Início Site Página 89

Maioria dos bancos espera desaceleração gradual do crédito em 2026, chegando a 8,2%, contra crescimento estimado de 9,2% na carteira de crédito total em 2025

0

 

 

Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas mostra que 70% dos participantes esperam que início do ciclo de queda da taxa Selic ocorra apenas em março/2026

 

A maioria dos bancos espera que a carteira de crédito total em 2025 feche o ano com crescimento de 9,2%, e desacelere de forma bem gradual em 2026, chegando a 8,2%. Esta projeção está em linha com os números recentes do mercado de crédito, cujo crescimento anual do saldo total tem se mantido ainda elevado, apesar da alta da Selic. É o que aponta a Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas da Febraban, que ouviu 20 bancos entre 17 e 19 de dezembro.

 

Na pesquisa anterior, a expectativa para 2025 era de uma alta de 8,9%. A estimativa de 9,2% reflete o aumento da expectativa de crescimento do crédito direcionado, com a projeção subindo de 10,1% para 10,9%. Esse movimento é explicado pelo crédito PJ (15,3%, ante 13,6%), que segue com alto nível de expansão, sustentado pelos programas governamentais. Ainda sobre o saldo de crédito em 2025, na carteira direcionada para famílias, a expectativa de crescimento também subiu, de 8,4% para 8,7%, refletindo a resiliência do crédito habitacional, compensando o menor dinamismo do crédito rural.

 

Na carteira livre, também sobre o saldo estimado para 2025, a expectativa de crescimento caiu marginalmente de 8,1% para 8,0%. A revisão decorreu do menor crescimento esperado para a carteira PJ, que recuou de 5,1% para 3,6%, em razão das condições financeiras mais apertadas, elevação do IOF e da concorrência com as operações direcionadas e o mercado de capitais. Já a projeção de crescimento da carteira Livre PF avançou de 10,3% para 11,0%, em função do bom dinamismo apresentado pela carteira em 2025, embora com uma piora de composição (aumento de linhas rotativas).

 

Para 2026, uma parcela expressiva (73,7%) dos analistas acredita que o saldo total deve desacelerar, mas apenas de forma gradual. Além disso, 15,8% dos participantes esperam que o crédito mantenha o ritmo atual de expansão no próximo ano. Com isso, a pesquisa também captou um aumento na projeção de crescimento do saldo de crédito total, que subiu de 7,9% para 8,2%, com melhora tanto na carteira livre (de 7,4% para 7,6%) quanto na direcionada (de 9,0% para 9,4%).

 

A alta das projeções do saldo do crédito para 2026 vem em linha com as divulgações recentes, que mostram que 2025 foi marcado por uma moderação bastante gradual do mercado de crédito, que permaneceu com um crescimento razoavelmente robusto, mesmo com o elevado nível da taxa Selic. Este crescimento foi sustentado pelos programas governamentais para as MPMEs e linhas de consumo para as famílias”, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.

 

Para 2026, a expectativa é que essa desaceleração gradual prossiga ao longo do ano, levando a um crescimento de 8,2%, com o movimento sendo liderado pela carteira Direcionada PJ, dada a elevada base de comparação deste segmento, que tende a fechar 2025 com alta superior a 15%”, complementa Sardenberg.

 

Taxa Selic

 

A pesquisa, realizada sempre após a divulgação da Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), também aponta que a maioria dos bancos (70%) acredita que o início do ciclo de queda da taxa Selic deverá ocorrer apenas na reunião do Copom de março. Assim, a taxa Selic deve permanecer em 15% ao ano no COPOM de janeiro, com reduções consecutivas de 0,50 pp a partir da segunda reunião do ano.

 

Inflação 2026

 

O levantamento mostra ainda que, para 50% dos participantes, a inflação em 2026 deve seguir em linha com o consenso do mercado, ou seja, permanecendo acima da meta, devido aos estímulos fiscais e de crédito. Por outro lado, 35% projetam uma inflação abaixo do consenso, sugerindo uma continuidade do viés de queda das projeções.

