Placar contrário ao partido é de 5 a 1. Mas ministros podem mudar entendimento até o final do julgamento
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, pediu vista mais uma vez ao processo que julga a validade das filiações dos candidatos do PTB-DF que participaram das eleições. Os ministros do TSE votaram, nesta quinta-feira (13/12), por maioria (5 a 1), pelo indeferimento das filiações do PTB-DF e da candidata à deputada distrital Jaqueline Silva. Ao todo, são sete votos.
Três ministros entenderam que certidões produzidas unilateralmente não eram prova da filiação de 31 candidatos aos cargos proporcionais. Apenas o ministro Luiz Edson Fachin votou contra a decisão do colegiado.
A dúvida ficou por conta de um novo documento protocolado no sistema do TSE, no dia 12 deste mês, onde a candidata Jaqueline Silva aparecia como filiada desde 5 de abril. Tanto Fachin quanto Rosa Weber acreditam na legalidade da lista, porém a presidente disse que prefere fazer uma nova análise.
Com a decisão, o ministro Luiz Roberto Barroso avisou que manteria seu voto, mas que até a próxima sentada para o julgamento reanalisaria seu posicionamento.
Ainda que os votos do PTB sejam validados, a composição da Câmara dos Deputados não será alterada. Isso porque o prazo para os recursos relacionados aos votos de federais prescreveram. Com isso, apenas a Câmara Legislativa pode sofrer alterações.
O partido não teria realizado as filiações no prazo definido por lei, impedindo seus membros de terem os votos contabilizados no pleito de outubro. Seguindo entendimento do Ministério Público Eleitoral (MPE), o ministro relator, Og Fernandes, votou, na última quarta-feira (5) contra o PTB-DF. Na sequência, Admar Gonzaga pediu vista.
No voto de Admar, o ministro acompanhou o relato e afirmou que foi encontrada uma relação de filiação interna do PTB-DF emitida no dia 5 de abril, que foi produzida unilateralmente, podendo ser editável e, por isso, não configuraria em prova válida. Isso porque, para ser aprovada, a lista de filiados deve estar salva no sistema da Justiça Eleitoral.
O PTB foi punido por não ter homologado, no sistema eletrônico da Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto em lei, as filiações dos então futuros candidatos. Em sua defesa, ainda no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), o partido argumenta que enfrentou problemas no sistema. A Corte não aceitou e defendeu a exclusão do nome de 31 candidatos das eleições de deputados distritais e federais.
Posteriormente, o próprio TRE-DF liberou que os candidatos mantivessem as campanhas e os nomes nas urnas, sem poder fazer uso do horário político nem da verba pública de campanha. Ainda assim, a candidata a distrital Jaqueline Silva alcançou mais de 13 mil votos, o que a possibilitaria assumir uma cadeira na Câmara Legislativa no lugar de Telma Rufino (Pros).
Confusão nas inscrições O período de inscrições foi encerrado em 13 de abril deste ano. Segundo Alírio Neto, ex-presidente da sigla no DF, o PTB esperou até o último momento porque tinha a intenção de trazer mais candidatos. O processo de homologação deveria ter sido feito por uma secretária do partido em 13 de abril, mas apenas no dia 16 ela percebeu que os nomes não estavam registrados no sistema eleitoral.
Na época, Alírio disse que a sigla seguiu recomendações para entrar com recursos individuais, e quatro postulantes tiveram as candidaturas homologadas. Porém, não foi o que ocorreu com os demais 31, entre eles, a atual presidente do PTB-DF, Jaqueline Silva.
Mesmo com as restrições, como não puderam usar o horário eleitoral ou recursos do Fundo Eleitoral, os postulantes do partido chegaram a ter os nomes incluídos nas urnas. No entanto, os votos dados a eles não foram computados.
Do total distribuído às 27 unidades da Federação, Brasília recebeu 60. Caminhonetes serão usadas para visitas domiciliares e aplicação de fumacê em localidades infestadas pelo Aedes aegypti
Secretarias de Saúde das 27 unidades da Federação receberam, ao todo, mil veículos do Ministério da Saúde para serem usados no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.
O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destacou a criação de empregos para os fornecedores dessa compra e para os responsáveis pelo processo de adesivagem das caminhonetes para identificá-las.A entrega ocorreu no Palácio do Planalto na tarde desta quarta-feira (12), com a presença do presidente da República, Michel Temer.
