© 2022 Pandora News Todos os direitos reservados - by BLU Internet
65 anos de uma história entrelaçada pela resistência e pelo cuidado
‘NIQ – Por estradas mundo afora’ abre a programação do TeNpo 2025, terça-feira (22)
GOIÁS – Espetáculo dirigido e interpretado por Júlio Vann será apresentado no Teatro do Centro Cultural de Porangatu, às 19h30. Mostra de Teatro Nacional de Porangatu segue até sábado 26, com espetáculos teatrais e circenses, oficinas e apresentações do Cine Goiás Itinerante
A 20ª edição da Mostra de Teatro Nacional de Porangatu (TeNpo 2025) começa nesta terça-feira (22) com a apresentação do espetáculo “NIQ – Por estradas mundo afora”, dirigido e interpretado por Júlio Vann (Goiânia), às 19h30, no Teatro do Centro Cultural de Porangatu, localizado na Praça Ângelo Rosa de Moura, no Centro. A classificação é livre.
A peça abre oficialmente a programação da mostra, que até sábado (26/4) será palco para espetáculos teatrais e circenses, oficinas, mostra de cinema e, ainda, um Encontro de Gestores Culturais.
O TeNpo é realizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), correalizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação Rádio e Televisão Educativa (RTVE). O evento conta com a parceria da Secretaria de Estado da Retomada, Prefeitura de Porangatu, Goiás Social, Sesc Goiás, Academia Viking Cross e Corpo de Bombeiros.
NIQ – Por estradas mundo afora
NIQ é um palhaço-carteiro que anda pelo mundo entregando cartas que ficaram esquecidas nos correios por falta de endereço certo, nomes incompletos ou ilegíveis. Aposentado e sem conseguir ficar parado, NIQ se põe na estrada, se tornando andarilho e mensageiro à procura dos destinatários, aproveitando, também, para contar a sua própria história — parte verdade e parte invenção.
Assim, cantando e brincando com quem encontra em troca de algumas moedas e uma boa conversa, se perpetua no caminho como um contador de causos. A programação completa do TeNpo 2025 pode ser acompanhada pelo site mostratenpo.cultura.go.gov.br.
FICHA TÉCNICA
Autoria/Direção/Interpretação: Júlio Vann
Músicas: Jeane Valadares e Júlio Vann
Iluminação: Allan Lourenço
Figurinos e Caracterização: Júlio Vann
Produção Executiva: Bárbara Sofia Cardoso Bispo
SERVIÇO
NIQ – Por estradas mundo afora / TeNpo 2025
Quando: Terça-feira (22/4), às 19h30
Onde: Teatro do Centro Cultural de Porangatu, na Praça Ângelo Rosa de Moura, no Centro
Entrada gratuita
Missa dos 65 anos de Brasília é marcada pela emoção com mensagem de adeus ao papa Francisco
O primeiro pontífice sul-americano da história morreu na madrugada desta segunda-feira (21), um dia depois do Domingo de Páscoa. Ato litúrgico na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida emocionou os fiéis
O que seria uma missa especial em comemoração ao aniversário de 65 anos de Brasília ganhou um contorno ainda mais emotivo. O ato litúrgico desta segunda-feira (21), na icônica Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, marcou a despedida do papa Francisco, que faleceu em Roma nesta madrugada, em decorrência de uma pneumonia.
Primeiro pontífice sul-americano da história, o Papa lutava contra um quadro de pneumonia nos últimos meses, mas não resistiu. Ele deixa um legado de tolerância, diálogo e defesa das minorias, e sua missão foi lembrada pelo arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa.
O ato litúrgico desta segunda-feira (21), na icônica Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, marcou a despedida do papa Francisco, que faleceu em Roma nesta madrugada, decorrente de uma pneumonia | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília
“Essa missa é pela cidade e já entregando o papa Francisco ao amor misericordioso de Deus. Meu coração está com esse misto de sentimentos. De gratidão e dolorido por dentro, um sentimento de perda”, disse o cardeal, que dedicou boa parte da liturgia à cidade. “Estamos há 65 anos nos comprometendo a construir a nossa cidade. A construir uma cidade mais humana, mais inclusiva, mais bonita e acolhedora. Que Brasília continue a ser essa cidade sonhadora”, pontuou.
