Início Site Página 238

Brasileiro campeão do último mundial de Ultraman e nutricionista de superatletas foi a São Paulo discutir dieta carnívora

0



A convite da VPJ Alimentos, Alessandro Medeiros, vencedor de categoria no Ultraman World Championships de 2024, e Letícia Moreira, especialista em nutrição de atletas de alta performance, contaram detalhes da preparação à prova de três dias, disputada em jejum, e os benefícios do consumo de carne bovina.

No dia 20 de março, a VPJ Alimentos promoveu um almoço especial reunindo Alessandro Medeiros, campeão mundial do Ultraman World Championships em sua categoria, e a nutricionista Letícia Moreira, especialista em nutrição de atletas de alta performance. O encontro realizado no restaurante Meet & Eat, na capital paulista, foi o palco perfeito para discutir os benefícios do consumo de carne bovina na saúde humana e no desempenho esportivo.

Alessandro Medeiros segue uma dieta exclusivamente carnívora há seis anos e se tornou referência no Ultraman, onde conquistou o título em uma das provas mais exigentes do planeta, que inclui 10 km de natação, 421 km de ciclismo e 84,4 km de maratona, tudo isso em apenas três dias de competição. O ultra-atleta completou o percurso em jejum total, consumindo apenas água e sais minerais.

“Foi um grande desafio e uma quebra de paradigmas. Se eu consegui atravessar a prova nessas condições, imagine o impacto positivo da dieta carnívora a quem busca melhorar a saúde e o bem-estar no dia a dia”, disse Medeiros. Segundo ele, a estratégia nutricional incluiu uma refeição diária, composta por carne bovina e manteiga, nos três meses antes da prova, aumentando para três vezes ao dia na semana que a antecedeu.

Único competidor adepto da dieta carnívora, até 2016, Medeiros seguia a dieta ainda hoje preconizada pela comunidade médica, com cincos refeições diárias, ricas em carboidratos naturais. “Eu me via um atleta doente, pois, mesmo após o intenso treinamento, não alcançava o físico desejado. Foi então que conheci a Letícia Moreira e comecei a entender os reais efeitos da dieta carnívora. Hoje, aos 54 anos, minha idade biológica é comparável à de um homem de 30 anos”, destaca.

A nutricionista Letícia Moreira ressalta que a carne sempre teve papel essencial na evolução humana e continua sendo fundamental para a saúde. “Nossos ancestrais baseavam sua alimentação em carne e gordura. A partir da revolução industrial, os alimentos processados e os carboidratos passaram a dominar a dieta, levando ao aumento de doenças como obesidade e diabetes”, explica.

Para quem deseja adotar a nutrição baseada apenas em carne, Letícia orienta que a transição seja gradual, e com acompanhamento. “Uma pessoa normal não pode passar a comer da mesma forma que o Alessandro”, adverte. No caso do ultra-atleta, antes de se tornar carnívoro, ele passou pelas dietas Low Carb (baixo carboidrato) e cetogênica (carboidrato mínimo). Isso porque o corpo precisa reaprender a usar a gordura como fonte principal de energia.

Aliás, acredita-se que a gordura desempenha um papel mais importante que a própria proteína no organismo humano. “Nosso cérebro evoluiu graças ao consumo de gordura. Ao adotar uma dieta mais próxima da nossa origem biológica, observamos melhor saúde e maior clareza mental. Já vi casos de reversão do diabetes tipo 2 e alguns estudos indicam, inclusive, que dietas cetogênicas e carnívoras podem retardar a progressão do Alzheimer”, afirma Letícia, que junto de Alessandro são os fundadores da Carnivore Performance e da Beef Performance, entidades voltadas a divulgar os benefícios da dieta carnívora.

Carne precisa ter qualidade

A qualidade da carne consumida também influencia diretamente nos benefícios gerados ao corpo. No almoço no Meet & Eat, por exemplo, foram servidos os cortes suprassumos da VPJ Alimentos: a linha Black Angus VPJ, com Bife de Chorizo, Prime Rib, Denver Steak e Flat Iron. Em comum, todos são produzidos a partir de fêmeas cruza Angus altamente selecionadas e ricos em marmoreio e sabor.

“Eu digo que essa carne com marmoreio poderia ser vendida em farmácia”, brinca Letícia, tamanho seus benefícios para a saúde. E produzir cortes diferenciados e mais nutritivos tem sido o foco da VPJ Alimentos nos últimos 21 anos. “Em um estudo realizado recentemente, identificamos que as carnes da marca possuem menor teor de gorduras saturadas e maior presença de CLA [ácido linoleico conjugado], essencial para o ganho de massa magra”, destaca a médica-veterinária e doutora em Ciência Animal, Lenise Mueller, gerente de Originação e Marketing Técnico da VPJ Alimentos.

Além disso, a carne VPJ tem grande concentração de ômega 9 – o mesmo presente no azeite de oliva e no abacate – e um equilíbrio ideal entre os ômegas 6 e 3. “Enquanto a dieta norte-americana apresenta, em geral, um desequilíbrio de 20:1 [20 ômegas 6 para um ômega 3], nossa carne atinge uma relação muito mais favorável, de 3:1, o que beneficia a saúde dos consumidores diretamente”, compara.

21 anos de história

Fundada em 2004, a VPJ Alimentos expandiu presença em todo País, conquistando os principais endereços da alta gastronomia, do food service e do varejo. Consolidou-se como referência nacional, pautada em um modelo sustentável de pecuária verticalizada, que origina produtos com sabor e maciez capazes de atender às demandas dos mais exigentes paladares. Os produtos da marca são encontrados nos melhores supermercados, clubes de compra, restaurantes e boutiques de carnes superpremium, incluindo uma rede própria de lojas Steak Stores localizadas nas cidades de Campo Grande (MS), Americana (SP), Pirassununga (SP), Ribeirão Preto (SP), Jaguariúna (SP) e nos bairros paulistanos do Morumbi, Alphaville e Granja Vianna.

Modelo falido emperra o Brasil e sacrifica o povo

0

 

Samuel Hanan*

 

Recentes pesquisas de opinião mostram uma crescente queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o menor nível de aprovação na história de seus três mandatos. Nunca antes na história deste país Lula havia experimentado patamares tão baixos de avaliação popular. Motivo de natural preocupação no Palácio do Planalto, esse fenômeno mostra que o modelo atual de governo no Brasil, alicerçado basicamente no carisma de uma pessoa, não funciona mais. É um modelo falido, seja essa pessoa de direita, de centro ou de esquerda.

Diante da inflação, com alta de preços dos combustíveis, da carne, do café e do ovo, não funciona apenas culpar os governos anteriores, atacar os investidores da Faria Lima ou atribuir, indevidamente, responsabilidade ao Banco Central pelos juros altos. Esse modelo está igualmente esgotado.

Na tentativa de reverter o quadro, tenta-se de tudo, desde trocar um ministro por um marqueteiro, passando pelo investimento bilionário em publicidade do governo. O problema, no entanto, não está em quem cuida da imagem do governo, tampouco na falta de recursos financeiros do país, mas principalmente na falta de cumprimento das promessas de campanha, ainda longe de se concretizarem apesar de já estarmos na segunda metade do mandato.

