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Mariana Emerenciano: A cientista que desafia o tempo e o preconceito para curar o futuro

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“As estruturas acadêmicas ainda são muito engessadas para as mulheres que desejam conciliar a maternidade com a carreira científica”, avalia

 

Foto: Rodrigo Cabral / MCTI

 

Nos corredores do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em meio a pipetas e microscópios, encontra-se uma mulher que desafia as fronteiras da ciência e do tempo. Mariana Emerenciano Cavalcanti de Sá, premiada na categoria Estímulo do prêmio Mulheres e Ciência, área Ciências da Vida, não é apenas uma cientista brilhante. Ela é uma mãe apaixonada, uma tenista dedicada e voz ativa contra o racismo e a desigualdade.

A jornada da cientista começou cedo, impulsionada pela curiosidade e pelo incentivo dos pais. “Desde pequena, me interessava por brinquedos que remetiam a experimentos científicos”, contou Mariana. A paixão pela área se intensificou com o interesse pelas disciplinas de ciências como química e biologia.

No entanto, o caminho não foi fácil. Mariana enfrentou desafios como o preconceito e a necessidade de provar constantemente sua competência. “A sensação de não pertencimento me acompanhou durante toda a minha trajetória”, desabafou. “Acredito que eu tenha superado o desafio de estar me sentindo à prova o tempo todo com muito trabalho e dedicação. Talvez mais do que seria necessário, caso eu fosse um homem e não uma mulher”, finalizou.

Além disso, conciliar a maternidade com a carreira científica exigiu uma rede de apoio sólida e resiliente, composta pelo marido, família, amigos e vizinhos. “As estruturas acadêmicas ainda são muito engessadas para as mulheres que desejam conciliar a maternidade com a carreira científica”, criticou.

Inspiração, motivação e resiliência

Apesar dos obstáculos, Mariana encontrou inspiração na própria mãe, uma mulher que seguiu seus sonhos mesmo diante das dificuldades. “Ela me ensinou pelo exemplo que eu também poderia alcançar meus objetivos”, relatou emocionada.

Para ela, a motivação principal veio do sonho de se tornar cientista. “Eu me apaixonei por entender mais sobre câncer, especialmente câncer infantil e pela ideia de poder impactar nas chances de cura e na qualidade de vida dessas famílias, especialmente, as famílias atendidas pelo SUS”, explicou.
Além da cientista

Fora do laboratório, Mariana encontra refúgio nos esportes, na leitura e no cuidado com suas plantas. “A vivência esportiva me ajudou a ser resiliente, persistente e a trabalhar em equipe na vida profissional”, revela. “Sempre acho que algumas coisas que eu consegui na carreira cientifica eu devo ao fato de ter sido uma esportista desde criança”, acrescentou com alegria.

Mas apesar de muitos prazeres, sua maior alegria é ser mãe. “É uma sensação indescritível ser mãe de dois jovens tão incríveis, uma menina de 17 anos e um menino de 15 anos. Esse amor me impulsiona todos os dias”, afirmou.

Se pudesse dar um conselho para a “Mariana” do início da carreira, ela é enérgica em dizer: “Não dê ouvidos aos que, claramente, não queriam ou não esperavam te ver neste espaço. Porém, enfrente-os, sempre com ética, bom-humor e respeito”.

Para o futuro, Mariana espera contribuir para um mundo menos desigual. “Acredito que eu esteja, de alguma forma, já vivendo este sonho ao ter co-fundado e estar no momento coordenando a comissão de Equidade, Diversidade e Inclusão do INCA”, contou com satisfação.

Câncer infantil como objeto de pesquisa

A pesquisa de Mariana se concentra em entender as alterações genéticas presentes nas células de crianças com leucemia aguda, buscando tratamentos mais eficazes e personalizados. “Quando sabemos em detalhes qual é o defeito genético que está levando aquela célula a se tornar maligna, conseguimos escolher a melhor forma de tratar e, assim, aumentar as chances de cura. Mais do que isso, também é possível evitar efeitos indesejados desnecessários nos casos que o tratamento não precisa ser tão agressivo. Isso é muito importante no câncer infantil, pois estas crianças ainda podem ter uma vida inteira pela frente”, explicou. O objetivo é garantir que todas as crianças brasileiras tenham acesso ao melhor diagnóstico e tratamento disponível.

Mariana acredita que o papel da mulher na ciência é fundamental e que, no futuro, com o devido reconhecimento e livre de ameaças como o assédio, a ciência será ainda mais transformadora. Para as jovens que sonham em seguir carreira científica, deixa um conselho: “Faça por você, mas não faça somente para você”.

