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Delator diz que pagou US$ 4,5 milhões em caixa 2 para campanha de Dilma

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Zwi Skornicki afirma que o pagamento foi realizado diretamente para marqueteiro do PT

POR THIAGO HERDY – O GLOBO

CURITIBA — Mais novo réu a celebrar um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava-Jato, o engenheiro Zwi Skornicki, representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, contou à força-tarefa que o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, lhe pediu US$ 4,5 milhões (R$ 15,2 milhões) para ajudar a financiar a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff, em 2014. O pagamento foi feito diretamente em uma conta do marqueteiro João Santana na Suíça, e não foi declarado à Justiça Eleitoral.

A colaboração de Zwi foi assinada com o Ministério Público Federal (MPF), mas ainda depende de homologação do juiz da 13ª Vara da Justiça Federal, Sérgio Moro. Os pagamentos, segundo ele, foram realizados nos meses próximos às eleições de 2014, entre setembro de 2013 e novembro de 2014, o que já fazia os investigadores desconfiarem da relação com a campanha.
Uma empresa de Zwi, a offshore Deep Sea Oil Corp, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, fez nove repasses (de US$ 500 mil cada) para a conta suíça da offshore Shellbil Finance S/A, registrada na República Dominicana e pertencente a João Santana e à mulher dele, Mônica Moura.

Em depoimento à polícia depois de ser presa, em fevereiro, Mônica alegou que os pagamentos estavam relacionados a contratos do estaleiro Keppel em Angola, país onde o casal Santana também prestou serviços para o presidente José Eduardo Santos e o Partido Movimento pela Libertação de Angola.

“(Zwi Skornicki) foi indicado por uma mulher responsável pela área financeira da campanha presidencial de Angola”, disse Moura na época, mencionando que a campanha naquele país teve um custo total de US$ 50 milhões.

VERSÃO DE MÔNICA É CONTESTADA

A versão é agora contestada por Zwi, que prometeu entregar aos procuradores evidências como registros de reuniões e encontros que teria mantido com Vaccari para tratar dos repasses destinados à campanha de Dilma no Brasil. O estaleiro Keppel Fels foi fornecedor e parceiro da Petrobras em contratos que envolveram US$ 3 bilhões, das plataformas P-52, P-56, P-51 e P-58.

A delação de Zwi não envolve o nome de políticos com foro privilegiado. Por isso, será submetida para homologação em Curitiba, e não no Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não há previsão para a análise de Moro. Na quarta-feira, a advogada de Zwi, Marta Saad, não foi localizada para comentar a delação.

O advogado da chapa Dilma/Temer, Flávio Caetano, disse ao GLOBO repudiar o que chamou de “vazamento seletivo de informações de acordo de colaboração que ainda não é oficial”, e negou ter havido caixa 2 na campanha. Ele afirmou que todas as despesas da campanha foram “regularmente contabilizadas e aprovadas pelo TSE”.

Em nota, Dilma Rousseff disse que “são mentirosas e levianas as acusações” e que apenas o tesoureiro Edinho Silva tratava de arrecadação para a campanha de 2014. Afirmou também que foram pagos R$ 70 milhões a João Santana pelos serviços prestados naquele ano e disse considerar o caso parte da “onda de novas calúnias e difamações dirigidas contra a sua honra”.

Zwi está preso na carceragem da PF em Curitiba desde fevereiro deste ano, acusado de intermediar propinas do esquema de corrupção na Petrobras. Na 23ª fase da Lava-Jato, batizada de “Acarajé”, os investigadores encontraram repasses no exterior para João Santana, por meio da conta suíça da Shellbil. Santana, Mônica e Zwi foram denunciados à Justiça em abril deste ano por corrupção e lavagem de dinheiro.

MULHER DE SANTANA JÁ ADMITIU CAIXA 2

O nome do engenheiro apareceu pela primeira vez na Lava-Jato pelas mãos do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, vinculado à Diretoria de Serviços da estatal, que contou aos investigadores ter recebido no exterior US$ 15,2 milhões divididos com Renato Duque, o ex-diretor da área.