Do total distribuído em todo o País, foram destinadas 60 para o Distrito Federal. “Serão novos veículos que reforçarão a Secretaria de Saúde. Já diminuímos números de óbitos de 2017, quando tivemos 12 mortes, para um neste ano”, disse o governador Rodrigo Rollemberg, presente na cerimônia.
Segundo a Saúde do DF, os automóveis auxiliarão equipes de vigilância em visitas domiciliares e em aplicação de fumacê em locais infestados pelo mosquito. A organização ficará a cargo da Subsecretaria de Vigilância à Saúde.
Órfão de mãe há oito anos, morava com o pai em bairro de classe média de Valinhos (SP)
Euler Grandolpho, de 49 anos, não era casado nem tinha filhos. Órfão de mãe há oito anos, morava com o pai em bairro de classe média de Valinhos (SP). Segundo um amigo, era “um cara inteligente”.
Dono de oficina mecânica, o amigo ficou surpreso com o caso. “Estive com ele no sábado. Não sei o que deu na cabeça dele.” Nos últimos meses, Grandolpho vendeu um carro e uma moto. “Disse que estava com muitos gastos.”
Identificado como analista de sistemas, Grandolpho assumiu em 2012 o cargo de auxiliar de promotoria do Ministério Público Estadual, mas foi exonerado em 2014. Aposentado, o pai de Grandolpho é ministro da eucaristia em uma igreja de Campinas.
“Uma família muito boa”, disse uma mulher ligada à paróquia. Amigos dizem desconhecer se ele tinha problemas psiquiátricos e parentes deixaram o Instituto Médico Legal ontem sem falar com a imprensa.
Novas regras valem para 365 mil lotes urbanos em 24 regiões administrativas. Veja o que muda.
Após quase uma década de discussão e um ano tramitando na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) foi aprovada, por unanimidade, nesta terça-feira (11). Foram 22 votos a favor e duas ausências – Israel Batista (PV) e Julio Cesar (PRB). O texto segue, agora, para sanção do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
A proposta vai incidir sobre 365 mil lotes urbanos registrados em cartório e espalhados por 24 regiões administrativas. Ao longo das discussões, o projeto do Executivo teve 145 emendas. No entanto, nem todas receberam o aval da Casa.
Com a aprovação do texto, o DF passa a contar com regras mais simples e unificadas para a maioria dos terrenos – uma demanda antiga dos empresários da capital federal. Até hoje, os lotes seguiam cerca de 420 normas urbanas e 6 planos diretores locais vigentes.
As novas regras vão permitir, por exemplo, que o terreno destinado originalmente a uma escola seja transformado em um espaço de esporte, saúde ou lazer, a depender das condições daquela região.
Áreas pintadas no mapa do DF mostram lotes incluídos na Luos; Plano Piloto, no canto superior direito, não é afetado — Foto: Geoportal/GDF/Reprodução
Veja outras mudanças:
Uso misto: a proposta estabelece quais localidades vão poder ser usadas, ao mesmo tempo, para comércio e residência. No mapa da Luos, há todas as divisões. Nas regiões definidas com o código RO1, por exemplo, será permitido que moradores exerçam suas atividades autônomas, desde que tenham autorização da vizinhança.
Fachadas ativas: edifícios localizados em centros de grande atividade terão de contar com portas e janelas voltadas para as ruas.
Limite para vagas de estacionamento: os empreendimentos deverão ter quantidades mínimas e máximas de vagas de estacionamento. O número depende da atividade exercida e da proximidade a eixos de transporte público.
Regularização: o projeto não fala sobre regularização. No entanto, imóveis em áreas que possuem licenciamentos ambientais e urbanísticos, mas ainda dependem do registro em cartório, passarão a seguir as normas da Luos.
Está fora da Luos o conjunto urbanístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): ou seja, Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia e Sudoeste. Essas áreas seguem as regras do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub), que ainda está em estudo pelo governo.
Regiões não regularizadas, como Vicente Pires, também não foram contempladas pela Luos, porque ainda estão em debate os parâmetros de ocupação dessas áreas. A exceção são cidades licenciadas e criadas pelo poder público, como Paranoá e o Setor Tradicional de Planaltina.
Para o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago Andrade, que participou de todo processo de reestruturação e aprovação da Luos, as novas regras são um consenso entre sociedade, governo e Câmara Legislativa.