O Brasil está à espera de um presidente que encarne a figura de um líder menos personalista e reúna as qualidades de um verdadeiro estadista. Um chefe do Executivo com visão estratégica, menos preocupado com o ego e com a reeleição e mais empenhado em governar para reduzir as desigualdades sociais, regionais, raciais, educacionais e de renda, enfrentando com seriedade e competência os problemas econômicos e a violência urbana.

Hoje, o cidadão brasileiro tem muitas perguntas e poucas respostas. Qual o plano de metas do governo? Qual a política educacional para tirar o país da vergonhosa 49ª posição no ranking publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)? A expressão “sem educação não há salvação” é velha, relembrada a cada período eleitoral, porém a solução nunca chega. Por que o Brasil não paga salários dignos aos professores nem investe pesadamente no ensino em tempo integral, e na capacitação e desenvolvimento dos professores? Há recursos, mas faltam metas, planejamento, gestão e transparência nos gastos. Resta a certeza de que sem qualidade no ensino, o país jamais conseguirá ser competitivo e formar bons médicos, dentistas, engenheiros, advogados, juízes, promotores de Justiça, economistas, pesquisadores e outros profissionais essenciais ao desenvolvimento de uma nação.

Também se ignora qual a política de combate à insegurança pública, situação grave alimentada pela entrada de drogas e armas pelas fronteiras, portos e aeroportos, de competência exclusiva do Governo Federal. Certo é que o Estado se mostra incapaz de conter o avanço das facções criminosas que dominam os presídios, as favelas e as ruas das grandes cidades brasileiras e cooptam jovens, inclusive indígenas, impondo suas próprias leis e desafiando diariamente as forças policiais. Não é à toa que o país é o líder mundial em homicídios intencionais, tendo registrado a incrível marca de 38.722 assassinatos em 2024. A violência também está no trânsito: 33.800 vítimas fatais em acidentes, em 2024, o que coloca o Brasil entre os quatro países do mundo nessa macabra estatística.

Na saúde, hospitais lotados, falta de vagas e medicamentos, epidemias de dengue, a volta da febre amarela e doenças antes erradicadas evidenciam políticas públicas fracassadas e o contínuo sofrimento da população. Em 2024, a dengue foi responsável por 6.041 óbitos, 400% mais que no ano anterior.

E onde está o plano de investimentos em infraestrutura para garantir mais ferrovias, rodovias, portos e aeroportos? Também não se concebe nenhum programa sério de combate à corrupção, prática antiga e cada vez mais tolerada, subtraindo a confiança nos políticos e agentes públicos, sugando o dinheiro público e fomentando a sensação de impunidade. Vergonha nacional e crescente com a presença cada vez maior do crime organizado nas instituições estatais. É bom lembrar da lição do grande artista renascentista Leonardo da Vinci: “Quem não pune o mal, incita-o a ser cometido”.

Nos dois últimos anos (2023 e 2024), o Brasil falhou novamente em reverter a trajetória historicamente recente de desmonte da luta contra a corrupção. Prova disso é o Índice de Percepção da Corrupção (I.P.C.), principal indicador mundial e produzido pela Transparência Internacional. Nesse ranking, o Brasil ocupava a 45ª posição em 2002, último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 2010, primeiro governo Lula, o país caiu para o 69º lugar e a queda se acentuou para a 75ª colocação em 2015, durante o segundo mandato de Dilma Roussef. Com Jair Bolsonaro na presidência, o Brasil foi para o 96º lugar, em 2022 e ,em 2024, no terceiro mandato de Lula, o país despencou para a 107ª posição, ao lado de Argélia e Turquia.

Difícil esperar algo diferente diante do afrouxamento da lei de improbidade e do silêncio reiterado do presidente da República e do Congresso Nacional sobre a pauta anticorrupção. Incrédulo, o país assiste à renegociação de acordos de leniência para beneficiar empresas envolvidas em corrupção e a manutenção no cargo de um ministro indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa. Seria tão fácil se houvesse vontade política de se fazer uma lei tornando imprescritíveis os crimes contra a administração pública.

Ignora-se por completo o gigantismo do Estado, máquina pública ineficiente e onerosa. Hoje, o Brasil gasta com funcionalismo público de 12,3% a 12,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos 38 países da OCDE a média desse gasto é de 9,6% a 9,8% PIB. O excesso significa gastos adicionais injustificáveis de quase R$ 300 bilhões/ano, valor superior ao orçamento anual do SUS, sobrando mais de R$ 80 bilhões/ano.

Os números são um triste retrato da bancarrota nacional e um convite à reflexão. Hoje o Brasil ocupa apenas a 89ª posição entre os países da ONU com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O país era o 63º em 2002, caiu para 73º em 2010, depois para 84º em 2015, e em 2023 era o 87º. O declínio é evidente: perdemos 26 posições em IDH, o que significa acentuada queda na qualidade de vida da população.

Levantamento de 2023 mostrou que naquele ano 16,4 milhões de brasileiros, o correspondente a 7,71% da população, viviam em moradias classificadas como favelas. No ano 2000 eram 4,3% dos brasileiros nessa situação, depois 5,8%, em 2010.

O brasileiro paga muitos impostos, porém não vê a contrapartida estatal, conforme mostra o Índice de Retorno do Bem-estar Social (Irbes): o país há mais de duas décadas está estagnado na 30ª e última posição na devolução à população dos serviços de educação, saúde e segurança, entre os 30 países de maior expressão econômica e com maior carga tributária.

A desigualdade na distribuição de renda continua brutal. De acordo com o índice Gini, da ONU, o Brasil ocupa a 14ª posição entre os países mais desiguais do mundo, atrás da Costa Rica (13°), ao lado do Congo (14º) e à frente da Guatemala (15°). No PISA, índice que mede o nível de educação formal, estamos apenas na 44ª posição entre 56 países avaliados. No ranking dos 53 países da OCDE, o Brasil figura apenas na 49ª posição.

Contribui para isso o valor do salário-mínimo, renda de 55% da população brasileira: apenas US$ 265,00/mês. Esse valor dá ao Brasil a penúltima colocação entre os 16 países da América Latina. Para efeito de comparação, no Chile, primeiro nesse ranking, o salário-mínimo é de US$ 510,00/mês, quase o dobro do Brasil.

O cidadão ainda é castigado com a tributação sobre o consumo, com alíquotas pesadas que respondem por mais de 40% do total da arrecadação tributária dos três entes federativos (União, estados e municípios). A reforma tributária, recém-aprovada, não aliviou a situação porque resultou ao brasileiro o ônus de pagar a maior alíquota do Mundo (entre 28% e 28,5% do valor do bem ou produto ou mercadoria).

E como se não bastasse, o governo ainda tributa inflação – que sabidamente não é renda – ao não fazer a correção anual das tabelas do Imposto de Renda pelo IPCA. A isenção atual, de R$ 2.826,25, está defasada em 127,32%, segundo o Sindifisco Nacional. A isenção correta seria R$ 5.135,16/mês. Se aplicada, beneficiaria cerca de 94% dos trabalhadores com carteira assinada. Isto é: o Brasil precisa de lei tornando obrigatória a correção anual das tabelas do imposto de renda pela inflação do ano anterior, e não fazer, como tem sido, somente nos anos eleitorais, por vontade ou conveniência do governante de plantão.