Para a cientista, o prêmio Mulheres e Ciência representa um estímulo para continuar sonhando e abrindo novos caminhos, além de uma oportunidade de inspirar outras mulheres, especialmente as negras, a ingressarem na ciência. “Premiações como essa são fundamentais para que o nosso papel na ciência seja reconhecido e nossas contribuições não sejam apagadas”, destacou.

O prêmio, que reconhece a atuação feminina na ciência, é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).

Mariana visualiza um futuro para a ciência no Brasil que seja mais inclusivo, amplo e diverso, com mais mulheres ocupando posições de liderança. Apesar dos desafios enfrentados ao longo de sua trajetória, marcados pelo racismo e pela misoginia, ela segue em frente, inspirando e transformando vidas com sua paixão pela ciência e pelo conhecimento.

“Gostaria de me lembrar de um momento engraçado, porque sei que houve muitos. Mas, ao pensar nessa pergunta, o que veio à minha mente foram os momentos em que a cor da minha pele falou mais alto do que minha dedicação e meu propósito como estudante ou profissional”, finalizou Mariana.

Parlamentares lançam frente para fortalecer importações e comércio internacional

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Objetivo é modernizar políticas e garantir que o setor receba atenção nas pautas do Congresso Nacional

Parlamentares, autoridades e entidades participaram do lançamento, nesta quarta-feira (19) às 16h, na Câmara dos Deputados, da Frente Parlamentar de Representação dos Importadores e Comércio Internacional (FPRICI).

Com apoio da Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP), a iniciativa busca fortalecer o comércio exterior brasileiro ao modernizar políticas, reduzir a burocracia e ampliar a presença do Brasil no mercado global. Para isso, promove a aproximação entre líderes políticos e empresários, criando um ambiente de negócios mais dinâmico e competitivo.

O presidente da Frente Parlamentar, deputado Luiz Faria (PSD-MG), reforça o pleito das entidades sobre o aprimoramento das legislações para que burocracias ultrapassadas e a falta de integração com os mercados internacionais continuem a ser fatores que hoje impedem o crescimento do setor.

“A criação da FPRICI demonstra nosso compromisso em fortalecer o diálogo efetivo e estruturado entre o setor público e a iniciativa privada para eliminar entraves e tornar o Brasil mais competitivo no cenário global”, afirma o deputado.

Faria ressalta ainda que a principal prerrogativa da Frente será garantir que o setor tenha um ambiente regulatório mais eficiente e favorável ao crescimento econômico.

“Vamos trabalhar para garantir um comércio exterior mais ágil, eficiente e alinhado com as necessidades do Brasil do século XXI”, acrescenta.

A FPRICI atuará diretamente no aprimoramento das legislações relacionadas ao comércio exterior por meio de soluções para facilitar os processos de importação, ajustar tarifas e ampliar as oportunidades de integração do Brasil com mercados internacionais.

O evento de lançamento contará com a presença de autoridades do setor público e de representantes de empresas importadoras. Para o presidente da ABIMP, Michel Platini, a nova Frente Parlamentar será de grande relevância para a conquista de avanços no setor da importação.

“Será, sem dúvidas, uma oportunidade única para debater os desafios e oportunidades que o Brasil enfrenta no cenário global”, afirma Platini.

Sobre a FPRICI

A Frente Parlamentar de Representação dos Importadores e Comércio Internacional (FPRICI) é uma iniciativa destinada a acompanhar, modernizar e aprimorar as políticas de comércio exterior no Brasil. A FPRICI promove um diálogo estratégico entre setor público e privado, impulsionando a competitividade do setor de importação e a expansão das relações comerciais internacionais do Brasil.

*Foto:* Divulgação/Câmara dos Deputados.

Sicredi supera o valor de R$ 30 bilhões em carteira de CPR

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Crescimento foi de 38,71% em um ano e carteira compreende mais de 87 mil operações

 

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em todo o Brasil e mais de 8,5 milhões de associados, ultrapassou a marca de R$ 30 bilhões em carteira de CPR (Cédula de Produto Rural).  Criada pela Lei N. 8.929, de 1994, a CPR é atualmente um dos principais instrumentos de financiamento da cadeia produtiva do agronegócio, pois permite ao seu emissor obter recursos de maneira ágil para finalidades diversas. O Sicredi tem hoje mais de 87 mil operações ativas de CPR na carteira, tendo registrado crescimento de 38,71% no saldo entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, passando de R$ 21,7 bilhões para R$ 30,1 bilhões.

 

Dos mais de 8,5 milhões de associados do Sicredi, 777 mil são do segmento agro, sendo 83% da agricultura familiar, 12% produtores de porte médio e 5% de grande porte. “Nosso compromisso é apoiar a atividade dos associados e a CPR, nos últimos anos, se constituiu como uma importante alternativa que se soma ao amplo portfólio de soluções voltadas ao público agro”, contextualiza Thiago Rossoni, superintendente de Agronegócio do Sicredi.

