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UCB oferece atendimento odontológico gratuito

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Clínica Odontológica da Universidade Católica de Brasília estará com inscrições abertas nos dias 30 e 31 de janeiro, com 400 vagas disponíveis

O Atendimento Odontológico da Universidade Católica de Brasília (UCB) estará com inscrições abertas nos dias 30 e 31 de janeiro de 2017, para interessados que tiverem idade igual ou acima de 13 anos.

Serão disponibilizadas 400 vagas de atendimento, porém, não há um prazo determinado para a realização do tratamento. Após a inscrição, o próximo passo é a triagem, a ser realizada nas dependências da Universidade, no período de março até novembro deste ano, pois a lista é anual. São oferecidos os serviços de: extração, canal, limpeza, raspagem, restaurações, próteses dentárias, entre outros.

É importante ressaltar que o tratamento é gratuito, mas o paciente precisará arcar com custos de radiografia panorâmica e próteses (dentadura), quando necessário. A listagem não contemplará os pacientes especiais, pois o processo para estes faz parte de outra lista.

Fique atento, pois o link para inscrição estará disponível nos dias 30 e 31 de janeiro.

Inscrições e informações:

Tel.: (61) 3356-9433 ou 3356-9603

Mulher de Lula, Marisa Letícia, passa por cirurgia após sofrer AVC

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A mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa Letícia, 66 anos foi internada nesta terça-feira (24) no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após sofrer um acidente vascular cerebral.

Por volta de 15h15 Marisa estava no apartamento onde reside, em São Bernardo do Campo, quando sofreu um sangramento cerebral.

Inicialmente, foi atendida em um pronto socorro de São Bernardo. Mas, dada a gravidade do quadro, acabou sendo removida para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Neste momento ela passa pelo “pico da emergência”. Na sala de emergências do Sírio ela é atendida por uma equipe do hospital. Ainda não há um diagnóstico preciso do estado da ex-primeira dama.

O doutor Roberto Kalil Filho, médico da família do ex-presidente Lula e cardiologista do hospital Sírio-Libanês, afirmou que a Marisa Letícia está passando por um procedimento chamado arteriografia cerebral, que tenta estancar o sangramento do cérebro.

Segundo ele, ainda não há previsão para a conclusão do procedimento, mas, assim que for encerrado, um boletim será divulgado com o quadro da ex-primeira-dama. O médico evitou dizer se o estado é grave, se haverá sequelas ou não, mas reconheceu que situações como essa “sempre são mais delicadas”.

Kalil afirmou que Marisa teve um aneurisma, uma dilatação na artéria do cérebro seguida de um rompimento e do sangramento. O médico disse também que a ex-primeira-dama chegou consciente ao Sírio-Libanês e está acompanhada do ex-presidente e outros familiares.

O ex-presidente Lula também confirmou a internação da esposa em um post no Facebook em que usa a #ForçaDonaMarisa

 

IstoÉ, com Estação Conteúdo

Governo do DF decreta situação de emergência por 180 dias devido a crise hídrica

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Barragem do Descoberto reduz o volume para menos de 20% pela primeira vez, em imagem de novembro (Foto: Alexandre Bastos/G1)

Medida permite GDF fazer compras sem licitação e pedir repasse do governo federal. Rollemberg determinou que Adasa defina restrições sobre uso da água potável enquanto persistir crise hídrica

O governo do Distrito Federal decretou situação de emergência pelos próximos 180 dias por causa da pior crise hídrica enfrentada na história. A medida foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (25). Na prática, a decisão é uma forma de o governo reconhecer a gravidade da escassez hídrica e abre margem para que sejam feitas compras sem licitação. Ela também permite ao GDF receber repasses do governo federal.

Com a medida, o governador Rodrigo Rollemberg atribui à Agência Reguladora das Águas (Adasa) definir restrições para o uso de água potável da rede pública, para utilização domiciliar, comercial, industrial e lazer, enquanto permanecer a situação de emergência.

