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Brasil consome 50% mais açúcar que o recomendado e acende alerta na Páscoa

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Confira dicas para reduzir os impactos dos chocolates na saúde bucal sem deixar de aproveitar a data

O consumo de açúcar no Brasil acende um sinal de alerta para a saúde bucal e a saúde geral, especialmente em períodos festivos, como a Páscoa. Dados do Ministério da Saúde mostram que os brasileiros ingerem, em média, 50% a mais de açúcar que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — o equivalente a cerca de 18 colheres de chá por dia, quando o limite indicado é de até 12. Esse excesso pode estar associado ao aumento de cáries, doenças gengivais e desgaste do esmalte dentário, além de problemas como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Diante desse cenário, especialistas reforçam: é possível aproveitar os doces da data com equilíbrio, desde que haja atenção aos hábitos de consumo e higiene.

Segundo o dentista especialista em Implantodontia da Neodent, Dr. Sérgio Bernardes, a relação entre açúcar e saúde bucal é direta e preocupante. “Quando falamos em açúcar, não podemos deixar de falar da cárie dentária, doença evitável, mas altamente prevalente e que ainda é a principal causa de perda de dentes no Brasil”. Ele explica que o processo é uma reação em cadeia: as bactérias presentes naturalmente na boca utilizam o açúcar como fonte de energia. Ao metabolizá-lo, elas produzem ácidos que atacam o esmalte dos dentes, causando a desmineralização. “Com o tempo, isso leva à formação de pequenas cavidades, que podem evoluir para quadros mais graves, com dor, infecção e até perda dentária”.

O especialista destaca que o problema não está apenas na quantidade ingerida, mas também na frequência do consumo. “Beliscar doces ao longo do dia mantém o ambiente bucal constantemente ácido, o que impede a recuperação natural do esmalte. É esse comportamento, comum em datas como a Páscoa, que pode acelerar o desenvolvimento de cáries e lesões.”

Outro ponto de atenção envolve pacientes que utilizam próteses removíveis. O consumo de doces, especialmente os mais pegajosos, pode favorecer o acúmulo de resíduos entre a prótese e a gengiva, aumentando o risco de inflamações, mau hálito e desconforto durante o uso. Além disso, a própria instabilidade de algumas próteses pode dificultar a mastigação adequada desses alimentos. Nesses casos, alternativas como os implantes dentários podem oferecer maior estabilidade e segurança, permitindo uma mastigação mais eficiente e confortável. “Todo alimento com alto teor de açúcar pode contribuir para desequilíbrios na saúde bucal, por isso é preciso atenção redobrada, principalmente por parte de quem tem restaurações, próteses ou implantes”, acrescenta Bernardes.

Para pacientes em tratamento ortodôntico com aparelho fixo, também é necessário atenção redobrada nesse período. Alimentos açucarados tendem a aderir com facilidade aos bráquetes e fios, dificultando a higienização e favorecendo o acúmulo de biofilme. Esse cenário aumenta o risco de cáries, desmineralização do esmalte — que pode se manifestar como manchas brancas ao redor dos bráquetes — e inflamações gengivais. Nesse cenário, os alinhadores ortodônticos transparentes podem representar uma alternativa vantajosa. “Por serem removíveis, eles possibilitam uma higienização mais eficaz após o consumo de doces, além de evitar fraturas de bráquetes e possíveis atrasos na evolução do tratamento”, avalia a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Ana Alvoledo.

Para equilibrar o prazer da Páscoa com a saúde bucal, a dentista orienta algumas práticas essenciais:

  • Prefira consumir doces após as refeições principais: após o almoço ou o jantar, a produção de saliva é maior, o que pode ajudar a neutralizar os ácidos e a “limpar” a boca de forma natural.
  • Evite o consumo frequente ao longo do dia: concentrar o consumo em um único momento é menos prejudicial do que ingerir pequenas quantidades várias vezes.
  • Dê preferência a chocolates com maior teor de cacau: eles costumam ter menos açúcar e são menos aderentes, reduzindo o impacto nos dentes.
  • Mantenha uma higiene bucal cuidadosa: escovar os dentes após o consumo de doces e usar fio dental diariamente são medidas indispensáveis para remover resíduos e evitar a proliferação de bactérias.
  • Beba água com frequência: a água auxilia na limpeza da cavidade oral e ajuda a restabelecer o equilíbrio do pH bucal.
  • Redobre a atenção com as crianças: os pequenos são mais vulneráveis às cáries. É importante supervisionar o consumo de doces e garantir a escovação correta, especialmente antes de dormir.

A especialista reforça que a Páscoa não precisa ser sinônimo de restrição, mas sim de consciência. “O segredo está no equilíbrio. Não é necessário deixar de consumir chocolate, mas evitar excessos e adotar cuidados simples que fazem toda a diferença para a saúde bucal.” Com escolhas mais conscientes, é possível celebrar a data sem comprometer o sorriso e a saúde como um todo.

Sobre a Neodent

A Neodent é a marca de implantes dentários mais utilizada pelos dentistas no Brasil. Com o propósito de criar novos sorrisos todos os dias e contribuir para a democratização da saúde bucal, vai além do desenvolvimento e fornecimento de soluções odontológicas de alta qualidade e tecnologia, promovendo programas como o Neodent+, que conecta correntistas Bradesco aos dentistas Neodent e oferecem condições especiais para a realização de tratamentos, e a Expedição Novos Sorrisos, que leva cuidado odontológico e ações educativas a comunidades carentes em todo o Brasil. 

Sobre a ClearCorrect

A ClearCorrect é uma das principais marcas de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. A integrante do grupo suíço Straumann está presente no Brasil desde 2018, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.