 

No total, a carteira Agro do Sicredi alcançou o montante de R$ 101 bilhões em 2024, valor 21% superior ao do ano anterior. A instituição financeira cooperativa é a segunda maior fornecedora de crédito agro no país e a primeira entre as instituições privadas.  Os desembolsos do Plano Safra pelo Sicredi cresceram 5,9% no primeiro semestre da safra 2024/25, entre julho e dezembro, em comparação ao mesmo período da safra 2023/24, somando R$ 33,9 bilhões. O principal destaque nos desembolsos foi justamente a CPR, com aumento de 57% em relação ao mesmo período da safra passada (julho a dezembro) e 13% em quantidade de operações.

 

Para celebrar o marco dos R$ 30 bilhões em CPR e a representatividade do Sicredi no setor de títulos agro, Sicredi e B3 irão promover um evento neste dia 13/03 (quinta-feira) abordando os temas de títulos do agronegócio e sua importância para o segmento. Como apresentadores, vão estar presentes o superintendente de Agronegócio do Sicredi, Thiago Rossoni, a gerente de Relacionamento com Clientes B3, Ana Paula Marcelino, o superintendente de Securitização e Agronegócio da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Bruno Gomes, e o assessor técnico do Sistema CNA Senar (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), José Angelo Júnior.
O encontro será transmitido pelo YouTube, a partir das 14h.

 

 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 8,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.800 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui

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Piauí terá investimentos de R$ 1 bilhão para alavancar infraestrutura portuária e hidroviária do estado

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Mais desenvolvimento econômico para o nordeste

O fomento a essas infraestruturas são fundamentais para o escoamento da produção do estado – Foto: Vosmar Rosa

 

O estado do Piauí será contemplado com investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão para o fortalecimento da infraestrutura portuária e hidroviária. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante reunião com o senador Marcelo Castro, nesta terça-feira (18). As obras incluem a revitalização do Porto de Luís Correia e a construção da hidrovia do Parnaíba, que prometem impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

De acordo com o ministro, os investimentos visam ampliar a capacidade logística do estado e fortalecer setores estratégicos. “Nós temos investimentos no Porto de Luís Correia e vamos fazer a hidrovia do Parnaíba, com aportes que vão mudar a infraestrutura do estado, com desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

A hidrovia do Parnaíba, de competência estadual, é um projeto considerado essencial para a economia piauiense, pois facilitará o transporte de cargas e reduzirá custos logísticos para produtores locais, atraindo também novos negócios para a região e permitindo o transporte de passageiros entre diversas cidades ribeirinhas ao rio. Já a modernização do Porto de Luís Correia, terminal de uso privado (TUP), objetiva o fortalecimento da movimentação de mercadorias, trazendo melhorias ao transporte fluvial de minérios, pescados e agrícolas, contribuindo para o turismo e fortalecendo cadeias produtivas relacionadas à indústria.

Durante a reunião, também foram discutidas questões relacionadas à conectividade aérea do estado, incluindo a retomada dos voos para municípios piauienses. O ministro destacou que o governo federal segue em tratativas com as companhias aéreas para garantir melhorias na malha aérea regional.

Costa Filho reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do Piauí e seguirá acompanhando os avanços das obras e demais projetos estruturantes. “Quando o Piauí vai bem, o Nordeste vai bem, consequentemente o Brasil vai bem”, concluiu o ministro.

GDF e Governo Espanha firmam acordo inédito para ampliar o acesso à saúde da população negra

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Projeto “Conectando Saúde e Inclusão, da Secretaria de Justiça e Cidadania, vai receber 200 mil euros de fundo espanhol para investir em tecnologia, capacitação e políticas públicas para reduzir desigualdades no atendimento à população negra no DF

A população negra do Distrito Federal receberá um importante investimento internacional para ampliar o acesso à saúde. O projeto “Conectando Saúde e Inclusão”, desenvolvido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), foi selecionado pelo Fundo de Apoio aos Afrodescendentes da Espanha e receberá um financiamento de 200 mil euros para investir em tecnologia, capacitação e políticas públicas voltadas à equidade no atendimento.

Nesta terça-feira (18), a implementação do projeto foi discutida em uma reunião entre a titular da Sejus, Marcela Passamani, representantes da pasta e uma comitiva de autoridades espanholas, que incluiu membros do governo da Espanha, da Embaixada da Espanha no Brasil e do Itamaraty. O encontro marcou um passo fundamental para a redução das desigualdades no acesso à saúde da população negra, que representa 58,3% dos habitantes do DF (cerca de  1,8 milhão de pessoas) e enfrenta desafios como barreiras estruturais no SUS e maior incidência de doenças crônicas.

