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Vaquinha da pré-campanha de Marcel van Hattem ao Senado é a primeira em arrecadação no Brasil

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Em apenas 15 horas valor já ultrapassou R$ 50 mil

O evento de lançamento da vaquinha da pré-campanha de Marcel van Hattem (NOVO/RS) ao Senado pelo Rio Grande do Sul ocorreu no primeiro minuto desta sexta-feira (15) e contou com o apoio de 330 pessoas, que doaram mais de R$ 50 mil, colocando Marcel em primeiro lugar em arrecadação no país.

Para marcar o lançamento, Marcel recebeu familiares, amigos e apoiadores em evento na Fábrica do Futuro, em Porto Alegre, entre eles os empresários Ricardo Sessegolo, Roberto Rachewsky, Ricardo Sondermann, Alexandre Fortino Lamotte e Thomaz Nunnenkamp, o deputado federal Sérgio Turra (PP), o vereador Jessé Sangalli, e nomes do  partido NOVO, como o deputado estadual Felipe Camozzato, os vereadores Tiago Albrecht, Ramiro Rosário e Ada Munaretto.

“Estou muito feliz com a resposta das pessoas logo nas primeiras horas da campanha da vaquinha. Isso demonstra que muita gente quer um Rio Grande do Sul mais forte e bem representado no Senado. Nossa campanha será feita sem o uso de recursos públicos e, por isso, é fundamental cada contribuição, por qualquer valor que seja, dos brasileiros que, assim como eu, querem viver em um Brasil próspero e livre”, afirmou Marcel.

As contribuições podem ser feitas pelo site http://queroapoiar.com.br/marcel-van-hattem.

Assista o vídeo da campanha da vaquinha em https://www.instagram.com/p/DYXEFk9pH-e/

Hospital de Base encerra Semana da Enfermagem com treinamento de emergência

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Capacitação reforçou preparo técnico e humano das equipes para situações de emergência
Por Giovanna Inoue
Sons de monitor cardíaco, simulações de emergência e profissionais em treinamento marcaram o encerramento da Semana da Enfermagem 2026 no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nesta sexta-feira (15). Administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a unidade promoveu um circuito interativo de capacitação voltado ao preparo técnico e humano dos participantes diante de situações críticas.
A atividade reuniu colaboradores assistenciais em estações práticas que abordaram diferentes etapas do atendimento, desde o reconhecimento precoce dos sinais até a condução clínica e o acolhimento dos familiares.
O enfermeiro Aécio Donizetti explica que o treinamento foi dividido em seis estações temáticas para permitir uma abordagem mais ampla e dinâmica do atendimento.
“Todo o processo é importante. Também trabalhamos a forma correta de agir diante da emergência e o conhecimento sobre as medicações adequadas para cada situação”, destaca.
Segundo o profissional, a proposta foi unir teoria e prática para tornar a atuação das equipes mais segura, ágil e eficiente diante de situações críticas.
“É essencial que todos os profissionais de saúde, independentemente da área de atuação, saibam identificar uma parada cardiorrespiratória e estejam preparados para agir rapidamente, porque essa é uma situação que pode acontecer a qualquer momento”, completa.
A pedagoga e estudante de técnica em enfermagem, Suellen Torquato, participou da capacitação. Segundo ela, a experiência ajudou a transformar o conteúdo aprendido em sala de aula em uma vivência mais próxima da realidade hospitalar.
“A teoria é fundamental, mas a prática traz uma percepção completamente diferente. Quanto mais aprendemos, mais entendemos a importância de continuar estudando e nos aperfeiçoando”, avalia.
Semana da Enfermagem
A capacitação integrou a programação especial da Semana da Enfermagem 2026, realizada pelo HBDF para valorizar enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam diariamente na assistência aos pacientes.
Nos dias 13 e 14 de maio, a 2ª EXPO ENF reuniu atividades de capacitação, integração e bem-estar voltadas aos profissionais da saúde. A programação contou com massagens, música ao vivo, dança, ginástica laboral, brindes, sorteios e estandes com orientações relacionadas à rotina da enfermagem.
Com o tema “Inovação e tecnologia na enfermagem: ciência e cuidado de mãos dadas”, o evento destacou ferramentas que contribuem para tornar o atendimento mais ágil, seguro e resolutivo.
“A tecnologia amplia nossas possibilidades de atuação e oferece recursos que tornam o atendimento mais qualificado e eficiente”, explica Tatiane Nunes Pinheiro, gerente de enfermagem do HBDF.

Diário Oficial publica portaria que garante testes genéticos para câncer de mama no SUS após mobilização da FEMAMA

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Resultante da forte atuação de advocacy da Federação, publicação determina que o Ministério da Saúde ofereça o sequenciamento de BRCA1 e BRCA2 na rede pública em até 180 dias.

