Início Site Página 27

SP aprova licença-paternidade de 20 dias para servidores públicos

0

 

PL 418/2026 foi aprovado nesta terça-feira (19), durante sessão extraordinária na Alesp

Foi aprovada, por unanimidade, a ampliação da licença-paternidade de 5 para 20 dias no serviço público estadual. O PL 418/2026 também prevê outras mudanças nas regras das licenças parentais e de proteção a famílias em casos de internação hospitalar da mãe ou do recém-nascido. A medida alcança servidores estatutários, temporários, empregados públicos e celetistas da Administração direta e autarquias estaduais.

A nova legislação também altera o marco inicial da licença-gestante, que passará a contar a partir da alta hospitalar da mãe ou do bebê — o que ocorrer por último — em linha com entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 6.327. Em situações de internação prolongada do recém-nascido, a licença-paternidade também poderá começar após a alta hospitalar.

O texto ainda amplia a proteção em casos de adoção e guarda judicial, garantindo tratamento mais isonômico ao outro adotante, cônjuge ou companheiro. A aprovação representa uma mudança relevante na forma como o poder público encara a parentalidade e o cuidado familiar.

“O Estado dá um passo importante ao reconhecer que a presença paterna nos primeiros dias de vida da criança não é apenas uma questão simbólica, mas uma política pública de cuidado, proteção à infância e fortalecimento das famílias. É uma atualização necessária e alinhada às transformações sociais e constitucionais do país”, afirma José Luiz Souza de Moraes, presidente da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo (APESP).

Conforme Moraes, a medida também reduz desigualdades dentro da própria Administração Pública. “O projeto corrige distorções históricas ao garantir maior isonomia entre diferentes regimes de contratação e evita situações injustas, como o consumo da licença enquanto mãe e bebê ainda permanecem internados. Há um avanço institucional importante”, acrescenta.

Impactos e tendências

O impacto orçamentário estimado da medida é considerado baixo pelo governo estadual: cerca de R$ 2,5 milhões anuais, equivalente a aproximadamente 0,0009% da Receita Corrente Líquida prevista para 2026.

A aprovação acompanha uma tendência internacional de fortalecimento das licenças parentais compartilhadas. Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que pais que usufruem de períodos maiores de licença tendem a participar mais ativamente da criação dos filhos ao longo da infância, além de contribuírem para a redução da sobrecarga materna e para maior equilíbrio nas relações familiares e profissionais.

“Há também pesquisas internacionais que associam a ampliação da presença paterna nos primeiros meses de vida da criança à melhora da saúde mental materna, redução do estresse pós-parto e impactos positivos no desenvolvimento infantil”, explica Moraes, que também possui vasta atuação em Saúde Pública do Estado de SP.

Conheça alguns benefícios para pais e mães com a nova legislação:

  • Fortalecimento do vínculo entre pais e filhos nos primeiros dias de vida;
  • Contribuição para o desenvolvimento emocional e cognitivo da criança;
  • Redução da sobrecarga materna no período pós-parto;
  • Maior participação dos pais na criação e nos cuidados com os filhos ao longo da infância;
  • Incentivo à chamada paternidade ativa dentro das famílias;
  • Promoção de maior equilíbrio na divisão das responsabilidades familiares entre homens e mulheres;
  • Avanço na igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Fonte:

José Luiz Souza de Moraes – Presidente da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo (Apesp). Procurador do Estado de São Paulo. Doutor e mestre em Direito Internacional pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), graduado em Direito Francês na Université Lyon 3 – Jean Moulin. Professor de Ética e Governança Ambiental pelo IBMEC.

 

Cursinho gratuito aprovou mais de 700 pessoas em concursos públicos

0

Capacita DF atendeu a mais de 6 mil estudantes com atividades presenciais e online

Aos 23 anos, Gustavo Araujo de Sousa viu a rotina mudar após conquistar a aprovação em 9º lugar no processo seletivo para professor temporário da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Formado em Licenciatura em Letras (Inglês) e morador do Riacho Fundo II, ele participou do Capacita DF, cursinho preparatório gratuito promovido pelo Instituto Reciclando o Futuro.

Atualmente, o educador atua no Centro Interescolar de Línguas e relembra a importância da iniciativa durante a preparação para a prova. “Foi fundamental, pois revisei com professores experientes os principais conteúdos da prova. O fato de ter sido online e gratuito também foi muito positivo”, conta.

O jovem participou de duas semanas intensivas de revisão antes da avaliação e assumiu o cargo no primeiro dia letivo de 2026. Ele conheceu o curso por meio de um grupo de professores que indicaram as aulas do projeto.

O Capacita DF surgiu com a proposta de ampliar o acesso gratuito à preparação para concursos públicos e processos seletivos, principalmente para pessoas de baixa renda que não conseguem arcar com cursinhos tradicionais.

