Manter a casa organizada e limpa é uma responsabilidade compartilhada entre todos que moram no mesmo ambiente. No entanto, muitas pessoas enfrentam desafios quando seus parceiros não contribuem nas tarefas domésticas. Esse desequilíbrio pode gerar frustração, cansaço e até afetar o relacionamento. Se você passa por essa situação, veja algumas estratégias para lidar com o problema de forma eficaz e respeitosa.
1. Converse abertamente A comunicação é a chave para qualquer relacionamento saudável. Se o seu parceiro não está ajudando, converse com ele de maneira clara e objetiva. Evite tons acusatórios e explique como a falta de colaboração afeta você. Use frases como: “Eu me sinto sobrecarregado(a) quando preciso fazer tudo sozinho(a). Podemos dividir melhor as tarefas?”. Muitas vezes, a outra pessoa pode não perceber a sobrecarga que você está sentindo, e um diálogo franco pode ser o primeiro passo para uma mudança positiva.
2. Estabeleça um plano de divisão das tarefas Uma das formas mais eficientes de garantir que ambos participem das tarefas domésticas é criar um plano estruturado. Liste as atividades e divida as responsabilidades de forma justa. Se necessário, estabeleça um cronograma para que cada um saiba exatamente o que precisa fazer e quando. Dessa forma, evita-se aquela sensação de que apenas um dos dois precisa lembrar de tudo. Algumas ferramentas como aplicativos de organização de tarefas podem ajudar nesse processo, tornando tudo mais visual e prático.
3. Demonstre empatia e compreensão Em alguns casos, o parceiro pode não estar se recusando a ajudar por má vontade, mas sim por hábitos adquiridos ou por uma percepção diferente sobre limpeza e organização. Algumas pessoas crescem em ambientes onde não eram incentivadas a participar das tarefas domésticas e, por isso, não têm essa consciência desenvolvida. Tente entender a visão dele e encontrar um meio-termo que funcione para ambos. Você pode, por exemplo, explicar a importância de manter um ambiente limpo e organizado para o bem-estar da família.
4. Torne as tarefas mais leves Muitas pessoas evitam tarefas domésticas porque as consideram entediantes ou cansativas. Para mudar essa percepção, tente tornar o momento mais agradável, colocando uma música, estabelecendo pequenas recompensas ou até transformando as tarefas em uma atividade em conjunto. Por exemplo, cozinhar juntos pode ser um momento de conexão ao invés de uma obrigação solitária. Além disso, dividir tarefas pode tornar tudo mais rápido e menos pesado para ambos.
5. Reforce os esforços positivos Quando seu parceiro começar a ajudar, reconheça o esforço dele. Pequenos elogios e incentivos podem fazer com que ele se sinta mais motivado a continuar colaborando. Muitas vezes, um simples “Obrigado por lavar a louça hoje!” pode fazer toda a diferença. O reconhecimento gera um ciclo positivo e reforça a importância da contribuição mútua.
6. Defina limites e expectativas claras Se a conversa não for suficiente para gerar mudanças, pode ser necessário estabelecer limites. Por exemplo, se um dos dois sempre deixa louça suja na pia esperando que o outro lave, pode-se definir uma regra clara: “Quem suja, lava”. Criar pequenas regras pode ajudar a evitar frustrações e tornar a convivência mais equilibrada.
7. Avalie a necessidade de mudanças maiores Se, mesmo após conversas e tentativas de dividir as responsabilidades, o parceiro continua sem contribuir, talvez seja necessário repensar alguns aspectos do relacionamento. Uma parceria saudável envolve respeito e colaboração, e a sobrecarga de um dos lados pode gerar ressentimentos ao longo do tempo. Se você sente que não está sendo valorizado(a) ou que a situação está afetando sua qualidade de vida, considere buscar aconselhamento profissional ou refletir sobre os próximos passos.
Conclusão Lidar com um parceiro que não ajuda nas tarefas domésticas pode ser desafiador, mas com diálogo, paciência e estratégias adequadas, é possível encontrar um equilíbrio com sugar daddy. O importante é que ambos estejam dispostos a colaborar e respeitar as necessidades um do outro para manter uma convivência harmoniosa. Pequenas mudanças no dia a dia podem transformar a dinâmica do relacionamento e evitar conflitos desnecessários. Afinal, viver em um ambiente organizado e equilibrado é benéfico para todos os envolvidos.
Em 2024, o governo paulista publicou um decreto que dobrou o teto do PPAIS para R$104 mil por produtor, o que representou aumento de 130% nas compras públicas.
Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do leite no Estado de São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do seu plano de reestruturação da cadeia leiteira, deu início a um mutirão de emissão de Declaração de Conformidade (DCOMP). O documento é essencial para que os produtores possam participar das Chamadas Públicas do PPAIS (Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social) para venda de produtos, in natura e manufaturados, até o limite de R$104 mil anuais por família.
O primeiro mutirão ocorreu na região do Vale do Paraíba, junto com a Cooperativa de Laticinios do Medio Vale do Paraíba (Comevap), com apoio da equipe técnica da Secretaria para acelerar a adesão dos produtores cooperados ao PPAIS. “Nós fizemos 91 Dcomps para os produtores locais e serão mais de 15 unidades comercializando o leite e o queijo pelo Programa”, destacou o analista de desenvolvimento agrário e gestor do PPAIS, Clóvis Etto.
O Programa, que em 2024 comprou mais de R$21 milhões de agricultores familiares paulistas, fez com que o Estado se tornasse o principal comprador dos produtos da agricultura familiar permitindo a melhora da qualidade de vida dos que trabalham no campo e promovendo o desenvolvimento regional.
