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Quando o sigilo vira regra e a Constituição vira exceção

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Por Ives Gandra

Quero trazer hoje aos amigos leitores uma situação que tem me preocupado muito como professor de Direito Constitucional.

Inicialmente, transcrevo o artigo 37 da CF/88, que prevê os fundamentos maiores da Administração Pública:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (…) (grifo meu)
Estes são, pois, os cinco princípios fundamentais da Administração.

A moralidade administrativa é um princípio básico, pois governos imorais não representam o povo. A legalidade exige que tudo seja feito conforme a lei, e não segundo a vontade de quem está no Poder. A eficiência impõe que o recurso público seja gerido com zelo, não pro domo sua, para interesses privados ou benefício pessoal.

Ora, especialmente o princípio da publicidade (ou transparência) se justifica porque, como cidadão administrado pelo governo — e considerando que foram os cidadãos que o elegeram e pagam como contribuintes para que os governantes lá estejam —, quero saber o que está sendo feito em meu nome. Todos os cidadãos têm o direito de saber como seus representantes estão governando.

O sigilo deveria ser a exceção absoluta, como manda a Constituição Federal, mas, hoje, ele parece ter se tornado a regra. Observamos no Congresso Nacional a imposição de sigilo inclusive sobre emendas parlamentares que envolvem valores elevados. Da mesma forma, sob a gestão do presidente Lula, a falta de transparência impera: não se pode obter informações sobre os gastos de dinheiro público em viagens internacionais dele e da primeira-dama. O que deveria ser público é tratado sob segredo.

No Poder Judiciário também: não se pode dizer, por exemplo, para onde viajaram os aviões da FAB que, aliás, são pagos por nós, contribuintes.

O mesmo ocorre em relação a inúmeros processos. De repente, ações judiciais que deveriam ser do conhecimento do povo por envolverem corrupção — algo fundamental para que ela seja efetivamente combatida —, entram em sigilo, razão pela qual, repito: o que deveria ser a exceção absoluta passou a ser a regra.

Sendo assim, a eficácia das leis que determinam transparência — tais como a Lei Complementar nº 131/2009, que obriga a divulgação em tempo real das receitas e despesas públicas, bem como a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), que regulamenta o direito constitucional dos cidadãos de acessar informações dos órgãos públicos, estabelecendo que “acesso é a regra e o sigilo é a exceção”, de modo a fortalecer o controle social, a boa gestão, o conhecimento e o acesso à informação —, praticamente deixou de existir, porque tudo entra no campo do sigilo, no s Três Poderes.

Por fim, pelo princípio da impessoalidade, sempre entendi que o agente público jamais agiria em nome próprio, ou seja, não deveria haver interesses pessoais por parte daqueles que compõem a Administração Pública.

Por essa razão, quando meu filho, Ives Gandra da Silva Martins Filho, tornou-se ministro do Tribunal Superior do Trabalho, afirmei que jamais voltaria a atuar em questões trabalhistas, visando manter a impessoalidade que a Constituição Federal impõe a todos os que exercem o poder.

Como professor que acompanhou o debate do artigo 37 da CF/88 durante os 20 meses da Assembleia Constituinte, dialogando permanentemente com Bernardo Cabral e Ulysses Guimarães — relator e presidente da Constituinte, respectivamente —, tinha a sensação de que aqueles cinco princípios significavam que, a partir de então, tudo seria transparente: viveríamos, pois, em uma democracia na qual o povo governaria por meio de seus representantes, razão pela qual deveria saber tudo o que acontece dentro do governo e no âmbito dos Três Poderes.

Afinal, os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência representam o que o legislador constituinte estabeleceu como pilares fundamentais da democracia brasileira, para que todos vivam plenamente, com liberdade de expressão para dizer o que pensam e criticar o Poder, se entenderem que este não está agindo de acordo com a Constituição Federal.