Rollemberg também determinou que a Adasa restrinja a captação de água na bacia do Descoberto para qualquer atividade que não seja abastecimento para consumo humano, nas unidades hidrográficas. O texto não precisa se a restrição significa fim da captação de água ou apenas pede diminuição nas atividades.

A Secretaria de Agricultura fica com a missão de implementar medidas de apoio aos agricultores, com o objetivo de melhorar a eficiência no uso da água pelo setor. Também deverá fiscalizar o cumprimento das restrições para não captar água no Descoberto. Na segunda (23), o governo tinha anunciado que iria barrar novas licenças para agricultores captar água na região.

A Agefis, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Polícia Militar são os órgãos responsáveis para fiscalizar todas as medidas previstas no decreto, aplicando sanções se for necessário.

Racionamento
Nesta quarta, imóveis de 11 regiões ficam sem água pela segunda vez a partir das 8h. A medida afeta parte de Águas Claras e Ceilândia, Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis, Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita e Samambaia.

Isso significa que, nas casas, comércios e prédios públicos dessas áreas, o fornecimento só começa a partir das 8h de quinta (26) – e vai voltando, gradualmente, até o fim de sexta (27). De sábado (28) a segunda (30), as torneiras funcionam normalmente mas, na terça (31), deve haver novo corte.

O “rodízio” afeta todas as regiões que são abastecidas pelo reservatório do Descoberto, o maior da capital. O corte no fornecimento está autorizado desde 10 de novembro, mas ainda não tinha sido implementado – e agora, não tem data prevista para terminar.

Como balanço da primeira semana de racionamento, o presidente da Caesb, Maurício Ludovice, disse que a medida permitiu à Caesb economizar “uma Ceilândia por dia”. Segundo ele, em seis dias de restrição, o DF deixou de gastar 550 litros de água por segundo – o suficiente para abastecer uma população de 360 mil habitantes.

Por Gabriel Luiz, G1 DF

Justiça decreta sigilo sobre caso do acidente de avião de Teori

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O juiz Raffaelle Felice, da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis (RJ), decretou nesta segunda-feira, 23, sigilo nas investigações sobre a queda do avião que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki e outras quatro pessoas no mar em Paraty (RJ), na última quinta-feira, 19.

Funcionários da empresa AGS continuaram a fazer o resgate dos destroços do avião nesta segunda-feira. O trabalho, iniciado na noite de domingo, 22, foi feito com o auxílio de uma balsa, com um guindaste acoplado, a cerca de dois quilômetros de Paraty.

Os destroços serão levados para a Base Aérea do Galeão, na capital fluminense, onde ficarão à disposição dos investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) ouvirão nesta terça-feira, 24, depoimentos de testemunhas da queda da aeronave.

 

IstoÉ com Estadão Conteúdo

Reservatório do Descoberto volta a atingir 21% depois de quase 20 dias

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Racionamento no DF completou uma semana nesta segunda (23). De acordo com a Caesb, medida permitiu economizar “uma Ceilândia por dia”

O reservatório do Descoberto, no Distrito Federal, atingiu 21,03% às 13h30 desta segunda-feira (23) – acima do nível crítico de 20%. As medições não apontavam índice superior aos 21% há 18 dias, desde o dia 5 de janeiro, segundo a Adasa.

O DF está com racionamento de água em andamento há uma semana. Nesta segunda, a medida afetou as regiões de Vicente Pires, Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José, Jóquei, Santa Maria, DVO, Sítio do Gama, Polo JK e Residencial Santa Maria.

De acordo com a Caesb, a medida permitiu economizar “uma Ceilândia por dia”. Segundo a companhia, em seis dias de restrição, o DF deixou de gastar 550 litros de água por segundo – o suficiente para abastecer uma população de 360 mil habitantes.

Cronograma

Nesta terça (24), o racionamento de água afeta mais uma vez a região do Gama. Segundo o cronograma elaborado pela Caesb, os moradores desta região deverão ter o abastecimento interrompido a partir das 8h, com retomada após 24 horas.