 

“A evolução recente do cenário econômico, somado à comunicação do BC, tem levado o mercado a convergir para uma expectativa de início do ciclo de corte da taxa Selic a partir de março. A principal questão agora parece ser qual velocidade o Copom conseguirá cortar os juros ao longo do ano. Por ora, as expectativas ainda são conservadoras e indicam uma trajetória moderada de corte dos juros, apesar do alto nível da Selic.”, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.

 

Atividade econômica

 

Em relação à atividade, a Pesquisa captou uma melhora do sentimento dos participantes para 2026. O percentual de analistas que projetam um crescimento de 1,8% para o ano subiu de 36,4% para 55%. Por outro lado, caiu de 45,5% para 30% a proporção daqueles que esperam um crescimento inferior ao esperado pelo consenso do mercado.

 

Meta Fiscal

 

Apesar de nenhum participante esperar que o governo descumpra a meta fiscal de 2026, 80% acreditam que o governo precisará de medidas adicionais para cumprir a meta, sendo que 45% esperam que agenda seja focada em medidas do lado das despesas (bloqueios e contingenciamentos, ou ainda, retirada de despesas do arcabouço fiscal, por ex.).

 

Inadimplência

 

A trajetória da taxa de inadimplência segue como um ponto de atenção. A projeção do indicador para a carteira com recursos livres em 2025 permaneceu em 5,1%, enquanto para 2026, subiu para 5,2% (ante 5,1%). Este patamar é um pouco inferior ao reportado pelo Banco Central para o mês de outubro, quando a taxa ficou em 5,3%.

 

EUA

 

Para os Estados Unidos, a maior parte (60%) dos bancos pesquisados espera que o Fed realize dois cortes de 0,25 pontos percentuais nos Fed Funds em 2026, em razão da moderação da atividade econômica e do mercado de trabalho do país, embora a inflação acima da meta não deva permitir um ciclo tão agressivo.

 

A íntegra da Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas pode ser acessada neste link.

 

 

Febraban – Federação Brasileira de Bancos

Uma reforma tributária que pune quem gera empregos

0

 