O governador Ibaneis Rocha e a primeira-dama Mayara Noronha Rocha prestigiaram a missa de aniversário da capital e lamentaram a perda do pontífice, com quem tiveram a oportunidade de conhecer e encontrar em duas oportunidades em visita ao Vaticano, em Roma, na Itália.
“O papa, nas duas vezes em que eu estive com ele, pediu que nós rezássemos por ele, em sinal de humildade e carinho. É uma alegria poder caminhar com a igreja católica em todos os lugares e agradecer as bençãos que caem sobre a nossa cidade. Só tenho a agradecer a todos e aos padres e bispos pelo trabalho que fazem pelos mais pobres”, agradeceu o governador Ibaneis Rocha, que decretou oficialmente luto de sete dias pelo falecimento do papa.
O governador Ibaneis Rocha e a primeira-dama Mayara Noronha Rocha prestigiaram a missa de aniversário da capital e lamentaram a perda do pontífice | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
“A comunidade cristã do Brasil e de todo o mundo recebe essa notícia com muito pesar. O papa deixou vários ensinamentos, ele falou sobre humildade, sobre uma igreja preparada para receber as pessoas que mais precisam de Cristo, esse é o grande legado dele. Ele revolucionou o papado”, acrescentou a vice-governadora Celina Leão.
Sobre a catedral
A Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida funciona de terça a sábado, das 8h às 16h45, e aos domingos, das 9h às 17h45. A área externa pode ser visitada livremente 24 horas por dia, todos os dias da semana. Já as missas são celebradas de terça a sexta-feira, às 12h15; aos sábados, às 17h; e aos domingos, em três horários: 8h, 10h30 e 18h.
O local é um marco da arquitetura moderna idealizado por Oscar Niemeyer. Com formato que remete a mãos em oração, sua estrutura é composta por 16 pilares de concreto em forma de bumerangue, criando um visual único e simbólico.
No interior, três anjos gigantes de metal parecem flutuar sob a cúpula, suspensos por cabos de aço quase invisíveis — um dos elementos mais encantadores da visita. Os vitrais coloridos, assinados por Marianne Peretti, filtram a luz e reforçam o efeito celestial do espaço.
Na entrada, os visitantes são recebidos pelas esculturas monumentais conhecidas como Os Quatro Evangelistas. Tanto os anjos quanto essas figuras foram criados pelos artistas Alfredo Ceschiatti e Dante Croce, completando a harmonia entre arte e arquitetura.
Papa de todos, todos, todos…
*Rodrigo Luiz dos Santos
“Nasceu na capital argentina no dia 17 de Dezembro de 1936, filho de emigrantes piemonteses: o seu pai Mário trabalhava como contabilista no caminho de ferro; e a sua mãe Regina Sivori ocupava-se da casa e da educação dos cinco filhos.” É assim que a biografia oficial de Jorge Mario Bergoglio é apresentada pelo Vaticano.
O arcebispo de Buenos Aires havia deixado seu país para o Conclave após a renúncia de Bento XVI. Desde então, nunca mais retornou à Argentina. O homem escolhido pelo Espírito Santo para governar a Igreja Católica naquela quarta-feira, 13 de março de 2013, se apresentou ao mundo como Francisco.
Jesuíta, o novo papa disse ter vindo “do fim do mundo”, referindo-se ao fato da Argentina ser conhecida como uma das mais austrais do planeta. Sua escolha parece ter sido uma resposta à oração de João Paulo II, em 1993: “o mundo estava com saudades de Francisco”. Prece que elevou a Deus em sua visita ao Santuário do Monte Alverne, na Itália, local em que o santo italiano do século XIII recebeu os estigmas de Cristo.
