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Moro autoriza uso da Força Nacional na Esplanada e Ibaneis agradece

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Brasília (DF), 24/05/2017 - confronto na esplanada dos ministérios - Foto, Michael Melo/Metrópoles

ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou o uso da Força Nacional durante manifestações na Esplanada dos Ministérios. A medida está prevista na Portaria nº 441, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17/04/19), e antecede três grandes eventos previstos para ocorrer até maio na área central: Dia do Trabalhador; protesto contra a reforma da Previdência; e Acampamento Terra Livre, no qual são esperados 7 mil índios na capital do país.

De acordo com a portaria, que atende a um pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, a Força Nacional poderá ser utilizada “nas ações de preservação da ordem pública, da incolumidade das pessoas e do patrimônio, na defesa dos bens e dos próprios da União, na Esplanada dos Ministérios, em caráter episódico e planejado, pelo período de 33 dias, a contar de 17 de abril de 2019”.

A operação terá o apoio logístico do Gabinete de Segurança Institucional, que deverá dispor da infraestrutura necessária à Força Nacional de Segurança Pública. “O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública”, destaca a portaria.

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REPRODUÇÃO

O prazo do apoio prestado pela Força Nacional de Segurança Pública poderá ser prorrogado, se necessário. “Caso a renovação não seja solicitada, o efetivo será retirado imediatamente após o vencimento desta portaria”, destacou o texto.

Embora não tenha sido comunicado da decisão, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que não vê problemas na decisão de Moro. “Eu fico muito feliz, até porque nós estamos sabendo da chegada aqui no DF de 7 mil índios, que estão se dirigindo para fazer uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal [STF]”, disse, nesta quarta-feira (17/04/19).

Ao contrário da reação que teve após a transferência do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o Presídio Federal de Brasília, o emedebista elogiou Moro desta vez. “O ministro é uma pessoa da mais alta responsabilidade. Sabe do problema de segurança que o DF passa por conta dos presos federais que estão aí e também por conta desses movimentos sociais. Tudo tem que ocorrer com muita segurança”, destacou.

Em nota, o GSI informou que o pedido feito ao Ministério da Justiça tem caráter preventivo, com o “objetivo de garantir a segurança do patrimônio público da União e de servidores dos órgãos públicos que trabalham na Esplanada”.

Registramos que este procedimento faz parte da definição de atribuições que constam do Protocolo Integrado de Segurança da Esplanada dos Ministérios do Governo do Distrito Federal

Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República

Pelo Twitter, a Secretaria de Segurança Pública também afastou qualquer possibilidade de crise. Disse que a medida não é encarada como uma intervenção na área. “As ações de segurança pública no DF, quando integradas com outros entes, seguem acordo prévio denominado Protocolo Tático Integrado para manifestações, o qual alinha possíveis desdobramentos”, destacou a pasta.

A SSP também destacou que haverá uma reunião na tarde desta quarta-feira (17/04/19), agendada previamente, com diversos atores, locais e federais, envolvidos no planejamento da segurança da Esplanada dos Ministérios para os próximos dias.

A portaria de Moro, porém, já causa reflexo na Esplanada. A bancada do PSol na Câmara dos Deputados apresentou projeto de decreto legislativo, nesta quarta-feira (17/04/19), pedindo a suspensão da Portaria nº 441, publicada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. A medida convoca a Força Nacional para ocupar a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes durante 33 dias, podendo o prazo ser prorrogado.

De acordo com o partido, a portaria não apresenta justificativa para o ato. A legenda lembra que a publicação ocorre em momento de grandes manifestações populares na capital, como o Acampamento Terra Livre, o Dia do Trabalhador (1º de Maio) e atos contra a reforma da Previdência.

Para o PSol, a portaria de Moro é “uma clara tentativa de cercear a liberdade de manifestação, constituindo um grave ataque à democracia”. “Não cabe à Força Nacional, no Estado Democrático de Direito, a função de reprimir manifestações populares”, destaca o projeto. “Este Congresso Nacional não pode tolerar uma medida autoritária como essa, que visa ao cerceamento do sagrado direito de manifestação e a atacar os direitos dos povos indígenas.”

