Início Site Página 2214

Eike fala por quase quatro horas, mas PF não divulga depoimento

0

O empresário Eike Batista chega para prestar depoimento na sede da PF (Ueslei Marcelino/Reuters)

Foi a primeira vez que empresário, preso na segunda-feira, deu declarações formais sobre a acusação de pagar propina ao ex-governador Sérgio Cabral

O empresário Eike Batista prestou depoimento por quase quatro horas a delegados e procuradores na sede da Polícia Federal, na zona portuária do Rio. Foi a primeira vez que ele foi ouvido formalmente pelos agentes federais após ter sido preso na segunda-feira, ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, vindo de Nova York (EUA).

Eike é acusado na Operação Eficiência de ter repassado 16,5 milhões de reais em propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). Após o depoimento, o empresário, que trajava camiseta branca, calça jeans e chinelos, voltou para o presídio Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

O depoimento atraiu dezenas de curiosos à sede da PF, inclusive pessoas fantasiadas de super-heróis – uma delas se vestiu como Thor, o deus nórdico do trovão, mesmo nome de um dos três filhos de Eike. Não houve hostilidades.

A Polícia Federal informou que não divulgará o que foi dito pelo empresário. O advogado de Eike, Fernando Martins, disse, antes do depoimento, que “a princípio não há possibilidade de delação” por parte do empresário. Antes de embarcar de Nova York para o Rio, Eike demonstrou em entrevistas que pretende colaborar com as investigações, ao afirmar que vai mostrar “como as coisas são”. Uma possível delação premiada ainda depende de negociação com o Ministério Público Federal.

O ex-bilionário ocupa desde a tarde de ontem uma cela de 15 metros quadrados com quatro beliches no presídio de Bandeira Stampa. Ele divide o espaço com outros seis presos da Operação Lava Jato que, assim como ele, não têm curso superior. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) disse que, até as 16h nesta terça-feira, nenhum familiar havia registrado pedido de visita.

Veja.com, com Agência Brasil e Estadão Conteúdo

Terracap lança concurso para seleção de projetos de arquitetura e paisagismo dos parques Central e Sul de Águas Claras

0

As inscrições vão até 10 de março e o vencedor será anunciado em 24 de abril

Organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/DF) e realizado pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), o Concurso Nacional de Projetos de Arquitetura e Paisagismo para os Parques Central e Sul de Águas Claras está com inscrições abertas até o dia 10 de março. A iniciativa tem por objetivo de escolher o melhor projeto para a implantação dos parques em Águas Claras.

A seleção acontecerá em duas etapas. Na primeira, o envio dos projetos acontecerá de 16 a 23 de março, com julgamento de 24 a 26 de março. A divulgação dos finalistas e menções honrosas ocorrerão em 27 de março.

A segunda etapa se inicia em 27 de março. O envio dos projetos finalistas, em versão mais detalhada, ocorrerá entre os dias 18 e 20 de abril, com julgamento nos dois dias seguintes. O resultado final será divulgado em 24 de abril.

O concurso premiará os três primeiros colocados com R$ 50 mil, R$ 30 mil e R$ 20 mil reais, respectivamente. A equipe do projeto que conquistar o primeiro lugar assinará um contrato, para o desenvolvimento da proposta vencedora, no valor de R$ 1.000.869,37.

A construção dos parques tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida de seus moradores, promovendo interação social, atividades esportivas e eventos culturais, além de valorizar e beneficiar o comércio local. Portanto, entre os critérios básicos a serem julgados estão: a qualidade paisagística e arquitetônica, sustentabilidade, mobilidade, acessibilidade, inclusão e adequação social.

A Terracap implantará os parques em conformidade com os projetos executivos e complementares desenvolvidos pela equipe vencedora. A Administração Regional de Águas Claras será responsável por administrar os parques urbanos.

Para mais informações sobre o concurso acesse o link: http://iabdfconcursos.com.br/conc

Eike Batista vai prestar depoimento na PF nesta terça-feira

0

O empresário Eike Batista deixa o presídio Ary Franco, no Rio de Janeiro, e segue para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)

Ele será levado da Penitenciária Bandeira Stampa, em Bangu, para a sede da Polícia Federal, no Centro. A previsão é que o depoimento aconteça durante a tarde.

O empresário Eike Batista prestará depoimento nesta terça-feira (31). Ele será levado da Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste, para a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, no Centro da cidade. A previsão é de que ele deixe o presídio às 13h e preste depoimento às 15h.