Vivien Mello Suruagy*

O ano novo começa com uma má notícia para quem empreende, investe e gera empregos no Brasil. A partir de janeiro, entra em vigor a transição de um dos maiores marcos fiscais da história recente do Brasil: a reforma tributária sobre o consumo. O que se anuncia como modernização ou simplificação do sistema, promessa repetida à exaustão pelos seus defensores, traduz-se, na prática,em expressiva majoração da carga tributária sobre o setor de serviços, o maior empregador do País.
Como se sabe, o novo modelo prevê substituir cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), além do Imposto Seletivo que incide sobre produtos e atividades consideradas nocivas. A transição será gradual, estendendo-se de 2026 a 2033, com fases de coexistência entre o modelo antigo e o novo, exigindo das empresas adaptações tecnológicas e gerenciais profundas.
Porém, a reforma, que deveria buscar neutralidade e eficiência, representa o risco real de aumentar consideravelmente a tributação dos serviços, nos quais estão a maioria dos empregos que sustentam famílias e impulsionam o consumo e a economia. Segundo especialistas que avaliam os impactos setoriais, empresas que hoje recolhem PIS (0,65%), Cofins (3%) e ISS (média de 5%) poderão ter elevação da carga tributária em cerca de 14%, considerando a soma da CBS e do IBS.
Esse número não é apenas uma abstração contábil. É uma ameaça real à competitividade das empresas de serviços, grandes e pequenas. Em segmentos de baixa intensidade de insumos, o mecanismo de créditos tributários praticamente não compensa o imposto, porque não há o que descontar. Ou seja: o suposto benefício da não cumulatividade simplesmente não se traduz em ganho efetivo para quem presta serviço.
O setor de serviços não é um “ativo distante” na estrutura produtiva do Brasil. Ele responde por cerca de 70% do PIB e pela maior parte dos empregos formais do País. Emprega jovens recém-formados e profissionais experientes; além da garantia de empregos formais, gera tributos e dinamiza outras cadeias produtivas, desde a tecnologia até o varejo. A sobrecarga tributária sobre o setor significa mercado de trabalho em risco e capacidade de investimento comprometida, bem como renda familiar e crescimento econômico limitados.
Para muitas micro e pequenas empresas, a encruzilhada é ainda mais aguda. Embora o novo regime mantenha o Simples Nacional, as opções a partir de 2027, incluindo um sistema híbrido de tributação que envolve IRS e CBS, exigirão simulações complexas e decisões estratégicas que muitos pequenos empresários não estão preparados para fazer sem suporte técnico e custos adicionais consideráveis.
Sim, é verdade que o Brasil precisa de um sistema tributário mais simples e transparente. Entretanto, simplificação não pode significar transferir imposições indevidas para quem menos consegue suportá-las. A promessa de neutralidade, repisada pelos defensores da reforma, não se sustenta diante dos números que começam a sair da avaliação técnica: para o setor de serviços, a conta está ficando mais cara, não mais justa.
Agrava a situação, a recente decisão do Parlamento em incidir um imposto de renda progressivo de 10% sobre dividendos e distribuição de lucros acima de cinquenta mil reais por mês. O resultado é a repetição de uma velha e desgastada fórmula do Estado brasileiro: ampliar ainda mais o já sufocante custo tributário do país, para compensar medidas ditas sociais ou cobrir o rombo fiscal. Nada se fala em fazer o dever de casa de reduzir o custo de Estado.
O governo e o Congresso Nacional não podem entender como pronta e definida a reforma tributária. A partir da entrada em vigor da transição do modelo, resta equacionar a modernização do sistema sem sufocar o maior empregador do País com uma carga de impostos regressiva e desproporcional? Não basta falar em eficiência se, ao final da equação, quem paga mais são os empregadores e, de modo indireto, os trabalhadores do setor de serviços.
A reforma tributária, em sua dimensão mais profunda, não pode criar um sistema discriminatório entre quem suporta o ônus do desenvolvimento, quem paga a conta e quem colhe os frutos. É preciso equilibrar direitos e deveres e estabelecer plena isonomia da carga de impostos entre todos os setores. Se continuarmos nessa trilha de repassar custos crescentes a quem já está no limite, como os serviços, a promessa de um “Brasil mais competitivo” será apenas um slogan bonito.
*Vivien Mello Suruagy é presidente da Federação Nacional de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e Informática (Feninfra).

Canção Nova abre o calendário anual com evento sobre saúde

0

O Kairós “Mais Saúde” é o primeiro evento do ano na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), no dia 4 de janeiro de 2026. A programação é gratuita e acontece no espaço Rincão do Meu Senhor durante toda a manhã, a partir das 8h30, com a primeira palestra da nutricionista clínica e funcional, doutora Gisela Savioli. Haverá um intervalo às 9h30 e às 10h o retorno, que contará com a animação dos missionários da Canção Nova, Camilo Bastos e Milena Paixão.

A segunda palestra, às 10h15, será ministrada pelo cardiologista e médico assistente do InCor (Instituto do Coração) em São Paulo, doutor Roque Savioli.

O encerramento dessa manhã de domingo de cuidados com o corpo e a alma será no Santuário do Pai das Misericórdias, às 12h, com a missa presidida pelo seu reitor, padre Ricardo Rodolfo Silva, da Comunidade Canção Nova.

Economia goiana é a segunda que mais cresce no Brasil

0

 

De acordo com indicador do Banco Central, o avanço foi de 4,8% em 2025 e ficou acima da média nacional; Estado colhe os resultados de políticas voltadas à competitividade, investimentos e fortalecimento dos setores produtivos

Trabalhador atua em linha de produção industrial em Goiás, setor que impulsiona o crescimento da economia – Foto: Edinan Ferreira

 

A economia em Goiás foi a segunda que mais cresceu no país, registrando alta de 4,8% no acumulado deste ano, de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBCR), medido pelo Banco Central e analisado pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB). O número só está abaixo do registrado pelo Pará e representa o dobro da média nacional para o período, correspondente a 2,4%.

