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Empresários presos na 25ª fase da Lesa Pátria
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Dois sócios de uma rede varejista no Distrito Federal, Joveci Xavier Andrade e Adauto Mesquita, foram presos pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (29). As detenções ocorreram no âmbito da operação Lesa Pátria, que investiga os ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro do ano passado.

Os empresários foram presos preventivamente e serão mantidos sob custódia enquanto aguardam o desenrolar do processo. As prisões ocorreram por volta de 6h45 da manhã e os detidos foram conduzidos à sede da PF em Brasília.

De acordo com as investigações, Adauto Mesquita é suspeito de fazer doações fracionadas, totalizando R$ 1.300, ao acampamento localizado em frente ao quartel-general do Exército. Além disso, os empresários teriam organizado um grupo de WhatsApp para arrecadar fundos destinados ao aluguel de lonas para os acampados.

Segundo informações da PF, Joveci e Adauto também forneciam regularmente alimentos e água para os participantes do acampamento, além de contribuírem financeiramente para a instalação de banheiros químicos na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília.

A operação Lesa Pátria continua em andamento, e novas informações podem surgir à medida que as investigações avançam.

Depoimentos na CPI

Os dois foram ouvidos na Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara Legislativa do DF (CPI-DF), que investigou os atos antidemocráticos no ano passado.

O empresário Joveci Xavier de Andrade foi desmentido pelos deputados no início da sessão.

Quando foi perguntado pelo presidente da CPI, deputado distrital Chico Vigilante (PT), se ele participou ou não dos atos, o empresário respondeu de maneira direta que não participou.

“Senhor presidente, falando também por mim, não pelo meu sócio, eu não participei. De nenhum ato.”

Logo em seguida, Chico Vigilante mostrou uma foto do depoente postada nas redes sociais durante a manifestação em que Joveci estava com a camisa do Brasil e com uma placa dizendo: “Supremo é o povo”.

Posteriormente, ele respondeu dizendo que entendeu “participar” de forma diferente. “Eu não entendi ‘participar’ como ir lá. Ir ao QG, eu fui umas três vezes. Entendi o participar de forma diferente”, explicou.

Já Adauto, também na CPI, confirmou que fez três doações “pequenas” para o acampamento.

“Tive quatro doações pequenas que estão aqui, no meu extrato. Uma de R$ 100, de R$ 110 e outra de R$ 1 mil. Foram três”, disse o empresário. Ele negou ter pago um trio elétrico.

Defesa

O advogado Iure de Castro, que defende os dois empresários, disse considerar a realização de apurações pelo Estado válida, e que os investigados têm agora a oportunidade de elucidar completamente as questões em aberto.

A defesa reiterou o compromisso dos clientes com a democracia, o Estado de Direito, o respeito às instituições, ao processo eleitoral, ao Ministério Público e ao Judiciário, com especial ênfase na sua instância máxima, o Supremo Tribunal Federal.

O advogado afirmou que não obteve acesso à decisão emitida pelo STF, mas ressalta que, desde o início, houve esforços para esclarecer todos os fatos, compromisso que será mantido perante a Suprema Corte.

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