Eike Batista deixou o presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio, por volta das 13h30 desta segunda-feira (30). Com a cabeça raspada e uniforme de detento, ele foi colocado dentro de uma viatura, carregando um travesseiro na mão, rumo ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste.
O empresário, que era considerado foragido e estava em Nova York, foi preso ao desembarcar no Galeão, pela manhã.

Segundo as primeiras informações, após a triagem no Ary Franco, foi decidido que o empresário ficará na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9. O motivo seria a falta de segurança na penitenciária, segundo o Jornal Hoje.

Por não ter nível superior, Eike não pode ir para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral e outros presos durante as operações Calicute e Eficiência, desdobramentos da Lava Jato.

Segundo agentes do Serviço de Operação Especiais da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que fizeram o transporte de Eike para Bangu, o Bandeira Stampa é uma cadeia em que não há domínio de facção criminosa. As celas são para até oito presos, que costumam trabalhar dentro das próprias unidades prisionais – por isso, ganharam o apelido de “faxina”. Entre os detidos estão milicianos, alguns ex-PMs e outros ex-servidores.

Eike ficou quase duas horas no Ary Franco. Ele foi preso por agentes da Polícia Federal às 10h. O empresário é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

O empresário teve a prisão preventiva decretada depois que dois doleiros disseram que ele pagou propina de US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, o equivalente a R$ 52 milhões. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência.

O advogado dele, Fernando Martins, estava no Ary Franco quando Eike chegou. “A defesa não teve acesso a ele, não conseguimos traçar a linha de defesa, então nós vamos aguardar e conversar com o cliente. Até agora, as medidas jurídicas que estamos adotando são no sentido de preservar a integridade física dele. Não posso acrescentar o que será feito agora. Ontem, ele deu uma entrevista no sentido que ele disse que passaria a limpo, vai prestar os esclarecimentos necessários.

A gente vai definir a linha de defesa em conjunto.”, afirmou.

Entrevista no aeroporto

Antes do embarque em Nova York, Eike disse em entrevista ao repórter Felipe Santana e ao cinegrafista Sherman Costa, da TV Globo, que “está à disposição da Justiça”.

“Acho que o Ministério Público está passando o Brasil a limpo de uma maneira fantástica. Eu digo que o Brasil que está nascendo agora vai ser diferente. Porque vai pedir suas licenças, vai passar pelos procedimentos normais, transparentes, e se você for melhor vai ganhar e acabou a história”, declarou. “Estou à disposição da Justiça. Como Brasileiro, estou cumprindo o meu dever. Estou voltando. Essa é minha obrigação (…) Como estou nessa fase me entregando à Justiça, é melhor não falar nada.”

No aeroporto, algumas pessoas pedir para tirar fotos com o empresário. Questionado sobre essas atitudes, ele respondeu: “Carinho [de pessoas] que enxergam que eu devo ter feito muita coisa boa no Brasil, né?”, disse.

Em seguida, um homem que passa por trás de Eike provoca: “Vai tomar Catuaba Selvagem [bebida barata à base de vinho] lá com o teu colega Cabral [Sérgio, ex-governador do Rio]?”. Eike olha, retorna para a entrevista e diz: “Paciência, é assim, né?”.

Em seguida, fala sobre a Operação Lava Jato. “Olha, é aquele negócio, se foram cometidos erros, você tem que pagar pelos erros que você fez”, diz, antes de responder se considera que errou. “Eu acho que não.”

Por G1 Rio

Orquestra Sinfônica homenageia Beethoven em 2017

0

Série de concertos lembra os 190 anos da morte do compositor alemão. Em fevereiro, grupo faz duas apresentações gratuitas

Em 2017, a programação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro será dedicada a Ludwig van Beethoven (1770-1827). Por meio de concertos temáticos, o grupo apresenta parte da extensa obra do alemão, considerado uma das maiores referências da música mundial. A iniciativa lembra os 190 anos da morte do compositor. A série comemorativa começa com os shows de fevereiro.

O maestro titular da orquestra, Cláudio Cohen, ressalta que a tradição de homenagear mestres da música em datas marcantes é uma forma de manter viva a memória deles. “Criamos oportunidades para que o público conheça e acesse as obras destes artistas.” Ao longo do ano, devem ocorrer oito concertos com o apoio da Embaixada da Alemanha, parceira no projeto.

