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Pediatra alerta para os cuidados com a saúde das crianças na volta às aulas

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As aulas voltaram e com elas a atenção redobrada com o cuidado da saúde dos pequenos estudantes

A retomada ao convívio social pode deixar as crianças mais expostas a algumas doenças. De acordo com o pediatra e coordenador de pediatria do Hospital Santa Helena, da Rede D’Or, Thallys Ramalho, existem doenças comuns da infância que são causadas habitualmente por vírus e que têm grande circulação nas unidades escolares.

“As principais doenças são as diarreias agudas; as infecções que acometem as vias aéreas superiores, principalmente os resfriados; síndrome mão-pé-boca e estomatites. Além de pediculose (piolho) e escabiose (sarna). Para crianças menores de dois anos, em casos de creches, há de se considerar a possibilidade de bronquiolite, que pode ter uma evolução mais grave em lactentes, quando ocorre em menores de um ano”, explica o médico.

Para aqueles que iniciarão o primeiro contato com a escola é preciso estar em alerta na montagem da lancheira. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o ano letivo dura no mínimo 200 dias. Desta forma, a alimentação e hidratação são fundamentais para que o rendimento da criança seja proveitoso.

“As crianças possuem um maior risco de desidratação, por esse motivo devemos ter uma atenção especial e constantemente oferecer água e sucos naturais. Em relação à alimentação, evitar comidas gordurosas, embutidos e ricos em açúcar, promovendo uma alimentação mais saudável”, explica Thallys Ramalho.

Como prevenção, é importante que os pais mantenham a carteira de vacinação atualizada, para redução da propagação das doenças. “O ambiente escolar facilita a transmissão de vírus respiratórios, como a influenza. Crianças com vacinação em dia adoecem menos, têm menor risco de complicações graves e ajudam a proteger colegas, professores e familiares.

É importante os pais aproveitarem o período para conferir o cartão de vacinação e garantir que as crianças retornem à escola mais protegidas”, conclui o pediatra.

 

Instituto Regenera Hub abre a agenda de 2026 com o Conexão Regenera

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Marcada para o próximo dia 14 de fevereiro, festa consciente traz muita música, dança circular, arte, vivências e discotecagem, no sábado de Carnaval, que também é o Dia da Amizade

O Instituto Regenera Hub – um hub genuinamente brasiliense que reúne projetos de impacto, com o propósito de regenerar o ser, as relações e nossa relação com a natureza – promove no próximo dia 14 de fevereiro (sábado), a partir das 14h, a primeira edição do Conexão Regenera, uma festa consciente com muita música, arte, vivências, discotecagem, danças circulares, drinks sem álcool e cacau.

Promovido no Espaço Astrea Campestre, no Itapoã, o evento marca o nascimento do Instituto Regenera Hub, uma organização da sociedade civil (OSC ), que surge para transformar sonhos em ações práticas.

“Escolhemos o Dia da Amizade, no sábado de carnaval, para realizar esta edição do projeto, que propõe um Carnaval diferente, uma celebração sem álcool, mais conectiva, pensada para quem deseja atravessar o feriado em presença, consciência e alegria verdadeira. Uma festa para celebrar a vida, o corpo, a ancestralidade e a regeneração das nossas relações — com nós mesmos, com o outro e com a Terra”, explica Alisson Sindeaux, presidente do Instituto Hegenera Hub.

Entre as atrações do evento, estão:

 Roda de Autobenzimento com Maria Cleudes. Participação especial de Álvaro Tukano.

‍Vivências e expositores

Drinks sem álcool

Sunset ao som de DJ João Melillo e show com Alisson Sindeaux

Vivência de Dança com Nadyne Uakti

Cerimônia do Cacau com Isabela Gusman

“O encontro acontece no Espaço Astreia, um território que acolhe esse chamado para um carnaval mais consciente, nutrindo corpo e espírito ao longo do dia. Abrimos o portal com uma cerimônia de abertura e roda de autobenzimento, conduzida por Maria Cleudes, com a presença especial de Álvaro Tukano, trazendo a benção ancestral que ancora e protege o campo do encontro. Ao longo da tarde, teremos um momento especial de partilha e escuta, fortalecendo vínculos e alianças no ecossistema Regenera HUB. Seguimos celebrando com dança no pôr do sol, música que movimenta o corpo e o coração, até mergulharmos juntos na Cerimônia do Cacau, ritual que aprofunda a conexão e abre os caminhos do sentir”, conta.

Evento contará com a participação especial de Álvaro Tukano para a benção ancestral de abertura – Foto/Acervo pessoal

Programação:

  • 14:00 – Abertura: Acolhida e Roda de Autobenzimento com Maria Cleudes. Participação especial de Álvaro Tukano para a benção ancestral de abertura.

  • 15:00 – Partilha: Espaço para falas dos Sócios Beneméritos

  • 17:30 – Celebração: Set “Dançando no Pôr do Sol” com DJ Melillo e condução de dança Nadyne Uakti

  • 19:00 – Ritual: Início da Cerimônia do Cacau.