Confronto
Em alguns episódios na Esplanada, houve confronto entre policiais e pessoas que participavam de protestos. Em 24 de maio de 2017, por exemplo, uma manifestação contra reformas e o ex-presidente Michel Temer (PMDB-SP) acabou em confronto, depredação e 49 feridos na Esplanada dos Ministérios. Entre os feridos, estavam pelo menos seis policiais militares que levaram pedradas durante a confusão. Quatro tiveram de ser hospitalizados. Um rapaz perdeu os dedos da mão direita depois de explodir um rojão no local.

O clima esquentou quando um grupo de manifestantes furou o bloqueio montado pela Polícia Militar na altura do Palácio da Justiça. A situação fugiu do controle duas horas depois, com ministérios depredados e incendiados, além de pessoas feridas. Na ocasião, o então presidente, Temer, convocou tropas federais para ocupar o centro da capital.

Petista que agrediu mulher durante orgia no DF é exonerado da Câmara

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Domingos Sávio teria quebrado uma garrafa de cerveja e ferido o rosto de uma garota de programa após ela ter se recusado a manter relações

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) informou, no começo da tarde desta terça-feira (16/04/19), que assinou o pedido de exoneração de Domingos Sávio Lacerda Martins, 43 anos. O homem exerce cargo em comissão na Liderança do PT na Câmara dos Deputados e foi preso por tentativa de homicídio após participar de orgia em um motel no último sábado (13/04/19).

O parlamentar, líder da bancada petista na Casa, disse ter encaminhado o documento à diretoria e agora aguarda a publicação do ato no boletim interno da Câmara. Posteriormente, o afastamento deve ser publicado no Diário Oficial da União (DOU), com data retroativa a esta terça-feira.

A reportagem tentou contato com o funcionário e com seu advogado, mas não obteve retorno até a última atualização deste texto. A Liderança do PT na Câmara informou que ele não trabalha mais no local.

A solicitação para que Domingos Sávio deixasse o cargo partiu da própria liderança feminina do Partido dos Trabalhadores. “Estivemos reunidas e toda a bancada conversou sobre isso. O deputado Paulo Pimenta firmou um compromisso conosco de demitir o servidor, já que é uma situação inaceitável”, disse a deputada federal Erika Kokay, vice-líder do partido na Câmara e presidente da legenda no DF.

O caso
Sávio teria agredido uma garota de programa de 23 anos após ela ter se recusado a manter relações sexuais com ele. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, a mulher receberia R$ 300 pelo serviço e havia chegado ao endereço com outras cinco pessoas por volta das 2h de sábado.

O grupo alugou um único quarto no estabelecimento e, nas primeiras horas do dia, três pessoas haviam deixado o motel. Às 10h, a vítima e a namorada, de 20 anos, se preparavam para ir embora quando, Sávio quis fazer sexo com a jovem, que se recusou. Foi o estopim para a briga.

Diante da negativa, o homem teria bloqueado o caminho das duas por cerca de 10 minutos e, em seguida, atacou uma delas com uma garrafa no rosto. Sávio teria quebrado o recipiente de vidro e cravado na bochecha da moça.

Figura carimbada
Domingos Sávio Lacerda Martins transita há algum tempo pela política brasiliense. Sobrinho do ex-secretário de Administração Pública Wilmar Lacerda, atualmente ocupa cargo de natureza especial (CNE-15) e recebe mensalmente R$ 3.664,79 na Liderança do PT. Durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT), entre 2011 e 2014, passou por diversos cargos no Executivo local.

Em dezembro de 2012, apadrinhado pelo tio Wilmar, Domingos Sávio foi acomodado na Administração Regional do Riacho Fundo I após ter sido exonerado da Administração do Paranoá, onde ocupava o cargo de diretor de Desenvolvimento Econômico. Ele trabalhou no posto de administrador regional interino por 24 horas, até ser dispensado devido a acusações de nepotismo.

Projeto na CLDF prevê recompensa em dinheiro para disque denúncia

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Proposta apresentada pelo deputado distrital Hermeto tem amparo em lei federal aprovada em 2018

Após sete anos da aprovação de um projeto de lei – posteriormente vetado por vício de iniciativa – que recompensaria quem denunciasse crimes contra a administração pública, a Câmara Legislativa voltará a debater matéria semelhante. De autoria do deputado Hermeto (MDB), a proposta espera que a chamada “delação premiada com recompensa” se popularize, agora respaldada por uma lei federal aprovada em 2018.

