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Ibaneis Rocha anuncia projeto para construir mais uma ponte no Lago Sul

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O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou, nesta quinta-feira (24), que está em andamento um projeto para construir uma nova ponte ligando o Lago Sul e o Jardim Botânico ao centro de Brasília. A declaração foi dada em entrevista conduzida pelos jornalistas Jorge Eduardo Antunes, e Caio Barbieri, ambos do portal GPS|Brasília, em transmissão conjunta com as rádios JK FM e Mix FM, e pelo YouTube da GPSTV.

Segundo Ibaneis, o objetivo seria amenizar o trânsito na Ponte JK. “Estamos fazendo os estudos para a construção de mais uma ponte, na altura da 28, acessando o Plano Piloto. A ideia é ligar o Jardim Botânico e Lago Sul ao Plano Piloto, tirando boa parte do trânsito que vem tanto dos condomínios como do Tororó, Paranoá e Itapoá. Em vez de acessar a Ponte JK, acessariam essa ponte, que está sendo pensada”, revelou, acrescentando que o projeto está na Secretaria de Obras e deve ter estudos prontos no início do segundo semestre.

*Tororó e região*
O governador acrescentou que tem intensificado investimentos em infraestrutura e habitação para garantir desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida da população, especialmente em regiões de rápido crescimento, como o Tororó e os condomínios ao longo da DF-140. Ele destacou a importância da duplicação da DF-140, que deve beneficiar diretamente os moradores dos condomínios da região.

“Aquela é uma das áreas que mais cresce no Distrito Federal. O pensamento na infraestrutura da cidade tem que existir e se aliar à área social”, afirmou o governador, citando ainda a entrega de viadutos que transformaram a mobilidade entre o Itapoã, Paranoá e o Plano Piloto. “Antes, os moradores gastavam até uma hora e meia para chegar à ponte da barragem. Agora, esse trajeto leva menos de 10 minutos”, ressaltou.

Ibaneis Rocha também apontou prejuízos diários causados pela falta de infraestrutura adequada. “É sacrificante sair de casa e gastar duas horas para ir trabalhar e outras duas para voltar, seja de carro ou de ônibus”, completou.

*Bairro JK*
Além das melhorias viárias, ele revelou que prepara o lançamento do Bairro JK, projeto habitacional voltado para famílias de classe média e classe média baixa, com infraestrutura completa. A proposta é garantir moradia por meio de parceria com a Terracap, que permitirá ao setor privado investir em infraestrutura em troca de abatimentos no valor dos lotes. “A ideia é acelerar o desenvolvimento do bairro, garantindo qualidade de vida desde o início para quem vai viver ali”, explicou Ibaneis.

Ele aposta na união entre obras estruturantes e políticas habitacionais para transformar regiões que antes sofriam com abandono e dificuldades de acesso. “Brasília tem que continuar crescendo, e da maneira mais justa: com planejamento, novos bairros e mais oportunidades para a população”, concluiu o governador.

*Sol Nascente e Pôr do Sol*
Sobre áreas mais carentes, Ibaneis Rocha afirmou que está corrigindo falhas estruturais herdadas de administrações anteriores, com foco especial no Sol Nascente e Pôr do Sol. Segundo ele, os contratos firmados anteriormente eram frágeis e incapazes de resolver os problemas dessas áreas, especialmente nas áreas de drenagem, mobilidade urbana e oferta de serviços públicos.

“No início do mandato havia atraso na realização das obras. Os contratos feitos pela gestão anterior eram muito frágeis e não resolveriam os problemas da forma como estavam”, disse, lembrando que os investimentos na região já somam R$ 690 milhões e que as obras de drenagem devem ser concluídas ainda este ano, o que deve minimizar os alagamentos, mencionando a liberação recente de recursos para intervenção emergencial em um trecho atingido por uma forte chuva.

“Estamos reforçando a drenagem também na Ceilândia, principalmente na região da Hélio Prates, que desce direto para o Sol Nascente. Hoje mesmo liberei recursos para aquela área que alagou ontem por conta da tromba d’água.”

Além da infraestrutura, o governador ressaltou a importância da presença do Estado por meio de equipamentos públicos. Estão em construção a nova Administração Regional, um quartel do Corpo de Bombeiros e há previsão de licitação para uma delegacia da Polícia Civil. Escolas, creches, rodoviária e restaurante comunitário já foram entregues. “Você só transforma uma cidade com equipamentos públicos. E essa população precisa muito. São famílias que fazem realizar o sonho de um político como eu, que queria cuidar das pessoas que mais precisam”, avaliou.

Ibaneis também destacou os avanços em habitação, com o programa Minha Casa, Minha Vida, incluindo a concessão do cheque moradia de R$ 15 mil e a entrega de unidades habitacionais gratuitas para famílias de baixa renda. Além disso, afirmou que o restaurante comunitário, segundo ele, tem sido um dos mais movimentados do DF. “Com dois reais, a pessoa toma café, almoça e janta. Isso ajuda muito essa população”, destacou. “Estamos ajudando o Distrito Federal com muito emprego e muita renda, mas acima de tudo levando dignidade para quem mais precisa.”

*População de rua*
A construção de políticas públicas voltadas para a população em situação de rua também avançou. Segundo o governador Ibaneis Rocha, o DF foi uma das unidades da federação que registrou menor aumento nas pessoas vivendo nas ruas. Dados de pesquisa recente, segundo ele, indicam crescimento de 19%, percentual abaixo do observado em outras capitais brasileiras.

