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Processos impetrados pelo PV contra o relaxamento das leis ambientais no AC e no MT tiveram andamento

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O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, acolheu a Ação Direta de Inconstitucionalidade, ADI 7.769, com pedido de medida cautelar, contra as Leis n.º 4.397 e 4.307, de 19 de agosto de 2024, ambas do Estado do Acre, que autorizam o Poder Executivo a conceder direito de uso de áreas de florestas públicas estaduais e aumentam substancialmente a dispensa de licenciamento ambiental estadual.

 

Já a Procuradoria-Geral da União (PGR) deu parecer contrário à Lei Estadual n.º 12.653/24, que libera atividades pecuárias em áreas de preservação do Pantanal de Mato Grosso. O ministro Cristiano Zanin disse em seu parecer na Ação Direta de Inconstitucionalidade, ADI 7.736, que a lei “fere a competência da União para legislar sobre a proteção ambiental e viola o Código Florestal”.

 

Em ambos os casos, o PV alega que os estados não podem criar leis que tenham conteúdo ambiental diferente do artigo 225 da Constituição Federal, colocando ainda mais em risco as florestas e os biomas brasileiros.

 

O partido também tem outras ações com o mesmo objetivo nos estados do Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, DF e Roraima.

 

José Luiz Penna, presidente nacional do PV, acredita que há um movimento crescente de relaxamento da legislação ambiental nos estados, orquestrado por pecuaristas, garimpeiros e pelo agronegócio.

‘Tarifas sobre o aço já estavam no radar’, diz Caio Megale, economista-chefe da XP

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Ex-secretário nacional de Indústria e Comércio do Ministério da Economia conversou com os jornalistas Pedro Duran e Débora Oliveira; programa vai ao ar neste sábado (15), às 21h

Durante a entrevista, Megale também analisou os erros nas projeções de crescimento feitas pelos economistas ao longo de 2024; na foto, da esq. para a dir. a âncora Débora Oliveira, o analista Pedro Duran e o economista (foto: Divulgação/CNN Brasil)

As tarifas impostas pelos Estados Unidos para importação de aço de outros países, como o Brasil, “já estavam no radar” de economistas e analistas do mercado. O motivo, explica o economista-chefe da XP Investimentos e ex-secretário nacional de Indústria e Comércio do Ministério da Economia, Caio Megale, é o histórico de taxação do produto no primeiro governo Donald Trump (2017-2021) e na administração de George W. Bush (2001-2009).

“[Trump] tem dois objetivos aqui: proteger a indústria nacional e […] uma tarifa de ameaça para conquistar outros objetivos, que é o principal caso ali do México e do Canadá”, afirma Megale em conversa com os analistas Pedro Duran e Débora Oliveira no estúdio de São Paulo do CNN Entrevistas, da CNN Brasil (cnnbrasil.com.br).

Megale diz que, se a guerra comercial for “agressiva”, ensejará menor crescimento econômico e maior inflação. “Mundo que cresce menos é um mundo que compra menos nossos produtos. Não os EUA diretamente, mas Europa, Ásia, China. […] Será que a economia chinesa pode entrar em recessão? Se entrar em recessão, é ruim para nós”.

Estratégia nacional de planejamento para 2050 vai considerar os impactos econômicos da mudança do clima

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Estudos consideram impactos sobre indicadores-chave como PIB, preços dos alimentos e custos de acesso à água, e efeitos sobre infraestrutura, transição demográfica e trajetórias macroeconômicas

Foto: Washington Costa/MPO

 

A construção da estratégia nacional de longo prazo do país, com horizonte para 2050 (Estratégia Brasil 2050), vai considerar estudos de impactos econômicos da mudança do clima para enfatizar a relevância das medidas de mitigação e de adaptação. O assunto foi o tema de oficina sobre o estudo temático estratégico realizada nesta quinta-feira (13), em Brasília (DF).

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Ciência do Clima e do projeto técnico de cooperação internacional Ciência&Clima, está apoiando a iniciativa liderada pela Secretaria Nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). O trabalho também conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, Márcio Rojas, considera estratégico o apoio da pasta ministerial à elaboração da estratégia de longo prazo para que o clima esteja no centro do planejamento de longo prazo. “A perspectiva é que tenhamos as questões climáticas verdadeiramente transversalizadas na política do governo federal. A nossa expectativa é todo esse esforço possar ser considerado na tomada de decisão das políticas públicas e possamos vislumbrar um futuro melhor para o nosso país”, explicou Rojas.

O estudo estratégico sobre impactos econômicos da mudança do clima quantificará indicadores que permitirão destacar o papel de medidas mitigadoras de emissões de gases de efeito estufa, considerando sinergias de metas de diversos planos governamentais de médio e longo prazos.

“Estamos gerando evidências para mobilizar esforços e investimentos para ações que de fato resultem em mitigação e adaptação à mudança do clima. A oficina traz evidências sobre a necessidade de agir e de mudarmos a nossa forma de investir, de fazer infraestrutura para que no futuro tenhamos condições plenas de termos economias fortes, sustentáveis e qualidade de vida”, afirmou a secretária nacional de planejamento do MPO, Virgínia de Paula.

Uma das premissas adotadas é uso de cenários climáticos por níveis de aquecimento, os mesmos utilizados na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil. São considerados para o horizonte de 2100 um planeta 1,5°C, 2°C e até 4°C mais quente, comparado aos níveis pré-industriais. A partir disso, serão estimados os impactos econômicos em nível nacional, regional e das unidades federativas do Brasil sobre indicadores-chave, como PIB, nível de emprego, nivel de atividade setorial, produtividade total dos fatores de produção, preços dos alimentos, custos de acesso à água. Também serão observados os impactos em eixos estratégicos de infraestrutura e transição demográfica associada à mudança do clima. Para obter os resultados, serão utilizados modelos econômicos de Equilíbrio Geral Computável.

Antes de apresentar o escopo, o coordenador do estudo, Régis Rathmann, destacou a importância de comunicar de modo claro e objetivo os efeitos da mudança do clima em todas as áreas. “Se não agirmos de forma mais incisiva, podemos chegar em uma situação em que a existência humana não possa suportar”, afirmou Régis Rathmann. Segundo ele, a notícias positivas é que já existem tecnologias de baixo carbono que, se implementadas em larga escala, podem acelerar as ações climáticas. Ele também enfatiza que a implementação das ações e tecnologias tem o potencial de afetar positivamente aspectos econômicos, como a produtividade e a competitividade.

Os estudos devem ser finalizados no primeiro semestre, quando também deve ser finalizada a Estratégia Brasil 2050. Os resultados do estudo serão disponibilizados na plataforma AdaptaBrasil.

5º Concurso de Vídeos Educativos do SENAR tem dois ganhadores catarinenses

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Dois vídeos catarinenses estão entre os dez vencedores da 5ª edição do Concurso de Vídeos Educativos de Formação Profissional Rural (FPR), Promoção Social (PS) e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). O anúncio foi feito na tarde da última quinta-feira (13), durante uma live.

O objetivo da iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) é destacar a importância do trabalho dos prestadores de serviço de instrutoria e técnicos de campo engajados na produção de vídeos, como estímulo à disseminação do conhecimento ao público rural.

Os premiados de Santa Catarina foram os prestadores de serviço de instrutoria: Larissa da Fré com o vídeo “Os benefícios do aproveitamento integral dos alimentos” (Promoção Social) e Valdemar Cardoso com o vídeo “Técnica de corte seguro com motosserra” (Formação Profissional Rural).

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que a conquista é resultado do compromisso da entidade com as ações de educação profissional e da dedicação dos prestadores de serviço que não medem esforços para fazer um trabalho de excelência no campo. “Tivemos 31 vídeos do estado inscritos que estarão disponíveis na plataforma do Sistema Faesc/Senar. Parabéns aos dois premiados e aos demais catarinenses que participaram do concurso com vídeos de qualidade que mostraram o eficiente trabalho realizado em nosso estado”.

Pedrozo, que também é vice-presidente de finanças da CNA, cumprimenta também os ganhadores dos demais estados pela eficiente atuação em prol da educação no campo em todo o país.

O diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, destacou que o concurso foi criado a partir de uma proposta do presidente da CNA e do Conselho Deliberativo do Senar, João Martins, para a produção de conteúdo sobre transferência de tecnologia dentro das plataformas digitais, como o Youtube.

Os dez vídeos selecionados serão premiados com 10 notebooks de última geração e farão parte do site e aplicativo do Senar Play https://senarplay.org.br/ . Os outros materiais passarão por uma avaliação técnica e também terão a oportunidade de fazer parte da plataforma com o selo “Esse vídeo foi participante do 5º Concurso de Vídeos Educativos”.

*Com informações da CNA

 

Arrecadação de ICMS no Amazonas bate recorde histórico e atinge R$ 13,2 bilhões em 2024

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Luiz Augusto Rocha, presidente do Conselho Superior do CIEAM.

Painel Econômico do Amazonas (PEA), elaborado pelo CIEAM, destaca crescimento de 10% na arrecadação estadual e aumento significativo nos tributos federais 

Alta na arrecadação de tributos federais impulsiona investimentos e desenvolvimento regional e comprova como a Zona Franca de Manaus não é importante apenas para o Amazonas, mas sim para todo o Brasil

 

 A arrecadação de ICMS no Amazonas encerrou 2024 com um recorde histórico de R$ 13,2 bilhões, um crescimento de 10% em relação ao ano anterior, conforme aponta o Painel Econômico do Amazonas (PEA), levantamento mensal do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM). O desempenho do ano passado demonstra, mais uma vez, a resiliência e a capacidade de adaptação da indústria local mesmo diante das dificuldades logísticas locais, como a seca vivida no segundo semestre de 2024.

O resultado expressivo foi impulsionado por fatores como o aumento da produção industrial, a manutenção da renda e do consumo no Brasil e a antecipação de compras de matérias-primas devido à seca. “Apesar dos desafios logísticos impostos pela seca, as indústrias do PIM conseguiram se antecipar e garantir o fluxo de produção, o que resultou em um ano de arrecadação histórica”, destaca Luiz Augusto Rocha, presidente do conselho superior do CIEAM.

Outro fator de destaque foi o crescimento na arrecadação de tributos federais na região, puxado pelo aumento das retenções de Imposto de Renda (IR) sobre o 13º salário e pelo crescimento da folha de pagamentos das indústrias, refletindo o fortalecimento do emprego na região. Segundo os dados do PEA, o aumento do faturamento global do PIM também contribuiu para uma maior arrecadação de tributos como PIS e COFINS.

Setores em destaque

Todos os segmentos industriais apresentaram crescimento significativo, com destaque para o setor mecânico, que viu seu faturamento saltar de R$ 11 bilhões em 2023, para R$ 17 bilhões em 2024, impulsionado principalmente pela alta demanda por aparelhos de ar-condicionado. “O calor extremo e as mudanças climáticas impulsionaram a produção de climatizadores, colocando o setor mecânico entre os grandes destaques do PIM em 2024”, explica Rocha.

Perspectivas para 2025

O crescimento expressivo da arrecadação de ICMS e tributos federais reforça o papel estratégico da Zona Franca de Manaus na economia nacional. Com a estabilidade gerada pela reforma tributária e a previsão de novos investimentos em infraestrutura logística e industrial, as perspectivas para 2025 seguem otimistas. “O aumento na arrecadação permite ao governo estadual investir em infraestrutura, tornando o ambiente de negócios ainda mais competitivo para os próximos nos”, destaca o executivo do CIEAM.

Sobre o PEA

O Painel Econômico do Amazonas é uma análise da conjuntura econômica do Amazonas elaborada mensalmente pelo CIEAM com base em informações públicas de instituições como IBGE, Suframa, ComexStat e Abraciclo, além de utilizar dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego. O principal dado disponível para análise é o IBCR-AM, número-índice publicado mensalmente pelo Banco Central como versão regionalizada do IBC-Br, a estimativa mensal do PIB brasileiro. O Banco Central compõe o IBCR-AM pelos resultados das pesquisas mensais efetuadas pelo IBGE, incluindo os principais setores da economia: Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária.

Sobre o CIEAM

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) é uma entidade empresarial com personalidade jurídica, ligada ao setor industrial, que tem por objetivo atuar de maneira técnica e política em defesa de seus associados e dos princípios da economia baseada na Zona Franca de Manaus (ZFM).  Implementada pelo governo federal em 1967, com o objetivo de viabilizar uma base econômica no Amazonas e promover melhor integração produtiva e social entre todas as regiões do Brasil, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento regional bem-sucedido que devolve aos cofres públicos mais da metade da riqueza que produz. Atualmente, são 600 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). O estado do Amazonas tem 546 mil empregos, dos quais 130 mil são diretos do PIM e garantem a preservação de 97% da cobertura florestal do Amazonas. Para 2024, prevê-se faturamento de cerca de R$ 204 bilhões.

 

Mutirão dobra número de Selos Agro SP Artesanais concedidos a produtores rurais paulistas

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Em fevereiro, SP alcançou a marca de 67 selos; Codeagro lançou uma plataforma que localiza os produtores artesanais que foram contemplados com a certificação

 

Por meio de visitas técnicas instrutivas a produtores artesanais, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo alcançou a marca de 67 Selos Agro SP Artesanais, concedidos a agricultores rurais paulistas. Esta iniciativa visa reconhecer e promover a excelência dos produtos produzidos de forma artesanal em todo o Estado.

 

Os encontros com os produtores aconteceram por todo o Estado, oferecendo suporte técnico e orientação, garantindo padrões elevados de produção e segurança alimentar. Entre os estabelecimentos visitados estão: Queijos do Rei, Chèvre du Mont, Natural Agro, Apiário Atarachi, Santa Brigida, Vila Curatta, Caprimilk, Gostosuras do Porco e Ranchinho. Estas visitas validam a qualidade dos produtos, elevando a competitividade e a rentabilidade dos produtores.

 

Além disso, a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), lançou, em seu site, uma plataforma que localiza os produtores artesanais que possuem o selo. “Um dos principais objetivos da Secretaria de Agricultura com essa ação, é oferecer ao produtor artesanal uma ferramenta adicional que agrega valor ao seu produto. Por isso, mutirões informativos acabam sendo métodos eficazes em prol do desenvolvimento do seu negócio”, afirma Emilio Bocchino, coordenador da Codeagro.

 

Concedido gratuitamente pela Coordenadoria, o selo garante a segurança alimentar, valoriza os produtos paulistas e reconhece sua qualidade artesanal, elevando a competitividade e a rentabilidade dos produtores. Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do reconhecimento junto aos consumidores e a melhoria da rentabilidade para os produtores artesanais, atestando a confiabilidade no mercado.
Para que o produto seja incluído no sistema do Selo de Qualidade Produto São Paulo – Artesanal, os estabelecimentos devem seguir as diretrizes estabelecidas pelo Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP Artesanal). Compete à Codeagro, a responsabilidade pela autorização de uso do selo, pela manutenção do cadastro e pela divulgação dos certificados homologados para os estabelecimentos qualificados.

O tempo médio de análise da solicitação é de 1 a 5 dias úteis, sendo maior caso tenha alguma pendência. Acesse o link para conhecer os produtores artesanais que já foram certificados com Selo Agro Sp Artesanal:

Link uwhaw3YtRao8bTG5Y-gyDGmlOgJ_W00_Ux0nw1norE- ijwJdg_aem_w2keLiDrecWQziQu0-_Mdg

 

 

Em Belém, MCTI amplia investimentos em pesquisa na Amazônia e reforça compromisso ambiental para a COP30

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Governo Federal anunciou uma série de investimentos para a capital paraense; MCTI vai investir cerca de R$ 1 bilhão em projetos na Amazônia Legal, sendo R$ 300 milhões no edital do Pró-Amazônia

Foto: Luara Baggi (ASCOM/MCTI)

Durante cerimônia do Governo Federal para anúncio das entregas para a cidade de Belém, em preparação a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, assinou um Termo de Autorização para o lançamento de Chamada Pública do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A seleção “Projetos de cooperação internacional de pesquisa entre o Brasil e países Pan-Amazônicos” contará com um investimento de R$ 33,5 milhões, com recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

O evento aconteceu nesta sexta-feira (14) e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e outras autoridades. Em seu discurso, Luciana Santos destacou que esta é uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu papel de liderança nos debates sobre mudanças climáticas e sustentabilidade.

“Temos a convicção de que, sem ciência, não há enfrentamento aos desafios crescentes da mudança do clima. Então esse será também um espaço para a ciência brasileira mostrar a contribuição que estamos dando para as políticas nacionais de adaptação, de mitigação e também de preparação para o cenário que está se apresentando”, enfatizou.

Também foi assinada no evento a permissão para o CNPq ampliar para R$ 300 milhões as contratações de recursos do FNDCT para projetos de pesquisas aprovados na chamada Centros Avançados na Amazônia. A iniciativa faz parte do Pró-Amazônia, um dos 10 programas estratégicos aprovados pelo Conselho Diretor do Fundo para 2024, e tem como objetivo apoiar e criar centros avançados de pesquisa com colaboração entre instituições que atuem na Amazônia Legal.

O presidente Lula finalizou a cerimônia afirmando que o Brasil vai sediar a melhor COP de todos os tempos. “Esta COP vai ser na Amazônia para todos a conhecerem do jeito que ela é. Para conhecerem as pessoas do Pará como elas são”, ressaltou o presidente.

Agenda

Antes da cerimônia, a comitiva visitou o Parque da Cidade, um espaço com mais de 500 mil metros quadrados de obras construídas, além de uma área paisagística de 50 hectares. Esse é o maior empreendimento urbano em execução no Pará. Foram investidos no equipamento R$980 milhões, e 74% das obras já estão concluídas. O local sediará a programação da COP30.

“Quero que eles vejam a nossa Belém do jeito que ela é. Com todos os defeitos, nós vamos fazer uma COP que ninguém vai esquecer, que é a COP30 na cidade de Belém”, afirmou o presidente.

 

Crédito: Marcelo Camargo/Ministério das Cidades

Entre as autoridades presentes, estavam a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; o ministro das Cidades, Jader Filho; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; o ministro do Turismo, Celso Sabino; o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o presidente da COP30 no Brasil, embaixador André Corrêa do Lago; o governador do Pará, Helder Barbalho, entre outros.

Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação vai investir cerca de R$ 1 bilhão em projetos na Amazônia Legal. Desse total, R$ 400 milhões já foram disponibilizados.

Um dos principais programas é o Pró-Amazônia, um dos eixos do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O programa se consolidou como um dos maiores investimentos estratégicos voltados ao desenvolvimento científico, tecnológico e sustentável da região amazônica.
Serão investidos R$ 650 milhões para reafirmar o compromisso do setor público em promover inovação, pesquisa e cooperação internacional na Amazônia Legal, por meio de editais do CNPq com recursos do FNDCT.

“São investimentos para expandir a infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica da região, para apoiar a pesquisa em rede, cooperações internacionais e projetos de inovação das empresas da Amazônia Legal, por exemplo. O apoio à inovação, aliás, tem sido essencial para fortalecer soluções sustentáveis e impulsionar novas oportunidades econômicas na região”, afirmou a ministra.

Revitalização e modernização

Três iniciativas reforçam os investimentos do MCTI na cidade de Belém: a expansão e modernização do Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a revitalização do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a construção do Museu das Amazônias.

“Estamos falando de um equipamento de difusão científica e cultural, que amplia as vozes das florestas, seus povos e biodiversidade. O Museu, que ficará como um legado da COP30, será lugar de troca, de popularização da ciência, de compartilhar e aplicar o conhecimento científico, a inovação, o desenvolvimento tecnológico e os saberes tradicionais”, disse Luciana.

Combate às Mudanças Climáticas

Além dos projetos de pesquisa e infraestrutura, o MCTI participa da elaboração do Plano Nacional de Adaptação, na Estratégia Nacional de Mitigação e no novo Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

A pasta também investe em iniciativas para aperfeiçoar e ampliar o trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden.

“No MCTI, estamos criando as condições para que a ciência, a tecnologia e a inovação possam dar sua contribuição para a agenda climática. O tempo do negacionismo ficou para trás. É com base na melhor ciência que construiremos um futuro mais sustentável e inclusivo”, afirmou a ministra.

Assessoria de Co

Ibaneis pedirá equiparação da PCDF com PF. Sinpol-DF comemora

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Sinpol-DF comemorou a conquista, classificando o dia nas redes sociais como “histórico para os policiais civis”

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou que na próxima segunda-feira, 17/2, encaminhará um ofício ao Palácio do Planalto solicitando o reajuste salarial das forças de segurança com equiparação salarial entre policiais civis do Distrito Federal (PCDF) e federais.

O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) comemorou a conquista, classificando o dia nas redes sociais como “histórico para os policiais civis”.

O comunicado foi feito durante a inauguração da Escola Pública Integral Bilíngue Libras e Português Escrito do Plano Piloto, na manhã desta sexta, 14/2.

“Na segunda-feira faremos o anúncio do encaminhamento do aumento. Estaremos com os sindicatos e parlamentares da área de segurança para anunciar o encaminhamento desse ofício”, anunciou o governador.

Simetria salarial

A equiparação salarial entre policiais civis do DF e a Polícia Federal (PF) tem sido uma reivindicação histórica da categoria.

O Sinpol-DF ressaltou que a proposta de reajuste é fruto de uma “luta incansável”, conduzida pelos sindicatos que representam as carreiras da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ao lado do presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF) Wellington Luiz (MDB-DF), da deputada distrital Jane Klébia (MDB-DF) e do Coordenador da Bancada do DF no Congresso Nacional, deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF).

A entidade destacou ainda o apoio fundamental do governador Ibaneis Rocha, dos secretários, da Segurança Pública, Sandro Avelar, e da Economia, Ney Ferraz, além da direção da PCDF na viabilização do pleito.

“Foram meses de articulação política, superação de desafios e um intenso trabalho de convencimento, sempre conduzido com responsabilidade e seriedade”, afirmou a entidade.
Após o encaminhamento oficial da proposta, a Presidência da República precisará enviar um Projeto de Lei (PL) ou uma Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional para viabilizar o reajuste. Ultrapassada a etapa, a proposta será submetida à apreciação dos parlamentares.

“O Sinpol-DF e as demais entidades representativas seguirão mobilizadas e contando com o apoio dos parlamentares que compõem a Bancada do DF, que têm demonstrado total apoio pela nossa luta, para garantir a concretização deste pleito”, enfatizou o presidente do Sinpol-DF, Enoque Venancio de Freitas.

Tafácil Consignados inicia operação com foco em servidores públicos e projeta impulsionar economia no Ceará

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CEARÁ – A Tafácil Consignados, especializada em crédito consignado, anuncia o início de sua operação independente, expandindo sua atuação para o setor público. Antes focada exclusivamente no segmento privado, a empresa, que integra o grupo Somapay, passa a oferecer condições especiais para servidores, com taxas competitivas e um processo simplificado, garantindo créditos seguros e acessíveis.

 

Com a nova estruturação, a Tafácil Consignados reforça seu compromisso com a transparência e a segurança financeira, alinhada às melhores práticas do mercado. A empresa se destaca por oferecer condições atrativas e um atendimento personalizado, facilitando o acesso aos servidores estaduais.

 

De acordo com Paulo Cirilo, CEO da Tafácil, a independência operacional permitirá maior flexibilidade para atender às demandas do mercado e ampliar sua base de clientes. “Nossa missão é oferecer condições justas, promovendo um impacto positivo na organização financeira de cada um”, destaca.

 

Com essa nova fase, a Tafácil se posiciona como uma opção sólida e confiável para quem busca condições vantajosas. Além disso, a empresa promete injetar na economia do Ceará uma média de R$ 70 milhões nos próximos seis meses, contribuindo para o desenvolvimento econômico do Estado e ampliando o acesso ao crédito para milhares de servidores.

 

Serviço

Tafácil Consignados

Endereço: Av. Washington Soares, 4335 – Lagoa Sapiranga (Coité), Fortaleza – CE, 60833-005 (5º andar do Shopping Via Sul)

Mais informações: https://tafacilconsignados.com.br/

Redes sociais:

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Linkedin https://encurtador.com.br/4OoE3 /

WhatsApp: (85) 4000-2996

Liderança e crescimento no cooperativismo

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Vanir Zanatta, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)

As cooperativas são organizações humanas dedicadas ao cumprimento de um desiderato, um projeto de envolvimento coletivo, mas viabilizado pela realização pessoal de cada associado. Seu caráter democrático e participativo é campo fértil para o surgimento e o amadurecimento de novas lideranças.

As empresas de natureza cooperativista atuam em todas as áreas da atividade econômica, no setor de crédito, de serviços, de transportes, de infraestrutura, de agronegócio etc. Na competição mercadológica devem demonstrar qualidade e inovação em serviços e produtos, ao mesmo tempo em que ostentam arrojada visão empresarial e forte eficiência gerencial.

O ideário cooperativista e a opção pela agenda ESG (social, ambiental e governança) nem sempre configuram diferenciais competitivos em um mercado hostil em que os consumidores – em sua maioria – são orientados pelo preço. Mesmo assim, as cooperativas foram conquistando seus espaços, exercitando cotidianamente seus princípios e valores.

O caráter associativista das cooperativas e a cultura de participação, acolhimento e engajamento abrem espaço para o despertar de novos líderes dentro e fora do universo cooperativista, razão pela qual é frequente a presença de cooperativistas em entidades e organismos da sociedade civil.

As cooperativas são, via de regra, as primeiras a atender a convocação do Poder Público (e da sociedade) em situações de emergência ou de catástrofes, colocando seus recursos técnicos, humanos e financeiros à disposição do interesse coletivo. Essa inclinação ficou muito evidente durante o trágico período em que a pandemia da covid-19 assolou o Brasil e o mundo.

Nesse contexto, o cooperativista é, em essência, um cidadão cônscio e participativo, engajado nas ações de seu bairro, sua comunidade, seu município porque a cultura organizacional presente nas empresas de natureza cooperativista é claramente de incentivo à participação, ao estudo, ao aperfeiçoamento. Por isso, encorajam a formação de lideranças dentro e fora do movimento cooperativista.

Outro aspecto singular é que, nas entranhas das cooperativas, as oportunidades de crescimento dos recursos humanos – dirigentes colaboradores, cooperados e demais stakeholders são maiores. Qualificação permanente e promoções fundadas no mérito são fatores que turbinam a evolução na atividade profissional de cada um.

A escassez de capital humano em quase todos os segmentos da atividade empresarial é um fenômeno constante em Santa Catarina e em algumas regiões do País, mas apresenta-se de forma atenuada no âmbito das cooperativas, onde a rotatividade (turnover) dos trabalhadores é menor, há menos demandas (reclamatórias) trabalhistas e a taxa de satisfação é maior.

As cooperativas, de fato, constroem um mundo melhor, por isso a Organização das Nações Unidades (ONU) decretou 2025 o Ano Internacional das Cooperativas.