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Plano de saúde sem internação e pronto-socorro: Riscos e retrocessos

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Proposta da ANS levanta preocupações sobre a redução da cobertura e os direitos dos consumidores. Especialista aponta que restrições podem prejudicar a população

Ficha médica – Foto de MART  PRODUCTION – Via Pexels

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a abertura de uma consulta pública para avaliar a criação de um tipo de plano de saúde que cubra apenas consultas eletivas e exames, sem direito a internações, atendimento de pronto-socorro e terapias. A proposta gera sérias preocupações jurídicas e em relação aos direitos dos consumidores. Sob a justificativa de ampliar o acesso da população aos serviços de saúde suplementar, o projeto pode, na prática, representar um retrocesso na garantia do direito à saúde, como destaca o advogado e especialista em direito à saúde Igor Souza.

O advogado alerta que, embora a proposta pareça inicialmente positiva, ela pode deixar muitos consumidores desamparados. Apesar de os beneficiários poderem marcar consultas e realizar exames, em casos de urgência, emergência ou necessidade de internação, não terão o suporte necessário. Isso pode criar uma falsa e perigosa sensação de proteção.

“Argumentar que a proposta visa combater a sobrecarga no Sistema Único de Saúde (SUS) não tem fundamento lógico. Em situações de urgência ou emergência, o beneficiário, que supostamente teria apoio de sua operadora de saúde, não contará com a assistência necessária. Isso fará com que ele tenha que recorrer ao SUS, indo contra o objetivo inicialmente apresentado”, afirma Igor Souza.

É importante ressaltar que um dos pilares da regulamentação dos planos de saúde é a obrigatoriedade de cobertura mínima, conforme o Rol de Procedimentos da ANS. Assim, a proposta fere esse princípio ao permitir a comercialização de planos que excluem deliberadamente atendimentos de urgência e internações – serviços essenciais para uma assistência médica de qualidade.

O que diz a Constituição?

A Constituição Federal de 1988 estabelece que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Ao flexibilizar a regulamentação e permitir a venda de planos com cobertura limitada, a ANS pode estar violando princípios fundamentais do Código de Defesa do Consumidor (CDC), como a vulnerabilidade do consumidor e o direito à informação clara e adequada sobre os serviços contratados.

Além disso, a proposta abre um precedente perigoso para o setor, ao incentivar a venda de planos cada vez mais restritos, o que enfraquece a proteção dos beneficiários e compromete a qualidade do serviço prestado.

Esses pontos significam, na prática, um aumento nas negativas de cobertura pelas operadoras, forçando os pacientes a recorrerem ao SUS ou ao judiciário para garantir atendimentos básicos e preservar sua saúde. Isso tende a aumentar a judicialização das demandas relacionadas ao direito à saúde, alerta o especialista.

Advogado Igor Souza – Foto/Divulgação 

“Além das questões mencionadas, a implementação do projeto está sendo tratada como um experimento. Ou seja, os beneficiários podem enfrentar inúmeros prejuízos ao longo dos anos e, ao fim desse período, ainda ficarão desamparados, com os problemas não resolvidos e as consequências negativas potencializadas”, comenta Igor Souza.

O caminho para ampliar o acesso à saúde não deve passar pela redução da qualidade e abrangência dos planos, mas por medidas que garantam a expansão dos serviços, a regulação eficiente das operadoras e a proteção efetiva dos consumidores.

“É fundamental que essa proposta seja amplamente debatida, com a participação da sociedade civil, do Ministério Público e de entidades de defesa do consumidor, para que o direito à saúde não seja transformado em mera mercadoria, sujeito a restrições que colocam em risco a vida dos beneficiários”, conclui o especialista.

Sobre Igor Souza: Advogado, Graduado em Direito pelo UniCEUB (Brasília – DF), possui vasta experiência em casos de Saúde Suplementar, prestando um efetivo combate para concretizar os direitos dos pacientes e defendê-los de abusos e arbitrariedades cometidos pelos planos de saúde e dificuldade de acesso na rede pública. Igor também é professor e palestrante, com atuação voltada para o direito à saúde mental.

Regulamentação das apostas: 80% dos apostadores consideram essencial utilizar a biometria facial para acessar as plataformas, indica Serasa Experian

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  • 68% dos respondentes já usaram a tecnologia que aumenta a segurança em outras ocasiões;
  • 49% dos participantes já ouviram falar da nova regulamentação que pode obrigar sites ou apps de apostas esportivas a utilizarem métodos de validação de usuários, como a biometria facial.

São Paulo – A biometria facial é uma tecnologia de autenticação de usuários em ambientes online para mitigar fraudes e é uma das exigências da “Lei das Apostas” (Lei Federal 14.790/23), resolução que estabelece regras para as bets atuarem no país. Cerca de 80% dos brasileiros usuários dessas plataformas consideram essencial utilizar a ferramenta no setor e 73% usariam sem problemas caso seja obrigatório, principalmente para resgatar valores (36%), logar (33%), realizar alterações na conta (30%), entre outros motivos. Os dados são de uma pesquisa da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Veja mais dados nos gráficos a seguir:

O estudo também revelou que 68% dos respondentes já utilizaram a biometria facial em outras situações, indicando que existe familiaridade com a tecnologia. A regulamentação é conhecida por 49% dos pesquisados e, desde o início das comunicações sobre as obrigatoriedades das casas de aposta, para 65% deles, a percepção de segurança no segmento aumentou.