O cenário também é favorável no acumulado em 12 meses, quando Goiás atingiu 4,6% e ocupou a terceira posição no ranking nacional, enquanto o Brasil alcançou o índice de 2,5%. O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, afirma que os resultados se devem às políticas voltadas para o crescimento econômico. “Os números refletem um conjunto de ações estratégicas adotadas pelo Governo de Goiás: responsabilidade fiscal, ambiente de negócios mais simples e seguro, incentivos ao setor produtivo. Também temos apostado fortemente em inovação, qualificação profissional e atração de novos empreendimentos”, destaca.

Na variação mensal interanual, que abrange a comparação entre outubro de 2025 e outubro de 2024, Goiás cresceu 4,7%, enquanto o país registrou um crescimento tímido de 0,4%. No ranking nacional, o Estado também ocupa o terceiro lugar. Já quando se trata de variação mensal com ajuste sazonal entre outubro de 2025 e setembro de 2025), Goiás chega a 2,7%, enquanto o Brasil apresentou queda de 0,2%.

Sobre o IBCR
O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), medido pelo Banco Central, é divulgado mensalmente. De acordo com a instituição financeira, ele permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, enquanto o PIB, de frequência trimestral, descreve o quadro abrangente da economia. O IBCR é baseado na Pesquisa Industrial Anual (PIA), Pesquisa Anual de Serviços (PAS) e Produção Agrícola Municipal (PAM), entre outros.

À frente da FPeduQ, Socorro Neri destaca conquistas legislativas para a educação em 2025

0

 

A Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ) encerra 2025 com um balanço positivo de sua atuação no Congresso Nacional, marcado por avanços legislativos relevantes e participação ativa em debates estruturantes para o futuro da educação no Brasil. Ao longo do ano, a Frente atuou de forma articulada em pautas de impacto direto sobre políticas públicas educacionais e sobre a segurança jurídica do setor.

Presidente da FPeduQ, a deputada federal Socorro Neri destacou o papel institucional da Frente na construção de consensos em temas complexos. “Foi um ano de intenso diálogo e responsabilidade pública. A FPeduQ esteve presente nos principais debates educacionais, contribuindo para soluções equilibradas, com foco em qualidade, inclusão e estabilidade normativa”, afirmou.

Entre os principais marcos de 2025, está a sanção da lei que institui o Sistema Nacional de Educação (SNE). A proposição teve autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), coordenador da FPeduQ, e contou com articulação decisiva da Frente durante sua tramitação. O novo marco fortalece o regime de colaboração entre União, estados e municípios, promovendo maior coordenação, previsibilidade e coerência na formulação das políticas educacionais.

Outro eixo central da atuação da FPeduQ foi a regulamentação da Reforma Tributária, especialmente nos dispositivos com impacto direto sobre o setor educacional. A Frente acompanhou as discussões e contribuiu para a construção de acordos que assegurassem previsibilidade, equilíbrio e sustentabilidade às instituições de ensino, colaborando para um modelo tributário mais estável e adequado às especificidades da educação.

A regulamentação do uso da Inteligência Artificial também esteve entre as pautas acompanhadas pela FPeduQ em 2025. O tema é conduzido no Congresso sob a liderança da deputada Luísa Canziani (PSD-PR), coordenadora da Frente e presidente da Comissão Especial responsável pela análise do Projeto de Lei nº 2.338/2023, que institui o marco legal da IA no Brasil. A FPeduQ participou de audiências públicas e debates técnicos, defendendo a adoção de tecnologias com responsabilidade, ética e foco no processo educacional.

O avanço do novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi outro destaque do ano. O projeto, relatado pelo deputado Moses Rodrigues (União-CE), integrante da FPeduQ, estabelece diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira na próxima década. A Frente acompanhou a tramitação e contribuiu para o debate sobre qualidade, financiamento e inclusão no sistema educacional.