São Paulo  – Na última quarta-feira (13), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Portaria SCTIE/MS Nº 25, que formaliza a incorporação do sequenciamento genético para a identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 no Sistema Único de Saúde (SUS), destinado a mulheres com câncer de mama. Com a publicação, o Ministério da Saúde passa a ter o prazo de 180 dias para que a tecnologia passe a ser efetivamente ofertada às pacientes elegíveis em todo o país.

A oficialização dessa medida é um marco para a medicina de precisão na saúde pública e representa um resultado expressivo decorrente das ações contínuas de advocacy lideradas pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), com sua rede de ONGs associadas e instituições parceiras.
“A publicação desta portaria no Diário Oficial é a concretização de um trabalho incansável pela democratização da saúde e uma vitória imensa. Garantir o acesso a testes genéticos no SUS é fundamental para assegurar diagnósticos assertivos e direcionar os tratamentos para terapias-alvo mais modernas e eficazes”, destaca o Dr. Luiz Ayrton Santos Júnior, presidente voluntário da FEMAMA.

A publicação da portaria consolida a recomendação positiva emitida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em abril deste ano. A mudança de cenário – revertendo um parecer inicial desfavorável em 2025 – foi impulsionada pela forte participação da sociedade civil. A consulta pública sobre o tema registrou mais de 4 mil contribuições, com maioria se manifestando a favor da tecnologia.

A estratégia política e social da FEMAMA foi decisiva neste processo. Recentemente, durante a 13ª Conferência de Lideranças em Saúde da Mulher em Brasília, delegações regionais da Federação visitaram os gabinetes de mais de 115 deputados e senadores, reforçando a urgência da implementação de diretrizes de navegação e testagem. O trabalho tem impactado também a tramitação do Projeto de Lei nº 265/2020, que visa assegurar o acesso aos testes genéticos como uma lei federal e que já avança nas comissões do Senado.

“A contagem regressiva de 180 dias para a incorporação já começou, e seguiremos vigilantes para que essa inovação chegue de fato aos hospitais e às pacientes no prazo adequado. A medicina de precisão, outrora chamada de ‘futuro’, hoje é uma necessidade imediata para salvar vidas”, reforça o presidente da Federação.

 

Sobre a FEMAMA

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, atuando por mais acesso ao diagnóstico precoce e tratamento adequado com agilidade. Com foco em advocacy, a Federação está presente em 20 estados brasileiros e Distrito Federal, por meio de uma rede com mais de 70 OSCs que oferecem apoio e suporte a pessoas com câncer – além de promover o diálogo entre governos e sociedade para influenciar a formação de políticas públicas de controle do câncer mais equitativas e efetivas. Conheça o trabalho da FEMAMA aqui.

Caso de possível espionagem na CLDF acende alerta sobre riscos de monitoramento digital e segurança da informação

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Especialista em cibersegurança Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity, comenta investigação sobre possível monitoramento irregular na Câmara Legislativa do DF e alerta para riscos envolvendo privacidade, redes corporativas e acesso indevido a dados sensíveis

A abertura de um processo administrativo pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para investigar suspeitas de monitoramento irregular e possível espionagem interna reacendeu o debate sobre segurança digital, privacidade e proteção de dados em órgãos públicos. As denúncias apontam que a Diretoria de Modernização e Inovação Digital (DMI) teria utilizado ferramentas capazes de monitorar o tráfego de dados e o conteúdo acessado por servidores e parlamentares na rede corporativa da Casa.

Segundo informações divulgadas, a funcionalidade conhecida como Deep Inspection teria sido ativada a partir de março de 2026, permitindo a inspeção de sites acessados, navegação e dados trafegados dentro da estrutura digital da CLDF. O caso já motivou medidas cautelares, incluindo o afastamento preventivo do Diretor de Modernização e Inovação Digital, além da abertura de investigações internas, policiais e junto ao Ministério Público.

Para Eduardo Nery, especialista em cibersegurança e CEO da Every Cybersecurity, o episódio evidencia a necessidade de equilíbrio entre monitoramento técnico, transparência e proteção à privacidade dentro das instituições.

“No mundo digital que vivemos hoje, cada vez mais as médias e grandes empresas utilizam técnicas e sistemas de monitoramento dos computadores e dispositivos utilizados pelos colaboradores. Porém, é fundamental que existam políticas claras e que esses colaboradores sejam avisados previamente sobre o uso desses sistemas de monitoramento pela empresa”, afirma.

O especialista explica que ambientes corporativos e redes de tecnologia concentram informações extremamente sensíveis e estratégicas, o que exige altos níveis de governança e maturidade em segurança da informação.

