A decisão foi respaldada por parecer técnico e jurídico e não significa extinção da pena
A decisão foi respaldada por parecer técnico e jurídico e não significa extinção da pena
“Cashback para baixa renda não se sustenta e criação da CBS rompe equilíbrio entre entes federativos”, diz tributarista
A recente proposta de correção da tabela do Imposto de Renda é defendida como uma medida de justiça fiscal pelo advogado tributarista André Felix Ricotta de Oliveira, doutor e mestre em Direito Tributário pela PUC/SP. Ele aponta que a defasagem da tabela ao longo dos anos é um dos principais fatores de injustiça no sistema tributário brasileiro. “Sou a favor da faixa de isenção até R$ 5 mil. Isso não é um benefício legal — é uma garantia constitucional do mínimo para subsistência”, afirmou.
Ricotta destacou que, se o limite de isenção adotado em 1996 — de R$ 900 — tivesse sido corrigido pela inflação, atualmente pessoas com renda de até R$ 8.789 estariam isentas do tributo. “Essa proposta é uma reparação histórica”, pontuou, acrescentando que a carga tributária no Brasil é extremamente concentrada nas empresas do lucro real: “65% da arrecadação federal vem dessas empresas. A renda está concentrada, e a tributação segue essa lógica”.
Ao analisar o modelo adotado com a reforma tributária sobre o consumo, o especialista foi ainda mais incisivo. “A ideia vendida de que a reforma vai devolver tributos às pessoas de baixa renda é um engodo. O cashback só incidirá 100% sobre a CBS e, mesmo assim, apenas para itens como gás, energia elétrica e saneamento. Fora isso, 80% do tributo continuará sendo pago pela população pobre tanto a título de CBS como IBS”.
Ricotta também criticou a forma como o governo estruturou a reforma, sem antes realizar mudanças na máquina pública. “O erro foi fazer uma reforma tributária sem uma reforma administrativa. Com a criação da CBS, a União ampliou sua base de arrecadação, enquanto os estados perderam protagonismo. O IBS e a CBS são irmãos gêmeos criados por pais distintos que não confiam um no outro. Isso tende a gerar problemas graves de gestão, disputa federativa no futuro e distorções tributárias”.
Sobre a possível volta da tributação de lucros e dividendos, o tributarista destacou que o debate atual precisa considerar todo o histórico e o contexto fiscal brasileiro. “Na década de 1990, o Brasil optou por tributar fortemente a renda das pessoas jurídicas e isentar a distribuição de lucros. Isso foi feito para evitar discussões infindáveis sobre distribuição disfarçada de lucro. Agora, querem retomar essa tributação, mas sem considerar o que já é pago”.
Para Ricotta, qualquer nova alíquota sobre lucros e dividendos precisa ser calibrada levando em conta os impostos já recolhidos pelas empresas, incluindo IRPJ, CSLL e até PIS/Cofins. “Nenhuma empresa paga efetivamente 34% a título de IRPF e CSLL. A média é de 25%. Se já pagou esse valor, a tributação sobre o sócio deveria ser zero. O debate precisa ser transparente. A Receita tem esses dados e deveria divulgá-los”, defendeu.
Por fim, o tributarista lamentou que, no Brasil, medidas que prometem equidade fiscal acabem sendo desvirtuadas na prática. “Criaram até um ‘piso do piso’ com o cashback. Dizem que é para quem ganha meio salário mínimo per capita, mas isso ignora a realidade de milhões de famílias. Um casal que ganha dois salários mínimos não terá direito a nada. Isso é uma falácia vendida à imprensa e à sociedade”.
Fonte: André Felix Ricotta de Oliveira, professor doutor em Direito Tributário, sócio da Felix Ricotta Advocacia, coordenador do curso Tributação sobre o Consumo do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB/Pinheiros
O amor é uma das experiências mais profundas e transformadoras que podemos vivenciar. No entanto, mesmo nos relacionamentos mais intensos e apaixonados, é fundamental manter um equilíbrio saudável, onde o amor não se torna possessivo ou sufocante. Estabelecer limites saudáveis é essencial para preservar o bem-estar emocional de ambas as partes, permitindo que o relacionamento floresça de maneira madura e respeitosa.
O que são Limites Saudáveis?