Além disso, a recente lei que alterou o cálculo do reajuste anual do salário-mínimo, no tocante à parcela de ganho real acima da variação do IPCA (inflação), prejudicou o bolso, a mesa e a renda do brasileiro que ganha 1 salário-mínimo/mês. Isso porque retirou do trabalhador e do aposentado R$ 9,57/mês, ou R$ 121,41/ano, o suficiente para comprar 8 quilos de arroz ou 7 quilos de feijão no ano. Esse valor o brasileiro receberia se não houvesse essa lei, uma vez que o salário teria sido corrigido pela inflação de 2023 e adicionalmente, a taxa de crescimento percentual do PIB de 3,2%.

Com a nova sistemática de cálculo, as pessoas com renda mensal de um salário-mínimo serão responsáveis pela participação de 22% da redução de gastos do programa do Governo Federal, aprovado pelo Congresso Nacional para o biênio 2025/2026. Ou seja, o governo economiza tirando alimento da mesa do trabalhador mais humilde. O efeito vale também para o Bolsa Família: sem a obrigação da correção anual pelo IPCA os beneficiários perderam R$ 18,80/mês. A dimensão dos efeitos da nova lei é assustadora: a redução do valor do aumento real do salário-mínimo atinge 70% dos aposentados e pensionistas da Previdência Social e 80% da população dos estados de Alagoas, Amazonas, Maranhão e Paraíba (mais de 18 milhões de pessoas). Significa que afeta mais de 55% da população brasileira. Temos um governo que é Robin Hood às avessas.

 

E não é só. Com a reforma tributária aprovada em 2024, o Brasil terá em breve a maior alíquota do mundo, da ordem de 28% a 28,5% do valor do bem, do produto ou da mercadoria. O governo cria, dessa forma, um fardo pesado de mais para o cidadão carregar porque impõe excessiva tributação sobre o consumo de gêneros e produtos que o brasileiro adquire nos supermercados, farmácias e outros estabelecimentos.

 

Em suma, tira-se a renda do cidadão. Gosto de lembrar de 2 frases, a primeira de John Kenneth Galbraith, um dos mais importantes economistas do mundo, “Nada mais eficaz para limitar a liberdade, incluindo a liberdade de expressão, como a total falta de dinheiro”. E a segunda, mais ácida, do político e consultor norte-americano Harry Browne, “o Governo é bom em uma coisa, ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer: veja: se não fosse pelo Governo, você não seria capaz de andar”.

 

Esse é o retrato do que vem ocorrendo no Brasil, tira-se o dinheiro do assalariado e do aposentado (não-correção da tabela do imposto de renda, alteração reajuste salário mínimo, falta de seriedade no controle da inflação, em especial dos preços do alimentos) e, em vez de o governo retornar oferecendo dignidade ao povo, com soluções eficazes e permanentes, oferta-lhe muletas por meio de programas como o auxílio-gás (R$ 3,55 bilhões/ano, para 22 milhões de pessoas), Bolsa Família (R$ 170 bilhões/ano, para 20,8 milhões de famílias), Benefício de Prestação Continuada (R$ 80 bilhões/ano, para 4,7 milhões de pessoas), além do auxílio-dignidade menstrual e o confuso Pé de Meia.

 

Com esses programas, o governo gasta cerca de 2,3% do PIB, quase 5,0% do orçamento da União, oferecendo alívio temporário aos mais carentes, porém sem retirar os beneficiários da linha da pobreza.

 

Há, na realidade, uma transferência compulsória de renda das classes B, C e D para os cofres do governo, um montante da ordem de R$ 45,8 bilhões por ano, segundo os especialistas, muitas vezes por meio de tributos disfarçados. O pior é que esse dinheiro retirado de cerca de 36 milhões de brasileiros sustenta uma farra de privilégios, em uma situação vergonhosa e desafiante do bom senso e da moralidade pública. A imprensa tem noticiado com frequência o pagamento de mais de R$ 200 mil mensais a membros do Ministério Público e vencimentos superiores a R$ 150 mil de membros do Poder Judiciário – muito acima do teto constitucional -, além de polpudas remunerações de ministros de Estado, por meio de jetons recebidos na condição de membros de conselhos das estatais federais, e de centenas de milhões de reais destinados a emendas Pix do Congresso, sem qualquer transparência. Além dos privilégios reservados aos membros dos diferentes poderes acresce a farra dos gastos tributários de mais de R$ 500 bilhões para os setores escolhidos pelo governo. Enquanto isso, um professor recebe R$ 3.945,00 por mês, cumprindo jornada de trabalho de 40 horas semanais.

 

Há uma urgente correção de rota a ser feita pelo país. Esses problemas não vêm de agora e não são exclusivos do governo atual, mas sim de todos os governos do século XXI. A solução deve vir através da redução de privilégios e redução de gastos públicos, além de políticas efetivas de combate à corrupção e o fim da reeleição para cargos do Executivo, tudo acompanhado de propostas para oferecer, efetivamente, melhores condições de vida à população, propiciando a todos os brasileiros uma existência digna na qual ninguém dependa de favores do governo, mas possa usufruir de políticas públicas eficientes e festejar um Brasil mais justo e menos desigual.

 

 

*Samuel Hanan é engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br

Estudo aponta que Esportes Femininos devem ultrapassar US$ 2 Bilhões em receita globalmente

0

Segundo a Forbes, os esportes femininos têm se expandido ao redor do mundo ao reescrever as regras do jogo e adotar abordagens inovadoras. É o que mostra o mais recente relatório da Deloitte sobre o tema, que destaca o rápido crescimento da receita dos esportes femininos nos últimos anos.

A gigante de consultoria projeta que, em 2025, a receita global dos esportes femininos atingirá US$ 2,35 bilhões (R$ 13,30 bilhões). Para efeito de comparação, no ano passado, a receita foi de US$ 1,88 bilhão (R$ 10,64 bilhões), superando pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão (R$ 5,66 bilhões).

Além disso, a receita de 2024 quase dobrou em relação ao faturamento global de 2023, que foi de US$ 981 milhões (R$ 5,55 bilhões). Em 2022, a receita havia sido de US$ 692 milhões (R$ 3,91 bilhões).

“Estamos testemunhando uma transformação nos esportes femininos – o que antes era visto como potencial agora se tornou uma indústria bilionária em crescimento”, afirmou Pete Giorgio, líder global de esportes da Deloitte em comunicado.

Patrocínios nos esportes femininos

Ao segmentar os dados, a Deloitte estima que, em 2025, a maior parte da receita global (54%) virá de patrocínios e parcerias comerciais, seguida pela transmissão de jogos, que representará 25% da receita total. No ano passado, as transmissões haviam gerado 21% da receita. A receita de bilheteria corresponderá ao restante.

“Com a receita ultrapassando a marca de US$ 2 bilhões neste ano, a discussão não é mais sobre provar valor, mas sobre escalabilidade para o futuro”, diz Giorgio. “O desafio agora é sustentar esse impulso e convertê-lo em sucesso a longo prazo, com investimentos adequados, infraestrutura e oportunidades que permitam o crescimento dos esportes femininos em escala global”.

Pacote de R$ 66,8 milhões beneficia agricultores familiares e segurança alimentar no Ceará

0

 

Recursos serão destinados a iniciativas como o Programa de Aquisição de Alimentos, Fomento Rural e Programa Cisternas

 

Foto: Roberta Aline / MDS

 

O Governo Federal, em parceria com o estado do Ceará, anunciou, nesta quinta-feira (20/3), um pacote de investimentos de R$ 66,8 milhões para fortalecer a agricultura familiar e garantir segurança alimentar às famílias cearenses. Os recursos serão destinados a iniciativas como o PAA Leite, Fomento Rural e Programa Cisternas, beneficiando milhares de produtores rurais e comunidades em situação de vulnerabilidade.