No programa estão nove sinfonias, cinco concertos para piano e orquestra, concerto para violino, aberturas sinfônicas e outras obras-primas do músico, como forma de oferecer um panorama geral sobre o compositor. “Suas obras são essenciais para o desenvolvimento de qualquer músico profissional e para o enriquecimento cultural de qualquer cidadão do mundo”, defende Cohen.

Beethoven viveu no fim do século 18 e início do século 19, durante a Revolução Francesa e a Era Napoleônica, período de transição do Classicismo para o Romantismo. De acordo com Cohen, o legado do europeu é fundamental no repertório da orquestra e como referência de desenvolvimento técnico e de conjunto, dentro da tradição da música clássica erudita.
Programação de fevereiro da Orquestra Sinfônica

Depois de um recesso, o grupo volta a ensaiar no Cine Brasília (106/107 Sul) na quinta-feira (2). O local será palco das apresentações do mês. A programação de fevereiro começa no dia 7, às 20 horas, com a abertura de As Criaturas de Prometeu, a Sinfonia nº 1 e a Sinfonia nº 2.

No dia 14, os músicos sobem novamente ao palco do cinema, também às 20 horas, para executar a abertura de Coriolano, o Concerto para violino e orquestra — com participação do solista Alessandro Borgomanero — e a Sinfonia nº 3. Na segunda quinzena de fevereiro, não haverá concertos por conta do feriado do carnaval.

Gabriela Moll, da Agência Brasília

Ilustração: Lidiane Holanda/Agência Brasília
Edição: Marina Mercante

 

Rosangela Moro: ‘Eu me sinto blindada pelas orações dos fãs’

0

‘Não pergunto quem vai ser preso, nem quando nem por quê. Não tenho nenhuma informação privilegiada’

A vida discreta de Rosangela Moro, 42 anos, sofreu uma reviravolta há três anos. A razão é fácil de adivinhar: a curitibana, filha de uma professora de escola pública e de um mestre de obras, teve de administrar o impacto de ser casada com o hoje arquifamoso juiz Sergio Moro.

Advogada há duas décadas (o pai queria uma “filha doutora”), Rosangela agora será lançada no centro da arena: defenderá o marido, comandante da Operação Lava Jato, em ação por abuso de autoridade movida pelo ex-presidente Lula.

Rosangela é avessa a entrevistas: o máximo de exposição que se permite são os posts na página Eu Moro com Ele, no Facebook. Mas ela quebra o silêncio na revista CLAUDIA que chega às bancas e tablets na sexta-feira 3.

Como o casal trata da Lava Jato em casa? “O Sergio é uma pessoa muito equilibrada. Não pergunto quem vai ser preso, nem quando nem por quê. Não tenho nenhuma informação privilegiada, exceto quando se refere à segurança da família”, diz.

A musa de Moro já causou furor numa igreja: “Pedi ao padre uma bênção especial. Quando ele soube quem eu era, falou por trinta minutos de política. Nos segundos finais, disse: ‘Mantenha a serenidade’ ”. E como ela reagiu? “Não tenho medo. Eu me sinto blindada pelas orações dos fãs, e rezo também.”

Veja.com

Foto: Fernando Souza

Cármen Lúcia é a nova voz da República

0

“Do Supremo cuido eu”

Na reta final da delação da Odebrecht, a temperatura política volta a subir e a presidente do STF, Cármen Lúcia, se impõe. A ministra assume a condução da Lava Jato, articula com os demais Poderes a sucessão de Teori Zavascki, ajuda a debelar a crise nos presídios e até enquadra o juiz Sérgio Moro

A morte em um fatídico acidente de avião do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, acomodou uma nuvem cinzenta sobre futuro das investigações do maior esquema de corrupção já descoberto no País. Além de acumular em seu gabinete mais de 50 inquéritos e ações penais da Lava Jato, o ministro tinha em seu poder a explosiva delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht. E estava prestes a homologá-la. Na esteira da tragédia, enquanto o meio político não só fazia figa para ganhar um fôlego, como já se articulava para jogar o fim do mundo para além das festas momescas, advogados da empreiteira manifestavam preocupação com um adiamento indefinido dos processos. Os procuradores, por seu turno, manifestavam dúvidas se o novo ministro relator reuniria condições técnicas e isenção ética para levar adiante a operação. Em meio a esse mar de incertezas, emerge como voz altiva da República a presidente do STF, Cármen Lúcia. Na última semana, coube à ministra avocar para si a condução da Lava Jato, acelerar a chamada “mãe de todas as delações” e assumir as rédeas do STF nas articulações para escolha dos novos ministro e relator. Foi como se as placas tectônicas, alvoroçadas em Brasília, se reacomodassem naturalmente, após o tsunami. A autoridade serena de Cármen e sua genuína firmeza, a se imporem perante o caos, ou a proximidade dele, bastaram. Fez-se a calmaria. Durante o velório de Teori, realizado em Porto Alegre (RS), a presidente do STF daria o primeiro e talvez mais contundente sinal de que, sim, ela mataria a crise que se avizinhava no peito. Em um dado momento, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, cumprimentou a magistrada e comentou esperar que ela decidisse com serenidade a escolha do novo relator do caso. Ladeada por colegas, a ministra respondeu a Moro: “Do Supremo cuido eu”.

Como se nota, Cármen Lúcia é uma mulher de poucas palavras e posições firmes. No início da semana, ela determinou aos juízes auxiliares do gabinete de Teori que remarcassem as audiências preliminares com os delatores. Pairavam dúvidas se Cármen aguardaria a indicação do novo relator, a quem, em tese, caberia a tarefa. A ministra não se fez de rogada. Reuniu-se com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na segunda-feira 23 e deu o aval a uma estratégia para permitir a aprovação dos acordos. No dia seguinte, Janot apresentou formalmente ao Supremo um pedido para que a delação da Odebrecht fosse tratada em caráter de urgência. Era o respaldo que ela precisava para imprimir celeridade ao andamento do processo. Ato contínuo, os funcionários telefonaram para os advogados da Odebrecht e marcaram dia, horário e local para as audiências com cada um dos colaboradores – que aconteceram, em sua maioria, nos Estados de residência deles e com o apoio da estrutura da Justiça Federal. Previstos em lei, esses depoimentos prévios dos delatores são apenas para confirmar que assinaram a colaboração espontaneamente e por iniciativa própria, sem sofrer qualquer tipo de pressão. O trabalho ocorreu com velocidade incomum e foi aberto o caminho para a homologação, que pode sair a qualquer momento. “Sobre esse assunto não falo nem sob tortura”, esquivou-se Cármen na última quinta-feira 26. Não poderia mesmo. A partir desta fase, Janot já terá condições de solicitar as primeiras aberturas de inquérito contra políticos, dando prosseguimento a um dos passos mais importantes da Lava Jato.

As articulações para a definição tanto do nome do novo relator da Lava Jato no Supremo como do ministro substituto de Teori também tiveram a participação direta da ministra. Se por medo ou respeito, ninguém sabe. Mas, ao fim da semana, emissários do Planalto faziam circular a versão de que nada seria feito sem o aval e a aquiescência dela. Inicialmente, havia a possibilidade de que o ministro indicado para a vaga de Teori pelo presidente Michel Temer (PMDB) assumisse a relatoria, conforme reza o regimento interno do Supremo. Temer, no entanto, recebeu a visita da prudência, aquela que diferencia os homens públicos incautos dos previdentes. O louvável gesto jogou a responsabilidade nas mãos da presidente Cármen Lúcia e ela agiu como manda o figurino de magistrada. Reuniu ministros, ouviu mais do que falou e terminou a semana inclinada a uma decisão. Qual seja: a de indicar um colega do plenário do STF para herdar a relatoria. Dentre os nomes incluídos nessa possibilidade largam na frente os dos ministros Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Celso de Mello, nesta ordem.

“CALA A BOCA JÁ MORREU”

O histórico de Cármen Lúcia é alvissareiro para a Lava Jato e sua postura combativa contra a corrupção indica que ela não vai medir esforços para fazer a operação continuar a todo vapor. E, sobretudo, sem ingerência das sempre condenáveis conveniências políticas. Ela, por exemplo, votou a favor da prisão de condenados em segunda instância e proferiu um duro voto ao se posicionar favorável à prisão preventiva do então senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), em novembro de 2015. “Agora, parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a Justiça”. Outro voto que ganhou repercussão foi na discussão sobre biografias não autorizadas, que foram liberadas por decisão unânime do Supremo. Cármen Lúcia se mostrou uma defensora da liberdade de expressão e alertou: “Cala a boca já morreu, é a Constituição do Brasil que garante”. Ela chegou a ser relatora dos inquéritos da Operação Zelotes que subiram para o Supremo por envolverem parlamentares, mas que ainda estavam em fase inicial. Como assumiu a presidência, as investigações ficaram a cargo do seu antecessor, o ministro Ricardo Lewandowski.