Tenho a sensação de que, ou eu já não sei mais ler a Constituição, ou o que nela consta já não vale para os atuais dirigentes do País e seus três Poderes. Por outro lado, resta-nos — a nós, advogados e representantes do povo — continuar lutando para que prevaleça o artigo 37 e seus cinco princípios fundamentais.

Diante desse cenário, percebe-se um distanciamento preocupante entre o espírito democrático de 1988 e a prática institucional contemporânea. A erosão da transparência não apenas fere a letra da lei, mas desfigura a própria relação entre o Estado e o cidadão, transformando a coisa pública em um reduto de decisões inacessíveis ao verdadeiro detentor do poder: o povo. Além de faltar com o respeito aos princípios constitucionais, tal postura compromete o alicerce da nossa República.

É, portanto, uma situação difícil para um professor de Direito Constitucional. Reconheço-me como um modesto professor provinciano, pois São Paulo não passa de uma província se comparado a Brasília, que é quem manda no Brasil, sendo que os Estados são provincianos e não têm força nenhuma. Em Brasília, todos são autoridades. Vivemos, portanto, como na Idade Média, época em que havia os senhores feudais e a plebe.

Eu, um velho professor — nada além de um advogado e professor universitário —, venho compartilhando com meus leitores aquilo que presenciei: como os Constituintes prepararam o terreno para restabelecer a democracia no Brasil, como a Constituição foi escrita e como ela não vem sendo cumprida pelos Três Poderes.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

 

Detran-DF está de Volta às Aulas com orientações e fiscalização viária

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ais e transportadores devem estar atentos às regras de circulação nas imediações das escolas a fim de garantir um ir e vir seguro
Zélia Ferreira
As aulas nas escolas particulares já estão de volta e o Departamento de Trânsito do Distrito Federal trabalha para que o ir e vir dos alunos aconteça de forma segura. Para isso, foram instalados vários painéis de mensagens próximo a escolas com alerta sobre a importância de escolher um transporte escolar regularizado e algumas regras básicas de circulação para veículos e pedestres.
Com a volta às aulas, o fluxo de pedestres e de veículos aumenta bastante, principalmente nos horários de entrada e saída de turnos. Por isso, estão programadas atividades educativas na porta das escolas, onde os educadores de trânsito recebem os pais e alunos entregando material informativo para reforçar as medidas de segurança tanto para quem vai às aulas quanto para quem transporta os alunos. Travessia na faixa, uso do cinto de segurança ou dispositivo de retenção de acordo com a idade da criança, não parar em fila dupla e não bloquear a via são cuidados essenciais destacados pelos educadores.
“Se todos respeitarem as regras de circulação, nossas crianças irão à escola e voltarão para casa em segurança. Para isso, nossas equipes estão trabalhando na orientação de pais, alunos e transportadores, mas também na fiscalização do cumprimento dessas regras. Não podemos permitir que descuidos ou irresponsabilidades coloquem a vida dos alunos em risco!”, destaca o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.
Fiscalização
Ações de policiamento e fiscalização de trânsito também estão programadas para as duas próximas semanas em Pontos de Demonstração (PDs) nas imediações das escolas. Os agentes de trânsito estarão de olho nas travessias de pedestres, na fluidez do trânsito e no embarque e desembarque de passageiros, além do estacionamento de veículos em local que possa trazer riscos ao tráfego e outras irregularidades que comprometam a segurança viária.
Além disso, haverá Blitz Escolar para coibir transporte escolar irregular, com verificação da documentação dos veículos e dos condutores desses veículos. Quem transporta escolares sem a devida autorização comete infração gravíssima, prevista no inciso XX do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, sujeitando-se à multa de R$ 1.467,35 e sete pontos na CNH, além da remoção do veículo ao depósito.
Cronograma
DATA/HORÁRIO
ESCOLA
26/1 (segunda-feira)
Das 11h às 14h
ESCOLA ADVENTISTA – SOBRADINHO
26/1 (segunda-feira)
Das 12h às 14h
INSTITUTO EDUCACIONAL SANTO ELIAS – SOBRADINHO
27/1(terça-feira)
Das 11h30 às 14h
COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA – ASA SUL
27/1(terça-feira)
11h30 às 14h
COLÉGIO LA SALLE – ASA SUL
28/1 (quarta-feira)
Das 11h às 14h
COLÉGIO SANTA MARIA – CL 218 DE SANTA MARIA
28/1 (quarta-feira)
Das 11h às 14h
COLÉGIO OBJETIVO DE SANTA MARIA – CL 418
29/1 (quinta-feira)
Das 11h30 às 14h
COLÉGIO MARISTA CHAMPANGNAT – QDS TAGUATINGA
30/1 (sexta-feira)
Das 12h às 13h30
COLÉGIO OBJETIVO DE ÁGUAS CLARAS
No sábado (24), das 12h às 16h, os educadores do Detran-DF também estarão no Venâncio Shopping (Setor Comercial Sul) falando dos comportamentos seguros na Volta às Aulas. Na próxima semana, a ação no Venâncio Shopping se repetirá na quinta (29) e sexta (30), das 11h às 14h.