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Segundo Barusco, outros US$ 15,2 milhões teriam sido pagos ao PT, por meio do ex-tesoureiro João Vaccari, entre os quais estão os US$ 4,5 milhões pagos ao casal Santana no exterior para a campanha de Dilma. Em depoimento à força-tarefa durante tentativa de fechar delação premiada, em abril, Mônica Moura já havia revelado que, na disputa eleitoral de 2014, pelo menos R$ 10 milhões foram pagos a ela e a João Santana fora da contabilidade oficial. E mais: teria havido caixa 2 nas campanhas pela eleição de Dilma (2010), e pela reeleição de Lula (2006), além das campanhas municipais de Fernando Haddad (2012), Marta Suplicy (2008) e Gleisi Hoffmann (2008). A força-tarefa ainda não aceitou fechar acordo com Mônica, por entender que há mais informações a serem prestadas.

Segundo Mônica, os pagamentos no caixa 2 para campanhas do partido teriam sido intermediados pelos ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci, além de Vaccari. O trio teria indicado executivos que deveriam ser procurados para ela e João Santana receberem contribuições que não passariam por contas oficiais do PT. Na época, os três e a campanha de Dilma negaram.

Skornicki já havia sido alvo de condução coercitiva durante a 9ª fase da Lava-Jato, intitulada My Way. Em entrevistas, ele sempre negou ter pagado propina.

CARROS ANTIGOS, LANCHA E OBRAS DE ARTE

Ex-funcionário da Petrobras e representante comercial no Brasil do estaleiro Keppel Fels, o engenheiro polonês Zwi Skornicki, de 66 anos, estava na mira da Polícia Federal desde foi citado pelo ex-gerente da estatal Pedro Barusco como um dos operadores do esquema de corrupção na empresa. Barusco assinara um acordo de delação premiada, o mesmo recurso que agora Zwi vai utilizar para tentar diminuir a própria pena. O empresário escapou de ser preso em fevereiro de 2015, ainda na 9ª fase da Lava-Jato, na Operação My Way, quando foi apenas levado para depor. Ficou calado por orientação do advogado. Foi preso um ano depois, na 23ª fase.

Nas duas operações de que foi alvo, a PF apreendeu bens de Zwi. Na My Way, os policiais encontraram 48 obras de arte na casa dele. Na 23ª fase, levaram uma lancha e a coleção de automóveis antigos de Zwi. São modelos com boa cotação no mercado de esportivos clássicos. O destaque da coleção é o Mercedes-Benz 280 SL “Pagoda”, da década de 1960. No Brasil, o preço de um carro desses, em bom estado, passa dos R$ 350 m

Zwi alegou que foram os anos de trabalho no setor petrolífero que lhe renderam o patrimônio que tem.

— Sou transparente, trabalhei pesado, tenho tudo no meu nome. Não escondo nada, não tenho laranja — disse ele, em entrevista ao GLOBO pouco depois da 9ª fase da Lava-Jato, a mesma que prendeu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

A PF, no entanto, afirma que Zwi e sua mulher, Eloisa, ocultaram das autoridades brasileiras seis contas no exterior.

Na entrevista ao GLOBO, o engenheiro disse que as denúncias de envolvimento no escândalo não passavam de “fantasia”:

— Parece que resolveram achar que sou o rei da quadrilha. Estou tentando entender porque sou o foco. Eu nunca, nunca, nunca paguei propina. Se você for olhar a Keppel, os nossos preços sempre foram os menores.

Depois de negar ter participado do esquema, Zwi agora disse em delação premiada que pagou US$ 4,5 milhões para campanha de Dilma Rousseff, sem declarar o valor à Justiça Eleitoral.

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Um relatório produzido pela PF apontava que o engenheiro tinha relação próxima com Vaccari e outros diretores da estatal indicados por petistas. Segundo o documento, Zwi convidou Vaccari e outros membros da cúpula da Petrobras para o aniversário de seu filho mais novo, Bernardo. Quando conversou com O GLOBO, Zwi confirmou conhecer o ex-tesoureiro do PT.

— Conheço (o Vaccari). Foi quando teve inauguração das plataformas (de petróleo) da Petrobras, da 52 e da 56, ele esteve junto — disse.