Isso significa que, nas casas, comércios e prédios públicos dessa área, o fornecimento só será retomado a partir das 8h de quarta (25) – e vai voltando, gradualmente, até quinta (26). De sexta (27) a segunda (30), as torneiras funcionam normalmente mas, na terça (31), deve haver novo corte.

Segundo a Caesb, o “rodízio” ocorre entre todas as regiões que são abastecidas pelo reservatório do Descoberto, o maior da capital (veja lista abaixo). O corte no fornecimento está autorizado desde 10 de novembro, mas ainda não tinha sido implementado – e agora, não tem data prevista para terminar.

Confira o cronograma de racionamento no DF para os próximos dias:
Terça (24): Gama
Quarta (25): Águas Claras (zona baixa), Park Way, Núcleo Bandeirante, C.A. IAPI, Candangolândia, Setor de Postos e Motéis, Metropolitana, Vila Cauhy, Vargem Bonita, Ceilândia Leste e Samambaia
Quinta (26): Guará I e II, Polo de Modas, Colônia Agrícola Bernardo Sayão, setor Lúcio Costa, Super Quadra Brasília, Colônia Agrícola Águas Claras, Taguatinga Sul, Arniqueiras, Areal e Riacho Fundo I
Sexta (27): Águas Claras (zona alta), Concessionárias e Taguatinga Norte
Sábado (28): Ceilândia Oeste, Recanto das Emas e Riacho Fundo II
Do G1
Foto: Alexandre Bastos/G1

“{Entre} Cravos & Lírios”, faz três apresentações na Caixa Cultural Brasília

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Riso e ironia permeiam a miséria e os valores humanos neste espetáculo sem texto, que retorna aos palcos depois de se apresentar em Nova Iorque

De 03 a 05 de fevereiro (sexta a domingo), a Caixa Cultural Brasília recebe o espetáculo teatral cômico {Entre} Cravos & Lírios, com direção de Lidiane Araújo. No elenco Denis Camargo e Ana Vaz convidam o público a refletir sobre o elemento trágico da existência humana.

Desde sua criação em 2014, o espetáculo participou do Prêmio Sesc Candango no mesmo ano e ganhou nas categorias de melhor atriz e melhor figurino. Em 2015 integrou a programação do VII FESTAC Festival Nacional de Teatro do Acre, do SESC FESTCLOWN – Festival Internacional de Palhaços do DF e do Festival do Teatro Nacional PAU BRASIL, em Ouro Branco/MG. No ano passado, esteve presente no festival internacional de palhaços de Nova Iorque, The New York Clown Theater Festival.

{Entre} Cravos & lírios traz à cena uma dupla de excêntricos vagabundos que vivem à margem da sociedade. Um deles faz do cemitério o seu lar, movido pelo desejo de jamais ficar longe do túmulo daquela que um dia foi sua amada.  O outro é um andarilho que faz do lixo sua companhia mais preciosa. O encontro inusitado entre essas figuras solitárias promove situações tragicamente cômicas que retratam com simplicidade diversos aspectos da miséria e da poética humana, em sua nobre capacidade de viver e conviver, apesar de tudo.

Segundo a diretora e dramaturga Lidiane Araújo, {Entre} Cravos & lírios “é um espetáculo de humor, mas que aborda temas espinhosos, por isso é capaz de provocar o riso largo mas também a risada contida por um fundo de emoção  levando o espectador a transitar pelos caminhos da diversão e da reflexão.”
O espetáculo, predominantemente não verbal, tem suas cenas construídas por meio das técnicas da comicidade, da palhaçaria e do processo colaborativo. Além disso, traz como inspiração a clássica cena “ser ou não ser” presente em Hamlet de William Shakespeare, o conto “Meu primeiro amor” de Samuel Beckett e “O capote” de V. Gogol que propõem a reflexão “ser ou ter, eis a questão?”, dentre outras referências.

Desse modo o espetáculo debate sobre os valores humanos universais, como a necessidade de existir e a necessidade de se relacionar com o outro, a partir da comicidade. “Buscamos através do espetáculo, um questionamento da ordem social e política da sociedade brasileira, colocando em foco indivíduos que vivem à margem da sociedade, que habitam as ruas, as estradas, os becos, cemitérios e lugares inimagináveis, sem as condições básicas de sobrevivência humana”, afirma o ator Denis Camargo.

