado o uso de cosméticos livres de disruptores endócrinos. Muitos ingredientes sintéticos atuam de forma silenciosa no organismo, interferindo em processos naturais e no equilíbrio hormonal. São substâncias estranhas ao corpo, que podem impactar a saúde a longo prazo.

Essa atenção é especialmente importante em fases de maior sensibilidade hormonal, como a puberdade, quando o organismo está em intenso processo de desenvolvimento, e também durante e após tratamentos oncológicos, período em que o corpo passa por uma reestruturação profunda e requer ainda mais cuidado com tudo o que é absorvido pela pele. Nesses momentos, a transição do cosmético convencional para opções naturais e livres de toxinas pode ser uma estratégia importante de proteção e autocuidado.

Enquanto a indústria tradicional costuma priorizar resultados estéticos imediatos, muitas vezes a qualquer custo, nós defendemos uma beleza que respeita o corpo e seus ciclos naturais. Nosso compromisso é com a saúde e com uma beleza limpa, livre de disruptores endócrinos”, finaliza a especialista.

Treinamentos fortalecem expansão do Programa Saúde no Campo em Santa Catarina

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Após a capacitação realizada em Florianópolis no fim de janeiro, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), promoveu novos treinamentos com supervisores e técnicos do Programa Saúde no Campo.

Desta vez, participaram das capacitações os profissionais das regiões Norte e Sul do Estado. O objetivo foi alinhar procedimentos, aprofundar o conhecimento técnico e fortalecer a atuação das equipes responsáveis pela execução da iniciativa.

Os encontros marcam mais uma etapa da expansão do programa, que passou a atender todo o território catarinense após os resultados positivos obtidos no projeto-piloto desenvolvido no Meio Oeste do Estado. As capacitações tiveram como foco promover a integração entre os supervisores, detalhar as etapas operacionais do programa e reforçar as atribuições de cada integrante da equipe.

O Programa Saúde no Campo é uma iniciativa do Senar Nacional executada em Santa Catarina pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com os Sindicatos Rurais.

REGIÃO NORTE

Na região Norte do Estado, a capacitação ocorreu no período de 24 a 26 de fevereiro, no município de Canoinhas. O encontro reuniu 15 técnicos em saúde formados por enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuarão no atendimento a 450 famílias de produtores rurais da região. Serão atendidos os municípios de Matos Costa, Porto União, Irineópolis, Bela Vista do Toldo, Canoinhas, Três Barras, Major Vieira, Monte Castelo, Papanduva, Itaiópolis, Mafra, Rio Negrinho, São Bento do Sul, Campo Alegre e Joinville.

A supervisora regional do Senar/SC no Norte, Carine Weiss, destacou que as atividades iniciarão em breve. Segundo ela, com a conclusão da capacitação, os profissionais estão aptos a realizar as visitas às propriedades. A regional também já promoveu encontros com os técnicos de campo da ATeG e está na fase final de organização das listas de participantes. “Agora falta apenas a etapa relacionada ao aplicativo para que o trabalho comece efetivamente”, explicou.

Paralelamente, estão sendo formalizados os termos de parceria com os municípios. “O processo já está bem encaminhado e a expectativa é de que, até o fim de março, todas as etapas necessárias para a implementação do programa Saúde no Campo estejam concluídas”, frisou Carine.

CAPACITAÇÃO NA REGIÃO SUL

Entre os dias 3 e 5 de março foi realizada, nas dependências do Hotel Sandrini, em Tubarão, a capacitação com os profissionais da região Sul do Estado. O evento reuniu técnicos em enfermagem e enfermeiros selecionados para atender cerca de 450 famílias de produtores rurais em 30 municípios, que abrangem o território entre Tubarão e Passo de Torres.