“Quanto mais camadas de autenticação e prevenção à fraude forem usadas para proteger os apostadores e ajudar as empresas do setor a identificarem e banirem golpistas, melhor será o ambiente de apostas no Brasil. A nova regulamentação das bets já está exigindo que camadas de segurança façam parte da jornada do usuário para autenticá-los. Do nosso lado, ajudamos as empresas com a avaliação das camadas de autenticação, combinando nosso sistema big data com inteligência analítica para tirar o máximo proveito das soluções e, assim, potencializá-las ainda mais contra fraudes”, explica Rocha.

 

Embora a maioria dos participantes da pesquisa reconheça a relevância da biometria facial para o setor das bets, o estudo também explorou as razões daqueles que rejeitam a funcionalidade. Entre as críticas, “dificultar o acesso aos aplicativos” (27%) e “possibilitar o surgimento de plataformas fraudulentas que não utilizam biometria” (27%) foram as principais. Por outro lado, os que aprovam a tecnologia destacaram que “vai ficar mais seguro para apostar” (36%) e “vão ter menos fraudes neste mercado” (30%). Veja o detalhamento dos motivos para gostar ou não do recurso no gráfico a seguir:

O levantamento é um recorte do estudo da percepção dos apostadores sobre segurança nas casas de aposta, conduzido com mais de 2 mil participantes em agosto de 2024. O material completo com todos os dados acessado gratuitamente no site da Serasa Experian.

Valida Bets: aposta da Serasa Experian para plataformas mais seguras

 

Para acompanhar os esforços do Governo brasileiro que, desde dezembro do ano passado, toma medidas para regulamentar a atuação das “bets” no país, a Serasa Experian – que apoia toda e qualquer iniciativa que vise aumentar a segurança e a integridade nas transações entre empresas e consumidores – lançou o “Valida Bets”, iniciativa estratégica que fornece tecnologias antifraude para auxiliar as empresas do setor de apostas a se adequarem às novas normas ao mesmo tempo em que contribui para a segurança dos apostadores. Desta forma, a datatech assume nesse contexto um papel estratégico como aliada nos processos de prevenção a fraudes e proteção da identidade dos brasileiros, garantindo apoio em todas as etapas da jornada, que é composta por fases como o cadastro do apostador, sua autenticação, o momento da aposta e o resgate de bonificações.

Metodologia 

 

A pesquisa quantitativa “Apostas Esportivas”, feita pela Serasa Experian foi realizada com 2.008 entrevistados, sendo que todos fizeram apostas esportivas em sites ou aplicativos nos últimos 12 meses. Com margem de erro de 2,2% e intervalo de confiança de 95%, a pesquisa foi aplicada via painel online entre os dias 09 e 22 de agosto de 2024. A amostra foi equilibrada entre os gêneros feminino e masculino, com idades de 18 a 27 anos (15%), 28 a 43 anos (49%), 44 a 59 anos (29%) e 60+ (7%).

Evite fraudes: veja dicas dos especialistas da Serasa Experian para se proteger

Consumidores: 

·      Garanta que seu documento, celular e cartões estejam seguros e com senhas fortes para acesso aos aplicativos;

·      Desconfie de ofertas de produtos e serviços, como viagens, com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador. Eles se valem de e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar coletar informações e dados de cartão de crédito, senhas e informações pessoais do comprador;

·      Atenção com links e arquivos compartilhados em grupos de mensagens de redes sociais. Eles podem ser maliciosos e direcionar para páginas não seguras, que contaminam os dispositivos com comandos para funcionarem sem que o usuário perceba;

·      Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;

·      Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

·      Não faça transferências para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado;

·      Inclua suas informações pessoais e dados de cartão somente se tiver certeza de que se trata de um ambiente seguro;

·      Monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de fraude.

Empresas: 

·      Invista em tecnologias de prevenção à fraude para proteger a integridade e a segurança das operações da sua empresa..

·      Em um ambiente de negócios cada vez mais digital e interconectado, onde as fraudes evoluem e se ampliam rapidamente a prevenção à fraude em camadas não é apenas uma boa prática, mas uma necessidade estratégica;

·      Garanta a qualidade e a veracidade dos dados das soluções de prevenção à fraude a partir de soluções que se aprimorem constantemente diante das mudanças e ameaças das fraudes;

·      Entenda profundamente o perfil do seu usuário e busque constantemente minimizar pontos de fricção em sua jornada digital, garantindo uma experiência fluida e sem comprometer a segurança.

·      Utilize a prevenção à fraude como uma alavanca para gerar receita, implementando uma orquestração inteligente de soluções que maximize a segurança, reduza perdas e permita uma experiência de compra mais ágil e confiável para o cliente.

 

 

Raquel Muniz reforça luta pela duplicação da BR-251 em audiência pública

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 Ex-deputada destaca avanços conquistados e cobra maior investimento para a rodovia

Por Pollyana Cabral

A ex-deputada federal Raquel Muniz teve participação ativa na audiência pública realizada na segunda-feira (10/02), na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília, que discutiu a concessão e duplicação da BR-251. Durante sua intervenção, ela destacou a histórica luta pela melhoria da rodovia e a necessidade de investimentos equilibrados entre a BR-251 e a BR-116.