Sexta-Feira Santa: Governadora Celina Leão participa de culto com 70 mil pessoas no Arena BRB

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Nesta sexta-feira (3/4), a Igreja Universal do Reino de Deus reuniu cerca de 70 mil pessoas na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília, para a celebração focada na  restauração familiar, orações pela paz e momentos de fé.
Realizado anualmente na Sexta-feira da Paixão em diversas cidades do país, o evento tem como foco a restauração espiritual e o fortalecimento dos laços familiares. A programação inclui momentos de oração e reflexão voltados a questões como conflitos internos, falta de diálogo e distanciamento entre familiares, incentivando a busca por harmonia nos lares por meio da fé cristã.
Evangélica, a  governadora Celina Leão participou do evento e destacou a relevância da iniciativa e o impacto emocional nos participantes.
“Estamos falando de mais de 70 mil pessoas, com a Arena BRB Mané Garrincha lotada. Isso diz muito sobre a população do Distrito Federal, mas diz ainda mais sobre a fé desse povo”, afirmou. “Estou muito feliz de estar aqui representando o Governo do Distrito Federal e reafirmando o respeito que temos por esse trabalho”, afirmou.
Fonte: donnysilva.com.br

Marca Aurora apresenta novo posicionamento em campanha com Eliana e Thiaguinho

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Sob o mote “Se tem Aurora, só melhora”, marca inaugura sua fase atual em ação idealizada pela nova agência DRUM, da Omnicom Media

 

 

São Paulo – A Aurora Coop, uma das maiores cooperativas de alimentos do país, apresenta ao mercado o novo posicionamento de campanha da marca Aurora, “Se tem Aurora, só melhora”. O novo posicionamento traz Eliana e Thiaguinho como embaixadores estratégicos, em campanha nacional que estreou nesta semana.

 

O conceito parte do insight de que a presença da Aurora eleva qualquer ocasião de consumo, do prazer sensorial à conexão entre amigos e família. Para dar rosto a esse momento, a marca escalou dois dos maiores nomes do entretenimento brasileiro, Eliana e Thiaguinho. Eliana representa a conexão com as consumidoras e traz a figura da mulher moderna que busca qualidade e bem-estar no dia a dia. Já Thiaguinho, com forte apelo entre o público jovem, reforça o território da celebração, do churrasco e do futebol, aproximando o consumo dos produtos de contextos de entretenimento, festa e convivência.

“A nova campanha é fruto da evolução de uma trajetória que a gente vem construindo. Agora com o “Se tem Aurora, só melhora” buscamos estreitar a conexão com os consumidores, em que vamos levar alegria e sabor às famílias brasileiras”, explica Ricardo Chueiri, Diretor de Mercado e Consumo da Aurora Coop.

O plano de mídia contempla um mix que inclui TV aberta – com ações no Mais Você e Em Família com Eliana, Globo Esporte e TV por assinatura, streaming, OOH e forte presença digital.

“Estamos animados com esse novo momento da marca da Aurora, ao lado da Eliana e Thiaguinho, embaixadores da nossa marca. Essa campanha nasce para reforçar o valor de uma marca que reúne família e amigos e transforma qualquer ocasião para melhor”, destaca Rodrigo Domingos, gerente corporativo de Marketing e Inteligência de Mercado.

 

Primeira grande entrega da DRUM no país, agência full service da Omnicom Media, a campanha também reforça um atributo central da marca: sua origem. A Aurora nasceu como uma cooperativa e hoje é formada por mais de 150 mil famílias brasileiras, modelo que confere à companhia um diferencial de procedência e impacto social frente aos grandes conglomerados do setor.

“Se tem Aurora, só melhora. É lindo quando um conceito nasce de uma verdade da marca. Aurora melhora o prato, melhora o churrasco, melhora os encontros. Em qualidade e inovação, Aurora também só melhora. E saber que por trás de cada produto existe uma cooperativa formada por famílias brasileiras melhora ainda mais.” afirma André Havt, CCO da DRUM.

Sobre a Drum

A DRUM é a agência full service da Omnicom Media, responsável por integrar estratégia, criação, conteúdo e experiência em um modelo conectado a dados, mídia e tecnologia. Parte do ecossistema global do grupo, a DRUM opera como uma estrutura criativa integrada, eliminando barreiras tradicionais entre disciplinas e oferecendo aos clientes uma liderança unificada capaz de transformar insights em soluções de comunicação consistentes e orientadas a resultados.

No Brasil, a DRUM consolida as operações criativas e é a agência full service da Omnicom Media. A operação já atende clientes como Unilever, Geely, Bayer, Kimberly-Clark, Aurora, Suzano, Bimbo e Bic, desenvolvendo estratégias criativas orientadas por inteligência de dados, comportamento de audiência e cultura, com o objetivo de impulsionar o crescimento sustentável das marcas em um cenário de comunicação cada vez mais complexo e dinâmico.

Com mais de 7,8 milhões de passageiros em fevereiro, Região Sul segue com alta na demanda de voos

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Aeroportos de Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR) lideram a movimentação de passageiros na região