Francisco de Assis recebeu de Jesus a missão de restaurar uma Igreja em ruínas. Reforma esta que tem caracterizado o Pontificado de Francisco nestes doze anos. Ao invés do Palácio Apostólico, o Papa preferiu manter-se próximo das pessoas; segundo ele, essa vida normal faz bem e o ajuda a evitar o isolamento.
Sua proposta de descentralização de poder, resultou na criação de um Conselho de Cardeais, na nomeação de mulheres para cargos estratégicos como Dicastério para Vida Consagrada e Governo do Estado Cidade do Vaticano, além de uma consulta considerada a maior da história da Igreja para ouvir católicos do mundo todo. “Caminho de fraternidade, amor e confiança entre nós”, pediu a todos em seu primeiro discurso na Sacada da Basílica São Pedro, no Vaticano. Ali, iniciava seu caminho: “Bispo e povo”.
Em suas audiências gerais semanais, os discursos ficaram mais curtos para dedicar mais tempo aos abraços. Sua personalidade foi marcada pela disposição em ouvir, acolher, retribuir carinho, o bom humor, abençoar gestantes, casais novos, bebês, ou simplesmente distribuir doces às crianças e tomar chimarrão.
Francisco revelou a Igreja, como uma Mãe fecunda “que não tem medo de arregaçar as mangas para derramar o azeite e o vinho sobre as feridas dos homens (cf. Lc 10, 25-37); que não observa a humanidade a partir de um castelo de vidro para julgar ou classificar as pessoas”.
Com cerca de 1,3 bilhão de membros, a Igreja Católica Apostólica Romana é formada por pecadores, necessitados da misericórdia. “Esta é a Igreja, a verdadeira Esposa de Cristo, que procura ser fiel ao seu Esposo e à sua doutrina. É a Igreja que não tem medo de comer e beber com as prostitutas e os publicanos (cf. Lc 15). A Igreja que tem as suas portas escancaradas para receber os necessitados, os arrependidos, e não apenas os justos ou aqueles que se julgam perfeitos! A Igreja que não se envergonha do irmão caído nem finge que não o vê, antes, pelo contrário, sente-se comprometida e quase obrigada a levantá-lo e a encorajá-lo a retomar o caminho, acompanhando-o rumo ao encontro definitivo, com o seu Esposo, na Jerusalém celeste”, afirmou na conclusão da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, em 2014.
“Feito tudo para todos”, como o Apóstolo Paulo (cf. I Cor 9, 22), o “Vigário de Cristo” na terra afirmou que na Igreja Católica há espaço para todos. Podemos considerar que as palavras do “Servo dos servos de Deus” diante de milhares de jovens, em Portugal, em 2023, têm sua inspiração no Catecismo da Igreja Católica: “Pelos profetas, Deus forma o seu povo na esperança da salvação, na expectativa de uma aliança nova e eterna, destinada a todos os homens” (C.I.C. 64). “Todos, todos, todos” revela a aliança de Deus, em Abraão, a quem prometeu: “Em ti serão abençoadas todas as nações da terra” (Gen 12,3).
Suas primeiras palavras como Papa – “Rezem por mim” – ecoaram por onde passou. Ganharam adesão de toda Igreja e se tornaram ainda mais evidentes durante sua última hospitalização no Hospital Gemelli, em Roma. O local se tornou uma espécie de “Acampamento de Oração”, com intercessores fiéis e pessoas de boa vontade na torcida por Francisco. Intercessão que contagiou Cardeais e colaboradores da Cúria Romana na Praça São Pedro e se estenderam ao mundo todo.
Com o máximo de transparência, o Vaticano buscou comunicar boletins atualizados. A imprensa também manteve-se pronta para noticiar com “verdade, bondade e beleza”, no aguardo da melhor notícia que seria sua completa recuperação.
No entanto, Papa Francisco concluiu sua missão terrena. Desejou que seu corpo fosse sepultado na Basílica Santa Maria Maior, em Roma, próximo ao ícone de Nossa Senhora Salus Popoli Romani, diante do qual retornava para rezar após cada viagem.