 “Que se consolide o nosso sonho! Quando comecei esse trabalho na Câmara Federal, criei uma Frente Parlamentar pela recuperação da BR-251. O sonho é a duplicação! No início do mandato, não conseguimos avançar, mas, após 30 anos sem nenhuma manutenção, garantimos quase R$ 100 milhões para a recuperação da rodovia. Isso melhorou as condições de trafegabilidade, mas os acidentes continuam ocorrendo com frequência, tirando vidas. Precisamos ir além!”, afirmou.

 Médica do trânsito e usuária frequente da BR-251, Muniz destacou o alto volume de veículos pesados na rodovia, especialmente caminhões e carretas, que representam mais de 90% do fluxo em períodos normais. “Eu utilizo essa rodovia todas as semanas. Trabalho em Francisco Sá e convivo diariamente com congestionamentos e acidentes. Sabemos que a BR-251 é vital para estudantes que se deslocam para centros urbanos maiores, além de ser um corredor logístico essencial para a exportação da produção regional. Mas não podemos aceitar que a revitalização que conquistamos tenha vida curta. Precisamos garantir a duplicação!”, reforçou.

 Raquel também questionou o modelo de concessão proposto, que prevê maior volume de investimentos na BR-116. “A concessão da BR-251 deve ser acompanhada de perto! Sou a favor do pedágio, mas com tarifas justas, que não penalizem os moradores das cidades ao longo da rodovia. Quem já perdeu um familiar nessa estrada sabe quanto vale uma vida! Não podemos permitir que a BR-116 receba mais investimentos enquanto a BR-251 continua sendo a ‘Rodovia da Morte’!”, enfatizou.

 Muniz também lamentou a ausência de deputados federais do Norte de Minas na audiência pública, reforçando que a luta pela duplicação não deve ser de um único mandato, mas de todos que representam a região. “Esse projeto não é da Raquel Muniz, é de todos nós! A bandeira foi levantada no meu mandato, mas a luta é pelos milhões de vidas que trafegam pela BR-251. Vamos nos unir, independentemente de questões políticas!”, concluiu.

 A audiência pública 13/2024, promovida pela ANTT, contou com a presença de representantes locais e especialistas em infraestrutura. O projeto de concessão, estruturado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevê um investimento de R$ 7,2 bilhões ao longo de 30 anos para um trecho de 734,9 quilômetros. As tarifas de pedágio, previstas entre R$ 14,86 e R$ 15,64, ainda podem ser reduzidas no leilão.

 No entanto, a proposta prevê a duplicação de apenas 24 quilômetros da BR-251, enquanto a BR-116 receberá 157 quilômetros de obras estruturais. O debate segue aberto, e Raquel Muniz promete continuar acompanhando de perto a destinação dos recursos e a execução dos trabalhos para garantir que a duplicação da BR-251 se torne realidade.

Museu da Energia de Salesópolis lança exposição de longa duração no aniversário da cidade

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A partir de 28 de fevereiro, o público poderá visitar a mostra “A Cidade e a Usina” que revela a história de Salesópolis e sua usina hidrelétrica, com atividades interativas e educativas

SÃO PAULO – O Museu da Energia de Salesópolis inaugura, no dia 28 de fevereiro, quando a cidade comemora 187 anos de fundação, a exposição de longa duração “A Cidade e a Usina”. A mostra explora, de maneira lúdica, interativa e didática, temas como energia, água, meio ambiente e história regional. Para antecipar o lançamento, a unidade promoverá uma série de atividades durante a pré-estreia, entre os dias 26 e 27 de fevereiro.

A exibição é realizada por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas; ProAC nº 33/2023 – Realização de Exposição em Museus.

Percurso expositivo 

Localizado em um território que abrange uma usina centenária às margens do Rio Tietê, na região de sua nascente, e um parque de 156 hectares com trechos de Mata Atlântica, o Museu oferece uma experiência expositiva única, integrando ambientes internos e externos.

O percurso expositivo inclui o Espaço Energia, uma edificação que fazia parte do conjunto inicial de estruturas construídas para a inauguração da Usina de Salesópolis, erguida entre 1911 e 1913. A área conta com painéis informativos, fotos e peças do acervo da Fundação Energia e Saneamento, além de maquetes e painéis interativos. A acessibilidade é um aspecto destacado na mostra, com a disponibilização de um mapa  e uma maquete tátil.  A exposição se estende também para a parte externa, ultrapassando as paredes do antigo “Chalé”, apelido dado à antiga casa do operador da usina e conectando todos os espaços do ecomuseu. Painéis com textos e fotos, além de experimentos interativos, complementam a experiência, proporcionando ao visitante uma imersão completa no ambiente.

A mostra destaca, ainda, marcos históricos importantes na trajetória de Salesópolis, como a fundação da antiga vila, sua elevação à cidade, a construção da Usina Hidreletrica e sua relevância para a região ao longo dos anos. Além disso, serão abordadas as principais expressões culturais e festas tradicionais que fazem parte da identidade local.

Viabilização do Projeto

“A Cidade e a Usina” foi viabilizada com o apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas. A exposição foi contemplada no edital ProAC 33/2023, destinado a Museus/Realização de Exposições em Museus.