Segunda mulher a assumir o comando do Supremo, aos 62 anos, natural de Montes Claros (MG), Cármen Lúcia não se limita a uma atuação burocrática nos autos processuais do seu gabinete e tem adquirido protagonismo ao enfrentar questões cruciais para o País. “Justiça não é milagre”, “Constituição não é utopia”, “cidadania não é aspiração”, costuma dizer. Em meio à crise nos presídios, tem discutido soluções com o presidente Temer e os dos tribunais de Justiça estaduais. Desde que assumiu o cargo, em setembro, ela fez visitas a presídios e articula agora a realização de um censo para a população carcerária, com o objetivo de traçar um diagnóstico para tentar propor soluções à situação explosiva das carceragens. A presidente do STF também tem atuado no sentido de buscar caminhos para solucionar a profunda crise econômica que acomete os estados brasileiros. A ministra, por exemplo, concedeu uma liminar desbloqueando R$ 193 milhões das contas do Rio. Graças à decisão, o governo fluminense conseguiu se programar para pagar os salários atrasados dos servidores. Seus recentes movimentos têm atiçado especulações das mais variadas, como as que a colocam como possível nome para concorrer à Presidência da República em 2018. Claro, sem nenhuma sinalização concreta por parte dela. Não é nem nunca foi de seu feitio. Como poucos, a ministra consegue manter a distância regulamentar que separa a magistrada da (eventualmente) política, condição que muitas vezes precisa assumir enquanto presidente da Corte Suprema do País.

A ministra monitora com atenção, por exemplo, a investigação sobre as causas do acidente aéreo que matou Teori na quinta-feira 19, tocadas pela Aeronáutica, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. As evidências colhidas até agora pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) reforçam a hipótese de que foi mesmo um acidente, provocado pelo mau tempo que assolava a região de Paraty (RJ) no momento do voo. O Cenipa conseguiu extrair os dados do gravador de voz da cabine do avião e divulgou que, em uma análise preliminar, “os dados extraídos não apontam qualquer anormalidade nos sistemas da aeronave”. O equipamento gravou os últimos 30 minutos de áudio do voo, o que inclui não só as informações de voz, mas também sons que podem indicar as manobras da aeronave e ajudar a explicar os motivos da queda. Os técnicos agora se dedicam à análise desse material, capaz de fornecer uma resposta definitiva à tragédia que chocou o País e ameaçou paralisar a Lava Jato. Ameaçou. Pois a atmosfera do imponderável que se abateu sobre o futuro da operação, para o instantâneo deleite de políticos encalacrados, não contava que no meio do caminho tinha Cármen. No meio do caminho tinha Cármen Lúcia.

ASSIM É CÁRMEN LÚCIA ANTUNES ROCHA, 62 ANOS

> Discreta, de poucas palavras, porém firme em suas decisões e às vezes dura nos autos, a presidente do STF preza pela simplicidade. Prefere dirigir o próprio carro e não gosta de ter seguranças à sua cola

> Gosta de bater longos papos com amigos, mas sente-se um pouco solitária em Brasília. Ela é mineira, religiosa, mas vota por direitos liberais, como aborto em caso de feto anencéfalo, união homoafetiva e a Marcha da Maconha

> Indicada ao STF em 2006 pelo então presidente Lula, assumiu a presidência do Supremo em setembro de 2016. Ganhou notoriedade com atuação firme em casos de corrupção e frases de efeito nos julgamentos

>Nos bastidores, é articulada na relação com parte dos ministros do STF e mantém bom trânsito com o Palácio do Planalto. Proferiu voto pela prisão do então senador Delcídio do Amaral no qual afirmou que “o escárnio venceu o cinismo”

Aguirre Talento – IstoÉ

Aumento nas passagens volta a valer neste sábado no DF; veja valores

0

Reajuste tinha sido suspenso pela Câmara, mas governo recorreu e conseguiu reversão provisória. Tíquete mais caro passa a custar R$ 5; tema continua em análise na Justiça

passagens de ônibus e metrô no Distrito Federal ficam mais caras a partir deste sábado (28). Serão adotados os mesmos valores que chegaram a vigorar na capital entre os dias 2 e 18, antes de a Câmara Legislativa aprovar um decreto e suspender o reajuste. O Palácio do Buriti conseguiu decisão favorável na Justiça, suspendeu essa ação da Câmara e, por enquanto, pode voltar a aplicar os novos valores.