Além da garantia de compra, os preços pagos pelo programa tendem a ser melhores que os valores pagos no mercado tradicional. “O PPAIS fomenta a comercialização e contribui para a melhora da qualidade de vida dos que trabalham no campo, trazendo dignidade ao agricultor e alimentos de qualidade às crianças das escolas do Estado”, ressaltou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.
Vale destacar que em 2024, o governo paulista publicou um decreto que dobrou o teto do PPAIS, elevando o valor anual de R$ 52 mil para R$ 104 mil por produtor, o que representou um aumento de 130% nas compras públicas
Cooperativismo em números
Segundo a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), o estado conta com 181 cooperativas agropecuárias e 165 mil produtores cooperados. Entre os benefícios do modelo estão o acesso facilitado a insumos de qualidade e tecnologias avançadas, comercialização mais eficiente dos seus produtos, assistência técnica especializada e o fortalecimento das comunidades rurais.
Comunidade médica e sociedade civil se preocupam com a medida do CFO que possibilita profissionais dentistas a realizarem rinoplastia, otoplastia, alectomia, linfting facial e blefroplastia
O Conselho Federal de Odontologia (CFO) anunciou a proposta de habilitar dentistas a realizarem cirurgias plásticas no rosto. A decisão tem gerado grande preocupação entre a comunidade médica e a população, especialmente devido ao risco de pacientes serem atendidos por profissionais sem a formação necessária para procedimentos tão complexos.
A medida permitiria que dentistas, que possuem graduação de cinco anos focada em dentes e anatomia bucal, realizassem cirurgias plásticas faciais após uma breve especialização. Em contrapartida, para se tornar cirurgião plástico, um médico precisa de, no mínimo, 12 anos de formação, sendo seis anos de medicina, três anos de residência em cirurgia geral e mais três anos em cirurgia plástica.
O cirurgião plástico especializado em cirurgias faciais, Dr. Tristão Maurício, com vasta experiência em cirurgias complexas, alerta sobre os riscos dessa decisão: “Cirurgia plástica envolve riscos, por isso é uma especialidade médica séria, uma das mais antigas, aliás.
Pacientes entram pela porta bem e precisam sair melhor ainda. É uma ciência complexa, que envolve conhecimento médico, clínico, cirúrgico e a associação disso tudo com a reconstrução e a estética. Para se realizar uma cirurgia plástica, é preciso ser médico cirurgião plástico. Parece óbvio, mas não tem sido.”
Dr. Tristão reforça que existem especialidades médicas cirúrgicas dedicadas a todas as partes do corpo, mas isso não significa que outros profissionais, por conhecerem a anatomia da região, estejam aptos a realizar procedimentos plásticos.
“Isso é, sim, uma invasão. É desconsiderar a necessidade de formação de uma das mais longas especializações médicas. Um desrespeito à ciência da cirurgia plástica. Parece que os dentes saíram da boca. Dirigir uma carreta nas estradas brasileiras me parece mais complexo que pilotar um jato por piloto automático, mas você não entraria em um avião pilotado por um motorista de caminhão.”
A conduta do CFO, segundo o Dr. Tristão, coloca em risco a saúde da população.
“À população, cirurgia plástica é com cirurgião plástico. Isso tem que ser óbvio. Se o objetivo é oferecer o melhor tratamento, todos sabem o caminho a percorrer. Se o objetivo for outro, dinheiro, os atalhos se tornam uma opção.”
Há relatos de dentistas realizando cirurgias plásticas faciais ilegalmente em todo o Brasil, desde 2020, resultando em inúmeras vítimas com deformações e sequelas irreversíveis que têm buscado a Justiça. Um escritório de Direito do Paraná reuniu nomes de dentistas em um dossiê que evidencia a gravidade do problema.
Marina Figueiredo, empresária e jornalista, fez uma rinoplastia com um dentista, em 2020 – o que trouxe à paciente inúmeros problemas, como deformação do nariz, perfuração da cartilagem e insuficiência respiratória. O procedimento foi vendido pela clínica como uma rinomodelação, contudo, Marina só soube que tinha feito uma rinoplastia numa cadeira odontológica, em consultas médicas. Ela foi a 11 médicos e constatou que era preciso operar o nariz e reconstruí-lo. “Vivi um pesadelo que parecia não ter fim. Fiquei deformada e sem conseguir respirar. Graças a Deus, consegui restabelecer as principais funções do meu nariz, numa plástica com um médico, mas ainda tenho sequelas”, conta.
Sobre o Dr. Tristão Maurício
CRM-DF 24573 | RQE 22364 Cirurgião plástico especializado em cirurgias faciais. Com vasta experiência em cirurgias complexas, é autor de dois livros e diversos artigos científicos. Fundador do Instituto Tristão Maurício, onde aplica técnicas modernas para garantir resultados naturais e duradouros.
Serviço: Instituto Tristão Maurício
Qi 7 Lago Sul – Bloco C, LJ25 – Brasília/DF (61) 99434-0808
Especialistas, organizações educacionais e territórios colaborativos defendem que a cooperação entre municípios seja incluída no próximo ciclo do Plano Nacional de Educação
Em um movimento em defesa da cooperação intermunicipal entre municípios visando a melhoria da Educação Pública, líderes educacionais de diversas regiões do Brasil publicaram uma nota técnica enfatizando a importância do Regime de Colaboração em territórios no novo Plano Nacional de Educação (PNE). O documento, assinado por especialistas, gestores municipais e organizações do terceiro setor, destaca a necessidade de um planejamento educacional que valorize a cooperação entre municípios para garantir a qualidade e equidade na oferta de ensino.