De acordo com o levantamento, as principais rotas aéreas continuam concentradas no eixo Sul–Sudeste – Foto: Divulgação/MPor
A Região Sul do país tem sido um dos principais polos de crescimento da aviação brasileira, com avanços na movimentação de passageiros e cargas, e maior protagonismo de aeroportos regionais. Dados do estatístico de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), referentes a fevereiro deste ano, mostram que o setor aéreo na região segue em expansão, impulsionado pelo turismo, pela atividade econômica e pela ampliação da malha aérea.
Somente no mercado doméstico, foram registrados 7.818.046 passageiros. Entre os aeroportos da região, Porto Alegre lidera a movimentação, com 535.412 passageiros (27,79%), seguido por Curitiba (São José dos Pinhais), com 419.040 (21,75%), e Florianópolis, com 307.286 (15,95%). Na sequência aparecem Foz do Iguaçu, com 210.359 passageiros (10,92%), e Navegantes, com 174.400 (9,05%), o que mostra o crescimento de destinos turísticos e a diversificação da demanda aérea na região. Já no segmento internacional, Florianópolis se destaca como principal porta de entrada, concentrando 253.755 passageiros (83,53%) do fluxo analisado. Porto Alegre aparece na sequência, com 32.378 passageiros (10,66%), seguido por Curitiba, com 13.796 (4,54%).
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que os dados indicam acerto nos investimentos feitos na região, voltados à ampliação da infraestrutura para atender à demanda. “O Governo Federal tem priorizado a melhoria da infraestrutura, com o aumento de investimentos nos aeroportos, o que é fundamental para ampliar a capacidade operacional, fortalecer a aviação regional e garantir mais conectividade e desenvolvimento econômico para o país”, afirmou.
As rotas conectam a região a destinos estratégicos na América do Sul, América do Norte e Europa, com ligações para cidades como Santiago, Buenos Aires, Miami e Lisboa. Com relação ao transporte de carga aérea doméstica, a Região Sul movimentou 31.359.837 kg no período. Entre os terminais, Porto Alegre concentra a maior parte da carga, com 2.084.050 kg (47,35%), seguido por Curitiba (725.625 kg / 16,48%) e Florianópolis (603.959 kg / 13,72%). Navegantes também se destaca, com 441.604 kg (10,03%), o que reforça o papel logístico da região.
O desempenho do setor na região reflete uma combinação de fatores, como o aquecimento do turismo, especialmente em destinos como Florianópolis e Foz do Iguaçu, e os investimentos em infraestrutura aeroportuária. A ampliação da oferta de voos e o aumento da frequência das rotas também contribuem para o crescimento observado.
De acordo com o levantamento, as principais rotas aéreas continuam concentradas no eixo Sul–Sudeste, com forte ligação aos aeroportos de São Paulo, que operam como hubs nacionais. Ao mesmo tempo, cresce o número de conexões diretas com o exterior, indicando maior inserção da Região Sul no mercado internacional e redução gradual da dependência de conexões intermediárias.
Melhorias e investimentos
Os investimentos em infraestrutura aeroportuária têm desempenhado papel central no crescimento da aviação na Região Sul do país. Apenas no ciclo mais recente, o Governo Federal destinou cerca de R$ 389,4 milhões para obras, melhorias operacionais e ampliação da capacidade em aeroportos da região, com foco especial em terminais regionais. Os recursos contemplam desde a elaboração de estudos e projetos até intervenções diretas na infraestrutura, como melhorias em pistas, pátios e sistemas operacionais, além da instalação de equipamentos como estações meteorológicas, fundamentais para aumentar a segurança e a regularidade das operações aéreas.
Entre os aeroportos beneficiados estão terminais estratégicos para a aviação regional, como Chapecó (SC), Guarapuava (PR), Toledo (PR), Cascavel (PR), Blumenau (SC) e Francisco Beltrão (PR). As intervenções nesses locais visam ampliar a capacidade operacional e criar condições para a atração de novas rotas, fortalecendo a conectividade no interior da região.
Atualmente, a Região Sul conta com uma rede de mais de 20 aeroportos operando voos comerciais, muitos deles com crescimento expressivo nos últimos anos, impulsionando o turismo, os negócios e o escoamento da produção local. Além dos investimentos públicos, o modelo de concessões também tem contribuído para a modernização dos aeroportos da região. Rodadas anteriores de concessão incluíram terminais estratégicos como Curitiba, Foz do Iguaçu, Navegantes e Londrina, com previsão de bilhões em investimentos ao longo dos contratos, ampliando a qualidade dos serviços e a capacidade de atendimento.

Porsche Center Fortaleza recoloca Ceará na liderança da marca no Nordeste no 1º trimestre de 2026

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O Porsche Center Fortaleza, concessionária do Grupo New, liderou a operação da marca Porsche no Nordeste a partir do desempenho registrado no Ceará no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O estado retomou a liderança regional em emplacamentos da marca, com 42 veículos registrados entre janeiro e março, superando a Bahia, que contabilizou 39 unidades no mesmo período.

No acumulado dos três primeiros meses do ano, a Porsche apresentou evolução consistente nas vendas no Ceará, com crescimento ao longo do trimestre, passando de 8 unidades emplacadas em janeiro para 13 em fevereiro e 21 em março.

O desempenho no Ceará também sustenta uma estratégia mais ampla do Grupo New no segmento premium. Além de ocupar a primeira posição com a Porsche, o grupo aparece em segundo lugar no ranking estadual com a Mercedes-Benz, que registrou 39 emplacamentos no trimestre, à frente da BMW, com 33 unidades no mesmo período.

Quando somada a performance das três marcas premium operadas pelo grupo no estado, Porsche, Mercedes-Benz e Lexus, o Grupo New alcança uma marca expressiva, concentrando quase 50% de todo o market share do segmento premium no Ceará. relevante em relação aos demais players do mercado.

Para o diretor da Porsche Center Fortaleza, Pedro Lima, o resultado reflete a consolidação da estratégia do grupo no segmento. “Quando analisamos o desempenho conjunto das nossas marcas premium, fica claro o nível de protagonismo que o Grupo New alcançou no Ceará. Estar próximo de metade de todo o mercado premium no estado é um indicativo direto da confiança do consumidor e da consistência da nossa atuação”, destaca.