 

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, assinou o aditivo ao convênio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Leite, com investimento de R$ 17.919.236. O programa vai comprar leite de agricultores familiares e doar o produto para famílias em situação de insegurança alimentar em 134 municípios cearenses. “Essa iniciativa fortalece a cadeia produtiva do leite e apoia a agricultura familiar, garantindo que o produto chegue a quem mais precisa”, destacou o ministro Wellington Dias.

 

Além disso, foram anunciados R$ 1,5 milhão para execução do Programa de Aquisição de Alimentos – Compra com Doação Simultânea, beneficiando agricultores e agricultoras familiares de 29 municípios cearenses.

 

Outro eixo pactuado foi o Programa Fomento Rural, que recebeu R$ 11 milhões para atender 2.400 famílias em 70 municípios. O Ceará contribuirá com assistência técnica por meio da EMATER, atendendo famílias do CadÚnico e do Bolsa Família na zona rural. Já o Governo Federal entrará com recursos de fomento para investimento produtivo inicial, ajudando as famílias a se estruturarem e acessarem crédito.

 

A construção de 674 cisternas de placa de 16 mil litros também foi anunciada, com investimento de R$ 6,4 milhões. As cisternas serão instaladas em municípios como Hidrolândia, Ipaporanga, Salitre e Araripe, garantindo acesso à água para consumo e produção. “Nos comprometemos com o Ceará a avançar na construção de cisternas, aportando mais recursos ainda este ano”, afirmou a secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal.

 

Além disso, o ministro anunciou mais R$ 30 milhões para a construção de 4.000 cisternas, que serão distribuídas pelo interior do Ceará. “Essas tecnologias sociais garantirão que as famílias tenham acesso à água de qualidade, ajudando a superar a dependência do carro-pipa, uma realidade que já enfrentamos por muito tempo em nossa história”, explicou o governador do Ceará, Elmano de Freitas.

 

O governador destacou a importância da parceria com o Governo Federal. “Queremos agradecer ao governo do presidente Lula. Aqui, todas as políticas são direcionadas às pessoas que mais precisam, especialmente às mais carentes. Por isso, esse trabalho conjunto é muito importante”, disse.

 

O ministro Wellington Dias reforçou o compromisso com o desenvolvimento da região. “Aqui estão ações concretas de um estado com grande capacidade, contando com uma equipe competente e dedicada que trabalha em conjunto com a nossa para garantir bons projetos. De um lado, há o acolhimento às pessoas que precisam de segurança alimentar e, do outro, o apoio à produção, especialmente aos pequenos produtores”, explicou.

 

“Nos comprometemos com o Ceará a avançar na construção de cisternas, aportando mais recursos ainda este ano. Além disso, daremos continuidade à implementação do PAA Compra com Doação Simultânea, também em parceria com o estado”, completou a secretária Lilian Rahal.

 

Festival Urgente promove dois dias de samba e diversidade cultural em Brasília na Galeria dos Estados

0

 Em sua terceira edição, evento gratuito reúne grandes nomes da música nos dias 29 e 30 de março

A terceira edição do Festival Urgente! promete agitar Brasília com dois dias de celebração cultural na Galeria dos Estados, nos dias 29 e 30 de março. Com um line-up diverso e plural, o evento reunirá grandes nomes da música brasileira, incluindo Douglas Germano, DJ Ketlen, Rafa Laranja, Moyseis Marques, Maestro Spok, Folha Seca, DJ Leo Cabral, Face Quarteto, Saudando o Choro, Nilze Carvalho, Toninho Geraes, Ellen Oléria, Nicolas Krassik, além do anfitrião Samba Urgente.

“O Festival Urgente! nasceu para fortalecer a cena cultural brasiliense e conectá-la ao restante do país. Queremos que Brasília seja reconhecida como um polo cultural e turístico, proporcionando um intercâmbio entre artistas locais e nacionais”, destaca Victor Angeleas, integrante do Samba Urgente e um dos organizadores do evento.

No sábado (29/03), a festa começa com o grupo Samba Urgente dividindo o palco com Douglas Germano, Rafa Laranja, Moyseis Marques, Face Quarteto e Maestro Spok, além das batidas do DJ Leo Cabral e do bloco Folha Seca, trazendo uma energia carnavalesca para a noite. Já no domingo (30/03), é a vez de Nicolas Krassik, Nilze Carvalho, Ellen Oléria e Toninho Geraes encerrarem o festival em grande estilo, acompanhados pelo grupo Saudando o Choro e pela DJ Ketlen.

A curadoria foi cuidadosamente pensada para garantir representatividade e diversidade musical, mesclando samba, choro, hip hop, frevo e outras vertentes da música brasileira. “Cada artista tem um brilho especial e traz uma energia única para o festival. Será uma experiência fluida e dinâmica, repleta de momentos inesquecíveis”, reforça Angeleas.

Com expectativa de até 3 mil pessoas por dia, o festival terá intérpretes de Libras. A entrada é gratuita, mas é necessário retirar os ingressos antecipadamente pela plataforma Sympla a partir do dia 24 de março. O link será divulgado no instagram do Samba Urgente.

O Samba Urgente é uma realização do Beco da Coruja e Samba Urgente com patrocínio da Claro via Lei de Incentivo à Cultura do DF e do Programa Conexão Cultura DF, reforçando a importância do investimento cultural para a valorização da cena artística da cidade.

“Queremos que as pessoas enxerguem Brasília como um grande centro cultural e que os próprios moradores valorizem ainda mais a riqueza da nossa música e das nossas expressões artísticas”, conclui Angeleas.

Sobre as atrações

Moyseis Marques – Moyseis Marques é cantor, compositor, músico e produtor carioca, com raízes no samba, forró pé-de-serra e MPB. Iniciou sua carreira em 1999 e integrou grupos como Casuarina, Forró na Contramão e Tempero Carioca, antes de lançar seu primeiro disco solo em 2007. Tornou-se um dos nomes marcantes da cena da Lapa nos anos 2000, com apresentações no Brasil, Europa e Estados Unidos. Já lançou 7 álbuns e um DVD, sendo indicado ao Grammy Latino e vencedor do Prêmio da Música Brasileira em 2024 com o coletivo Desengaiola. Atuou como protagonista da “Ópera do Malandro”, dirigida por João Falcão, e participou do documentário “Chico, um artista brasileiro”. Como compositor, tem parcerias com Aldir Blanc, Nei Lopes e Yamandu Costa, e músicas em trilhas de novelas como “Renascer”. Em 2025, lança o álbum “Na Matriz”, celebrando 25 anos de carreira com 13 faixas autorais.