Limites saudáveis são as fronteiras emocionais, físicas e psicológicas que uma pessoa estabelece para proteger sua integridade e bem-estar dentro de um relacionamento. Eles definem onde começa e termina o espaço de cada um, garantindo que o amor seja respeitoso e recíproco. No contexto de um relacionamento romântico, isso significa ser capaz de se conectar profundamente, ao mesmo tempo em que se respeita a individualidade do outro.
A Importância dos Limites em um Relacionamento
Respeito Mútuo: Limites ajudam a garantir que ambos os parceiros se sintam respeitados em seus direitos, necessidades e desejos. Eles permitem que cada pessoa seja ouvida e que suas vontades sejam levadas a sério.
Autonomia e Independência: Em um relacionamento saudável, é essencial que cada parceiro mantenha sua identidade e vida fora da relação. Limites ajudam a equilibrar o tempo juntos e a liberdade individual, evitando a dependência emocional ou a anulação de quem a pessoa é fora do relacionamento.
Prevenção de Conflitos: Limites bem estabelecidos podem evitar mal-entendidos e frustrações. Quando as expectativas são claras, há menos espaço para cobranças excessivas ou ressentimentos, o que contribui para um ambiente mais pacífico e saudável.
Como Estabelecer Limites Saudáveis no Amor
Comunique-se de Forma Clara e Aberta: A comunicação é a base de qualquer relacionamento saudável. Falar abertamente sobre suas necessidades, expectativas e desejos é o primeiro passo para estabelecer limites claros. Seja honesto e evite dar lugar a suposições, pois isso pode gerar frustração e desentendimentos.
Reconheça Suas Necessidades e Limitações: Para definir limites, é essencial que você entenda o que é importante para você, tanto em termos de tempo pessoal quanto de emoções. Isso exige auto-reflexão, conhecimento e respeito pelos próprios limites. Ao se reconhecer e compreender, você poderá comunicar melhor suas expectativas ao parceiro.
Pratique o Respeito pelo Outro: Assim como é importante expressar seus próprios limites, também é essencial respeitar os limites do parceiro. A empatia e a compreensão são chave. Se o outro pedir espaço ou expressar desconforto, isso deve ser ouvido e respeitado, sem interpretações errôneas ou julgamentos.
Equilibre a Conexão e a Liberdade: O amor é sobre se conectar profundamente com o outro, mas também sobre permitir que a outra pessoa tenha espaço para crescer e ser quem ela é. Encoraje seu parceiro a manter suas próprias amizades, hobbies e interesses. Isso fortalece a relação, pois cada um traz ao relacionamento uma riqueza de experiências e experiências pessoais.
Seja Flexível e Adaptável: À medida que o relacionamento evolui, os limites também podem mudar. O que funcionava no começo pode precisar ser ajustado conforme vocês dois crescem juntos. Manter um diálogo constante e ser flexível é importante para garantir que ambos os parceiros se sintam seguros e confortáveis com as mudanças.
Os Perigos de Não Estabelecer Limites
A falta de limites em um relacionamento pode levar a diversas complicações emocionais e psicológicas. Relacionamentos em que um parceiro tenta controlar o outro ou onde as necessidades individuais não são respeitadas podem resultar em desequilíbrio, insegurança e, eventualmente, ressentimentos.
Dependência Emocional: Quando um parceiro se torna excessivamente dependente do outro para validação ou felicidade, isso cria um vínculo tóxico que pode sufocar ambos os indivíduos.
Perda de Identidade: Ignorar os próprios limites pode levar à perda da identidade individual, pois uma pessoa pode começar a se definir unicamente através do relacionamento.
Desconfiança e Ciúmes: A falta de limites pode gerar inseguranças, desconfianças e ciúmes, criando um ciclo negativo no relacionamento Bellacia.
Conclusão
Amar sem sufocar é sobre encontrar o equilíbrio perfeito entre a conexão profunda e o respeito pela individualidade de cada pessoa. Estabelecer e respeitar limites saudáveis é uma prática fundamental para criar um relacionamento duradouro e satisfatório, onde ambos os parceiros se sintam valorizados, amados e livres para ser quem realmente são. A chave está na comunicação, no respeito mútuo e na flexibilidade para crescer juntos enquanto preserva o espaço pessoal de cada um.
A AASP acompanha com atenção os recentes desdobramentos envolvendo limitações ao exercício da Advocacia em sessões públicas de julgamento.
A lacração de celulares é medida incompatível com o livre exercício da Advocacia, que deve ser firmemente repudiada.