BR S.A. Coletivo de Artistas é um grupo híbrido de profissionais que possuem formação acadêmica em diversas áreas artísticas, e recorre às funções dos seus diversos profissionais envolvidos para valorizar o ato criativo. {Entre} Cravos & lírios é o quinto espetáculo desenvolvido pela trupe, que vem desde setembro de 2009 trabalhando, por meio do processo colaborativo, suas pesquisas cênicas e reiterando a sustentabilidade do coletivo no fazer teatral. O seu repertório possui espetáculos de rua, montagens em teatros convencionais e criações para espaços alternativos.

SERVIÇO
Espetáculo: {Entre} Cravos & lírios
Data: 03, 04 e 05 de fevereiro de 2017
Horários: Sexta e sábado às 20h e domingo às 19h
Duração: 70 minutos
Local: Teatro da Caixa Cultural Brasília
Endereço: SBS – Quadra 4 – Lotes 3/4 – Brasília/DF
Ingressos: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia-entrada (estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA, pessoas acima de 60 anos e doadores de 1kg de alimento não perecível)
Funcionamento da bilheteria: Terça a sexta-feira e domingo, das 13h às 21h; Sábado, de 9h às 21h
Capacidade: 406 lugares (8 espaços para cadeirantes)
Telefone para informações: (61) 3206-6456
Classificação: Não recomendado para menores 10 anos
Patrocínio: Caixa e Governo Federal

FICHA TÉCNICA
Concepção, criação e atuação: Ana Vaz e Denis Camargo
Direção e Dramaturgia: Lidiane Araújo
Assessoria de palhaçaria: Ana Flávia Garcia
Direção Musical: Marco Michelângelo
Preparação corporal: Ana Vaz
Cenografia: Roustang Carilho
Figurinos: Andrea Patzsch
Iluminação: Diego Borges
Produção geral: Jorge Luiz e Rafael Talarico
Assistente de produção e operação de luz: Lupe Leal
Assessoria de imprensa: V4 Cultural
Artista gráfico: Jorge Verlindo
Fotógrafo: Vitor Schietti
Audiovisual e Gestão de mídias: Sauá Filmes
Elaboração de projeto: Gustavo Haeser

FGTS: saldo teve perda de quase 40% sobre a inflação em 17 anos

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Trabalhador com saldo no fundo em 2016 teve perda real de 1,22%, enquanto demais aplicações superaram o IPCA. Governo permitirá o saque de contas inativas.

O dinheiro aplicado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) acumula perda de 39% para a inflação nos últimos 17 anos. Só no ano passado, a defasagem foi de 1,22%, atrás de todas as aplicações que não envolvem alto risco, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Em 2017, cerca de 10,2 milhões de trabalhadores poderão sacar o dinheiro de contas inativas do FGTS, segundo o governo federal.

Quando a rentabilidade de uma aplicação financeira fica abaixo da inflação no período, o retorno real (descontado à inflação) é negativo e há uma perda de poder de compra. Na prática, foi o que aconteceu com os trabalhadores que tinham dinheiro no FGTS.

“Tirando os investimentos de alto risco, foi o pior retorno entre as aplicações financeiras, como tem sido todos os anos”, avalia o diretor executivo de estudos da Anefac, Miguel de Oliveira. “A rentabilidade é tão baixa que o FGTS nem pode ser considerado um investimento”, acrescenta.

O Fundo de Garantia é recolhido todos os meses sobre 8% do salário do trabalhador e rende 3% ao ano mais a taxa referencial (TR). A TR é usada como referência para os juros no Brasil e faz a correção monetária de vários investimentos, como a poupança.

Entre janeiro de 2000 e dezembro de 2016, o FGTS acumulou um retorno de 120,63%, informou ao G1 a Caixa Econômica, responsável pelo fundo. No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) corroeu esses ganhos ao avançar 200,63%. Em 2016, a inflação de 6,29% ficou mais uma vez acima dos ganhos do Fundo, de 5,01%.