A ação foi desenvolvida por meio do Instituto Reciclando o Futuro, fundado pela auditora federal Renata D’Aguiar, e reuniu cerca de 6 mil estudantes em aulas presenciais e online ao longo de 2025.

“Um cursinho preparatório exige investimento muito alto. Então, nosso objetivo é democratizar o conhecimento para que pessoas em vulnerabilidade social ou financeira possa competir, minimamente, em igualdade com os demais candidatos”, explica Renata D’Aguiar.

O Capacita DF contou com duas grandes turmas, uma voltada para o Concurso Público Nacional Unificado (CNU), com cerca de 3,2 mil alunos, e outra direcionada ao processo seletivo simplificado para professor temporário da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), que reuniu aproximadamente 3,1 mil participantes.

As aulas presenciais aconteceram no Instituto Rosa Figuerôa, na Asa Sul. Para o CNU, os estudantes participaram de cinco semanas de aulas realizadas de segunda a sexta-feira. Já para o processo seletivo da Educação, o projeto promoveu quinze dias de revisão intensiva antes da prova.

Mais de 350 alunos conquistaram aprovação no CNU. No preparatório da SEEDF, cerca de 450 participantes foram aprovados, incluindo candidatos com boas colocações.

Além das aulas gratuitas, o cursinho também ofereceu acesso online aos conteúdos, ampliando o alcance para estudantes de diferentes regiões do Distrito Federal e Entorno.

Nos próximos meses, novas turmas do Capacita DF devem ser formadas para outros certames programados para este ano. A divulgação ocorre pelo www.reciclandoofuturo.com.br.

Criado em 2017, o Instituto Reciclando o Futuro atua em projetos sociais ligados à educação, capacitação profissional e transformação social, impactando milhares de famílias no Distrito Federal e Entorno.

Justiça decide sobre Belo Sun quando Belo Monte completa dez anos de danos no Xingu 

0

 

Amanhã (20/05), a Justiça deve analisar questões relacionadas ao licenciamento do projeto de mineração da Belo Sun, empreendimento previsto justamente em uma das regiões mais impactadas pela operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu, no Pará. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, deverá decidir se a competência para o licenciamento ambiental do projeto de exploração de ouro é do governo federal ou do estado do Pará.
Para a Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA), organização signatária da carta aberta “Belo Monte: dez anos de operação, mais de uma década de danos sem reparação”, o momento reforça a atualidade e a urgência do debate sobre os impactos da hidrelétrica, que completa dez anos de operação neste mês.
As organizações alertam que a coincidência evidencia não apenas a permanência de danos socioambientais sem reparação adequada, mas também a continuidade da pressão pela instalação de novos empreendimentos de grande impacto sobre um território já ambiental e socialmente fragilizado.
Segundo Marcella Torres, coordenadora jurídica do Programa de Direitos Humanos da AIDA, Belo Monte se tornou símbolo dos limites de um modelo de desenvolvimento baseado na implantação de megaprojetos sem garantias efetivas de proteção socioambiental e respeito aos direitos humanos.
“O caso Belo Monte evidencia problemas estruturais que continuam marcando grandes obras de infraestrutura no país, como a ausência de consulta prévia, livre e informada às comunidades afetadas, o descumprimento de condicionantes socioambientais e a fragilidade dos mecanismos de controle e reparação. O processo envolvendo a Belo Sun reforça essas preocupações. Sem mudanças profundas nesse modelo, novos empreendimentos tendem a reproduzir conflitos, violações de direitos e degradação ambiental, em vez de promover um desenvolvimento efetivamente justo e sustentável”, afirma.
Leia a íntegra da Carta aberta Belo Monte: dez anos de operação, mais de uma década de danos sem reparação.
SOBRE – Belo Monte é a quarta maior usina hidrelétrica do mundo, construída no rio Xingu, no estado do Pará, no coração da Amazônia. Com capacidade instalada de 11.233 MW, foi inaugurada em 5 de maio de 2016. Sua operação desvia 80% do fluxo do rio Xingu por um canal de 500 metros de largura e 75 km de comprimento. A área inundada entre o canal e o reservatório é de 516 km², maior que a cidade de Chicago, dos quais 400 km² eram de floresta nativa.
SOBRE A AIDA – A Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (AIDA) fortalece a capacidade das pessoas para defender seu direito a um meio ambiente saudável por meio do direito e da ciência, com o objetivo de proteger ecossistemas e comunidades em toda a América Latina. Link

 

Detran-DF alcança 5,5 mil pessoas com ações educativas no fim de semana

0
Programas educativos, palestras e intervenções artísticas levaram orientações de segurança viária para diversas regiões administrativas do DF
 
