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No Dia da Mulher, Elas no Eixo reúne artistas para discutir protagonismo feminino na música de Brasília

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Encontro no Eixão do Lazer reúne artistas da capital para discutir trajetória, desafios e presença feminina na cena cultural brasiliense

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, Brasília recebe a segunda edição do Elas no Eixo, encontro voltado à reflexão sobre o protagonismo feminino na cultura. O evento será realizado das 10h às 12h, no Espaço Cultural Choro no Eixo, no Eixão do Lazer, altura da 204 Norte, com entrada gratuita.

Idealizado em 2025 pela Soror Comunicação, em parceria com o Choro no Eixo, o projeto promove debates e encontros voltados a temas ligados ao universo feminino. A primeira edição abordou a prevenção ao abuso sexual infantil e reuniu especialistas e participantes em torno do tema.

Nesta nova edição, o debate será dedicado à presença e à atuação das mulheres na música produzida em Brasília. A proposta é reunir artistas da cena cultural da capital para compartilhar experiências, discutir desafios enfrentados ao longo da carreira e refletir sobre a contribuição feminina para a construção da identidade cultural brasiliense.

Estão confirmadas representantes dos grupos Choro Delas, Maria Vai Casoutras, além das artistas Meriele e Jullie Morato, que participarão da conversa com o público.

Outro destaque do evento é o compromisso ambiental. Em parceria com a JERO (jero.earth), deeptech voltada à preservação ambiental, a iniciativa destinará recursos para a proteção de áreas nativas. O impacto será registrado em blockchain, permitindo rastreabilidade pública das ações de preservação.

O Choro no Eixo é parceiro do projeto e a Meetkai Brasil participa como apoiadora oficial desta edição.

Serviço

 Elas no Eixo — 2ª edição

Data: 8 de março

Horário: das 10h às 12h

Local: Espaço Cultural Choro no Eixo — Eixão do Lazer, altura da 204 Norte

Entrada gratuita

 

Governo do Estado de Santa Catarina apresenta para a Embaixada de Ruanda programas para o desenvolvimento agropecuário

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O Governo do Estado recebeu nesta terça-feira (3/3)  na sede da Epagri, em Florianópolis (SC), o embaixador de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi, para uma apresentação do modelo público de desenvolvimento da agropecuária em Santa Catarina. O objetivo do encontro é o intercâmbio de informações visando futuros acordos de cooperação técnica e comercial do Estado com o país da África central.

“Sabemos que a agricultura e a pecuária são atividades muito fortes no Brasil. Todos os países precisam do que vocês têm aqui”, disse o diplomata Manzi. Ele destacou a necessidade de Ruanda agregar valor aos produtos da agropecuária e aumentar a produção de leite, cujo déficit é de 7 mil litros ao dia. Entre os produtos da pauta de exportação de Ruanda estão café, chá, pimenta e abacate.

O secretário de Estado da  Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, e os presidentes da Epagri, Dirceu Leite, e da Cidasc, Celles de Matos, mostraram como ações coordenadas entre as três instituições, junto com toda cadeia produtiva, levaram Santa Catarina à liderança em vários setores da agropecuária. Com apenas 1% do território nacional, o Estado é o maior produtor de proteína animal e também se destaca na produção de arroz, cebola, maçã, leite e tem cerca de 30% do PIB ligado à agropecuária.

“Nós temos um modelo com forte atuação do Estado na agricultura familiar. Ele inclui desde a formulação de políticas públicas, com apoio financeiro aos produtores rurais, até a entrega de tecnologias, desenvolvidas e levadas ao campo pela Epagri, e a promoção da sanidade agropecuária, feita pela Cidasc. Tudo isso, junto com o modelo cooperativista, faz com que as coisas aconteçam da melhor forma”, destacou o secretário Dalla Cort.

Inovação e apoio ao produtor

O presidente da Epagri apresentou o modelo de gestão da empresa, que inclui três eixos: a pesquisa, com desenvolvimento de tecnologias; a extensão, com orientação ao produtor rural em todos os 295 municípios catarinenses; e o ensino, voltado para a profissionalização do jovem produtor e sua permanência no campo. “Nós não temos como expandir a fronteira agrícola. Por isso, nosso foco é aumentar a produtividade e a rentabilidade do produtor rural”, explicou Dirceu.