“Você não pode simplesmente chegar e retirar ele da rua. É necessário oferecer uma rede de serviços e garantir dignidade nesse processo”, afirmou.

O governador informou ainda que o DF foi o único Estado a apresentar ao ministro Alexandre de Moraes e ao Ministério Público um programa completo de acolhimento. O projeto prevê a contratação de dois pontos de atendimento para acolher os moradores durante a noite, com banho, alimentação, assistência social e condições básicas de dignidade.

Além disso, a política conta com o RenovaDF, programa criado em parceria com o Senai. Nele, moradores de rua e outras pessoas em vulnerabilidade são capacitados profissionalmente enquanto atuam na recuperação de equipamentos públicos da cidade. Nesta semana, o GDF celebrou a conclusão de mais um ciclo, com a formação de 1.148 pessoas, entre elas, 130 ex-moradores de rua que deixaram a situação de vulnerabilidade após a qualificação. “Eles voltam a conviver em grupo, recuperam a autoestima e saem com um diploma do Senai em mãos”, afirmou.

Cada participante recebe bolsa mensal equivalente a um salário mínimo durante os três meses de curso, o que, segundo ele, é suficiente para alugar um quarto e sair da rua. Com o sucesso da iniciativa, a próxima etapa do RenovaDF já tem data para começar: será lançada na próxima semana e a expectativa é ampliar o número de vagas para 300 moradores de rua. A seleção será feita pelas Secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes) e de Justiça. “Acreditamos que é possível encerrar o ciclo da moradia de rua desde que haja atendimento completo e digno. E pedimos paciência da população, porque não é um trabalho simples, mas é necessário e deve ser feito com cautela”, finalizou o governador.

*Nomeações de PMs, policiais civis e concursados*
Um dos assuntos abordados pelos jornalistas Jorge Eduardo Antunes e Caio Barbieri durante entrevista exclusiva com o governador Ibaneis Rocha (MDB) foi a nomeação dos policiais militares e civis que passaram nos últimos concursos. Ibaneis deixou claro sua vontade de contratar o máximo de profissionais que conseguir e que isso deve acontecer nos próximos meses.

Segundo o governador, está sendo feito um levantamento para que o governo haja com responsabilidade a respeito da questão orçamentária. “Tivemos que fazer um enxugamento dos orçamentos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil para comportar o maior reajuste da história dessas corporações no Distrito Federal, recompondo uma questão histórica que é a equiparação com a Polícia Federal”, explicou.

O anúncio da equiparação salarial entra as forças de segurança foi feito em fevereiro. Com o aumento, o salário líquido de delegados de classe especial e coronéis, os cargos mais altos nas corporações, passará de R$ 19,5 mil para R$ 26 mil.

A expectativa é que essas nomeações saiam em junho, mas Ibaneis explicou que aguarda a conclusão do estudo para dizer uma data certa, além da quantidade exata de novos profissionais que serão convocados. “A minha vontade é convocar todos, primeiro porque nossa Polícia Militar é uma das mais bem preparadas do Brasil, assim como nossa Polícia Civil, que é uma das que mais esclarece crimes no âmbito federal. Portanto, a minha vontade é de fazer a contratação do maior número possível”.

O governador concluiu dizendo que a ideia é que no início do ano que vem os brasilienses já tenham novos policiais formados e a disposição da população. “Podem ficar tranquilos, em breve anunciamos quantos e quando serão nomeados”, destacou. Até o momento, mais de 5 mil policiais já foram nomeados para recompor as forças de segurança do DF desde o início da gestão de Ibaneis, em 2019.

*Panorama político nacional e local*
Ibaneis Rocha confirmou ainda que será candidato ao Senado em 2026 e comentou as eleições presidenciais durante entrevista exclusiva ao GPS|Brasília e às rádios JK FM e Mix FM. Para ele, o candidato representante da direita só terá chances de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tiver apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“O cenário nacional passa pelo presidente Bolsonaro, não tenha dúvida disso. Nenhum candidato vai conseguir derrotar o presidente Lula se não tiver o apoio do presidente Bolsonaro. Então, isso tem que se dizer de forma bastante clara. Caiado só tem chances se tiver o apoio do Bolsonaro. Ratinho só tem chance se tiver o apoio do presidente Bolsonaro. Tarcísio também somente terá chance se tiver o apoio integral do presidente Bolsonaro”, afirmou.

A discussão da escolha do candidato passará também pelos partidos de centro-direita, que no momento correto saberão dizer quem será o candidato a enfrentar Lula. O governador não economizou críticas ao desempenho do atual mandatário da nação. “A rejeição do presidente Lula tem crescido a níveis nunca antes vistos e a aprovação cada vez cai mais. A avaliação que tenho é que ele chegou a um ponto do governo onde está sendo pressionado a se movimentar para que não termine o mandato dele com uma rejeição que vai entrar para história”, opinou.

Ibaneis Rocha disse ainda que o presidente chegou a um ponto de desgaste tão grande com a população, especialmente a mais carente, que tem se movimentado apenas por pressão. “O que ele teve nos dois primeiros mandatos, não tem demonstrado agora. E, com as pesquisas mostrando uma situação ruim, principalmente entre os mais pobres, ele tenta se mexer. Mas está precisando fazer bem mais”, afirmou o governador.