FGTS x aplicações
Todos os investimentos que não envolvem alto risco (renda variável) renderam acima da inflação oficial em 2016, com exceção do FGTS (veja o gráfico abaixo). Só tiveram retorno negativo as aplicações ligadas ao câmbio: o dólar perdeu mais de 17% frente ao real, e os fundos que acompanham a variação cambial também fecharam o ano no vermelho.

(Foto: Arte/G1)

Até a caderneta de poupança, que perdeu para o IPCA em 2015, conseguiu vencer da inflação no ano passado. Ela teve ganho real de 1,9% (considerando a inflação), o melhor resultado desde 2009, quando o ganho foi de 2,63%.

Quem tinha R$ 1 mil aplicados no FGTS em janeiro de 2016 terminou o ano com R$ 1050,10. Se tivesse deixado este mesmo valor na poupança, teria acumulado R$ 1083. Esse mesmo montante aplicado no Ibovespa, índice de ações da bolsa paulista, teria se convertido em R$ 1.389,39.
Os fundos de renda fixa atrelados à taxa Selic renderam 14% no ano passado (sem levar em conta taxas e impostos), enquanto os títulos do Tesouro Direto tiveram um retorno médio de 20,99%.

Com rentabiliade inferior a outras aplicações consideradas conservadoras, especialistas dizem que é vantajoso para o consumidor sacar o FGTS para pagar dívidas ou buscar outras aplicações mais rentáveis. Eles ressaltam, no entanto, que o FGTS é uma poupança do trabalhador e que eles devem ter cuidado em como vão comprometer esse dinheiro.

FGTS vai render mais em 2017
Além do saque das contas inativas, outra novidade do FGTS é a promessa de que a remuneração do fundo será maior a partir de 2017. O governo pretende distribuir aos trabalhadores metade do lucro obtido com os investimentos feitos pelo fundo.
O FGTS usa o dinheiro dos trabalhadores para emprestar recursos em projetos de infraestrutura e crédito da casa própria. Em troca, recebe juros. O lucro do FGTS resulta desse ganho, descontados os custos para sua manutenção, e fica disponível para o caixa do governo. A ideia agora é dividir 50% desse lucro com o trabalhador.

“A vantagem de sacar é que há muitas aplicações disponíveis e o investidor pode ser o juiz de seu próprio dinheiro” – Carlos Eduardo Costa, do Mercantil do Brasil

Se essa regra já valesse em 2015, seriam distribuídos R$ 6,7 bilhões como remuneração extra aos trabalhadores, uma vez que nesse ano o FGTS teve um resultado positivo de R$ 13,3 bilhões. Assim, o governo espera que, se o fundo tiver resultado semelhante daqui para frente, a rentabilidade vai se aproximar dos ganhos da poupança, hoje em 6,17% ao ano mais a taxa referencial (TR).

Para o consultor financeiro do Mercantil do Brasil, Carlos Eduardo Costa, quem tiver saldo disponível para o saque não tem motivo para deixar de resgatar o dinheiro, mesmo com a promessa de maior rentabilidade do FGTS feita pelo governo.

“A vantagem de fazer a retirada da conta inativa é que há muitas aplicações disponíveis e o investidor pode ser o juiz de seu próprio dinheiro”, comenta. “Além disso, não se sabe ao certo qual vai ser a melhoria desse rendimento e se ela não virá tão cedo. Vai depender o resultado financeiro do fundo”, acrescenta.

Saque do FTGS
Atualmente o saque é permitido apenas em certos casos, como demissão sem justa causa ou quando o trabalhador está desempregado por três anos seguidos.

No fim do ano passado, o governo federal anunciou que permitirá o saque do valor total de contas inativas (que tiveram rescisão do contrato de trabalho) até 31 de dezembro de 2015.

O saque também vale para quem está trabalhando ou para quem está desempregado há menos de três anos. A estimativa do governo federal é que a medida permitirá que cerca de 10,2 milhões de trabalhadores saquem o dinheiro de contas inativas do FGTS.