Tecnologia e inclusão para ampliar o acesso à saúde

Um dos principais eixos do projeto é o desenvolvimento de um aplicativo inovador, que oferecerá assistência direcionada à população negra. A ferramenta contará com georreferenciamento de unidades de atenção primária especializadas no tratamento dessas doenças no DF, além de disponibilizar informações detalhadas sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos das enfermidades mais comuns.

O aplicativo também oferecerá orientação sobre medicamentos específicos e os locais onde podem ser encontrados e disponibilizará cartilhas educativas sobre prevenção e cuidados em saúde, considerando a realidade da população negra.
Além disso, está prevista a realização do Seminário Internacional “Saúde, Tecnologia e Prevenção: Desafios e Inovações para a População Negra”, que reunirá pesquisadores, médicos e especialistas internacionais para compartilhar avanços científicos e diretrizes sobre a saúde da população negra.

Capacitação e fortalecimento de políticas públicas

A iniciativa contempla uma série de ações estratégicas da Sejus para qualificar o atendimento prestado à população negra no Sistema Único de Saúde. Entre as principais medidas previstas, estão a capacitação de profissionais de saúde, com treinamentos voltados para o impacto do racismo estrutural no atendimento, promovendo um serviço mais humanizado e livre de discriminação. Também será realizada a elaboração de diretrizes específicas, com o desenvolvimento de protocolos que consideram os determinantes sociais da saúde, como racismo, pobreza e exclusão social, fatores que impactam diretamente na qualidade de vida da população negra.

O projeto prevê ainda o monitoramento e a avaliação das políticas implementadas, utilizando indicadores que permitam medir avanços, desafios e a efetividade das ações desenvolvidas. Além disso, haverá a formação especializada para estudantes de medicina e enfermagem, com módulos sobre a correta identificação da raça e cor nos prontuários médicos e abordagens que promovam um atendimento mais inclusivo e equitativo.

Outro ponto essencial será a articulação com instituições da sociedade civil e conselhos de saúde, garantindo que a população negra participe ativamente da formulação e implementação das políticas públicas voltadas à sua saúde.
Uma das iniciativas inovadoras do projeto será o Programa Akoma, que promoverá ciclos de capacitação com estudantes da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). O objetivo é integrar a temática das relações étnico-raciais na formação de futuros profissionais da saúde, tornando o atendimento mais qualificado e livre de preconceitos.

Implementação na fase final de aprovação

O plano de trabalho do projeto já foi enviado à Espanha e aguarda aprovação formal para que a execução tenha início. A previsão é de que as ações se iniciem já a partir de junho, segundo as autoridades espanholas que participaram da reunião. A iniciativa é resultado da parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), além da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e outros órgãos estratégicos.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ressaltou a importância da parceria e o impacto do investimento na redução das desigualdades. “Esse apoio internacional fortalece nossas políticas públicas e amplia o acesso da população negra a serviços de saúde dignos e inclusivos”, afirmou.

O coordenador-geral da Cooperação Espanhola para o Cone Sul, José Miguel de Lara Toledo, destacou que esta é a primeira iniciativa da cooperação espanhola no Distrito Federal. “A Espanha apoia projetos voltados para afrodescendentes em toda a América Latina, e Brasília tem uma grande população negra com dificuldades de acesso à saúde. Queremos contribuir para mudar essa realidade”, disse.

Ministro de Minas e Energia defende importância das PCHs e CGHs para o Setor Elétrico Brasileiro durante 8a Conferência Nacional

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Este ano é o ano do setor elétrico, ano de grandes leilões de geração e transmissão. Ano do primeiro leilão de baterias da nossa história. O povo brasileiro tem orgulho da energia limpa gerada pelas nossas hidrelétricas”, declarou Alexandre da Silveira.

 

O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse na manhã desta terça-feira(18) hoje, durante a abertura da 8° Conferência Nacional de PCHs e CHGs, em Brasilia, o cenário das hidrelétricas vive um novo momento e ressaltou a importância da geração de energia hídrica para o crescimento do Setor Elétrico Brasileiro.
“Este ano é o ano do setor elétrico, ano de grandes leilões de geração e transmissão. Ano do primeiro leilão de baterias da nossa história. O povo brasileiro tem orgulho da energia limpa gerada pelas nossas hidrelétricas”, declarou Alexandre da Silveira.
Segundo ele, o Leilão A-5 de energia, programado para agosto de 2025, deverá gerar aproximadamente 60 mil empregos diretos e indiretos e mobilizar bilhões de reais em investimentos. O certame, que marca a retomada dos leilões específicos para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), já registra um recorde de 225 projetos cadastrados em 15 estados brasileiros, com potencial de quase 3 gigawatts de capacidade instalada.
“Estamos retomando os leilões de energia e vamos destravar o potencial das nossas hidrelétricas”, afirmou o representante do Ministério durante o evento. “Com mais hidrelétricas, geramos mais empregos, aumentamos a oferta de energia e fortalecemos a indústria nacional”, reforçou.