DJ Ketlen – Natural de Ceilândia, DJ Ketlen atua na discotecagem desde 2015, destacando-se na Black Music e promovendo interação e conexão com seu público. Além de DJ, coproduz eventos beneficentes ligados à cultura urbana e projetos voltados à música e dança de rua. Inicialmente autodidata, aprimorou suas técnicas com DJs renomados da cena brasiliense, como Ocimar DaBomb e Jean DaBomb. Ao longo de sua trajetória, se apresentou em diversas festas da periferia e grandes festivais, incluindo Elemento em Movimento, Makossa, Festival Melanina, Festival Pavilhão Luz e Festa Drop Like Is Hot. https://www.mixcloud.com/ketlen-dias/

Dj Léo Cabral – Leo Cabral flerta com ritmos nacionais e internacionais, amante da música, colecionador de sons, samba, rock, salsa, funk, cumbia, carimbó, piseiro,axé, mpb, jazz, afrobeat, reggae, rap… Se entitula discotécario cannábico aquariano, atraído por pessoas de vivacidade intelectual. “Gosto mesmo é de amizades coloridas e pista dançante onde o enroscar musical amoroso faça parte da gostosa aventura de conhecer pessoas e ritmos novos”.

Douglas Germano – Cantor, compositor e instrumentista, Douglas Germano iniciou sua trajetória musical aos 13 anos na bateria da Nenê de Vila Matilde e aprendeu cavaquinho e violão por conta própria. Começou a compor na adolescência e, nos anos 1980, frequentava rodas de samba em São Paulo. Sua primeira composição gravada foi “Vida Alheia” (1991) pelo Fundo de Quintal. Atuou como diretor musical e compositor em diversas produções teatrais, sendo finalista do Prêmio Shell de Teatro em 2003. Fundou o trio Metá Metá em 2008 e lançou seu primeiro disco solo, Orí, em 2011, tornando-se finalista do Prêmio da Música Brasileira. Teve músicas gravadas por Elza Soares, Criolo e Juçara Marçal, entre outros, e venceu o Prêmio Multishow de Música do Ano em 2015 com “Maria de Vila Matilde”. Seus últimos projetos incluem o álbum Escumalha (2019), Partido Alto (2021) e apresentações com seu quarteto em 2024. 

Ellen Oléria  – Cantora e compositora brasileira com mais de 20 anos de carreira, Ellen Oléria quatro discos lançados e prêmios em festivais. Já se apresentou no Brasil e em países como Espanha, França, Angola, EUA, Inglaterra, Rússia, Japão e Taiwan. Em seu recente projeto, mistura ritmos brasileiros como samba, forró e maracatu com arranjos contemporâneos, destacando o protagonismo negro. Além da música, atuou como apresentadora no programa Estação Plural, da TV Brasil, abordando temas LGBT. Conhecida por seu timbre marcante e presença cativante, Ellen transmite entusiasmo e identidade brasileira em suas performances.

Face Quarteto – O Face Quarteto é um grupo formado pelos músicos Victor Angeleas (bandolim de dez cordas), Márcio Marinho (cavaquinho de seis cordas) e Larissa Umaytá (pandeiro) e pelo baixista goiano Bruno Rejan. O trabalho é formado por repertório autoral, com influências do Choro, Frevo, Baião e Jazz Instrumental Brasileiro, onde o virtuosismo e a improvisação são traços distintivos do projeto. No Festival Urgente,  eles lançam o álbum Face Quarteto e Spok. As apresentações do Quarteto são marcadas pela forte energia e irreverência do grupo, que traz a jovialidade e a alegria de tocar para a performance, conquistando o público de uma forma muito diferente em peculiar por onde passam.

Folha Seca – O Instituto Folha Seca, fundado por Marcos Valente em 2017, tem como missão ensinar e preservar a percussão afro-brasileira, promovendo a cultura negra por meio da oralidade e da música. O projeto oferece aulas, oficinas e apresentações, impactando comunidades e fortalecendo a tradição dos ritmos afro-brasileiros. Suas apresentações musicais são momentos de celebração e aprendizado, conectando os participantes à cultura e à história dos tambores. A percussão é vista como uma ferramenta de transformação social, promovendo benefícios físicos e mentais. O Instituto reafirma a importância da música como um instrumento de resistência e identidade cultural.

Maestro Spok – Natural de Igarassu, Maestro Spok iniciou sua trajetória musical aos 13 anos e aprimorou seus estudos no Centro de Criatividade Musical do Recife. Nos anos 90, abraçou a liberdade musical e expandiu sua visão artística. Há quase 30 anos, é instrumentista, arranjador e Diretor Musical da SpokFrevo Orquestra, grupo que se tornou referência na música instrumental brasileira. Com três discos e um DVD ao vivo, a orquestra ajudou a elevar o Frevo ao seu devido prestígio. https://www.maestrospok.com.br/

Nicolas Krassik – Violinista francês nascido em 1969 na periferia de Paris, Nicolas Krassik é herdeiro da tradição do jazz francês. Após 15 anos de estudo em música erudita e jazz e uma carreira na Europa ao lado de grandes nomes, mudou-se para o Rio de Janeiro em 2001 para se dedicar à música brasileira. Rapidamente tornou-se referência no violino na MPB, colaborando com artistas como Yamandú Costa, Hamilton de Holanda e Gilberto Gil. Com um estilo que mescla jazz, choro, samba e forró, seus shows combinam técnica, emoção e energia contagiante.  https://www.nicolaskrassik.com/sobre

Nilze Carvalho – Nilze Carvalho Iniciou sua carreira musical ainda criança, gravando a série Choro de Menina e se apresentando na TV. Aos 15 anos, começou turnês internacionais por Europa, EUA e Ásia. Em 2000, fundou o grupo Sururu na Roda, premiado no Prêmio da Música Brasileira. Como cantora solo, lançou álbuns de sucesso, incluindo Verde Amarelo Negro Anil, indicado ao Grammy Latino. Já se apresentou com grandes nomes da MPB, como Zeca Pagodinho e Dona Ivone Lara. Mistura samba, choro e MPB em seus shows, como Choro Canção. Formada em Música pela UNI-RIO, também foi apresentadora do programa Cena Musical, da TV Brasil. https://www.nilzecarvalho.com.br/sobre

Rafa Laranja – Rafa Laranja, nascida em Santos, celebra 15 anos de carreira no samba e pagode, marcada por uma voz forte e carismática. Desde a infância, vive a música, estudando piano aos 7 anos e canto popular e lírico aos 14. Trocou a advocacia pela arte e já dividiu palcos com grandes nomes, construindo sua identidade musical. Em 2018 lançou seu primeiro álbum, “Minha Cara”, repleto de brasilidade. Em 2021 apresentou o projeto “Samba Laranja” no YouTube, com releituras de clássicos. Em 2022 lançou o álbum “Rafa Laranja Acústico”, produzido por Leandro Brito. No mesmo ano, disponibilizou o “Samba Laranja” nas plataformas digitais.

Samba Urgente – O Samba Urgente é uma roda de samba informal que ocorre mensalmente no Setor Comercial Sul, atraindo cerca de 7 mil pessoas. O grupo surgiu em 2018, quando seus integrantes bancaram o primeiro show no Carnaval. Com repertório que mistura samba clássico e pagode, eles ajudaram a revitalizar o espaço cultural da cidade. A divulgação nas redes sociais impulsionou seu crescimento, sempre com foco na diversidade e combate ao assédio. Além disso, o grupo abre espaço para mulheres sambistas e reforça a inclusão LGBTQIA+. O nome “Samba Urgente” surgiu da dificuldade de conciliar as agendas dos músicos, levando a organização acelerada dos eventos. Antes de se firmar no SCS, o grupo fazia apresentações menores em bares e eventos públicos. Atualmente, seguem expandindo sua atuação e planejando novas edições da roda de samba.