Programação 

No dia 25 de fevereiro, terça-feira, das 14h30 às 15h30, o Museu realizará uma live especial no YouTube sobre a curadoria da exposição. Com a participação de Fernanda Morais e Fernando Maia, ambos colaboradores do Museu da Energia, a conversa abordará como a curadoria foi executada, destacando os bastidores e desafios do processo de criação da mostra. Será uma oportunidade única para o público conhecer mais sobre o trabalho por trás da exposição e interagir ao vivo com os especialistas.

No dia 26 de fevereiro, quarta-feira, às 10h, a pré-estreia da exposição será marcada pela apresentação do Espaço Energia reformulado. A atividade, exclusiva para os atendidos pela ONG Contagie Kairós – Transformando Vidas, permitirá um mergulho na história de Salesópolis e sua usina hidrelétrica, além de explorar um espaço interativo com novos experimentos científicos e didáticos.

Na quinta-feira, dia 27, às 14h, será realizada uma atividade formativa para guias de turismo e monitores. O objetivo é capacitá-los no entendimento e na apresentação dos conceitos da exposição e do Espaço Energia. A formação visa prepará-los para novas experiências aos visitantes.

Na sexta-feira, 28 de fevereiro, das 14h às 16h15, será a abertura oficial da exposição “A Cidade e a Usina” para o público, integrando as comemorações do aniversário de Salesópolis. A atividade contará com a participação de crianças e jovens atendidos pela Associação “Caminhando Juntos” (ACAJU), entidade sem fins lucrativos parceira do Museu da Energia de Salesópolis. A entrada é gratuita, oferecida como um presente da EDP Brasil, distribuidora de energia do Alto Tietê e parceira do Museu da Energia de Salesópolis, para todos os públicos, em celebração ao aniversário da cidade.

Serviço 

Museu da Energia de Salesópolis

Endereço: Estrada dos Freires, km 06, Freires, Salesópolis/SP

salesopolis@museudaenergia.org.br
(11) 99115-0020 – Telefone e WhatsApp

Inauguração da exposição “A Cidade e a Usina” aberta ao público

Data: 28/02

Horário: 14h às 16h15

Entrada gratuita, oferecida como um presente da EDP Brasil, distribuidora de energia do Alto Tietê e parceira do Museu da Energia de Salesópolis, para todos os públicos, em celebração ao aniversário da cidade.

Detran-DF flagra 78 condutores alcoolizados no fim de semana

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No primeiro fim de semana da Operação Carnaval Seguro 2025, mais de mil abordagens foram realizadas em nove regiões do DF
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, entre sexta-feira (14) e segunda-feira (17), a Operação Carnaval Seguro 2025, em nove regiões do DF: Taguatinga, Areal, Águas Claras, Ceilândia, Brazlândia, Lago Norte, Paranoá e Asa Norte e Eixo Monumental.
Ao todo, 1.020 condutores foram abordados e 900 testes de etilômetro realizados. As infrações por alcoolemia totalizaram 78 casos. Além disso, 33 motoristas foram flagrados dirigindo sem habilitação, enquanto 25 circulavam com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida. As equipes também registraram 45 ocorrências de escapamentos alterados, 155 infrações diversas e realizaram 60 remoções de veículos.
Durante as operações, três condutores foram presos em flagrante. O primeiro por porte de documento falso, o segundo por dirigir sob efeito de álcool com teor alcoólico considerado crime, e o terceiro por dirigir sob efeito de substância psicoativa, além de resistir à abordagem e ameaçar os agentes de fiscalização.
Carnaval Seguro 2025
 
Neste ano, o Detran antecipou a Operação Carnaval Seguro. O trabalho se dará de forma preventiva, com o objetivo de fortalecer a conscientização de condutores, passageiros, pedestres e ciclistas sobre os cuidados necessários ao trafegar pela cidade durante os festejos carnavalescos, onde o consumo de bebida alcoólica se faz muito comum.

Dia Mundial da Justiça Social reforça a importância das ações de combate à desigualdade

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Real Cestas tem parceria com 45 instituições e facilita doações para levar dignidade a quem mais precisa

O Dia Mundial da Justiça Social, celebrado em 20 de fevereiro, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 para reforçar a importância da promoção da igualdade, do respeito aos direitos humanos, da erradicação da pobreza e busca conscientizar governos, empresas e a sociedade sobre a necessidade de garantir oportunidades justas para todos, especialmente para aqueles em situação de vulnerabilidade.

A data reforça a importância de ações que reduzem desigualdades econômicas e sociais, promovem o trabalho digno e incentivem políticas que asseguram inclusão e desenvolvimento sustentável.

Neste cenário de desafios econômicos, dar visibilidade para causas sociais é uma das premissas da Real Cestas, empresa que atua há mais de 20 anos no segmento de cestas básicas, de limpeza e de Natal, onde destaca que a doação de cestas básicas também se torna uma forma concreta de transformar realidades e levar esperança a famílias em situação de vulnerabilidade.

A empresa disponibiliza em seu site uma lista com 45 instituições beneficentes, projetos comunitários ou grupos que podem ser apoiados por qualquer pessoa, dando visibilidade para causas significativas.

“A desigualdade social, o aumento dos preços dos alimentos, os desafios climáticos que trazem chuvas e estiagem em várias regiões do país, entre tantos outros problemas, deixam várias pessoas em situação de desigualdade. A sociedade pode ajudar com pequenos gestos e fazer a diferença para várias famílias”, explica Gustavo Defendi, sócio-diretor da Real Cestas.