Entre as tecnologias desenvolvidas e levadas ao campo pela Epagri, o presidente destacou o desenvolvimento da pecuária leiteira à base de pasto. Preconizada pela empresa, o sistema aumenta a rentabilidade do produtor em R$10,4 mil por hectare, ganho líquido comprovado pelos pesquisadores no ano de 2024. As pastagens também favorecem a sustentabilidade ambiental da pecuária, evitando compactação do solo e aumentando a absorção de água.

            A presidente da Cidasc apresentou a estrutura da companhia para garantir a sanidade e rastreabilidade animal e vegetal no estado. “Nós exportamos produtos agropecuários para mais de 150 países devido à sanidade do nosso rebanho. Somos o maior produtor de ostras e mexilhões, o maior exportador de suínos, o segundo maior produtor de aves e temos leite de sobra para vender a Ruanda”, disse Celles.

Também participaram da reunião a secretária de Articulação Nacional, Vânia Franco, e o chefe do Escritório Internacional das Américas da InvestSC, Rodrigo Prisco. Pela Embaixada de Ruanda, participou também Andrew Nkongho Oben, assistente administrativo e oficial de ligação.

Por Cléia Schmitz, jornalista bolsista da Fapesc

 

Lupa Comunicação assume estratégia de comunicação institucional do Grupo Sony Music Brasil

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Fernando Cabral – CEO Grupo Sony Music Brasil

 

A Lupa Comunicação é a nova agência de comunicação institucional e relações públicas do Grupo Sony Music Brasil. A partir deste mês, a empresa liderada por Luisi Valadão passa a conduzir a estratégia de posicionamento institucional da companhia no país, com foco na consolidação de sua presença junto aos mercados de negócios, marketing, economia criativa e indústria do entretenimento.

“Nosso compromisso é liderar o desenvolvimento da indústria musical brasileira com visão de futuro, responsabilidade, inovação e uma atuação engajada com a comunidade artística. Estamos ampliando nossa presença institucional para refletir a força dos nossos artistas, das nossas lideranças e das nossas operações, além do impacto social positivo que buscamos gerar por meio da música, com iniciativas de diversidade, formação de talentos e ampliação de acesso e oportunidades no setor. A chegada da Lupa Comunicação integra essa estratégia: contar melhor essa história, dar visibilidade às nossas ações e fortalecer o diálogo com o mercado e com a sociedade. A comunicação tem papel central na construção de reputação e na geração de valor para toda a cadeia da música.” Declara Fernando Cabral, CEO do Grupo Sony Music Brasil.

O atendimento à Sony Music Brasil será liderado por Pedro Franco, Diretor de Comunicação Institucional da Lupa, sob a supervisão de Luisi Valadão, fundadora e CEO da agência. A atuação envolve a construção e o desdobramento da narrativa corporativa do grupo, e a ampliação do diálogo com stakeholders estratégicos, incluindo a comunidade artística, mídia, investidores, marcas, parceiros e formadores de opinião.

Luisi Valadão, CEO da Lupa Comunicação

 

A Sony Music Entertainment é uma companhia global de música, presente em mais de 40 países, com vasta gama de artistas. A empresa possui um amplo catálogo que inclui algumas das gravações mais importantes da história. É a casa de gravadoras que representam músicas de todos os estilos.

O Grupo Sony Music Brasil é uma entidade local pertencente à companhia global Sony Music Entertainment e reúne as operações das labels Sony Music e Som Livre, ambas sob gestão geral do CEO Fernando Cabral de Mello. Estas frentes integram um ecossistema que combina desenvolvimento artístico, gestão de catálogo, estratégia comercial e distribuição, conectando talentos e marcas a uma estrutura global.