Sobre o Grupo New

 

O Grupo New consolida-se como uma das principais redes de concessionárias automotivas do país. Com presença estratégica nos estados do Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco e Maranhão, o Grupo opera 40 concessionárias, atendendo desde o segmento de utilitários até o mercado de altíssimo luxo.

 

Seu portfólio robusto contempla marcas globais como Toyota, Mercedes-Benz, Porsche, Jeep, RAM, Lexus, Land Rover e GWM, sendo referência em inovação e atendimento especializado nas regiões Norte e Nordeste.

Autossuficiência em diesel passa necessariamente pela reestatização de refinarias, diz coordenador da FUP, ao comentar fala de presidente da Petrobras

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Rio de Janeiro – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que a meta anunciada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, de tornar o Brasil autossuficiente na produção de diesel em até cinco anos, é positiva e viável, e passa necessariamente pela retomada do controle público de refinarias e pelo fortalecimento da cadeia integrada de combustíveis.

Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no país é importado, o que evidencia a necessidade de ampliar a capacidade de refino nacional e reverter a venda de ativos estratégicos realizada pelo governo anterior, como a BR Distribuidora e a Liquigás, além das refinarias privatizadas.

Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que, em fevereiro de 2026, as importações corresponderam a 31% da demanda. Para alcançar a autossuficiência, o Brasil precisará expandir sua produção em cerca de 30%. No mesmo mês, a produção média foi de 844 mil barris de diesel por dia, o que implica a necessidade de um acréscimo de aproximadamente 260 mil barris diários para atingir a autonomia.

 

“A expansão das refinarias Abreu e Lima (Rnest) e Duque de Caxias (Reduc), além da adaptação de unidades em São Paulo, são positivas, mas os investimentos precisam ser acompanhados de mudanças estruturais no setor”, pontua Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

Desde o dia 28/2 – início da guerra dos EUA e Israel contra o Irã – até hoje, 2/4, a Acelen, refinaria da Bahia privatizada em 2021, reajustou o diesel em 88%, a gasolina em quase 60% e o gás de cozinha em 15,2%. No mesmo período, a Petrobras não reajustou os preços da gasolina e do gás de cozinha e reajustou em 11,4% o diesel.

Bacelar afirma que a autossuficiência em diesel está diretamente ligada à reconstrução do sistema nacional de refino e distribuição. “É fundamental garantir que o país tenha controle sobre toda a cadeia, ‘do poço ao posto’. Sem isso, o Brasil continuará vulnerável às oscilações internacionais e a práticas de mercado que pressionam os preços”, afirmou.

As distorções também aparecem no repasse ao consumidor. Levantamento da ANP indica que, em março, o diesel S500 teve alta média de 11,8% e o S10 de 12% nos postos, mesmo após medidas do governo federal para conter os preços, como a redução de tributos.

 

“Enquanto a Petrobras mantém os preços estáveis, sem reajustes no gás de cozinha na refinaria desde novembro de 2024, há agentes privados promovendo reajustes acelerados que não refletem a realidade do mercado nacional e acabam pressionando artificialmente o custo do gás de cozinha para a população. A Petrobras produz 75% do gás de cozinha do Brasil, o restante é importado por ela, que não reajusta o preço do produto desde novembro de 2024”, informa Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP).

“Portanto, a pressão das distribuidoras por reajustes não se justifica, pois a Acelen, que aumentou ontem o gás de cozinha em 15%, fornece para apenas três cidades da Bahia. Ou seja, o efeito da alta é localizado e não em todo o país”, finaliza.
A FUP defende a reestatização das refinarias privatizadas e a retomada da atuação da Petrobrás na distribuição de combustíveis como medidas essenciais para garantir soberania energética, estabilidade de preços e proteção ao consumidor. Para a federação, a autossuficiência só será alcançada de forma sustentável, com planejamento de longo prazo, investimentos em refino e recomposição do controle público sobre setores estratégicos.

 

Abaixo, gráfico comparativo dos percentuais de reajustes na gasolina, diesel e gás de cozinha – Petrobras e Acelen.

Fonte: ANP / Elaboração: Dieese/FUP

Venda recorde de 35 mil eletrificados em março já reflete nova norma de recarga dos bombeiros

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Iniciativas do Governo do Estado de SP mudaram o mercado, diz ABVE

Participação de mercado dos eletrificados segue alta, com 14% em março

BEV 100% elétricos emplacaram 14.073 unidades, novo recorde mensal

 

As vendas espetaculares de veículos leves eletrificados em março – 35.356 unidades – já refletem o otimismo do mercado de eletromobilidade com a nova norma sobre recarga elétrica em edifícios residenciais no Estado de São Paulo, segundo avaliação da ABVE. Os 35.356 emplacamentos assinalam um novo recorde de vendas mensais da série histórica da ABVE. Esse total é 42% acima dos números de fevereiro (24.885) e 146% superior aos de março de 2025 (14.380).

Num mês em que o mercado doméstico total de veículos leves também cresceu, as vendas especificamente de eletrificados chegaram a 14% de participação em março, confirmando a forte tendência de crescimento desse segmento na preferência dos compradores. A ABVE considera veículos eletrificados os 100% elétricos (BEV), os híbridos elétricos plug-in (PHEV) e os híbridos convencionais com tração elétrica (HEV e HEV Flex). Os números não incluem os chamados micro-híbridos (MHEV, de 12v ou 48v).

ESTABILIDADE

“Esses números exuberantes de março já refletem o ambiente de confiança renovada do mercado de eletrificados produzido por duas importantes iniciativas das autoridades do Governo de São Paulo”, disse o presidente da ABVE, Ricardo Bastos.