(Colaboraram Renato Onofre e Juliana Castro)

Ônibus com 46 passageiros capota na Rodovia Mogi-Bertioga; 18 morrem

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Veículo estava no km 84, na divisa entre Mogi das Cruzes e Bertioga, SP.
Capitão do Corpo de Bombeiros afirma que 18 morreram e 30 se feriram.

Guilherme Lucio da Rocha, Jamile Santana e LG Rodrigues
Do G1 Santos

Um ônibus que levava 46 pessoas capotou na rodovia Mogi-Bertioga por volta das 23h desta quarta-feira (8) no litoral de São Paulo. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, hospitais e da Polícia Civil, 18 pessoas, incluindo o motorista, morreram e as outras 30 ficaram feridas.

Com o acidente, a rodovia foi totalmente interditada por volta das 23h. Todas as vítimas com vida foram resgatadas e levadas a hospitais próximos. Depois, os corpos das demais vítimas foram retirados e levados para o IML de Guarujá. A rodovia foi liberada por volta das 7h.

O veículo levava estudantes de três unidades de ensino da cidade de Mogi das Cruzes para o município de São Sebastião. O ônibus seguia em comboio com outros três veículos pelo km 84, na divisa entre os municípios de Mogi das Cruzes e Bertioga. Neste momento, o coletivo bateu em um rochedo na pista contrária, capotou e caiu em um barranco. A polícia investiga as causas do acidente.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do litoral de São Paulo, e também de municípios próximos da região, foram deslocadas para prestar atendimento às vítimas. Equipes do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) também estão no local.

Segundo Edemir Pedralli, pai de uma das vítimas, a situação no local ainda é incerta. “Minha situação é de angústia. Não sei o que aconteceu, não sei se meu filho está bem, se ele foi socorrido. Estava dormindo quando soube da notícia.”, disse o homem. Ainda de acordo com Edemir, seu filho cursa engenheira civil na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

As vítimas foram levadas para o Hospital Municipal de Bertioga, para o Hospital Santo Amaro, em Guarujá, e para o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, que fica em Mogi das Cruzes. De acordo com o delegado Fábio Pierri, não chovia e não havia neblina no momento do acidente, mas a pista poderia estar escorregadia.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os corpos serão enviados para os IMLs de Guarujá e Mogi das Cruzes, mas há a chance de que alguns corpos sejam enviados para a unidade de Santos. O caso será investigado pela Delegacia Sede de Bertioga.

Colisão
Horas após o acidente com o ônibus, um caminhão colidiu contra um guincho da DER e também contra um caminhão do Corpo de Bombeiros. Estes veículos estavam no trecho para ajudar a bloquear a via. As causas deste acidente são desconhecidas. Ninguém ficou ferido.

Transtornos no Parque da Cidade estão com os dias contados

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Jaime Recena confirma reforço na segurança até o fim das obras de iluminação e pede compreensão aos frequentadores

 Com início há pouco mais de um mês, as obras de revitalização e iluminação das pistas do Parque da Cidade podem gerar ainda algum tipo de transtorno aos usuários do local, principalmente a quem o utiliza no período noturno. O alerta foi feito nesta terça-feira (07) pelo secretário-adjunto de Turismo, Jaime Recena, que pediu compreensão por parte da comunidade.

“Como é esperado, toda obra causa algum tipo de contratempo. No caso do Parque, estamos instalando postes novos e trocando os antigos, para que todo o trajeto das vias esteja completamente iluminado o mais breve possível e, com isso, contemple quem prefere a prática de exercícios durante a noite”, frisou o secretário.

O importante, segundo Recena, é que a população tome alguns cuidados na utilização do local durante o período de obras. “É importante que os usuários evitem transitar nos pontos que estão temporariamente sem iluminação. Não são fixos, porque os técnicos precisam ligar, aleatoriamente, os circuitos referentes aos postos já instalados”, reforçou. Ainda segundo o secretário, um reforço de policiamento no local já foi solicitado para o 1º Batalhão da Polícia Militar, que disponibilizou uma viatura para ficar nos pontos de maior movimento. As rondas de vigilância móvel também já foram determinadas para a área.