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou ações educativas de trânsito para 5.570 pessoas entre sexta-feira (15) e domingo (17), em atividades promovidas nas regiões administrativas de Água Quente, Águas Claras, Brasília, Ceilândia, Gama, Itapoã, Jardim Botânico, Lago Norte e Santa Maria.
Na sexta-feira (15), as equipes de educação de trânsito do Detran-DF estiveram na Casa de Apoio à Saúde Indígena, no Núcleo Rural Capão da Erva, no Itapoã, realizando intervenção artística com mímicos, abordagem educativa e entrega de material com foco na orientação sobre circulação segura em vias públicas, comportamento adequado no interior de veículos e circulação de bicicletas para 75 indígenas.
Também foram realizadas palestras educativas voltadas para ciclistas e motociclistas entregadores de aplicativo em Águas Claras, alcançando 50 participantes com orientações sobre segurança viária. As equipes de teatro estiveram na EC 19 de Ceilândia e no CEF 104 Norte, em Brasília, onde 585 crianças aprenderam, de forma lúdica e educativa, sobre comportamento seguro no trânsito, circulação em via pública e uso adequado dos espaços destinados a pedestres e ciclistas.
Ainda na sexta-feira (15), o Detran-DF promoveu palestras educativas sobre direção defensiva para colaboradores da empresa Neoenergia, no Gama, alcançando 55 adultos, e para funcionários da empresa DHL, em Santa Maria, com público de 45 participantes. No período noturno, o projeto Rolê Consciente esteve em Águas Claras levando palestras educativas, intervenções artísticas com os MCs do Trânsito Seguro e entrega de material educativo para 350 pessoas, com foco na conscientização sobre os riscos da combinação entre álcool e direção.
No sábado (16), foi realizado o programa Pneu Seguro, no Jardim Botânico, orientando 100 pessoas sobre manutenção veicular com foco em pneus e segurança no trânsito. O Detran-DF também participou das comemorações do Dia do Gari, no Plano Piloto, promovendo abordagem educativa, entrega de materiais, espetáculo teatral e intervenções artísticas com mímicos para um público de 3 mil pessoas.
As equipes de educação também estiveram presentes na 13ª Caravana Partilha Brasília, em Água Quente, levando espetáculo teatral para 400 pessoas, e no Projeto Maio Laranja, em Águas Claras, onde 380 participantes acompanharam apresentações teatrais voltadas à conscientização sobre comportamento seguro nas vias públicas. Ainda no sábado, o projeto Rolê Consciente esteve no Gama sensibilizando 450 adultos sobre os perigos da ingestão de bebida alcoólica associada à direção.
No domingo (17), o programa Detran nos Parques esteve no Parque Ecológico do Paranoá, levando palestras sobre segurança viária para pedestres, ciclistas e condutores. A ação alcançou 80 pessoas que participavam das atividades no local.
Balanço
Região Administrativa/Público Atingido
Águas Claras: 780
Brasília: 3.189
Ceilândia: 396
Gama: 505
Itapoã: 75
Jardim Botânico: 100
Lago Norte: 80
Santa Maria: 45
Água Quente: 400
TOTAL DE PÚBLICO ATINGIDO NO FIM DE SEMANA: 5.570

Planeta Inseto: o Museu do Instituto Biológico transforma ciência em experiência educativa

0

 

O dia 18 de maio marca o Dia Nacional dos Museus no Brasil, data que destaca a importância desses espaços na preservação da memória, da cultura e da ciência. No Instituto Biológico (IB-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o público encontra a exposição permanente Planeta Inseto, considerada o único zoológico de insetos do Brasil.
O espaço possui autorização oficial para criação, manejo e exposição de insetos, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.
Voltada principalmente para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos, a exposição recebe visitantes de todas as idades e proporciona uma experiência educativa, interativa e divertida. Durante a visita, o público é acompanhado por monitores treinados e tem a oportunidade de manusear alguns insetos, como o bicho-pau e os besouros tenébrios, além de observar formigas em plena atividade e acompanhar as lagartas do bicho-da-seda produzindo seus fios.

 

Um dos grandes diferenciais do Planeta Inseto é sua proposta lúdica e imersiva. No Jardim dos Insetos, os visitantes encontram cenários com flores gigantes, animais virtuais e reprodução de sons de diferentes espécies, criando uma experiência sensorial que aproxima o público do fascinante universo dos insetos.

 

A proposta expográfica reforça o compromisso do Instituto Biológico em oferecer um espaço dinâmico de educação científica e ambiental. Mais do que apresentar curiosidades sobre os insetos, a exposição busca conscientizar a população sobre a importância desses organismos para o equilíbrio ambiental, a agricultura e a biodiversidade, consolidando o Instituto Biológico como referência em pesquisa, preservação ambiental e divulgação científica.