Ibaneis também comparou o papel da própria esposa, Mayara Noronha, ao de outras primeiras-damas do Brasil. Sem citar Janja diretamente, ele insinuou que falta à atual primeira-dama uma atuação mais efetiva nas causas sociais. “Eu não vi ainda nenhuma cena dela com a população mais carente, tocando programas. A Michelle [Bolsonaro], por exemplo, tinha projetos voltados para surdos, crianças em situação de vulnerabilidade, primeira infância… Ela se conectava com esse público”, pontuou.

Ao elogiar a atuação da própria esposa, Ibaneis destacou que Mayara lidera projetos sociais, organiza campanhas de arrecadação e já distribuiu mais de 80 toneladas de alimentos a famílias carentes. “Ela participa de todos os eventos sociais, marca todas as datas, faz campanhas. Isso é papel de uma primeira-dama. Tem que interferir o mínimo nas decisões de governo, mas estar próxima do povo”, disse.

A fala do governador reforça uma crítica cada vez mais comum nos bastidores políticos: a percepção de que Janja tem presença marcante na agenda institucional, mas pouco visível nas ações sociais voltadas à base eleitoral de Lula. Ibaneis, entretanto, evitou ataques diretos à primeira-dama. “Não estou aqui para falar da mulher. Estou falando do trabalho que vejo ser feito, ou não, na prática”, concluiu.

Mais de 19 milhões de trabalhadores não contribuem para a Previdência Social, aponta estudo

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Especialista em direito previdenciário, Ubiratãn Dias, afirma que o número revela uma falha estrutural na proteção social e defende medidas urgentes para incluir autônomos e informais no sistema

Um estudo feito por Rogério Nagamine, ex-subsecretário do Regime Geral de Previdência, mostra que  mais de 19 milhões de trabalhadores brasileiros autônomos e informais não contribuem para a Previdência Social. O número representa mais da metade dos 33,3 milhões de pessoas que trabalham por conta própria ou na informalidade no país.

De acordo com o levantamento, esses trabalhadores ficam sem direito à aposentadoria, pensão por morte, salário-maternidade e outros benefícios garantidos a quem está vinculado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O advogado e especialista em Direito Previdenciário Ubiratãn Dias afirma que o dado escancara uma falha na cobertura previdenciária brasileira. “O sistema atual não está preparado para lidar com o novo perfil do mercado de trabalho. Hoje, há milhões de pessoas trabalhando fora do regime formal e sem qualquer tipo de proteção social. Isso é um problema grave que precisa ser enfrentado com políticas públicas específicas”, alerta.

Os trabalhadores com menos escolaridade e renda são os mais excluídos do sistema. A informalidade e a dificuldade de acesso à informação agravam a situação. Para Ubiratãn, é essencial criar mecanismos simplificados de adesão ao sistema e reforçar a comunicação pública. “Muitos desses trabalhadores não sabem que podem contribuir como autônomos, ou acham que é burocrático e caro demais. É necessário ampliar o conhecimento e facilitar o processo”, explica.

Ele também defende que haja incentivos para formalização e políticas que considerem a realidade de quem vive de trabalhos eventuais, intermitentes ou por conta própria. “Sem uma adaptação do modelo atual, vamos continuar produzindo legiões de pessoas que envelhecem sem nenhuma garantia. Isso vai pressionar ainda mais o sistema de assistência social no futuro.”

Regulação do RenovaBio trava o mercado e ameaça metas de descarbonização

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Especialista aponta insegurança jurídica e baixa atratividade econômica dos CBIOs como entraves ao sucesso do programa ambiental

 

O Decreto nº 11.961/2024, publicado recentemente para reforçar as penalidades no âmbito do programa RenovaBio, acendeu o alerta em distribuidoras e especialistas do setor de combustíveis. Em vez de promover segurança regulatória, a norma tem sido apontada como mais um fator de instabilidade — tanto jurídica quanto operacional — para o cumprimento das metas de descarbonização impostas às empresas.

 

Segundo o advogado tributarista Ranieri Genari, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/Ribeirão Preto e consultor da Evoinc, o decreto falha ao reforçar punições sem resolver falhas estruturais do programa. “A proibição de negociar CBIOs com distribuidoras inadimplentes, por exemplo, se baseia em uma lista de descumprimentos que se refere a metas anteriores à vigência da nova lei. Aplicar sanções com base em dados defasados é juridicamente questionável”, afirma.

 

Genari destaca que o cenário pode levar à judicialização por parte de empresas autuadas, tanto emissores quanto compradores de CBIOs, especialmente por conta da baixa liquidez e da falta de transparência do mercado desses créditos. “A insegurança é agravada pelo impacto econômico das metas, que acabam sendo repassadas ao preço dos combustíveis e afetam toda a cadeia”, diz.

 

Apesar das críticas, o modelo do RenovaBio está alinhado às boas práticas internacionais de tributação verde, segundo o tributarista. No entanto, ele considera que o incentivo ainda é tímido. “Hoje, a venda de CBIOs representa apenas cerca de 2% da receita do etanol. Além disso, essa receita é tributada na fonte, à alíquota de 15%.”

 

Para tornar o programa mais atrativo e eficiente do ponto de vista fiscal, Genari sugere dois ajustes centrais:

  • A isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos com CBIOs;
  • A reclassificação da receita como financeira, o que reduziria a carga de PIS/Cofins de 9,25% para 4,65% — alinhando-se à jurisprudência recente favorável aos contribuintes.

“Essas mudanças fortaleceriam o RenovaBio como instrumento real de estímulo à produção de biocombustíveis, sem onerar excessivamente quem cumpre as metas ambientais”, conclui o especialista.