 

O governo anunciou dois leilões para estimular a geração hidráulica no país: o primeiro em junho e o segundo em agosto. As PCHs atualmente respondem por 3% da capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional, percentual que deverá aumentar significativamente com os novos projetos.

Energia limpa e renovável

 

Na ocasião, o Ministro de Minas e Energia salientou ainda que o Brasil detém 11% da água doce de todo o planeta, ou seja, apresenta grande potencial para a geração de energia limpa. E, na oportunidade, reforçou sobre destravar o processo regulatório para promover mais energia limpa e sustentável. “Eu defendo a importância das hidrelétricas para o Brasil, sejam elas grandes ou pequenas. As PCH’s respondem por 3% de toda a capacidade instalada do sistema integrado nacional. Mas podemos mais, estamos e vamos fazer mais. Retomamos os leilões de energia, vamos destravar o potencial das nossas PCH’s,” disse o Ministro do MME, Alexandre Silveira.

 

As PCHs e CGHs desempenham um papel vital no desenvolvimento socioeconômico do Brasil, proporcionando benefícios não apenas no fornecimento de energia renovável, mas também no desenvolvimento local, geração de empregos, infraestrutura, e qualidade de vida. Elas representam uma solução sustentável e viável para o futuro energético do país, alinhada com as metas globais de transição energética e descarbonização, ao mesmo tempo em que promovem o crescimento e o bem-estar das comunidades ao seu redor.

 

“Além da geração de energia, as PCHs oferecem benefícios como redução dos impactos de enchentes e secas, usos múltiplos para abastecimento humano e animal, irrigação, turismo e transporte hidroviário. As nossas PCHs podem funcionar como baterias próximas às cargas, reduzindo custos de transmissão e distribuição”, enfatizou Silveira.

 

Sobre as PCHs e CGHs

 

As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) possuem potência entre 5 MW e 30 MW, enquanto as Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) têm até 5 MW de capacidade instalada. Estes empreendimentos utilizam o potencial hidráulico dos rios, causando impactos ambientais reduzidos em comparação com grandes usinas.

 

Para a presidente da Abrapch, Alessandra Torres de Carvalho, a presença do Ministro representa um novo momento para as PCHs e CGHs. “Para nós da ABRAPCH receber o Ministro de Minas e Energia em nossa Conferência demonstra que o órgão reconhece a necessidade e a importância de promover essa fonte”, declarou Alessandra.

 

Autoridades

Estiveram presentes na solenidade de abertura da 8a Conferência, que acontece até o dia 19 de março, o Senador Vanderlan Cardoso de Goiás, Senador Irajá Abreu de Tocantins, Senador Luís Carlos Heinze do Rio Grande do Sul, Deputado Padovi do Paraná, deputado Lafayette de Andrade de Minas Gerais, Deputado Geraldo Mendes do Paraná, o Presidente do ONS, Márcio Rea, o Presidente da EPE , Thiago Prado, e o Diretor da ITAIPU, André Pepitone.

 

BRB assume gestão dos depósitos do Tribunal de Justiça da Paraíba

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PARAÍBA – O Banco BRB vai gerenciar uma carteira de R$2,6 bilhões em depósitos judiciais e administrativos do Tribunal de Justiça da Paraíba. O contrato foi assinado hoje em João Pessoa e as operações sob gestão do BRB estão previstas para começar já no próximo mês.

“Adaptamos nossos produtos, sistemas e serviços para conseguir atender com excelência às necessidades do judiciário. Chegamos agora à Paraíba com o propósito de agregar eficiência, tecnologia e agilidade à gestão dos depósitos judiciais, entregando soluções para a justiça paraibana e contribuindo para um melhor atendimento jurídico do povo paraibano”, afirma Paulo Henrique Costa, presidente do BRB.

A escolha do BRB ocorreu por meio de licitação, e está alinhada ao processo nacional de expansão do Banco, iniciado em 2019.

Cada vez mais competitivo no mercado, o BRB fechou 2024 com R$ 22,64 bilhões em depósitos judiciais. O Banco é operador exclusivo de depósitos judiciais no TJDF, no TJBA e, mais recentemente, desde dezembro, no TJAL.

“Agora, com o TJPB, o BRB reitera o compromisso com a diversificação de suas operações, da ampliação da base de cliente e da oferta de um banco moderno, completo e inovador à sociedade brasileira”, acrescenta Paulo Henrique.