 

Serviço

Museu do Instituto Biológico – Planeta Inseto
Local: Av. Dr. Dante Pazzanese, 64 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Visitação: de terça a domingo, das 9h às 16h, sem necessidade de agendamento.

 

Mais informações: comunicacao@biologico.sp.gov.br

Muito além do absorvente: ausência de dados e omissão do Estado agravam falta de dignidade menstrual para mulheres negras e pobres no Brasil

0

CRIOLA move ação pública contra o Estado Brasileiro e participa de audiência conciliatória para cobrar transparência, orçamento e ações estruturais para a implementação de Lei criada em 2021

No próximo dia 28 de maio, às 14h, data em que é celebrado o Dia Internacional da Dignidade Menstrual, CRIOLA, organização de mulheres negras, participa de uma audiência de conciliação com a União para cobrar medidas efetivas relacionadas à execução do Programa de Proteção e Promoção da Saúde e da Dignidade Menstrual, previsto pela Lei nº 14.214/2021. A audiência contará com representantes dos ministérios da Saúde; das Mulheres; da Educação; da Justiça e Segurança Pública; dos Direitos Humanos e da Cidadania; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e da Igualdade Racial. O encontro é um desdobramento da Ação Civil Pública (ACP) movida por CRIOLA, em 2022, em que a organização denunciou a demora do Estado brasileiro em regulamentar e implementar a política pública.

Durante a audiência de conciliação, a organização defenderá que a política nacional vá além da lógica de distribuição pontual e passe a integrar diferentes áreas do poder público.
Entre as principais cobranças estão:

  • apresentação de orçamento interministerial detalhado;
  • criação de indicadores com recorte racial e territorial;
  • ampliação do atendimento presencial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  • fortalecimento de ações de educação menstrual nas escolas;
  • campanhas permanentes de combate ao estigma;
  • acesso a medicamentos e acolhimento para pessoas com dores menstruais intensas;
  • inclusão efetiva de populações historicamente excluídas da política pública.

Para Juliana Martins, assistente de coordenação de políticas públicas de CRIOLA, mesmo após quase cinco anos de sanção da lei, ainda existem falhas estruturais na implementação da política pública, precisando ir além da distribuição pontual de insumos. “Defendemos que as Unidades Básicas de Saúde e as escolas atuem como espaços permanentes de acolhimento, informação e identificação precoce de problemas de saúde relacionados ao ciclo menstrual, como a endometriose. Também é fundamental garantir suporte emocional e psicológico para mulheres e pessoas que menstruam e que convivem diariamente com o estigma, o constrangimento e a exclusão provocados pela pobreza menstrual”, afirma Juliana.

Dependência do Farmácia Popular e falta de transparência dificultam acesso

Embora a distribuição gratuita de absorventes em nível nacional tenha começado oficialmente em 2024, CRIOLA afirma que o modelo adotado pelo governo federal ainda apresenta barreiras burocráticas e territoriais.

Atualmente, a política está concentrada principalmente no Programa Farmácia Popular. Para acessar o benefício, é necessário estar inscrito no CadÚnico, apresentar CPF e, em alguns casos, acessar plataformas digitais para emissão de autorizações.

Segundo a organização, esse formato acaba excluindo justamente parte da população mais vulnerabilizada, como adolescentes menores de 16 anos desacompanhadas, pessoas em situação de rua, populações privadas de liberdade e moradores de municípios periféricos, rurais ou sem unidades credenciadas próximas.

Outro ponto criticado pela entidade é a ausência de transparência sobre o alcance real da política pública, um “apagão de dados” relacionado ao programa. Atualmente, não existem painéis públicos nacionais detalhando quantas pessoas foram atendidas, quais territórios possuem maior cobertura ou como a política alcança mulheres negras, populações periféricas e grupos historicamente vulnerabilizados, principais impactadas pela ineficácia do programa.

“Sem dados públicos e indicadores com recorte racial e territorial, o Estado não consegue medir o impacto real da política e corre o risco de perpetuar as desigualdades históricas que deveria enfrentar. A invisibilidade também é uma forma de violência institucional e uma manifestação do racismo patriarcal cisheteronormativo”, comenta Lúcia Xavier, coordenadora geral de CRIOLA.

SOBRE CRIOLA

CRIOLA é uma organização da sociedade civil fundada em 1992 e conduzida por mulheres negras. Atua na defesa e promoção de direitos das mulheres negras em uma perspectiva integrada e transversal, tendo por missão trabalhar para a erradicação do racismo patriarcal cisheteronormativo, contribuindo com a instrumentalização de meninas e mulheres negras, cis e trans, para a garantia dos direitos, da democracia, da justiça e pelo Bem Viver.