Saudando o Choro – O projeto Saudando o Choro valoriza a tradição do choro em Brasília, homenageando compositores da velha guarda e revelando talentos da nova geração. Com produção musical de Fernando César, o grupo segue a formação dos antigos regionais, reunindo Iza do Cavaco (cavaquinho), Bento Tibúrcio (bandolim), Yago Araújo (violão 7 cordas), Franco Carneiro (violão), Nathália Marques e Jéssica Carvalho (percussões). O repertório traz composições de Avena de Castro, Cincinato Simões, Léo Benon e Hamilton de Holanda. De março a abril, o projeto circula por Taguatinga, Guará e Águas Claras. A estreia será em 23/03, às 9h, na Praça Condor (Metrô Arniqueiras), com entrada franca e acessibilidade.

Toninho Geraes – Cantor e compositor nascido em Belo Horizonte, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1979, enfrentando dificuldades antes de se estabelecer no cenário musical. No Cacique de Ramos, integrou a roda de samba ao lado de nomes como Zeca Pagodinho, Almir Guineto e Jorge Aragão, contribuindo para a ascensão do pagode carioca. Seu sucesso veio com “Mulheres”, gravada por Martinho da Vila em 1995, vendendo mais de 1,5 milhão de cópias. Com mais de 200 músicas interpretadas por grandes artistas, lançou diversos álbuns autorais, incluindo Samba de Botequim (2001), Tudo que Sou (2014) e Estação Madureira (2016). Em 2021, apresentou Tudo que Sou, Vol. 1: Fragmentos, gravado ao vivo no Cacique de Ramos, e em 2022 lançou Aluayê, os Novos Afro-Sambas, em parceria com Chico Alves. Seu mais recente trabalho, O Amor dos Poetas (2024), reafirma sua relevância no samba, com destaque para a faixa “Seu Zé”, que ultrapassou 120 mil audições no Spotify.

 https://dicionariompb.com.br/artista/toninho-geraes/

FESTIVAL URGENTE

Data: 29 e 30/3

Horário: A partir das 18h

Local: Setor Comercial Sul, Quadra 2  – Galeria dos Estados

Capacidade: 3 mil pessoas por dia

Ingressos a partir do dia 24/03, pelo instagram @sambaurgente

McDonald’s promove a inclusão e o desenvolvimento de pessoas com Síndrome de Down

0

 

Com trilhas de aprendizagem individualizadas, companhia democratiza o

acesso de pessoas com deficiência intelectual ao mercado de trabalho

 

No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, refletimos sobre os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho. Apesar das leis brasileiras, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e o artigo 27 da convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), preverem direitos e oportunidades iguais, muitos obstáculos ainda impedem a plena inclusão. No caso das pessoas com Síndrome de Down, a falta de acesso a oportunidades de emprego e a discriminação são realidades que limitam o seu desenvolvimento.

 

Com o objetivo tornar o mercado de trabalho mais inclusivo, a Arcos Dorados e a marca McDonald’s se destacam na contratação de pessoas com deficiência antes mesmo da criação da Lei das Cotas, em 1991, investindo em programas adaptados para garantir que todas as pessoas possam alcançar seu máximo potencial. Desde o processo seletivo, as pessoas com deficiência recebem um olhar individualizado. Para isso, a companhia dispõe de uma equipe de profissionais dedicados à captação, contratação e acompanhamento dessas pessoas, que contempla gestores de inclusão, médicos do trabalho, enfermeiros e gerentes selecionadores, além de oferecer treinamento adaptado à condição de cada um, sem limite no tempo de aprendizagem.

 

Fábio Sant’Anna, Diretor de Gente, Diversidade e Inclusão, ressalta a importância dessa cuidadosa atuação. “Somos reconhecidos como um dos maiores geradores de primeiro emprego no Brasil e sabemos do nosso poder de gerar mudanças de vida de muitas pessoas. Promover iniciativas de inclusão e empregabilidade é uma de nossas prioridades”, afirma. Hoje, a companhia emprega cerca de 80 colaboradores com Síndrome de Down e mais de 2 mil colaboradores com diferentes tipos e graus de deficiência em todo o país, sendo 72% com deficiência intelectual. Entre esses profissionais, 70% tiveram na rede a sua primeira oportunidade formal de trabalho.

Como é o caso de Marcelo Gama Dias de Lima, de Brasília. Ele sempre frequentava o McDonald’s com a família e com apenas 11 anos de idade tinha um sonho que contava para todos a sua volta: trabalhar no McDonald’s. Já adulto fez um curso de garçom no Senac, mas Marcelo se viu desanimado por não conseguir um emprego. Foi quando a mãe, Helenice Gama Dias De Lima, foi na unidade que sempre frequentavam, o restaurante da 405 sul, para tentar realizar o sonho do filho.

Com ajuda dela, do Gerente e da área de Gente, Diversidade e Inclusão da companhia, que Marcelo finalmente conseguiu o tão sonhado emprego no Méqui, em 2019. “O McDonald’s tem um respeito incrível e um carinho enorme com o meu filho. Sinto como se o trabalho dele o curasse e fosse como uma forma dele se desenvolver a cada dia”, conta, emocionada a mãe de Marcelo, Helenice Gama Dias de Lima.

Para o Diretor da Arcos Dorados, “ter profissionais com deficiência no nosso time traz uma série de benefícios para eles, mas também humaniza a empresa e cria uma cultura de pertencimento ainda mais forte em nossos times”. Para que a inclusão aconteça de forma prática e abrace todos aqueles que buscam uma oportunidade de emprego, tão ou mais importante que abrir a porta, é oferecer uma boa experiência. “Continuaremos trabalhando para que mais pessoas encontrem na Arcos Dorados um lugar onde se sintam valorizadas e respeitadas”, finaliza Fábio.

Sobre a Arcos Dorados

A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo e a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe. A companhia conta com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias locais de restaurantes McDonald’s em 20 países e territórios dessas regiões. Atualmente, a rede possui mais de 2.400 restaurantes, entre unidades próprias e de seus franqueados, que juntos empregam mais de 100.000 funcionários (dados de 31/12/2024). A empresa também está comprometida com o desenvolvimento das comunidades em que opera com a oferta de oportunidades de primeiro emprego formal aos jovens e com o impacto ambiental positivo por meio de sua Receita do Futuro. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO). Para saber mais sobre a Companhia por favor visite o nosso site: www.arcosdorados.com 

 

Dr. Roberto Kalil e convidados analisam epidemia de obesidade, que deve atingir 1,9 bilhão de pessoas até 2035, no Sinais Vitais

0

Cardiologista visita Mercado Municipal de São Paulo para debater o tema dos próximos quatro episódios do CNN Sinais Vitais; primeiro programa vai ao ar neste sábado (22), às 19h30, na CNN Brasil

 

Dr. Kalil debate obesidade em visita ao Mercado Municipal de São Paulo acompanhado da endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês Claudia Cozer Kalil e da chef de cozinha Morena Leite (Foto: Divulgação/CNN Brasil)

 

Considerada uma doença crônica pela Organização Mundial da Saúde, a obesidade vem avançando a níveis alarmantes e deve atingir 1,9 bilhão de pessoas até 2035. O alerta é da endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês, Claudia Cozer Kalil, uma das entrevistadas do CNN Sinais Vitais deste sábado (22). Ao lado dela, a chef de cozinha Morena Leite debateu com dr. Roberto Kalil diferentes aspectos da condição.