Uma das principais inovações do Banco oferecida ao judiciário, a adoção do Pix Judicial tem sido fundamental para a especialização do BRB no atendimento ao segmento.

Em colaboração com diversos tribunais do país, o BRBJus já movimentou R$ 23 bilhões em depósitos judiciais desde sua implementação em 2021. Além disso, possibilitou o processamento de mais de 1 milhão de alvarás, consolidando-se como uma referência no setor.

Atualmente, mais de 95% dos alvarás emitidos nos estados onde o sistema está presente utilizam o Pix Judicial, promovendo praticidade e inovação nos processos da área.

Projeto que leva ciência a crianças e jovens do interior do Paraná ganha novos laboratórios

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Espaços abordam temas como microbiologia, astrofísica, programação e empreendedorismo; em 2024, 450 estudantes participaram da iniciativa

Programação, microbiologia, gastronomia, empreendedorismo, teatro e práticas esportivas. Esses são alguns dos temas explorados nos novos laboratórios que permitem que centenas de crianças e jovens mergulhem no universo da ciência e descubram novos caminhos para o futuro. Eles fazem parte do Clube de Ciências, do Biopark Educação, localizado no Parque Tecnológico do Oeste do Paraná — Biopark, que foi ampliado com novas salas de laboratório e passou a se chamar Academia Donaduzzi. O projeto, voltado para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, ocorre no contraturno escolar, em Toledo. Criado em 2018, o projeto tem como objetivo despertar o interesse dos estudantes pelo conhecimento científico.

O coordenador da Academia Donaduzzi, Gustavo Klein, destaca que neste ano, a meta é superar mais de mil matrículas. Para atrair ainda mais interessados, o Biopark Educação investiu na construção de novos laboratórios e na ampliação da oferta para 60 módulos distintos. “Aguçar a curiosidade e estimular o gosto pela descoberta são alguns dos propósitos da Academia. Temos muitas histórias de alunos com altas habilidades que se desenvolveram aqui, e queremos ampliar esse impacto”, explica.

Encantamento e curiosidade aguçada

Atualmente, crianças a partir de 4 anos podem ser matriculadas na Academia Donaduzzi. As aulas podem ser realizadas de uma a cinco vezes por semana, sempre no contraturno escolar. Por meio de brincadeiras, contação de histórias, teatro, música e jogos, os estudantes exploram a natureza e o mundo ao seu redor, desenvolvendo coordenação motora e raciocínio lógico de forma lúdica e contextualizada. Para essas atividades, os professores contam com o suporte dos Laboratórios de Descobertas, onde são trabalhados conteúdos de lógica, artes, linguagens e robótica.

Já os alunos com 10 anos ou mais, podem montar o seu horário de acordo com as suas aptidões e interesses, escolhendo dentre os mais de 60 módulos ofertados. Com a possibilidade de frequentar a Academia Donaduzzi no contraturno da escola regular em 1, 2 ou até 5 dias na semana, escolhendo três módulos diferentes para participar em cada dia.

A missão da Academia Donaduzzi, idealizada por Luiz e Carmen Donaduzzi, é despertar o interesse dos jovens pela ciência e incentivar a formação de futuros pesquisadores. “A Academia desmistifica a ideia de que a ciência é algo difícil ou distante. Os alunos que participam dessa experiência percebem impactos muito positivos em seu desenvolvimento pessoal e profissional”, afirma o idealizador do projeto, Luiz Donaduzzi.

Aprendizado por meio da experiência

Os espaços da Academia são também compartilhados no contraturno escolar com as turmas do recém inaugurado Colégio Donaduzzi. Cada um escolhe as áreas de interesse e laboratórios específicos onde querem aprender. Com mais de 300 estudantes, a nova instituição chegou com a proposta de oferecer educação de excelência a todo ensino básico. Neste ano, iniciou as atividades atendendo estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. O Colégio nasce com o objetivo de proporcionar um ambiente de aprendizado que une tecnologia, corpo docente altamente qualificado e infraestrutura moderna, voltados para a formação integral dos estudantes.

Por meio de trilhas de aprendizagem personalizadas e mentorias individualizadas, a instituição surge como uma referência no desenvolvimento de crianças e adolescentes em Toledo (PR). A grade curricular trabalhada aborda temas como empreendedorismo, gestão financeira e astronomia, dentro de matérias tradicionais de matemática, geografia, história e física, por exemplo. O Colégio também se diferencia pelo incentivo às competências socioemocionais, à formação científica e à preparação para os desafios do futuro, garantindo que os alunos tenham as melhores oportunidades para seu crescimento acadêmico e profissional.

“Nós desenvolvemos aqui uma metodologia personalizada, respeitando a capacidade de cada aluno. Pegamos as melhores experiências disponíveis no mundo e adaptamos à nossa realidade”, conta Luiz.