Quem fizer o saque poderá usar os recursos para qualquer fim: pagar dívidas, dar entrada em um imóvel ou investir em outras aplicações, por exemplo.

Por Taís Laporta, G1. Foto: Heloise Hamada/G1

Cármen Lúcia pode homologar as delações

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Após deixar o velório do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, em Porto Alegre, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, defendeu que a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, considere assumir, de imediato, o processo de homologação das delações premiadas de executivos da Odebrecht.

Para o presidente da OAB, é preciso atender ao desejo da sociedade brasileira de que a Lava Jato seja conduzida com celeridade no STF, “até mesmo em nome da memória do ministro Teori e do trabalho que estava fazendo”.

“Se poderia pensar numa ideia de que a própria ministra Cármen Lúcia cumprisse essa etapa que falta no processo, de homologação ou não das delações premiadas”, afirmou Lamachia.

O ministro Teori Zavascki estava prestes a homologar 77 delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht. São depoimentos concedidos após um acordo da empresa com o Ministério Público Federal (MPF) que garante vantagens aos delatores, como o abrandamento de pena em troca de detalhes sobre o mega-esquema de corrupção na Petrobras.

Por trazer citações a dezenas de políticos com foro privilegiado, os depoimentos foram entregues a Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, em dezembro, para que ele pudesse homologá-los, isto é, decidir se poderiam ser considerados válidos como prova. O gabinete do ministro trabalhava no recesso do Judiciário para que as homologações pudessem ocorrer rapidamente, possivelmente no início de fevereiro.

“A própria ministra Cármen Lúcia e os membros da Corte Surprema podem refletir sobre a continuidade, agora, momentânea e imediata, dessas coletas e dos depoimentos testemunhais daqueles delatores, ou seja , dos colaboradores”, defendeu Lamachia.

Na sexta-feira (20), o presidente da OAB já havia divulgado uma nota em que defendia a redistribuição “imediata” dos processos da Lava Jato para outro relator no STF, afirmando que aguardar para que o sucessor de Teori assuma a operação serviria “apenas para agravar o ambiente político-institucional do país”.

O regimento interno do STF permite que a presidente Cármen Lúcia ordene, em casos excepcionais, a redistribuição de qualquer tipo de processo, passados 30 dias de ausência do ministro-relator original.

Antes desse prazo, caberia ao ministro Luiz Roberto Barros, que entrou no STF imediatamente antes de Teori, decidir sobre atos emergenciais relacionados aos inquéritos da Lava Jato no Supremo. Entretanto, como o Judiciário encontra-se em recesso, tal prerrogativa recai sobre a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.

O ministro Teori Zavascki morreu na quinta-feira (19) após o avião em que ele e mais quatro pessoas viajavam cair no mar próximo a Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro.

(ABr)

GDF retoma obras de ciclovia às margens do Lago Paranoá

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Vista de ciclovia que está sendo construída pelo GDF na orla do Lago Paranoá (Foto: Guilherme Timóteo/TV Globo)

Trabalho tinha sido interrompido no dia 3, após contestações no Tribunal de Justiça e no Tribunal de Contas; decisões caíram. Ciclovia de 6,5 km vai da QI 8 à QI 12 do Lago Sul

O governo do Distrito Federal retomou nesta sexta-feira (20) as obras da ciclovia que margeia o Lago Paranoá, entre as quadras QI 8 e QI 12 do Lago Sul. O trabalho tinha sido suspenso pelo Tribunal de Justiça e contestado pelo Tribunal de Contas no início do mês, mas a última decisão contrária caiu na terça (17).

Desde então, a Novacap aguardava uma “trégua” da chuva para dar continuidade à obra. O projeto prevê 6,5 km de ciclovias entre os parques da Asa Delta e da Península Sul. Segundo a empresa, a expectativa era de pavimentar até 1,5 km com massa asfáltica nesta sexta. Ao todo, 4,6 km já foram terraplanados.