A iluminação pública da nova pista do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek terá 451 postes de aço com luminárias de 250 watts e oito postes de concreto, com potências de 400 watts. De acordo com a Administração do Parque, a CEB, empresa responsável pela nova iluminação, possui até 60 dias para entregar a obra. No entanto, há a previsão de que seja finalizada ainda antes. “O calendário está em dia e esperamos que a parte principal esteja em funcionamento em 30 dias”, afirma Alexandro Ribeiro, administrador do Parque.

Gracyanne Barbosa posta foto e chama a atenção pelo corpão

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Gracyanne Barbosa surpreendeu os fãs mais uma vez ao compartilhar em seu perfil oficial do Instagram, uma foto na academia exibindo o corpão sarado.

Usando um conjunto de legging e top rosa e uma cinta, a musa fitness chamou a atenção pelos músculos. “Não desgrudo mesmo da minha cinta. Uso cerca de 8 horas por dia e os resultados tem sido cada vez mais incríveis. Estou em busca da simetria e de um corpo mais harmônico”, escreveu na legenda.

“Corpo lindo”, “musa”, “você é maravilhosa” e “que cintura perfeita”, foram alguns dos elogios deixados pelos fãs nos comentários da publicação.

Restituições do IR 2016: Receita abre hoje consultas ao 1º lote

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Serão pagos R$ 2,65 bilhões a 1,61 milhão de contribuintes, diz Fisco.
Primeiro lote do IR será destinado, principalmente, a contribuintes idosos.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
A Receita Federal abre nesta quarta-feira (8), a partir das 9h, as consultas ao primeiro lote de restituições do Imposto de Renda 2016 e a lotes residuais (para quem caiu na malha fina) de anos anteriores.

De acordo com o Fisco, o crédito bancário para 1,61 milhão de contribuintes será realizado no dia 15 de junho e soma R$ 2,65 bilhões. Do número total de contribuintes do primeiro lote, 1,49 milhão são idosos e 113,76 mil possuem alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave. Essas pessoas têm prioridade no recebimento.

O valor deste lote é maior do que o primeiro lote do IR de 2015 e também de 2014, que somaram, respectivamente, R$ 2,36 bilhões e R$ 1,9 bilhão. Mas está abaixo do registrado no primeiro lote de 2013 – culo valor total foi de R$ 2,71 bilhões em restituições para os contribuintes.

Consultas

Assim que aberta, a consulta poderá ser feita pelo site: http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual.app/paginas/index.asp

A Receita Federal lembrou que disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele, é possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Ordem de recebimento

Após o pagamento das restituições para contribuintes idosos e com deficiência física, mental ou moléstia grave, as restituições serão pagas pela ordem de entrega da declaração do Imposto de Renda, desde que o documento tenha sido enviado sem erros ou omissões.

Geralmente, são liberados sete lotes do IR a cada ano, entre junho e dezembro. Os valores das restituições do Imposto de Renda são corrigidos pela variação dos juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano. Em 2016, o Fisco recebeu quase 28 milhões de declarações de Imposto de Renda até 30 de abril – o prazo legal.

Malha fina

No fim de abril, a Receita Federal informou que 716 mil declarações já estavam retidas na malha fina do IR devido a inconsistências das informações prestadas. Nos últimos anos, a omissão de rendimentos foi o principal motivo de incidência na malha, seguido por inconsistências na declaração de despesas médicas.

Para saber se está na malha fina, os contribuintes podem acessar o “extrato” do Imposto de Renda – disponível por meio do site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Clique aqui para acessar o e-CAC

Para acessar o extrato do IR é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

De posse da informação sobre quais inconsistências foram encontradas pela Receita Federal na declaração do Imposto de Renda, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora ao Fisco. Quando a situação for resolvida, o contribuinte sai da malha fina e, caso tenha direito, a restituição será incluída nos lotes residuais do Imposto de Renda.

Prisão de Renan, Jucá e Sarney é pedida pelo procurador-geral da República

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República, José Sarney, de acordo com reportagem desta terça-feira (7) do jornal “O Globo”. A TV Globo confirmou a informação.