 

Fonte: Ranieri Genari, advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/Ribeirão Preto, consultor tributário na Evoinc.

 

Estudo do CLP aponta que PEC da Segurança ainda carece de detalhamento sobre execução de medidas

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Apesar de representar avanço institucional, proposta do governo precisa esclarecer como integrará ações e garantirá eficiência no combate ao crime, diz levantamento

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, apresentada pelo governo federal ao Congresso Nacional no último dia 8, é vista com cautela pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Uma análise feita pela organização mostra que o texto ainda carece de detalhamento sobre sua implementação e enfrenta o desafio de transformar boas intenções em ações coordenadas e eficazes no enfrentamento ao crime organizado no país.

Elaborada pelo do ministro da justiça, Ricardo Lewandowski, a proposta prevê a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública e a criação de um Conselho Nacional com participação da União, estados, municípios e sociedade civil. Para Daniel Duque, gerente de Inteligência Técnica do CLP, as medidas não aprofundam de maneira convincente as estratégias de repressão e prevenção contra a criminalidade.

“A criação de novas estruturas e a promessa de harmonização das forças de segurança ainda carecem de um planejamento claro sobre como essas mudanças ocorrerão na prática e qual será o impacto real no combate ao crime”, explica Duque.

O estudo do CLP, que traz indicadores presentes no Ranking de Competitividade dos Estados, destaca a falta de clareza sobre como a União pretende integrar suas ações com as dos estados, cujas realidades são bastante distintas. São Paulo, por exemplo, apresenta bons resultados em segurança pessoal, sistema de justiça criminal e segurança no trânsito, embora enfrente desafios na área de segurança patrimonial. Já Santa Catarina combina bons índices em justiça criminal, baixo déficit carcerário e bons resultados em segurança pessoal e patrimonial, mas ainda lida com dificuldades no trânsito. No Maranhão, chama atenção o uso de Parcerias Público-Privadas (PPPs) como alternativa para reduzir o déficit carcerário, com melhorias significativas nas condições prisionais.

A análise também chama atenção para os dados de violência no país. Apesar da queda nos homicídios dolosos, de 39 mil em 2022 para 35 mil em 2024, o CLP enfatiza o aumento de mortes sem causa definida (de 9 mil para 15 mil no mesmo período) e de desaparecimentos (que saltaram de 76 mil para mais de 80 mil mensais). “Em muitos casos, desaparecimentos não resolvidos e mortes inexplicáveis podem mascarar homicídios reais ou outros atos violentos, potencialmente distorcendo a confiabilidade das taxas de homicídio como a única medida de segurança pública”, alerta o estudo.

A publicação ainda evidencia a alta taxa de impunidade. Em 2021, apenas 35% dos homicídios no Brasil resultaram em denúncia formal no prazo de um ano, uma taxa consideravelmente inferior à média global, de cerca de 63%. Em algumas regiões do Norte e Nordeste, esse índice historicamente não ultrapassa 15%, revelando desigualdades significativas na capacidade investigativa do país.

Frente fria provoca estragos na área rural em Santa Catarina: veja como acessar os programas emergenciais

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O avanço de uma frente fria provocou uma série de intempéries em Santa Catarina no último fim de semana, com registros de granizo, rajadas de vento intensas e altos volumes de chuva em diferentes regiões, ocasionando prejuízos na agricultura e infraestrutura na área rural. Os danos estão sendo levantados pela equipe técnica da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Os produtores que registraram perdas em estruturas, máquinas ou equipamentos podem acessar os programas emergenciais: Reconstrói SC e Pronampe Agro SC Emergencial, voltados à recuperação de estruturas produtivas de famílias rurais, pesqueiras e aquícolas.

Na noite de sexta-feira (18), a passagem da frente fria pelo Rio Grande do Sul favoreceu a formação de temporais em municípios do Planalto Sul Catarinense. Em Anita Garibaldi, houve registro de fortes rajadas de vento e queda de granizo. Na manhã de sábado, a chuva de granizo em São Joaquim causou prejuízos significativos na produção de maçã fuji, que está em fase de colheita.

Segundo o gerente regional da Epagri no município, Marlon Couto, cerca de 30% dos frutos foram atingidos. “Alguns pomares sofreram com granizo de forte a severo. Houve danos em frutas, ramos e folhas, além de prejuízos nos sistemas de proteção antigranizo. Estamos trabalhando no levantamento completo dos prejuízos”, afirmou.

Também na manhã de sábado (19), a frente fria avançou pelo estado e causou estragos em Chapecó, no Oeste. Segundo a Defesa Civil, com base nas imagens do radar meteorológico local, os ventos chegaram a atingir entre 80 e 90 km/h em parte do município. O fenômeno foi classificado como uma microexplosão atmosférica – evento caracterizado por ventos intensos que descem da base de uma nuvem de tempestade e se espalham rapidamente ao tocar o solo.

À tarde, com o deslocamento da frente fria para o Leste e Norte do estado, Joinville registrou 74 mm de chuva em apenas duas horas, segundo dados da estação meteorológica da Epagri, além de novos episódios de granizo.

Programas emergenciais

O Programa Reconstrói SC é voltado ao financiamento para a recuperação de estruturas, máquinas ou equipamentos, destruídos ou danificados por evento climático extremo. Atende às propriedades que se enquadram no Pronaf, com limite de até R$ 20 mil por família e prazo de pagamento de até 5 anos, com 50% de desconto para pagamento das parcelas em dia, sem juros.