Francisco é o segundo papa mais longevo da história cristã, ficando atrás apenas de Leão XIII, que morreu aos 93 anos em 1903. Seu legado demonstra uma vida inteira dedicada a manifestar a concretude do Amor, agora eternizado em nossos corações.
*Rodrigo Luiz dos Santos é jornalista e membro da Comunidade Canção Nova.
NOTA DE PESAR Papa Francisco
|
|
A humanidade perde hoje uma voz de respeito e acolhimento ao próximo. O Papa Francisco viveu e propagou em seu dia a dia o amor, a tolerância e a solidariedade que são a base dos ensinamentos cristãos.
Assim como ensinado na oração de São Francisco de Assis, o argentino Jorge Bergoglio buscou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio. A união, onde havia a discórdia. E a compreensão de que somos todos iguais, vivendo em uma mesma casa, o nosso planeta, que precisa urgentemente dos nossos cuidados.
Com sua simplicidade, coragem e empatia, Francisco trouxe ao Vaticano o tema das mudanças climáticas. Criticou vigorosamente os modelos econômicos que levaram a humanidade a produzir tantas injustiças.
Mostrou que esse mesmo modelo é que gera desigualdade entre países e pessoas. E sempre se colocou ao lado daqueles que mais precisam: os pobres, os refugiados, os jovens, os idosos e as vítimas das guerras e de todas as formas de preconceito.
Nas vezes em que eu e Janja fomos abençoados com a oportunidade de encontrar o Papa Francisco e sermos recebidos por ele com muito carinho, pudemos compartilhar nossos ideais de paz, igualdade e justiça. Ideais de que o mundo sempre precisou. E sempre precisará.
Que Deus conforte os que hoje, em todos os lugares do mundo, sofrem a dor dessa enorme perda. Em sua memória e em homenagem à sua obra, decreto luto de sete dias no Brasil.
O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
Canção Nova manifesta profunda tristeza pela morte do Papa Francisco
A Canção Nova, juntamente com os cristãos de todo o mundo, expressa o sentimento de dor pelo falecimento de Sua Santidade, Papa Francisco, que de forma profícua conduziu a Igreja e foi luz para o mundo nesses 12 anos de pontificado.
Apesar da tristeza que sentimos, nossos corações transbordam gratidão a Deus pelo dom da vida de Francisco, que tanto nos ensinou sobre a humildade; a Igreja em saída, sem fronteiras; o serviço aos mais vulneráveis; o acolhimento ao imigrante; o cuidado com a “casa comum” e com a vida comunitária.
Um dos momentos significativos da Canção Nova com o Santo Padre foi a confirmação do Reconhecimento Pontifício, com a aprovação definitiva dos seus estatutos, em 29 de junho de 2014. Outro encontro marcante ocorreu em 27 de maio de 2023, quando o Papa Francisco recebeu uma delegação da Comunidade Canção Nova, por ocasião dos seus 45 anos de história, e seu atual presidente e primeiro sucessor do padre Jonas Abib, padre Wagner Ferreira da Silva.
De maneira mais intensa, a Frente de Missão da Canção Nova em Roma, pôde testemunhar a disposição, a determinação, a força, dedicação e o acolhimento empregados no seu pastoreio, além do sorriso cativante.
Através de um ministério carregado de simplicidade, o Sumo Pontífice fez jus ao nome escolhido: Francisco. E como nos ensinou em uma de suas homilias na casa Santa Marta: “A morte é o abraço do Senhor a ser vivido com esperança”.
Para FUP, política de dividendos da Petrobras tem que mudar, pois concentra renda e compromete investimentos
Rio de Janeiro – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) defende a revisão urgente da política de distribuição de dividendos da Petrobras, visando um modelo mais equilibrado e socialmente responsável.