Sobre o Biopark

O Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de duas mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 180 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

Patrícia Takako Endo: na área de computação, cientista luta por espaço e une tecnologia e saúde para transformar vidas

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“Essa premiação vai muito além dos muros da universidade. Me dá forças para continuar minha trajetória e reforça minha responsabilidade de inspirar outras mulheres”, afirma

 

Foto: Rodrigo Cabral / MCTI

 

Nordestina, pesquisadora, percussionista e ex-jogadora de vôlei, Patrícia Takako Endo é uma das vencedoras do primeiro Prêmio Mulheres e Ciência, na Categoria Estímulo.

Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), a iniciativa reconhece a atuação feminina na ciência.

Professora e pesquisadora da Universidade de Pernambuco (UPE), Patrícia é um exemplo de trajetória marcada por desafios, persistência e paixão pela ciência. Ela tem na computação seu campo de estudo e atua na interseção entre tecnologia e saúde pública.

“Me dá muito orgulho ser uma das representantes do Nordeste neste prêmio. Sou paraibana de nascença, fui criada e fiz minha graduação em Belém do Pará, no Norte, e estou em Recife, Pernambuco, há quase 20 anos. Poder representar o Nordeste, considerando toda essa trajetória da minha própria vida, me deixa extremamente feliz e honrada”, conta Patrícia.

A ciência não foi sua primeira paixão. Quando mais jovem, ela sonhava em ser atleta profissional de vôlei e chegou a considerar cursar Educação Física. Mas a vida tomou outros rumos e Patrícia se graduou em Engenharia da Computação. “Minha paixão pela ciência só descobrir muito depois, já no doutorado. Venho de uma família oriental e, embora meus pais não tenham ensino superior, sempre me incentivaram a estudar. Entrei no mestrado sem saber exatamente o que era um mestrado, e foi no doutorado que finalmente me vi cientista. Foi também nessa época que ingressei como professora na Universidade de Pernambuco”, acrescenta.

Ambiente masculino

Ao longo de sua trajetória acadêmica, Patrícia enfrentou um ambiente majoritariamente masculino. Ela lembra que na graduação, em uma turma de cerca de 30 alunos, eram apenas ela e outra mulher. “No início, isso não era um grande desafio para mim, mas quando me posicionei como cientista e pesquisadora, senti essas dificuldades na pele. Muitas vezes me perguntei: ‘O que estou fazendo aqui? Devo mesmo estar nesse espaço?’. Mas entendi que o nosso papel é justamente ocupar esses lugares e nos posicionarmos”, lembra a pesquisadora.
Nesse caminho, uma figura feminina se tornou essencial para sua formação: sua orientadora de doutorado, a professora Judith Kelner, da Universidade Federal de Pernambuco. “Ela sempre se posicionou com firmeza e brigou pelo que acreditava. De certa forma, acho que herdei um pouco disso dela, essa determinação para lutar pelo que quero”.
Cientista premiada

O reconhecimento pelo Prêmio Mulheres e Ciência tem um significado especial para a cientista, é símbolo de seu compromisso com a inclusão e a formação de novas cientistas, especialmente mulheres. “Essa premiação vai muito além dos muros da universidade. Me dá forças para continuar minha trajetória e reforça minha responsabilidade de inspirar outras mulheres”, afirma. Ela acredita que ser uma referência para meninas e mulheres que sonham com a ciência é uma forma de dar continuidade à sua própria trajetória, algo que ela mesmo vivenciou ao longo dos anos.
“Hoje, tenho alunos da graduação ao pós-doutorado, mas a disparidade de gênero ainda é grande. No meu campo, há muito trabalho a ser feito para mudar isso. Quero que mais meninas e mulheres ocupem espaços na pesquisa e que possamos, juntas, produzir ciência de qualidade”, destaca Patrícia. E é com esse foco que ela dedica sua vida acadêmica, buscando construir um ambiente mais inclusivo e acolhedor para as mulheres.
A musicista

Além da dedicação à ciência e à formação de mulheres, Patrícia tem outra grande paixão. Ela integra o grupo percussivo de Recife, Tambores de Saia, formado exclusivamente por mulheres. “É um motivo de muita alegria e orgulho fazer parte desse coletivo. Poder compartilhar essa experiência com tantas mulheres incríveis, unindo música e cultura. É algo que me traz uma felicidade imensa”, ressalta Patrícia.
A ciência e o SUS