Em 2012, projeto do então distrital Professor Israel Batista (na época no PEN, hoje, no PV) – atualmente deputado federal – foi aprovada por ampla maioria na Câmara Legislativa. Entretanto, acabou vetada por Agnelo Queiroz (PT), que argumentou: “O crime prejudica a todos e não poderia ser motivo de lucro para alguns”.

A assessoria da Casa também havia emitido parecer que o projeto poderia sofrer questionamentos por conta de vício de iniciativa. Isso por que esse tipo de proposição, com destaque em matéria penal, é de competência exclusiva da União.

Mas como no ano passado texto semelhante foi aprovado pelo Congresso Nacional, a ideia é instituir as regras em âmbito local, uma vez que a lei incentiva que os estados e o Distrito Federal criem normas com o mesmo cunho.

“O governo é quem vai estabelecer o valor. Ocorrerá como o disque denúncia. A central verá a veracidade daquela informação e vai premiar de acordo com o grau de importância dela para a resolução do caso”, disse o deputado Hermeto, por meio de sua assessoria.

A proposta foi protocolada na tarde de segunda-feira (15/04/19) e entrará em trâmite a partir da leitura do texto durante sessão deliberativa da Câmara Legislativa.

O projeto prevê que o governo crie um canal, preferencialmente gratuito, para receber as denúncias, mantendo, por força de lei, o anonimato de quem apresentar o fato. A recompensa poderá ser feita em dinheiro, mas deixa em aberto outras opções, não explicitadas.

Na justificativa da matéria, o deputado afirma ser necessário incentivar a população a participar de ações de combate à corrupção e chama as pessoas que vierem a denunciar de “assopradores de apito” – uma expressão internacional para pessoas que ajudam a avisar sobre possíveis ilícitos.

 

Ibaneis decide decretar ponto facultativo no GDF nesta quinta (18/4)

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O governador Ibaneis Rocha (MDB) decidiu decretar ponto facultativo no GDF nesta quinta-feira (18/04/19).

A decisão foi tomada para “incentivar as comemorações da Semana Santa e manter a tradição do festejo cristão no Distrito Federal”. Decreto estabelecendo o ponto facultativo deve ser publicado nesta quarta (17/04/19).

Com a medida, os servidores do GDF poderão emendar quatro dias de folga. A determinação do chefe do Executivo local beneficia todos os funcionários da administração direta, indireta, autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas públicas ligadas ao governo local.

GDF: de R$ 199 milhões desviados, apenas R$ 106 mil foram ressarcidos

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Quantia se refere a irregularidades praticadas por servidores, gestores e empresas entre 2015 e 2018, julgadas pelo TCDF

O Governo do Distrito Federal (GDF) não tem conseguido fazer retornar aos cofres públicos recursos desviados ou aplicados irregularmente. Dados do Ministério Público de Contas (MPC-DF) mostram que entre 2015 e 2018, R$ 199,7 milhões deveriam ser ressarcidos ao tesouro local por servidores e empresas prestadoras de serviços. Do total, entretanto, apenas R$ 106 mil foram devolvidos. Uma quantia irrisória.

Para reverter essa situação, a Controladoria-Geral do DF (CGDF) estuda propor, junto ao MPC, mudanças no procedimento do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Na avaliação do controlador-geral do Distrito Federal, Aldemario Araújo Castro, há  uma “diferença absurda” entre o que é apurado e aquilo efetivamente devolvido aos cofres públicos.

No ano passado, os julgamentos do TCDF totalizaram, aproximadamente, R$ 81 milhões em débitos e R$ 735 mil em multas, mas a devolução ao erário local foi de pouco mais de R$ 10 mil. Em 2017, dos R$ 97 milhões cobrados e mais de R$ 482 mil em multas, a devolução chegou a R$ 67 mil.

No ano anterior, apesar de julgamentos que determinaram o pagamento de mais de R$ 16 milhões em dívidas e R$ 196 mil em multas, a recuperação ficou em R$ 4 mil. Em 2015, em relação a débitos julgados em R$ 4 milhões e pouco mais de R$ 300 mil em multas, o ressarcimento foi de R$ 25 mil.