Como entidade comprometida com o Estado Democrático de Direito e com o fortalecimento da cidadania por meio da atuação jurídica, reforçamos nossa dedicação permanente à promoção de um ambiente institucional seguro, livre e respeitoso para todos os profissionais do Direito.
A história da AASP é marcada pela vigilância técnica e serena diante de situações que impactam o exercício profissional e o acesso à Justiça.
Seguimos dando voz e vez para todas as pessoas que precisam da nossa representatividade e da força do associativismo.
AASP — Associação dos Advogados
Anadem reforça importância da ampliação da rede credenciada e da melhoria no atendimento e nas condições de trabalho dos profissionais de saúde; operadoras lucraram R$ 11,1 bilhões em 2024
Dados divulgados pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), por meio da Nota de Acompanhamento de Beneficiários 104 (NAB 104), mostram que, em fevereiro deste ano, o número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares chegou a 52,1 milhões. Isso representa um aumento de 1,8% em 12 meses.
O Brasil tem uma taxa de cobertura de 24,4%. A Região Sudeste tem a maior taxa de cobertura regional, com 35,7%. Em números absolutos, o estado de São Paulo registrou aumento de 315.552 beneficiários. Por outro lado, o Rio de Janeiro teve a maior queda do país, com a perda de 101.251 usuários. A menor taxa de cobertura foi registrada na Região Norte, com 11,2%.
Para o presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), Raul Canal, os números refletem uma maior busca por segurança assistencial por parte da população, porém ressalta a importância de constantes melhorias no atendimento dos beneficiários e nas condições de trabalho dos profissionais de saúde.
De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as operadoras de planos de saúde tiveram lucro de R$ 11,1 bilhões em 2024. “É fundamental que esse crescimento financeiro seja acompanhado de investimentos em infraestrutura, na ampliação da rede credenciada e na melhoria no atendimento, garantindo que os direitos dos consumidores sejam plenamente respeitados. As melhorias também devem ser direcionadas aos profissionais de saúde, que muitas vezes têm rotinas extensas e baixa remuneração”, disse.
PLANOS ODONTOLÓGICOS
Planos exclusivamente odontológicos também registraram crescimento, com 1.843.627 vínculos a mais, alcançando o número de 34,4 milhões de beneficiários (aumento de 5,7% entre fevereiro de 2024 e de 2025).
A taxa de cobertura nacional é de 16,2%, com destaque para as Regiões Sudeste (22,4%), Centro-Oeste (14,9%) e Sul (13,6%).
ANADEM
A Anadem foi criada em 1998. Como entidade que luta pela categoria e seus direitos, promove o debate sobre questões relacionadas ao exercício da medicina, além de realizar análises e propor soluções em todas as áreas de interesse dos clientes, especialmente no campo jurídico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, na tarde desta sexta-feira, 2 de maio, o pedido de demissão do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), durante audiência no Palácio do Planalto.
O presidente convidou o ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da Previdência, para ocupar o cargo de ministro.
A exoneração de Lupi e a nomeação de Wolney foram publicadas ainda ontem em edição extra do Diário Oficial da União.
Com aporte de R$120 milhões, iniciativa busca contribuir com o desenvolvimento regional
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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, e o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, lançaram, nesta quarta-feira (30/4), o FIP Nordeste Capital Semente, fundo de investimento para financiar startups nordestinas. O ato ocorreu na sede da Superintendência Estadual do BNB em Pernambuco, localizada na área central do Recife.
Com meta de captar, ao todo, R$ 150 milhões, o FIP Nordeste Capital Semente inicia a operação com R$ 120 milhões garantidos, sendo R$ 40 milhões de cada entidade formadora (BNB, Finep/MCTI e Sebrae). O restante deverá ser captado no mercado entre novos cotistas. O objetivo é ampliar o financiamento no Nordeste, contribuindo com a redução das assimetrias regionais, numa ação em linha com as missões do plano Nova Indústria Brasil (NIB).
“Historicamente, há em nosso país uma concentração de recursos no Sul e Sudeste. E isso é algo que estamos buscando enfrentar. Estamos assumindo uma postura ativa, apresentando aos empresários do Nordeste essa opção, com o FIP Nordeste, para contribuir com o desenvolvimento da região. O PIB da indústria brasileira cresceu, e o que queremos é que os beneficiários de nossas políticas não sejam os mesmos de sempre”, disse a ministra Luciana Santos.