Para a FUP, a atual política é equivocada, concentra renda e compromete investimentos. “Ela permite à empresa fazer o pagamento de dividendos mesmo se não tiver lucro. Ou seja, pode distribuir dividendos mesmo tendo prejuízo. Além disso, há o pagamento de dividendos extraordinários, embora não seja obrigação legal”, destaca o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, ao comentar a aprovação em assembleia geral ordinária (AGO) da Petrobras, realizada nesta quarta-feira, 16, de dividendos adicionais aos acionistas no valor de R$ 9,1 bilhões.
O montante foi aprovado pelo conselho de administração da Petrobras em fevereiro deste ano, quando dos resultados de 2024, e foi ratificado na AGO de ontem. No total, a remuneração referente ao exercício de 2024 foi de R$ 75,8 bilhões.
“Desde o início dessa política, entre 2021 e 2024, a Petrobras distribuiu R$ 472 bilhões em dividendos, sendo R$ 65 bilhões considerados extraordinários. Ou seja, 14% do total”, contabiliza o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/ subseção FUP), Cloviomar Cararine.
“É um volume imenso de recursos gerados pela Petrobras. O ponto mais crítico, no entanto, é o destino desses recursos. Estima-se que 43% dos dividendos totais tenham sido enviados a acionistas estrangeiros, o que representa R$ 203 bilhões saindo do país. Somando com os acionistas brasileiros privados, observa-se que 63% dos dividendos beneficiaram o setor privado, concentrado em poucas mãos, tanto no Brasil quanto no exterior. São recursos que deveriam ser destinados a investimentos”, completa Bacelar, da FUP.
Cardeal Tempesta: O mundo se despede do Papa Francisco
Cardeal Orani João Tempesta, O. Cist. – Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Desde sua eleição em 2013, Jorge Mario Bergoglio encantou fiéis e não fiéis com sua mensagem de misericórdia, justiça social e amor ao próximo. Seu papado foi caracterizado por uma proximidade singular com os mais pobres, uma visão renovada sobre o papel da Igreja e reformas que buscaram tornar a instituição mais transparente e inclusiva.
Uma das primeiras grandes paradas de seu pontificado foi no Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013, aqui no Rio de Janeiro quando tivemos a graça de recebê-lo por uma semana. Com um sorriso acolhedor e palavras cheias de esperança, Francisco conquistou os corações dos jovens, incentivando-os a serem “protagonistas da mudança” e a levarem o Evangelho a todos os cantos do mundo. Sua simplicidade e carisma marcaram essa visita histórica, deixando um legado inesquecível.
Durante seu pontificado, Francisco publicou quatro encíclicas que sintetizam seu pensamento e sua missão:
1. Lumen Fidei (2013) – “A Luz da Fé” foi uma encíclica iniciada por Bento XVI e finalizada por Francisco, ressaltando a importância da fé como guia para a vida cristã. Nela, Francisco sublinha que a fé não é apenas um sentimento, mas um compromisso concreto que transforma a vida do crente e o impele ao testemunho e à caridade.
2. Laudato Si’ (2015) – “Louvado Seja” trouxe uma visão inovadora sobre a ecologia integral, destacando a responsabilidade dos seres humanos na preservação do meio ambiente. Nesta encíclica, Francisco faz uma forte crítica ao consumismo desenfreado e à degradação ambiental, chamando a humanidade a uma conversão ecológica. O Papa denuncia o impacto das mudanças climáticas sobre os mais pobres e incentiva governos e indivíduos a adotarem práticas sustentáveis e justas.
3. Fratelli Tutti (2020) – “Todos Irmãos” enfatizou a fraternidade e a amizade social, promovendo o diálogo e a paz entre os povos. Inspirado no espírito de São Francisco de Assis, o Papa propõe um mundo onde as barreiras da indiferença sejam derrubadas, a solidariedade prevaleça e a política seja guiada pelo bem comum, não por interesses pessoais ou econômicos. A encíclica também condena o racismo, o populismo exacerbado e o individualismo que fragmenta as sociedades.
4. Dilexit Nos (2024) – “Ele nos amou” destacou a centralidade do Coração de Jesus como fonte de amor e missão para a Igreja e o mundo. Francisco convida os fiéis a redescobrirem a ternura da fé e o fervor missionário, enfatizando que o amor divino deve se traduzir em ações concretas de compaixão e justiça social. A encíclica reforça o papel da Igreja como uma instituição que acolhe, escuta e serve.