O Pronampe Agro SC Emergencial apoia a recuperação de sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados. O programa oferece subvenção dos juros de até 3% ao ano de operação de crédito contratada pelos agricultores, com prazo de até oito anos. Atende os produtores que se enquadram no Pronaf e Pronamp, com enquadramento de até R$ 100 mil por família.

Os agricultores que tiveram as propriedades afetadas podem procurar os escritórios da Epagri para receber orientações e acessar os programas de apoio aos processos produtivos. “Nossa prioridade é garantir que os produtores tenham o apoio necessário para se reerguer. Por isso, estamos orientando sobre o acesso aos programas emergenciais e  trabalhando na implementação do Programa Safra Garantida SC, que vai assegurar mais estabilidade de renda aos pequenos produtores frente aos desafios climáticos”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Safra Garantida

Para potencializar a produção catarinense e garantir renda ao pequeno produtor que sofre com as intercorrências climáticas, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), implementou o Programa Safra Garantida SC – Garantindo a renda do agricultor Catarinense.

O programa inédito traz um novo fôlego aos agricultores que acessam o Pronaf Custeio Agrícola e aderem ao Proagro Mais – seguro compulsório do governo federal que protege a safra em casos de perda. O Safra Garantida oferece um subsídio de até R$ 1.500,00 aos agricultores familiares com renda bruta anual de até R$ 100 mil, para custear a taxa de adesão ao Proagro Mais. O programa está em fase de regulamentação com bancos e cooperativas que operam o Pronaf.

 

Ouvidoria do Detran-DF muda para a nova unidade

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Atendimento presencial será suspenso na sexta-feira (25) em razão da mudança
Zélia Ferreira
A partir de segunda-feira (28), o atendimento presencial da Ouvidoria do Departamento de Trânsito do Distrito Federal passa a funcionar na nova unidade da autarquia, localizada na 913 Sul.
Em razão disso, na próxima sexta-feira (25), não haverá atendimento presencial, mas os cidadãos continuam com a opção de registrar manifestações ou entrar em contato com a Ouvidoria por meio do site Participa DF ou pela Central Telefônica 162.
No novo prédio, o atendimento presencial da Ouvidoria funcionará no 2º pavimento. O local conta com instalações modernas, uma estrutura com acessibilidade e preparada para que o cidadão tenha um acolhimento mais humanizado e possa realizar suas manifestações com discrição e conforto.
A ouvidora do Detran-DF, Ana Carolina Oliveira de Almeida, destaca a importância da participação do cidadão. “É muito importante que o cidadão utilize os serviços da Ouvidoria, pois suas manifestações, sugestões e elogios contribuem de forma significativa para a melhoria constante do nosso trabalho junto à população do DF”.

Qualidade da formação médica será avaliada em novo exame anual; Anadem destaca importância da prova e critica alto número de cursos de medicina no país

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Avaliação também servirá para seleção de alunos em cursos de residência médica; Ministério da Educação estima a participação de 42 mil concluintes, além de médicos já formados
 
O Ministério da Educação (MEC) lançou o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que tem como um dos objetivos verificar se os concluintes dos cursos de medicina adquiriram as competências e as habilidades exigidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e fornecer insumos para o aprimoramento das graduações, contribuindo para a qualidade da educação médica no Brasil. A aplicação da prova está prevista para outubro.
Além disso, o MEC afirma que o Enamed aprimorará a seleção para residência médica ao unificar a avaliação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e a prova objetiva do Exame Nacional de Residência (Enare). A estimativa é de que 42 mil concluintes participem do processo, além de médicos já formados.
Para o presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), Raul Canal, a criação da prova surge como uma resposta concreta à necessidade de controle de qualidade e de responsabilização das instituições formadoras. “Esse exame permitirá identificar falhas no processo educacional, fornecer dados objetivos sobre o desempenho dos estudantes e, principalmente, promover melhorias contínuas nos currículos”, disse.
O especialista em Direito Médico também critica a quantidade de cursos de medicina públicos e privados no país. “Atualmente, há mais de 390 cursos em funcionamento, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O Brasil é líder mundial em número de faculdades médicas, criando mais vagas do que é necessário. Houve um crescimento acelerado nas últimas décadas, porém, sem ser acompanhado por uma rigorosa avaliação da qualidade do ensino oferecido”, completou.
Em abril de 2018, o MEC suspendeu, por meio da portaria n.º 328/2018, a publicação de novos editais para a criação de cursos de medicina durante 5 anos e o pedido de aumento de vagas em cursos já existentes. Em julho de 2024, no entanto, o ministério autorizou a criação de novos cursos.
Em documento enviado a então futura ministra da Saúde, Nísia Trindade, em dezembro de 2022, a Anadem reforçou o posicionamento de não abertura de novas faculdades para garantir a infraestrutura e a excelência do corpo docente na formação dos médicos.
Além disso, baseada em dados da Demografia Médica no Brasil 2020, a Sociedade cobrou políticas públicas para uma melhor distribuição dos profissionais pelo território nacional. O estudo mostra que a média nacional é de 2,38 médicos por mil habitantes. No entanto, há lugares, como Vitória (ES), onde a proporção é de 13,71, enquanto em municípios com até 5 mil habitantes são 0,37 médicos por mil habitantes.
ANADEM
A Anadem foi criada em 1998. Como entidade que luta pela categoria e seus direitos, promove o debate sobre questões relacionadas ao exercício da medicina, além de realizar análises e propor soluções em todas as áreas de interesse dos clientes, especialmente no campo jurídico.