  • 22:00 – Encerramento: Agradecimentos e fechamento.

 

SERVIÇO:

Conexão Regenera

Quando: 14 de Fevereiro, a partir das 14h

Onde: Espaço Astrea Campestre (Itapoã, DF)

Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/conexao-regenera-festa-consciente-carnaval/3286112

TCU vai investigar R$ 22 bilhões em emendas Pix; especialista alerta para riscos e obrigações legais

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Tribunal aprova plano especial de auditoria sobre transferências diretas feitas entre 2020 e 2024; recursos seguem regras da Lei de Licitações

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um Plano Especial de Auditoria para apurar a aplicação das chamadas transferências especiais, conhecidas como emendas Pix, realizadas entre 2020 e 2024. A iniciativa cumpre determinação do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 854, que trata da necessidade de ampliar a transparência e o controle sobre esses repasses.

 

Criadas em 2019, as emendas Pix permitem a transferência direta de recursos federais para Estados e municípios, sem a celebração de convênios, o que acelera o repasse financeiro, mas desloca para os entes beneficiados a responsabilidade integral pela correta aplicação dos valores, explica Ricardo Dias, advogado especialista em Licitações e sócio do Comparato, Nunes, Federici & Pimentel Advogados (CNFLaw).

 

“O apelido surgiu da comparação com o sistema de pagamentos do Pix, pela agilidade do dinheiro na conta do ente federativo. Ela tem gerado debates devido à falta de transparência e de controle sobre a aplicação dos recursos, o que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a impor novas regras e até mesmo suspender repasses”.

 

Dados consolidados pelo TCU indicam que mais de R$ 22 bilhões foram transferidos por meio dessa modalidade no período analisado, alcançando milhares de municípios, além de Estados e do Distrito Federal. O plano prevê a realização de 85 auditorias de conformidade, concentradas em áreas como compras públicas, contratações, eventos e obras, com o objetivo de verificar a aderência dos gastos aos planos de ação apresentados.

 

“O recurso advindo das emendas Pix devem seguir as regras de licitação, pois, apesar de serem repassadas diretamente aos entes federativos sem convênios, a aplicação dos recursos e a contratação de obras e serviços exigem processos licitatórios, especialmente com a Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações)”, avisa Ricardo Dias.

 

Segundo o especialista, a simplificação do repasse não afasta as exigências legais na execução. “Elas não dispensam a Licitação. As emendas Pix facilitam o repasse da verba, mas a execução dos serviços e obras deve ser realizada por meio de processos licitatórios”, frisa.

 

Ele acrescenta que a legislação vigente impõe a formalização dos procedimentos mesmo nos casos de contratação direta. “A Lei nº 14.133/2021 estabelece que a formalização de processos licitatórios é obrigatória, mesmo para contratações diretas que envolvam recursos de emendas Pix”.

 

Apesar da redução de etapas administrativas na transferência, a prestação de contas permanece obrigatória. “Embora as emendas Pix tenham menos etapas de formalização, o sistema de controle e a obrigação de prestar contas por meio da plataforma Transferegov.br garantem que os recursos sejam rastreáveis”.

 

Ricardo Dias alerta que irregularidades podem resultar em sanções aos gestores. “O uso indevido ou a falta de licitação pode gerar multas e responsabilização dos gestores, como visto em decisões de Tribunais de Contas, que fiscalizam a aplicação desses fundos”. Ele acrescenta que “o não cumprimento dessas regras pode levar à aplicação de multas e outras penalidades aos gestores, além da reprovação do plano de trabalho e devolução dos recursos, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM)”.

 

O cronograma do TCU prevê a conclusão e apreciação das auditorias até junho de 2026. O relatório final consolidado deverá ser encaminhado ao STF até 30 de junho de 2026, conforme compromisso firmado entre o Tribunal, a CGU (Controladoria-Geral da União), a AGU (Advocacia-Geral da União) e o Ministério da Gestão e da Inovação.

Fonte: Ricardo Dias, advogado especialista em Licitações e sócio do Comparato, Nunes, Federici & Pimentel Advogados

 

Órgãos do Governo do RJ revelam bastidores da cibersegurança e da LGPD em evento on-line em comemoração ao Dia Internacional da Privacidade de Dados

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Evento on-line, a ser realizado no dia 30 de janeiro, marca o Dia Internacional da Proteção de Dados e apresenta casos reais de proteção de dados e governança no setor público

Para marcar o Dia Internacional da Proteção de Dados, celebrado em 28 de janeiro, a Every Cybersecurity promove, na sexta-feira (30/01), das 10h às 12h, um evento on-line que vai além da teoria: ele coloca em pauta a aplicação prática da cibersegurança e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no setor público. A iniciativa reúne gestores e especialistas para compartilhar experiências reais de adequação, governança e resiliência digital.