“O grupo Sony Music Brasil tem um protagonismo muito claro na indústria hoje. É uma companhia que influencia decisões, antecipa movimentos e reúne um portfólio artístico e de labels que a coloca no centro das conversas sobre música, entretenimento e negócios no país. Estamos falando de uma operação com liderança forte, visão de longo prazo e capacidade real de integrar curadoria, marketing, dados e distribuição dentro de um ecossistema global. Nosso desafio é apresentar ao mercado essa potência institucional, dar mais visibilidade às suas ações, lideranças e tornar essa relevância ainda mais evidente. A comunicação precisa refletir o tamanho e a responsabilidade que a Sony Music Brasil já exerce na indústria, além de contribuir para o seu crescimento”, afirma Luisi Valadão, CEO da Lupa Comunicação
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Com faturamento de R$ 3,5 bilhões, mercado fonográfico brasileiro é o nono maior do mundo

O anúncio da parceria ocorre em um contexto de forte expansão do mercado fonográfico brasileiro. De acordo com a Pro-Música, entidade que representa as principais gravadoras e produtoras fonográficas do Brasil, em 2024, o setor registrou faturamento de aproximadamente R$ 3,486 bilhões, um crescimento de 21,7% em relação ao ano anterior, mantendo o Brasil entre os nove maiores mercados musicais do mundo e evidenciando a dinâmica do setor impulsionada, sobretudo, pelo streaming e pela inovação digital. Esses números consolidam a relevância econômica e cultural da indústria musical nacional, fortalecendo o papel das gravadoras e produtores no desenvolvimento de talentos e na geração de valor para o ecossistema criativo brasileiro.

Desde 2025, o Grupo Sony Music Brasil é liderado por Fernando Cabral de Mello. O executivo ingressou na Sony Music em 2005, onde construiu uma trajetória marcada por posições estratégicas, incluindo a liderança da área de marketing e a vice-presidência de desenvolvimento de negócios. A estrutura executiva do grupo conta ainda com Wilson Lannes, no posto de COO, Tatiana Cantinho e Cristiane Simões, que atuam, respectivamente, como Vice-Presidentes Seniores & Label Heads da Som Livre e da Sony Music Brasil, reforçando a governança e a condução artística e estratégica das operações no país.

A nova parceria marca um movimento de fortalecimento institucional da companhia no Brasil, em um momento de transformação do mercado fonográfico, expansão de modelos de negócio e crescente protagonismo da música na economia criativa. A Lupa Comunicação será responsável por estruturar a presença pública do grupo, destacando sua atuação estratégica, sua governança e seu protagonismo como uma das principais companhias da indústria musical no país.

Detran-DF realiza Passeio de Bike especial para celebrar o Dia da Mulher

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por Zélia Ferreira
Evento acontecerá no dia 8 de março, a partir das 7h30, no estacionamento da Administração Regional do Paranoá
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal abriu, nesta segunda-feira (2), as inscrições para o Passeio de Bike especial em homenagem às mulheres. Esta é a 21ª Etapa do Circuito de Passeio de Bike do DETRAN-DF nas RA’s, que acontecerá no dia 8 de março, no Paranoá.
“Esta será uma edição especial para celebrar o Dia Internacional da Mulher, destacando o protagonismo feminino na construção de um trânsito mais seguro, humano e consciente”, ressalta o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.
O circuito é uma iniciativa do Detran-DF em parceria com as administrações e visa estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte, conscientizar sobre os benefícios do uso da bike e fortalecer o papel ativo do ciclista na mobilidade urbana.
Os ciclistas se concentrarão no estacionamento da Administração Regional do Paranoá, a partir das 7h30, com saída prevista para as 9h.
Além das atividades educativas de trânsito, como palestras e manutenção básica de bicicletas no local da concentração, os inscritos receberão seus kits contendo sacochila refletiva e materiais informativos preparados pela Diretoria de Educação de Trânsito.
Inscrições
As vagas são limitadas e os interessados em participar do passeio ciclístico podem se inscrever por meio do link (https://www.even3.com.br/passeioparanoa-693894/).