De acordo com o jornal, o procurador-geral pede a prisão dos três por suspeita de eles estarem obstruindo as investigações da Operação Lava Jato. A reportagem diz também que os pedidos de prisão estão com o ministro do Supremo Tribunal FederalTeori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, há pelo menos uma semana.

‘O Globo’ afirma que Janot pediu também o afastamento de Renan da presidência do Senado, a exemplo do afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do comando da Câmara.

A alegação de Janot de que Sarney, Jucá e Renan estariam agindo para barrar a Lava Jato se baseia, segundo o jornal, em na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que, de acordo com a reportagem, traz indícios de que os três queriam limitar as investigações.

Gravações que Machado fez de conversas com políticos já derrubaram dois ministros nos primeiros 15 dias do governo Temer: o próprio Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência). Nas conversas gravadas, os dois criticavam a Lava Jato.

Propina

Em uma reportagem do dia 3 de junho, “O Globo” já havia relato que Machado contou aos investigadores ter pago pelo menos R$ 70 milhões a integrantes da cúpula do PMDB.

Ele disse que pagou a Renan cerca de R$ 30 milhões. Para Sarney, Machado relatou a entrega de cerca de R$ 20 milhões. Machado citou ainda que entregou outros R$ 20 milhões a Jucá.

Os valores, segundo Machado, foram desviados da subsidiária da Petrobras, responsável pelo transporte de combustível no país. Jucá, Renan e Sarney negaram as acusações.

Do G1, em Brasília, com informações do Bom Dia Brasil

Taguatinga Shopping faz campanha com sorteio duplo para o Dia dos Namorados

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Clientes poderão concorrer a dois lindos Jac J2 a cada R$ 150 em compras
O Taguatinga Shopping traz, especialmente para a época mais romântica do calendário, uma super ação promocional com o sorteio de dois automóveis Jac J2 ano/modelo 2015/2016, motor 1.4 16V VVT, JetFlex, ar condicionado, airbag duplo frontal, 5 lugares, freios ABS com EBD, rodas de aço, aro 14″, com calota.  Com o tema “Tudo o que os namorados querem”, o centro de compras quer incentivar os seus clientes a encontrarem o presente perfeito para o seu par. A cada R$ 150 em compras, os clientes receberão um cupom para participar do sorteio e o melhor de tudo: o ganhador sortudo levará para casa os dois carros.
Aqueles que fizerem as suas compras com cartões de crédito BRB têm ainda mais vantagens, pois elas valerão cupons em dobro. Para participar, os clientes podem ir até o balcão de trocas, localizado na Praça de Vidro, no terceiro piso, e levar os comprovantes de compras. O sorteio acontece no dia 16 de junho, às 18h30.
Cartões para celebrar o amor

Em tempos de tecnologia em que o a escrita à mão quase não é mais utilizada, o centro de compras resgata o romantismo da escrita e surpreende seus clientes com cartões de presente, apresentados em quatro modelos de frases diferentes, desenhados pela designer gráfica, Raquel Câmara. Seguindo a principal marca de seu trabalho, Raquel projetou layouts exclusivos de letras que se desdobram em lindas marcas gráficas para celebrar o amor. Os clientes poderão optar por cartões com belas frases, como: “A medida do amor é amar sem medida” (Santo Agostinho); “O amor é quando a gente mora um no outro” (Mário Quintana), entre outras.
O limite estipulado é de até quatro cartões exclusivos, por CPF cadastrado, durante todo período da promoção – desde que atendido o valor mínimo de R$ 150 (cento e cinquenta reais) para cada troca. Para clientes que possuírem Cartão BRB, o limite estipulado é de até oito cartões exclusivos por CPF.

Eliana defende MC Biel e cai no ridículo

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O programa da Eliana desse domingo (5) mostrou uma reportagem com o cantor MC Biel, que se envolveu num caso de assédio sexual à uma jornalista nesta semana. Há muitas provas e testemunhas mostrando o que Biel disse e fez e é algo um tanto quanto incontestável. Mesmo com tudo isso acontecendo, o SBT decidiu manter a matéria e, óbvio, causou polêmica.