Sob a condução de Eduardo Nery, CEO e Sócio Fundador da Every Cybersecurity, e Sâmya Massari, Diretora de Privacidade e Inovação da Every Cybersecurity GRC Privacy, o encontro apresentará casos concretos de instituições que lidam diariamente com dados críticos de milhões de cidadãos. A programação inclui apresentações e painéis com foco em experiências práticas, desafios enfrentados e soluções adotadas na proteção de dados no setor público.

“Não estamos falando apenas de cumprir uma lei, mas de garantir a continuidade dos serviços públicos e a confiança da população. A proteção de dados é um pilar transversal e estratégico da gestão pública”, destaca Eduardo Nery.

Da teoria à prática: o que esperar do evento

Em um cenário marcado pelo aumento de ataques cibernéticos, vazamentos de dados e riscos operacionais, o evento terá como eixo central a “Resiliência Digital”. Os painéis vão abordar não apenas como organizações públicas alcançaram a conformidade com a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais –, mas como vêm estruturando processos, tecnologias e cultura organizacional para proteger ativos de informação e garantir a continuidade dos serviços essenciais.

Além da apresentação dos estudos de caso, a Every Cybersecurity fará uma retrospectiva dos principais desafios enfrentados em 2025 e apresentará as tendências estratégicas de privacidade e cibersegurança para 2026. O encontro também marcará o lançamento oficial de novos treinamentos e certificações, incluindo a formação para DPO (Data Protection Officer), voltada à crescente demanda do mercado por profissionais qualificados em proteção de dados.

Para Sâmya Massari, Diretora de Privacidade e Inovação da empresa, a troca de experiências é essencial para amadurecer o ecossistema de proteção de dados no país. “A LGPD demanda governança robusta e inovação contínua. Para apoiar essa evolução, integramos ao evento o lançamento de certificações de alto nível para DPOs, visando formar profissionais estratégicos aptos a gerenciar riscos reais e cenários de alta complexidade”, afirma.

Agenda e inscrições

O evento é gratuito e voltado a gestores públicos e privados, profissionais de TI, jurídico, compliance, privacidade e governança. A programação é dividida em: Privacidade e Inovação: retrospectiva 2025 e tendências em cibersegurança para 2026; Painel de Casos de Sucesso: experiências práticas de proteção de dados no setor público; e Capacitação: lançamento de certificações em Privacidade e DPO.

 

Sobre a Every Cybersecurity

Com sede em Brasília, escritório no Rio de Janeiro e atuação nacional, a Every Cybersecurity celebra 12 anos em 2026 e se consolidou como referência em Segurança da Informação, Governança, Riscos e Compliance (GRC) e Privacidade da Informação, destacando a liderança em Adequação à LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A empresa atua com projetos de adequação à LGPD, consultoria especializada e soluções tecnológicas, atendendo grandes órgãos públicos e empresas privadas em todo o país.

Serviço:

Imersão Every Cybersecurity – Dia Internacional da Proteção de Dados

Dia 30 de janeiro (sexta-feira)

Horário: 10h às 12h

Formato: On-line

Inscrições: every.com.br/eventos

Realização: Every Cybersecurity

Novo recorde: Inadimplência alcança 8,9 milhões de empresas brasileiras em novembro com R$ 210 bilhões em dívidas, aponta Serasa Experian

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Empresas do segmento de “Serviços” foram as mais negativadas no período, com 55,2%, “Comércio” vem na sequência com 32,7%

São Paulo – A inadimplência entre as empresas brasileiras bateu novo recorde em novembro de 2025, atingindo 8,9 milhões de CNPJs, o maior número desde o início da série histórica. Juntas, elas somaram mais de R$ 210,8 bilhões em dívidas negativadas, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. Confira, no gráfico abaixo, a evolução do número de companhias negativadas:

Fonte: Serasa Experian

 

De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o resultado reflete um cenário econômico ainda marcado por juros elevados e crédito mais restritivo. “O recorde de inadimplência em novembro mostra que muitas empresas seguem com pouco espaço financeiro para absorver oscilações de custos ou de receita. Com o crédito mais caro, cresce a dificuldade de alongar dívidas, o que acaba levando ao atraso de obrigações recorrentes.”

 

Perfil das dívidas

 

Ainda segundo os dados de novembro de 2025, as empresas inadimplentes possuíam, em média, 7 contas negativadas, cujo ticket médio foi de R$ 3.375,4, enquanto a dívida média por empresa alcançou R$ 23.790,8. Veja, na tabela abaixo, a comparação desses indicadores com o mesmo período do ano passado:

 

Fonte: Serasa Experian

 

“Os dados mostram que, além de mais empresas inadimplentes, as dívidas estão maiores. Isso indica um agravamento do endividamento, com compromissos financeiros mais elevados acumulados ao longo do tempo”, complementa a economista-chefe.