Montreal Viagens fortalece presença entre líderes do turismo no Fórum Panrotas

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A CEO da Montreal Viagens, Fabiana Castro, participou esta semana de um dos principais encontros do setor de turismo, o Fórum Panrotas, realizado em São Paulo. O evento reuniu líderes do mercado, executivos de companhias aéreas, redes hoteleiras e especialistas da indústria para discutir tendências, inovação e os novos caminhos do turismo e das viagens corporativas.

Fabiana esteve acompanhada do superintendente de Operações da Montreal, Levilton Vilas Boas, e do superintendente de Marketing e Vendas, Rafael Nakamura. A participação reforça a estratégia da empresa de manter constante atualização sobre o mercado global de viagens, além de fortalecer o relacionamento com os principais players do setor.

Durante o fórum, a diretoria da Montreal acompanhou painéis e debates sobre transformação digital, comportamento do viajante, sustentabilidade e novas oportunidades de negócios, além de ampliar conexões com hoteleiros e executivos das maiores companhias aéreas que operam no Brasil e no exterior.

Serviço

Montreal Viagens

Instagram: https://www.instagram.com/viagensmontreal/

Site: https://www.viagensmontreal.com/

O STF e a fronteira do equilíbrio democrático

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Ives Gandra*

Recentemente, tive a satisfação de conceder uma entrevista ao jornalista Pedro Campos, no programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes. Indagado sobre o que está acontecendo com o Supremo Tribunal Federal, respondi a ele prontamente e, agora, compartilho com os leitores os pontos centrais daquelas considerações, como extensão desta reflexão.”

Tenho a impressão de que o cerne da questão reside no fato de que, em um determinado momento destes últimos anos, de forma inédita em nossa história, o Supremo decidiu assumir-se também um partner, um parceiro, um player político no cenário nacional.

Quando o Excelso Pretório começou a invadir as competências do Legislativo e do Executivo, ele, de certa forma, transformou-se no “Supremo Poder” da República, acima dos demais Poderes.

Durante o regime militar, tínhamos o Poder Executivo como dominante; agora, temos um Poder que, por ter a prerrogativa da “última palavra” sobre o Direito, interfere e legisla, repetidas vezes, no lugar do Parlamento e, frequentemente, atua nas atribuições do Executivo.

Não emito juízo de valor sobre os ministros, até porque possuo obras escritas em coautoria com vários deles, participei de bancas de doutorado, compartilhei painéis e proferi palestras com a maioria deles e os considero grandes juristas.

Não concordo, entretanto, com suas atuais decisões porque vivi e participei daqueles 20 meses de discussão da Assembleia Nacional Constituinte, ao lado de Ulysses Guimarães e Bernardo Cabral — presidente e relator do processo que resultou na nossa Carta Magna. Esse fato me permitiu testemunhar a intenção original  dos constituintes com a nova Constituição. Saindo de um regime de poder centralizado, o desejo dos constituintes era a consolidação de três Poderes estritamente independentes e harmônicos. Todavia, a partir do momento em que o STF assume prerrogativas não previstas no texto constitucional, agindo por conta própria,  torna-se, inevitavelmente, um playe r político.

Por esse motivo, independência e harmonia entre os Poderes, as competências de cada esfera foram delimitadas com exaustão na Constituição.

Houve um tempo em que o povo nutria um respeito profundo pelo Supremo, reconhecendo-o como a instituição mais digna e admirada do País. Eu saía com os ministros e andávamos sozinhos pela rua, sem necessidade de segurança. Naquela época, não era preciso dizer que eles eram os defensores da democracia, porque todos já o sabiam. Agora, infelizmente, tudo isso mudou.

Minha divergência não diz respeito aos juristas, nem à dignidade pessoal de cada um, mas à forma como passaram a interpretar e reescrever a Constituição Federal. Com todo respeito, e sem emitir juízo de valor, acredito que, no momento em que começaram a reescrever o texto e a interferir nos demais Poderes, tornaram-se alvos de reações políticas. À medida que essa demonstração de força se acentuou, os outros Poderes também reagiram. Portanto, os ministros passaram a sofrer reações igualmente políticas.