Segundo o governo, a paralisação das obras à margem do Lago Paranoá poderia representar um prejuízo de R$ 200 mil para os cofres do Executivo.

A decisão do Tribunal de Justiça foi derrubada no último dia 9, mas o governo diz que seguiu aguardando a decisão do Tribunal de Contas. Nos dois casos, cabe recurso.

Entenda
O debate se refere à construção de uma trilha de caminhada no trecho da orla entre a QL 8 e a QL 12 do Lago Sul, de preservação ambiental. Segundo o governo, a previsão era de que a obra fosse terminada em fevereiro, a um custo de R$ 1 milhão. Moradores da região dizem que não foram consultados sobre o projeto e que temem prejuízo ambiental.

Em entrevista ao G1 em dezembro, o secretário-adjunto da Casa Civil, Fábio Pereira, informou que a obra vai asfaltar e ampliar uma pista de 2,5 metros de largura para 4 metros. Os trabalhos são executados pela Novacap. A iluminação ficará por conta da CEB.

As obras começaram, na prática, há quase seis meses. Os trabalhos na região do Lago Sul ficaram suspensos entre março e julho por entraves na Justiça. Após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar que a competência para definir o andamento de obras na orla é de juízes do DF, a Vara do Meio Ambiente do DF deu aval para a retomada dos trabalhos, em 1º de julho.
Por G1 DF

O óbvio Lula

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JARARACA NA CABEÇA Depois de depor na PF no ano passado, Lula disse que a pancada acertou a cobra no rabo e não na cabeça. Não é o que parece

Ex-presidente lustra sua nova face ao lançar pré-candidatura a presidente, mas a estratégia do petista é mais do que batida

São dois Lulas. O primeiro ostenta um currículo que fez o mundo acreditar na sua sofrida história de vida. É aquele que veio de Guaranhuns (PE) num caminhão pau de arara, morou em favelas, comeu o pão que o diabo amassou. O pai abandonou a mãe para viver com a cunhada e assim deixou sete crianças morando ao relento. Cresceu e virou sindicalista. Autodidata, aprendeu a língua dos operários. Fazendo acordo com as montadoras de veículos, conseguiu benefícios para os metalúrgicos. Dizia que não era de esquerda e que queria mesmo é que os operários pudessem comprar seus próprios carros. Se transformou em herói dos trabalhadores. Desafiou o regime militar. Um dia seria presidente da República.

Disputou com Fernando Collor de Mello e quase venceu em 1989. Só perdeu porque apareceu uma ex-mulher dizendo que ele propôs que ela abortasse a filha Lurian. Mas aí apareceu em sua vida o advogado Roberto Teixeira, que se transformou em seu compadre e protetor. E a partir daí surgiu o novo Lula, aquele que hoje é réu em cinco ações criminais por corrupção. O Lula que fazia qualquer negócio para ganhar eleição. Primeiro, Teixeira lhe deu uma nova “roupagem”. Tirou-o da casinha humilde que ele tinha perto da FEI, em São Bernardo do Campo, e levou-o para morar, de graça, numa ampla casa que Teixeira tinha nas imediações do Sindicato dos Metalúrgicos. Lula passou a andar em carro com motorista. Virou um lorde. Lula trocou por uísque a cachaça que tinha num barril no escritório do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, onde foi presidente durante mais de uma década. Passou a fumar charutos cubanos que o recém amigo Fidel Castro lhe mandava.

Suas surradas camisetas foram trocadas por ternos finos. Mesmo assim, perdeu as eleições de 1994 e 1998. Afinal, foi derrotado pelo intelectual Fernando Henrique Cardoso, com o apoio do Plano Real e da sociedade que via Lula como um operário pouco letrado e que falava “menas”.

SEM PLANO B O presidente do PT, Rui Falcão, diz que o partido não tem opção além de Lula

Até que em 2002, surgiu o empresário José Alencar e seu caixa de dinheiro dos empresários para a campanha. O PT não queria que Lula colocasse Alencar de vice. Lula bateu o pé e disse que se Alencar não estivesse na chapa, ele desistiria de ser candidato. O PT saiu derrotado do jogo de braço. Durante o debate com os candidatos na TV Bandeirantes em agosto de 2002, o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, disse a este repórter que o PT não perderia a eleição de jeito nenhum. “Estamos cheios de dinheiro. Vamos gastar o que for preciso para ganhar”. E Lula ganhou a primeira eleição.

O currículo de bom mocinho de Lula, no entanto, começou a ser jogado na lata do lixo. Para se sustentar no poder, Lula e José Dirceu comandaram o mensalão. Para manter os partidos aliados no cabresto, o PT de Lula tirou dinheiro de estatais e passou a comprar deputados. Com isso, a cúpula do partido foi dizimada. Muitos foram condenados à cadeia. Lula escapou. Sempre disse que não sabia de nada. Se reelegeu presidente em 2006, apesar do mensalão.

Depois, com a economia ainda em alta, elegeu um poste para sua sucessão, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sem aptidão para governar, ela só deu certo no primeiro mandato porque Lula estava por trás. Depois soubemos por que. Na verdade ele orquestrava, segundo o Ministério Público Federal, o esquema de desvios bilionários da Petrobras, tanto para manter o PT e partidos aliados, como para o seu próprio enriquecimento.

MAIS DO MESMO

E logo foram surgindo denúncias de que aquele Lula de Guaranhuns havia morrido. Estava em ação o Lula amigo de Roberto Teixeira, das benesses de amigos, de presentes de empreiteiras, de milionárias propinas. Com o desenrolar das investigações da Operação Lava Jato, a partir de 2014, o nome de Lula foi surgindo como o mentor dos desvios na Petrobras. Hoje, ele é réu em cinco ações por corrupção, das quais duas na Lava Jato. Em uma delas, Lula é suspeito de ter um triplex no Guarujá pago pela empreiteira OAS. Em outra, Lula é acusado de receber favores da Odebrecht na compra de um terreno para o Instituto Lula e também na compra de uma cobertura em São Bernardo, situada no mesmo andar onde mora. O ex-presidente é réu ainda na Justiça de Brasília, por ter obstruído a Lava Jato e favorecido a Odebrecht em negócios na África. Lula é acusado também de favorecer amigos na confecção de medidas provisórias que acabaram envolvendo também um de seus filhos.

É esse Lula – que pode ser condenado ainda este ano por corrupção – que está lançando-se candidato a presidente da República. Sua candidatura foi debatida em reunião do PT nesta sexta-feira 20. A ideia é que Lula seja oficializado pré-candidato oficialmente no Congresso Nacional do partido de 7 a 9 de abril próximos. Assim, segundo a tese petista,dois objetivos seriam cumpridos: ele escaparia das malhas da Justiça e serenaria as disputas internas, que pregam a refundação e uma faxina ética, que afastaria do comando do partido próceres da corrente Construindo um Novo Brasil. Se for condenado, uma já surrada narrativa sairá do forno: Lula se dirá “vítima de perseguição política” em mais uma “conspiração da mídia e das elites” para evitar que ele regresse ao poder. É o óbvio ululante. Sem dúvida, uma característica marcante de nova face deste Lula, que já se autodefiniu como uma metamorfose ambulante, é a incapacidade de se reinventar.

LULA OUTRA VEZ?

• Candidatura de Lula a presidente da República foi referendada em reunião do PT nesta sexta, 20

• Lula deve ter pré-candidatura lançada de 7 a 9 de abril, durante Congresso Nacional do PT

• Será a sexta candidatura a presidente. Ganhou duas: em 2002 e 2006. Mas perdeu três seguidas: 1989, 1994 e 1998

• Depois que deixou o poder em 2010, passou a ser acusado de corrupção

• Já virou réu em cinco ações criminais e pode ser condenado ainda este ano

• Se for condenado em primeira instância e a sentença referendada no Tribunal Regional poderá ser preso

• Nesse caso, não poderá ser candidato a qualquer cargo eletivo

Por Germano Oliveira – IstoÉ