A doação pode ser feita de forma simples e rápida pelo link https://www.realcestas.com.br/categoria/doacao/acoes-solidarias/, onde é possível escolher a instituição beneficiada.

 

Reajuste das forças de segurança do DF é encaminhado para o governo federal

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Em cerimônia na Praça do Buriti, governador Ibaneis Rocha destacou a união das corporações em torno da valorização profissional; impacto da medida é de R$ 2,3 bilhões, a serem pagos em duas parcelas, em setembro deste ano e maio de 2026, em caso de aprovação pelos parlamentares

 

Por Ian Ferraz, da Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou, nesta segunda-feira (17), a proposta de reajuste das forças de segurança do Distrito Federal para o governo federal. A medida deve ser enviada ao Congresso Nacional para aprovação e, em seguida, vai para sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O novo pedido de aumento salarial contempla as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, com impacto financeiro de R$ 2,3 bilhões até 2026, a ser custeado pelo Fundo Constitucional, dividido em duas parcelas – a primeira a ser paga em setembro deste ano e a segunda em maio de 2026.

Governador Ibaneis Rocha: “Vocês vão ter do GDF o respeito que vocês merecem e vão ter as melhores condições de trabalho que possam imaginar, mas isso não se faz com palavras, se faz com ações. A primeira que nós fizemos foi reabrir as delegacias, que não funcionavam porque não tinham profissionais. Fizemos várias quebras de interstício, promoções de bombeiros, reajuste de 18%, recomposição das forças da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. Nós fizemos com atitudes” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O encaminhamento do reajuste foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha durante concorrido evento na Praça do Buriti, com a presença de profissionais das forças de segurança, sindicatos e parlamentares. Segundo o chefe do Executivo, esse trabalho de equiparação salarial das forças de segurança com a Polícia Federal é discutido há pelo menos dez anos e não era pacificado porque cada corporação queria fortalecer apenas o seu lado, o que mudou nos últimos anos com a integração das forças de segurança.

“Vocês vão ter do GDF o respeito que vocês merecem e vão ter as melhores condições de trabalho que possam imaginar, mas isso não se faz com palavras, se faz com ações. A primeira que nós fizemos foi reabrir as delegacias, que não funcionavam porque não tinham profissionais. Fizemos várias quebras de interstício, promoções de bombeiros, reajuste de 18%, recomposição das forças da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. Nós fizemos com atitudes”, detalhou Ibaneis Rocha.

O ajuste econômico foi detalhado pelo secretário de Economia, Ney Ferraz; ele lembrou o tempo que os profissionais aguardam por essa valorização | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Este trabalho não começou agora. Desde 2019, esta gestão tem trabalhado para valorizar os profissionais da segurança pública. A nova proposta encaminhada nesta segunda-feira prevê um reajuste médio de 30%, variando de acordo com o cargo e o tempo de serviço.

Em 2023 e 2024, a Medida Provisória nº 1.181 permitiu o reajuste médio de 18% para as polícias civil e militar e bombeiros. Em 2022, foi definido o pagamento de auxílio uniforme da Polícia Civil no valor de R$ 3 mil por ano. Neste mesmo ano, foi acertado o pagamento de auxílio-alimentação complementar da Polícia Civil no valor de R$ 392. Na prática, o benefício passou de R$ 458 para R$ 850 mensais, e atualmente o valor é de R$ 1.392. Essas foram algumas das ações concretizadas nesta gestão.

Já em 2020, foi concedido reajuste médio de 25% para policiais militares e bombeiros e de 8% para a Polícia Civil por meio da lei n° 14.059. E não deve parar por aí.

“Nós estamos ainda esse ano para enfrentar outras situações que demandam o orçamento, como a contratação dos policiais militares – cerca de 1.200 policiais militares que estão aguardando o concurso. Isso vai acontecer até junho. Nós temos que contratar os policiais civis que estão aguardando e nós temos que contratar os policiais penais, porque nós sabemos que grande parte da criminalidade hoje nasce dentro do presídio. Isso tudo está no nosso radar. Agora, nada disso seria possível se não tivéssemos uma economia ajustada”, ponderou Ibaneis Rocha.

“Essa causa da paridade salarial é muito antiga. O governador Ibaneis Rocha tem apresentado números europeus no DF no âmbito da segurança pública. Essa turma tirou Brasília do rol das 50 cidades mais violentas do mundo, e hoje Brasília é a segunda capital mais segura do Brasil, caminhando rapidamente para ser a capital mais segura do Brasil”, afirmou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

O ajuste econômico foi detalhado pelo secretário de Economia, Ney Ferraz. O titular da pasta lembrou o tempo que os profissionais aguardam por essa valorização. “Essa tão sonhada equiparação salarial com a Polícia Federal nunca existiu entre os militares e bombeiros. Com a PCDF, há dez anos acabou. Vocês serão as forças de segurança mais bem-pagas de todo o Brasil”, pontuou.

“Essa causa da paridade salarial é muito antiga. O governador Ibaneis Rocha tem apresentado números europeus no DF no âmbito da segurança pública. Essa turma tirou Brasília do rol das 50 cidades mais violentas do mundo e hoje Brasília é a segunda capital mais segura do Brasil, caminhando rapidamente para ser a capital mais segura do Brasil”, acrescentou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar.