A primeira foi a nova Lei 18.403, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas no dia 18 de fevereiro, que estabeleceu o direito à recarga – ou seja, o direito de os proprietários de veículos elétricos instalarem pontos de recarga nas suas vagas nas garagens dos edifícios onde moram. A segunda foi a divulgação das novas regras de segurança para a instalação desses equipamentos de recarga nas garagens, publicada no dia 17 de março pelo coronel Alexandre Merlin, comandante do Corpo de Bombeiros de São Paulo (atualização da Instrução Técnica 41).

“Essas duas iniciativas são complementares e foram publicadas com um intervalo de apenas um mês entre uma e outra”, afirmou o presidente da ABVE. “Além disso, acreditamos que terão uma influência muito positiva em outras regiões do país”, acrescentou. Na avaliação de Ricardo Bastos, “as duas medidas mudaram o mercado, trazendo uma otimismo, estabilidade e segurança tanto para os atuais e futuros donos de carros elétricos quanto para os síndicos e condôminos em geral”.

TRIMESTRE

Os resultados ficaram evidentes nos números de março, que superaram as expectativas, mesmo para um mercado de eletrificados já fortemente aquecido desde o ano passado. Com os 35.356 de março, o primeiro trimestre de 2026 termina com 83.947 emplacamentos de eletrificados, mais do que o dobro (110%) do total do primeiro trimestre de 2025 (39.924). A participação de mercado dos eletrificados sobre o total das vendas domésticas de veículos leves (market share) continuou num patamar alto.

Participação de mercado dos eletrificados leves:

  • Dezembro de 2025: 14% (33.905)
  • Janeiro de 2026: 15% (23.706)
  • Fevereiro de 2026: 14% (24.885)
  • Março de 2026: 14% (35.356)
  • Janeiro/dezembro de 2025: 9% (223.912)

 PLUG-IN

Dos 35.356 veículos leves eletrificados emplacados em março, 75% (26.440) foram modelos plug-in (BEV e PHEV). Os BEV 100% elétricos responderam por 40% do total do mês, com 14.073 unidades, enquanto os PHEV representaram 35%, com 12.367.

Os BEV 100% elétricos somaram 14.073 unidades em março, o que representa um crescimento de 62% em relação a fevereiro (8.703) e de 193% na comparação com março de 2025 (4.801). O resultado mostra um avanço expressivo dessa tecnologia no mercado brasileiro.

Já os PHEV alcançaram 12.367 unidades vendidas em março, com alta de 47,4% sobre fevereiro (8.393) e de 78% em relação a março de 2025 (6.944), reforçando a forte expansão dos modelos híbridos plug-in no país.

HÍBRIDOS

 Já os híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex) totalizaram 8.916 unidades em março, o que representa 25% do total de eletrificados do mês. Os HEV foram responsáveis por 11% do total, com 3.992 unidades, enquanto os HEV Flex responderam por 14%, com 4.924 veículos vendidos.

Em fevereiro de 2026, a participação conjunta de HEV e HEV Flex sobre o total de eletrificados leves havia sido de 31%, com 7.789 unidades. Já em março de 2025, esses modelos somavam 2.635 veículos, equivalentes a 18% do mercado de eletrificados daquele mês. O comparativo mostra que, embora os modelos plug-in liderem a expansão do setor, os híbridos sem recarga externa seguem ampliando sua presença e consolidando espaço no mix tecnológico.

Os híbridos convencionais (HEV) totalizaram 3.992 vendas em março, com alta de 4% sobre fevereiro de 2026 (3.829) e crescimento expressivo de 308% em relação a março de 2025 (979). Os HEV Flex atingiram 4.924 unidades em março, avançando 24% sobre fevereiro de 2026 (3.960). No comparativo anual, frente a março de 2025 (1.656), o crescimento foi de 197%, confirmando a forte expansão dessa tecnologia no mercado brasileiro.

Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em março de 2026:

  • BEV 073 (39,8%)
  • PHEV 367 (35%)
  • HEV FLEX 924 (13,9%)
  • HEV 992 (11,3%)
  • TOTAL:  356

MICRO-HÍBRIDOS

Já as vendas dos veículos micro-híbridos (MHEV) totalizaram 4.600 unidades em março, com crescimento de 44% em relação a fevereiro de 2026 (3.201). Na comparação com março de 2025 (3.529), a alta foi de 30%, indicando avanço também no comparativo anual.

Os MHEV 12V responderam por cerca de 65,6% das vendas dos micro-híbridos em março, com 3.016 unidades. O volume representa alta de 41% sobre fevereiro de 2026 (2.134) e crescimento de 26% em relação a março de 2025 (2.395). Já os MHEV 48V ficaram com aproximadamente 34,4% do total de micro-híbridos vendidos no mês, com 1.584 unidades. Em relação a fevereiro de 2026 (1.067), houve crescimento de 48,5%, enquanto na comparação com março de 2025 (1.134), o avanço foi de 40%.

Pelos critérios da ABVE Data, vigentes a partir de janeiro de 2025, os micro-híbridos MHEV não são considerados veículos eletrificados. Estes incluem apenas os BEV, PHEV, HEV e HEV Flex. Ainda assim, a evolução dos MHEV pode ser acompanhada mensalmente no site da ABVE.