Assinam a nota técnica em favor da inclusão do Regime de Colaboração Intermunicipal no novo PNE, a Rede de ADEs do Brasil, formada por Dirigentes Municipais de Educação e educadores que lideram os Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs), o Todos pela Educação, o Instituto Positivo, o Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP), a Cidade Escola Aprendiz, a Roda Educativa e os pesquisadores e professores Mozart Neves Ramos e Fernando Abrucio. A nota pode ser acessada pelo site do Instituto Positivo institutopositivo.org.br/download/nota-tecnica-importancia-regime-de-colaboracao-intermunicipal-pne/.
O pesquisador Fernando Abrucio, mestre e doutor em Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), reforça que “o sucesso do PNE depende de uma governança colaborativa, pois, sem mecanismos de articulação entre União, estados e municípios, as metas educacionais naturalmente não serão alcançadas.”
“Sem a colaboração entre municípios, continuaremos enfrentando desigualdades educacionais que poderiam ser resolvidas com planejamento conjunto e compartilhamento de boas práticas”, afirma Eliziane Gorniak, diretora-executiva do Instituto Positivo. Para Maíra Weber, pesquisadora do Instituto Positivo, os Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs) são uma das estratégias mais promissoras para fortalecer a governança educacional. “Mas precisam ser expandidos e apoiados no novo PNE para que seus impactos sejam ainda mais significativos, alcançando um número maior de municípios, promovendo a troca sistemática de conhecimentos e garantindo o suporte técnico contínuo para a implementação de políticas educacionais eficazes”, afirma.
A nota técnica evidencia que as estruturas de colaboração intermunicipal, como os Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs) e os consórcios, já demonstraram resultados positivos na melhoria da educação local, mas ainda possuem alcance limitado. “O fortalecimento da colaboração entre municípios cria condições para uma transformação profunda e de longo prazo na Educação Pública, promovendo um aprendizado territorializado e equitativo”, aponta Eliziane Gorniak.
A importância dos Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs)
Os Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADEs) têm se mostrado uma estratégia eficaz para fortalecer a gestão educacional e compartilhar boas práticas entre municípios de uma mesma região. Atualmente, existem 22 ADEs em funcionamento no Brasil, distribuídos em 12 estados, envolvendo 284 municípios, que trabalham de forma colaborativa. Eles estão localizados nos estados do Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Essas iniciativas permitem que secretarias municipais de Educação colaborem na formação de professores, na gestão financeira e na solução de desafios educacionais específicos de cada território, promovendo uma educação mais equitativa e eficiente.
A experiência dos últimos planos nacionais de educação demonstra que, sem uma estrutura institucional fortalecida para articular e cobrar compromissos entre os entes federativos, a maioria das metas não é cumprida. “Nesse sentido, a colaboração é a chave para construir soluções educacionais eficientes e adaptadas às realidades locais”, destaca Elisabete Monteiro, diretora pedagógica do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP).
Os responsáveis pelo documento defendem que o novo PNE incorpore explicitamente a governança colaborativa como um princípio estruturante da política educacional brasileira. “O regime de colaboração não é apenas uma estratégia de gestão, mas uma necessidade para garantir que nenhuma criança ou jovem fique para trás no acesso a uma educação de qualidade”, afirma Roberta Panico, diretora-executiva da Roda Educativa.
Instituto Positivo
O Instituto Positivo (IP) foi criado em 2012 para fazer a gestão do investimento social de todo o Grupo Positivo em favor da comunidade. A missão do Instituto Positivo é contribuir para a melhoria da qualidade da Educação Pública do Brasil por meio do incentivo ao Regime de Colaboração. Para tornar isso possível, o IP incentiva e apoia a implantação de Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADE) em todo o país, desenvolve pesquisas e publicações sobre o tema e participa de discussões em instâncias como MEC, CNE, Senado e Câmara de Deputados a fim de contribuir em propostas de lei e resoluções que favoreçam esse modelo de Regime de Colaboração. O Instituto também é responsável pela gestão do Centro de Educação Infantil Maria Amélia, em Curitiba, que atende gratuitamente cerca de 100 crianças em situação de vulnerabilidade social. Para ter mais informações, acesse o site do Instituto Positivo: instituto.positivo.com.br.
Está anunciada para o início da próxima semana, segunda (31/03) e terça-feira (01/04), uma paralisação nacional de entregadores de aplicativos pela regulamentação e melhores condições de trabalho. Entre as reivindicações estão a exigência de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, aumento do valor por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50, limitação do raio de atuação das bicicletas a três quilômetros e pagamento integral por pedidos agrupados.
Quem está à frente do movimento são as organizações Breque Nacional dos Apps e ANEA (Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos). De acordo com manifesto publicado por eles nas redes sociais, “a mobilização já conta com a adesão de 20 estados, e tem como objetivo exigir condições justas de trabalho e remuneração digna”. Uma das pautas é de que os entregadores enfrentam riscos diários sem qualquer respaldo das empresas.
Na maior cidade do país, o número de casos de mortes de motociclistas no trânsito chama a atenção. Em fevereiro deste ano, 31 motociclistas perderam a vida em São Paulo, segundo dados da plataforma Infosiga, do Detran. É o maior número para fevereiro desde 2015. O levantamento também aponta que, em 2024, os acidentes de trânsito na capital paulista resultaram na morte de 484 motociclistas. Em todo o estado, foram 2.626 óbitos.