Crianças e adolescentes são o segundo grupo etário que mais sofre violência sexual no Brasil, aponta Mapa Nacional da Violência de Gênero

0

 

Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio, reacende debate urgente sobre proteção de vulneráveis

 

As crianças e os adolescentes são o segundo maior grupo etário vítima de violência sexual no Brasil, depois de jovens dos 18 aos 29 anos, conforme os registros oficiais de ocorrência disponibilizados no Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma do Observatório da Mulher Contra da Violência (OMV), do Senado Federal, em parceria com o Instituto Natura e a associação Gênero e Número. A informação, baseada em dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), evidencia importância do Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, comemorado neste 18 de maio, para conscientização sobre o tema e demanda por políticas públicas focadas na faixa etária.

 

O Mapa Nacional da Violência de Gênero indica que, no primeiro semestre de 2025, dos 187 estupros registrados em média por dia no País, 47 teriam sido cometidos contra vítimas de zero a 17 anos de idade e 58 contra vítimas de 18 a 29 anos. Além disso, independente da idade da vítima, 85% dos casos acontecem contra mulheres e quatro em cada dez dentro da própria residência da pessoa que é violentada.

 

“Quando falamos de violência sexual contra crianças e adolescentes, não podemos organizar a resposta pública como se a denúncia fosse sempre o primeiro passo. Muitas vítimas não conseguem nomear a violência, não têm segurança para falar ou convivem com o próprio agressor. Por isso, a política pública precisa chegar antes e melhor. Precisa estar na escola, na saúde, na assistência social, na segurança pública e na justiça, com profissionais preparados para reconhecer sinais, acolher sem revitimizar e acionar uma rede que funcione de verdade. Proteger crianças e adolescentes exige orçamento, coordenação e capacidade institucional de agir antes que a violência aconteça ou se repita”, diz Beatriz Accioly, antropóloga e líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra Mulheres no Instituto Natura.

 

A estimativa sobre a média de violências sexuais contra menores de idade por dia no País é baseada no cruzamento de dados do Sinesp Validador de Dados Estatísticos (VDE), que reúne dados oficiais sobre segurança pública, com a Base Nacional de Boletins de Ocorrência (BNBO), que detalha os casos registrados por meio de boletins de ocorrência. Considerando somente os números de casos registrados via boletim de ocorrência, foram 2.776 crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no Brasil no primeiro trimestre do ano passado e 8.662 no total, sem divisão por faixa etária.

 

“A violência de gênero, incluindo a violência sexual, ainda é profundamente subnotificada, por isso, é difícil chegar a um número que demonstre a realidade do País. Além disso, o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à qualidade, integração e padronização das bases de dados públicas, que seguem fragmentadas e descentralizadas. Isso limita não apenas a compreensão da violência, mas também a capacidade de formular respostas públicas mais eficazes ”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.

 

“O Mapa Nacional da Violência de Gênero existe justamente com esse propósito de cruzamento de dados de diferentes fontes nacionais, proporcionando uma leitura mais macro sobre o tema”, Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.

 

Crescimento de casos ao longo dos anos e maior vulnerabilidade de meninas negras

 

Considerando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, levantados pelo Comitê do Mapa Nacional da Violência de Gênero, o cenário é ainda mais grave quando analisado a longo prazo. Os números desta base de dados, que devem ser inseridos em breve no Mapa, mostram que, em média, 64 meninas foram vítimas de violência sexual por dia no Brasil entre 2011 e 2024.

 

Ao todo, mais de 308 mil meninas de até 17 anos sofreram esse tipo de violência no País. Somente em 2024, foram 45.435 casos, uma média de 3,7 mil notificações por mês. Além disso, o detalhamento do Ministério da Saúde aponta que meninas negras seguem sendo as principais vítimas, representando mais da metade dos casos registrados ao longo da série histórica. Somente em 2024, foram 45.435 casos, 52,3% deles cometidos contra meninas negras.

 

Os dados do Sinan também revelam que, em cerca de um terço dos casos de violência sexual contra mulheres, os agressores tinham vínculo familiar com as vítimas. “O fato de a violência ocorrer predominantemente dentro de casa, por familiares próximos, muda completamente a rota crítica de atendimento. Uma criança não vai sozinha à delegacia. Isso significa que a nossa linha de frente e porta de entrada para a denúncia não é a Segurança Pública, mas sim a Educação e a Saúde”, afirma Beatriz Accioly.