O Amor Que Secou: Identificando Quando o Vínculo Virou Obrigação

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Os relacionamentos amorosos são construídos sobre uma base de afeto, cumplicidade e desejo mútuo de estar juntos. No entanto, com o passar do tempo, é possível que o que antes parecia uma conexão profunda comece a se transformar em algo vazio e, muitas vezes, em uma obrigação. Quando isso acontece, o amor que antes nutria o casal pode parecer ter secado, deixando apenas o compromisso ou o peso de um vínculo que já não traz mais prazer ou satisfação.

Mas como identificar quando o amor deixou de ser algo vibrante e se tornou uma mera obrigação? Quais sinais indicam que a relação precisa de uma transformação ou até mesmo de um fim?

Sinais de Que o Vínculo Virou Obrigação

  1. Falta de Interesse Genuíno
    No começo de um relacionamento, há sempre uma curiosidade natural sobre o parceiro, um desejo de saber sobre seu dia, suas ideias e suas emoções. Quando o amor secou, essa curiosidade desaparece. Não há mais vontade de compartilhar, ouvir ou investir emocionalmente na vida do outro. Conversas se tornam superficiais e, muitas vezes, forçadas, como se estivessem ali apenas por uma questão de “mantê-las”.

  2. Ausência de Conexão Emocional
    O que deveria ser um espaço de acolhimento e entendimento mútuo se transforma em um cenário de distanciamento emocional. Não há mais aquela empatia profunda, onde os dois se sentem seguros para expressar suas emoções, sonhos e preocupações. As discussões podem ser mais frequentes e desinteressadas, com pouca disposição para ouvir e apoiar o outro. Em vez de encontrar um porto seguro, ambos sentem que estão presos em uma relação sem fundamento emocional.

  3. Rotina sem Espontaneidade ou Alegria
    Quando o amor se esvai, as atividades diárias do casal se tornam apenas parte da rotina. Sair para jantar, viajar ou até mesmo passar tempo juntos se tornam apenas compromissos, e não momentos de prazer ou conexão. Não há mais a chama da espontaneidade, e o relacionamento se torna algo que precisa ser feito, como qualquer outra tarefa do dia a dia, sem a energia emocional que uma relação amorosa deveria proporcionar.

  4. Falta de Desejo Físico ou Sexual
    O desejo sexual é uma parte importante de muitos relacionamentos. Quando a chama do amor se apaga, é possível que a intimidade física também diminua, ou se torne mecânica e desinteressada. Isso não significa necessariamente que o parceiro não se sinta atraído fisicamente, mas sim que a conexão emocional que alimenta o desejo se perdeu. A intimidade se torna apenas uma obrigação, algo que precisa ser feito para “cumprir” um papel, e não algo que nasce de um desejo genuíno de prazer compartilhado.

  5. Desinteresse pelo Futuro Juntos
    Um relacionamento saudável envolve o planejamento e a imaginação do futuro a dois. Quando o vínculo vira uma obrigação, qualquer ideia de futuro comum começa a parecer incerta ou até desinteressante. Casais que já não se importam com o que vem pela frente tendem a não fazer mais planos juntos, e cada um segue em sua própria direção, sem considerar mais as necessidades ou desejos do outro. O futuro começa a parecer uma carga, em vez de uma oportunidade de crescimento compartilhado.

  6. Sentimento de Isolamento Emocional
    Muitas vezes, em um relacionamento onde o amor secou, um dos parceiros ou ambos se sentem sozinhos, mesmo estando fisicamente próximos. O isolamento emocional é um dos maiores sinais de que a relação virou uma obrigação. Não há mais aquela troca emocional rica e profunda que caracteriza um relacionamento saudável. Em vez disso, há um distanciamento onde cada um lida com seus próprios sentimentos e problemas sem o apoio ou a compreensão do parceiro.

  7. Resignação ou Medo de Fim
    Quando o amor se transformou em uma obrigação, muitas vezes as pessoas continuam na relação por medo de estar sozinhas, pelo compromisso, ou por um senso de responsabilidade. Não é raro que as pessoas se sintam presas em um relacionamento sem amor verdadeiro, mas permaneçam por conveniência ou medo da solidão. Nesse estágio, o vínculo não é mais alimentado pela paixão ou pelo afeto, mas sim pela obrigação e pela insegurança quanto ao futuro fora do relacionamento.

Como Lidar Quando o Amor Secou?

  1. Reflita Sobre Seus Sentimentos
    O primeiro passo é parar e refletir sobre como você se sente. Pergunte a si mesmo se ainda existe amor genuíno ou se você está apenas mantendo a relação por conveniência. Reconhecer que o amor se transformou em obrigação é um passo crucial para decidir o que fazer a seguir.

  2. Converse Com o Parceiro
    O diálogo é sempre fundamental. Se você sente que o relacionamento se tornou apenas uma obrigação, é importante ter uma conversa honesta com o parceiro. Expresse seus sentimentos sem acusações, compartilhando como se sente em relação ao relacionamento. Muitas vezes, ambos os parceiros podem estar enfrentando a mesma situação, mas não sabem como falar sobre isso.

  3. Avalie a Possibilidade de Reconstrução
    Em alguns casos, pode ser possível recuperar o relacionamento e redescobrir o amor que parecia perdido. Isso pode exigir tempo, esforço mútuo, e até ajuda externa, como terapia de casal. Ambos precisam estar dispostos a trabalhar juntos para restaurar a conexão emocional, a comunicação e a intimidade. No entanto, ambos os parceiros precisam estar comprometidos com a mudança.