Para Socorro Neri, o balanço de 2025 reforça o papel institucional da FPeduQ no Congresso. “Demonstramos que é possível avançar em pautas sensíveis por meio do diálogo técnico e da construção coletiva. Seguiremos atuando para fortalecer uma educação de qualidade, com inovação, segurança jurídica e compromisso social”, concluiu.

A expectativa da FPeduQ é manter, em 2026, uma atuação propositiva e técnica nas principais pautas educacionais em tramitação no Congresso Nacional, contribuindo para a consolidação de políticas públicas estruturantes para o país.

Pesquisas da UEG fortalecem a preservação do Cerrado e impulsionam o desenvolvimento sustentável em Goiás

0

 

Universidade Estadual de Goiás tem apresentado soluções cientifícas que buscam preservar o bioma e garantir um ambiental favorável para o crescimento econômico

Pesquisadores da UEG estudam a genética das jabuticabeiras e frutos nativos: busca por um futuro sustentável para Goiás – Fotos: UEG

 

As pesquisas conduzidas pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) tiveram papel fundamental para o avanço do conhecimento sobre o bioma Cerrado goiano, apontando soluções para conservação ambiental, valorização da biodiversidade e estímulo à economia regional. As ações desenvolvidas pela universidade pública estadual, em parceria com instituições como Emater Goiás e agentes de fomento do governo, reforçam o compromisso com a sustentabilidade, a inovação científica e o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Uma das contribuições científicas mais importantes realizadas foi a descoberta de uma nova espécie de planta nativa do cerrado, a Jacquemontia verae, registrada oficialmente pela comunidade científica em 2025. A pesquisa foi conduzida pela professora Isa Lucia de Morais, docente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia e do curso de Ciências Biológicas da UEG, com colaboração de pesquisadores de instituições nacionais.

Sobre a importância da descoberta, a pesquisadora destacou: “Descobrir novas espécies é fundamental para compreendermos a biodiversidade e conservarmos a natureza. Ao identificar e descrever uma nova espécie, a ciência amplia nosso entendimento sobre os ecossistemas e como os seres vivos se adaptam aos mais diversos ambientes”. A Jacquemontia verae foi encontrada em uma área de Cerrado Rupestre que enfrenta fortes pressões ambientais, o que ressalta a urgência de políticas de conservação ambiental e gestão territorial.

Em outra frente de pesquisa, docentes da UEG, em parceria com a Emater Goiás, intensificaram o mapeamento genético e morfológico das jabuticabeiras em Hidrolândia, município que responde por cerca de 98,5% da produção estadual da fruta.

Os pesquisadores Plauto Simão de Carvalho e Sabrina do Couto de Miranda relatam que o projeto está atualmente na fase de coleta de material botânico para análise detalhada.

Ao comentar os avanços da pesquisa, a equipe explicou: “Estamos na fase de coleta de material botânico em diversas propriedades e desenvolvendo um banco de dados detalhado com características morfológicas e genéticas, que facilitará futuras pesquisas e o manejo das plantações”. Esse mapeamento contribui diretamente para práticas agrícolas mais sustentáveis, certificação da produção local e fortalecimento da cadeia produtiva da jabuticaba, com impactos positivos para a economia rural e a biodiversidade goiana.

Outros estudos apoiados por chamadas públicas e parcerias também avançaram em 2025, como o projeto que estuda a conservação e o potencial econômico de frutíferas nativas do Cerrado, como cagaiteiras e gabirobeiras, com foco na geração de renda para agricultores familiares na região do Vale do São Patrício em Goiás.

Sanidade Animal – Campanha de vacinação contra Brucelose no segundo semestre acaba na quarta-feira, 31 de dezembro

0

 

SÃO PAULO – A Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que a Campanha de vacinação contra a Brucelose no segundo semestre acaba nesta quarta-feira, dia 31 de dezembro. A campanha subsequente referente ao primeiro semestre de 2026 tem início na quinta-feira, dia 1º de janeiro com prazo para imunização das bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade até 30 de junho.