Para Lucio Almeida, presidente do Centro de Defesa das Vítimas de Trânsito, uma ONG privada sem fins lucrativos, é urgente que se discuta e se crie um modelo de segurança e proteção para a categoria. “Além de políticas públicas que possam minimizar e evitar a morte de entregadores no trânsito, é necessário garantir aos acidentados um respaldo. Muitos passam meses sem qualquer amparo das próprias empresas e do poder público”, defende Almeida.
Entre outras sugestões, ele aponta a necessidade de mudar o modelo do seguro de vida que as empresas contratam para os entregadores, em que a cobertura só é válida se o sinistro acontecer quando o motociclista estiver fazendo a entrega de algum pedido. “Deveria ser um seguro total e não intermitente. Da forma que está, é como se a vida dos motociclistas valesse uma pizza, um sanduíche”, conclui o presidente da ONG.
Criado em 1974 com o objetivo de indenizar vítimas de acidentes de trânsito, independentemente da culpa, em casos de morte, invalidez permanente e despesas médicas, o DPVAT teve sua arrecadação de recursos extinta em 2020 durante o governo Bolsonaro, uma que medida gerou críticas e preocupações sobre a falta de assistência às vítimas de acidentes. Desde então, elas passaram a ser são indenizadas com um fundo do próprio DPVAT.
Mas, em abril de 2023, o governo Lula apresentou uma proposta de criação do SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito). Porém, em dezembro de 2024, ela foi revogada.
Edição comemorativa traz rótulo inspirado em obra de artista local e estreia nova variedade de tinto no portfólio
Brasília completa 65 anos em 2025. Projetada por Lúcio Costa e com arquitetura de Oscar Niemeyer, a cidade foi inaugurada em 21 de abril de 1960 para ser a nova capital do Brasil. Com o desenho urbano e monumentos marcantes na história do país, a comemoração precisa ser especial e icônica. Para celebrar a data, a Vinícola Brasília, referência enoturística do Cerrado, que também completa um ano de funcionamento no mesmo dia, lança um vinho exclusivo e diferenciado.
A edição comemorativa traz um Tempranillo, variedade de origem da Peninsula Ibérica que se adaptou ao terroir do Cerrado de Altitude. Para celebrar os 65 anos, a vinícola lançou um corte especial de três safras – 2020, 2022 e a recém-produzida 2024. A safra 2020, primeira da história da vinícola, reforça a trajetória e a evolução do projeto ao longo dos anos. Parte do vinho amadureceu em barricas de carvalho, resultando em uma complexidade única.
O rótulo do vinho foi inspirado em um quadro criado pelo artista brasiliense Daniel Jacaré especialmente para a ocasião. A obra, que também ficará exposta na sede da vinícola, traz elementos da paisagem e da identidade de Brasília.
“Foram meses de trabalho para criar um vinho que traduzisse a história de Brasília. O Tempranillo foi escolhido para essa edição especial por sua boa adaptação ao Cerrado”, afirma Artur Farias, Diretor Comercial da Vinícola Brasília.
Foram produzidas 3.000 garrafas de 750ml por R$ 197, além de 65 garrafas Magnum (1,5L), numeradas e colecionáveis por R$ 597. O vinho estará disponível para as vendas a partir deste fim de semana com possibilidade de personalização para empresas. “Nosso desejo é que este rótulo seja mais do que um vinho – um presente que celebra este momento especial e uma experiência única para quem aprecia a bebida e tem Brasília no coração”, acrescenta Farias. Serviço:
Uma década de inovação: K’dea Construtora celebra 10 anos com o lançamento da Revista
No próximo dia 7 de abril, a K’dea Construtora lança oficialmente a Revista Kdea 360, uma publicação inovadora que promete oferecer um olhar abrangente sobre o universo da construção a seco e modular. Com a proposta de destacar novas tecnologias, projetos inovadores e os bastidores das obras da empresa, a revista celebra os 10 anos de história da K’dea Construtora e reforça seu compromisso com a sustentabilidade e eficiência na construção civil.
“Queremos mostrar como a construção pode ser mais eficiente, sustentável e de alto padrão, sempre com a qualidade que é marca registrada da K’dea”, destaca Diogo Leones, Diretor de Engenharia da K’dea Construtora.
A primeira edição da Kdea 360 trará um retrospecto dos principais projetos da empresa ao longo da última década, além de uma análise sobre a importância dos produtos com certificação EPD na redução do impacto ambiental da construção civil. A publicação contará ainda com entrevistas e reportagens sobre referências do setor, como a arquitetaLanuzia Gaia, reconhecida por seus projetos inovadores, e o case de sucesso da Audium, empresa liderada por Débora Barreto, especialista em soluções de acústica e design.
“Nosso objetivo é fornecer conhecimento aprofundado para profissionais da área, mas de forma acessível e aplicável, permitindo que investidores e empreendedores enxerguem as vantagens da construção a seco e modular”, explica Jackeline Lima, CEO da K’dea Construtora.
Disponível nas versões digital e impressa, a revista será publicada trimestralmente, garantindo conteúdos sempre atualizados sobre tecnologias emergentes e os desafios do setor. Enquanto a edição digital amplia o alcance e permite interações dinâmicas, a versão impressa aposta em um acabamento premium, valorizando a experiência de leitura.
Entre as principais seções da primeira edição, destacam-se:
Projetos Kdea: Obras icônicas que marcaram os 10 anos da empresa.
Acervo técnico: Evolução da construção a seco e modular na Kdea.
Sustentabilidade: Impacto positivo da certificação EPD na construção civil.