Tenho a sensação de que o Supremo poderia retomar o perfil da era de Moreira Alves, Oscar Corrêa e outros. Os próprios ministros atuais poderiam reconduzir o Tribunal ao seu papel histórico: o de guardião da Constituição, e não o de legislador complementar ao Congresso ou de um Executivo ad hoc. Caso contrário, continuarão sendo alvo das críticas políticas, que variam conforme o posicionamento da ocasião.

O caso do “Banco Master”, por exemplo, deveria estar, a meu ver, sob o juiz natural, em primeira instância, pois Daniel Vorcaro não possui foro especial. No entanto, levaram a questão para o Supremo. O mesmo ocorreu com os episódios de 8 de janeiro: uma série de questões levadas à Corte sem que os envolvidos tivessem a prerrogativa que a Constituição exige para o julgamento pelo STF. A Constituição é clara sobre quem deve ser julgado pelo Supremo: o presidente, deputados, senadores e outros cargos específicos. Jamais cidadãos comuns, sem qualquer destaque na vida pública.

Este panorama desfigurou a imagem do STF. Pesquisas de opinião evidenciam que a reputação da Suprema Corte perante a sociedade é hoje muito inferior à de períodos anteriores, quando a instituição era amplamente respeitada. Somado a isso, nota-se uma reação crescente na imprensa e nas redes sociais contra um protagonismo que extrapola os limites estabelecidos pela Constituição.

A Constituição brasileira é clara: o artigo 49, inciso XI, estabelece ser competência exclusiva do Congresso Nacional “zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes”.. Isso permite ao Parlamento sustar atos de outros Poderes que invadam sua função legislativa. Já o artigo 103, § 2º, reforça que, mesmo nas ações diretas de inconstitucionalidade por omissão, o papel do Supremo limita-se a declarar a lacuna e notificar o Legislativo. Ou seja,  dar ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias. O referido artigo regula a A ção Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) e estabelece que, “ao declarar a inconstitucionalidade por falta de medida para tornar efetiva uma norma constitucional, o STF dará ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias ou, se o órgão for administrativo, para fazê-lo em 30 dias”. Portanto, segundo a Carta Magna, o STF não pode substituir o Congresso, pois a criação da lei permanece como uma atribuição indelegável do Poder Legislativo.

Ao decidir interferir nas funções do Legislativo e do Executivo, determinando, inclusive, atos administrativos de governo, o Judiciário rompeu o equilíbrio democrático. O resultado é que os três Poderes perderam sua essência e geraram uma profunda desfiguração institucional. É precisamente nessa politização generalizada que reside a grave crise de confiança que vivemos atualmente, evidenciando que a restauração da harmonia entre as instituições é, antes de tudo, o resgate do império da própria Constituição.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Mulheres representam 47% das áreas de produção de indústria do Paraná

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Antigamente considerado um ambiente masculino, as áreas fabris têm apresentado crescimento na busca do público feminino

As áreas de produção das fábricas, ambientes antigamente predominantemente masculinos, vêm sendo preenchidas por mulheres, que têm trilhado planos de carreira e conquistado, inclusive, cargos de liderança nas indústrias.

Em 2024, o crescimento no número de registros de mulheres no setor industrial foi 6,8% maior em relação ao ano anterior. Nos últimos quatro anos a evolução foi de 88,19%, segundo o Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT). Os dados mostram que o caminho para a igualdade de gênero está sendo percorrido.

Em Curitiba, a Neodent, empresa que desenvolve soluções estéticas e reabilitadoras em odontologia, como implantes dentários, conta com quase 50% de mulheres em seu quadro geral, entre mais de 3 mil colaboradores. Nas áreas de produção, as mulheres representam 47% da equipe.

“Por muito tempo, o setor industrial foi visto como um espaço predominantemente masculino, mas essa realidade vem sendo transformada de forma consistente. Na Neodent, percebemos um crescimento significativo da participação feminina nas áreas de produção, refletindo uma mudança cultural importante e um interesse cada vez maior das mulheres por essas posições”, relata a diretora de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa da Neodent, Raphaela Borba.