Os números constam em ofício da procuradora-geral do MPC-DF, Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira, encaminhado em 28 de janeiro de 2019 ao TCDF. Mas nem mesmo esses dados são fidedignos, segundo o próprio Ministério Público de Contas, devido ao modelo de rastreamento desatualizado.

No documento, a procuradora destacou que “é intuitivo que os ora apresentados relatórios (2015 a 2018) podem espelhar falhas, tornando frágil e precário o acompanhamento, repita-se, manual”.

Os números não incluem os procedimentos concluídos pela CGDF em 2018, que somam R$ 330 milhões a serem restituídos, e ainda serão analisados pela Corte de Contas. Se o dano identificado é superior a R$ 75 mil, o caso é enviado ao TCDF para julgamento individual. Caso seja inferior a esse valor, é julgado na tomada de contas anual do tribunal.

Segundo o controlador-geral do DF, entre os procedimentos finalizados em 2018 estão, por exemplo: os que têm como alvo bilhetagem eletrônica no âmbito do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans); processos da extinta Brasília Tur que envolvem convênios, patrocínios e contratos; e da Caixa de Pandora relativos a acordos da área de tecnologia da informação.

Proposta de alteração
Aldemario Araújo Castro classifica o trâmite atual como via crúcis. Depois do julgamento no Tribunal de Contas do DF, se confirmada a irregularidade e a dívida não for quitada, o caso é levado à Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), que dá início ao procedimento judicial de cobrança. “Esse modelo que hoje existe, com todos os passos, precisa ser revisto. Não tem sentido apurar grande volume de débitos e ter ressarcimentos tão baixos”, declarou.

Ele ressalta que o principal desafio é o tempo entre o momento do prejuízo e a proposição das ações. “Enquanto o processo corre, empresas são desconstituídas e patrimônios, desfeitos”, pontuou.

Castro conta que será formado um grupo de trabalho entre a pasta e o MPC-DF a fim de propor ao TCDF meios de abreviar o método de ressarcimento. “A partir desse grupo, seria possível ter um conjunto de mudanças para uma perspectiva de recuperação efetiva”, explicou.

Novo sistema
Em 2017, o TCDF autorizou o desenvolvimento de novo aplicativo para controle dos débitos e multas imputados pelo próprio órgão. Em janeiro deste ano, a procuradora-geral do MPC-DF cobrou a conclusão do sistema.

“Enquanto se aguarda, o patrimônio público é lesado, o controle externo é desmoralizado e o responsável fica impune. E, à espreita dessa grave situação, está a perniciosa e incompreensível alegação de prescrição, em um sistema de controle, em jurisdição única”, assinalou Cláudia Fernanda.

 

Região Metropolitana do DF precisa ser aprovada pelo Congresso

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Fica meu apelo: salvemos o Entorno e salvemos Brasília. Pela aprovação da MP 862. * Ibaneis Rocha (MDB) é governador do DF

Uma das minhas primeiras iniciativas quando eleito governador foi obter do governo federal uma Medida Provisória, que recebeu o número 862, enviada ao Congresso Nacional em 4 de dezembro de 2018, criando a Região Metropolitana do DF, formada pelas 33 cidades que hoje compõem a Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride).

Por que a urgência e por que a necessidade dessa medida? Da urgência, podemos dizer que a região reclama por isso há anos, respaldada, não apenas, por estudos técnicos, como também reflexo de uma realidade que impõe aos seus administradores mecanismos eficientes, capazes de resolver os sérios problemas que transformaram o Entorno numa das mais complexas concentrações urbanas do País. Águas Lindas, por exemplo, aparece entre as dez cidades com maior crescimento populacional, em escala que impressiona e preocupa.

Das 33 cidades que hoje compõem a Ride, 29 pertencem ao estado de Goiás, e outras quatro, a Minas Gerais. A MP, ao contrário do que algumas pessoas imaginam, não tornará essas cidades integrantes do Distrito Federal. Seguirão goianas e mineiras, com a vantagem de poderem pleitear e receber recursos oriundos das políticas voltadas para a nova região.