  4. Defina Limites ou Reavaliar o Futuro
    Se, após o diálogo, não houver disposição para mudar ou se os sentimentos de amor desapareceram completamente, pode ser necessário considerar se é hora de seguir em frente. Permanecer em um relacionamento que já não traz felicidade ou realização pode ser prejudicial para ambos os parceiros. Às vezes, a separação é a melhor opção para que ambos possam crescer individualmente e encontrar a felicidade em outros aspectos da vida.

Conclusão

O amor, quando genuíno, é uma fonte de energia, satisfação e crescimento mútuo. No entanto, como qualquer relação, ele precisa de cuidados, atenção e renovação. Quando o vínculo amoroso se transforma em uma obrigação, é importante reconhecer os sinais e agir com honestidade com PhotoAcompanhantes, tanto consigo mesmo quanto com o parceiro. Manter um relacionamento sem amor verdadeiro pode ser desgastante e prejudicial para ambas as partes. O autoconhecimento, o diálogo sincero e a disposição para mudanças são essenciais para decidir se o amor pode ser revitalizado ou se é hora de seguir caminhos separados.

Dia do Churrasco: Açougue do Berg celebra a data com cortes especiais e sabor incomparável

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Restaurante especializado no churrasco de parrilla oferece pratos que exaltam a tradição e a paixão brasileira pela carne


Churrasco na parrilla – Foto/Divulgação Açougue do Berg

O dia 24 de abril é marcado por uma das celebrações mais queridas do país: o Dia do Churrasco. Para os amantes da carne e da boa gastronomia, o Açougue do Berg, restaurante que une o cuidado de um açougue artesanal com a excelência da parrilla sul-americana, conta com uma seleção especial de pratos para quem quer transformar a data em um verdadeiro ritual de sabor.

Entre os destaques do cardápio, estão cortes nobres preparados com técnica apurada, como a Picanha Angus assada no ponto perfeito; o Assado de Tira Black Angus, que remete às raízes argentinas do bom churrasco; a clássica Costela Suína BBQ, com molho defumado e toque levemente adocicado; além de vários cortes especiais de parrilla que encantam os paladares mais exigentes como French Rack de Cordeiro, Ojo de Bife e Shoulder Flat Iron, a 2ª carne mais macia do boi. Todos os pratos são acompanhados por guarnições que realçam o sabor da carne, além de uma carta de bebidas selecionadas.

Para o chef e sócio da casa, Berg, o churrasco vai muito além da comida. “Mais do que uma refeição, o churrasco é um momento de encontro, de celebração entre amigos e família. Aqui no Açougue do Berg, a gente honra essa tradição com respeito à carne, ao fogo e ao tempo de preparo, sempre buscando oferecer uma experiência memorável para quem se senta à nossa mesa”, afirma o chef.

Reconhecido por oferecer carnes de qualidade premium e uma experiência completa para os apaixonados por churrasco, o Açougue do Berg, com seu ambiente acolhedor e atendimento personalizado, é o destino ideal para curtir o Dia do Churrasco com a família e amigos.

Sobre o Açougue do Berg – Funcionando de segunda a domingo, num espaço arejado e de muito bom gosto, o Açougue do Berg tem capacidade para 700 pessoas. Oferece cortes especiais: carnes Dry Aged, cortes Wagyu, linguiças artesanais de entrada, sobremesas exclusivas (como a panqueca de doce de leite, com finalização super instagramável, que vem acompanhada de gelato artesanal com sabor exclusivo da casa), além de temperos diferenciados, facas e tábuas de primeira linha, que podem ser encontrados na boutique instalada dentro do restaurante.

A casa dispõe além da brinquedoteca de, fumódromo, espaços para eventos e amplo estacionamento. As bebidas também são um show à parte, com destaque para os drinks autorais, os vários tipos de cerveja, chopp geladíssimo e mais de 150 rótulos de vinhos.

Menu: acouguedoberg.com.br

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Reservas ou informações: (61) 99175-6835 / (61) 2099-2989

Cenário e as perspectivas do mercado do milho e da soja são destaques em webinar da Faesc e Safras & Mercado

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SANTA CATARINA – O cenário de oferta e demanda global e as perspectivas para o mercado de milho e soja foram o foco do webinar realizado na noite de terça-feira (22), promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em parceria com a consultoria Safras & Mercado.

O evento teve como palestrante o consultor-chefe da Safras & Mercado, Paulo Molinari, um dos maiores especialistas brasileiros em análise do mercado de grãos. Com vasta experiência e reconhecida trajetória no setor, Molinari apresentou uma leitura estratégica dos fatores globais que influenciam os preços, a produção e o consumo de milho e soja.

Durante sua apresentação, Molinari abordou riscos para as culturas de milho e soja em 2025, aspectos climáticos, cambiais, com foco nas taxas de juros dos Estados Unidos e mudanças no Banco Central do Brasil, além de projeções para a safra na América do Sul e nos Estados Unidos.

PREÇOS E PROJEÇÕES

Sobre os preços, Molinari destacou que a soja permanece entre US$ 9,50 e US$ 10,50, desde 2024. “Quem participa das nossas reuniões desde o ano passado viu que esse era o spread que projetávamos para a soja, e ela não consegue sair desse intervalo em Chicago. Para romper esse patamar — para cima ou para baixo — é preciso um fator mais forte”, observou.