Saúde mental eleva afastamentos de trabalho

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Cenário expõe impactos da pressão por eficiência, falhas de comunicação e sobrecarga cognitiva nas organizações

Os transtornos mentais respondem por um aumento de 143% nos afastamentos do trabalho, segundo dados de 2025 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Embora o tema ganhe maior visibilidade durante o Janeiro Branco, campanha dedicada à saúde mental, os números indicam que o desafio é permanente. Em escala global, a Organização Mundial da Saúde estima que mais de 1 bilhão de pessoas vivam com algum transtorno mental, com ansiedade e depressão entre as condições mais prevalentes.

Clara Cecchini, especialista em aprendizagem e inovação, graduada pela UNICAMP, com MBA pela FGV e formação complementar na Kaospilot e na Schumacher College, na Inglaterra, propõe incluir uma dimensão ainda pouco nomeada nas discussões sobre bem-estar, a saúde cognitiva. Apesar de a saúde mental ser um fenômeno multifatorial, ela alerta que o foco excessivo em sintomas e diagnósticos pode obscurecer os efeitos de ambientes profissionais marcados pelo excesso. “Não se trata apenas de exaustão emocional. Observa-se sobrecarga mental persistente, decisões tomadas de forma automática e experiências de aprendizagem que não se transformam em compreensão”, comenta.

Ela defende que cuidar da saúde mental também envolve qualificar a forma de pensar, aprender e decidir. “O Janeiro Branco pode, portanto, ser também um convite à consciência sobre como a mente é utilizada. Não se trata de silenciar o cérebro, mas de acioná-lo com mais intenção, um cuidado discreto, porém estruturante, para atravessar tempos de excesso sem perder o essencial”, explica.

A pressão crescente sobre a saúde mental no trabalho está diretamente ligada à forma como a eficiência vem sendo interpretada dentro das organizações. Para Patricia Ansarah, CEO do Instituto Internacional de Segurança Psicológica (IISP), o avanço tecnológico trouxe ganhos significativos de produtividade, mas também evidenciou um desequilíbrio entre desempenho operacional e limites humanos. “A eficiência nunca esteve tão alta dentro das empresas. A automação reduziu erros, acelerou processos e ampliou a capacidade produtiva. Mas, paradoxalmente, os indicadores humanos caminham na direção oposta, com times mais cansados, concentração fragmentada, aumento do estresse e queda da energia subjetiva necessária para pensar, criar e decidir”, comenta.

Segundo Patricia, esse cenário ultrapassa a esfera individual e deve ser compreendido como um risco organizacional. “A exaustão mental não é apenas um problema de saúde, é um risco organizacional”, afirma, ao associar altos níveis de estresse à queda de produtividade, à redução do engajamento e ao aumento da intenção de desligamento.