Pode-se fazer, nesse caso, uma só licitação com um projeto integrado, que representa um passo importante para vencer a burocracia da transferência de recursos. Qualquer prefeito conhece bem a via crúcis que tem de percorrer, muitas vezes inglória, pois o dinheiro que iria beneficiar a população ou acaba retido em algum órgão ou, simplesmente, quando chega, é tarde demais. Isso, por si, responde a segunda pergunta, a da necessidade da MP.

Problemas
O Entorno, em números, reúne mais de 2 milhões de habitantes, dos quais 1 milhão acorre diariamente a Brasília para trabalhar, na maior parte, superlotando ônibus de qualidade duvidosa e outros meios de transporte clandestinos. Condições deploráveis que precisam ser enfrentadas, pois põem em risco vidas preciosas de pessoas trabalhadoras. O BRT Sul, embora esteja concluído, aguarda a finalização até Luziânia para aliviar a vida de milhares de moradores. Nada acontece na velocidade que queremos justamente por falta de projetos estruturantes.

Em outras áreas, o quadro é mesmo de calamidade, para sermos realistas. Tome-se o exemplo da saúde. Não existe hospital em Águas Lindas, uma cidade que, segundo o IBGE, passou de 130 mil para 180 mil habitantes num espaço de dois anos. Santo Antônio do Descoberto, com cerca de 80 mil habitantes, e Luziânia, quinta maior cidade de Goiás, estão sem hospital há pelo menos quatro anos. Todos buscam saúde em Brasília, salvo raras exceções.

Na segurança, as delegacias do Entorno estão abandonadas, a Polícia não possui efetivo e muito menos equipamentos. Notícias de fugas no presídio de Luziânia ocorrem quase todos os finais de semana, deixando a população refém do medo e sem que a Polícia tenha condições de socorrê-la.

Cidades como Paracatu, Unaí, Buritis, essas em Minas, sofrem idênticos problemas, sem contar que precisam urgentemente de obras de infraestrutura, especialmente nas áreas rurais e nas vias de acesso, onde, com muita frequência, vemos mortes em acidentes.

Por tudo isso, reafirmo que a Região Metropolitana por mim proposta é a oportunidade para tirarmos do atraso esse expressivo contingente populacional e dar ao Distrito Federal condições de se desenvolver sem depender do Fundo Constitucional que tanto incomoda os demais estados e que tanto nos humilha.

Fibra ótica deve ser principal meio de uso da internet fixa no Brasil em 2020

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De acordo com projeções, se o uso da fibra ótica mantiver o padrão atual, até 2020 ela será a principal tecnologia de banda larga no país

A consultoria Teleco calculou as relações do uso de fibra ótica, cabos modem e xDSL no Brasil. A conclusão é que, se as tendências seguirem o padrão atual, a FTTx (fibra) vai se tornar a principal tecnologia de banda larga fixa no país.

As estatísticas mostram que, enquanto a fibra ganha espaço no mercado e atrai novos clientes, o xDSL, utilizado principalmente pela Oi e pela Telefônica, apresenta queda constante. E, apesar da diminuição em ritmo menor, o cabo modem também perde espaço.

“Nos últimos dois anos, a fibra acumulou adições líquidas de 3,9 milhões de acessos, enquanto os acessos de pares metálicos (xDSL) encolheram em 1,1 milhão”, informa a Teleco. Nesse ritmo, a fibra deve chegar a 30% dos consumidores em 2020.

Nesse cenário, quem ganha são as operadoras menores. Enquanto a Oi e a Vivo perdem clientes no acesso xDSL, há crescimento de vendas entre as companhias que oferecem conexão por fibra ótica, que já dominam perto de 57% do provimento de acesso à tecnologia.

Dos 2,3 milhões de adições líquidas de acessos à banda larga fixa no país, 94% não forma das três principais (Vivo, Oi e Claro). Nesse período de adaptação, então, elas precisam se apressar para suprir a demanda dos consumidores. Se não o fizerem, podem deixar de ser consideradas as principais operadoras do cenário brasileiro.

Fonte: Teleco

 

Raquel Dodge arquiva inquérito sobre fake news e ofensas contra STF

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, informou que o inquérito instaurado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Tofolli, para apurar “fake news” e ofensas contra a instituição foi arquivado. A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, nesta terça-feira (16/04/19).