Além dessas contribuições teológicas, o Papa Francisco promoveu mudanças profundas na estrutura da Igreja. Entre suas principais reformas estão:
1. Reforma da Cúria Romana – Tornou a estrutura administrativa do Vaticano mais eficiente e acessível, promovendo uma descentralização e incentivando uma maior participação das conferências episcopais na tomada de decisões.
2. Transparência financeira – Implementou medidas rigorosas para combater a corrupção no Vaticano, reformando o Banco do Vaticano e estabelecendo novos mecanismos de controle financeiro. Essas ações fortaleceram a credibilidade da Igreja diante da sociedade.
3. Foco na evangelização – Criou um dicastério dedicado à evangelização, reforçando a missão central da Igreja de levar o Evangelho ao mundo. Com isso, impulsionou a atuação missionária e enfatizou a necessidade de uma Igreja que sai ao encontro das periferias existenciais.
4. Inclusão de mulheres em cargos de liderança – Nomeou mulheres para posições de alta relevância dentro da Cúria, como o caso da irmã Simona Brambilla, tornando-se a primeira mulher a liderar um organismo vaticano de grande importância.
5. Atualizações no Direito Canônico – Realizou modificações no Código de Direito Canônico para tornar a disciplina da Igreja mais justa e coerente com os desafios contemporâneos. Suas reformas buscaram equilibrar a tradição com a necessidade de respostas mais pastorais e humanas.
6. Simplificação dos rituais funerários papais – Em 2024, Francisco aprovou um novo protocolo para os funerais papais, eliminando elementos considerados excessivamente pomposos, como o uso de três caixões. Sua intenção era reforçar a ideia de uma Igreja despojada, focada na essência da fé e não em formalismos.
Agora, com sua partida, o Papa Francisco deixa saudades e lembranças inesquecíveis. Seu sorriso, sua coragem para enfrentar desafios e sua capacidade de unir corações permanecerão vivos na memória de milhões de pessoas. Ele foi um Papa que abraçou os marginalizados, que denunciou injustiças, que promoveu o diálogo inter-religioso e que desafiou o mundo a ser mais humano e solidário.
O mundo se despede de um Papa que, com gestos e palavras, trouxe esperança e amor a uma humanidade tantas vezes dividida. Seu legado transcende seu tempo e continuará a iluminar gerações futuras, inspirando a todos a viverem com fé, compaixão e compromisso com o bem comum. Seu pontificado não foi apenas um período na história da Igreja, mas um testemunho de que a fé pode transformar o mundo quando é vivida com autenticidade e serviço. Descanse em paz!
Enquanto os EUA atraem bilionários para governar, Brasil se perde em debates periféricos
Para Leandro Sobrinho, a diferença de prioridades entre os dois países explica por que um cresce mesmo em meio ao caos — e o outro não sai do lugar
Em meio à turbulência geopolítica, disputas comerciais e embates institucionais internos, os Estados Unidos seguem avançando em crescimento econômico e em atração de capital privado. Um dos motivos, segundo o empresário Leandro Sobrinho, está na diferença radical entre as prioridades adotadas por Brasil e EUA na condução da política e da economia.
De volta à presidência, Donald Trump tem conduzido seu novo mandato com uma postura agressiva na economia, mas pragmática na composição do governo. Um time de bilionários e empresários experientes foi escalado para comandar áreas estratégicas da administração federal. Secretários do Tesouro, do Comércio e do Planejamento Governamental têm em comum não apenas o patrimônio bilionário, mas também a orientação para fazer negócios, enxugar gastos e atrair capital. Elon Musk, o homem mais rico do mundo, passou a integrar diretamente o governo como chefe do Departamento de Eficiência Governamental.