 

“Se os professores e os profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) não tiverem protocolos claros de escuta qualificada e encaminhamento sem revitimização, o Estado continuará cego para essas ocorrências. Falar de violência sexual contra crianças e adolescentes exige abandonar uma fantasia confortável: a de que a infância está naturalmente protegida pela família. Os dados mostram outra coisa. Mostram que a casa também pode ser lugar de risco e que a proteção depende de adultos, instituições e serviços capazes de perceber o que muitas vezes não aparece como pedido explícito de ajuda”, diz Beatriz.
A análise histórica mostra ainda um crescimento contínuo das notificações ao longo dos últimos anos, com exceção do período da pandemia, marcado por forte subnotificação. “Em 2024, os casos voltaram a crescer, evidenciando a urgência de fortalecer políticas públicas de prevenção, proteção e garantia de direitos para meninas e adolescentes no país”, afirma Maria Teresa.
Sobre o Mapa Nacional da Violência de Gênero
O Mapa é resultado da união de esforços. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil.

Sobre o Instituto Natura
Criado em 2010, o Instituto Natura almeja transformar a educação pública, garantindo uma aprendizagem de qualidade para todas as crianças e jovens nos seis países da América Latina em que está presente (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru). Também como forma de atuação, se dedica ao desenvolvimento educacional das Consultoras de Beleza Natura e Avon e trabalha em conjunto com inúmeros parceiros no poder público, no terceiro setor e na sociedade civil. Desde 2024, o instituto ampliou sua atuação para a defesa dos direitos fundamentais das mulheres, desenvolvendo iniciativas voltadas à conscientização sobre o câncer de mama e ao combate à violência contra meninas e mulheres por meio do apoio da Avon, que historicamente tem sido uma parceira comprometida e continua apoiando as ações do Instituto Natura nessa causa.

Sobre o Mapa Nacional da Violência de Gênero
O Mapa é resultado da união de esforços. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil.

Sobre o Observatório da Mulher Contra Violência
Criado em 2016 pelo Senado Federal, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, atua na produção e integração de informações que subsidiam políticas públicas e fomenta o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres.

 

Como a medicina urbana está mudando o conceito de cuidado

0

 

Por que entender o território e a realidade social do paciente tornou-se tão vital quanto o diagnóstico clínico para os novos médicos

A saúde de uma pessoa não é determinada apenas por sua genética, mas também pelo lugar onde ela vive, trabalha e envelhece. Em grandes centros urbanos, essa realidade se torna ainda mais evidente: fatores como mobilidade, acesso a serviços básicos, qualidade do ar e até segurança impactam diretamente o bem-estar da população.

É nesse contexto que surge o conceito de medicina urbana, também chamado por especialistas de “medicina de território”. Essa abordagem propõe uma mudança importante: o profissional de saúde deixa de olhar apenas para sintomas e exames e passa a considerar o ambiente social e urbano como parte essencial do cuidado.

A saúde além dos exames: o que os dados sociais revelam

A medicina tradicional sempre se baseou em sinais clínicos e exames laboratoriais para chegar a diagnósticos.

No entanto, estudos recentes mostram que os chamados determinantes sociais da saúde, como renda, moradia, educação e acesso a transporte têm impacto direto no desenvolvimento de doenças.

O impacto do ambiente urbano no estresse e em doenças crônicas

Viver em grandes cidades pode significar exposição constante ao estresse. Longos deslocamentos, poluição sonora e insegurança contribuem para o aumento de problemas como ansiedade, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Além disso, a falta de áreas verdes e espaços de lazer limita práticas saudáveis, como atividade física regular, o que também influencia o surgimento de doenças crônicas.

Como a poluição, o transporte e o lazer influenciam o prontuário médico

A qualidade do ar, por exemplo, está diretamente ligada a problemas respiratórios. Já a dificuldade de acesso ao transporte pode atrasar consultas e tratamentos, agravando quadros clínicos simples.

Esses fatores, antes vistos como externos à medicina, passam agora a integrar o prontuário do paciente, ampliando a compreensão sobre sua condição de saúde.

O médico como um articulador social

Diante desse novo cenário, o papel do médico também evolui. Mais do que diagnosticar e tratar, ele passa a atuar como um articulador entre o paciente e a realidade em que ele está inserido.

A importância de conhecer a rede de apoio local e as políticas públicas

Conhecer a rede de apoio disponível como unidades básicas de saúde, programas sociais e iniciativas comunitárias permite ao médico orientar melhor seus pacientes.

Essa atuação integrada aumenta a efetividade do tratamento, já que considera as limitações e possibilidades reais de cada pessoa.

Do atendimento individual ao impacto coletivo: prevenindo surtos no bairro

A medicina urbana também amplia o olhar para o coletivo. Ao identificar padrões em uma comunidade, como aumento de doenças respiratórias ou infecciosas, o profissional pode atuar de forma preventiva.

Isso transforma o cuidado individual em uma estratégia de saúde pública, reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida de bairros inteiros.

A prática clínica em cenários reais e diversos

Para que esse modelo funcione, é fundamental que a formação médica acompanhe essa mudança de perspectiva. O aprendizado precisa ir além da teoria e do ambiente hospitalar.