 

Setores das empresas inadimplentes

 

A maior parte das empresas negativadas eram do setor de “Serviços” (55,2%) em novembro. Em seguida ficaram as do “Comércio” (32,7%), e “Indústria” (8,1%). Os setores “Outros” (3,1%) e “Primário” (0,9%) completaram o levantamento.

 

Já em relação aos setores de origem das dívidas, o maior volume de negativações ficou em “Serviços” (31,4%) superando “Bancos e Cartões” (19,9%), e “Outros” (18,0%). Também tiveram participação relevante “Cooperativas” (8,4%), “Utilities” (7,1%) e “Telefonia” (6,2%). Veja o detalhamento desta visão:

Fonte: Serasa Experian

 

“O crescimento das dívidas ligadas a instituições financeiras e a serviços essenciais mostra que as empresas estão priorizando despesas operacionais imediatas, enquanto postergam compromissos financeiros, o que é típico de momentos de maior aperto de liquidez”, avalia a porta-voz.

 

Distribuição regional

 

Regionalmente, o Sudeste concentrou 4,76 milhões de empresas inadimplentes, o equivalente a 53,7% do total nacional. Na sequência apareceram Sul (1,44 milhão), Nordeste (1,36 milhão), Centro-Oeste (774 mil) e Norte (531 mil). Entre as Unidades Federativas, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul lideraram com os cinco maiores números de CNPJs negativados no período. Confira no gráfico abaixo o detalhamento das Unidades Federativas (UFs):

 

Fonte: Serasa Experian

 

Porte das empresas

 

Do total de 8,9 milhões de companhias inadimplentes, a maioria eram de Micro, Pequenas e Médias Empresas, com 8,5 milhões. Esse grupo concentrou 57,7 milhões de dívidas negativadas que somaram R$ 190,3 bilhões em contas. “Há maior vulnerabilidade de empresas de menor porte a ciclos de crédito mais restritivos, já que esses negócios costumam ter menor acesso a financiamento e menos margem para renegociação”, finaliza Camila.

 

Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

 

Metodologia

 

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago, apurado no último dia do mês de referência. O Indicador é segmentado por UF, porte e setor.

 

Serasa Experian

A Serasa Experian é a primeira e a maior datatech do Brasil. Líder em soluções de inteligência para análise de riscos e oportunidades, com foco nas jornadas de crédito, autenticação e prevenção à fraude. Com tecnologia de ponta, inovação e os melhores talentos, transforma a incerteza do risco na melhor decisão, ajudando pessoas a realizarem seus sonhos e empresas de todos os portes e segmentos a prosperarem.

Criada em 1968, a Serasa passou a fazer parte da Experian Company em 2007, empresa global com matriz em Londres. Atualmente, é responsável por mais de 6,5 milhões de consultas diárias sobre empresas e consumidores e protege mais de 2,2 bilhões de transações comerciais todos os anos.

Empodera consumidores com educação financeira, facilitando o acesso a crédito justo. Ajuda empresas de todos os portes e segmentos a tomar melhores decisões, em diversas frentes para: encontrar novos clientes, gerenciar os atuais com mais eficiência, conceder crédito ou vender a prazo com segurança, cumprir normas ESG, autenticar seus clientes e prevenir fraude e, ainda, cobrá-los no momento ideal, sem impactar o relacionamento.

Com o propósito de criar um futuro melhor para todos ampliando oportunidades para pessoas e empresas, capacita pessoas na área de tecnologia e impulsiona pequenos negócios e startups de impacto social por meio de programas próprios e gratuitos. É considerada uma Top Company do LinkedIn e uma das melhores empresas para trabalhar, reconhecida pelo GPTW. Também é a empresa de serviços mais inovadora do país, certificada pelo Prêmio Valor Inovação Brasil.

Experian

A Experian é uma datatech global que amplia oportunidades para pessoas e empresas em todo o mundo. Facilitamos a jornada de crédito, autenticamos e prevenimos contra fraudes, simplificamos processos na área da saúde, oferecemos soluções de marketing digital e ajudamos na geração de insights no setor automotivo, combinando de forma única dados, analytics e software. Também apoiamos milhões de pessoas a alcançarem seus objetivos financeiros, ajudando-as a economizar tempo e dinheiro.

 

Atuamos em diversos mercados, como serviços financeiros, saúde, automotivo, agronegócio, seguros, entre outros segmentos. Investimos continuamente em profissionais talentosos e em tecnologias avançadas para liberar o poder dos dados e impulsionar a inovação.

 

Com sede corporativa em Dublin, na Irlanda, a Experian plc integra o índice FTSE 100 e está listada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN), com cerca de 25.200 colaboradores em 33 países. Saiba mais em experianplc.com.

Empresa catarinense notifica Bradesco e pede ressarcimento integral após fraude digital que alega ter causado prejuízo de R$ 1,938 milhão

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A Bella Garden Ltda. (matriz em Corupá/SC e filial em São Paulo) informou ter protocolado notificação extrajudicial ao Banco Bradesco S.A., relatando que foi vítima de um golpe de estelionato em ambiente digital que teria resultado em transferências não autorizadas e prejuízo global superior a R$ 1.938.000,00.