“De fato, agora a sociedade ganha, porque ela tem um instrumento muito mais simples, de transparência ativa, por meio das ferramentas digitais. Com um clique, a pessoa sabe o que pode fazer com o seu lote.”
A presidente da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), Telma Rufino (Pros), disse que “todo mundo vai se beneficiar” com a lei. “A parte dos alvarás, por exemplo, vai melhorar. O povo estava reclamando muito. Então, a Luos veio para corrigir o que a população estava precisando”, afirmou a distrital.
Polêmicas
Antes de ser apreciado em plenário, o projeto passou pelas comissões de Assuntos Fundiários (CAF), de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo (CDESCTMAT), de Constituição e Justiça (CCJ) e de Orçamento e Finanças (CEOF).
Na CCJ, as discussões ocorreram nesta terça-feira (11) e foram marcadas por embates entre os deputados distritais. Os parlamentares “ressuscitaram” três emendas polêmicas, cujo conteúdo já tinha sido rejeitado na Comissão de Assuntos Fundiários (CAF).
Assim que o texto chegou à mesa da Câmara Legislativa, depois de passar pela CCJ, o presidente da Casa, Joe Valle (PDT), suspendeu a sessão para debater o assunto com os parlamentares. Após mais de uma hora de discussão, a matéria foi aprovada com duas das emendas polêmicas.
A bancada evangélica conseguiu manter templos religiosos em setores de comércio e de indústrias. A emenda do distrital Raimundo Ribeiro (MDB), que é advogado, permitiu que escritórios de advocacia sejam instalados em casas do Lago Norte, Lago Sul e Park Way. Até então, essas regiões só podiam receber embaixadas e consulados.
Pancadaria
Há duas semanas, uma audiência pública realizada para discutir a Luos terminou em pancadaria na Câmara Legislativa. Participantes contrários à aprovação do texto trocaram socos e pontapés com pessoas que pediam a aprovação rápida do Projeto de Lei Complementar.
CLDF: audiência pública sobre ocupação do solo é suspensa após pancadaria generalizadaG1 DF–:–/–:–
CLDF: audiência pública sobre ocupação do solo é suspensa após pancadaria generalizada
Mais de um ano de espera
O projeto foi enviado pelo governo do Distrito Federal para a CLDF no dia 29 de novembro de 2017. O texto do Executivo foi protocolado em regime de urgência mas, ao detalhar a proposta, o Palácio do Buriti já dizia acreditar que a votação ocorresse somente em 2018.
Antes de elaborar a proposta, durante três anos, o GDF debateu as regras para a ocupação territorial. Ao todo, foram 46 reuniões e 24 consultas públicas.
O lançamento fez com que o número de denúncias aumentasse consideravelmente. Música com duplo sentido chama a atenção para o problema
“Acredito que nunca se falou tanto sobre o tema violência contra a mulher. É triste ver os números crescentes de vítimas mas, ao mesmo tempo, é bom saber que campanhas desse tipo estão encorajando as mulheres a não ficarem caladas diante de qualquer tipo de abuso, seja ele físico ou psicológico. Essa campanha me confiou a missão de colocar a minha voz para dar voz a outras mulheres, e me senti muito honrada por isso”, disse Naiara.
As estatísticas de violência contra a mulher preocupam. No país, conforme dados do Atlas da Violência, mais de 12 mulheres foram assassinadas por dia em 2017. De janeiro a julho de 2018, foram contabilizados mais de 79 mil relatos de violência no Ligue 180. Desses, mais de 63 mil foram classificados como violência doméstica. Segundo o Instituto Maria da Penha, as mulheres que são vítimas da violência doméstica e familiar estão submetidas a um ciclo que se repete.
Somente no dia em que o clipe foi lançado, em 25 de novembro, o número de denúncias aumentou consideravelmente. Apesar de a música ter sido divulgada antes, em 9 de novembro, em diferentes plataformas digitais, somente quase duas semanas depois é que o clipe foi revelado. Apresentado pela cantora, pelo ministro dos Direitos Humanos e pela secretária de Política para as Mulheres no programa Hora do Faro, da Record, a letra da música foi “desconstruída” mostrando a perspectiva do relacionamento abusivo.
As frases, que pareciam falar de amor, são retratadas nas imagens como situações de violência contra a mulher. No mesmo dia, o clipe foi exibido no programa da Eliana, no SBT, e ao longo da semana veiculado em outros canais que abordarão o tema.