De acordo com a supervisora regional do Senar/SC, Sueli Silveira Rosa, a próxima etapa contempla reuniões com secretarias municipais de saúde, prefeitos, supervisores, técnicos de campo e representantes dos Sindicatos Rurais. O objetivo é alinhar ações, estabelecer parcerias e apresentar oficialmente o programa nos municípios participantes.

As visitas às propriedades rurais estão previstas para iniciar em abril. Antes disso, no dia 16 de março, os profissionais do Saúde no Campo participarão de uma reunião de alinhamento técnico com as equipes da ATeG, que acompanharão a primeira visita às famílias atendidas.

Segundo a supervisora, o programa está bem articulado entre coordenação estadual, supervisores regionais, técnicos de campo, Sindicatos Rurais e equipes da ATeG, o que reforça as expectativas positivas para a execução das ações na região.

IMPORTÂNCIA DO SAÚDE NO CAMPO  

A coordenadora do Programa Saúde no Campo, Gisele Kraieski Knabben, destacou o alinhamento técnico contribui para a padronização dos atendimentos e para o fortalecimento da atuação nos territórios rurais. “A iniciativa tem grande importância para a qualidade de vida das famílias rurais, pois leva informação, orientação e práticas de prevenção em saúde para quem vive e trabalha no meio rural”.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antonio Zanluchi, ressaltou que assim como a ATeG contribuiu para a evolução das propriedades rurais, o Saúde no Campo leva informação qualificada, prevenção e cuidado às famílias, com impacto direto no bem-estar e na qualidade de vida em todas as regiões catarinenses.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, frisou que a expansão do programa para todo o Estado reflete a confiança nos resultados alcançados na fase inicial. Para ele, o Saúde no Campo tem potencial para promover transformações semelhantes às já alcançadas pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

Acesse os canais de comunicação do Sistema Faesc/Senar:

Deputado Pedro Matos sai em defesa de estudantes que denunciaram condições precárias de escola em Maranguape

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 Pedro Matos manifestou solidariedade aos alunos da Escola Municipal Zilda de Barros de Medeiros, localizada no distrito de Lages, em Maranguape (CE), após relatos de que estudantes teriam sido pressionados a retirar das redes sociais um vídeo em que denunciam as condições precárias da unidade de ensino.

No material divulgado pelos próprios alunos, são apontados problemas estruturais na escola, que funciona em regime de tempo integral. Entre as situações relatadas, estão água acumulada na quadra de esportes, parte do muro já desabada, alambrados da arquibancada danificados, salas de aula sem ventiladores e uma sala de informática sem ar-condicionado e sem computadores.

Para o parlamentar, é inadmissível que estudantes que decidiram expor a realidade enfrentem qualquer tipo de intimidação ou tentativa de silenciamento.

“Minha solidariedade aos alunos da Escola Zilda de Barros de Medeiros. É muito grave que jovens que tiveram a coragem de mostrar a realidade da escola estejam sendo pressionados. Em vez de tentar silenciar os estudantes, o poder público deveria agir imediatamente para resolver os problemas estruturais da unidade”, afirmou Pedro Matos.

O deputado também destacou que o direito à liberdade de expressão e à proteção contra constrangimentos está garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/1990). A legislação assegura proteção integral a crianças e adolescentes, incluindo o direito ao respeito, à dignidade e à manifestação de opinião.

“O Estatuto da Criança e do Adolescente é claro ao garantir o direito à liberdade de expressão e à proteção contra qualquer forma de intimidação. Defender esses estudantes é defender uma educação pública digna, com estrutura adequada e um ambiente onde os alunos possam se manifestar sem medo”, completou.

Pedro Matos também cobrou providências da Prefeitura de Maranguape para solucionar as demandas apontadas pelos estudantes e garantir melhores condições de aprendizagem.

“A Prefeitura precisa tratar essa situação com a seriedade que ela exige. Estamos falando de jovens que passam o dia inteiro na escola e que merecem um ambiente seguro, estruturado e adequado para estudar. A prioridade agora deve ser resolver os problemas apresentados e assegurar que os estudantes sejam respeitados”, concluiu.