 “Em alguns momentos, os administradores do ambiente de tecnologia detêm mais informação do que os próprios presidentes das empresas. É pelo ambiente de tecnologia que tramitam folhas de pagamento, contas a pagar, documentos internos e informações trocadas diariamente. Um administrador de rede mal-intencionado pode acessar essas informações e utilizá-las de forma indevida”, alerta Eduardo Nery.

Outro ponto destacado pelo especialista é o risco relacionado ao uso de redes Wi-Fi comprometidas ou mal configuradas, tanto em ambientes públicos quanto privados.

“Aquele ambiente de computadores onde existe um roteador ou um ponto de acesso Wi-Fi pode se tornar vulnerável caso esteja comprometido. Para quem controla ou monitora aqueles acessos, é simples redirecionar usuários para páginas falsas, por exemplo, simulando sites bancários oficiais para capturar dados pessoais e credenciais”, explica.

Segundo Eduardo Nery, além da proteção tecnológica, as organizações precisam investir fortemente em políticas internas, treinamento de equipes e conscientização dos usuários.

Não basta apenas manter o ambiente de tecnologia seguro. O elo mais fraco das correntes normalmente são as pessoas. Hoje, mais de 90% dos crimes digitais ocorrem com informações oriundas de credenciais válidas ou dados fornecidos pelas próprias pessoas a terceiros”, destaca.

O especialista também chama atenção para a responsabilidade das instituições diante da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e do aumento das penalidades relacionadas ao vazamento de informações.

“É fundamental que empresas e órgãos públicos se preocupem seriamente com os dados pessoais. Hoje já existem multas aplicadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados e a segurança da informação precisa ser robusta, estruturada e não pode depender exclusivamente de um ou dois técnicos de tecnologia”, conclui.

O caso na CLDF ocorre em um momento em que o debate sobre proteção de dados ganha ainda mais relevância no país. Paralelamente, a Câmara dos Deputados aprovou propostas que tornam o vazamento de dados pessoais por agentes públicos um ato de improbidade administrativa, ampliando a responsabilização sobre o tratamento inadequado dessas informações.

Sobre a Every Cybersecurity

 Com sede em Brasília, escritório no Rio de Janeiro e atuação nacional, a Every Cybersecurity celebra 12 anos em 2026 e se consolidou como referência em Segurança da Informação, Governança, Riscos e Compliance (GRC) e Privacidade da Informação, com destaque para a liderança em Adequação à LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A empresa atua com projetos de adequação à LGPD, consultoria especializada e soluções tecnológicas, atendendo grandes órgãos públicos e empresas privadas em todo o país.

Serviço: Every Cybersecurity
Telefone: (61) 3548-1994
Site: www.every.com.br

 

 

Fonte: donnysilva.com.br

Crianças e adolescentes são o segundo grupo etário que mais sofre violência sexual no Brasil, aponta Mapa Nacional da Violência de Gênero

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Violência Contra Mulher.

 

Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio, reacende debate urgente sobre proteção de vulneráveis

 

As crianças e os adolescentes são o segundo maior grupo etário vítima de violência sexual no Brasil, depois de jovens dos 18 aos 29 anos, conforme os registros oficiais de ocorrência disponibilizados no Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma do Observatório da Mulher Contra da Violência (OMV), do Senado Federal, em parceria com o Instituto Natura e a associação Gênero e Número. A informação, baseada em dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), evidencia importância do Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, comemorado neste 18 de maio, para conscientização sobre o tema e demanda por políticas públicas focadas na faixa etária.

 

O Mapa Nacional da Violência de Gênero indica que, no primeiro semestre de 2025, dos 187 estupros registrados em média por dia no País, 47 teriam sido cometidos contra vítimas de zero a 17 anos de idade e 58 contra vítimas de 18 a 29 anos. Além disso, independente da idade da vítima, 85% dos casos acontecem contra mulheres e quatro em cada dez dentro da própria residência da pessoa que é violentada.

 

“Quando falamos de violência sexual contra crianças e adolescentes, não podemos organizar a resposta pública como se a denúncia fosse sempre o primeiro passo. Muitas vítimas não conseguem nomear a violência, não têm segurança para falar ou convivem com o próprio agressor. Por isso, a política pública precisa chegar antes e melhor. Precisa estar na escola, na saúde, na assistência social, na segurança pública e na justiça, com profissionais preparados para reconhecer sinais, acolher sem revitimizar e acionar uma rede que funcione de verdade. Proteger crianças e adolescentes exige orçamento, coordenação e capacidade institucional de agir antes que a violência aconteça ou se repita”, diz Beatriz Accioly, antropóloga e líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra Mulheres no Instituto Natura.

 

A estimativa sobre a média de violências sexuais contra menores de idade por dia no País é baseada no cruzamento de dados do Sinesp Validador de Dados Estatísticos (VDE), que reúne dados oficiais sobre segurança pública, com a Base Nacional de Boletins de Ocorrência (BNBO), que detalha os casos registrados por meio de boletins de ocorrência. Considerando somente os números de casos registrados via boletim de ocorrência, foram 2.776 crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no Brasil no primeiro trimestre do ano passado e 8.662 no total, sem divisão por faixa etária.

 

“A violência de gênero, incluindo a violência sexual, ainda é profundamente subnotificada, por isso, é difícil chegar a um número que demonstre a realidade do País. Além disso, o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à qualidade, integração e padronização das bases de dados públicas, que seguem fragmentadas e descentralizadas. Isso limita não apenas a compreensão da violência, mas também a capacidade de formular respostas públicas mais eficazes ”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.

 

“O Mapa Nacional da Violência de Gênero existe justamente com esse propósito de cruzamento de dados de diferentes fontes nacionais, proporcionando uma leitura mais macro sobre o tema”, Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.

 

Crescimento de casos ao longo dos anos e maior vulnerabilidade de meninas negras

 

Considerando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, levantados pelo Comitê do Mapa Nacional da Violência de Gênero, o cenário é ainda mais grave quando analisado a longo prazo. Os números desta base de dados, que devem ser inseridos em breve no Mapa, mostram que, em média, 64 meninas foram vítimas de violência sexual por dia no Brasil entre 2011 e 2024.

 

Ao todo, mais de 308 mil meninas de até 17 anos sofreram esse tipo de violência no País. Somente em 2024, foram 45.435 casos, uma média de 3,7 mil notificações por mês. Além disso, o detalhamento do Ministério da Saúde aponta que meninas negras seguem sendo as principais vítimas, representando mais da metade dos casos registrados ao longo da série histórica. Somente em 2024, foram 45.435 casos, 52,3% deles cometidos contra meninas negras.

 

Os dados do Sinan também revelam que, em cerca de um terço dos casos de violência sexual contra mulheres, os agressores tinham vínculo familiar com as vítimas. “O fato de a violência ocorrer predominantemente dentro de casa, por familiares próximos, muda completamente a rota crítica de atendimento. Uma criança não vai sozinha à delegacia. Isso significa que a nossa linha de frente e porta de entrada para a denúncia não é a Segurança Pública, mas sim a Educação e a Saúde”, afirma Beatriz Accioly.

 

“Se os professores e os profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) não tiverem protocolos claros de escuta qualificada e encaminhamento sem revitimização, o Estado continuará cego para essas ocorrências. Falar de violência sexual contra crianças e adolescentes exige abandonar uma fantasia confortável: a de que a infância está naturalmente protegida pela família. Os dados mostram outra coisa. Mostram que a casa também pode ser lugar de risco e que a proteção depende de adultos, instituições e serviços capazes de perceber o que muitas vezes não aparece como pedido explícito de ajuda”, diz Beatriz.
A análise histórica mostra ainda um crescimento contínuo das notificações ao longo dos últimos anos, com exceção do período da pandemia, marcado por forte subnotificação. “Em 2024, os casos voltaram a crescer, evidenciando a urgência de fortalecer políticas públicas de prevenção, proteção e garantia de direitos para meninas e adolescentes no país”, afirma Maria Teresa.
Sobre o Mapa Nacional da Violência de Gênero
O Mapa é resultado da união de esforços. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil.

Sobre o Instituto Natura
Criado em 2010, o Instituto Natura almeja transformar a educação pública, garantindo uma aprendizagem de qualidade para todas as crianças e jovens nos seis países da América Latina em que está presente (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru). Também como forma de atuação, se dedica ao desenvolvimento educacional das Consultoras de Beleza Natura e Avon e trabalha em conjunto com inúmeros parceiros no poder público, no terceiro setor e na sociedade civil. Desde 2024, o instituto ampliou sua atuação para a defesa dos direitos fundamentais das mulheres, desenvolvendo iniciativas voltadas à conscientização sobre o câncer de mama e ao combate à violência contra meninas e mulheres por meio do apoio da Avon, que historicamente tem sido uma parceira comprometida e continua apoiando as ações do Instituto Natura nessa causa.

Sobre o Mapa Nacional da Violência de Gênero
O Mapa é resultado da união de esforços. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil.

Sobre o Observatório da Mulher Contra Violência
Criado em 2016 pelo Senado Federal, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, atua na produção e integração de informações que subsidiam políticas públicas e fomenta o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres.

Sobre a Gênero e Número
A Gênero e Número é uma associação sem fins lucrativos dedicada à produção, análise e disseminação de dados especializados sobre gênero, raça e sexualidade. Seu propósito é promover transformações sociais em prol da equidade e da justiça social, apoiando a tomada de decisões e a participação cidadã por meio de linguagem gráfica, conteúdo audiovisual, pesquisas, relatórios e reportagens multimídia.

Governo do Estado lança projeto para ampliar uso de sementes certificadas na produção de arroz

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Para incentivar o uso de sementes de qualidade, fortalecer a produtividade e garantir maior sustentabilidade à cadeia produtiva do arroz em Santa Catarina, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), lançou o Projeto Sementes Certificadas de Arroz, dentro do Programa Terra Boa. O lançamento ocorreu nesta quinta-feira, 14, durante o Seminário Sul Catarinense de Arroz Irrigado, no município de Turvo.

O projeto foi aprovado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural) e prevê apoio financeiro para aquisição de até 77 mil sacas de sementes na safra 2026/2027, o investimento é de R$ 10,1 milhões. Serão até 40 sacas de 50 kg por produtor, com subsídio de até R$ 4,8 mil por beneficiário. A expectativa é atender mais de 2 mil agricultores catarinenses.

“O Projeto Sementes Certificadas de Arroz reforça o apoio do Governo do Estado ao produtor rural, incentivando o uso de sementes de qualidade para garantir mais segurança e produtividade no campo. É uma iniciativa que fortalece essa cadeia produtiva estratégica para Santa Catarina, com forte presença nas propriedades familiares”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

As sementes contempladas deverão ser de variedades desenvolvidas pela Epagri e produzidas por associados da Associação Catarinense de Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa), com registro regular na Cidasc e no Ministério da Agricultura, garantindo rastreabilidade, qualidade e segurança ao produtor.

O projeto é coordenado pela Secretaria da Agricultura e Pecuária e operacionalizado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), por meio de acordo de cooperação, e a Epagri, em parceria com a Acapsa, cooperativas e casas agropecuárias credenciadas.

Produção

Santa Catarina registrou produção recorde de 1,3 milhão de toneladas de arroz na safra 2024/2025, cultivadas em uma área de 145 mil hectares. O resultado consolida o Estado como o segundo maior produtor nacional do grão e reforça a importância da orizicultura para a economia catarinense.

A atividade representa mais de R$ 2,3 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) e tem forte presença da agricultura familiar. Dos 5.916 estabelecimentos produtores de arroz no Estado, cerca de 82% pertencem a agricultores familiares, evidenciando o impacto econômico e social da cultura em diversas regiões catarinenses.

Apesar dos resultados positivos, os produtores enfrentam desafios relacionados ao aumento dos custos de produção, segundo dados da Epagri/Cepa. Entre os principais fatores de preocupação está o uso de sementes sem certificação, conhecidas como “piratas”, utilizadas por parte dos produtores como alternativa para reduzir despesas.

O diretor de Cooperativismo e Desenvolvimento Rural da Sape, Léo Kroth, destaca que de acordo com a Epagri, sementes irregulares apresentam qualidade inferior, comprometem o desempenho das lavouras e aumentam os riscos de contaminação por arroz vermelho, uma das principais plantas daninhas da cultura. “Além dos prejuízos produtivos, o uso desse tipo de material também traz insegurança jurídica e financeira aos agricultores, especialmente em casos de perdas na lavoura e acionamento de seguros agrícola”, enfatiza Kroth.

 

18ª edição do Sabor da Colheita celebra início da safra de café em São Paulo

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Experiência no maior cafezal urbano do mundo permite ao público colher café e acompanhar etapas do processamento

No sábado, 23 de maio, a partir das 8h, o tradicional evento Sabor da Colheita chega à sua 18ª edição no Instituto Biológico (IB-APTA), na Vila Mariana, em São Paulo. A iniciativa marca o início da safra paulista de café e convida o público a vivenciar, na prática, etapas da produção cafeeira dentro do maior cafezal urbano do mundo.

 

Promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o evento oferece uma experiência imersiva e gratuita, reunindo atividades de campo, degustações, rodas de conversa e orientações técnicas sobre a cadeia produtiva do café.

 

A programação começa com café da manhã e recepção dos participantes, das 8h às 9h. Na sequência, das 9h às 9h30, será realizada a abertura oficial com representantes das áreas técnicas e coordenadorias da Secretaria de Agricultura.

 

Um dos destaques desta edição serão as oficinas práticas de colheita realizadas no cafezal urbano do Instituto Biológico. As atividades acontecerão em intervalos de 30 minutos, a partir das 9h30, permitindo ao público acompanhar orientações técnicas sobre a colheita do café e participar da experiência diretamente no campo. Após a colheita, os participantes poderão conhecer etapas iniciais do beneficiamento do café, incluindo passagem pela despolpadeira e secagem no terreiro suspenso.

 

A programação contará ainda com degustação de cafés regionais, incluindo vencedores do Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e que já soma 24 edições. O evento também terá a presença de produtores de cafés com selo de Indicação Geográfica (IG) paulista. Atualmente, São Paulo contabiliza seis cafés reconhecidos com IG, reforçando a qualidade, a identidade regional e o valor agregado da cafeicultura paulista.

 

O público também poderá visitar estandes institucionais, acessar conteúdos técnicos sobre cafezal regenerativo e acompanhar uma roda de conversa conduzida pelo pesquisador Celso Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), sobre aspectos históricos, culturais e econômicos do café paulista.

 

O evento reúne diferentes áreas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo ligadas à pesquisa, assistência técnica, desenvolvimento do agronegócio, defesa agropecuária, segurança alimentar e fortalecimento da cadeia cafeeira paulista. Participam da ação a Diretoria de Defesa Agropecuária, com atividades voltadas à sanidade da produção cafeeira, a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), a Coordenadoria de Segurança Alimentar, a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios e a Câmara Setorial do Café da SAA.

 

A Câmara Setorial do Café também estará presente com produtores paulistas e uma van elétrica equipada com torrador e demonstrações relacionadas ao processamento e preparo do café.

 

Dados do levantamento do IEA-APTA e da CATI apontam crescimento estimado de 15,2% na safra paulista de café 2025/26, com previsão de produção de 5,13 milhões de sacas no estado, refletindo avanço da produtividade e das áreas cultivadas.

 

Serviço

Data: sábado, 23 de maio de 2026
Horário: a partir das 8h
Local: Instituto Biológico de São Paulo – Cafezal Urbano
Endereço: Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia

 

Sou MEI, preciso declarar Imposto de Renda?

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MEIs precisam fazer duas declarações anuais; especialista tributário da IOB tira as principais dúvidas

 

São Paulo  – Quem é MEI (Microempreendedor Individual) precisa fazer duas declarações ao ano para a Receita Federal. A primeira como pessoa física que recebe rendimentos de uma microempresa e de outras fontes. E uma segunda específica para a MEI, como pessoa jurídica. A IOB, que une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada para resolver os desafios de contadores e empresas, explica como declarar o imposto sendo MEI.

 

Quais declarações o MEI deve entregar?

Todo ano, enquanto pessoa jurídica, o Microempreendedor Individual precisa fazer a Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI), sistema de tributação e recolhimento do Simples Nacional. E, segundo Daniel de Paula, coordenador da área de imposto de renda da IOB, enquanto pessoa física, caso se enquadre em um dos critérios de obrigatoriedade da Receita Federal, também deve realizar a Declaração do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (DIRPF). Segundo a agenda oficial da Receita Federal, o prazo para envio da DASN-Simei será até o dia 31/05/2026.

 

Quando declarar o DASN-SIMEI?

O DASN-SIMEI deve ser gerado por todos os Microempreendedores Individuais, ainda que não tenham obtido faturamento ou movimentado o CNPJ, assim como em casos de baixa de MEI.

 

“Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – sinalizando que de fato não houve rendimentos, mas sem deixar de realizar a declaração”, esclarece Daniel.

 

O limite de faturamento anual deve ser de R$ 81 mil, com rendimento médio mensal de R$ 6.750, onde, o MEI que ultrapassar este valor será desenquadrado do MEI e deverá pagar tributos sobre o valor excedente na condição de Simples Nacional. Na DASN-Simei, é necessário informar o valor total da receita bruta obtida no ano anterior com a venda de mercadorias ou prestação de serviços e indicar se houve ou não o registro de empregados.

 

O MEI deve entregar a DASN-SIMEI por meio do site oficial da Receita Federal e informar todos os dados solicitados no formulário de declaração. “O microempreendedor que realizar a declaração original com divergência de dados, erros ou falta de documentação pode corrigir as informações em uma Declaração Retificadora. Aliás, é melhor entregar com alguma pequena divergência até o prazo final do que não entregar, pois isso pode acarretar multas e restrições ao CNPJ”, explica Daniel de Paula.

 

São obrigados a fazer a declaração anual como MEIs todos aqueles que abriram um CNPJ MEI até o final de 2025. Quem abriu em 2026 só vai entregar a DASN-SIMEI em 2027.

 

Quando entregar a Declaração de Ajuste Anual do IRPF?

Já a Declaração Anual do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas deve ser entregue pelo MEI, no CPF da pessoa física, desde que se enquadre em nos seguintes critérios:

  1. Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 no ano-calendário;
  2. Teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
  3. Possuía, em 31 de dezembro de 2025, bens e direitos cuja soma ultrapasse R$ 800 mil;
  4. Realizou operações em bolsa de valores ou obteve ganho de capital na venda de bens.