Mais do que uma pauta social ou de garantia de direitos, a atuação feminina nas linhas de produção e em posições de liderança impulsiona a competitividade das empresas, ao ampliar perspectivas, enriquecer a tomada de decisão e agregar diferentes experiências aos negócios. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que, entre 2008 e 2021, a participação feminina em cargos de gestão no setor aumentou de 24% para 31,8%. Embora esse índice ainda seja inferior ao dos demais segmentos da economia, onde as mulheres ocupam 46,7% das funções de liderança, o crescimento na indústria foi três vezes maior no período, avançando 32,5%, enquanto nos outros setores a alta foi de 9,8%. Alinhada a esse movimento de evolução, a Neodent conta atualmente com 50% de sua liderança formada por mulheres, reforçando, na prática, seu compromisso com a equidade de gênero e com o fortalecimento de ambientes mais diversos e inovadores.

Inspiração que vêm de dentro

Ao ingressar na Neodent em 2014, como supervisora de produção, Aline Doerzbacher passou a integrar um time que contava com apenas 18 colaboradores. Desde então, acompanhou de perto momentos decisivos da empresa, como sua aquisição pelo grupo suíço Straumann e a construção da nova planta industrial — fases que ampliaram a estrutura, as operações e as responsabilidades da equipe. Ao longo dessa trajetória, Aline cresceu junto com o negócio, desenvolvendo-se tecnicamente e como líder. Atualmente, ocupa a posição de gerente de produção. Em um setor historicamente dominado por homens, sua conquista simboliza não apenas o reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação, mas também um avanço importante em representatividade feminina na indústria. “Tenho muito orgulho de estar na posição que ocupo hoje. Para mim, isso tem um significado especial que vai além da trajetória profissional: representa que qualquer pessoa pode chegar aonde quiser, independentemente do gênero. Minha história é uma forma de mostrar que, com dedicação, consistência e coragem para enfrentar os desafios, é possível romper barreiras e ocupar espaços que antes pareciam distantes.”

Aline reconhece que é necessário demonstrar, na prática, capacidade técnica e maturidade. Com resiliência e determinação, ela transformou questionamentos em credibilidade. Hoje, à frente da produção, defende uma liderança baseada na empatia e no desenvolvimento das pessoas, acreditando que compreender o ser humano por trás do profissional é o que fortalece equipes e gera resultados consistentes. Para ela, ocupar um cargo de liderança na indústria vai além da realização pessoal. “A indústria mudou muito, e hoje existe espaço e necessidade da visão, da competência e da força das mulheres. Não podemos nos limitar por estereótipos ou pela ideia de que determinados setores não são para mulheres. Quando uma mulher avança na indústria, ela não avança sozinha, mas puxa muitas outras com ela”, finaliza.

 

Sobre a Neodent

A Neodent é uma indústria brasileira de implantes dentários, fundada há mais de 30 anos e integrante do grupo suíço Straumann. Presente em quase 100 países, possui um compromisso claro com um futuro sustentável e com a geração de impacto positivo para seus colaboradores, a sociedade e o meio ambiente. Suas ações ESG se baseiam em quatro pilares — saúde bucal, desenvolvimento de pessoas, cadeia sustentável e crescimento responsável —, com iniciativas como a Expedição Novos Sorrisos e o Futuro Sorriso, que unem saúde, educação, inclusão e transformação social.

17 Diretórios do MDB Assinam Manifesto Contra Aliança com Lula

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17 dos 27 diretórios estaduais do MDB assinaram manifesto contra a aliança com Lula e o PT nas eleições de 2026

O documento foi entregue ao presidente nacional Baleia Rossi pelo deputado Alceu Moreira, que liderou o movimento. A declaração de Daniel Vilela, vice-governador de Goiás, foi direta: “É absolutamente zero a chance de o MDB se coligar com o PT em nível nacional.”

O documento afirma que o partido “não aceitará, sob nenhuma hipótese, estar associado a um governo que desonra a história do MDB.”

Entre os signatários estão os prefeitos Ricardo Nunes, de São Paulo, Sebastião Melo, de Porto Alegre, e Newton Cardoso Jr., de Minas Gerais.