Com alta de feminicídios, cidades instalam totens de segurança para proteger mulheres

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Equipamentos com câmera 360°, comunicador bidirecional e botão SOS já estão presentes em mais de 80 municípios de 15 estados

No Dia Internacional da Mulher, a reflexão sobre a segurança feminina no Brasil baseia-se em uma estatística alarmante: o país nunca registrou tantos feminicídios. Em 2025, foram 1.568 mulheres assassinadas – uma média de quatro mortes por dia, segundo dados levantados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A fim de frear essa escalada de violência contra a mulher, municípios brasileiros estão adotando uma tecnologia como nova aliada nas ruas: os postos eletrônicos, mais conhecidos como totens de segurança. Desenvolvidos para atuar em espaços públicos, os equipamentos funcionam como postos avançados de monitoramento e socorro, com o objetivo de reduzir o tempo de resposta das forças policiais e de criar uma rede de proteção imediata e acessível para mulheres em situação de risco.

Como funciona a tecnologia?

Os totens de segurança possuem um sistema de giroflex que remete imediatamente à presença de uma viatura policial. No entanto, o principal diferencial está na interatividade e na vigilância. Os totens são equipados com botão de emergência, que, quando acionado, conecta a vítima de forma imediata à central de segurança; um comunicador que permite que a vítima converse em tempo real com um agente, relatando a ocorrência; e um sistema de áudio, capaz de enviar alertas à população e reproduzir mensagens automáticas, além de câmeras 360°, que garantem o monitoramento contínuo do perímetro, gravando toda a ação e auxiliando na identificação rápida de agressores.

De acordo com Edison Endo, diretor da Helper Tecnologia, empresa detentora da patente dos equipamentos, os totens atuam como pontos estratégicos de proteção em espaços públicos, oferecendo acionamento imediato em situações de risco e monitoramento em tempo real. “A presença visível do equipamento funciona como fator inibidor de abordagens violentas, além de ter um papel importante na identificação do agressor”, explica.

Integração com órgãos de segurança

Para que o resgate seja eficaz, a tecnologia atua em parceria com prefeituras e órgãos de segurança pública. Sempre que possível, o sistema é integrado à rede local de proteção, acionando de imediato a Guarda Civil Municipal (GCM), a Polícia Militar e, dependendo da estrutura do município, as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e as secretarias responsáveis por políticas públicas para mulheres. “No contexto da violência contra a mulher, os totens ampliam o acesso à ajuda emergencial, reduzem o tempo de resposta e fortalecem a rede de proteção local. A tecnologia atua de forma complementar, fortalecendo o sistema de encaminhamento adequado das vítimas”, afirma Endo.

Flagrantes e prisões na prática

A eficácia do sistema já foi comprovada nas ruas, com casos que culminaram na prisão de agressores antes que ocorresse o pior. Por respeito à privacidade das vítimas, dados pessoais sensíveis não são expostos, mas já foram publicados registros oficiais que evidenciam o impacto da tecnologia. Em Porto Alegre, por exemplo, uma mulher vítima de violência doméstica conseguiu fugir e acionar um totem instalado em via pública. A resposta imediata da Guarda Municipal resultou na prisão do agressor.

Em Guaíra, interior de São Paulo, o monitoramento preventivo pelas câmeras do totem ajudou na identificação de uma agressão contra uma mulher grávida. As imagens permitiram que agentes da Guarda Civil Municipal fossem enviados rapidamente ao local, efetuando a prisão em flagrante do agressor.

Tecnologia como apoio, não substituta

Atualmente, os totens de segurança já estão implantados em mais de 80 cidades brasileiras, espalhadas por 15 estados, com expansão contínua pelo país. No entanto, os próprios desenvolvedores reforçam que o equipamento é apenas uma ferramenta em um cenário muito mais complexo. “A violência contra a mulher é um problema estrutural que exige políticas públicas amplas, educação e conscientização social. A tecnologia não substitui essas ações, mas pode ser uma aliada estratégica na ampliação da rede de proteção”, conclui o diretor da Helper Tecnologia.