O foco é claro: reindustrializar os Estados Unidos, reduzir o peso do Estado e criar um ambiente mais competitivo para o setor privado. “Se eles conseguirem executar o plano como está sendo desenhado, a carga tributária americana, que já é uma das mais baixas do mundo desenvolvido, pode cair ainda mais. Isso é música para os ouvidos de qualquer investidor ou empresário”, analisa Leandro Sobrinho, investidor imobiliário nos EUA e sócio da Davila Finance.
Brasil empacado em velhos dilemas
Enquanto isso, no Brasil, a agenda econômica segue travada por disputas políticas, discussões ideológicas e prioridades consideradas periféricas diante dos desafios estruturais do país. “A carga tributária nacional, que já beira os 35% do PIB, continua em trajetória ascendente, pressionada por uma dívida pública crescente e gastos rígidos com emendas parlamentares e programas de difícil revisão”, revela.
A taxa básica de juros, próxima de 15% ao ano, dificulta o crédito, encarece o investimento produtivo e impede que o país decole em competitividade. Ainda assim, os principais sinais que chegam ao setor privado estão longe de indicar um real compromisso com reformas ou com o estímulo à produtividade.
“Nos EUA, mesmo com toda a instabilidade política, há uma agenda econômica concreta em andamento. No Brasil, infelizmente, o governo parece mais preocupado com o impacto de vídeos nas redes sociais do que com o cenário fiscal, tributário ou regulatório”, pontua Leandro.
Desalinhamento de foco e ausência de competitividade
A diferença de agendas evidencia o descompasso entre o que empresários esperam e o que é, de fato, discutido nas esferas de decisão. Enquanto os Estados Unidos falam em atrair investimento global e reformar o Estado para reduzir custos, o Brasil ainda debate propriedade privada no campo, revoga marcos legais de setores estratégicos e posterga reformas estruturais.
Para Leandro Sobrinho, o contraste é um alerta. “Enquanto um país direciona bilionários para liderar a política econômica e promover eficiência, o outro se perde em disputas simbólicas. O que nos impede de ser uma potência não é a falta de capacidade, é a escolha errada das prioridades”, lamenta.
Sobre a Davila Finance
A Davila Finance é uma empresa gestora de investimentos imobiliários na região central da Flórida. Com uma equipe que acumula experiência de décadas combinada em investimentos imobiliários, a empresa está bem posicionada para guiar projetos e receber investidores dentro de seu portfólio. Fundada com base em expertise em Corporate & Investment Banking, Finanças Estruturadas e empréstimos para construção, a Davila Finance se orgulha de construir relacionamentos de longo prazo com seus clientes. Para mais informações, acesse https://davilafinance.com.
Sobre Leandro Sobrinho
É co-fundador e sócio da Davila Finance, onde concentra seus esforços no planejamento estratégico e no relacionamento com investidores. O empresário possui mais de 17 anos de experiência, atuando como empreendedor, sócio e gestor de mais de 40 empresas em setores diversos ao longo de sua carreira. Especialista em estruturar empresas e avaliar oportunidades, construiu uma trajetória baseada na confiança e na comunicação transparente com sócios, fornecedores e investidores. Além disso, é membro do conselho de empresas no Brasil e nos EUA, dedicando-se a otimizar a gestão com foco no melhor aproveitamento de oportunidades e no ciclo contínuo de novos investimentos. Para mais informações, acesse https://www.linkedin.com/in/
NOTA DE PESAR – Cristina Buarque, cantora
Quero expressar meus profundos sentimentos pelo falecimento de Cristina Buarque. Cantora e compositora talentosa, teve um papel extraordinário na música brasileira ao interpretar as canções de alguns dos mais importantes compositores do samba carioca, ajudando a poesia e o ritmo dos morros do Rio a conquistarem os corações dos brasileiros.
Aos seus familiares e ao meu amigo Chico Buarque, deixo minha solidariedade e um forte abraço.
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República




Brasília celebra 65 anos com festa dedicada à melhor idade
Brasília: um destino em que muitos escolheram ficar
Capital da esperança, Brasília se reinventa para seguir dando oportunidades a quem precisa