A reportagem é muito favorável ao cantor, ameniza bastante o que houve e foi exibida num momento totalmente inadequado. O certo mesmo seria não mostrar o material, até porque há provas sérias contra o tal cantorzinho. Para tentar dar uma contornada na coisa, Eliana disse que quer que a verdade apareça, dando a entender que Biel possa estar envolvido num “grande engano”. A apresentadora leu ainda uma mensagem postada por Biel numa rede social em que ele escreve que a entrevista aconteceu em “clima descontraído e em nenhum momento ela (a jornalista) se mostrou decepcionada com algo que eu disse…”. Quer dizer, ele realmente disse. E vamos considerar que a moça não tenha demonstrado se importar naquela hora (e ela se incomodou, segundo testemunhas): mesmo que ela não tenha demonstrado nada, o que ele falou já é algo gravíssimo e inaceitável sob qualquer aspecto.

É bem lamentável isso. E a apresentadora ainda mostra na tela a hashtag #ElianaPorTodasElas, numa suposta campanha contra a cultura machista. Beira o ridículo.

Cerveró relatou propinas de mais de meio bilhão de reais desde 2002

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O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró apontou o pagamento de pelo menos R$ 564,1 milhões em propina envolvendo negócios da estatal e de uma de suas subsidiárias, a BR Distribuidora. Onze políticos são nominalmente citados como beneficiários dos desvios. Os detalhes estão na delação premiada de Cerveró, que está colaborando com a Justiça em troca de redução da pena. A cifra deve ser maior, uma vez que os valores não estão atualizados e não há informação de quanto foi pago em propina em parte dos negócios com irregularidades.

Individualmente, o valor mais alto se refere à aquisição pela Petrobras, em 2002, da empresa petrolífera argentina Pérez Companc. Segundo ele, o negócio rendeu US$ 100 milhões em propina para integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Usando o câmbio de sexta-feira passada, mas sem correção monetária, a cifra chega a R$ 354 milhões.

Em 2007, outro negócio relativo à Pérez Companc voltaria a render propina, segundo Cerveró. Foi durante a venda da Transener, principal linha de energia que liga a Argentina de norte a sul e que era da Pérez Companc. Em 2003, Nestor Kirchner assumiu a Presidência da Argentina e, segundo Cerveró, fez pressão para a Petrobras vender a Transener. O negócio foi fechado com um amigo de um ministro da administração Kirchner e rendeu pelo menos US$ 300 mil (R$ 1,06 milhão) para Cerveró e outros US$ 300 mil para o lobista Fernando Antônio Falcão Soares, mais conhecido como Fernando Baiano. Mas, segundo o próprio Cerveró, a maior parte da propina ficou na Argentina.

De acordo com o ex-diretor da Petrobras, a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, rendeu US$ 15 milhões (R$ 53,1 milhões) em propina para o ex-senador Delcídio Amaral, Fernando Baiano e o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, entre outros. Mais R$ 4 milhões foram pagos a Delcídio em razão da reforma da refinaria. Em 2014, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que Pasadena causou um prejuízo de US$ 792,3 milhões (R$ 2,804 bilhões) à Petrobras.

A aquisição de sondas também levou ao pagamento de pelo menos US$ 24 milhões (R$ 84,96 milhões) em propina. Cerveró apontou como beneficiários o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e Delcídio, entre outros.

Segundo Cerveró, a compra de blocos de petróleo em Angola gerou propinas de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões para a campanha presidencial do PT de 2006, quando Luiz Inácio Lula da Silva era candidato à reeleição. O ex-diretor da Petrobras disse que obteve essa informação de Manoel Vicente, presidente da Sonangol, empresa estatal de petróleo de Angola. As negociações do lado brasileiro teriam sido conduzidas pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

Cerveró citou ainda várias propinas para Fernando Collor envolvendo negócios da BR Distribuidora. Seriam pelo menos R$ 26 milhões. Em algumas das negociações, porém, não há informação de valores. Ele também falou de propina, mas sem entrar em detalhes, para a campanha de alguns petistas, como Jaques Wagner, em 2006.