A promessa para o futuro é continuar contribuindo para cidades mais seguras, oferecendo ferramentas que garantam que os pedidos de socorro das mulheres não fiquem sem resposta.

 

Sobre a Helper Tecnologia

A Helper Tecnologia é uma empresa que desenvolve e aplica tecnologia avançada para a segurança e monitoramento das cidades brasileiras. Conta com a visão inovadora de um time de executivos com grande experiência nas áreas de segurança e projetos voltados ao setor público.

Responsável pela criação e pela patente dos Totens de Segurança que oferecem recursos como: formato imponente e robusto à prova de vandalismo, sistema de giroflex – que remetem às viaturas policiais -, botão de emergência, comunicador bidirecional de alta potência, que enviam alertas à população, mensagens automáticas de áudio e monitoramento por câmeras 360°. A empresa está alinhada às tendências de cidades inteligentes e conectadas, usando os benefícios da digitalização para oferecer serviços eficientes e, com isso, melhorar a segurança e a qualidade de vida das pessoas.

Ceilândia aplica mais de 25 toneladas de asfalto e retira 64 toneladas de entulho em força-tarefa  

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Ações realizadas ao longo da semana envolveram parceria entre Administração Regional, Novacap e SLU, com recuperação de vias, limpeza urbana e manutenção da drenagem

Uma força-tarefa de manutenção urbana realizada ao longo desta semana em Ceilândia resultou na aplicação de mais de 25 toneladas de massa asfáltica e na retirada de 64 toneladas de entulho descartado irregularmente em diferentes pontos da cidade.

As ações ocorreram entre segunda-feira (2) e sexta-feira (6), em parceria entre a Administração Regional de Ceilândia, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), com o objetivo de reforçar a infraestrutura e manter a cidade limpa e organizada.

Os serviços de recuperação asfáltica foram executados em diversas vias, entre elas QNN 27, QNN 37, QNM 23 Conjunto A, Via N3 Norte, Via O4, Via Leste (parte sul), via P3 Sul, lateral da QNN 9 e na via de acesso aos conjuntos da QNN 4. As intervenções visam melhorar as condições de tráfego e aumentar a segurança de motoristas e pedestres.

Na área de limpeza urbana, as equipes retiraram resíduos e entulho descartados irregularmente em locais como QNM 30, Via M-3 Sul, QNN 14 e ADE do P Sul. A remoção desses materiais também ajuda a evitar o entupimento da rede de drenagem e reduzir riscos de alagamentos durante o período chuvoso.

A semana também contou com serviços de manutenção da rede de drenagem pluvial, incluindo desobstrução de tubulações com hidrojato e reposição de tampas de bocas de lobo em vias importantes, como as avenidas Hélio Prates e Elmo Serejo.

Outras melhorias incluíram implantação de estacionamento na QNM 10, construção de calçada na Via M-2 Sul, recuperação de áreas com assoreamento no Setor P Sul e na EQNP 06/10, ao lado do Centro de Ensino Médio 02, em Ceilândia Norte, além de poda de árvores, roçagem, limpeza de praças e manutenção no Estádio Regional de Ceilândia  (Abadião)

Segundo o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, o trabalho conjunto entre os órgãos permite ampliar o atendimento das demandas da cidade. “Estamos atuando diariamente em várias frentes para melhorar a infraestrutura de Ceilândia. A parceria com a Novacap e o SLU fortalece esse trabalho e garante mais qualidade de vida para a população”, destacou.

A Administração Regional também reforça o pedido para que a população evite o descarte irregular de lixo e entulho em áreas públicas, prática que pode provocar entupimento da rede de drenagem e alagamentos.