Na Declaração de Pessoa Física, o MEI deve preencher todas as outras fontes de renda que possuir, informando na ficha “Bens e Direitos” sua participação no CNPJ da pessoa jurídica na modalidade de Microempreendedor Individual e declarar as demais despesas, investimentos e patrimônios.
Além disso, o MEI ainda tem direito a uma porcentagem isenta de tributação na receita bruta do trabalho, sendo:

  1. 8% da receita bruta para comércio, indústria e transporte de carga;
  2. 16% da receita bruta para transporte de passageiros;
  3. 32% da receita bruta para serviços em geral.

Exemplo:

Receita Bruta do MEI

(x) Percentual da Atividade

= Rendimentos Isentos (Lucro) – Informar na linha 13 da ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis

 

IOB | Tecnologia e Inteligência

A IOB une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada para resolver os desafios de contadores e empresas. Referência nas áreas fiscal, contábil, tributária, trabalhista, previdenciária e jurídica, se destaca pela confiabilidade aliada às soluções tecnológicas, inteligentes e humanizadas para cada cliente.

Artigo | Sustentabilidade ainda é narrativa ou já é variável financeira no M&A?

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Por Leonardo Grisotto, Co-Fundador e Sócio da ZAXO M&A Partners

 
A sustentabilidade foi tratada por muito tempo como narrativa, algo importante para reputação, para marca, para relacionamento com o cliente. Em 2026, ela atravessa essa fronteira e passa a ocupar outro lugar: o da análise financeira. Não como conceito, mas como variável concreta que entra na conta, influencia o valuation e, em alguns casos, define se uma compra ou venda acontece ou não.

Não estamos falando mais de empresas “verdinhas” como uma categoria simpática ou alinhada com branding. Estamos falando de ativos que reduzem risco, aumentam previsibilidade e, principalmente, sustentam valor no longo prazo. Em um ambiente de capital mais seletivo e custo financeiro ainda elevado, isso muda completamente a lógica no mercado de M&A.

Os dados ajudam a tirar essa discussão do campo da percepção. Segundo levantamento da Intel Market Research, cerca de 62% das operações de M&A já incluem cláusulas de due diligence ESG, enquanto 78% das instituições financeiras exigem esses critérios para aprovação de investimentos, um indicativo da incorporação crescente desses critérios à estrutura das transações e que virou porta de entrada do capital.

Em 2026, cerca de um terço das transações globais de M&A já incorpora critérios ESG de forma estruturada, não como discurso, mas como determinante de valuation, da estrutura do deal e da decisão final. Em setores como energia, infraestrutura e indústria exportadora, isso já é praticamente regra.

E essa mudança não aconteceu porque o mercado “ficou mais consciente”. O capital ficou mais criterioso. Uma empresa que consome menos energia, que tem cadeia rastreável, que não carrega passivo ambiental oculto e que opera com governança consistente é, por definição, menos arriscada. E risco, em M&A, tem preço. Já vimos operações avançadas perderem tração por inconsistência em dados ambientais ou fragilidade de governança. Não porque o tema virou prioridade de discurso, mas porque passou a ser indicador de risco.

Empresas com práticas sustentáveis bem estruturadas conseguem negociar melhor, acessar capital com mais facilidade e, principalmente, avançar mais rápido nos processos. Quem já esteve em uma diligência sabe que tempo também é ativo. Quanto mais incerteza, mais perguntas. Quanto mais perguntas, mais demora. Sustentabilidade, quando bem estruturada, reduz esse atrito.

Ao mesmo tempo, o mercado passou a penalizar, de forma direta, empresas que não conseguem comprovar suas práticas. Esse impacto nem sempre aparece de forma explícita, mas é facilmente percebido ao longo da negociação. Ele surge na revisão do valuation após a diligência, quando inconsistências reduzem o preço; aparece em contratos mais rígidos, com mais garantias e obrigações; nas exigências adicionais para mitigar riscos e, em alguns casos, leva simplesmente à desistência do investidor antes do fechamento.

Isso também explica por que ficou mais fácil separar quem faz de quem só comunica. Em 2026, não existe mais espaço para o chamado “ESG de PowerPoint”. O que sustenta uma negociação é dado consistente, histórico confiável e capacidade de demonstrar, na prática, como a empresa opera.

E a pressão não vem de um único lado. Existe uma leitura comum de que essa agenda é puxada pelo consumidor, mas o que temos observado é um movimento mais estrutural. Grandes empresas estão exigindo padrões mais elevados de seus fornecedores. Fundos estão condicionando a alocação de capital a critérios claros. Reguladores, no Brasil e fora, estão aumentando o nível de exigência. O resultado é um efeito cascata que reorganiza cadeias inteiras.