Além de propinas, Cerveró mencionou ingerências políticas, como a interferência da ex-ministra Ideli Salvatti para que a BR Distribuidora renegociasse uma dívida de R$ 90 milhões que a transportadora Dalçoquio tinha com a estatal. Outro ponto da delação é o prejuízo de US$ 40 milhões (R$ 141,6 milhões) com a interrupção da obra da fábrica de lubrificantes em Duque de Caxias (RJ). Disse ainda que o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão ordenou o fundo de pensão da estatal, Petros, a investir no Banco BVA, que viria a falir.

Quando as primeiras informações da delação de Cerveró vieram a público, o ex-presidente Fernando Henrique soltou nota defendendo o ex-presidente da estatal Francisco Gros. “Na época o presidente da Petrobras era Francisco Gros, pessoa de reputação ilibada e sem qualquer ligação politico partidária. Afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido, sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.

O Instituto Lula sempre rechaçou todas as acusações vindas de Cerveró, assim como o ex-ministro Jaques Wagner. Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e o afastado da Câmara, Eduardo Cunha, negaram ter recebido quaisquer vantagens indevidas. Os senadores Jader Barbalho e Edison Lobão adotam a mesma posição em relação a Cerveró. O senador Fernando Collor disse repudiar “os termos da delação que são absolutamente inverídicos”. Ideli Salvatti disse que Cerveró “mente em todas as suas declarações”. Apesar de ter feito delação premiada, o ex-senador Delcídio Amaral afirmou à Polícia Federal não ter recebido propinas.
POR ANDRÉ DE SOUZA E CAROLINA BRÍGIDO – O GLOBO

Dilma pediu pessoalmente R$ 12 milhões para pagar dívida, diz Marcelo Odebrecht

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Acordo firmado entre Marcelo Odebrecht e Justiça é revelado pela revista IstoÉ

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revista IstoÉ traz em sua reportagem de capa deste final de semana detalhes da delação premiada de Marcelo Odebrecht, principal acionista da empreiteira que leva o nome da família. Ele revelou à Justiça que a presidente afastada Dilma Rousseff teria cobrado pessoalmente uma doação ilegal de campanha.

Segundo a publicação, o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, cobrou R$ 12 milhões de Marcelo, entre o 1º e 2º turnos, para fazer um pagamento “por fora” para o marqueteiro João Santana e para o PMDB.

O empresário se recusou a fazer o pagamento, mas resolveu passar a história a limpo com a presidente.

Dias depois, em encontro pessoal, o empreiteiro e a presidente afastada mantiveram a seguinte conversa:

— Presidente, resolvi procurar a senhora para saber o seguinte: é mesmo para efetuar o pagamento exigido pelo Edinho? — perguntou Odebrecht.

— É para pagar — respondeu Dilma.

O executivo decidiu fechar em março o acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, após ser condenado pelo juiz Sérgio Moro a 19 anos e 4 meses de cadeia. A empresa também afirmou que buscará colaborar com a Justiça e atualmente negocia um acordo de leniência, o que vai levar outros executivos a também prestarem depoimento.

A delação de Marcelo e o acordo com a empresa é interpretado em Brasília como uma “bomba”. Isso porque os investigadores da Operação Lava Jato descobriram um setor de propinas estruturado na empresa. Além disso, foi encontrada uma planilha de pagamentos com os nomes de mais de 200 políticos — a operação investiga justamente quais desses pagamentos eram legais e quais eram ilegais.

De acordo com a publicação, a delação “atesta que a presidente afastada não apenas sabia como atuou pessoalmente numa operação criminosa. Aos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, o empreiteiro desfiou com riqueza de detalhes a ação da presidente”.

Ao procurar Odebrecht, Edinho teria afirmado que, dos R$ 12 milhões, metade iria para João Santana e metade para o PMDB, do presidente interino Michel Temer, que era o vice na chapa presidencial encabeçada por Dilma.

À época, segundo revista, a empreiteira já tinha feito uma doação de R$ 14 milhões à campanha, mas o caixa precisava ser reforçado para a batalha do segundo turno.

O acordo de Odebrecht com a Justiça foi firmado na última semana, segundo a IstoÉ, mas ainda precisa ser homologado pelo ministro Teori Zavascki.