O movimento derruba na prática a articulação de Renan Calheiros e Helder Barbalho, que defendiam o MDB indicando o vice de Lula. Na prática: Sul, Sudeste e Centro-Oeste livres para apoiar a direita — enquanto o Nordeste tenta segurar Lula e seu desgoverno.

Lula colhe o que plantou nos últimos anos. Enquanto isso, o  PSD e o Republicanos ainda batem palmas para o desgoverno esquerdista que afundou o Brasil nos últimos anos, com mentiras, mais impostos e muita corrupção.

Fonte: donnysilva.com.br

Caso Master: prisão de Vorcaro visa proteger testemunhas e garantir avanço de investigação, aponta jurista

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Para Jacqueline Valles, decisão de André Mendonça isola o banqueiro para preservar depoimentos e garantir que a Polícia Federal chegue ao núcleo da organização criminosa

A prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, determinada pelo ministro André Mendonça no âmbito da Operação Master, é uma medida cautelar necessária para “preservar as provas” e impedir a intimidação de testemunhas, de acordo com a análise da advogada criminalista e mestre em Direito Penal Jacqueline Valles. A decisão, segundo a jurista, se baseia em um relatório da Polícia Federal que detalha ameaças e obstrução da justiça, sinalizando que a liberdade parcial do investigado era insuficiente para garantir o andamento do inquérito sobre a organização criminosa.

As revelações de que Vorcaro teria ordenado ataques violentos contra o jornalista Lauro Jardim e coagido funcionários do Banco Master mudaram o patamar da investigação. Segundo a advogada, a decisão de Mendonça não representa uma antecipação de culpa, mas uma medida preventiva necessária para que as autoridades descubram a extensão real dos fatos. “O comportamento do banqueiro, que estava em prisão domiciliar, demonstrou que a liberdade parcial era insuficiente para conter a prática de crimes como coação e organização criminosa”, afirma Jacqueline.

Análise da legalidade da prisão

A análise técnica da jurista destaca que o pedido de prisão partiu do órgão competente, a Polícia Federal, após meses de monitoramento e interceptações. Esse detalhe diferencia o caso atual de outras prisões decretadas pelo Supremo nos últimos anos. No modelo adotado por Mendonça, o juiz analisou a provocação policial e verificou se os critérios previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal estavam presentes.

A liberdade na condução da investigação é o que permitirá agora delimitar crimes que vão da ameaça e coação à corrupção ativa, envolvendo inclusive suspeitas de benefícios dentro do Banco Central. “Se o magistrado percebe que a instrução do processo não pode prosseguir pacificamente porque o investigado utiliza sua estrutura para intimidar testemunhas e jornalistas, a prisão torna-se o elemento mais concreto para a preservação da prova. Sem isso, as pessoas se calam por medo e a verdade nunca aparece”, pontua a advogada.

Garantias constitucionais e o papel do Pleno

Jacqueline ressalta que o sistema de garantias permanece ativo, apesar da prisão. A defesa de Vorcaro tem o direito de questionar a medida junto à Turma ou ao Pleno do STF, buscando a revogação da prisão preventiva caso entenda que há ilegalidades. O papel do Judiciário nesta fase é garantir que os atos investigativos sejam praticados dentro da lei, sem que a vontade do juiz se sobreponha à autonomia da polícia.

“Mendonça foi técnico ao aguardar o amadurecimento das provas trazidas pela Polícia Federal antes de agir. Esse subsídio dará ao Ministério Público uma base muito mais sólida para a apresentação da denúncia. A clareza nas investigações é o que protege o processo de futuras anulações”, explica a especialista. O foco da investigação agora é a catalogação dos crimes e a identificação de outros envolvidos na organização criminosa ligada às operações do banco.

Segundo Valles, a decisão de prisão preventiva reforça a legalidade do processo quando o investigado interfere na instrução criminal. A mudança do regime domiciliar para o fechado neutraliza a capacidade de Vorcaro de continuar a fazer ameaças e a coação de testemunhas apontadas pela Polícia Federal.