30 mil óculos de grau serão distribuídos de graça para moradores carentes do DF; saiba como solicitar

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Iniciativa busca apoiar quem necessita de óculos de grau e não tem condições de arcar com a compra. Para solicitar, é preciso se inscrever. Saiba como participar

A expectativa é que, ao todo, sejam distribuídos 30 mil óculos de grau gratuitamente a moradores em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal que necessitam do acessório, mas não têm condições financeiras de arcar com a compra.
A iniciativa é da Beneficência Hospitalar de Cesário Lange, organização social com ampla atuação na gestão de hospitais, UPAs e UBS no estado de São Paulo e com filial em Brasília, em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, responsável pela execução do projeto no DF.
Para ter acesso aos óculos, é necessário apresentar receita oftalmológica válida e realizar a inscrição por meio de um site criado exclusivamente para a ação.
A ação acontece nos dias 6, 7 e 8 de março, das 8h às 18h, em Riacho Fundo II, em estrutura montada ao lado da Administração Regional do Riacho Fundo, onde as equipes realizam a entrega dos óculos aos beneficiários previamente cadastrados. Já a próxima etapa da iniciativa ocorrerá em Santa Maria, nos dias 19, 20 e 21 de março, também das 8h às 18h , com a distribuição de mais óculos para moradores da região.
Voltada à população a partir de 18 anos, a iniciativa é aberta a todos os moradores das regiões atendidas, com prioridade para idosos, pessoas com deficiência, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores autônomos, grupos que dependem diretamente da boa visão para manter a autonomia, a segurança e o desempenho em atividades profissionais e do cotidiano. A expectativa é realizar até 30 mil entregas de óculos ao longo do período de execução do projeto no Distrito Federal.
De acordo com Pollyanna de Paula, gerente do Projeto, a iniciativa foi pensada para complementar um atendimento que, muitas vezes, fica incompleto. “É comum que a pessoa consiga fazer o exame de vista pela rede pública, receba a receita, mas não tenha condições financeiras de comprar o óculos. O projeto surge exatamente para fechar esse ciclo de cuidado e garantir que a correção visual chegue, de fato, ao beneficiário”, explica.
O cadastro é obrigatório e deve ser feito previamente por meio de formulário on-line. Durante o preenchimento, o participante informa dados básicos de saúde, anexa a receita oftalmológica e faz a escolha antecipada do modelo do óculos, disponível em formatos redondo ou quadrado, com opções de cores. Os óculos entregues são exclusivamente monofocais, por serem mais adequados ao formato de mutirão adotado pela iniciativa.
Após o cadastro, as receitas passam por triagem técnica e são encaminhadas para produção junto ao fornecedor. O beneficiário recebe então uma mensagem no telefone cadastrado, com a confirmação da participação, além da data e horário para retirada do óculos. “Esse fluxo organizado evita filas, deslocamentos desnecessários e garante que cada pessoa receba o óculos de acordo com sua prescrição”, destaca Pollyanna.
A gestora ressalta ainda a importância da correção visual como medida de prevenção. “Quando a pessoa precisa de óculos e não usa, ela força a visão e o problema tende a se agravar ao longo do tempo. Entre idosos, por exemplo, a correção visual ajuda a prevenir quedas e acidentes domésticos. É uma ação simples, mas com impacto direto na qualidade de vida e na segurança”, afirma.
Parcerias ampliam acesso ao exame de vista
Para ampliar o acesso ao benefício, a organização já conta com parcerias com clínicas sociais que atuam em Ceilândia, permitindo que pessoas que ainda não possuem exame oftalmológico possam realizá-lo por valor social, viabilizando o acesso à receita necessária para participar da ação. Segundo Pollyanna, o projeto também está em fase de organização para expandir essas parcerias para outras regiões administrativas, de forma a atender beneficiários que hoje não conseguem realizar o exame de vista nem pela rede pública nem pela iniciativa privada.
Além da entrega de óculos, o projeto prevê outros eixos de atuação, que incluem a realização de exames oftalmológicos específicos e ações de promoção e educação em saúde ocular, com distribuição de materiais informativos e conteúdos educativos voltados à conscientização sobre os cuidados com a visão.
As datas e regiões foram definidas para garantir cobertura territorial equilibrada e ampliar o acesso da população ao benefício. O cronograma completo, bem como eventuais atualizações e orientações adicionais, pode ser consultado diretamente com a organização do projeto por meio de seus canais oficiais.
SERVIÇO
Projeto : Distribuição gratuita de óculos monofocais
Público-alvo : Moradores do DF a partir de 18 anos
Prioridade: Idosos, pessoas com deficiência, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores autônomos
Vagas: Limitadas a 30 mil óculos
Datas e locais da ação:
* Riacho Fundo II: 6, 7 e 8 de março, das 8h às 18h, ao lado da Administração Regional do Riacho Fundo
* Santa Maria: 19, 20 e 21 de março, das 8h às 18h
Cadastro obrigatório:
Informações e atualizações:
Importante: É necessário anexar a receita oftalmológica no formulário
Retirada dos óculos: Mediante confirmação prévia enviada ao celular cadastrado.