Com isso, os valores das passagens passam de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares e alimentadoras do BRT; de R$ 3 para R$ 3,50 em linhas metropolitanas “curtas”, e de R$ 4 para R$ 5 no restante das linhas, além do metrô. As tarifas são as mais caras do país, e já acumulam alta de 66% desde que o governador Rodrigo Rollemberg assumiu o cargo, em 2015.

Na última terça, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça não chegou a analisar os argumentos do Palácio do Buriti para derrubar, de vez, o decreto da Câmara – segundo o governo, os deputados extrapolaram a própria competência ao interferir na decisão do Executivo.

Por enquanto, a Justiça decidiu apenas que o governo pode aplicar os valores mais altos para não comprometer os cofres públicos. A confirmação dessa decisão – ou seja, o julgamento do mérito – terá de ser dada em um outro julgamento, que ainda não tem data marcada.

Segundo o governo, esse reajuste é necessário para manter o sistema funcionando e pagar as gratuidades de estudantes e pessoas com deficiência.

‘Agilidade’
Se o cronograma anunciado pela Secretaria de Mobilidade for cumprido, o governo do DF terá usado apenas três dias para restabelecer o aumento. A “agilidade” repete o tempo gasto na implementação original do reajuste, em pleno réveillon. Os preços novos foram anunciados em 30 de dezembro, uma sexta-feira, e passaram a valer na outra segunda (2).

Quando o reajuste foi suspenso pela Câmara, no entanto, o governo do DF usou o dobro do tempo para cumprir a alteração. Na época, a Casa Civil afirmou que o procedimento era complicado e envolvia publicação dos textos em Diário Oficial, contato com as empresas que operam no transporte e atualização dos sistemas de cobrança (validadores).

Na Justiça
O Tribunal de Justiça do DF já acumula quatro ações que questionam o aumento das tarifas de ônibus e metrô na cidade. O pedido mais recente – uma ação popular de autoria do PT – foi protocolado nesta sexta-feira (27). Há também procedimentos em nome do PSOL e do PDT, do PMDB e de pessoas comuns.

Todos os procedimentos questionam a medida do governador Rodrigo Rollemberg com base no argumento de que o Palácio do Buriti reajustou as passagens sem consultar o Conselho de Transporte Público Coletivo (CTPC). Uma lei distrital de 2007 diz que o órgão precisa ser ouvido antes de a medida ser aplicada.

O procedimento com tramitação mais avançada é uma ação popular protocolada em nome de três advogados. Após negar o pedido de medida liminar (decisão provisória) por falta de provas, a juíza Simone Garcia enviou o caso para manifestação do Ministério Público e intimou a Procuradoria Geral do DF para defender o Buriti.
Por G1 DF

Delação da Odebrecht duplicará investigados na Lava Jato, diz Dallagnol

0

O procurador da República Deltan Dallagnol, encarregado da operação Lava Jato no Ministério Público Federal, disse nesta quinta-feira à AFP que a delação de ex-executivos da Odebrecht dobrará o número de pessoas sob investigação.

“A perspectiva é que a operação dobre de tamanho. A colaboração da Odebrecht e de vários de seus funcionários são fatos trazidos que podem continuar em boa parte em Curitiba, mas muito provavelmente vão ser espalhados pelo Brasil criando uma espécie de filhos da operação”, disse, em entrevista à AFP.

Deltan Dallagnol, que dirige a equipe que revelou o esquema de corrupção e desvio de dinheiro na Petrobras, declarou que os investigadores ficaram espantados com a sofisticação do esquema montado pela Odebrecht no chamado “departamento de suborno”.

“Ficamos surpresos porque uma coisa é você saber a partir de pesquisas internacionais, estudos que a corrupção no Brasil é enraizada, sistêmica e volumosa; mas outra coisa é você ver o monstro em carne e osso com teus olhos”.

Considerada a maior investigação de corrupção da história do Brasil, a “Lava Jato” já denunciou até o momento 259 pessoas, incluindo políticos e dirigentes das maiores empreiteiras do país.

Dezenas de empresários e políticos já foram condenados à prisão, entre eles o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que aderiu à delação premiada.

A investigação poderá dar agora um salto qualitativo, com as “delações premiadas” de 77 executivos da Odebrecht.