O canal de denúncia Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e a ligação é gratuita. O serviço também é oferecido por e-mail (ligue180@mdh.gov.br), aplicativo Proteja Brasil e Ouvidoria On-line.
O atual secretário de Mobilidade do DF, Fábio Damasceno, é um dos beneficiados pelo esquema montado pelo PSB, muito comum no PT, para acomodar em governos estaduais do partido, em outros estados, filiados que perderão seus cargos em governos socialistas derrotados, como no Distrito Federal, onde Rodrigo Rollemberg perdeu a disputa para Ibaneis Rocha (MDB). Uma espécie de “central de boquinhas” do PSB promove a acomodação.
Damasceno será secretário de Mobilidade na gestão do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), a partir de janeiro de 2019.
O secretário Damasceno assumiu o governo no governo do DF mesmo tendo sido chefe da mesma pasta, para onde agora retorna, quando foi condenado pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES), a ressarcir os cofres públicos em R$220 mil, além de pagar multa de R$ 10 mil por usar dinheiro público em sua autopromoção.
No DF, Fábio Damasceno não deixará saudades. Além de o sistema de transporte público continuar mal administrado, gerando muitas críticas dos usuários, sua gestão foi marcada também por denúncias de irregularidades. Alem disso, ele lançou o Circula Brasília, um projeto que prometia melhorar o transporte da capital, mas nada de efetivo saiu do papel. Vai deixar para trás em dívida com as empresas de ônibus que passa dos R$200 milhões.
No Espírito Santo, Damasceno foi condenado a devolver R$220 mil gastos no patrocínio de um evento no qual o único palestrante era o próprio secretário, segundo denúncia do Ministério Público de Contas (MPC), do Tribunal de Contas capixaba. O seminário foi realizado dois dias antes de Damasceno deixar o cargo, em 29 de dezembro de 2014. Por esse motivo, o Ministério Público de Contas afirmou que o gestor realizou o evento para se autopromover. (DP)
Brasília(DF), 08/08/2017 - Governo do Distrito Federal entrega os novos carros da marca Corolla a Policia Militar do DF - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles
Emedebista argumenta que, se somadas gratificações dos policiais militares, diferença de remuneração entre corporações não é “tão grande”
O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou nesta segunda-feira (10/12) que cogita não dar à Polícia Militar o reajuste salarial de 37% reivindicado pela Polícia Civil. O emedebista argumenta que, se somadas as gratificações dos policiais militares, a diferença de remuneração entre as corporações não é “tão grande”.
A questão de aumento salarial será tratada com responsabilidade, segundo Ibaneis. “O que você tem de analisar é que, internamente, a Polícia Civil e a Polícia Militar têm estruturas de pagamentos diferenciadas. Quando você termina de computar todas as gratificações da PM, essa diferença salarial não é tão grande”, pontuou.
O futuro chefe do Executivo local afirma que irá equiparar financeiramente ambas as forças de segurança, mas faz observações quanto ao aumento a ser aplicado. “Isso não quer dizer que o que eu der para uma vou dar para outra, porque essa aqui está muito beneficiada também”, explicou.
As discussões serão coordenadas pela próxima comandante-geral da PM, coronel Sheila Sampaio, e pelo futuro diretor-geral da PCDF, Robson Cândido. “Essas estruturas vão ter de ser trabalhadas. Vai depender da comandante e do diretor para que tenham interlocução grande com as categorias porque não quero problemas nessa área. Se tiver que enfrentar, não tenho como fazer”, concluiu.
Ibaneis voltou a dizer que atuará para reabrir delegacias fechadas e resolver a pendência das “corporações que não se conversam”. O emedebista disparou que quer acabar com a “briga” entre PCDF e PMDF e deu um recado para quem for contra. “Se continuarem insistindo, terão muitos problemas com o governo. Estou aqui para apoiá-los na recuperação da segurança do DF, mas vai ter que ter um comando único”, informou.
De norte a sul do país, aliados do presidente eleito confirmam presença em evento que deve bater recorde de público na capital federal
Esqueça os disputados dias no litoral ou mesmo os famosos sete pulos nas ondas para entrar com o pé direito no primeiro dia do ano. Descarte até flores para Iemanjá ou os fogos nas areias das inúmeras praias brasileiras. A grande atração neste ano, pelo menos para um numeroso grupo de pessoas, será inverter o fluxo tradicional do Réveillon para acompanhar a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), em Brasília.