Como consequência do arquivamento, todas as decisões proferidas e provas estão automaticamente prejudicadas.

Segundo a PGR, a decisão tem como fundamento o respeito ao processo legal e ao sistema penal acusatório estabelecido na Constituição de 1988, no qual o Ministério Público é o titular exclusivo da ação penal.

Para Dodge, além de não observar as regras constitucionais de delimitação de poderes ou de funções do Ministério Público no processo criminal, a decisão do STF transformou a investigação em um ato com concentração de funções penais no juiz.

“O sistema constitucional de proteção a direitos e garantias fundamentais é integrado por regras e princípios que cisam garantir segurança jurídica, assegurando credibilidade, confiança e prevenindo arbitrariedade e excesso de concentração de poder”, afirma a procuradora-geral, no documento.

No documento, Dodge informa que solicitou ao ministro relator informações sobre “o objeto específico” do inquérito, mas os autos não foram encaminhados.

“É necessário observar que a portaria que instaura o inquérito não especifica objetivamente os fatos criminosos a apurar, tampouco quais seriam as ‘notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus calumniandi, diffamandi e injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares”, afirmou a procuradora-geral.

Mandados de busca e apreensão
Na manhã desta terça-feira, a Polícia Federal cumpriu, em três estados, mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes contra sete investigados no inquérito, que apura notícias falsas e ataques contra os integrantes da Corte. Ex-candidato pelo PRP ao GDF, o general Paulo Chagas foi um dos alvos da ação.

O inquérito que deu origem à ação tem como objetivo apurar supostas “fake news” contra a Corte e ministros. O militar teria, supostamente, difundido informações contra a honra dos magistrados, além de sugerir o fechamento do STF.

Alexandre de Moraes mandou bloquear contas as redes sociais dos suspeitos. Durante a ação arbitrária desta manhã, policiais apreenderam um notebook do general Paulo Chagas.

Baladas dos anos 1990 voltam à agenda da cidade

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Depois de cinco anos sem edições, a festa Kinda voltou a agitar a cena noturna da capital (foto: Lucas Feccini/Divulgação)

Festas que embalaram a cena noturna da capital federal há alguns anos estão de volta à programação da cidade

Depois de cinco anos sem edições, a festa Kinda voltou a agitar a cena noturna da capital
(foto: Lucas Feccini/Divulgação)

O clima de nostalgia tomou conta da noite brasiliense. Há alguns meses, a cidade viu renascer festas que marcaram época na cena noturna de Brasília e não estavam mais ativas. Muitas delas estão de volta por um pedido antigo do público unido à própria vontade dos produtores de matar a saudade dos projetos de outrora.

“Foi demanda reprimida”. É assim que o produtor e DJ Sandro Biondo explica o retorno da festa Kinda após cinco anos fora da agenda cultural brasiliense. Ele e o sócio Willy Moura acabaram deixando a balada de lado em 2014, quatro anos depois do lançamento do selo, para se dedicar a outros projetos. Porém, recentemente, conversando, a dupla percebeu que a maioria dos eventos estava concentrada no sábado e a sexta-feira poderia se tornar o dia da Kinda, que sempre foi conhecida como uma festa de música eletrônica em que as pessoas se encontravam e tomavam drinques, em “uma balada leve pra gente elegante”. “Ela é uma festa meio chique, descolada com uma pegada mais light”, completa.

A primeira edição do retorno da Kinda foi em 1º de fevereiro, no Surf Bar Mormaii, na Ponte JK. Depois, a festa teve edição em março, na Cervejaria Criolina, e a próxima será em 3 de maio, de volta a Mormaii, com presença dos DJs Willy, LAVNDR, Dan Monteiro e Golucho. Na temporada de volta, a balada passará a ser mensal e, como era antigamente, será itinerante. “A Kinda sempre foi uma festa que não tinha um espaço físico fixo. Nos quatro anos em que ela existiu, a gente passou por 15 casas. Então vamos continuar rodando a cidade”, antecipa o produtor. Sobre a volta, ele diz: “Tem uma coisa que a Kinda sempre teve: um público fiel. Na festa vimos gente que não ia para balada há anos”.