Liderança feminina marca nova fase da Montreal Viagens nos 40 anos da empresa

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No momento em que o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher, a Montreal Viagens vive uma virada histórica: pela primeira vez em quatro décadas, a companhia é comandada por uma mulher. A executiva brasiliense Fabiana Castro lidera uma organização em que 66% das posições de liderança são ocupadas por mulheres.

Em um setor que movimenta bilhões no mundo e ainda busca ampliar a presença feminina em cargos de decisão, a Montreal Viagens entra em seu 40º ano de história com uma mudança simbólica e estratégica. Pela primeira vez desde sua fundação, a empresa é comandada por uma mulher. À frente da companhia está a CEO Fabiana Castro, executiva que construiu sua trajetória dentro da própria organização e hoje lidera uma nova fase da marca.

A presença feminina não se limita ao topo da estrutura. Atualmente, 66% das posições de liderança da Montreal são ocupadas por mulheres, refletindo uma cultura organizacional que valoriza desenvolvimento interno, diversidade e oportunidades de crescimento.

O dado ganha ainda mais relevância no contexto global do turismo. Estudos do World Travel & Tourism Council (WTTC) indicam que as mulheres representam uma parcela expressiva da força de trabalho do setor, mas ainda são minoria nos cargos de liderança. Nesse cenário, empresas que ampliam a presença feminina em posições estratégicas ajudam a impulsionar uma transformação estrutural na indústria.

Fabiana Castro chegou à presidência da Montreal em janeiro de 2024 após uma trajetória construída dentro da companhia. Ingressou na empresa em 2018 como gerente de Recursos Humanos, onde liderou iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura organizacional e ao desenvolvimento de talentos. Em 2022, assumiu a Diretoria Executiva de Operações e passou a conduzir áreas estratégicas do negócio até chegar ao cargo máximo da empresa.

Para a executiva, liderar a Montreal neste momento histórico é também consolidar um modelo de gestão baseado em pessoas e na experiência do cliente. “Assumir a Montreal é honrar um legado de confiança construído ao longo de quatro décadas, mas também modernizar a forma como as pessoas planejam e vivem suas viagens”, afirma a CEO.

DNA brasiliense – Fundada em Brasília, a Montreal Viagens consolidou-se como um dos principais clubes de hospedagem do país. Mais do que planejamento e previsibilidade para as férias, o modelo se destaca pela negociação direta com a rede hoteleira, garantindo acesso a uma ampla rede de hotéis e destinos.

Nos últimos anos, a empresa ampliou sua atuação também como agência de viagens, oferecendo passagens, seguros e experiências personalizadas. A estratégia é integrar diferentes serviços em uma jornada completa, que vai do planejamento da viagem à vivência da experiência no destino.