Estabelecida em Campinas (SP), a agência de viagens A Via enxergou no evento de 1º de janeiro uma possibilidade de lucrar. A empresa lançou 14 pacotes – todos chamados “Patriotas” – com opções para o apoiador do pesselista testemunhar a transmissão da faixa presidencial ao capitão reformado do Exército e, de quebra, passar a virada na capital federal.MATERIAL CEDIDO AO METRÓPOLES
Grupo se organiza para viajar para Brasília a fim de assistir à posse de Bolsonaro
O turista pode escolher entre planos que variam de R$ 350 a R$ 825. O mais simples, por exemplo, garante a viagem de ônibus de Campinas a Brasília, saindo em 31 de dezembro e retornando em 1º de janeiro, logo após a cerimônia presidencial. O bate-e-volta inclui ônibus classe turismo e exclui a necessidade de hospedagem.
O mais caro, por outro lado, inclui passagem aérea de Campinas para Brasília, duas diárias em hotel classe turismo com café da manhã, seguro viagem e, ainda, o ingresso para a “Confraternização Patriota” de final de ano. O pagamento pode ser parcelado em até seis vezes no cartão de crédito.
A mesma agência de viagem faz sátira aos adversários do futuro presidente da República. No pacote especial “Lula Molusco”, o viajante não tem a opção de escolher nenhuma modalidade sob a justificativa: “Este não viaja, está preso!”.
Posse de Bolsonaro: caravanas têm pacote “patriotas” e “acampamento conservador”
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Minas Gerais preparou viagem com custo a partir de R$ 230 Reprodução
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Pacote “Lula Molusco” Reprodução / Internet
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Pacote “Lula Molusco” está indisponível pelo fato da prisão do ex-presidenteReprodução
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Em outra possibilidade, mineiros de Juiz de Fora organizam o pacote “Posse do Mito”Reprodução
1/8
Cartaz divulga a excursão para a posse Reprodução
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Líder estudantil Rômulo Batista, amigos e o senador Magno Malto Malta (centro): aliados de Bolsonaro Reprodução / Facebook
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Turma de Cuiabá também se prepara para viajar com destino a Brasília: “Momento histórico” Reprodução / Facebook
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Os mineiros também confirmaram presença: estarão acampados no Parque da CidadeReprodução / Facebook
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Minas Gerais preparou viagem com custo a partir de R$ 230 Reprodução
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Pacote “Lula Molusco” Reprodução / Internet
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Pacote “Lula Molusco” está indisponível pelo fato da prisão do ex-presidenteReprodução
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Em outra possibilidade, mineiros de Juiz de Fora organizam o pacote “Posse do Mito”Reprodução
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Cartaz divulga a excursão para a posse Reprodução
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Líder estudantil Rômulo Batista, amigos e o senador Magno Malto Malta (centro): aliados de Bolsonaro Reprodução / Facebook
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Turma de Cuiabá também se prepara para viajar com destino a Brasília: “Momento histórico” Reprodução / Facebook
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Os mineiros também confirmaram presença: estarão acampados no Parque da CidadeReprodução / Facebook
Minas Gerais Com a capacidade esgotada, o programa “Posse do mito em Brasília” sairá de Juiz de Fora (MG) para o DF. O pacote inclui viagem de ida e volta em ônibus executivo, hospedagem com café da manhã, almoço, festa de Réveillon e um tour pelos principais pontos turísticos da capital federal. O valor cobrado por passageiro é de R$ 660.
Os organizadores das caravanas acreditam que o evento oficial de 2019 deve bater recorde de público em comparação às outras posses presidenciais. O maior número registrado foi na passagem da faixa presidencial de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2003, quando 200 mil pessoas acompanharam a programação nas ruas de Brasília.
Independentes Sem o profissionalismo das agências de viagem, mas com a otimização dos próprios recursos, admiradores de Bolsonaro decidiram organizar por conta própria a vinda para testemunharem “um momento histórico do país”. Com orçamento apertado, o estudante Rômulo Barreto conta com um grupo de 1.020 pessoas que já pagaram pelas passagens. Agora, ele tem a meta de alcançar o número de 1,3 mil moradores de 50 municípios diferentes da Bahia para a festa.A ideia de acompanhar a posse sempre existiu, mas agora chegou o momento. A gente torcia, mas não acreditava que se tornaria realidade. Por que não irmos a Brasília? A posse do Bolsonaro é a queda de toda aquela era do governo petista”Rômulo Barreto, estudante
Morador de Teodoro Sampaio, município da região de Feira de Santana (BA), o organizador explicou que os 25 ônibus devem demorar cerca de 17 horas para chegar até Brasília. Cada passageiro desembolsou, em média, R$ 780. “Procuramos várias empresas, mas muitas apresentaram dificuldades por ser um pacote ideológico, mas acabamos fechando, com direito a hotel”, disse.