Criado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – agência de fomento do MCTI – e pelo BNB, o fundo pretende beneficiar empresas de base tecnológica em estágio inicial, que possuam faturamento de até R$ 4,8 milhões. Será gerido pela Triaxis Capital e Crescera Ventures e administrado pelo Banco Genial.
Metade dos recursos aportados na chamada pública é oriunda do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT); a outra metade, do Banco do Nordeste. A ideia é beneficiar empresas dos nove estados da região, de diferentes setores, com investimento máximo de 30% em um setor e 25% em um estado.
“Desenvolvimento de ciência, de tecnologia e de inovação é estratégico para a Região Nordeste. É estratégico, principalmente, para o futuro que a gente quer para nossa região”, enfatizou o presidente do BNB, Paulo Câmara.
FAMPE Mulher
Ainda durante o evento, o BNB e o Sebrae lançaram o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE) Mulher, uma iniciativa complementar para facilitar o acesso de pequenos negócios dirigidos por mulheres ao crédito nos bancos conveniados ao Sebrae. O fundo garantidor oferece cobertura de até 100% do valor do crédito, considerando apenas o principal da dívida.
Podem utilizar o benefício aquelas empresas que tenham mulheres com participação majoritária no quadro societário ou que tenham uma mulher como sócia administradora, ainda que sua participação seja minoritária.
O FAMPE oferece garantia para operações de capital de giro e investimento fixo (com ou sem capital de giro associado). Os limites máximos das operações com cobertura são definidos por porte empresarial: até R$ 100 mil para Microempreendedor Individual (MEI), até R$ 400 mil para microempresa e até R$ 700 mil para pequena empresa
Para o presidente do BNB, Paulo Câmara, tanto o FIP Nordeste Capital Semente quanto o FAMPE estão em sintonia com as prioridades do Governo Federal. “Essas iniciativas estão totalmente alinhadas com as diretrizes do presidente Lula, de promover o desenvolvimento regional com inclusão e inovação. O Nordeste tem talentos, ideias e vontade de empreender”.
O evento é organizado pela advogada Patrícia Souza Anastácio, conselheira da AASP. A ideia do congresso surgiu diante da necessidade de proporcionar uma reflexão crítica e analisar os desafios e avanços na luta pelos direitos humanos.
SÃO PAULO – Nos próximos dias 08 e 09/05 (quinta e sexta-feira) às 09h acontece o II Congresso Direitos Humanos: o Impacto da IA nos Direitos Humanos, Desafios e Conquistas, o evento é coordenado pela advogada e conselheira da AASP (Associação dos Advogados), Patrícia Souza Anastácio e será realizado na Rua Álvares Penteado, 151, Centro – São Paulo–SP, sede da AASP, no formato híbrido. As vagas são limitadas.
O II Congresso Direitos Humanos: o Impacto da IA nos Direitos Humanos, Desafios e Conquistas possui como objetivo impactar os direitos humanos de maneiras complexas e multifacetadas, apresentando tanto desafios quanto oportunidades. Nesta edição, o Congresso visa trazer a IA e sua aplicação nas diversas áreas dos direitos humanos e debater questões como: quais são os impactos? Quais são os desafios?
Além disso, proporcionar uma reflexão crítica e analisar os desafios e avanços na luta pelos direitos humanos; debater temas como democracia, justiça social, igualdade e combate à discriminação; promover o diálogo intercultural e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Por fim, ser um canal de compartilhamento de experiências: divulgar pesquisas e boas práticas em direitos humanos; fortalecer a rede de ativistas e organizações da sociedade civil; inspirar e mobilizar a sociedade para a ação.
Serviço:
Evento: II Congresso Direitos Humanos: o Impacto da IA nos Direitos Humanos, Desafios e Conquistas
Local: Rua Álvares Penteado, 151, Centro – São Paulo/SP
Data: 08 e 09/05
Horário: 09h
Formato: Presencial | Internet
Inscrições e mais informações acesse:
https://cursosonline.aasp.org.br/curso/ii-congresso-direitos-humanos-o-impacto-da-ia-nos-direitos-humanos-desafios-e-conquistas-47173
PROGRAMAÇÃO
8/5 – quinta-feira
9h – Abertura
Renata Castello Branco Mariz de Oliveira (Presidente da AASP)
Rogério Tucci (Diretor Cultural da AASP)
Patrícia Anastácio (Coordenadora)
9h15 – Palestra de abertura:
Direitos Humanos e Novas Tecnologias
Flávia Piovesan
10h – Mesa 1: Introdução aos Direitos Humanos
Tema: Uma visão histórica e comparativa com os dias atuais e o uso da IA.