Já o milho está no spread US$ 4,30 a US$ 5,00 e também não consegue sair desse patamar. “Isso porque esse grão não é afetado pelas tarifas porque ninguém revidou os Estados Unidos no milho. Somente a China e ela não compra milho americano há quatro anos. A China está se tornando quase autossuficiente e, quando precisa comprar, recorre à Ucrânia, Brasil e, mais recentemente, à Argentina”.

Por que as tarifas não afetam o milho da mesma forma que a soja? “Porque a China tributou o milho americano, mas esse tributo na verdade vale zero porque se o país não compra milho americano, tanto faz. Diretamente a tarifa chinesa para o milho não vale nada e os Estados Unidos continuam exportando muito”.

EXPORTAÇÕES EM ALTA

Apesar das barreiras comerciais, os Estados Unidos seguem com forte desempenho nas exportações de milho. “As exportações americanas já alcançaram 56 milhões de toneladas, bem acima do registrado no ano passado. A meta do USDA para o ano comercial é de 65 milhões, ou seja, faltam apenas 9 milhões até encerrar o ano comercial, no dia 30 de agosto”, afirmou Molinari.

Com média de vendas semanais de um milhão de toneladas, os EUA podem ultrapassar a meta do USDA e isso tem contribuído para evitar uma queda acentuada nos preços em Chicago.

“Se mantiver esse ritmo, o país pode atingir 74 milhões de toneladas exportadas. “Não se surpreendam, se nos próximos relatórios, o USDA aumentar novamente a projeção de exportação americana e cortar o estoque final. E os mais desavisados pensarão que tem algo de errado. Não há nada errado! Mas não é só China que compra milho e sim o mundo inteiro. E essa queda de estoque americana da safra atual vai ajudando a segurar o estoque da safra nova”, enfatizou Molinari.

CALENDÁRIO DO MERCADO

O palestrante também chamou atenção para duas datas-chave no calendário do mercado: 12 de maio, quando devem ser divulgados novos relatórios com estimativas de safra e exportação e 30 de junho, com atualizações que podem influenciar o comportamento de preços e expectativas para a nova temporada.

OPORTUNIDADES

Ele também destacou oportunidades no mercado interno. O preço para agosto/setembro já oferece até R$ 10 a mais em comparação com o valor atual. Quem puder segurar parte da produção até julho ou agosto pode ter retorno mais interessante.

Para a safra da soja, a projeção atual no porto está em R$ 131 por saca, mas o mercado já está começando a trabalhar com prêmio negativo para o ano que vem. “O produtor brasileiro está de olho nos movimentos internacionais e pode migrar parte da área de milho de verão para a soja, caso os preços permaneçam atrativos. Farelo e óleo também devem registrar queda com a entrada da colheita argentina”.

O especialista recomendou atenção à colheita da Argentina em maio, ao clima nos EUA até setembro e ao comportamento do mercado global. A tradicional volatilidade climática gerará oportunidades de venda. O cenário internacional ainda envolve incertezas com a guerra entre Rússia e Ucrânia, risco de recessão na China, variações cambiais na Argentina e China e a inflação global.

SAFRA BRASILEIRA

A estimativa da safra brasileira de milho é de 135,1 milhões de toneladas, sendo 96 milhões da safrinha. “Houve corte nas produções de São Paulo, Minas Gerais e parte de Goiás devido à seca de março. Ainda assim, é uma boa safrinha”, afirmou.

O especialista alertou para possíveis geadas em maio no Paraná e Paraguai, que poderiam afetar o rendimento, mas que, no momento, não estão no radar. Sobre o sorgo, também houve redução na produção em Goiás e Minas Gerais, mas a safra é considerada razoável.

Segundo Molinari, o quadro do milho é relativamente tranquilo para o segundo semestre. “O que não podemos ter é a quebra na safra americana. Por isso, independentemente do tamanho é preciso olhar para a safra americana. Isso porque precisamos exportar 42 milhões de toneladas este ano. Quem forma o preço do milho a partir de julho chama-se exportador. Se o exportador pagar R$ 75 no porto, esse será o valor referência, menos o frete. O produtor que quiser segurar a soja, terá que vender o milho, o que pressiona os preços entre julho e setembro — a famosa ‘barrigada’ do mercado”.

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

O vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, avaliou o evento de forma extremamente positiva. “Só quem tem muita experiência pode trazer esse nível de análise e oferecer alertas tão importantes”, comentou ao agradecer ao palestrante pelas valiosas informações.

Ele frisou ainda que o acesso as informações de mercado confiáveis e análises consistentes é fundamental em um setor cada vez mais dinâmico e competitivo. “Essa iniciativa é imprescindível para o planejamento e as melhores tomadas de decisões de quem atua no agronegócio. Agradeço aos presidentes de Sindicatos Rurais, técnicos da ATeG Senar/SC, produtores, equipes do Sistema Faesc/Senar e a todos que acompanharam esta apresentação valiosa. Encerro deixando um abraço do presidente José Zeferino Pedrozo”.

PRÓXIMO EVENTO

O próximo webinar será no dia 23 de junho, sobre fertilizantes com a participação da especialista Maisa Romanello, também da Safras & Mercado.

Os webinars ocorrem bimestralmente e são abertos ao público, especialmente aos Sindicatos Rurais, lideranças do setor, produtores, técnicos e demais interessados em compreender o mercado agrícola. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site da Faesc (https://sistemafaesc.com.br/), por meio do preenchimento de um breve cadastro.

 

Acesse os canais de comunicação do Sistema Faesc/Senar: