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Hospital de Base do DF é a primeira unidade 100% SUS a realizar intervenção cardíaca minimamente invasiva 

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Procedimento inovador para tratar arritmias cardíacas reduz tempo de internação e melhora a recuperação dos pacientes
Luciane Paz
Fotos: Alberto Ruy/ IgesDF
Na última sexta-feira (07), o Hospital de Base do DF tornou-se a primeira unidade de saúde 100% SUS a realizar um procedimento inovador para o tratamento de arritmias cardíacas com a ablação e aplicação de pulso de elétrons (PFA). Essa técnica minimamente invasiva não exige centro cirúrgico, UTI, anestesia geral nem internação prolongada, representando um avanço no tratamento da doença dentro da rede pública de saúde. 
Segundo o cardiologista especializado em arritmia invasiva, Dr. Henrique Cesar de Almeida, do Hospital de Base do Distrito Federal, a fibrilação atrial é uma das arritmias mais comuns e está diretamente relacionada à hipertensão, diabetes, doença de Chagas e ao envelhecimento natural do corpo. A condição afeta cerca de 10% da população brasileira acima dos 80 anos e está fortemente ligada ao risco de derrames. “Estima-se que entre 1 a cada 4 derrames sejam causados por essa condição”, explica o especialista.
Avanço tecnológico na cardiologia
A eletrofisiologista invasiva Carla Septimio Margalho, supervisora do Programa de Residência em Eletrofisiologia Clínica e Invasiva do Hospital de Base, explica que a técnica é revolucionária. “A PFA utiliza uma tecnologia nova, desenvolvida recentemente, que permite a realização da ablação com mais segurança e eficiência. O procedimento, chamado ablação de fibrilação atrial com aplicação de pulso de elétrons, é um marco no tratamento da arritmia e já tem mostrado resultados promissores”, destaca.
A fibrilação atrial sendo uma das formas mais comuns de arritmia pode levar a complicações graves, como insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC). Nos anos 1980, pesquisadores descobriram a origem da arritmia no coração, possibilitando o desenvolvimento da técnica de cauterização da área afetada. Desde então, a cardiologia tem evoluído constantemente para aprimorar esse tratamento. “O que antes levava 8 a 10 horas e exigia UTI, agora pode ser realizado em cerca de 55 minutos. O paciente pode ser encaminhado à enfermaria e recebe alta em poucos dias, o que reduz riscos, otimiza o atendimento e diminui custos”, explica o cardiologista Henrique Cesar.
Procedimentos realizados com sucesso
Os primeiros dois pacientes submetidos à nova técnica no Hospital de Base foram um homem e uma mulher, ambos hipertensos, sendo que um deles já havia sofrido um infarto anteriormente. A eletrofisiologista relata que os procedimentos foram concluídos com sucesso absoluto, sem intercorrências. “O tempo de sala foi significativamente reduzido em comparação com as tecnologias anteriores, o que é um ganho importante tanto para os pacientes quanto para o hospital”, enfatiza.
Uma das principais vantagens da nova técnica é a possibilidade de realizá-la fora do ambiente cirúrgico tradicional, no próprio setor de hemodinâmica, garantindo mais agilidade e segurança para os pacientes.
Perspectivas para o futuro
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração do Hospital de Base, tem interesse em participar do processo de aquisição dos insumos necessários para oferecer a tecnologia de forma permanente na unidade.
“A adoção dessa nova técnica no SUS seria um avanço para a saúde pública. A expectativa é que mais pessoas possam ser beneficiadas por essa tecnologia, melhorando a qualidade de vida de milhares de pacientes que sofrem com arritmias cardíacas” finaliza Carla Margalho.

ABRADEB lança cartilha para orientar aposentados sobre descontos indevidos no INSS

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Material gratuito ensina a identificar e cancelar cobranças não autorizadas

 

Cartilha gratuita ensina passo a passo pelo aplicativo Meu INSS (InssOficial | Divulgação)

 

A Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB) acaba de lançar uma cartilha prática e objetiva para ajudar aposentados e pensionistas a cancelarem descontos indevidos que podem estar sendo realizados em seus benefícios do INSS sem autorização.

 

O material, disponível gratuitamente no site da ABRADEB, ensina o passo a passo para identificar e excluir essas cobranças por meio do aplicativo Meu INSS, além de orientar sobre como denunciar irregularidades. A cartilha alerta que muitos beneficiários são surpreendidos com descontos de associações e sindicatos sem consentimento prévio, uma prática que já resultou em investigações e mudanças na administração do INSS, mas que ainda persiste.

 

“Nosso objetivo é proteger o aposentado de cobranças abusivas e orientá-lo a garantir seus direitos de forma simples e segura. Muitas dessas deduções são feitas sem que a pessoa sequer saiba que está pagando por algo que não contratou. Queremos que os beneficiários tenham total controle sobre seus pagamentos e saibam como se defender”, destaca a ABRADEB.

 

A cartilha detalha o procedimento completo para acessar o extrato de pagamento no Meu INSS, verificar a existência de descontos irregulares e, caso sejam encontrados, solicitar o cancelamento definitivo.

 

Para acessar a cartilha gratuitamente e obter mais informações sobre o tema, basta acessar o site da ABRADEB: https://abradeb.com.br.

 

Nota à Imprensa – Taxação do Aço e Alumínio

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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) acompanha com atenção os desdobramentos sobre a taxação de 25% nas exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos, anunciada na noite desta segunda-feira, 10/2, pelo presidente Donald Trump.

 

É importante ressaltar que, por se tratar de uma taxação aplicada a todas as economias e não exclusivamente ao Brasil, o cenário colocaria os países em condições de concorrência mais equilibradas. Mas tudo depende das negociações bilaterais entre o país norte-americano com o Brasil.

 

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, destaca que a expectativa é de que o Brasil tenha uma oportunidade em obter uma vantagem competitiva, uma vez que a indústria brasileira complementa a americana. “Assim como ocorreu no primeiro mandato do presidente Donald Trump, entendemos que pode haver algumas concessões em função da complementariedade das duas indústrias. Grande parte das nossas exportações são de produtos semielaborados, que passam por processos de industrialização em empresas norte-americanas, muitas delas coligadas a companhias brasileiras. Isso pode ser um fator favorável para que o Brasil não saia machucado dessa situação”, afirma.

 

Acesse aqui a análise realizada pelo Centro Internacional de Negócios da FIEMG (CIN).

 

UBAM apresenta nova diretoria e traz ídolo mundial para sua propaganda

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Émerson Sheik, é o escolhido pela Instituição para divulgar os seus novos produtos e serviços.

Uma revolução completa aconteceu na União Brasileira de Apoio aos Municípios, a UBAM.
Responsável por ajudar a desenvolver e capacitar os municípios, a nova gestão apresenta um modelo mais comercial e agressivo para promover o fortalecimento de todas as cidades brasileiras.


A partir de agora o Presidente de Honra, Sr Leonardo Santana, irá comandar a vertente pública, encarregada da relação entre o Congresso Nacional e os seus presidentes estaduais.


Já a iniciativa privada será comandado pelo publicitário Gustavo Jangola que assume agora o cargo de CEO da Instituição para cuidar dos produtos e serviços, além de comandar o time de Secretários Executivos. A campanha publicitária, utilizando um ídolo mundial, o jogador de futebol Emerson Sheik (Corinthians e Flamengo) é um dos pilares para integrar e padronizar a nova gestão. Nessa campanha os prefeitos têm acesso aos produtos que estão inclusos no convênio com a UBAM e um extenso cardápio de serviços a disposição das prefeituras para aumentar sua capacidade de desenvolvimento regional.

A primeira reunião da nova diretoria será dia 12 de fevereiro em Brasília e em breve será divulgada a grande festa de confraternização onde espera-se reunir mais de 1.000 prefeitos de todo o Brasil para lançar o Prêmio Nacional de Desenvolvimento Reginal, o PPP: PRÊMIO PREFEITURA PERFEITA.

Vida longa a essa nova gestão e muito sucesso pelo caminho.

Fonte: Donny Silva

Febraf alerta sobre os impactos econômicos das reivindicações por adicional de insalubridade

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Entidade destaca que o auxílio já está contemplado na remuneração e que pleitos sem embasamento podem prejudicar a economia e a geração de empregos no setor de serviços e facilities

A Federação Brasileira das Empresas de Facilities (Febraf) alerta para o aumento de pedidos infundados de adicional de insalubridade por parte dos trabalhadores. Esse adicional é um benefício destinado a profissionais expostos a condições que possam comprometer sua saúde, como ruído excessivo, produtos químicos ou calor intenso. No entanto, a Febraf não apoia reivindicações sem embasamento técnico, pois a remuneração dos trabalhadores já contempla os riscos inerentes a cada função, conforme os critérios salariais da categoria. Além disso, a concessão indiscriminada desse adicional pode gerar impactos financeiros negativos para as empresas, prejudicando a geração de empregos e a economia como um todo.

O presidente da Febraf, Edmilson Pereira, enfatiza a importância de uma análise criteriosa antes da concessão do adicional. “

É claro que a Febraf defende o cumprimento rigoroso da legislação trabalhista e a proteção da saúde dos trabalhadores. No entanto, é fundamental que as reivindicações de adicional de insalubridade sejam embasadas em laudos técnicos que comprovem a necessidade desse benefício. Pleitos sem fundamentação adequada podem onerar as empresas de forma desnecessária e comprometer a sustentabilidade econômica do setor”, afirma Edmilson.

Edmilson Pereira, presidente da Febraf – Créditos CNC

Desdobramentos no TST

Diante do exposto, a Febraf desaprova a interpretação equivocada da Súmula 448 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que tem incentivado pedidos infundados desse adicional. A entidade alerta que essa flexibilização descontrolada da legislação trabalhista gera insegurança jurídica, encarece a folha de pagamento e compromete a competitividade das empresas. “Em um setor que já enfrenta altos encargos e desafios econômicos e a obrigatoriedade desse benefício sem critérios técnicos claros resulta na redução de empregos e na retração de investimentos”, pontua o presidente da federação.

A entidade também manifesta forte oposição ao Projeto de Lei 4534/2023, que pode agravar ainda mais essa distorção ao ampliar as situações em que o adicional deve ser pago. Esta medida ignora os impactos financeiros para as empresas e pode desencadear um efeito cascata de elevação de custos, fechamento de postos de trabalho e estagnação do setor de facilities. Para a federação, é fundamental que qualquer mudança na legislação leve em consideração critérios técnicos sólidos — avaliando cenários em conjunto com os empregadores —, equilibrando a proteção do trabalhador e a viabilidade econômica das empresas.

A Febraf reforça seu compromisso em promover um ambiente de trabalho seguro e saudável, ao mesmo tempo em que busca equilibrar os interesses dos trabalhadores e das empresas, garantindo a competitividade e o desenvolvimento econômico do país.

Sobre a Febraf

 

A Febraf – Federação Brasileira das Empresas de Facilities representa empresas que atuam na gestão de serviços integrados em todo o Brasil. Fundada originalmente como Febrac, a entidade ampliou sua atuação ao longo dos anos, para se tornar uma referência no mercado de facilities.

 

Com esta transição, a Febraf reafirma sua legitimidade e compromisso com a inovação e representatividade no setor de facilities, consolidando-se como uma entidade moderna e conectada com o futuro.

 

A Febraf é uma entidade filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

 

Para mais informações, acesse:

Site: http://www.febraffacilities.org.br

Redes sociais: @febraf.facilities

ABVE ajusta critério de classificação de eletrificados para apresentar números mais fiéis à realidade da eletromobilidade no Brasil

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A partir de janeiro, eletrificados incluirão HEV, PHEV, BEV e movidos a hidrogênio; MHEV serão divulgados, mas deixam de ser considerados veículos eletrificados

Pelo novo critério, janeiro emplacou 12.556 veículos leves eletrificados no Brasil

 

O Brasil vendeu em janeiro 12.556 veículos leves eletrificados, segundo a nova classificação de eletrificados adotada pela ABVE Data a partir da série histórica que se inicia este mês. Pela nova metodologia, esse total refere-se à soma de emplacamentos de BEV (veículos 100% elétricos), PHEV (veículos híbridos elétricos com recarga externa), HEV e HEV Flex (veículos híbridos com tração elétrica, mas sem recarga elétrica).

O total, portanto, não inclui os micro-híbridos, ou MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicles), que são os veículos híbridos sem tração elétrica e com motorização abaixo de 60V. A partir de janeiro de 2025, os MHEV não são mais classificados como veículos eletrificados pela ABVE Data, para efeito de acompanhamento da evolução da eletromobilidade no Brasil. Ainda assim, a evolução desses veículos seguirá sendo contabilizada pela ABVE Data, em quadros separados, e constará do site da ABVE.

 

TRANSPARÊNCIA

 O ajuste no critério de classificação dos eletrificados pela ABVE Data decorre do entendimento de que a chegada ao mercado dos novos veículos híbridos MHEV de 12V, a partir de outubro de 2024, pode gerar uma distorção dos dados sobre o crescimento real da venda de veículos eletrificados no Brasil.

“Fizemos essa atualização nos critérios da ABVE Data para deixar mais claro ao consumidor e ao mercado em geral quais veículos podem efetivamente ser considerados eletrificados e quais não”, disse Ricardo Bastos, presidente da ABVE.

“Consideramos ser importante aprimorar a metodologia de classificação dos eletrificados no Brasil para dar uma informação mais fiel à realidade da eletromobilidade no Brasil, no interesse tanto do consumidor, quanto do mercado, governos e da sociedade em geral. Em nosso entendimento, os MHEV de 12V a 48V, que até o ano passado representavam uma parcela pouca expressiva do mercado, podem aumentar significativamente sua participação nos próximos anos, substituindo os similares a combustão, ainda que, a rigor, não possam ser considerados veículos eletrificados”, explicou o presidente da ABVE.

“Tornou-se imperioso separar rigorosamente quais veículos contribuem efetivamente com a eletromobilidade e quais não contribuem tanto. A mudança foi precedida de uma análise atenta da literatura internacional e das normas nacionais aplicáveis. Esse ajuste de metodologia visa trazer mais rigor e transparência aos números da ABVE sobre eletrificados, aproximando-os dos critérios internacionais em vigor, mas sem deixar de considerar as características específicas do mercado brasileiro”, concluiu Ricardo Bastos.

A partir dos números de janeiro, a ABVE Data passará a considerar como veículos eletrificados aqueles com motorização elétrica acima de 60V, com tração elétrica independente (ou seja, capazes de se movimentar somente com o motor elétrico por algum período do trajeto) e com uma contribuição significativa à redução das emissões de gás carbônico, quando comparados a um similar a combustão.

Assim, as tecnologias que serão consideradas para definir um veículo eletrificados são:

  • BEV (Battery Electric Vehicle) – veículo 100% elétrico;
  • PHEV (Plug-in and Hybrid Electric Vehicle) – híbrido plug-in (com recarga externa);
  • HEV (Hybrid Electric Vehicle) – veículo híbrido sem recarga externa;
  • HEV Flex – veículo híbrido sem recarga externa, com motor a combustão que pode ser abastecido a etanol ou gasolina, além do motor elétrico;
  • Veículo elétrico movido a célula de hidrogênio.