Dimitri Sales
Regina Helena Piccolo Cardia
Debatedora: Simone Augusta
11h – Mesa 2: Direito Antidiscriminatório e Pessoa com Deficiência
Tema: A inteligência artificial (IA) tem o potencial de transformar positivamente a sociedade, mas também apresenta riscos significativos para os direitos humanos, especialmente no que diz respeito à discriminação. É crucial que o desenvolvimento e o uso da IA sejam guiados por princípios éticos e legais que garantam a igualdade e a não discriminação.
Luanda Pires
Marcelo Guimarães
Camilla Varella
Debatedora: Silvia G. G. Costa
12h30 – Intervalo para almoço
14h – Mesa 3: Direitos Econômicos e Sociais
Tema: Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.
Otavio Pinto e Silva
Ana Amélia Mascarenhas
Debatedor: Felipe Meleiro
15h – Mesa 4: Direitos Civis e Políticos
Tema: Inteligência artificial e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos: desafios e oportunidades para a Era Digital.
Maristela Basso
Valério de Oliveira Mazzuoli
Debatedora Elaine Beltran
16h – Intervalo/Networking
16h20 – Mesa 5: Direitos Humanos, Estados, Fronteiras e Migrações
Tema: Fronteiras digitais, direitos humanos reais: o impacto da ia na migração e no papel dos Estados.
Flavio Leão
Carolina Souza Lima
Mediador: Douglas Ribas Jr.
9/5 – sexta-feira
9h – Mesa 6: Diretos Humanos, Desenvolvimento, Sustentabilidade
Tema: O potencial da IA na realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na erradicação da fome e da má nutrição, e na promoção do progresso social como ferramenta para desafios globais e um futuro justo e sustentável.
Claudio José Franzolin
Cristina Nascimento de Melo
Mediador: Carlos Alberto de Santana
10h – Mesa 7: Direito Penal
Tema: A interseção entre direitos humanos na esfera penal e o uso da IA apresenta um cenário complexo, com potencial para avanços e desafios significativos para que sejam evitadas violações de direitos fundamentais.
Marina Coelho Araújo
André Lozano Andrade
Debatedora: Maitê Cazeto Lopes
11h – Intervalo/Networking
11h20 – Mesa 8: ODS e Agenda 2030
Tema: IA, direitos humanos e Agenda 2030: construindo um futuro sustentável e inclusivo.
Viviane Pinheiro
Wagner Menezes
Mediadora: Camila Austregesilo Vargas do Amaral
12h20 – Intervalo para almoço
14 h – Mesa 9: Direitos Humanos na Era da Tecnologia II e Proteção de Dados.
Tema: Os novos desafios para os direitos humanos, com base na proteção de dados e no uso da inteligência artificial (IA), e os impactos diretos na privacidade, igualdade e liberdade das pessoas.
Anderson Veloso
Bruno Vinícius Stoppa Carvalho
Debatedora: Gabriela Melo
15 h – Mesa 10: Equidade Racial e Mulher
Tema: Inteligência artificial e os direitos das mulheres: desafios e oportunidades para a igualdade de gênero na Era Digital.
Claudia Patrícia de Luna Silva
Rosana Rufino
Mediador: Ricardo Brito
16h – Intervalo/Networking
16h20 – Conferência de encerramento: “O Rumo da Agenda de Diversidade e Direitos humanos: um Comparativo Brasil e EUA”
Clara Serva
Debatedora: Patrícia Souza Anastácio
Por iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), o Conselho de Secretários Estaduais de Agricultura (Conseagri) retomou suas reuniões durante a Agrishow. Organizada pelo secretário da pasta e vice-presidente do Conselho, Guilherme Piai, o encontro, que não acontecia desde 2016, foi realizado nesta quarta-feira (30).
“Nós sentimos falta da comunicação do Governo Federal com os secretários de estado sobre as políticas agrárias e sociais que a União lança. Quereremos maior conexão, mais troca de experiências, saber mais sobre o que está dando certo em cada estado, como um pode agregar na gestão do outro. Por isso esse conselho é importantíssimo”, enfatiza Piai.