Destaque em Arquitetura: Entrevista exclusiva com a arquiteta Lanuzia Gaia.
Projeto em Foco: O case de excelência acústica e design da Audium.
Nas próximas edições, a Kdea 360 seguirá explorando temas como inovação, performance, novos materiais, entrevistas com especialistas e os bastidores das obras da K’dea. O grande diferencial da publicação é que ela não apenas aborda conceitos teóricos, mas também traz aplicações reais das novas tecnologias, oferecendo um conteúdo técnico, inspiracional e estratégico para profissionais e investidores do setor.
Os entregadores de aplicativos anunciaram uma greve nacional nos dias 31 de março e 1º de abril para reivindicar melhores condições de trabalho e reajuste de remuneração. A mobilização visa, entre outros pontos, sensibilizar a sociedade para a regulamentação da relação de trabalho e exigir uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, aumento do valor por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50, limitação do raio de atuação das bicicletas a três quilômetros e pagamento integral por pedidos agrupados.
O movimento, organizado por perfis como @brequenacinaldosapps, tem grande adesão, segundo os organizadores.
Na visão do advogado Hugo Fonseca, do escritório Mauro Menezes & Advogados, que atua em diversos casos relacionados aos direitos trabalhistas de entregadores de aplicativos, a mobilização dos profissionais é uma resposta coletiva à ausência de direitos e à superexploração.
“Enquanto as empresas de aplicativos vendem a ideia individualista de um suposto empreendedorismo, este movimento mostra que os trabalhadores têm consciência de que, na verdade, são parte de uma relação de trabalho desigual que precisa ser regulada. Trata-se de um momento de ampla relevância para o sindicalismo brasileiro e para os direitos sociais e que, por isso, merece o apoio de toda a sociedade”, afirma.
A regulamentação do trabalho por aplicativos se arrasta há anos no Brasil e segue como um tema controverso no país e no exterior. A Justiça brasileira já possui uma série de decisões que reconhecem o vínculo trabalhista desses profissionais com as empresas de aplicativos, enquanto alguns magistrados consideram que se trata de uma relação comercial.
Na União Europeia, por exemplo, um projeto de lei visa classificar trabalhadores de plataformas como empregados, garantindo direitos como salário-mínimo e seguro social. Já na Califórnia, a Proposição 22, aprovada em 2020, permitiu que motoristas e entregadores continuassem como autônomos, mas com alguns benefícios, como assistência médica subsidiada.
Ex-companheiras e ex-funcionários ouvidos pela reportagem alegam ter sido enganadas e prejudicadas pelo coach
Por Amanda Audi, Raíssa França | Edição: Mariama Correia
Depois da reportagem que revelou como um coach de masculinidades aplicou calotes contra dez pessoas, a Agência Pública e o portal Eufemea receberam relatos de outras oito pessoas, homens e mulheres, que também alegam ter sido enganadas, manipuladas e prejudicadas por ele. Ao todo, foram ouvidas mais de 20 pessoas, entre ex-companheiras, ex-colegas de trabalho e ex-funcionários, mas nem todas autorizaram a publicação de suas histórias.
Manoel Pinto fez carreira em agências de publicidade de Maceió (AL), sua cidade natal, e ganhou popularidade após ter se autodeclarado especialista de masculinidades – ramo ligado ao feminismo que debate como desconstruir o machismo em homens – em São Paulo. Ele era contratado por grandes empresas, como Petrobras e Ambev, para falar sobre o assunto com seus funcionários, e foi ligado ao Instituto Papo de Homem.
Pinto faturava até R$ 50 mil por palestra para pregar que homens têm que dividir as tarefas dentro de casa, cuidar dos filhos e lutar contra o patriarcado junto com as mulheres. Dentro de casa, porém, era diferente. De acordo com relatos ouvidos pela reportagem, Pinto era violento com a filha, cometeu abusos psicológicos e era um “traidor compulsivo” de ex-namoradas. Segundo as pessoas entrevistadas, ele também não pagou funcionários, acumulou dívidas em nome de outras pessoas e inventou uma série de mentiras para justificar seus atos.
Além disso, ainda de acordo com os relatos, Pinto se esforçava para passar uma imagem diferente do que ele era. Ao adotar o discurso das masculinidades, uma pauta ligada à esquerda, ele omitiu que na verdade já foi filiado ao Partido Novo, ao Avante, e ao PTB, que são de direita. De acordo com as pessoas entrevistadas, o coach frequentava lugares caros e da alta sociedade, apesar de pedir dinheiro emprestado para namoradas porque estaria quebrado.
Na reportagem publicada no dia 17, a Pública já havia mostrado relatos de dez pessoas que acusavam Pinto de calotes financeiros que somam R$ 200 mil. De acordo com elas, o coach dizia que precisava de dinheiro porque era pai solo e tinha suspeita de câncer – o que seria mentira.
“Ele não mente só pra tirar dinheiro das pessoas”, diz vítima ouvida pela reportagem
Tentamos contato com Pinto, que alegou que a primeira reportagem teria “distorcido” as suas respostas – apesar de a conversa ter sido gravada e reproduzida de modo fiel –, que “não autoriza publicações em seu nome” e ameaçou a reportagem de processo. Na conversa anterior, no início de março, ele admitiu que não praticava o que pregava nas palestras e cometeu erros, mas alegou que “não é mau-caráter” e apenas “foi moleque”.
Por que isso importa?
Após as primeiras revelações de estelionato financeiro e amoroso contra o coach de masculinidades Manoel Pinto, pela Agência Pública, surgiram novas acusações.