Sob a nova liderança, a Montreal reforça um posicionamento que conecta planejamento financeiro e qualidade de vida. Para Fabiana, viajar não é apenas lazer — é um investimento em bem-estar, saúde mental e na construção de memórias familiares.

“Tratamos a viagem como um ativo afetivo. São momentos que fortalecem vínculos, ampliam repertórios culturais e contribuem diretamente para a qualidade de vida das pessoas”, afirma.

A transformação digital também está entre as prioridades da gestão. A empresa vem investindo na evolução de suas plataformas tecnológicas e em inovação para tornar a jornada do cliente mais simples, ágil e personalizada, acompanhando o perfil do viajante contemporâneo.

Serviço

Montreal Viagens

Instagram: https://www.instagram.com/viagensmontreal/

Site: https://www.viagensmontreal.com/

RH pode ser rede de proteção para mulheres em situação de violência

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No Mês da Mulher, debate destaca responsabilidade do RH e da alta gestão

O crescimento das denúncias de assédio no ambiente de trabalho reforça a necessidade de que empresas estejam preparadas para agir como rede de proteção às mulheres. Dados divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho mostram que, em 2025, os novos processos por assédio sexual na Justiça do Trabalho cresceram 40% em relação ao ano anterior, somando mais de 12 mil ações. No mesmo período, os casos de assédio moral também registraram aumento significativo, com 142.828 novos processos.

Os números revelam uma realidade que vai além das estatísticas. Muitas mulheres que enfrentam situações de violência, seja no ambiente doméstico ou profissional, continuam inseridas no mercado de trabalho e levam para a rotina corporativa os impactos emocionais e psicológicos dessas experiências.

Para a ABRH-CE, o setor de Recursos Humanos deve atuar como ponto de acolhimento e orientação. A presidente da entidade, Kássia Sales, afirma que a empresa pode ser, em muitos casos, o espaço mais estruturado de apoio ao qual essa mulher tem acesso. “O aumento das demandas na Justiça do Trabalho demonstra que o problema está mais visível, mas também evidencia que ainda há falhas na prevenção. O RH precisa estar atento aos sinais e preparado para agir com responsabilidade”, destaca.

Entre os indícios que podem acender um alerta estão mudanças bruscas de comportamento, isolamento, faltas frequentes, queda repentina de desempenho, crises de ansiedade ou medo constante. Embora nenhum desses fatores confirme, isoladamente, uma situação de violência, eles indicam necessidade de escuta qualificada e acompanhamento.

A entidade recomenda que empresas adotem protocolos internos claros para lidar com casos de assédio e outras formas de violência de gênero. Isso inclui canais de denúncia seguros, garantia de confidencialidade, fluxos de encaminhamento e capacitação de lideranças para oferecer primeiros socorros psicológicos e orientação adequada.

“Não basta apenas reagir quando o problema já virou processo judicial. A prevenção passa por cultura organizacional, liderança preparada e políticas internas que deixem claro que qualquer forma de violência ou assédio é inaceitável. Não se trata de substituir o sistema de justiça ou a rede pública, mas de garantir que a empresa não seja um espaço de omissão”, afirma Kássia.

Durante o Mês da Mulher, a ABRH-CE reforça que combater a violência de gênero também é uma responsabilidade corporativa. Estruturas internas preparadas, governança ativa e ambiente seguro são medidas que protegem colaboradoras, fortalecem a reputação institucional e contribuem para relações de trabalho mais saudáveis.

Reforma tributária avança em ritmo lento em 2026 e levanta alertas sobre governança e tecnologia

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Para Carlos Crosara, atraso na estruturação do Comitê Gestor e desafios do split payment podem comprometer segurança jurídica na transição

A implementação da reforma tributária entra em 2026 sob críticas quanto à morosidade institucional e à falta de harmonização entre os entes federativos. Embora a Emenda Constitucional 132 e a Lei Complementar 214 já tenham estabelecido as bases do novo modelo, especialistas avaliam que o processo caminha mais lentamente do que o esperado.