Segundo o documento, o episódio ocorreu em 25 de novembro de 2025 e teria sido iniciado por contato telefônico ativo, no qual terceiros se apresentaram como integrantes da central de atendimento do banco, com linguagem técnica e acesso a dados bancários da empresa. A notificação descreve que a fraude atingiu duas contas vinculadas à agência 2547 (contas 400400-0 e 401401-4) e motivou o registro de dois boletins de ocorrência, com prejuízos apontados de R$ 1.013.000,00 e R$ 925.000,00.

A peça destaca ainda que houve alerta sobre movimentações atípicas e que, apesar de bloqueios iniciais, teriam sido liberadas transferências posteriormente, compondo o prejuízo alegado. A empresa afirma que não forneceu senha, token, acesso remoto nem teria autorizado operações voluntárias.

De acordo com a notificação, o banco teria reconhecido a ocorrência das transações, mas apresentado proposta de ressarcimento parcial de R$ 27.850,00, considerada “aviltante” diante do total subtraído. A empresa relata, ainda, reclamação registrada junto ao Banco Central do Brasil.

Pedidos formalizados

No documento assinado pela advogada Juliana Carrillo Vieira (OAB/SP 180.924), a Bella Garden requer: (i)ressarcimento integral (com abatimento do que eventualmente já tenha sido devolvido); (ii) resposta formal e técnica em até 48 horas; (iii) preservação de registros eletrônicos (logs, IPs e trilhas de auditoria); e (iv) identificação dos destinatários dos valores.

A notificação fundamenta os pedidos na responsabilidade objetiva por falha na prestação do serviço prevista no art. 14 do Código de Defesa do Consumidor (Portal da Câmara dos Deputados) e em entendimento consolidado do STJ sobre fraudes em operações bancárias (Súmula 479). (TJDFT) Também menciona deveres regulatórios de monitoramento e contenção de operações susp 3.978/2020 (Normativos BCB) e a Resolução CMN 4.893/2021, sobre política de segurança cibernética. (Ancord)

Recovery para todos: Capital Recovery reforça o cuidado com o corpo como aliado para começar 2026 com saúde

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Método já conquistou atletas e praticantes, mas também é essencial na prevenção de lesões e no alívio de dores crônicas

Com a chegada de 2026, cresce o movimento de pessoas que decidem iniciar o ano com mais atividade física, seja por meio da corrida, musculação, caminhada, cross training ou esportes recreativos. Mas junto com a prática vem também um alerta importante: cuidar do corpo após o exercício é tão fundamental quanto se movimentar. Nesse contexto, o recovery ganha protagonismo como ferramenta estratégica não apenas para atletas profissionais, mas também para praticantes amadores e pessoas que convivem com dores musculares e articulares crônicas.

Em meio à expansão das corridas de rua e do esporte como estilo de vida em Brasília e em todo o país, métodos de recuperação muscular antes vistos como exclusivos da alta performance passam a integrar a rotina de quem busca saúde, longevidade e bem-estar. Técnicas como banheira de gelo, banheira quente, liberação miofascial e botas pneumáticas ajudam o corpo a responder melhor aos estímulos físicos, reduzem inflamações e previnem lesões.

“O exercício físico é extremamente benéfico, mas ele gera microlesões naturais no músculo. O recovery entra justamente para ajudar o corpo a se regenerar, evitando sobrecargas, dores persistentes e interrupções na prática”, explica a fisioterapeuta Jaqueline Corrêa, especialista em fisioterapia esportiva.

A crioterapia, realizada por meio da banheira de gelo, auxilia no controle inflamatório e na redução de dores musculares tardias. Já a termoterapia, com a banheira quente, promove relaxamento profundo, melhora da circulação e alívio das tensões acumuladas. Associadas, essas técnicas potencializam os efeitos da recuperação física e mental.

Outro recurso amplamente utilizado é a liberação miofascial, que atua diretamente nos pontos de tensão, melhora a mobilidade e prepara o corpo para novos estímulos. Para completar o protocolo, as botas pneumáticas de compressão estimulam o retorno venoso, reduzem inchaços e aceleram a eliminação de toxinas, sendo indicadas tanto no pós-treino quanto em quadros de cansaço crônico.

“O recovery não é um luxo nem um modismo. Ele é uma estratégia de saúde. Atendemos atletas, mas também pessoas que começaram a se exercitar agora, trabalhadores que passam muitas horas em pé, pacientes com dores lombares, joelhos sensíveis ou histórico de lesões. Recuperar bem é garantir constância e qualidade de vida”, afirma Luciana Rosa, fisioterapeuta e sócia da Capital Recovery, clínica especializada em recuperação muscular que atua há mais de oito anos no Distrito Federal.