 

“Perdemos muitos hábitos saudáveis nos últimos 20 anos. Eu acredito que nos movimentávamos muito mais. O arroz, o feijão, que são ingredientes básicos do prato do brasileiro, podem ser nutricionalmente muito favoráveis. Agora, temos ingerido muito industrializado. Se comermos de uma maneira mais coerente e saudável, temos um solo e ingredientes maravilhosos para ter uma superalimentação”, diz Morena Leite.

 

A exposição a alimentos de baixo valor nutricional e muito valor calórico são parte do que Dra. Claudia chama de ambiente obesogênico, ou seja, que promovem o ganho de peso, como a oferta que existe de alimentos ultraprocessados, de baixo custo, associada a uma dificuldade de fazer atividade física. “Essa luta contra o ambiente obesogênico envolve não só a família, a escola, mas os órgãos governamentais, indústria e mídia”, ressalta.

 

Os especialistas frisam que a alimentação é apenas parte do problema. A obesidade é considerada uma doença multifatorial, ou seja, não há apenas uma causa envolvida. “Eu acho que a obesidade também tem a ver com a questão emocional, porque hoje as pessoas não se alimentam só mais por uma questão nutricional e fisiológica. É emocional, são várias carências que as pessoas descarregam no doce, na pizza, na bebida…”, diz Morena Leite.

 

A hereditariedade também tem impacto no desenvolvimento da obesidade. “A genética tem um papel importante, ela entra com quase 70%. Mas não significa que essas pessoas estão fadadas a ficarem obesas. Elas têm que se prevenir com um pouco mais de ênfase”, explica dra. Claudia. “Às vezes, você vem de uma família de sobrepeso, você tem um biotipo maior. O importante é ver se você não está a cada ano aumentando de peso. Se você está conseguindo manter o seu peso ano a ano, seus exames e a sua qualidade de vida saudável, esse peso não é tão preocupante quanto a pessoa que todo ano ganha dois ou três quilos.”

 

Por isso, o importante é prevenção. A endocrinologista orienta que a receita básica deve ser praticar exercícios físicos e não repetir as porções. “É preciso respeitar a saciedade”. E, sobretudo, ela destaca que é importante entender a obesidade como uma doença e ter cuidado ao abordar o problema durante um tratamento. “Quando a gente usa o termo ‘mudança no estilo de vida’, as pessoas entendem exatamente isso: que nunca mais vão poder comer um sanduíche de mortadela, tomar um vinho ou comer um brigadeiro. Na verdade, a receita é equilíbrio, frequência e quantidade”, finaliza.

 

Serviço

Sinais Vitais – CNN Brasil

Aos sábados, às 19h30 (horário de Brasília)

Na TV: Canal 577 nas principais operadoras, como Claro, Sky, Vivo e Oi
No YouTube: youtube.com/c/CNNBrasil

SOBRE A CNN BRASIL

Câmara Municipal de Fortaleza homenageará Associação Fortaleza Down por iniciativa do vereador Pedro Matos

0
Vereador Pedro Matos

 

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) aprovou, por unanimidade, um requerimento de autoria do vereador Pedro Matos que concede uma homenagem especial à Associação Fortaleza Down. A honraria reconhece a relevância do trabalho desempenhado pela instituição na assistência às pessoas com Síndrome de Down e suas famílias, promovendo inclusão e qualidade de vida na capital cearense.

O documento ressalta a dedicação e o impacto positivo da Associação Fortaleza Down, que atua na defesa dos direitos, no suporte à saúde e na construção de uma sociedade mais inclusiva. Com essa iniciativa, o vereador Pedro Matos busca ampliar a visibilidade da entidade e estimular a continuidade de suas ações, reforçando a importância do seu compromisso social.

A Associação é reconhecida por seu trabalho abrangente na promoção da inclusão escolar e social de pessoas com Síndrome de Down. Suas iniciativas incluem o apoio direto às famílias, por meio de orientações especializadas e eventos educativos, além da realização de campanhas de conscientização sobre acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência. Ao longo de sua trajetória, a instituição consolidou-se como um importante ponto de referência em Fortaleza, oferecendo suporte qualificado, disseminando informações e promovendo a autonomia e o desenvolvimento integral de seus beneficiários.

“É imprescindível que a Câmara Municipal reconheça e valorize essa dedicação, que contribui diretamente para a inclusão e o bem-estar das pessoas com Síndrome de Down. Essa homenagem simboliza nosso reconhecimento e serve como um estímulo para que a instituição siga desempenhando sua missão”, destaca Pedro Matos.

A próxima etapa consiste na definição, pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza, da data para a realização da sessão solene em homenagem à Associação Fortaleza Down. A cerimônia contará com a presença de representantes da entidade, autoridades municipais, familiares e membros da sociedade civil.

Caiado cria Fundo de Estabilização Econômica e faz de Goiás referência fiscal no país

0

Reserva financeira, única entre os estados brasileiros, é estratégica e poderá ser utilizada em momentos de crise econômica ou de desastres naturais para garantir a continuidade de serviços essenciais como saúde, educação e segurança

Goiás inovou no cenário fiscal brasileiro com a criação do Fundo de Estabilização Econômica (FEG), visando garantir a solidez financeira do Estado no enfrentamento de adversidades na economia ou de desastres naturais. Ao anunciar a criação do FEG, nesta quinta-feira (20/03), em Goiânia, o governador Ronaldo Caiado afirmou que alcançar o equilíbrio fiscal foi fundamental para a implantação de políticas públicas que hoje fazem de Goiás referência para o país. “Estamos dando uma mensagem para o Brasil: um Estado que não tem equilíbrio fiscal, não tem governabilidade”, reforçou.

A criação do Fundo de Estabilização Econômica, com reserva inicial estipulada em 1,5% do Produto Interno Bruno (PIB) de Goiás, será implantada por Lei Complementar que será enviada de imediato para Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A estimativa é que o FEG seja iniciado com aproximadamente R$ 5,5 bilhões. “Sem o equilíbrio fiscal alcançado por Goiás, não conseguiríamos manter os serviços públicos como fazemos hoje”, afirmou Caiado, destacando o processo de recuperação iniciado quando chegou ao governo, em 2019.

“Estamos dando uma mensagem para o Brasil: um Estado que não tem equilíbrio fiscal, não tem governabilidade”, destacou o governador Ronaldo Caiado ao criar Fundo de Estabilização Fiscal.

Foto: Walter Folador e Wesley CostaLegenda:

 

Além de ser referência em gestão fiscal, o governador listou diversas áreas em que o Estado se destaca nacionalmente: primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), selo único de transparência junto aos Tribunais de Contas, líder no alcance dos serviços digitais, exemplo de implantação efetiva das ações sociais e modelo de segurança pública.

O mecanismo fiscal foi criado para reservar recursos em períodos de arrecadação positiva e ser utilizado em momentos de crise econômica. Estratégico, o fundo reforça a posição de Goiás como referência nacional em gestão fiscal. “Hoje, atingimos o melhor grau de liquidez do país”, afirmou o governador. “Isso prova que, quando um Estado é bem gerido, há respeito ao dinheiro público e regras claras de aplicação, ele se torna autossuficiente e capaz de implementar políticas públicas com segurança”, destacou.