GEOGRAFIA DA ELETROMOBILIDADE

 Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em março de 2026:

  • 1º – Sudeste: 16.263 (46,0%%)
  • 2º – Sul: 6.268 (17,7%)
  • 3º – Nordeste: 6.166 (17,4%)
  • 4º – Centro-Oeste: 5.045 (14,3%)
  • 5º – Norte: 1.614 (4,6%)

Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em março de 2026:

  • 1º – São Paulo: 10.354 (29,3%)
  • 2º – Distrito Federal: 2.928 (8,3%)
  • 3º – Minas Gerais: 2.904 (8,2%)
  • 4º – Rio Grande do Sul 2.218(6,3%)
  • 5º – Paraná: 2.136 (6,0%)

As 5 cidades que mais venderam veículos eletrificados leves em março de 2026:

  • 1º – São Paulo: 3.747 (10,6%)
  • 2º – Brasília: 2.928 (8,3%)
  • 3º – Belo Horizonte: 1.781 (5,0%)
  • 4º – Rio de Janeiro: 1.174 (3,3%)
  • 5º – Curitiba: 908 (2,3%)

 

Essas informações estão detalhadas no BI (Business Intelligence) da ABVE Data, no site da ABVE. Estão divididas em quatro temas: Geral, Frotas, Geografia da Eletromobilidade, Eletrificados + MHEV. Ver: https://abve.org.br/bi-geral/

 

Riqueza não tributada escondida em paraísos fiscais pelos 0,1% mais ricos supera a riqueza total da metade mais pobre da humanidade

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Tax forms and currency on a wooden desk, featuring U.S. dollars and euros. Financial paperwork for tax filing season. Concept of tax preparation, accounting, and financial management

 

A quantidade de riqueza não tributada escondida no exterior pelos 0,1% mais ricos supera toda a riqueza da metade mais pobre da humanidade (4,1 bilhões de pessoas), revela uma nova análise da Oxfam publicada hoje, antes do 10º aniversário dos Panama Papers. As descobertas mostram que, uma década depois, os super-ricos continuam a usar estruturas offshore para sonegar impostos e ocultar ativos, destacando a urgente necessidade de uma ação internacional coordenada para tributar a riqueza extrema e acabar com o uso de paraísos fiscais.
A Oxfam estima que US$ 3,55 trilhões em riqueza não tributada foram escondidos em paraísos fiscais e contas não declaradas em 2024. Esse valor supera o PIB da França e é mais que o dobro do PIB combinado dos 44 países menos desenvolvidos do mundo.
Os 0,1% mais ricos detêm aproximadamente 80% de toda a riqueza offshore não tributada, o que equivale a cerca de US$ 2,84 trilhões. Dentro desse grupo minúsculo, o 0,01% mais rico detém cerca da metade (US$ 1,77 trilhão).
“Os Panama Papers levantaram o véu sobre um mundo sombrio onde os mais ricos movimentam silenciosamente fortunas imensas para além do alcance dos impostos e da fiscalização. Dez anos depois, os super-ricos continuam escondendo verdadeiros oceanos de riqueza em cofres offshore”, disse Christian Hallum, coordenador de Tributação da Oxfam Internacional.
“Isso não se trata apenas de contabilidade criativa — trata-se de poder e impunidade. Quando milionários e bilionários escondem trilhões de dólares em paraísos fiscais offshore, eles se colocam acima das obrigações que regem o resto da sociedade. As consequências são tão previsíveis quanto devastadoras: vemos nossos hospitais públicos e escolas privados de recursos, nosso tecido social dilacerado pela crescente desigualdade e as pessoas comuns forçadas a arcar com os custos de um sistema projetado para enriquecer um pequeno grupo”.
Embora tenham sido feitos progressos na redução da riqueza offshore não tributada, ela permanece persistentemente alta, em aproximadamente 3,2% do PIB global. O progresso também continua altamente desigual: a maioria dos países do Sul Global está excluída do sistema de Troca Automática de Informações (AEOI, na sigla em inglês), apesar da necessidade urgente de receita tributária. O AEOI é creditado por reduzir a parcela da riqueza offshore não tributada nos últimos anos.
“O que os Panama Papers revelaram há dez anos continua atual no Brasil: há uma arquitetura global que protege grandes fortunas enquanto a maioria da população paga proporcionalmente mais impostos. Justiça fiscal passa necessariamente por tributar os super-ricos”, disse Viviana Santiago, diretora executiva da Oxfam Brasil.
A Oxfam pede que os governos:

  • Fortaleçam a cooperação global inclusiva para tributar os super-ricos e acabar com os paraísos fiscais sob a Convenção-Quadro da ONU sobre Cooperação Internacional em Matéria Tributária, ao mesmo tempo em que apoiam iniciativas regionais e internacionais complementares.
  • Fortaleçam as autoridades fiscais e a transparência financeira, fornecendo aos governos as ferramentas para identificar e rastrear a riqueza dos indivíduos mais ricos, inclusive por meio de um registro global de ativos.
  • Garantam que o 1% mais rico pague alíquotas efetivas significativamente mais altas sobre a renda proveniente tanto do trabalho quanto do capital, com alíquotas ainda mais altas para multimilionários e bilionários.
  • Introduzam impostos sobre a riqueza extrema, visando particularmente o 1% mais rico, em níveis suficientes para reduzir a desigualdade.

Notas para editores

Baixe a nota metodológica da Oxfam.
A riqueza offshore aumentou desde a publicação dos Panama Papers, alcançando uma estimativa de US$ 13,25 trilhões (12,48% do PIB global) em 2023. No entanto, a parcela dessa riqueza que permanece não tributada diminuiu substancialmente. Pesquisadores atribuem essa redução ao sistema de Troca Automática de Informações (AEOI), iniciado por volta de 2016–2017. Embora os anos imediatamente seguintes tenham registrado uma queda acentuada, o ritmo dessa redução desacelerou desde 2018, com a riqueza offshore não tributada estabilizando-se em aproximadamente 2% a 4% do PIB global.
Em março de 2025, 126 países e jurisdições haviam aderido ao Common Reporting Standard (CRS), padrão global que sustenta o sistema de Troca Automática de Informações. No entanto, muitos países de baixa e média-baixa renda continuam excluídos dessa iniciativa, apesar de estarem entre os mais afetados pela evasão fiscal offshore.
Os Estados-membros das Nações Unidas aprovaram os termos de referência para uma Convenção-Quadro da ONU sobre Cooperação Internacional em Matéria Tributária em novembro de 2024. As negociações começaram formalmente no início de 2025 e devem continuar até 2027.