A cearense Paloma Freitas costuma passar a virada do ano rezando. Católica praticante, ela decidiu quebrar a tradição para prestigiar a posse do presidente para quem fez campanha. Para tanto, enfrentará uma maratona nas estradas. “Quem aguentou tantos anos de governo do PT não vai aguentar 80 horas de estrada? Isso será moleza”, disse a administradora. “A vitória de Bolsonaro foi a vitória de Deus”, completou.
Com os dois dias de viagem, Paloma optou por contratar um ônibus mais confortável para atender os 50 passageiros que a acompanharão. Para economizar na hospedagem, o grupo conseguiu abrigo na casa de conterrâneos, que será usada apenas “como apoio”. “Estamos levando colchão inflável, porque vamos ficar poucas horas na casa dela”, planeja.REPRODUÇÃO / FACEBOOK
Turma de Cuiabá também se prepara para viajar para Brasília: “Momento histórico”
Prejuízo válido O empresário Rafael Yonekubo disse que a vitória do pesselista o obrigou a colocar em prática o sonho que mantinha quando Bolsonaro ainda enfrentava a batalha das urnas. Morador de Cuiabá, ele fechou um ônibus com 54 pessoas e pacotes de avião para outros 30 apoiadores que decidiram chegar mais rápido a Brasília.
A princípio, o grupo pensou em alugar um grande imóvel na capital da República, mas acabou fechando acordo com o Bay Park Hotel, onde a diária será de R$ 90 e, de quebra, a turma estará mais perto da Esplanada dos Ministérios e do Palácio da Alvorada.
Yonekubo não costuma passar a virada de ano longe do negócio para evitar prejuízos. Contudo, desta vez, ele disse que não vai calcular as perdas que possivelmente terá com a loja fechada. “A gente tem que prestigiar esse momento histórico. Este ano, para nós, a maior comemoração será a vitória dele. Os prejuízos já tivemos com a turma do Lula durante tanto tempo”, descontraiu.
Lotação no Parque da Cidade Cerca de 100 proprietários de motorhomes pegarão a estrada para Brasília nos próximos dias para testemunhar a passagem da faixa presidencial de Michel Temer para Bolsonaro. A informação foi dada pelo administrador do Parque da Cidade, Alexandro Ribeiro, que disse ter sido procurado para ceder espaço aos modernos veículos no cartão postal da cidade.
“Eles me pediram apoio para estacionar esses carros e acompanhar a posse. Expliquei que a estrutura do parque não era a ideal, por não ter pontos de descarte de esgoto, por exemplo. Então, indiquei o camping da cidade, perto do Hospital da Criança, onde poderão ficar mais bem instalados”, disse.
Já o movimento Direita ao vivo programou três ônibus, de 47 lugares cada, com destino a Brasília. O grupo deixará a região do Vale do Aço, em Minas Gerais, para testemunhar a cerimônia presidencial. “Os mineiros vão levar de 10 a 15 ônibus para a capital. Nosso acampamento será dividido por estado e estamos indicando que cada um leve sua barraca e objetos de higiene pessoal para termos mais conforto”, explicou o coordenador Lincoln Drumond.
O grupo apelidado de “Acampamento Conservador” garantiu que pernoitará no Parque da Cidade por estar localizado em um ponto estratégico de Brasília. Ribeiro informou ter sido procurado e agora acerta questões burocráticas.
Posse De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, a posse de Jair Bolsonaro está marcada para as 15h de 1º de janeiro. Contudo, a programação começa pela manhã, quando o presidente eleito participará de uma missa na Catedral de Brasília. Ainda deverá haver o tradicional desfile com o Rolls-Royce presidencial, que dura 15 minutos e é quando o futuro presidente tem contato com o público.
Na parte da tarde, Bolsonaro segue para o Congresso Nacional, onde é feito o juramento diante da Constituição Federal. O Hino Nacional será executado pela Banda do Batalhão da Guarda Presidencial, com salva de 21 tiros de canhão.