O presidente-executivo da Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho, também conhecido como Chequinho, afirmou que o Fundo supera as expectativas do segmento. “Soa como música para nós um fundo de estabilização como esse. Nós tivemos fundos em outros anos que nós fomos contra porque vinham para tapar buraco”, destacou. Estiveram presentes ainda auxiliares de governo, o presidente da Assembleia Legislativa (Alego), Bruno Peixoto, bem como o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha.

Controle Fiscal
Entre 2016 e 2019, as despesas do Estado cresceram 26,06%, enquanto a receita avançou menos de 18,9%. Em 2019, eram R$ 7,6 bilhões em dívidas imediatas e a dívida total chegava a R$ 19,6 bilhões. Passados seis anos, o Governo de Goiás implementou uma das mais robustas estratégias de controle fiscal entre os entes subnacionais.

Entre 2019 e 2024, as despesas correntes cresceram apenas 6,5%, enquanto a receita corrente teve alta de 23,8%. Desde 2021, o teto de gastos do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) manteve as despesas primárias estáveis. Como resultado, o caixa estadual se aproxima de R$ 17,6 bilhões, com cerca de R$ 13 bilhões concentrados na Conta Única do Tesouro Estadual.

“Mais importante do que as ações específicas, é a postura da gestão do Estado de não ultrapassar aquilo que é possível ser feito com promessas populistas, e sim avançar como o Estado de Goiás merece”, reforçou o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, que apresentou a estruturação do fundo.

O FEG chega para assegurar a efetividade da política econômica, para além do RRF. “Não foi o RRF que nos legou a condição que estamos hoje, se fosse assim todos os demais estados que estão no RRF estariam em boas condições e não estão. Foram as políticas implementadas e a rigidez fiscal”, pontuou o vice-governador Daniel Vilela.

Provimento
A reserva será abastecida com o excedente financeiro resultante do ano anterior. Ou seja, a parcela dos recursos que permanece após a quitação de todas as despesas e obrigações financeiras de curto prazo. Além disso, o Fundo poderá receber uma parte das receitas extraordinárias e não recorrentes do Estado.

O diretor-executivo do Instituto Mauro Borges (IMB), Erik Alencar, destacou que a iniciativa é recomendada internacionalmente e tem um desenho inédito baseado no percentual do PIB. “Esse recurso tem de ficar no Fundo. Abaixo desse mínimo, o Fundo pode ser sacado sempre que estiver uma situação de calamidade decretada pela Alego ou uma frustração de arrecadação estrutural”, detalhou. “Acima desse limite mínimo, podem haver saques de forma discricionária, desde que para investimento exclusivo em infraestrutura”, explicou.

Amor à beira do lago: Casamento Comunitário une 101 casais no Pontão do Lago Sul

0

Primeira edição de 2025 do programa da Secretaria de Justiça e Cidadania será realizada neste domingo (23), às 17h, em uma cerimônia que promete emocionar os noivos e seus convidados

O cenário não poderia ser mais especial: ao pôr do sol, com a vista deslumbrante do Lago Paranoá, 101 casais oficializarão sua união na primeira edição de 2025 do Casamento Comunitário, programa da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF). A cerimônia será realizada neste domingo (23), às 17h, no Pontão do Lago Sul, reunindo mais de 800 convidados, entre familiares, amigos e autoridades, para celebrar esse momento inesquecível.

Para muitos desses casais, o casamento já era uma realidade no dia a dia, mas a formalização legal sempre esteve fora do alcance devido aos altos custos envolvidos. O evento foi criado justamente para proporcionar essa oportunidade, garantindo que o sonho do “sim” se torne possível para aqueles que não podem arcar com as despesas de um casamento formal. Desde 2020, o programa já beneficiou mais de 440 casais em dez edições, promovendo cidadania e fortalecendo laços familiares.

Cada detalhe foi cuidadosamente planejado para que os noivos tenham uma experiência única. Eles chegarão ao local em carros de luxo (Uber Black) e percorrerão uma passarela exclusiva até o altar. O evento contará com palco para a cerimônia oficial, cadeiras para os convidados e um espaço reservado para o brinde e o corte do bolo.

Mais que uma celebração, um direito garantido

Mais do que um momento simbólico, a oficialização do casamento traz inúmeros benefícios para os casais, como direitos sucessórios, acesso à pensão, inclusão em programas sociais e maior segurança jurídica para a família. Com essa iniciativa, a Sejus-DF reafirma o compromisso do GDF em garantir que todos tenham acesso à formalização da união, independentemente de sua condição financeira.

Histórias de amor que inspiram

O programa já mudou a vida de muitos casais, como Anailton dos Santos, 28 anos, estoquista, e Tamiris Rodrigues, 35 anos, cabeleireira. Eles se conheceram em um barzinho dançante de São Sebastião e, ao som da primeira música, sentiram que havia algo especial entre eles. Com o tempo, construíram uma família unindo os filhos de relacionamentos anteriores, mas o casamento formal parecia um sonho distante devido aos altos custos.

Foi quando viram na televisão a oportunidade oferecida pelo Casamento Comunitário e decidiram se inscrever. “A cerimônia foi linda e mudou nossa vida. Desde então, só acumulamos conquistas”, conta Anailton. Tamiris, emocionada, reforça o impacto que o momento teve na relação. “O casamento fortaleceu ainda mais nosso compromisso e trouxe mais segurança para nossa família”, destaca.

Agora, a emoção toma conta de Elana Wendy, 28 anos, atendente, e Marcelo Rodrigues, 30 anos, motoboy, que serão um dos casais protagonistas deste domingo. Eles estão juntos há quatro anos e mal podem esperar para o grande dia. “Estamos contando os minutos! Não tem outra palavra para definir este momento além de realização de um sonho. Já me imagino dizendo ‘sim’ e colocando a aliança no dedo. A ansiedade só aumenta”, compartilha Elana, que participou do ensaio da cerimônia no último sábado (15), na Legião da Boa Vontade (LBV).

Um domingo especial para todos

Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o Casamento Comunitário vai muito além da oficialização de uniões; ele resgata sonhos e fortalece laços familiares. “Esse programa representa dignidade, amor e uma nova etapa na vida dos casais. Muitas vezes, o sonho do casamento é adiado por dificuldades financeiras, e nosso objetivo é mudar essa realidade, proporcionando um momento inesquecível e acessível para todos”, afirma.

Ela também compartilha sua própria expectativa para a cerimônia de domingo. “Será um dia emocionante não só para os noivos, mas para todos nós que trabalhamos para tornar isso possível. Ver a felicidade nos olhos de cada casal e suas famílias nos motiva a continuar. Eu também estou contando os dias para este grande momento!”, conclui.

Sobre o local

O Pontão do Lago Sul foi escolhido como palco do evento por seu ambiente acolhedor e romântico, à beira do Lago Paranoá. Conhecido por sediar grandes celebrações, o local oferece uma paisagem exuberante, tornando a cerimônia ainda mais especial para os casais e seus convidados.

Serviço

📅 Data: Domingo, 23 de março de 2025
⏰ Horário: 17h
📍 Local: Pontão do Lago Sul – SHIS QL 10, Lote 1/30, Lago Sul, Brasília-DF