Sucesso comercial e temor global marcam a contagem regressiva para a Copa de 2026

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Faltando 100 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, o torneio que será realizado simultaneamente em Estados Unidos, México e Canadá já expõe uma equação delicada: demanda recorde por ingressos, preços elevados, um mercado secundário aquecido e um cenário geopolítico que adiciona incerteza à festa do futebol.

 

Segundo a FIFA, quase dois milhões de ingressos foram vendidos nas duas primeiras fases, com pedidos que superaram a oferta em mais de 30 vezes. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que houve demanda por mais de 500 milhões de ingressos, diante de um total disponível estimado entre seis e sete milhões. Ele prometeu uma última fase de vendas em abril, após as repescagens, numa tentativa de acomodar parte do público que ainda tenta garantir presença no torneio.

 

Os números apontam para um sucesso comercial inédito. Operadores de turismo esportivo relatam que a expectativa em torno da edição norte-americana é a maior já vista. A combinação de três países-sede, 16 cidades e um formato ampliado tende a elevar receitas a patamares históricos, reforçando a previsão de que a competição será a mais lucrativa da história da entidade. A FIFA sustenta que, como organização sem fins lucrativos, reinveste mais de 90% de seu orçamento no desenvolvimento global do futebol.

 

Entretanto, a mesma arquitetura que impulsiona a arrecadação também eleva barreiras. A dispersão geográfica impõe custos adicionais com deslocamento, hospedagem e logística, impactando especialmente torcedores que pretendem acompanhar suas seleções em mais de uma cidade ou país. Associações de fãs relatam redução significativa no número de integrantes que viajarão, citando aumentos expressivos nos preços em relação à Copa de 2018. Para muitos, o efeito combinado de ingressos caros e despesas de viagem transforma a experiência em algo cada vez mais restrito a públicos de maior renda — alimentando a percepção de que a Copa pode se tornar “elitizada”.

 

O mercado secundário intensifica esse debate. Nos Estados Unidos e no Canadá, a revenda de ingressos acima do valor nominal é permitida, o que amplia a escalada de preços. Embora a FIFA defenda seu modelo e diferencie sua atuação das plataformas privadas de revenda, o ambiente favorece a especulação e pressiona ainda mais o consumidor final.

 

A conjuntura internacional adiciona uma camada extra de complexidade. O conflito envolvendo EUA e Israel contra o Irã (cuja seleção deve disputar partidas da fase de grupos em solo americano) levanta questionamentos entre torcedores estrangeiros. Ao mesmo tempo, ações migratórias mais rigorosas nos Estados Unidos e episódios de violência no México, como os registrados em Guadalajara, ampliam a sensação de incerteza. Há fãs que consideram alterar rotas, priorizando jogos no Canadá para evitar possíveis entraves migratórios ou tensões políticas.

Autoridades mexicanas afirmam que não há riscos para os visitantes, e líderes de torcidas organizadas europeias relatam que, apesar da preocupação inicial, a disposição de viajar permanece. Ainda assim, cresce a atenção à documentação e aos vistos, especialmente para quem planeja circular entre os três países durante a fase de grupos.

 

“Em eventos multinacionais como a Copa de 2026, o principal risco não é a negativa de visto em si, mas erros no planejamento documental. Com três países-sede e circulação constante entre fronteiras, o torcedor precisa verificar regras específicas de entrada, múltiplas entradas e prazos de permanência. Em momentos de maior tensão geopolítica, as autoridades tendem a reforçar checagens, o que torna ainda mais importante iniciar o processo com antecedência”, diz Fabiano Rocha, CEO e fundador da Jumpstart, empresa especializada em assistência imigratória personalizada.

 

Jumpstart

A Jumpstart é especializada em assistência imigratória personalizada para fundadores, pesquisadores e empreendedores. Com metodologia estatística, inteligência artificial e revisão jurídica, desenvolveu uma metodologia exclusiva respaldada por uma garantia de aprovação ou reembolso para os vistos O-1. Essa abordagem permite prever as chances de aprovação, agilizar os processos e traz mais segurança para os imigrantes. A Jumpstart também oferece os principais pedidos de visto, incluindo EB-1A, EB-2 NIW, E-2, L-1 e H-1B.