Reconhecimento 

Previsto na Constituição Federal de 1988, o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) é um mecanismo financeiro para arcar com áreas essenciais para o funcionamento da capital. Os recursos são usados para custear a organização e a manutenção da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, bem como assistência financeira para execução de serviços públicos de saúde e educação.

Durante o evento, cada responsável pelas corporações deixou claro o sentimento de gratidão pela proposta de reajuste.

“O momento é de agradecer a sensibilidade. Isso é justiça. Estamos todas as forças unidas e reunidas aqui por este reconhecimento. Essa integração vai continuar, e aqui no DF o crime não vai se firmar”, comentou a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habka.

À frente da PCDF, o delegado-geral José Werick de Carvalho listou uma série de benefícios concedidos nos últimos anos para enaltecer o projeto enviado pelo chefe do Executivo.

“O momento é de reconhecimento. Você nos concedeu o Serviço Voluntário Gratificado, auxílio uniforme, auxílio saúde, equipamentos de ponta, a entrega do IML, a entrega do DNA Forense e essa recomposição. Você faz um resgate histórico para todos nós e eleva as forças de segurança para outro patamar”, agradeceu José Werick de Carvalho.

Sentimento que não é diferente para o Corpo de Bombeiros. “Nós entendemos que o governador se preocupa com nós, está nos tratando com muito carinho, seja nas promoções, seja com aumento. E a nossa alegria é sempre refletida na nossa missão, né? Bombeiro com moral alto, sendo reconhecido: isso é muito importante para a tropa, para o Corpo de Bombeiros”, comemorou o comandante-geral da CBMDF, coronel Leonardo Raslan.

Varejo e os desafios na era das fraudes digitais

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Lucas Anjos*

 

A popularização de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) generativa tem introduzido, no ambiente digital, mecanismos cada vez mais sofisticados de fraude, como scams, uso indevido de imagens ou voz por deepfakes, phishing, fraudes financeiras, fake news, golpes com criptomoedas, etc. Quem navega na internet em busca de produtos ou serviços passa a desconfiar de tudo que lhe é apresentado. Trata-se de um esforço razoável distinguir o que é falso e o que verdadeiro. Neste cenário, repleto de publicidade viciada, atores mal-intencionados, vídeos manipulados e ciladas para captura de dados pessoais, as marcas terão de conquistar a confiança de seus clientes.

 

A pesquisa Life Trends 2025, publicada pela Accenture, revelou que dentre as cinco tendências que exploram como as pessoas estão respondendo às mudanças na sociedade diante das novas tecnologias, a falta de confiança ao que lhes é apresentada virtualmente é a primeira delas. Dos entrevistados em 2024, 52% viram notícias e artigos falsos; 38,8% viram avaliações fraudulentas de produtos online; e 52% sofreram ataques deepfake ou golpes para obter informações pessoais e/ou dinheiro.

 

Esses índices revelam aquilo que todos já sentem ao buscar algum produto ou serviço na internet. Já é difícil distinguir se determinada marca é verdadeira, se aquele é o seu site oficial ou se o conteúdo que se diz ter sido publicado por aquela marca é legítimo ou falso. Até mesmo as avaliações de produtos, que serviam para atestar a credibilidade e qualidade, geram dúvidas se foram elaboradas por pessoas reais. Em 2022, o TripAdvisor identificou 1,3 milhão de avaliações falsas. Toda esta degeneração da experiência da descoberta do consumidor tem sido intensificada dia após dia pela aceleração do conteúdo gerado pela IA generativa.

 

É neste mar de incertezas que se proliferam comportamentos fraudulentos e golpes online, a pesquisa da Accenture destaca, como consequência tangível, o roubo de informações pessoais e/ou de pagamentos em troca de um produto ou serviço inexistente. Mas existe ainda o impacto psicológico causado por este ambiente, que está destruindo a confiança das pessoas na experiência online e tornando a hesitação um reflexo – deixo de clicar, de cadastrar e de comprar.

 

Diante disso, o novo paradigma que se apresenta para as marcas é que elas serão obrigadas a provar quem são e que são confiáveis. Desde ponto extraem-se duas grandes áreas que terão destaque neste novo cenário: a comunicação (necessária para manter um relacionamento digital forte e autêntico com os clientes) e a privacidade e segurança da informação.

 

É uma consequência lógica que hoje, independentemente do porte, qualquer empresa esteja suscetível a ações fraudulentas nos meios digitais. Há lojas que nem possuem um e-commerce, mas sofrem com a criação de sites falsos com sua marca e sinais distintivos sem autorização. Assim, a manutenção de programas de governança em privacidade e de segurança da informação, que visem mitigar ações fraudulentas (internas e externas), constitui um investimento necessário para se posicionar no mercado como uma marca segura e confiável.

 

Os empresários brasileiros já contam com uma legislação que visa aumentar as proteções ao consumidor a partir de uma série de medidas de conformidade, pois, quando bem trabalhadas, geram valor de confiança e credibilidade. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) tem como objetivo garantir o direito à privacidade e segurança de dados dos cidadãos brasileiros, inclusive nos meios digitais.

 

Portanto, ao se orientar pela LGPD, as empresas provam aos clientes a adoção de boas práticas de privacidade e de segurança da informação que, além de gerar valor, reduz riscos como vazamentos, fraudes, golpes financeiros e uso indevidos de dados pessoais de seus clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros de negócio.