Alguns setores já operam sob essa lógica há mais tempo, especialmente aqueles com maior exposição internacional, como energia, infraestrutura e agronegócio exportador. Outros ainda estão em transição, mas a direção é a mesma. Não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”.

No Brasil, esse descompasso ainda é evidente. As empresas estão em estágios muito diferentes quando o assunto é estruturação e mensuração de práticas sustentáveis, pois faltam padrões claros, consistência de dados e integração com a estratégia do negócio. Mas é justamente aí que surge uma vantagem competitiva concreta. Quem consegue organizar essa agenda com método e evidência passa a se diferenciar rapidamente em processos de M&A, inclusive na disputa por capital estrangeiro. Para empresas menores, isso deixa de ser um obstáculo e passa a ser um vetor direto de valorização.

Quando eu digo que 2026 é o ano de caçar empresas sustentáveis, não estou falando de tendência. Estou falando de estratégia. Em um mercado mais seletivo, adquirir uma empresa com práticas ESG maduras significa incorporar eficiência, reduzir risco de integração e evitar passivos que só aparecem depois do fechamento. Isso tem impacto direto no retorno.

E talvez esse seja o ponto mais importante: sustentabilidade passou a ser sobre desempenho. Não é algo que entra depois, no pós-aquisição, como ajuste. Ela já entra na decisão, na modelagem do negócio e na forma como o crescimento é construído.

A pergunta que ainda aparece é se essa agenda resiste a ciclos econômicos mais duros. A minha leitura é que sim. Porque, no fundo, ela já deixou de ser agenda. Virou critério. Estamos falando de eficiência, previsibilidade e sobrevivência no longo prazo.

Referência: https://www.intelmarketresearch.com/esg-due-diligence-market-26148

Comércio bilateral Brasil-EUA segue em retração, com queda nas exportações e importações em 2026, aponta Monitor do Comércio da Amcham Brasil

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O comércio entre Brasil e Estados Unidos segue em desaceleração em 2026, com retração tanto das exportações brasileiras quanto das importações originárias dos EUA, segundo dados do Monitor do Comércio Brasil-EUA da Amcham Brasil.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 10,9 bilhões entre janeiro e abril de 2026, uma queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa o menor valor exportado para o mercado americano desde 2023. No acumulado do quadrimestre, os Estados Unidos responderam por 9,4% de tudo o que o Brasil exportou para o mundo no período.

As importações brasileiras de produtos americanos também registraram retração no período. As compras originárias dos EUA recuaram 13% no acumulado do primeiro quadrimestre e 18,1% apenas em abril, influenciadas principalmente pela redução nas importações de motores e máquinas, aeronaves e partes e óleos combustíveis.

“A contração das trocas bilaterais em abril, com queda simultânea das exportações e importações, reforça a importância de aproveitar a janela de diálogo acordada entre os dois presidentes na semana passada para avançar rapidamente em negociações que evitem novas tarifas e permitam retomar o crescimento do comércio bilateral”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Apenas em abril, as exportações brasileiras aos EUA caíram 11,5%, alcançando US$ 3,1 bilhões — o nono mês consecutivo de queda nas vendas externas brasileiras para o mercado americano. Entre os principais fatores que pressionaram o desempenho estão a forte redução nas exportações de petróleo bruto (-45,6%) e café não torrado (-46,1%) no mês.

O levantamento da Amcham mostra ainda que os bens sem sobretaxas lideraram as perdas em abril, com queda de 25,2%, enquanto os produtos sujeitos à sobretaxa de 10% recuaram 7,6%. Já os itens impactados pela Seção 232 apresentaram crescimento de 22,5% no mês, puxados principalmente pelos embarques de aço e alumínio (+44,3%).

No acumulado do ano, tanto produtos sobretaxados quanto bens isentos apresentaram retração. Os produtos sujeitos à sobretaxa de 10% tiveram a maior queda entre os grupos analisados, com recuo de 23,7%. Com exportações em queda mais intensa do que as importações no acumulado de janeiro a abril, o déficit brasileiro na balança comercial com os Estados Unidos aumentou 35% no quadrimestre, alcançando US$ 1,3 bilhão. Em abril, no entanto, as importações recuaram em ritmo mais forte do que as exportações.

Na comparação com os principais parceiros comerciais do Brasil, os Estados Unidos registraram um dos piores desempenhos entre os principais destinos das exportações brasileiras em 2026. Enquanto as exportações brasileiras para o mundo cresceram 9,2% no acumulado do ano, as vendas para os EUA recuaram 16,7%.
O relatório completo pode ser acessado em: Monitor do Comércio Brasil-EUA – Abril 2026