Os atendimentos são personalizados, duram de 30 a 80 minutos e combinam diferentes técnicas após uma avaliação individual. A proposta é clara: transformar o recovery em parte da rotina de autocuidado, seja como prevenção, tratamento complementar ou suporte para quem decidiu fazer de 2026 um ano mais ativo.

Em um cenário em que o esporte deixa de ser apenas performance e passa a ser saúde, o recovery se firma como o elo entre movimento, descanso inteligente e bem-estar duradouro.

Serviço

Capital Recovery – Recuperação muscular, bem-estar e performance

Funcionamento: segunda a sexta, das 8h às 20h; sábado, das 9h às 13h

Unidade Asa Sul: Setor de Clubes Sul, Lote 3 – Brasília/DF

Unidade Águas Claras: Nação Club Águas Claras – SMPW Quadra 05 Q 5 Conjunto 09 Lote 02

Agendamento: (61) 99503-7796

Site: www.capitalrecovery.com.br

📰 Brasília inaugura o Ether Nexus um Hub de Saúde e Negócios, novo centro de excelência em inovação e conexão

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Brasília ganhou nesta semana um novo espaço voltado à integração entre saúde, tecnologia e empreendedorismo. Foi inaugurado na Asa Sul o Ether Nexus um Hub de Saúde e Negócios, empreendimento que nasce com a proposta de ser um centro de excelência médica e empresarial, reunindo clínicas, profissionais da saúde, empresas de tecnologia e prestadores de serviços em um único ecossistema colaborativo.

O projeto foi idealizado para promover conexões entre os próprios locatários, fortalecendo parcerias e estimulando soluções inovadoras para o setor da saúde.

Segundo Isabela Capuzzo, uma das idealizadoras do empreendimento, o Ether Nexus vai além de um espaço físico.

“Aqui é fazer tudo com excelência. Somos um centro de excelência médica e empresarial. A ideia é trazer não só empresas da área da saúde, como clínicas e médicos, mas também empresas que prestem serviços para esse segmento. Queremos ser um hub de soluções e de conexão, porque conexões movem o mundo”, afirmou.

Ela destacou ainda que o objetivo é criar um ambiente de colaboração entre os próprios empreendedores.

“Mais do que atender nossos clientes, vamos atender uns aos outros. Queremos que este seja um centro de união, inovação e colaboração entre as empresas instaladas aqui.”

Estrutura moderna e localização estratégica

O Ether Nexus conta com uma estrutura composta por oito pavimentos, sendo térreo, cinco andares superiores e dois subsolos, além de mais de 230 vagas de estacionamento, um diferencial raro para prédios localizados na Asa Sul.

Localizado em uma região estratégica, próxima ao Parque da Cidade, Sudoeste e Lago Sul, o hub oferece salas amplas para empresas em expansão. Os espaços variam a partir de 70 metros quadrados, chegando a 434 metros, além de duas opções de lajes corporativas superiores a 1.000 metros quadrados.

O empreendimento também contará com:

  • auditório para mais de 100 pessoas;
  • salas de reuniões executivas;
  • estúdio para podcasts e produções audiovisuais;
  • espaços para eventos e educação corporativa.

Propósito e construção coletiva

Rafic Junior

Para Rafic Júnior, o Ether Nexus é resultado de um processo coletivo marcado por persistência, alinhamento de valores e propósito.

“Ambientes de propósito atraem pessoas que acreditam na mesma visão. Esse projeto não nasceu pronto. Ele nasceu no processo, na pressão e em decisões difíceis. Aqui aprendemos que caráter vem antes do resultado”, destacou Rafic Júnior.

Ele ressaltou ainda que o hub representa um espaço onde inovação e relacionamento caminham juntos.

“Mais do que um prédio, o Ether Nexus é um ambiente onde pessoas crescem juntas. É um lugar para formar conexões reais, desenvolver ideias e construir algo que tenha impacto na vida das pessoas.”

Saúde como escolha de vida

Para Gilson Neves, o projeto simboliza maturidade e constância na construção de algo sólido.

“Esse projeto não nasceu de um dia bonito. Ele nasceu de processo, de decisão difícil e de gente que não desistiu quando ficou pesado. Hoje a gente vive um tempo em que muitos querem mostrar resultado, mas poucos querem viver a jornada. E aqui ficou claro que caráter vem antes do crescimento”, afirmou Gilson.

Segundo ele, o Ether Nexus representa mais do que um empreendimento físico.

“Não é só sobre saúde. É sobre educação, tecnologia, relacionamento e propósito. É criar um ambiente onde as pessoas cresçam juntas. Quem permanece, chega.”

Um projeto marcado por propósito e superação

Ian

Durante a inauguração, Ian, um dos participantes do projeto, compartilhou um relato pessoal que deu ainda mais significado à proposta do hub.

Ele afirmou que o Ether Nexus representa uma mudança de estação em sua própria vida.

“Existe o tempo do relógio, o cronos, e existe o tempo da vida, o kairós. E quando a estação muda, a gente muda junto”, disse.