Para Carlos Crosara, advogado do Natal & Manssur Advogados, mestre em Direito Tributário e doutorando em Direito Financeiro pela USP, o atraso na consolidação do Comitê Gestor do IBS — inclusive com impasses nas eleições de representantes municipais — é um sinal de que a governança do novo sistema ainda enfrenta entraves relevantes. “A harmonização está andando a passos lentos. Estamos diante de um modelo que envolve União, Estados e mais de 5.500 municípios. Regulamentar tudo isso de forma coordenada é um desafio significativo”, afirma.

Split payment e transição concentram maior risco

Entre os pontos de maior preocupação está o split payment, mecanismo que permitirá a segregação automática do tributo no momento da liquidação da operação. Considerado central para a arrecadação do IBS, o sistema só deve entrar plenamente em vigor em 2027, após adiamento.

“O split payment será vital para a arrecadação tanto da União quanto dos Estados e municípios”, afirma Crossara. No caso do IBS, os valores arrecadados serão centralizados no Comitê Gestor, responsável por realizar compensações e repasses aos entes federativos com base no princípio do destino. “Não é uma tarefa simples. Exige plataforma tecnológica robusta, integração entre fiscos e contribuintes e regularidade das obrigações acessórias”, observa.

Segundo ele, a dificuldade não está apenas na estrutura do poder público. Empresas de pequeno e médio porte ainda não dispõem, em muitos casos, de sistemas preparados para essa nova dinâmica. “O ano de testes funciona como um laboratório. Mas, se em 2027 a plataforma não estiver plenamente operacional, o direito ao crédito pode se tornar foco relevante de controvérsia.”

A convivência entre o sistema atual e o novo modelo também é vista como ponto sensível. Durante a transição, contribuintes terão de manter obrigações duplicadas, além de enfrentar incertezas quanto ao aproveitamento de créditos acumulados de ICMS, PIS e Cofins. “O compliance será dobrado e a interface entre os sistemas precisará funcionar de forma integrada, sob pena de gerar disputas administrativas”, observa.

Menor espaço para litígios históricos

Por outro lado, Crosara avalia que alguns temas clássicos do contencioso tributário tendem a perder relevância. É o caso da discussão sobre o conceito de “insumo” para fins de creditamento, que marcou o regime do PIS e da Cofins.

Com a não cumulatividade plena prevista no novo modelo, a comprovação do recolhimento via split payment tende a esvaziar esse debate. “A tendência é que essa controvérsia seja superada, o que representa avanço em termos de simplificação”, afirma.

A Lei Complementar 214 também trouxe maior detalhamento sobre a composição da base de cálculo da CBS e do IBS, delimitando hipóteses de inclusão e exclusão. Para o tributarista, isso pode reduzir disputas que eram frequentes no regime anterior, embora a regulamentação infralegal ainda possa suscitar ajustes.

No que diz respeito a regimes específicos e tratamentos diferenciados — como os aplicáveis à construção civil e ao setor médico —, a emenda constitucional delimitou os setores contemplados. A possível divergência, segundo Crossara, pode surgir na operacionalização dos benefícios. “A definição dos setores está clara. O desafio será implementar os tratamentos diferenciados sem distorções ou insegurança jurídica.”

Em meio às expectativas de simplificação, o diagnóstico é cauteloso. “A estrutura está desenhada, mas a operacionalização ainda exige maturidade institucional e tecnológica. O sucesso da reforma dependerá da capacidade de execução nos próximos anos”, conclui Crosara.

Fonte: Carlos Crosara é advogado do Natal & Manssur, formado pela PUCo-SP, mestre em Direito Tributário e doutorando em Direito Financeiro pela USP.