 

Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor.

 

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível em Link.

 

A declaração de vacinação deve ser feita pelo médico-veterinário responsável pela imunização, que, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à campanha, validará a imunização dos animais.

 

A exceção acontecerá quando houver casos de divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado pelo produtor no sistema GEDAVE.

 

Em caso de incongruências, o médico-veterinário e o produtor serão notificados das pendências por meio de mensagem eletrônica, enviada ao e-mail cadastrado junto ao GEDAVE. Neste caso, o proprietário deverá regularizar a pendência para a efetivação da declaração.

 

O modelo alternativo de identificação – o primeiro do país aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) – de vacinação contra a Brucelose trata-se de uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.

 

É estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação à fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

 

Para o caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, deverá ser solicitada nova aplicação que deverá ser feita ao médico-veterinário responsável pela aplicação ou ainda, para a Defesa Agropecuária.

Havendo a impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

 

A Defesa Agropecuária informa ainda que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

 

Petrobras sinaliza manter ACT e cartas-compromisso caso proposta seja aprovada nesta terça-feira (30)

0

 

Rio de Janeiro – Em busca de uma solução negociada para os impasses que mantêm os trabalhadores do Norte Fluminense em greve, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) intensificou sua atuação direta junto à Petrobras e à Transpetro. A federação acompanha de perto as tratativas para garantir a preservação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e dos compromissos já assumidos pelas empresas.

A iniciativa tem como objetivo solucionar o conflito na mesa de negociação e evitar os efeitos negativos de um Dissídio Coletivo de Greve, cujas audiências estão agendadas para os dias 2 e 6 de janeiro, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

Em documento conjunto com o Sindipetro-NF, enviado na manhã desta segunda-feira (29) à Petrobras e à Transpetro, a FUP reafirmou “a responsabilidade das entidades sindicais com o bom desfecho das livres negociações travadas, sem interferência judicial”. No texto, as entidades cobraram a extensão, até 31 de dezembro de 2025, do compromisso previamente apresentado pelas empresas de não punição aos grevistas e de tratamento dos dias parados nos mesmos moldes acordados com os demais sindicatos da FUP.

Em resposta encaminhada à FUP, o setor de Recursos Humanos da Petrobras informou que irá estender até o dia 30 de dezembro o compromisso relacionado aos dias parados e garantiu a manutenção integral do ACT e das cartas-compromisso, desde que a proposta da empresa seja aprovada até esta terça-feira (30).

A proposta de encaminhamento para a solução do conflito, intermediada pela FUP, será submetida à avaliação dos trabalhadores do Norte Fluminense em assembleia convocada pelo Sindipetro-NF, nesta terça-feira, às 10h, no Teatro Municipal Trianon, em Campos dos Goytacazes.

GDF inicia entrega dos Cartões Ração e Castração

0

Iniciativa articulada pelo deputado distrital Daniel Donizet garante apoio direto a protetores e marca novo avanço na causa animal

O Governo do Distrito Federal iniciou, nesta segunda-feira (29), a entrega dos Cartões Ração e Castração, uma ação que amplia o apoio aos protetores independentes e fortalece a rede de cuidado com cães e gatos em situação de vulnerabilidade. A iniciativa é resultado da atuação do deputado distrital Daniel Donizet (MDB), responsável por articular as propostas que deram origem ao programa.

Os cartões permitem o acesso a recursos destinados à compra de ração, insumos veterinários e à realização de procedimentos de castração, garantindo melhores condições de trabalho a quem atua diariamente no resgate e na proteção dos animais. A medida representa um avanço concreto na organização e no fortalecimento da política de cuidado animal no Distrito Federal.