ELETRIFICADOS

 Dentre os 12.556 eletrificados vendidos em janeiro, os elétricos plug-in (BEV e PHEV) representaram 83% do total (10.401). Os híbridos HEV e HEV FLEX totalizaram 17% (2.155).

Os PHEV ficaram com 53,4% (6.701). Na comparação com janeiro de 2024 (3.910), houve aumento de 71,4%. Já sobre dezembro de 2024 (10.521), houve um recuo de 36,3%.

Os BEV ficaram com participação de 29,4% em janeiro (3.700), com recuo de 15% sobre janeiro de 2024 (4.358). O mesmo ocorre na comparação com dezembro de 2024 (4.368), também com 15% a menos.

Os HEV ficaram com 12% da participação no mercado de eletrificados em janeiro (1.545), um crescimento de 23,5% sobre janeiro de 2024 (1.251) e uma retração de 5% sobre dezembro (1.622).

Já os HEV Flex ficaram com 5% de participação de mercado em janeiro (610), com retração de 62% sobre janeiro de 2024 (1.593) e de 57% sobre dezembro (1.426). O recuo dos números dos HEV Flex em janeiro é explicado pela nova metodologia adotada pela ABVE Data. Isto porque, a partir deste mês, modelos híbridos flex com motorização leve de até 48V passaram a ser classificados como MHEV, e não mais como HEV.

Em janeiro de 2025, a participação de mercado dos eletrificados por tecnologia é a seguinte:

  • PHEV: 6.701 (53,4%)
  • BEV: 3.700 (29,4%)
  • HEV: 1.545 (12,3%).
  • HEV FLEX: 610 (4,9%)
  • TOTAL: 12.556

GEOGRAFIA DA ELETROMOBILIDADE

 O início das vendas em 2025 demonstra que os veículos elétricos plug-in seguem liderando as vendas do total dos eletrificados. A região Sudeste permanece na liderança, com participação de 47% nas vendas de eletrificados em janeiro (5.898), seguida do Nordeste, com 18% (2.235), e Sul, com 17% (2.129). O Centro-Oeste ocupa a quarta posição, com 14% (1.768), seguido pela região Norte, com 4% (529).

Em janeiro de 2024, o ranking das regiões era um pouco diferente. O Sudeste estava em primeiro lugar, com 51% das vendas, o Sul em segundo, com 18%, e o Nordeste em terceiro, com 14%, seguido pelo Centro-Oeste e Norte.

É importante observar que a queda de 3,9 pontos percentuais do Sudeste indica que as vendas de eletrificados avançam nas demais regiões do País. Há muitas explicações para esse avanço nas demais regiões, sendo a mais importante o aumento da infraestrutura de recarga.

No final de novembro de 2024, havia 12.137 pontos de recarga públicos e semipúblicos no País, sendo 10.612 do tipo AC (recarga lenta) e 1.516 do tipo DC (recarga rápida). Fonte: ABVE/Tupi Mobilidade. Além da infraestrutura, houve também aumento da oferta desses veículos, com a abertura de novas concessionarias em diferentes regiões.

Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em janeiro 2025 foram:

1º – São Paulo: 1.612

2º – Brasília: 1.003

3º – Rio de Janeiro: 573

4º – Belo Horizonte: 550

5º – Curitiba: 355

MICRO-HÍBRIDOS

 Em janeiro, os micro-híbridos, ou veículos híbridos leves, chegaram a um total de 3.946 unidades vendidas, sendo 2.883 MHEV 12V e 1.063 MHEV 48V. Na comparação com dezembro de 2024 (3.697), houve um aumento de 6,7%.

A ABVE disponibiliza em seu site, por meio de seu BI (Business Inteligence), os números relativos ao mercado de vendas de veículos eletrificados. As informações são divididas em três temas: Geral, Frotas e Geografia da Eletromobilidade. Os mapas são interativos e trazem informações rápidas sobre os estados. Em “Geografia da Eletromobilidade”, é possível verificar a venda por estados e por municípios. Já em “Frotas”, é possível verificar o percentual de distribuição das tecnologias por estado.

As informações se encontram disponíveis e são atualizadas mensalmente, em https://abve.org.br/bi-geral/

 

Sinais de Traição: Como Detectar Quando Seu Parceiro Está Te Traindo

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A traição é um dos maiores temores em qualquer relacionamento, podendo causar dor, desconfiança e muitas vezes o fim do vínculo afetivo. No entanto, muitas vezes, antes que o ato de infidelidade se concretize, há sinais sutis que podem indicar que algo não está bem. Embora cada relação tenha suas particularidades, certos comportamentos podem servir como alertas de que o parceiro está traindo. Neste artigo, vamos discutir alguns dos sinais mais comuns que podem indicar uma possível traição e como identificá-los.

1. Mudanças no Comportamento

Um dos primeiros sinais de que algo está errado é a mudança no comportamento do parceiro. Se ele começa a se comportar de maneira diferente do habitual, pode ser um indicativo de que algo está acontecendo. Por exemplo, a pessoa pode se tornar mais distante, fria ou, ao contrário, excessivamente atenciosa, tentando compensar uma culpa. Essas mudanças repentinas no comportamento, especialmente sem uma explicação lógica, merecem atenção.

2. Menos Interesse em Atividades Comuns

Quando um parceiro começa a evitar passar tempo com você ou se mostra desinteressado nas atividades que costumavam compartilhar, isso pode ser um sinal de que ele está se envolvendo em outra relação. A falta de vontade de fazer coisas simples, como assistir a um filme juntos ou conversar, pode ser uma indicação de que a atenção dele está voltada para outra pessoa.

3. Aumento do Uso do Celular

Se o parceiro se torna excessivamente reservado em relação ao celular, isso pode ser um indício de que algo está sendo ocultado. Mudanças como colocar a tela virada para baixo, sair de perto para atender chamadas ou mensagens, ou até mesmo uma repentina obsessão com a privacidade do aparelho são comportamentos que merecem atenção. Embora a privacidade seja importante, esconder informações de maneira excessiva pode sinalizar que há algo a ser ocultado.

4. Comportamento Excessivamente Defensivo

Se, ao levantar a questão de uma possível traição, o parceiro reage de forma agressiva, excessivamente defensiva ou até tenta inverter a situação, isso pode ser um sinal de que ele está tentando cobrir algo. A falta de uma conversa aberta e honesta, especialmente quando surgem dúvidas, é um comportamento comum em pessoas que estão escondendo um segredo.

5. Afastamento Emocional

A traição não se resume apenas a atos físicos. Muitas vezes, o parceiro começa a se afastar emocionalmente antes de se envolver com outra pessoa. Ele pode começar a se mostrar indiferente às suas preocupações, sentimentos ou necessidades emocionais. A falta de apoio emocional e a dificuldade em manter uma conversa profunda podem ser sinais de que a conexão afetiva está enfraquecendo devido a outro envolvimento.

6. Mudanças no Visual e Comportamento

Muitas pessoas que estão traindo passam a se preocupar excessivamente com sua aparência, talvez como uma maneira de impressionar a outra pessoa com quem estão se relacionando. Se o parceiro começa a se vestir de forma diferente, investindo mais tempo em sua aparência sem uma explicação aparente, isso pode ser um sinal de que ele está buscando atrair a atenção de outra pessoa.

7. Falta de Interesse Sexual

O distanciamento sexual pode ser um dos sinais mais evidentes de que algo está errado. Se o parceiro começa a evitar relações sexuais ou mostra um desinteresse repentino pela intimidade, pode ser uma indicação de que ele está encontrando satisfação em outro lugar. No entanto, é importante lembrar que a falta de interesse sexual pode ter outras causas, como estresse, cansaço ou problemas de saúde.

8. Geração de Desconfiança Constante

Quando a confiança no relacionamento começa a ser corroída, pode ser um reflexo de comportamentos que indicam a traição. Se o parceiro começa a mentir com frequência sobre questões pequenas, ou se você sente que não consegue mais confiar em suas palavras, isso pode ser um sinal de que há algo acontecendo por trás das cortinas.

Um relacionamento amoroso pode ser comparado a uma viagem, repleto de descobertas, desafios e momentos inesquecíveis. Assim como em uma jornada, cada passo dado juntos contribui para o crescimento e o fortalecimento da conexão, seja explorando novos lugares ou desvendando os sentimentos um do outro. As experiências compartilhadas ao longo do caminho criam memórias que se tornam o verdadeiro destino dessa viagem a dois, onde o mais importante não é o ponto de chegada, mas sim o percurso vivido lado a lado.

Como Lidar com a Situação?

Se você perceber alguns desses sinais em seu relacionamento, o mais importante é abordar a situação com honestidade e respeito. A comunicação aberta e franca é essencial para entender o que está acontecendo. Antes de tirar conclusões precipitadas, tente conversar calmamente com seu parceiro, dando-lhe a oportunidade de explicar sua perspectiva.

Caso a traição seja confirmada, é fundamental refletir sobre como você se sente e decidir o que é melhor para sua saúde emocional. Alguns casais optam por tentar superar o incidente com terapia de casal, enquanto outros preferem seguir caminhos separados.

No final das contas, a confiança é a base de qualquer relacionamento saudável. Quando ela é quebrada, a reconstrução pode ser difícil, mas não impossível, dependendo da disposição de ambas as partes para trabalhar na relação.

Identificar os sinais de traição não é uma tarefa fácil, mas observar mudanças comportamentais e emocionais pode ser um passo importante para entender o que está acontecendo em seu relacionamento.

Brasil sediaa 20ª edição da Conferência Global de Crianças e Jovens sobreMudança Climática, marcando duas décadas de engajamento juvenil nas políticas climáticas globais

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Pela primeira vez na história, o Brasil será o palco da Conferência Global de Crianças e Jovens sobre Mudança Climática (COY20), que acontecerá em Belém, Pará, em novembro de 2025. A cidade também sediará a COP30, reforçando o protagonismo do Brasil nasdiscussões climáticas globais.

O evento, organizado sob a égide da YOUNGO – a Constituinte Oficial da Juventude da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) –, celebra 20 anos de engajamento juvenil nas discussões climáticas globais. A COY20 reunirá jovens e crianças de todo o mundo para fortalecer suas capacidades, trocar experiências e influenciar diretamente as políticas climáticas internacionais.

 

A COY20 será um marco histórico, não apenas por celebrar duas décadas de ativismo juvenil, mas também por incluir, pela primeira vez, um programa dedicado

especialmente para crianças. A meta é receber 500 pessoas de diversos países, sendo 100 delas crianças, reforçando o compromisso com a inclusão e a diversidade. O evento ocorrerá dias antes da Conferência das Partes (COP30), proporcionando uma oportunidade única para queas vozes dasnovas gerações sejam ouvidas pelos líderes globais.

 

Inscrições abertas paraco-organização local

 

A partir do dia 10 de fevereiro, estarão abertas as inscrições para que organizações brasileiras lideradas por jovens, que atuem nas áreas de meio ambiente e clima, possam se candidatar como co-organizadores locais da COY20. O formulário de inscrição estará disponível no site oficial da YOUNGO: Link

Esta é uma oportunidade única para organizações juvenis brasileiras participarem ativamente da construção de um dos maiores eventos globais de engajamento jovem sobre mudanças climáticas.

 

Legado de Impacto e Engajamento

 

Desde sua primeira edição em Montreal, em 2005, a COY já mobilizou mais de 8.000 delegados jovens de 174 países e contou com a participação de mais de 1.162 voluntários. Aconferência é um espaço crucial para o desenvolvimento de capacidades e a produção da Declaração Global da Juventude (GYS), documento que sintetiza as demandas coletivas de crianças e jovenspara os tomadores dedecisão globais. Naúltima edição, aCOY19, a GYS recebeu contribuições de 2.215 jovens de mais de 100 países, totalizando

76.000 horas de engajamento.

 

Em um reconhecimento histórico, a Declaração Global da Juventude e a COY18foram mencionadas na Decisão 16/CP.28 durante a COP28, destacando o papel vitaldos jovens como

 

agentes de mudança no enfrentamento das mudanças climáticas. A decisão também reforçou a importância do engajamento significativo dos jovens nos futuros processos da UNFCCC.

 

Objetivos da COY20

 

A COY20 tem como principal objetivo criar um espaço dedicado ao treinamento e desenvolvimento de capacidades para jovens e crianças ativistas que participarão da COP. O evento é organizado e liderado exclusivamente por jovens, com o envolvimento integral da YOUNGO. As prioridades da conferência incluem:

 

  • Declaração Global da Juventude: Documento-chave para o lobbyjuvenil, que será apresentado aos líderes globais durante a COP.
  • Desenvolvimento de Capacidades: Oficinas e treinamentos para fortalecer as habilidades dos participantes.
  • Intercâmbio Cultural: Promoção da diversidade e da trocade experiências entrejovens de diferentes culturas e contextos.

 

Princípios Fundamentais da YOUNGO

 

A COY20 seguirá os princípios fundamentais da YOUNGO, que incluem abertura, inclusividade, dignidade, horizontalidade, transparência e integridade. Esses valores garantem queo evento seja um espaço seguro, empoderador e equitativo para todos os participantes, com focoespecial nas vozes marginalizadas.

 

Expectativas para a COY20

 

A COY20 promete ser um evento transformador, não apenas para os participantes, mas também para o futuro das políticas climáticas globais. Com a inclusão de um programa dedicado às crianças, a conferência reforça o compromisso de envolver as novas gerações na luta contra as mudanças climáticas, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e consideradas nasdecisões que moldarão o futuro do planeta.

 

Sobre a YOUNGO

 

YOUNGO é a Constituinte Oficial da Juventude da UNFCCC, representando crianças e jovens de todo o mundo nos processos multilaterais de clima. A organização promove o engajamento significativo dos jovens nas discussões climáticas globais, garantindo que suas demandas e soluções sejam integradas nas políticas internacionais.

 

Para mais informações, entre em contato:

 

Facilitadores da COY: Luciano Frontelle (Brasil): +55 15 981715941

; Roaa Alobeid (Sudão) +249968509125

 

 

MCTI lidera iniciativa internacional para reduzir o consumo de plásticos descartáveis no setor de hotelaria e restaurantes

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O Brasil receberá investimento de US$ 9 milhões para desenvolver soluções inovadoras para reduzir a produção e o descarte de plásticos descartáveis

 

Foto: Caroline Power (reprodução)

 

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está à frente de uma iniciativa global para combater a poluição plástica, em parceria com o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O projeto ‘Ecossistema de inovação para a circularidade no uso dos plásticos: redução do consumo e eliminação dos plásticos de uso único no setor de hotelaria, restaurantes e cafés (HoReCa)’ busca desenvolver soluções inovadoras para reduzir a produção e o descarte de plásticos descartáveis.

“O combate à poluição plástica é uma das frentes prioritárias que estamos enfrentando”, afirma Leandro Pedron, diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI.

Foco no setor de hotelaria e restaurantes

O projeto está direcionado ao setor HoReCa (hotéis, restaurantes e café), que é um dos grandes consumidores de plástico descartável. “O mapeamento não ocorre diretamente sobre o item plástico em si, mas sim com os setores responsáveis pelo seu consumo e a cadeia envolvida”, explica Andrea Cruz, coordenadora-geral de Ciências para Oceano e Antártica no MCTI.

A iniciativa também busca promover a economia circular, propondo alternativas para a reutilização ou eliminação do plástico na cadeia de produção e consumo. “O objetivo é avaliar por que um estabelecimento usa plástico descartável em vez de alternativas reutilizáveis ou biodegradáveis e, ao final do projeto, propor soluções viáveis para reduzir esse consumo”, acrescenta Andrea Cruz.

Execução e cidades-piloto

Com investimento de US$ 9 milhões para o Brasil, o projeto será implementado, inicialmente, em cinco cidades costeiras: Belém (PA), Salvador (BA), Santos (SP), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ); além de São Paulo (SP).

As cidades foram escolhidas por suas características específicas. “Belém foi escolhida por conta da COP, uma oportunidade de divulgar o projeto e ampliar seu alcance. Santos é uma área portuária muito grande, com grande incidência de poluição por plástico, especialmente no canal de Guarujá, com dados que confirmam essa situação”, destaca Rothier Siqueira, analista de ciência e tecnologia da Coordenação-Geral de Ciências para Oceano e Antártica do MCTI.

Siqueira ainda explicou que, apesar de não ser uma cidade litorânea, São Paulo foi selecionada por ser sede de grandes empresas e tomadores de decisão na cadeia produtiva do plástico.

Estrutura e metodologia

Considerando as três fases básicas do ciclo de vida do plástico “upstream” (indústria produtora de plástico), “midstream” (distribuição, comercialização e consumo) e “downstream” (descarte e reciclagem), o projeto terá o foco no “upstream” e “midstream” objetivando principalmente eliminar o plástico de uso único, assim como conscientizar os atores envolvidos nesta cadeia sobre a necessidade de se evitar o comércio e o consumo de produtos fabricados com este tipo de plástico.

“A eliminação do plástico por meio da reciclagem não é a solução ideal. Então, a ideia é ‘fechar a torneira’, ou seja, evitar a produção do plástico desnecessário, incentivar a substituição deste material e o redesenho de produtos”, explica o analista. Ele alerta ainda para os riscos ambientais da poluição plástica: “O plástico, em forma de microplástico, que são partículas medindo até 5mm, tem grande impacto na cadeia alimentar de peixes, crustáceos e moluscos, chegando até o ser humano. Esse efeito traz um grande risco para a segurança alimentar do planeta”.

 

Impacto global e cooperação internacional

A iniciativa faz parte do GEF-8 e conta com a participação de outros 14 países. O MCTI participa ativamente na coordenação e na execução do projeto, oferecendo suporte com mão de obra, equipamentos e infraestrutura, sem aporte financeiro direto. A contribuição do Ministério está estimada em US$ 35 milhões ao longo do projeto.

Como parte da estrutura de governança, será criado um hub de inovação com a participação da academia, governo e indústria, que permitirá a troca de ideias e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para substituição e redução do uso de plástico.

Cenário global e desafios futuros

A UNESCO alerta que, se nenhuma ação for tomada, até 2040 haverá mais plástico nos oceanos do que peixes. Os microplásticos ingeridos pelos peixes entram na cadeia alimentar humana, trazendo impactos ainda desconhecidos para a saúde.

O MCTI planeja a organização de seminários e reuniões para acompanhar os avanços do projeto e ampliar o debate sobre a poluição plástica. O desafio é grande, mas o Ministério segue comprometido em desenvolver soluções sustentáveis para reduzir o impacto do plástico no meio ambiente.

 

Governo não sabe quantos celulares recebem alerta da Defesa Civil para chuvas extremas

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Limitações do sistema e falta de estudos com população preocupam especialistas
Por Gabriel Gama | Edição: Bruno Fonseca

Créditos: José Cícero/Agência Pública

 

O novo sistema de envio de alertas de eventos climáticos desenvolvido pelo governo federal, conhecido como Defesa Civil Alerta, não contabiliza o número de celulares que efetivamente recebem os avisos, segundo a Agência Pública apurou com exclusividade.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, responsável pela Defesa Civil Nacional, afirmou à reportagem que não é possível saber a quantidade de celulares que de fato recebem os alertas nem quantos dispositivos bloquearam o recebimento das mensagens.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que coordena o disparo das mensagens junto às operadoras de telefonia, também não tem dados sobre a quantidade de usuários que desabilitaram os alertas de nível severo.
Especialistas consultados pela Pública apontam que a falta dessas informações impede que as defesas civis estaduais e municipais espalhadas pelo país saibam quantos cidadãos foram de fato atingidos pelos alertas e quantos recusaram o recebimento dos avisos.
Por que isso importa?

  • O novo sistema do governo federal foi inaugurado em janeiro e deve ser usado em todo o país, mas sistema não mede quantos celulares recebem o aviso.
  • Especialistas apontam que faltam estudos e ações com a população para que alertas de fato tenham resultado.

O principal diferencial do Defesa Civil Alerta em comparação a outros sistemas que já são usados no Brasil é que a mensagem se sobrepõe na tela do celular, chamando atenção da pessoa. O sistema dispensa cadastro prévio, necessário para os alertas via SMS já utilizados.

O alerta funciona com a tecnologia cell broadcast, que usa as antenas telefônicas para enviar o conteúdo aos celulares localizados na área definida pelas defesas civis dos estados e municípios. É necessário que o aparelho esteja conectado à rede 4G ou 5G para receber o aviso. Por enquanto, o serviço está disponível apenas para as regiões Sul e Sudeste, com previsão de expansão para todo o país ao longo de 2025.