Como presidente empossado, Bolsonaro fará seu primeiro discurso, que será transmitido para todo o país em rede nacional de televisão e rádio. Logo após, no parlatório do Palácio do Planalto, Michel Temer (MDB) passará a faixa para o sucessor.
RG EXCLUSIVO Rio de Janeiro (RJ) 28/05/2009 Beleza com produtos orgânicos. Cestas de produtos orgânicos do Sítio do Moinho. Foto Ana Branco / Agencia O Globo
Foi inaugurado nesse sábado (7) mais um ponto de venda de orgânicos em Brasília, desta vez em Taguatinga. Todos os sábados, das 8 h ao meio-dia, agricultores orgânicos e de flores vão comercializar seus produtos na Associação dos Feirantes das Feiras Livres de Taguatinga (Asffelt), localizada na CSD 04, Vila Matias, em Taguatinga Sul.
A iniciativa faz parte do trabalho realizado pelo Escritório Especializado em Comercialização da Emater-DF para articular e viabilizar novos pontos de venda aos produtores locais. “Foi feito um mapeamento e diagnóstico das feiras do Distrito Federal, convencionais e orgânicas. Com esse trabalho verificamos que há locais que ainda carecem de feiras e que podemos articular para que produtores e consumidores sejam beneficiados com a criação de novos circuitos curtos de comercialização”, diz o assessor da Emater-DF, Marcelo Costa.
No site da Emater, é possível acessar um mapa com a localização de todas as feiras orgânicas e convencionais de Brasília. Em breve, a da Vila Matias estará no mapa.
Com a redução do preço da gasolina no Brasil (de 5,35% em relação a outubro), o grupo de transporte fez com que Brasília tivesse a maior deflação do País em novembro (-0,43%). A média nacional do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em -0,21%.
Segundo o economista da Codeplan João Renato Lerípio, a queda foi mais forte no IPCA de Brasília porque o combustível tem peso maior no bolso do consumidor local. “O brasiliense é um dos poucos cidadãos do País a morar em uma média de 20 quilômetros distante do local de trabalho.”Os números foram apresentados na tarde dessa sexta-feira (7) pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), com base em levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além da gasolina, os setores de alimentação e bebidas (-0,04%), de habitação (-0,43%) e de saúde e cuidados pessoais (-1,71%) influenciaram na deflação na capital federal. “As refeições não tiveram uma queda muito forte, mas o peso do grupo também tem impacto alto para o brasiliense.” Lerípio destacou que a inflação em Brasília tem apresentado resultados baixos nos últimos 12 meses, com acúmulo de 3,34%.
INPC menor
O economista apresentou ainda uma análise do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em que Brasília também teve a maior deflação do País, de -0,58% em relação a outubro. A média nacional foi de -0,25%.
A razão é a mesma: a queda dos valores do setor de transporte (-1,49%), que afeta o grupo contemplado pelo INPC – com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos – da mesma forma que os consumidores abrangidos pelo IPCA – com renda de 1 a até 40 salários mínimos.
Ceasa
Na mesma divulgação, o economista da Diretoria Técnico-Operacional das Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa-DF) João Bosco Soares, expôs o Índice Ceasa do DF (ICDF). “Diferentemente do IPCA e do INPC, a nossa média teve inflação de 3,85% porque os grupos de frutas, legumes e verduras aumentaram de preço”, explicou Soares.
No entanto, a elevação é habitual no último trimestre em Brasília. “Os preços no DF têm um comportamento padronizado em novembro. Nos últimos três anos, o mês ficou em uma média de 3,8% de inflação.”
Soares diz que a repetição na variação dos preços ocorre por conta do período chuvoso, das preparações para as festas de fim de ano e para as férias, quando muitas pessoas saem de Brasília. As frutas (2,26%) e os legumes (7,27%) foram as principais causas do aumento por terem o maior peso no ICDF. Nos dois casos, as chuvas de novembro diminuíram a produção de itens como:
manga tommy (30,69%)
melancia graúda extra (23,81%)
abobrinha italiana extra (50,7%)
cebola nacional (49,11%)
beterraba extra (35,84%)
batata-lisa (33,72%)
Mesmo que as verduras tenham apresentado inflação alta (17,75%), o grupo não pesa muito no ICDF. O mesmo ocorre com ovos e grãos, com queda de 3,83%. O ICDF acompanha 66 itens de hortifrutigranjeiros com base na alimentação do brasileiro e na relevância das vendas na Ceasa-DF.