Atual presidente do Senado teria cedido o advogado-geral da Casa ao senador Jorge Kajuru, mas regimento interno proíbe a prática
Sempre atento às questões nacionais, o deputado federal eleito Gustavo Gayer (PL-GO) denunciou, nesta quarta-feira (18), o presidente do Congresso e candidato à reeleição à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco, ao Ministério Público Federal (MPF).
Segundo Gayer, Pacheco cometeu crime de improbidade administrativa ao “ceder” o advogado-geral do Senado ao senador Jorge Kajuru (Podemos-SP) para defendê-lo junto ao STF. Essa medida atenta contra o regimento interno da Casa, visto que o advogado do Senado não pode atuar em casos particulares.
O senador disse à emissora Jovem Pan, na segunda-feira (17) que vai votar, “por gratidão”, na recondução de Pacheco à presidência do Senado. De acordo com Kajuru, Pacheco pôs o advogado-geral da Casa à sua disposição, para que consiga se defender de processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Quem não tem gratidão não tem caráter”, afirmou Kajuru, em entrevista à emissora paulista. “No meu momento mais difícil, de ministro bloqueando meu salário, fazendo multa milionária contra mim, me processando, quem me ajudou foi ele [Pacheco]. Ele colocou o advogado-geral do Senado à minha disposição, foi muito correto comigo, muito legal comigo. Não posso esquecer isso.”, afirmou o senador de Goiás.
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Para o deputado Gayer, a declaração do senador é extremamente “grave” e configura “crime de improbidade administrativa”, já que não cabe ao advogado do Senado prestar assessoria pessoal aos parlamentares, “muito menos agir em ações particulares”.
A situação de Jorge Cajuru é bastante delicada, assim como de Pacheco, acusado de improbidade administrativa.
Rodrigo Pacheco, o senador mais criticado nas redes sociais pelos brasileiros nos últimos dois anos, pode dizer adeus à reeleição. Confundir público com privado nunca deu certo.
*Com informações da revista Oeste