Ian contou que nos últimos meses sua família enfrentou um grande desafio, quando sua esposa descobriu um câncer durante a gravidez.

“Por um tempo eu me dediquei apenas à doença. Até que percebi que havia uma vida crescendo. Então entendi que esse projeto precisava ser sobre saúde, e não sobre doença. Sobre vida, e não sobre medo.”

Para ele, o Ether Nexus nasce com esse propósito:

“O nosso convite é investir em saúde e escolher a vida. É isso que esse espaço representa.”

Polo de inovação em saúde

O evento de inauguração reuniu empresários, profissionais da área da saúde e convidados especiais. O público pôde conhecer de perto a estrutura do hub, que promete se tornar um novo ponto de convergência para projetos que unem saúde, tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Com a inauguração do Ether Nexus, Brasília reforça seu papel como um polo de integração entre saúde, tecnologia e negócios, abrindo espaço para o desenvolvimento de projetos que podem impactar positivamente os serviços e as soluções oferecidas à população.

Blindagem jurídica estruturada ganha espaço entre empresários

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Pressão regulatória e aumento da fiscalização levam empresários a adotar modelos preventivos de organização jurídica

O aumento da complexidade regulatória e da judicialização no país tem levado empresários a rever a forma como lidam com risco. Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que o Judiciário brasileiro mantém mais de 80 milhões de processos em tramitação, o que ajuda a dimensionar o ambiente de litígio em que empresas e seus administradores estão inseridos.

Esse cenário, somado à intensificação da fiscalização tributária e trabalhista, ampliou a atenção sobre a responsabilidade direta de sócios e gestores, especialmente em estruturas empresariais pouco organizadas do ponto de vista jurídico.

Mayra Saitta, advogada empresarial e fundadora do Grupo Saitta, avalia que esse contexto tem impulsionado a busca por modelos estruturados de blindagem jurídica, baseados em diagnóstico e acompanhamento contínuo. “Hoje, o risco não está apenas na operação da empresa, mas nas decisões tomadas pelos administradores. Blindagem jurídica significa estruturar corretamente o negócio para reduzir exposição e dar previsibilidade”, afirma.

Da reação à prevenção

Tradicionalmente associada a momentos de crise, a blindagem jurídica passou a ser incorporada como parte da rotina de gestão. A lógica é identificar vulnerabilidades antes que elas se transformem em passivos judiciais, o que envolve desde a organização societária até a revisão de contratos, políticas internas e práticas de governança, com monitoramento constante ao longo do tempo.

Segundo a especialista, ainda é comum confundir blindagem com soluções rápidas ou genéricas. “Não existe fórmula pronta. Cada empresa tem um nível de risco diferente, e o trabalho começa com um diagnóstico profundo. Sem método e acompanhamento, qualquer ajuste perde efeito ao longo do tempo”, observa.

Integração de áreas e decisões estratégicas

A adoção desses modelos também está ligada à percepção de que decisões jurídicas não podem mais ser tomadas de forma isolada. Questões fiscais, trabalhistas e societárias impactam diretamente o caixa, a capacidade de investimento e a sucessão empresarial, o que tem levado empresários a buscar soluções integradas, conectando jurídico, contábil e gestão.

Iniciativas como o Escudo Saitta surgem como reflexo desse movimento ao reunir empresários e especialistas para discutir prevenção jurídica sob a ótica da gestão. A proposta é tratar a blindagem como ativo estratégico, alinhado ao planejamento do negócio, e não como resposta emergencial a autuações ou disputas judiciais.

Exposição patrimonial em foco

A responsabilização pessoal de sócios e administradores, cada vez mais presente em decisões judiciais e processos administrativos, reforça essa mudança de postura. Para Mayra, esse é um dos principais gatilhos da demanda atual. “O empresário percebeu que o patrimônio pessoal está mais exposto do que imagina. Organizar a empresa juridicamente é uma forma de proteger não apenas o negócio, mas também a trajetória construída ao longo dos anos”, diz.

A consolidação da blindagem jurídica estruturada indica que o tema deixou de ser periférico. Em um ambiente regulatório complexo e altamente judicializado, a prevenção passou a ocupar espaço central nas decisões de gestão e na estratégia de sobrevivência das empresas brasileiras.

 

Sobre Mayra Saitta

Advogada, contadora e empresária, Mayra Saitta é fundadora do Grupo Saitta, hub de contabilidade, direito empresarial, marketing e educação corporativa com atuação no Brasil, Estados Unidos e Europa. Nascida em Praia Grande (SP) e graduada em Ciências Contábeis e Direito, ela se especializou em Direito Empresarial e construiu uma trajetória marcada pela inovação em gestão e pela defesa do protagonismo feminino nos negócios. Em 2024, foi homenageada pela Câmara Municipal de Praia Grande com o diploma Graziela Diaz Sterque, em reconhecimento às suas contribuições à comunidade e ao desenvolvimento local.