Ao todo, 22 pessoas, entre ex-companheiras e ex-funcionários, dizem que foram enganadas, manipuladas e prejudicadas por ele.
A publicitária Viviane Santos teve um relacionamento com Pinto por quatro anos, entre 2016 e 2020. Eles tiveram uma agência de publicidade juntos, apesar de, segundo ela, nunca ter sido nomeada como sócia ou sequer registrada. Santos diz que era a responsável por todo o trabalho em casa e na agência, enquanto Pinto se dedicava a gravar vídeos tentando virar influencer. Em um deles, ele aparecia lavando o banheiro – coisa que nunca fazia no dia a dia, de acordo com a ex-companheira.
“Era eu que fazia tudo dentro da empresa, eu que botava dinheiro dentro de casa, e ainda fazia as tarefas domésticas, como se fosse a empregada”, diz Santos. Além de não ajudar, Pinto também não seria o “pai amável” que dizia ser. Ela conta ter presenciado várias situações em que o ex-companheiro foi agressivo com a filha mais nova.
“Ele gritava e perdia a paciência com coisas bobas. Por exemplo, se ela não tinha feito a lição de casa ou estava fazendo birra, ele batia na mesa, dava palmadas nela, nos braços e no bumbum. Dentro de casa ele era assim, mas na rua, na frente de outras pessoas, era o pai mais carinhoso e amoroso possível”, diz a ex-companheira.
“Uma vez, na casa da mãe dele, quando a menina tinha uns 5 anos, ele perdeu a paciência com algo e bateu nela com muita violência, praticamente espancou. Foi assustador. Nós tentamos fazer ele parar, mas não adiantou”, lembra.
Santos carregou uma dívida de mais de R$ 30 mil do cartão de crédito que Pinto usava e outras contas que ele teria colocado no nome dela – como o aluguel do escritório da agência. Ela diz que ainda há outras dívidas da agência, como o salário de funcionários que ele deixou de pagar.
“Ele me colocava pra baixo, me fazia sentir que não era capaz. Dizia que só estava comigo por causa da minha bunda”, afirma. “Minha autoestima acabou. Engordei 20 quilos, almoçava na frente do computador porque trabalhava o tempo inteiro. Era muito infeliz.”
Segundo Santos, ele não batia nela, mas descontava em móveis e na parede quando ficava nervoso. Por não ter apanhado, ela diz que foi desacreditada quando contou para outras pessoas que vivia um relacionamento abusivo. “Me falavam: ‘Mas ele é tão gente boa, será que você não está exagerando?’.”
Ela só terminou o relacionamento após meses de terapia. Ao falar sobre o assunto, ainda se emociona. “Eu pensava: ‘Será que sou tão burra por ter deixado ele fazer tudo isso comigo?’. Sempre fui forte, independente, mas deixei ele me manipular assim”, diz. “Eu não queria ficar no papel de vítima, então, quando eu falava e as pessoas não acreditavam, passei a ficar em silêncio.” Após a publicação da primeira reportagem da Pública sobre o caso, ela diz que teve coragem de falar para servir de alerta a outras mulheres.
Outra ex-noiva de Pinto, que preferiu não ser identificada, conta uma história parecida. Eles ficaram juntos entre 2010 e 2012. No começo, tudo eram flores. Depois, as contas e o serviço passaram a ficar com ela. “Ele me traiu e roubou como fez com as outras. Uma das mulheres com quem me traiu ficou grávida, e ainda assim ele queria casar comigo. Me convenceu a fazer um empréstimo para limpar seu nome, porém nunca me pagou, depois saiu dizendo que não me devia nada. Na época, foram R$ 9 mil”, afirma.
Uma outra ex-namorada que também falou sob condição de anonimato detalhou a maneira como ele “fisgava” as mulheres. “Vinha com conversa de homem apaixonado, de quem estava muito a fim. Ele conversa olhando no olho, com toques, cerca a pessoa de uma forma como se estivesse enfeitiçado”, afirma. “Mas fui percebendo as red flags[sinais de alerta]. Ele falava mal de outras mulheres, se fazia de vítima e contava mentiras. Dei um basta.”
Mentiras e manipulação
Outra mulher que também preferiu não ter o nome divulgado contou que estava vivendo uma fase difícil em seu relacionamento e que Pinto, ao perceber isso, se aproximou oferecendo apoio. “Ele dizia que estava preocupado comigo, que, se estivesse acontecendo alguma coisa violenta, era para eu contar a ele”, relata.
Certo dia, ele a convidou para gravar um vídeo em sua casa. Durante a visita, ele a chamou para um dos quartos, alegando que precisava falar algo sério. Foi então que afirmou ter acessado a ficha criminal do companheiro dela, dizendo que havia uma medida protetiva por violência contra a mulher e que ele teria agredido a ex-companheira.
“Ali acabou o meu mundo. Eu entrei em desespero”, afirma. Ela conta que Pinto usou um discurso de preocupação e usou nomes de advogadas e de delegadas para justificar que tinha conseguido essa informação porque era amigo delas. “E que eu não podia contar nada para ele, senão corria risco de vida”, diz.
Assustada e grávida, ela terminou o relacionamento, mas sente culpa até hoje. “Você tem noção do que esse homem fez comigo? Eu passei dois anos em depressão profunda. Cheguei em casa, acusei meu companheiro injustamente. Ele é um homem correto, e o que mais me dói é que eu acreditei no Manoel, mas não acreditei no meu companheiro.
Depois do nascimento do filho, ela enfrentava um momento delicado e foi nesse período, em 2021, que Pinto voltou a procurá-la com outro tipo de abordagem. “Ele começou a insinuar que cuidaria bem do meu filho, disse que já tinha passado por isso e que entendia como era”, relata.