O aprendizado fora do laboratório: a riqueza do contato com a comunidade

Essa nova visão da prática médica exige que as instituições de ensino também saiam da teoria tradicional e mergulhem na realidade das cidades.

A Unisa, por exemplo, tem sido protagonista ao formar profissionais que compreendem essa conexão entre o cuidado clínico e o ambiente urbano, preparando médicos capazes de atuar com excelência técnica dentro dos desafios de saúde que as grandes cidades apresentam hoje.

O contato direto com comunidades permite ao estudante desenvolver sensibilidade social, compreender diferentes contextos e adaptar sua prática à realidade dos pacientes.

Por que a vivência em diferentes realidades sociais acelera o amadurecimento do aluno

A experiência em cenários diversos contribui para o desenvolvimento de habilidades que vão além do conhecimento técnico, como empatia, comunicação e tomada de decisão.

Esse amadurecimento é essencial para formar profissionais preparados para lidar com a complexidade da saúde urbana.

Tecnologia a serviço da saúde pública brasileira

A tecnologia também desempenha um papel fundamental na consolidação da medicina urbana, permitindo ampliar o acesso e melhorar a gestão de dados.

O uso de dados demográficos para planejar ações de saúde preventiva

O cruzamento de dados demográficos e epidemiológicos permite identificar áreas com maior vulnerabilidade e direcionar políticas públicas de forma mais eficiente.

Com isso, é possível antecipar problemas e atuar de forma preventiva, reduzindo a sobrecarga do sistema de saúde.

Telemedicina como ponte para levar especialistas a regiões periféricas

A telemedicina tem sido uma aliada importante nesse processo, especialmente em regiões onde há escassez de especialistas.

Por meio de atendimentos remotos, pacientes conseguem acesso mais rápido a diagnósticos e orientações, reduzindo desigualdades no atendimento.

Formação médica com olhar na realidade social

A transformação da medicina urbana exige uma mudança profunda na formação dos profissionais de saúde. O conhecimento técnico continua sendo essencial, mas não é mais suficiente por si só.

A valorização de profissionais que sabem dialogar com todas as camadas da população

O mercado passa a valorizar médicos capazes de compreender diferentes contextos sociais e se comunicar de forma clara com pacientes de diferentes perfis.

Essa habilidade fortalece o vínculo entre médico e paciente, aumentando a adesão ao tratamento e melhorando os resultados clínicos.

A medicina urbana representa uma evolução importante na forma de cuidar da saúde, ao integrar fatores sociais, ambientais e tecnológicos no processo de diagnóstico e tratamento.

O entendimento de que a saúde de um indivíduo está diretamente ligada ao ambiente em que ele vive é o pilar da educação médica moderna; por isso, ao escolher uma faculdade de medicina que valorize essa integração com o cenário urbano, o estudante se prepara para atuar de forma muito mais assertiva, humana e conectada aos desafios reais das grandes cidades.

Impactando o ambiente corporativo, NR-01 entra em vigor para fiscalizar a saúde mental dos colaboradores

0

 

De acordo com a especialista Simone Arruda, a gestão dos riscos psicossociais influencia diretamente na produtividade, na retenção de talentos e nos resultados financeiros das empresas

 

A partir de 26 de maio, os empresários brasileiros terão de se adaptar às fiscalizações estipuladas pela atualização da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) que, desde 2025, passa a exigir a inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a lei promove um grande impacto no setor corporativo ao exigir que as empresas se atentem aos fatores dentro do ambiente de trabalho que podem comprometer a saúde mental dos colaboradores.

 

Com a norma entrando em vigor, empresários já precisam introduzir ações como a identificação e classificação dos riscos psicossociais, elaboração de planos de ação preventiva, registro de evidências das medidas adotadas e monitoramento contínuo do ambiente organizacional. Com o início das fiscalizações após a data de 26 de maio, a psicóloga empresarial brasiliense, Simone Arruda, afirma que a NR-01 não deve ser vista apenas como uma obrigação a ser cumprida, mas como uma oportunidade dos CEOs elevarem os ganhos do próprio negócio.

 

“A NR-01 obriga o empresário a olhar para dentro da própria operação, sendo possível visualizar todos os gargalos que estão custando dinheiro ao caixa da organização: absenteísmo, turnover, queda de produtividade e conflitos que travam equipes; problemas estes que a norma manda mapear. Então a preparação mais inteligente não é fazer o diagnóstico para cumprir a lei. É usar a obrigatoriedade como oportunidade para finalmente entender o que está travando o desempenho da sua empresa”, afirma.