Guilherme Saldanha, atual presidente do Conseagri e secretário estadual do Rio Grande do Norte explica que o principal objetivo é fortalecer o intercâmbio agropecuário entre os estados brasileiros. “Nossa intenção é se reunir para discutir problemas. Alguns pontuais, alguns nacionais, como por exemplo a questão do certificado fitossanitário para exportação de frutas, que até pouco tempo não existia. Foi através de reuniões com integrantes do Conseagri que conseguimos avançar nisso e hoje o documento é uma realidade”, ressalta Saldanha.
O encontro contou ainda com as presenças dos secretários do Pará, Giovanni Correia Queiroz, do Sergipe, Zeca Ramos da Silva, do Distrito Federal, Rafael Bueno e o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso do Sul, Rogério Beretta.
Redução de alíquotas sobre insumos, estímulo à exportação e tratamento diferenciado para cooperativas estão entre os principais pontos positivos
As mudanças aprovadas no texto da reforma tributária e a regulamentação proposta pela LC 214/25 podem trazer um novo fôlego para o agronegócio brasileiro, setor responsável por cerca de 24% do PIB nacional, segundo avaliação da CNA e do Cepea. A análise é do advogado Ranieri Genari, especialista em Direito Tributário pelo IBET, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/Ribeirão Preto e consultor tributário da Evoinc.
Para o especialista, um dos principais avanços foi a redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS sobre insumos agropecuários, como fertilizantes, sementes e produtos fitossanitários. “Essa desoneração deve reduzir significativamente os custos de produção rural”, afirma.
Outro destaque foi o estímulo às exportações. O texto aprovado estende o benefício da suspensão tributária às agroindústrias que exportarem produtos in natura em até 180 dias após a emissão da nota fiscal. “É uma forma de incentivar a cadeia exportadora e garantir maior competitividade no mercado internacional”, explica Genari.
O advogado também destaca a manutenção da alíquota zero para alimentos essenciais da cesta básica e a previsão de que produtores com receita anual de até R$ 3,6 milhões não serão contribuintes de IBS e CBS. Para ele, esses dispositivos podem beneficiar consumidores e pequenos produtores. Contudo, após o limite de receita mencionado, essa nova disposição tende a aumentar o custo de compliance da atividade rural, uma vez que esse produtor, que hoje não cumpre diversas obrigações, estará obrigado a cumpri-las — o que será um enorme desafio para aqueles com menor estrutura contábil.
No caso das cooperativas, o novo texto garante o direito ao crédito presumido nas aquisições feitas de associados não contribuintes, como produtores enquadrados no Simples Nacional. Mas Genari faz um alerta: “A redação atual ainda pode gerar dúvida quanto à tributação das operações entre a cooperativa e o consumidor final, o que exigirá atenção redobrada”.
A progressividade obrigatória do ITCMD – que passará a tributar doações e heranças de forma mais pesada conforme o valor – é outro ponto de atenção para o setor, principalmente para produtores rurais com grandes áreas.
“Uma questão polêmica trazida pela Lei Complementar 214/25 é a previsão de que o IBS e a CBS incidirão sobre a ‘doação com contraprestação em benefício do doador’. Isso levanta dúvidas sobre uma possível bitributação, já que o mesmo fato gerador poderia estar sujeito tanto ao ITCMD quanto aos impostos sobre o consumo”, diz Genari.
A polêmica ganha contornos ainda mais alarmantes quando a própria Lei Complementar deixa claro que o valor pago a título de IBS e CBS na doação não altera a base de cálculo do ITCMD. “Com isso, poderemos nos deparar novamente com infindáveis discussões jurídicas sobre a cobrança de impostos ‘por dentro’ de outros — como ocorreu por anos nas disputas envolvendo o ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins (Tema 69)”, entende Genari.
Para o tributarista, outro ponto de atenção, embora não diretamente ligado ao agro, diz respeito ao setor de serviços, um dos mais impactados pelo aumento da carga tributária com a reforma. A depender da atividade rural, a contratação desses serviços — como colheita ou plantio mecanizado — pode elevar o custo de produção, refletindo no preço final dos alimentos e pressionando indicadores econômicos, como a inflação.
“É uma reforma com pontos positivos, mas que exigirá vigilância do setor e atuação firme de entidades representativas para garantir que os ganhos não sejam neutralizados por inseguranças ou aumento de custos indiretos”, conclui Genari.
Fonte: Ranieri Genari, advogado tributarista pelo IBET, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/Ribeirão Preto e consultor tributário da Evoinc.