Ela conta que, com o tempo, as conversas com ele passaram a cruzar limites. “Ele começou a dizer que eu era muito ‘gata’”, relembra. Ela disse que foi nesse momento que “a ficha caiu”. Desconfiada, procurou o ex-companheiro e percebeu que Pinto havia mentido sobre todo o histórico de violência. “Ele não mente só pra tirar dinheiro das pessoas. Ele mente para manipular, para controlar, para destruir vidas”, desabafa.
Calotes a ex-funcionários
O publicitário Júnior Araújo trabalhou na agência de Pinto e Santos entre 2018 e 2019. Ele conta que o coach tinha com funcionários um modus operandi parecido ao que utilizava com mulheres: era gentil e carinhoso no começo e, depois de ganhar a confiança, passava a ser agressivo.
Segundo ele, o ex-chefe o xingava na frente de outras pessoas, já jogou um fone de ouvido no seu rosto, apresentava trabalho que o funcionário fez a clientes como se tivesse sido ele quem tinha feito e atrasou três meses de salário. Araújo teve que entrar na Justiça para receber os R$ 10 mil que lhe eram devidos, mas só obteve um acordo para receber R$ 5 mil em dez vezes.
Um publicitário que preferiu não ser identificado também trabalhou na agência de Pinto e Santos em 2019. Antes de aceitar a proposta, chegou a receber alertas sobre o comportamento do empresário, mas não acreditou. Ele trabalhou entre dois e três meses, mas recebeu apenas uma parte do combinado. “No primeiro mês, pagaram R$ 500, porque eu tinha começado no meio do mês. Mas depois, quando trabalhei o mês completo, com todas as contas para pagar, eles não me pagaram”, afirma.
O publicitário lembra que os atrasos foram justificados por supostos problemas internos. “Diziam que tinha dado um problema aqui, outro lá, e o tempo foi passando. Eu cobrava, perguntava o que estava acontecendo, e nada”, relata. Após ter marcado uma reunião para tentar resolver a situação dos pagamentos atrasados, foi surpreendido com o encerramento repentino das atividades da empresa.
O prejuízo, no entanto, foi além do financeiro imediato. Os meses seguintes foram marcados por instabilidade emocional e dificuldades para arcar com compromissos pessoais. “Fiquei com dívidas na faculdade, atrasei quase todas as minhas contas. Foram uns cinco meses bem tristes”, afirma.
Uma ex-funcionária que trabalhou na agência de Pinto e Santos entre 2017 e 2018 compartilhou os impactos emocionais e financeiros que sofreu durante o período. Segundo ela, Pinto tentava manter a equipe motivada por meio de promessas e apelos emocionais. Na época, ela recebia R$ 826,80. Ela relata que ele chegava à agência chorando, dizendo estar enfrentando problemas de saúde e afirmando que não tinha condições de pagar os salários, mas pedia que todos continuassem trabalhando.
À reportagem, ela relembra que, no período final da graduação, foi aprovada para um intercâmbio na Coreia do Sul com bolsa de estudos, mas comprometeu-se a continuar trabalhando na agência até a data da viagem. No entanto, os atrasos salariais começaram a se tornar frequentes.
“Já estávamos há dois meses sem salário. E, como eu era responsável pelos orçamentos, sabia que o dinheiro estava entrando na agência. Atendíamos muitos clientes, com valores altos de produção, e mesmo assim os salários não eram pagos”, afirma.
Preocupada e precisando do salário, ela foi conversar com Pinto e explicou sobre a oportunidade que tinha conseguido, mas que precisava do salário, já que a bolsa de estudos não cobriria tudo. Mas, após essa conversa, ela teria passado a ser alvo de constrangimentos dentro da agência. “Ele falava na frente de todo mundo. ‘Tá vendo, galera? Ela passou no intercâmbio e agora não quer mais ajudar a gente.’ Dizia que eu atrapalhava o trabalho dos outros, que todo mundo sofria por causa de mim. Sendo que todos ali também estavam sem salário”, relembra.
Ex-funcionários acusam Manoel Pinto de calotes financeiros
A saída dela da agência aconteceu após um episódio envolvendo uma confraternização. Ela foi ao local combinado, mas descobriu que o endereço havia sido alterado sem que fosse informada. “Falei no grupo da confraternização e ninguém respondeu. Depois, o Manoel me ligou e começou a me esculhambar. Disse que eu queria aparecer, que estava virando a agência contra ele, que os meus amigos tinham vergonha de mim. Disse que eu não ia dar certo no intercâmbio.”
A ex-funcionária só recebeu o salário devido, de forma parcelada, após ter entrado com uma ação trabalhista, mas ela diz que, emocionalmente, demorou anos para se recuperar. “Infelizmente, isso foi no início da minha carreira. E por muito tempo eu não enxergava o meu valor, não reconhecia o peso da minha experiência. Foi só no fim de 2024 que eu comecei a perceber que eu não era o que ele dizia.”
“Ele sempre dizia que estava doente, que era pai solo, que enfrentava uma vida difícil com as filhas… E eu só conseguia pensar: ele está manipulando todo mundo”, acrescenta.
Viviane Santos reconhece que vários funcionários ficaram sem pagamento, mas diz que Pinto era o responsável por decidir como usar o dinheiro recebido pela agência e era ele quem decidia quem iria receber ou não. “Eu não concordava com muitas coisas, mas tinha que aceitar”, diz.