O tradicional pingue-pongue da Toranja, da época do Balaio, está volta no retorno da balada
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)

Volta às origens

 

De 2010 a 2013, toda quarta-feira, o Balaio Café, na 201 Norte, era invadido pela festa Toranja, balada que reunia um público descolado para bater papo, jogar pingue-pongue e escutar músicas diferenciadas. Em 2017, a balada ensaiou um retorno, com uma edição no La Rubia Café, também na Asa Norte. Porém, só agora, em 2019, a festa volta de vez à programação noturna da cidade.

 

“Nossas últimas edições no Balaio foram em 2013. Depois que o Balaio fechou, o pessoal que participava na época se juntou e criou a Moranga, uma festa que foi bem-sucedida e acabou em janeiro de 2018. Então, passamos a fazer edições esporádicas da Toranja. Até que, neste ano, retomamos com uma edição em fevereiro, na Praça do Conic”, afirma Ivan Bicudo, DJ e um dos idealizadores da Toranja.

 

Na última sexta-feira, a festa chegou à terceira edição na Praça Central do Conic, em parceria com o recém-inaugurado bar do local, Birosca. Essa edição foi ainda mais especial porque trouxe de volta um dos marcos da Toranja: o pingue-pongue. “A mesa de pingue-pongue era uma das atrações da festa e também um espaço muito concorrido. As disputas eram sempre muito animadas. Havia paquera ao redor da mesa. Era algo divertido que a gente resolveu trazer de volta. É de graça, é só chegar e participar”, revela Bicudo.

 

Mantendo o padrão das origens, a festa continua gratuita e prima por uma música diferenciada na discotecagem dos DJs convidados. “Os DJs apresentam músicas novas e os clássicos mais obscuros. É uma coisa voltada para novidade, mas também para descoberta. Para nós, é sempre um prazer poder soltar o nosso conhecimento musical na pista de dança, as coisas que a gente pesquisa sobre música. A recepção do público tem sido ótima, até porque é um nome estabelecido e o pessoal estava entusiasmado com o retorno”, completa o produtor.

 

Apesar de a festa original ter sido semanal, a ideia agora é manter edições mensais: “Essa é uma proposta nova. Acho que vai ficar mais adequado. Tem mais tempo para o público assimilar e sentir uma certa saudade. Mas tudo pode acontecer”. As próximas edições estão previstas para 10 de maio e 14 de junho.

 

Celebração ao passado

 

Há 11 anos, o produtor Lino Fructuoso lançou a festa Flash Back Dance. Ela embalava as boates da cidade celebrando o repertório de nomes como Bee Gees, Michael Jackson, Gloria Gaynor e Dona Summer. “Criei o projeto embalado pelo grande movimento dançante e o clima saudosista. Denominei de Flash Back Dance para relembrar noites das casas que tive a honra de trabalhar, tais como Machine, New Star, Sherezade, 707, Hyppo’s, Capital Club e, principalmente, a Zoom”, revela.

Atualmente, a festa Flash Back Dance tem apenas duas edições anuais e celebra os anos 1970, 1980 e 1990. Neste ano, a próxima edição será em 20 de abril, na boate Pink Elephant, no Setor de Clubes Sul. Para relembrar o passado da festa, Fructuoso convocou sete DJs que fizeram história na balada: Audino Jr (residente), Raul La Fuente (ex-Café Cancun), Raul Santos (ex-Vogue, Something & Clube FM), Emilton Brandão (ex-Hyppo’s), Tadeu Miura (ex-Tequila Rock & Gate’s), Zebrão (ex-Zoom) e Alvaro Queiroz (Cia Athlética).

 

Outro evento que também faz um tributo ao passado é o Quarta Vinil, projeto que teve início neste ano no La Rubia Café, na 404 Norte. A festa é uma homenagem ao evento de mesmo nome que ocupou durante os anos 2000 a extinta casa Gate’s Pub, da Asa Sul. “Sou fotógrafo de música e nos anos 1990 tive participação na cena roqueira da cidade. Em 2002, quando voltei para Brasília após morar em São Paulo, o Gate’s tinha esse projeto e os produtores sabiam que eu tinha uma coleção de vinis. Desde aquela época comecei a tocar e não parei mais. Sou um apreciador do vinil, não é um modismo. Eu achava justo que tivesse uma noite na cidade que prestasse homenagem à aquela época no Gate’s”, afirma Zé Maria Palmieri, o DJ Palmieri, idealizador do retorno do Quarta vinil e residente da nova versão da festa.