O pagamento dos benefícios é mensal e realizado por meio de cartões utilizados exclusivamente em estabelecimentos credenciados pela Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan). O Cartão Castração assegura o repasse mensal de R$ 600 para procedimentos de castração e microchipagem, enquanto o Cartão Ração disponibiliza valores entre R$ 1,5 mil e R$ 6 mil, conforme o número de animais atendidos por cada protetor.

“Nós sempre defendemos que a causa animal precisa sair do discurso e se transformar em ação concreta. Não se trata de favor, mas de responsabilidade do poder público com quem dedica a vida ao cuidado dos animais. Esse programa é resultado de muito diálogo, trabalho e compromisso”, afirmou o deputado Daniel Donizet.

Com a implementação dos Cartões Ração e Castração, o Distrito Federal avança na consolidação de uma política permanente de proteção animal, fortalecendo a rede de cuidado e garantindo melhores condições para quem atua diariamente em defesa da vida.

 

 

Fonte: donnysilva.com.br

Unimed Chapecó está novamente entre as melhores operadoras do Brasil

0

Cooperativa ficou em sexto lugar entre as 20 operadoras que alcançaram a nota máxima no IDSS

A Unimed Chapecó reafirma, mais uma vez, sua posição de destaque no setor de saúde suplementar brasileiro. A cooperativa obteve nota máxima no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) 2025, referente ao ano-base 2024. Divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o ranking avaliou 873 operadoras em todo o país, das quais apenas 20 alcançaram a pontuação máxima, colocando a Unimed Chapecó entre as seis melhores do Brasil.

Desde 2020, a Unimed Chapecó se mantém em um seleto grupo de operadoras com avaliação de excelência, considerando todas as modalidades da saúde suplementar. O resultado evidencia o compromisso permanente com a qualidade assistencial, a gestão responsável e a oferta de serviços cada vez mais qualificados, sempre com foco no cuidado integral dos beneficiários.

Conforme o diretor médico da Unimed Chapecó, Dr. Rodrigo Armani Lino de Souza, essa conquista é reflexo do trabalho árduo e da dedicação de todos os profissionais que, dia após dia, se comprometem com a saúde e o bem-estar dos pacientes.

“A nota máxima no IDSS 2025 reforça o compromisso que temos com a excelência no atendimento, com a inovação em nossos serviços e, acima de tudo, com a confiança que nossos beneficiários depositam em nós. Esse reconhecimento é resultado de um esforço coletivo, que inclui médicos cooperados, colaboradores, parceiros e, claro, os próprios beneficiários, que são nossa razão de existir”, afirma.

IDSS

O IDSS é o principal instrumento de avaliação da qualidade das operadoras de planos de saúde no Brasil. Divulgado anualmente pela ANS, o índice tem como objetivo medir, de forma transparente e padronizada, o desempenho das operadoras a partir de indicadores objetivos e comparáveis.

A avaliação é composta por 33 indicadores, com pontuação que varia de 0 a 1, distribuídos em quatro dimensões estratégicas:

  • Qualidade em Atenção à Saúde: analisa ações voltadas à promoção, prevenção e assistência à saúde dos beneficiários.
  • Garantia de Acesso: mede a capacidade de atendimento e a disponibilidade da rede assistencial.
  • Sustentabilidade no Mercado: avalia a solidez econômico-financeira das operadoras.
  • Gestão de Processos e Regulação: verifica o cumprimento das normas e a adoção de boas práticas regulatórias.

A FORÇA DO SISTEMA UNIMED

A Unimed Chapecó integra um movimento que reafirmou sua força no IDSS 2025: das 20 operadoras que atingiram a nota máxima, 18 pertencem ao Sistema Unimed. Esse resultado evidencia a liderança do modelo cooperativista na saúde suplementar, que alia autonomia de gestão local a diretrizes nacionais de governança e qualidade assistencial.

Além disso, o Sistema Unimed consolidou sua presença nas faixas de excelência do índice. 77 cooperativas, representando cerca de um terço do sistema, alcançaram notas superiores a 0,8, posicionando-se entre as operadoras com melhor desempenho no país.