 

*Lucas Anjos é advogado no escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados, pós-graduando em compliance, auditoria e controladoria pela PUC-RS, atuante no consultivo empresarial, franchising, imobiliário e consumidor. Membro da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB-SP.

Lavagem de dinheiro: relatório global revela quase 2 milhões de contas laranjas

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Fraudes sustentadas por contas laranjas aceleram a circulação de US$ 3,1 trilhões em recursos ilícitos no sistema financeiro global

São Paulo — Um relatório divulgado hoje apresenta a dimensão do problema da lavagem de dinheiro no sistema financeiro global. De acordo com a BioCatch, empresa especializada na detecção de fraudes digitais e crimes financeiros com o uso de inteligência comportamental, em 2024 foram relatadas quase 2 milhões de contas vinculadas à lavagem de dinheiro. Esses registros vieram de 257 instituições financeiras de 21 países, espalhados por cinco continentes, que utilizam as ferramentas de monitoramento e prevenção da empresa.

“A expressão ‘ponta do iceberg’ pode estar desgastada pelo uso, mas continua relevante”, afirmou Tom Peacock, Diretor de Inteligência Global de Fraudes da BioCatch. “As 2 milhões de contas laranjas relatadas por nossos clientes em 2024 provavelmente representam apenas uma pequena parte daquelas usadas para atividades de lavagem de dinheiro. Muitas outras, ativas ou inativas, podem estar espalhadas entre as 44 mil instituições financeiras existentes no mundo no ano passado.”

O relatório, intitulado “Global money mule networks: Using behavioral and device intelligence to shine a light on money laundering” (em tradução livre, “Redes globais de laranjas: Usando inteligência comportamental e de dispositivos para desvendar a lavagem de dinheiro”), apresenta uma análise detalhada sobre como o crime organizado utiliza contas ilegais para lavar dinheiro proveniente de crimes. O documento também explica os diferentes perfis de “laranjas” e como eles operam dentro de redes amplas e frequentemente complexas de lavagem de dinheiro.

O papel do Brasil

No contexto brasileiro, o relatório indica que o país está explorando opções para que os bancos possam compartilhar dados como uma estratégia para combater contas de laranjas. Essa discussão pode resultar em um maior foco na detecção e no controle dessas contas nos próximos anos, à medida que políticas e ferramentas de monitoramento forem estruturadas.

“As fraudes e golpes financeiros são diretamente alimentados pelas contas laranjas, que atuam como pontos de apoio no movimento de dinheiro ilícito. No Brasil, a ausência de penalizações para essas contas cria um ambiente em que é financeiramente vantajoso utilizá-las. Isso não apenas favorece a fraude, mas também abre portas para crimes mais graves, como tráfico de drogas e sequestros, que dependem das mesmas redes de contas laranjas”, afirma Cassiano Cavalcanti, Diretor de Pré-Vendas LATAM da BioCatch.

“Diante dessa situação, é urgente que o Brasil implemente medidas punitivas para combater as contas laranjas. Em alguns países, por exemplo, metade das perdas decorrentes de fraudes ou golpes é arcada pela instituição que recebe esses valores. Essa abordagem não apenas aumenta a segurança financeira do país, mas também alinha os esforços para a redução das fraudes e golpes”, completa Cavalcanti.

De acordo com o Relatório Global de Crimes Financeiros 2024 da NASDAQ, aproximadamente US$ 3,1 trilhões em fundos ilícitos circularam pelo sistema financeiro global apenas no ano passado.

Outros achados importantes do relatório

O relatório também destacou que os jovens estão entre os mais vulneráveis ao recrutamento como laranjas. No Reino Unido, quase dois terços dos laranjas têm menos de 30 anos, enquanto nos Estados Unidos a faixa etária mais propensa a ser recrutada, seja de forma consciente ou inadvertida, é de 25 a 35 anos. Esses jovens são frequentemente atraídos pela promessa de uma “renda extra”. Apesar do envolvimento, muitos desconhecem as possíveis punições: nos Estados Unidos, a pena média por lavagem de dinheiro é de 71 meses de prisão, enquanto no Reino Unido pode chegar a 14 anos e, na Austrália, varia de 12 meses até prisão perpétua.

Além disso, o relatório revelou que o custo de aliciar laranjas é relativamente baixo. Na Austrália, por exemplo, gangues chegam a pagar apenas 500 dólares australianos pelo uso irrestrito das contas bancárias dessas pessoas. Paralelamente, os casos de lavagem de dinheiro continuam em ascensão. Nos Estados Unidos, entre 2019 e 2023, houve um aumento de 14% nos casos, atribuído a fatores como maior atenção ao crime, melhorias na detecção e a crescente popularidade dessa prática.

Para acessar o relatório completo em inglês, clique aqui.

Sobre a BioCatch:
A BioCatch está na vanguarda da detecção de fraudes digitais e prevenção de crimes financeiros, sendo pioneira em inteligência biométrica comportamental baseada em ciência cognitiva avançada e Machine Learning. A BioCatch analisa milhares de interações de usuários para oferecer suporte a um ambiente bancário digital onde coexistem identidade, confiança e facilidade. Hoje, mais de 29 dos 100 principais bancos do mundo e 176 dos 500 maiores confiam no BioCatch Connect para combater fraudes, facilitar a transformação digital e aprofundar o relacionamento com os clientes. O Client Innovation Board da BioCatch, uma iniciativa liderada pelo setor que inclui American Express, Barclays, Citi Ventures, HSBC e o National Australia Bank, colabora para o pioneirismo criativo e inovador, alavancando o relacionamento com os clientes na prevenção de fraudes. Com mais de uma década de análise de dados, 90 patentes registradas e experiência incomparável, a BioCatch continua a liderar a inovação para enfrentar os desafios futuros. Para obter mais informações, visite www.biocatch.com.