Patrícia busca transformar a pesquisa em soluções para a sociedade e deseja ver seus projetos sendo aplicados de fato. Seu grande objetivo é levar suas soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS) e, assim, beneficiar a população. “A ciência exige paciência, mas meu grande sonho é ver esses projetos rodando nos hospitais, beneficiando o SUS. O sistema de saúde tem escalabilidade nacional, e essa é uma das minhas principais metas”, compartilha, com entusiasmo.
Sua pesquisa se concentra na aplicação de inteligência artificial na Saúde, com dois focos principais: doenças tropicais negligenciadas e saúde materna e neonatal. “As doenças tropicais negligenciadas afetam principalmente países pobres e não recebem o investimento necessário. Meu trabalho busca desenvolver soluções eficazes para essas doenças, como dengue, zika e tuberculose”, explica. Além disso, ela trabalha no desenvolvimento de modelos para auxiliar os profissionais de saúde a tomarem decisões mais assertivas no cuidado de gestantes e recém-nascidos.
Segundo Patrícia, o trabalho desenvolvido acontece em parceria com o SUS e, nos últimos seis anos, ela tem se dedicado para que, em algum momento, possa ver uma de suas soluções sendo, de fato, utilizada na ponta, no SUS.
Conselho para as Mulheres Cientistas

Para as mulheres que desejam seguir carreira na ciência, Patrícia deixa um recado: “Ninguém nunca disse que seria fácil, mas também ninguém contou que seria tão difícil. Se esse é o nosso sonho, precisamos construir esse caminho e ocupá-lo com confiança.” Ela sabe que os obstáculos são grandes, mas acredita que, ao enfrentá-los, as mulheres podem transformar a ciência e a sociedade.
“Sem ciência, a humanidade não avança. E eu desejo que todas as pessoas, especialmente as mulheres, não se deixem abater pelas barreiras impostas pela sociedade”, afirma. Para Patrícia Takako Endo, a luta das mulheres na ciência é uma luta de resistência, uma resistência que ela carrega com orgulho e determinação.

*Patrícia Takako Endo foi uma das três cientistas que receberam o prêmio na categoria Estímulo, para mulheres com até 45 anos. A cientista concorreu na área Ciências Exatas, da Terra e Engenharias.

Especialista dá 5 dicas para superar o medo de ir ao dentista 

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Odontofobia atinge milhões de brasileiros e pode comprometer a saúde bucal

Para muitas pessoas, uma simples visita ao dentista pode se tornar uma experiência desafiadora e angustiante. O medo intenso, que é conhecido como odontofobia, é mais comum do que se imagina e pode levar à negligência da saúde bucal. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE, cerca de 14 milhões de brasileiros já perderam todos os dentes, e aproximadamente 34 milhões tiveram a perda de ao menos 13 dentes – um reflexo de múltiplos fatores, incluindo o medo de tratamentos odontológicos.

A dentista Anna Karolina Ximenes, da IGM Odontologia para Família, explica que esse receio geralmente surge de experiências traumáticas anteriores, como procedimentos dolorosos ou atendimento inadequado. “O medo do dentista, na maioria dos casos, está associado à dor sentida em consultas anteriores. Felizmente, a odontologia evoluiu muito e, hoje, existem técnicas de anestesia mais eficazes e menos invasivas, como a anestesia computadorizada, que torna a experiência muito mais confortável”, ressalta.

Crianças que nunca foram ao dentista também podem desenvolver receio e medo. Para evitar isso, a especialista recomenda que os pais priorizem um atendimento humanizado e lúdico. “O trabalho dos odontopediatras foca no acolhimento e na adaptação progressiva da criança ao ambiente odontológico, o que ajuda a evitar traumas futuros”, explica Anna Karolina.

Além disso, a tecnologia tem se tornado uma aliada para tornar as consultas mais tranquilas. Métodos como a sedação inalatória com óxido nitroso, amplamente utilizada em países desenvolvidos e cada vez mais presente no Brasil, ajudam a reduzir a ansiedade durante o atendimento. Outras estratégias, como o uso de fones de ouvido e telas para distração, também contribuem para uma experiência mais confortável.

A especialista destaca cinco dicas para lidar com o medo:

  1. Profissional de confiança – Escolher um dentista que tenha experiência no atendimento de pacientes ansiosos faz toda a diferença. Indicações de amigos e familiares podem ajudar nessa escolha.

  2. Momentos estratégicos – Prefira horários em que você se sinta mais relaxado e evite períodos de estresse intenso.

  3. Sedação – Para quem tem medo extremo, clínicas que oferecem sedação consciente com óxido nitroso podem ser uma boa opção.

  4. Acompanhante – Ter alguém de confiança ao seu lado pode trazer mais segurança e tranquilidade.

  5. Boa comunicação – Não hesite em comunicar ao dentista sobre a ansiedade e medo. Profissionais qualificados podem adaptar o atendimento para tornar a experiência menos estressante.

Com abordagens certas e profissionais qualificados, é possível  transformar esse momento sem sofrimento.