 

A ideia foi acatada por Marcelo Galo, sócio-proprietário do La Rubia Café, espaço que recebe a festa semanalmente às quartas. “O Zé Maria Palmieri foi uma das pessoas que participou do Quarta vinil e ele gosta muito do La Rubia e estava com vontade de uma noite para tocar discos de vinil. Pensamos, por que não ressuscitar o Quarta vinil? Nosso intuito foi de ressuscitar músicas daquela época e esse sentimento das pessoas de saírem de casa para escutar algo diferente”, afirma.

 

Programe-se!

 

Flash Back Dance

Pink Elephant (SCES, Tc. 2). Em 20 de abril, às 21h. Com os DJs Audino Jr (residente), Raul La Fuente (ex-Café Cancun), Raul Santos (ex-Vogue, Something & Clube FM), Emilton Brandão (ex-Hyppo’s), Tadeu Miura (ex-Tequila Rock & Gate’s), Zebrão (ex-Zoom) e Alvaro Queiroz (Cia Athlética). Entrada a R$ 50 (primeiro lote). Pontos de venda: Loja Brilho (Gilberto Salomão), Loja Nágela Maria (314 Sul, Bl. B), Pink Elephant e Bilheteria Digital. Não recomendado para menores de 18 anos.

 

Kinda

Surf Bar Mormaii (Ponte JK). Em 3 de maio, às 23h30. Com os DJs Willy, LAVNDR, Dan Monteiro e Golucho. Entrada a R$ 20 (meia-entrada e antecipado). À venda em www.sympla.com.br. Não recomendado para menores de 18 anos.

 

Quarta vinil

La Rubia Café (404 Norte, Bl. B). Em 17 de abril, às 18h. Com o DJ Palmieri. Entrada a R$ 5 (couvert obrigatório). Não recomendado para menores de 18 anos.

 

O trance de volta à cena eletrônica de Brasília.

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Na manhã deste domingo presenciei pessoalmente uma das festas pscy trance do Distrito Federal.

Apesar de um local alternativo de brasília, a Fazenda Ferradura da um ar de contato com a natureza.

Em seu público estão jovens novos e adultos, sua faixa etária varia entre 18 à 50 anos.

É notável tamanha euforia por parte do público alucinados pelo som dos pa’s comandado pelos Dj’s.

Que festa é essa meu irmão!

Uma outro fato importante que tenho que frisar é que esse evento não é barato. O ingresso da festa custa 120 reais, sem falar que uma água mineral de 500ml custa R$8 e a cerva R$10.

Não irei nem comentar sobre valores dos alimentos… e R$40 do estacionamento.

Agora vamos falar de coisas boas …Olha só quanta gente bonita:

Sobe uma das coisas que notei no evento … Não presencie brigas e outros delitos comuns em festas de Brasilia.

Em meus cálculos tinham mais de 5 mil participantes. De todas às tribos e classes sociais.

Confesso e friso que nao é preconceito. Tinha uma gente esquisita também, similar aos que aparecem em noticiário de crime na TV.

A Fazenda ferradura está localizada em Água Quente que pertence ao Recanto das Emas-DF.

Parabéns a equipe que organizou o evento. Estava tudo nos conforme da lei, seguranças e brigadistas educados e eficientes. Só faltou dar uma atenção melhor aos banheiros.

Para finalizar vamos aos fatos:

Não serei hipócrita… presenciei o consumo de substâncias sintéticas, as chamadas (Tecnologias).

Após horas de festa foi fácil deduzir quem estava louco de tecnologia. É até cômico o comportamento dos mesmos.

O consumo de drogas antigas (maconha) era até discreto. Em vista que nesses eventos sempre rola.

E eu…?

Fiquei na legalidade, consumindo uma Heineken geladíssima de R$10.

Qual o nome do evento?

Prefiro não divulgar…

Na minha opinião sobre os pontos negativos é fácil concluir que se deve a uma minoria de indivíduos. Devem ser deixados em sua insignificância.

DIGA NÃO ÀS DROGAS e tenha uma vida saudável.

Até à próxima festa!