Em 2025, lançou o livro A mente ágil do líder: como liderar com flexibilidade e propósito na era da inteligência artificial, no qual apresenta reflexões sobre liderança e transformação digital. Idealizadora do Saitta Day, evento que reúne empresários e especialistas para impulsionar o empreendedorismo na Baixada Santista, Mayra é reconhecida por unir visão estratégica, propósito e impacto social em sua atuação.

Para mais informações, acesse o site, linkedin ou pelo instagram.

Sobre o Grupo Saitta

Há 15 anos, o Grupo Saitta atua como um hub de soluções integradas em contabilidade, advocacia, marketing e educação corporativa, com sede em Praia Grande (SP) e presença em todo o Brasil, além de uma carteira de clientes nos Estados Unidos e Europa.

Reconhecido pelo Método Saitta, modelo próprio de gestão de processos, o grupo se consolidou pela capacidade de unir eficiência operacional, rigor no cumprimento de prazos e uma gestão humanizada, que valoriza a parceria e o desenvolvimento conjunto entre empresas e profissionais.

Pioneiro na Baixada Santista ao criar um setor de Customer Success voltado à experiência do cliente, o grupo também promove mentorias e programas de capacitação para líderes e empreendedores, com foco em produtividade, gestão inteligente e posicionamento estratégico. Sua missão é clara, fortalecer empresas e inspirar vidas, conectando pessoas, propósito e performance.

Compra de votos e abuso de poder seguem como principais riscos jurídicos em campanhas eleitorais, alerta advogado

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Newton Lins, especialista em Direito Eleitoral destaca que práticas aparentemente simples podem levar à cassação de mandatos e à inelegibilidade

Mesmo após sucessivas reformas na legislação eleitoral, práticas como compra de votos e abuso de poder econômico ou político continuam figurando entre os principais riscos jurídicos das campanhas no Brasil. O alerta é do advogado Newton Lins, especialista em Direito Eleitoral e sócio do escritório Lins de Carvalho Advogados, autor do livro “Propaganda Eleitoral: Comentários Jurídicos” (Editora Juruá), que terá novas atualizações em breve.

De acordo com Newton Lins, a legislação é clara ao caracterizar a compra de votos sempre que houver oferta, promessa ou tentativa de concessão de qualquer vantagem ao eleitor em troca do voto. “A lei não exige que o benefício seja efetivamente entregue, nem que haja um pedido explícito de voto. Basta que fique demonstrada a intenção de influenciar a vontade do eleitor para que o ilícito esteja configurado”, explica o advogado, com base no artigo 41-A da Lei nº 9.504/1997.

Segundo o especialista, ainda são recorrentes práticas equivocadamente tratadas como ações permitidas de campanha. “Distribuição de cestas básicas, materiais de construção, combustível, roupas, óculos, dentaduras e até brindes como camisetas e bonés continuam acontecendo, muitas vezes sob o rótulo de assistência social. A legislação parte do princípio de que qualquer vantagem entregue ao eleitor compromete a liberdade do voto”, afirma.

O advogado ressalta que a irregularidade não se limita a benefícios imediatos. “Promessas de emprego, cargos públicos, acesso a programas sociais ou ajuda financeira após a eleição também caracterizam compra de votos. O que importa é o vínculo entre a promessa e a intenção de obter apoio eleitoral”, pontua.

Embora as sanções incidam principalmente sobre candidatos, Newton Lins lembra que o eleitor que aceita vantagem também pratica conduta ilícita. “Trata-se de uma forma de corrupção eleitoral. O sistema jurídico concentra a repressão em quem detém poder político ou econômico, mas a conduta do eleitor também é juridicamente reprovável”, observa.

Outro ponto sensível das campanhas é o abuso de poder econômico. Segundo o especialista, o uso excessivo de recursos financeiros pode desequilibrar a disputa, mesmo quando os gastos são declarados. “A regularidade das contas não afasta, por si só, o abuso. Dois candidatos podem gastar muito entre si e, ainda assim, desequilibrar a disputa em relação aos demais”, explica.

Já o abuso de poder político ocorre quando há desvio de finalidade no uso da máquina pública. “Utilizar servidores, programas, obras ou publicidade institucional para promover candidatura configura abuso, ainda que sob aparência de legalidade. Atos administrativos legítimos devem ser impessoais, informativos ou educativos, sem promoção pessoal”, destaca.

As punições para essas condutas incluem multa, cassação do registro ou do diploma e declaração de inelegibilidade por oito anos, conforme a Lei Complementar nº 64/1990. “A legislação permite, inclusive, a perda imediata do mandato, independentemente do trânsito em julgado”, lembra Newton Lins.

A Justiça Eleitoral também pode aplicar sanções mesmo após o fim do pleito. Há decisões que resultaram na cassação de mandatos anos depois da eleição, com a posse do segundo colocado. “Isso reforça que a lisura do processo eleitoral deve resistir ao tempo”, conclui o advogado.