 

Caso as exigências fiscais não sejam cumpridas, levantamentos técnicos indicam que multas administrativas por falhas na NR-01 podem variar de cerca de R$1,7 mil a R$8 mil, podendo também ocasionar em autuações do Ministério do Trabalho ao mesmo tempo que causam danos à reputação da organização. Entretanto, ainda de acordo com Simone Arruda, os valores das multas devem ser a menor das preocupações.

 

“O empresário que faz o diagnóstico só para evitar multa vai gastar dinheiro e não vai mudar nada pois o maior problema é o custo invisível que ele já está pagando e não sabe. Um afastamento por burnout, por exemplo, custa em média de 3 a 5 vezes o salário mensal do colaborador quando você soma queda de produtividade, substituição, treinamento e possível processo trabalhista. Um bom diagnóstico identifica onde esses riscos estão antes que eles ocasionem um afastamento e o monitoramento contínuo é o que garante que a empresa não volte para o mesmo lugar daqui a um ano”, reitera a especialista que já possui mais de 20 anos de atuação na área de desenvolvimento de pessoas, seja dentro ou fora das empresas.

 

De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil teve, em 2025, mais de 4 milhões de benefícios cedidos por conta de incapacidade temporária, sendo que os casos de ansiedade e depressão registraram quase 300 mil afastamentos, número recorde na história do país. Por outro lado, de acordo com estudos promovidos pela ONG Endeavor Brasil em colaboração com o BID Lab, 94,1% dos fundadores de startups afirmaram já terem sofrido com alguma doença mental, que incluem o burnout e ataques de pânico, ao longo da jornada empreendedora. Para Simone Arruda, a saúde mental deve ser um tópico crucial no cotidiano de todos os envolvidos no ambiente corporativo.

 

“Eu espero que a NR-01 ajude a mudar uma narrativa que não serve a ninguém — a de que empresário é o vilão e colaborador é a vítima. Quando o diagnóstico é feito com seriedade, o que aparece é que os dois lados sofrem com os mesmos problemas de organização, comunicação e falta de clareza. O futuro que eu enxergo é o de um ambiente onde o empresário tem informação para gerir melhor, o colaborador tem condições para entregar mais, e os dois saem ganhando com isso.” conclui.

 

Serviço

Simone Arruda

Instagram: https://www.instagram.com/simonearrudapsicologa/]

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/simonearrudapsi/

Site: https://www.simonearruda.com.br/

Museu da Energia de Salesópolis recebe escolas e celebra o Dia Mundial da Energia

0

Programação reúne visitas mediadas com estudantes e atividade especial voltada à reflexão sobre energia

O Museu da Energia de Salesópolis, da Fundação Energia e Saneamento (FES), realiza ao longo de maio uma programação de visitas mediadas com estudantes de escolas da região, além de uma atividade especial em comemoração ao Dia Mundial da Energia, celebrado em 29 de maio.

No dia 20, quarta-feira, às 10h, o museu participa da 24ª Semana Nacional de Museus com a presença de alunos da EMEF “Professora Maria de Lourdes Gonçalves de Toledo”. A visita propõe um percurso pelo espaço expositivo e pelo entorno natural, com foco em temas ligados à geração de energia e à preservação ambiental.

A programação segue no dia 22, sexta-feira, também às 10h, com uma visita especial dos estudantes da EMEF “Professora Sônia Maria da Fonseca”. A atividade busca articular conteúdos pedagógicos com a experiência no museu, ampliando o contato dos alunos com aspectos históricos e tecnológicos.

Encerrando a agenda, no dia 29, às 10h, o espaço recebe alunos da PEI EE “Professora Rosa Maria de Souza” para uma atividade em comemoração ao Dia Mundial da Energia. A proposta é estimular a reflexão sobre a importância da energia no cotidiano e seus impactos.

Instalado em um parque com trechos remanescentes da Mata Atlântica, o Museu da Energia de Salesópolis abriga uma usina hidrelétrica inaugurada em 1913. O espaço oferece visitas orientadas, trilhas e atividades culturais voltadas à educação ambiental e à compreensão dos processos de geração de energia.

Serviço – Usina-Parque Museu da Energia de Salesópolis

Endereço: Estrada dos Freires, km 06, Freires, Salesópolis/SP

salesopolis@museudaenergia.org.br

(11) 99115-0020 – Telefone e WhatsApp

Funcionamento: terça a sábado, 10h às 17h (bilheteria até às 16h)

Programação – visitas mediadas com escolas

EMEF Profa. Maria de Lourdes Gonçalves de Toledo

Data: 20 de maio, terça-feira

Horário:10h

Visita mediada com a EMEF Profa. Sônia Maria da Fonseca

Data: 22 de maio, quinta-feira

Horário: 10h

Visita mediada especial (Dia Mundial da Energia) com a PEI EE Profa. Rosa Maria de Souza

Data: 29 de maio, quinta-feira

Horário: 10h