OAB reage a exigência de estadia no exterior e vê risco a direito adquirido em diplomas EaD

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A Comissão de Direito Internacional da OAB, em Aparecida de Goiânia, decidiu avançar na análise e encaminhamento institucional de um tema que tem mobilizado estudantes, juristas e instituições de ensino: a exigência de comprovação de estadia no exterior para reconhecimento de diplomas de pós-graduação stricto sensu obtidos na modalidade de ensino a distância (EaD). A medida, prevista na Resolução CNE/CES nº 2/2024, passou a ser questionada sob o argumento de que pode violar direitos adquiridos e extrapolar os limites legais da regulamentação educacional.

O caso chegou à Comissão por meio de requerimento apresentado pelo advogado Marco Túlio Elias Alves, que sustenta a existência de ilegalidades na norma editada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). O ponto central da contestação está no inciso VII do § 4º do artigo 20 da resolução, que impõe a necessidade de comprovação de presença física no exterior, ainda que de forma intermitente, para fins de reconhecimento do diploma no Brasil. Mesmo em cursos formalmente classificados como EaD.

Após a abertura do procedimento, a presidência da Comissão determinou a coleta de pareceres técnicos e jurídicos que pudessem embasar uma decisão sem a necessidade de designação de relator. Em poucos dias, foram reunidos documentos considerados robustos, incluindo análises da Agência de Acreditação do Mercosul (MACCA), parecer jurídico independente e reportagens especializadas que apontam inconsistências na norma e seus efeitos práticos.

Com base nesse material, o presidente da Comissão, Dr. Lohan Gonçalves, concluiu que a matéria já estava suficientemente instruída. A decisão foi direta: reconhecer indícios consistentes de ilegalidade na exigência de presencialidade e recomendar providências institucionais junto à presidência da OAB, para que o tema seja levado formalmente ao CNE. O entendimento reforça uma crescente tensão entre órgãos reguladores e a evolução das modalidades educacionais.

Um dos pilares da decisão está na avaliação de que o CNE teria ultrapassado seu poder regulamentar. Isso porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) não exige, em nenhum momento, comprovação de presença física no exterior para reconhecimento de diplomas estrangeiros. Pelo contrário, a legislação estabelece critérios de equivalência acadêmica, e não de deslocamento geográfico, como condição para validação de títulos.

Outro ponto sensível é a aparente contradição normativa em relação ao próprio conceito de educação a distância. O Decreto nº 12.456/2025 define a EaD justamente como modalidade em que aluno e professor podem estar em locais distintos, sem exigência de presença física simultânea. Ao impor a necessidade de estadia internacional, o CNE, na prática, cria uma exigência que descaracteriza a essência da modalidade, aproximando-a de um modelo semipresencial não previsto originalmente.

A análise técnica da MACCA também chama atenção para o perfil dos estudantes de pós-graduação, em geral profissionais adultos, com média de idade superior a 30 anos. Nesse contexto, o argumento de “convivência acadêmica presencial” perde força, já que a formação em nível stricto sensu está mais ligada à produção intelectual e à pesquisa do que à socialização universitária tradicional.

Mas é no campo constitucional que a discussão ganha maior peso. A Comissão identificou possível violação ao direito adquirido, especialmente no que diz respeito à regra de transição estabelecida pelo Parecer CNE/CES nº 589/2025. Segundo esse entendimento, apenas pedidos protocolados antes da nova resolução seriam analisados pelas regras antigas, o que, na prática, exclui estudantes que já haviam concluído seus cursos, mas ainda não haviam iniciado o processo de reconhecimento.

Para a OAB, essa interpretação é excessivamente restritiva e ignora o fato de que o direito ao reconhecimento nasce no momento em que o aluno conclui todas as exigências acadêmicas. Exigir, de forma retroativa, documentos como comprovantes de viagem e registros de entrada em outros países cria uma condição impossível de ser cumprida por muitos estudantes, afetando diretamente a segurança jurídica.

Diante desse cenário, a Comissão optou por encaminhar o caso à presidência da OAB local, com recomendação de envio de ofício ao CNE. A intenção é abrir um canal institucional para revisão da norma e, eventualmente, garantir que os estudantes afetados possam ter seus diplomas reconhecidos sem a exigência de estadia no exterior, desde que comprovem a conclusão do curso antes da vigência da resolução.

O que está em jogo para estudantes brasileiros e o futuro da educação a distância internacional

A controvérsia em torno da Resolução CNE/CES nº 2/2024 vai além de uma disputa jurídica pontual e acende um alerta mais amplo sobre o futuro da educação a distância no Brasil, especialmente no contexto de internacionalização do ensino. Nos últimos anos, cursos de pós-graduação EaD oferecidos por instituições estrangeiras ganharam espaço entre profissionais brasileiros, impulsionados pela flexibilidade, custos mais acessíveis e reconhecimento acadêmico em diversos países.

Com a nova exigência de comprovação de estadia no exterior, esse modelo passa a enfrentar uma barreira significativa. Na prática, estudantes que optaram por cursos totalmente online, muitas vezes por limitações financeiras ou profissionais, podem ver seus diplomas perderem valor no Brasil, mesmo que tenham sido obtidos em instituições devidamente credenciadas em seus países de origem.

Especialistas apontam que a medida pode gerar um efeito cascata no mercado educacional. De um lado, alunos podem desistir de programas internacionais por receio de não conseguirem validar seus títulos. De outro, instituições estrangeiras podem reduzir a oferta de cursos voltados ao público brasileiro, diante da insegurança regulatória. O resultado é um possível isolamento acadêmico em um momento em que a educação global caminha na direção oposta.