“Estamos investigando milhares de crimes bilionários praticados por centenas de pessoas”, declarou Dallagnol, 37 anos.

Mas a homologação das delações se viu retardada pela morte do juiz do Supremo Tribunal Federal encarregado do caso, Teori Zavaski.

O ministro Teori Zavaski morreu no dia 19 de janeiro passado, na queda de um avião em Parati, no Estado do Rio de Janeiro, que matou ainda outras quatro pessoas.

O Supremo discute no momento quem assumirá a relatoria da Lava Jato no lugar de Teori Zavaski.

“O juiz da Lava Jato pode determinar os rumos de toda a operação. A mentalidade dele, sua forma de pensar, sua visão do mundo e do direito pode determinar o sucesso ou o naufrágio da operação. Especialmente, o juiz que é o relator do caso no STF”, concluiu Dallagnol.

AFP

Petrobras reduz preço da gasolina e diesel nas refinarias

0

Petrobras volta a reduzir preço do diesel e da gasolina, mas repasse ao consumidor depende de decisão dos postos (Foto: Alexandre Sá/EPTV)

De acordo com comunicado da estatal, o preço do litro de gasolina custará 1,4% menos na refinaria. Já o diesel terá uma redução de 5,1% no valor do litro

A Petrobras anunciou a redução do preço da gasolina e do diesel nas refinarias a partir de sexta-feira (27). De acordo com comunicado da estatal, o preço do litro de gasolina custará 1,4% menos. Já o diesel terá uma redução de 5,1% no valor do litro.

“A decisão é explicada principalmente pelo efeito da valorização do real desde a última revisão de preços e por ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno e pela redução dos preços dos derivados nos mercados internacionais, especialmente do diesel, que registrou uma elevação de estoques em função de um inverno menos rigoroso que o inicialmente previsto no hemisfério norte”, informou a Petrobras em comunicado.

Se o reajuste for integralmente repassado ao consumidor, a Petrobras estima que o preço da gasolina caia 0,4%, ou R$ 0,02 por litro. Já o valor do diesel chegará ao consumidor 2,6% menor – um desconto de R$ 0,08 por litro.

A estatal lembra que os postos de combustível têm liberdade de preço e que “as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor”. “Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores”, afirmou a Petrobras, em comunicado.

Revisões de preços

Em outubro, a Petrobras anunciou uma nova política de definição do preço dos combustíveis nas refinarias. A cada 30 dias a estatal avalia seus preços de mercado, considerando fatores como o câmbio e o preço do barril do petróleo.

Nas primeira reunião, em outubro do ano passado, a estatal reduziu em 3,2% o preço da gasolina e em 2,7% do diesel nas refinarias. No mês seguinte, fez uma nova redução na gasolina e diesel, respectivamente, de 3,1% e 10,4%.

Em dezembro, a empresa reverteu a tendência de queda e elevou os preços do litro da gasolina (8,1%) e diesel (9,5%).

Na primeira reunião de 2017, no dia 5 de janeiro, a estatal manteve o preço da gasolina e elevou em 6,1% os valores cobrados pelo litro do diesel nas refinarias.

Impacto no mercado

O preço da gasolina vem em trajetória de alta nas últimas semanas, puxadas em parte pelo reajuste feito pela estatal em dezembro. Na semana encerrada na última sexta-feira (20), o preço médio da gasolina no país subiu pela terceira semana seguida e atingiu R$ 3,774 o litro, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Por G1

Eike Batista tem prisão decretada na Operação Lava Jato

0

De acordo com seu advogado, Eike está viajando e vai se entregar às autoridades

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira nova fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Entre os alvos de mandado de prisão está o empresário Eike Batista, que não foi encontrado em casa pelos policiais.

Imagens ao vivo exibidas pela TV no início da manhã mostraram policiais e carros da PF na casa de Eike, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo o advogado dele, Eike está viajando e vai se entregar às autoridades. A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagaram nesta quarta-feira a Operação Eficiência, que é um desdobramento da Operação Calicute, que prendeu o governador Sérgio Cabral em novembro do ano passado.

Cerca de 80 policiais federais cumprem nove mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão. A Polícia Federal investiga crime de lavagem de dinheiro, que envolve cerca de 100 milhões de dólares no exterior. Parte desse valor já foi repatriado. Também são investigados crimes de corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa.

Veja.com, com Agência Reuters
Foto: Aline Massuca/Valor