Sistema foi usado pela primeira vez durante chuva recorde em SP

A primeira vez que a ferramenta entrou em ação foi em 24 de janeiro, na cidade de São Paulo, durante a maior chuva já registrada na capital no período de uma hora desde o ano de 1961, quando começaram as medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Após a notificação da Defesa Civil, alguns celulares exibiram uma mensagem pop-up informando que se tratava de um alerta de emergência sem fio, com a opção de continuar recebendo esses avisos ou não.

Segundo a Pública apurou, moradores Jardim Pantanal, bairro da zona leste que passou seis dias com casas alagadas, não teriam recebido alertas para as chuvas que ocorreram no final de janeiro e início de fevereiro.

Rua submersa após forte chuva no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo [Créditos: José Cícero/Agência Pública]

 

É possível desabilitar os alertas de nível severo, como o emitido em São Paulo. Contudo, em casos de nível extremo, não é possível cancelar o aviso, que dispara um som de sirene no celular. Essa situação ocorreu no Rio de Janeiro no dia 29 de janeiro.
Segundo a Anatel, a estimativa divulgada de que 8 milhões de aparelhos teriam recebido o alerta extremo no Rio de Janeiro, informada em coluna do jornal O Globo, diz respeito ao número de dispositivos registrados no município que suportam conectividade 4G ou 5G e, portanto, são compatíveis com o sistema. Mas a quantidade exata de celulares que realmente soaram o aviso é desconhecida.

“É muito preocupante a impossibilidade de saber que, do total de x aparelhos que existem em uma região, y foram avisados e z não querem receber mais o alerta”, analisa Jordan Henrique de Souza, professor de gestão pública em proteção e defesa civil na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

“À medida que os alertas são dados e não se efetivam – o que pode acontecer no futuro, infelizmente, porque é impossível ter uma modelagem perfeita [para a previsão de eventos extremos] –, a quantidade de pessoas que começarão a desacreditar os alertas e desativar essas notificações vai aumentar”, completa.

Na visão de Souza, o novo sistema de alertas é um avanço importante e pode ajudar a aprimorar a resposta das cidades aos eventos climáticos extremos, que estão mais frequentes e intensos com o aquecimento do planeta. Porém é preciso estabelecer outras formas de dialogar com a população e atentar para a forma como a mensagem é percebida.

“No momento em que o cidadão recebe um alerta desse nível, com um barulho estridente [no caso do alerta extremo] e uma mensagem muito impactante, se ele não souber como agir diante disso, há o risco de gerar uma preocupação e uma confusão sobre o que está acontecendo. Tem vários memes das pessoas levando susto com o alerta, e qual é o significado que fica disso?”, provoca.

Victor Marchezini, sociólogo e pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas e Desastres Naturais (Cemaden), compartilha a mesma percepção: “Houve uma grande pressa para se implantar o sistema, mas sem considerar os efeitos positivos e negativos que os alertas podem gerar nos usuários. As mensagens costumam ser muito genéricas e sempre dependem da interpretação das pessoas que conhecem o lugar onde estão”.

População precisa ser sensibilizada para saber como agir diante do alerta

Marchezini coordena o projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos (Cope), que busca construir sistemas de alerta que sejam centrados nas pessoas e atendam às necessidades específicas para o contexto socioambiental de uma comunidade.

Ele avalia que foram feitas poucas pesquisas nos municípios brasileiros para entender como os cidadãos se comportam diante dos alertas e como percebem esses avisos. “Pode ser que essa tecnologia [Defesa Civil Alerta] tenha utilidade para uma determinada classe social em um município da região Sudeste, mas não para outro município da região Nordeste. Ainda não estamos nos questionando se o mecanismo de disseminação de alertas em massa é uma estratégia efetiva para todas as cidades de grande, médio e pequeno porte.”

Para Marchezini, o fortalecimento dos núcleos comunitários de proteção e defesa civil, por exemplo, pode ser mais eficaz para a proteção de vidas em certas cidades do que o disparo de alertas por celular. Em especial nos casos de pessoas com dificuldade de manusear os dispositivos, como idosos, ou em regiões com baixa cobertura de sinal.

“As pessoas não são só receptoras do alerta, elas têm autonomia de decisão no momento da emergência. Temos que ouvi-las para pensar no desenho do sistema de alertas e envolver as comunidades no mapeamento das áreas de risco, para que elas saibam quais lugares são seguros e quais não são. Se isso não for feito, de nada adianta disparar um monte de alertas”, diz.

Jordan Henrique de Souza defende a realização de campanhas periódicas de conscientização sobre os alertas na televisão e nas redes sociais, para que a população entenda como agir diante de um alerta e não perca a credibilidade no aviso.

“Se muitas pessoas começarem a desabilitar as notificações de alertas, é sinal de que estão insatisfeitas ou incomodadas com o serviço. E se estão se sentindo assim, por quê? Como podemos melhorar o serviço?”, diz Marchezini.

Sem dados sobre o recebimento e o cancelamento dos alertas, será difícil responder a essas perguntas.

 

Reportagem originalmente publicada na Agência Pública.