Outra pessoa que trabalhou por anos com Pinto em outra agência, e que não quis ser identificada, diz que teve “sérios problemas” com ele. O coach teria causado conflitos na equipe ao dar em cima de colegas e clientes. Ele não teria pago um carro que comprou de um dos funcionários da empresa. Os chefes teriam intermediado para apaziguar as brigas – ele concordou em devolver o carro, mas não deixou de cantar as mulheres.
“Ele tinha a traição como algo patológico. Procurava mulheres com problemas de autoestima e ia construindo uma proximidade. Primeiro é um cavalheiro, um gentleman, daqui a pouco a mulher empresta dinheiro, entra em sociedade, ele gasta tudo e some. Vi ele fazer isso com pelo menos seis mulheres”, diz. “Ele usava isso até para fazer negócios. Ele olhava para uma cliente e falava ‘aquela é carente, eu vou pegar’.”
Por fim, Pinto inventou que estava com leucemia (na primeira matéria, mostramos que ele mentia que estava com câncer) e conseguiu um acerto para ser demitido da agência. As pessoas da empresa ficaram aliviadas. “Sinto que ele poderia ter feito menos vítimas se eu tivesse tido coragem de botar a boca no trombone”, diz um ex-colega de trabalho.
Aquela sensação de que o peso do mundo está nas costas, mesmo durante os momentos de relaxamento, pode ter uma explicação. A síndrome do pescoço de texto, tradução livre para o termo em inglês “text neck syndrome”, é uma sobrecarga nas articulações da coluna vertebral e nos músculos da região cervical, causada, normalmente, pela inclinação constante do pescoço ao mexer no celular ou outros aparelhos eletrônicos.
A má postura ao usar esses aparelhos pode adicionar até 27 kg de peso na coluna. Essa sobrecarga pode causar desde dores nos ombros e pescoço até hérnia de disco. “Além disso, a carga extra pode causar dores na região superior das costas, dor de cabeça, sensação de cansaço e redução da mobilidade do pescoço, quando a pessoa passa a sentir dificuldade de realizar movimentos com a cabeça e pescoço”, explica a professora do curso de Fisioterapia da Universidade Positivo, Christina Cepeda.
A especialista explica que, se não forem tratados, esses problemas físicos podem levar a condições mais graves a longo prazo, principalmente nos discos vertebrais e na coluna cervical. “Essa condição causa problemas de postura corporal e dores crônicas no pescoço e nos ombros, levando a uma redução da qualidade de vida e interferindo no bem-estar do paciente”, revela Christina.
Além das dores crônicas no pescoço e ombros, é fundamental ficar atento a outros sintomas, como sensação de formigamento, dormência ou fraqueza nos braços ou mãos, dificuldade para movimentar o pescoço e dor que irradia para os braços ou costas. “Se algum desses sintomas for persistente por várias horas ou dias, pode ser sinal de algum problema mais grave na coluna”, ressalta.
Como evitar o problema?
Para corrigir a postura durante o uso do celular e outros eletrônicos e evitar os impactos negativos, Christina recomenda manter a cabeça erguida e o pescoço reto, sempre colocar o dispositivo móvel em uma altura confortável para evitar a inclinação da cabeça para baixo e fazer pausas regulares para alongar o pescoço e os ombros. “Caso o desconforto permaneça mesmo com esses cuidados, consulte um fisioterapeuta ou ortopedista para detectar e resolver o problema antes que se torne algo mais sério”, finaliza.
De acordo com o coordenador do curso de Educação Física da UP e coordenador técnico da UPX Sports, Zair Candido, é muito importante trabalhar o back line, ou seja, os músculos que fazem a sustentação do corpo. Eles incluem músculos da face, a plantar (sola do pé), o tendão de aquiles, músculos da barriga da perna, posteriores da coxa, quadril, dorsais e intercostais. “Se você tiver uma saúde muscular bacana nessa back line, você vai ter uma qualidade de vida melhor”, aconselha.
Assim, alguns exercícios podem ajudar a mitigar o problema, como ensina o professor:
“Sentado e com a coluna vertebral reta, aproxime o queixo do ombro direito lateralmente, segure por 20 segundos, volte devagar para o centro e, em seguida, aproxime o queixo do ombro direito, segurando por mais 20 segundos. Ainda sentado, faça uma flexão do pescoço, colocando as duas mãos na nuca e segurando para a frente durante 20 segundos. Depois, faça uma hiperextensão da cervical, puxando, elevando o queixo para cima e segurando por 20 segundos. Finalize com circundações da cabeça para os dois lados, o que ajuda a trabalhar a cervical.”
Em seguida, trabalhe a torácica. “Estique os dois braços para cima e procure manter a postura ereta por 20 segundos. Ainda com as mãos esticadas acima da cabeça, e sempre mantendo a coluna reta, faça uma inclinação para a direita e a esquerda, segurando por 20 segundos em cada uma delas. Faça, ainda, uma flexão de tronco para a frente, flexionando um pouquinho os joelhos. Tente fazer um ângulo de 90 graus do quadril e deixar o tronco paralelo com o solo e segure, com os braços esticados, por mais 20 segundos.” Esses são pequenos exercícios básicos para alongar os músculos, mesmo depois de muitas horas no celular ou computador. No entanto, Candido lembra a importância do acompanhamento de um profissional de educação física para manter o corpo em movimento. “É sempre fundamental praticar atividades físicas regularmente e não apenas exercícios básicos de alongamento. É esse movimento frequente que vai realmente ajudar a evitar dores e outros problemas mais graves”, complementa.
Sobre a Universidade Positivo
A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/