Outro impacto relevante recai sobre profissionais que já concluíram seus cursos e dependem do reconhecimento do diploma para progressão na carreira, concursos públicos ou atuação acadêmica. Para esses casos, a discussão sobre direito adquirido não é apenas teórica, trata-se de uma questão prática, com efeitos diretos na vida profissional e financeira.

Juristas ouvidos ao longo do debate destacam que o conceito de direito adquirido está consolidado na Constituição e na jurisprudência brasileira. Em linhas gerais, ele protege situações jurídicas já consolidadas contra mudanças normativas posteriores. No caso dos diplomas EaD, o argumento é que, uma vez cumpridas todas as exigências do curso sob as regras vigentes à época, o estudante não pode ser surpreendido por novas condições para validação.

Além disso, há um debate importante sobre o papel dos órgãos reguladores. O CNE tem competência para normatizar diretrizes educacionais, mas essa atuação deve respeitar os limites impostos pela legislação superior. Quando uma resolução cria exigências não previstas em lei, abre-se espaço para questionamentos judiciais e administrativos, como o que agora chega à OAB.

No meio desse cenário, universidades brasileiras responsáveis pelo reconhecimento de diplomas estrangeiros também enfrentam um dilema. Elas precisam seguir as diretrizes do CNE, mas ao mesmo tempo lidam com demandas de alunos que alegam prejuízos e buscam alternativas legais para validar seus títulos. Isso pode levar a decisões divergentes e aumentar ainda mais a insegurança jurídica.

Para estudantes que estão planejando iniciar uma pós-graduação internacional, o momento exige cautela. A recomendação de especialistas é verificar não apenas o reconhecimento da instituição no país de origem, mas também as regras brasileiras para validação do diploma. Em alguns casos, pode ser necessário considerar cursos que ofereçam algum tipo de atividade presencial, mesmo que mínima.

Já para quem já concluiu o curso, a orientação é reunir toda a documentação possível que comprove a regularidade acadêmica e acompanhar os desdobramentos do caso na OAB e no próprio CNE. Dependendo da evolução do debate, podem surgir medidas administrativas ou judiciais que ampliem as possibilidades de reconhecimento.

No pano de fundo, a discussão revela um choque entre modelos educacionais tradicionais e as novas dinâmicas do ensino digital. A forma como esse impasse será resolvido pode definir não apenas o destino de milhares de diplomas, mas também o posicionamento do Brasil em relação à educação a distância no cenário global.

Sistema Cofeci-Creci lança site do Observatório Imobiliário Brasileiro com central de notícias e coleta de dados do setor

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Iniciativa do Sistema Cofeci-Creci em parceria com a Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE/UFSC), o Observatório Imobiliário Brasileiro (OIB) estrutura a maior base de dados do setor na América Latina, com coleta de informações do mercado, validação científica e atualização contínua. A plataforma completa será lançada no final deste ano. Porém, o site www.observatorioimobiliario.imb.br foi ao ar no dia 1 de abril e já conta com central de notícias, formulário para participação de empresas e profissionais e cadastro para envio de boletim com informações atualizadas.

O Sistema Cofeci-Creci lançou em 1º de abril o website do Observatório Imobiliário Brasileiro (OIB), que inicialmente conta com uma central de notícias, o Radar OIB, com informações relacionadas ao setor e análise de especialistas. A plataforma de Big Data, a maior do setor na América Latina, será lançada no fim do ano. Nesta fase inicial, o ambiente digital, além do Radar OIB, conta com informações do projeto, um boletim para que o público receba notícias atualizadas do setor e um formulário para que empresas e profissionais do setor imobiliário possam contribuir e participar.

O Observatório Imobiliário Brasileiro é resultado de uma parceria entre o Sistema Cofeci-Creci e a Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE/UFSC), responsável pela operação técnica e científica do projeto. A proposta é consolidar, ao longo de 2026, uma base estruturada de dados que reduza a assimetria de informação e aumente a segurança nas transações imobiliárias. O acesso pode ser feito pelo site: https://www.observatorioimobiliario.imb.br/

Segundo o presidente do Sistema Cofeci-Creci, João Teodoro da Silva, a abertura do site representa o início operacional do projeto. “O Observatório começa a ganhar forma com a participação direta do mercado. Estamos estruturando uma base nacional que vai transformar dados dispersos em inteligência confiável para apoiar decisões no setor imobiliário”, afirma.

Para o diretor do Observatório Imobiliário Brasileiro, Celso Pereira Raimundo, a adesão do mercado nesta etapa inicial é decisiva para a qualidade da base de dados. “A participação dos profissionais e empresas é fundamental neste momento. É a partir dessa escuta estruturada que conseguimos identificar as reais dores do setor e construir uma base de dados consistente, que reflita a dinâmica do mercado imobiliário brasileiro”, explica.

Sobre o Observatório Imobiliário (OIB)

O Observatório Imobiliário (OIB) é uma iniciativa nacional que vem sendo estudada pelo Sistema COFECI-CRECI há cerca de 2 anos. Oficializada no final de 2025 e com atividades iniciadas em 2026, foi criada para coletar, organizar, analisar e qualificar informações sobre o mercado imobiliário brasileiro a partir de dados reais. O projeto resulta de uma parceria inédita entre o Sistema COFECI-CRECI e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE), e tem como objetivo reduzir a assimetria de informação no setor, ampliar a transparência e oferecer uma base técnica sólida para decisões econômicas, institucionais e de política pública. O OBI opera com dados anonimizados e agregados, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e adota metodologia científica para validação estatística das informações, com governança acadêmica e institucional.

Mais informações: @oib_brasil