 

Verba americana de desenvolvimento sob investigação reacende polêmica sobre financiamento político no Brasil

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Suspensão temporária de recursos da USAID levanta dúvidas sobre o impacto de repasses em eleições brasileiras, mas investigação ainda está em andamento

A decisão de suspender temporariamente os repasses da USAID, agência do governo dos Estados Unidos voltada ao desenvolvimento internacional, colocou em evidência possíveis influências da verba americana em processos políticos de outros países, incluindo o Brasil. A medida, anunciada após determinação do bilionário Elon Musk, ocorreu em meio a alegações do presidente Donald Trump de que a agência teria contribuído para a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro. Tudo, porém, ainda está em fase de investigação.

Um estudo do Center for Economic and Policy Research (CEPR) apontou que, em 2021, cerca de US$ 45 milhões foram destinados a projetos no Brasil pela USAID. As iniciativas variaram de ações ambientais à promoção de direitos humanos, mas o volume de recursos e a falta de transparência despertaram questionamentos sobre possíveis interferências políticas.

Segundo Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional e fundador da Toledo e Associados, o assunto merece atenção por envolver uma relação sensível entre soberania nacional e influência externa. “Esses repasses podem, sim, ter efeitos indiretos sobre eleições, ainda que não sejam usados diretamente para financiar candidatos. O apoio a determinadas pautas ou organizações pode fortalecer discursos e movimentos políticos, alterando a percepção popular”, afirma.

A origem da agência americana

Criada em 1961, em plena Guerra Fria, a USAID foi desenvolvida pelo governo dos Estados Unidos para fomentar o desenvolvimento de nações aliadas e conter a influência da União Soviética. Durante décadas, os recursos foram aplicados em projetos de infraestrutura, educação e saúde em países da América Latina, África e Ásia.

Contudo, ao longo dos anos, surgiram críticas sobre o uso político da verba, com acusações de que os recursos seriam canalizados para fortalecer setores que defendessem interesses alinhados à política externa americana. Casos como o financiamento de grupos opositores ao governo de Cuba reforçaram a percepção de que a agência, em alguns momentos, teria ultrapassado os limites do desenvolvimento social.

Esse histórico lança dúvidas sobre a real intenção de algumas das iniciativas recentes. No Brasil, o aumento dos repasses em alguns anos eleitorais fez setores da sociedade questionarem se a ajuda não teria se transformado em ferramenta de pressão política.

Suspeitas e reações

As alegações de Donald Trump sobre o suposto impacto da USAID nas eleições brasileiras geraram repercussão. Trump afirmou que o então presidente Jair Bolsonaro teria sido reeleito não fosse a atuação da agência americana. A afirmação, no entanto, foi questionada por analistas, que lembraram que os repasses de 2022 resultaram de orçamentos aprovados ainda durante o governo Trump, entre 2019 e 2020.

Daniel Toledo ressalta que, apesar das suspeitas, não há provas concretas de influência direta sobre o resultado eleitoral brasileiro. “Não existem evidências de que a verba tenha financiado candidatos. O que pode ocorrer é um financiamento indireto, fortalecendo setores progressistas ou ligados a pautas ambientais, o que, por consequência, pode impactar eleitores. Tudo, porém, ainda está em fase de investigação e posterior conclusão de relatórios, portanto o que temos hoje são indícios e especulações que não possuem ainda um relatório final”, destaca.

A necessidade de transparência

Especialistas apontam que o caminho para reduzir suspeitas está na transparência. Tornar públicos os critérios de escolha dos projetos e detalhar o destino final dos recursos poderia evitar especulações sobre ingerência externa.

Na prática, isso significaria disponibilizar em tempo real informações sobre contratos e repasses. Outros organismos internacionais, como o Banco Mundial, adotaram políticas de transparência ativa, facilitando o acesso aos dados por qualquer cidadão.

Daniel Toledo avalia que esse tipo de iniciativa é necessária, principalmente em países democráticos. “O acesso à informação sobre financiamentos e projetos apoiados por entidades estrangeiras é essencial. Isso garante que a população saiba se o investimento está, de fato, beneficiando o país ou sendo utilizado como ferramenta de influência política”, conclui.

 

Sobre Daniel Toledo

Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 500 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford – Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site.

 

Sobre a Toledo e Advogados Associados

O escritório Toledo e Advogados Associados é especializado em direito internacional, imigração, investimentos e negócios internacionais. Atua há mais de 20 anos com foco na orientação de indivíduos e empresas em seus processos. Cada caso é analisado em detalhes, e elaborado de forma eficaz, através de um time de profissionais especializados. Para melhor atender aos clientes, a empresa disponibiliza unidades em São Paulo, Santos e Houston. A equipe é composta por advogados, parceiros internacionais, economistas e contadores no Brasil, Estados Unidos e Portugal que ajudam a alcançar o objetivo dos clientes atendidos. Para mais informações, acesse o site ou entre em contato por e-mail contato@toledoeassociados.com.br.