Já Vivian Rio Stella, pós-doutora em Linguística, idealizadora da VRS Academy e participante do TEDxJundiaí, chama a atenção para outro fator frequentemente subestimado nesse contexto, a comunicação. Ela observa que, embora o Janeiro Branco evoque imagens de pausa e autocuidado, no ambiente corporativo o desgaste emocional muitas vezes se origina da forma como as pessoas se comunicam ou deixam de se comunicar. “Palavras mal escolhidas, omitidas ou ambíguas podem gerar desgaste emocional contínuo”, observa.

Para Vivian, esse silêncio é estrutural e contrasta com o discurso empresarial que posiciona a comunicação como uma competência estratégica. Para que ela deixe de ser fonte de insegurança e passe a atuar como elemento de cuidado, defende práticas objetivas e consistentes. “Priorizar mensagens objetivas, com critérios, prazo e expectativas claros, mesmo em temas sensíveis; tornar as conversas frequentes, previsíveis e abertas à escuta, reduzindo o peso emocional; comunicar decisões, mudanças e prioridades de forma consistente”, conclui.

Sobre Clara Cecchini

Graduada em Artes Cênicas pela UNICAMP, com MBA em Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão pela Fundação Getúlio Vargas e formação complementada por cursos como Working with Complexity, na Schumacher College (Inglaterra), e Master in Learning Arches Design, realizado no Brasil pela escola dinamarquesa Kaospilot. Experiência de 20 anos em iniciativas de inovação e design ligadas às dinâmicas do conhecimento e especializada em educação corporativa e aprendizagem organizacional. Com passagens por lugares tão diversos quanto Ministério da Cultura, Banco Santander, Istituto Europeo di Design e consultorias e palestras para organizações como Supremo Tribunal Federal, Banco Central do Brasil, Votorantim, Petrobrás, Porto, entre muitos outros.

Sobre Patricia Ansarah

Precursora do conceito de segurança psicológica no Brasil, a psicóloga organizacional Patricia Ansarah – com mais de 20 anos atuando em RH e como executiva de grandes empresas - criou o instituto Internacional de Segurança Psicológica (IISP), a primeira entidade voltada exclusivamente ao tema em território nacional, para endossar o pioneirismo e dar visibilidade ao tema no Brasil e levar soluções integradas por meio da segurança psicológica para o desenvolvimento de times e organizações.

Sobre Vivian Rio Stella

Vivian Rio Stella é doutora em Linguística pela Unicamp, pós-doutora pela PUC-SP e idealizadora da VRS Academy e participantes do TEDx Jundiaí. Colunista da revista Você RH e professora da Fundação Dom Cabral, Escola Aberje e de curso de comunicação na Audible/Casa do Saber, Vivian é reconhecida por sua abordagem humanista, crítica e contextual, que foca na comunicação para promover colaboração, respeito e diálogo nas organizações. Ao longo dessa jornada, já realizou palestras, workshops e consultorias para mais de 300 empresas de diferentes portes e setores.

Apoio emocional para lidar com ambiente digital pode determinar escolha de escola

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Uso da tecnologia, especialmente nos anos finais do Ensino Fundamental, pode contribuir para formação de autonomia e senso crítico do aluno

Adolescentes não recebem o apoio emocional e social necessário para enfrentar os desafios do ambiente digital. É o que apontam 90% dos brasileiros maiores de 18 anos com acesso à internet, segundo levantamento da Porto Digital em parceria com a Offerwise. Para Edson D’Addio, pedagogo pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em adolescências pela Harvard e diretor pedagógico do Ensino Fundamental – Anos Finais na Escola Lourenço Castanho, essa realidade envolve também o uso da tecnologia nas escolas, especialmente quando o aluno chega às etapas finais do Ensino Fundamental, podendo ser, inclusive, um fator determinante na escolha de uma instituição.

“É muito importante não pensar só no Ensino Médio, precisamos partir do básico, ensinar a pensar, trabalhar para desenvolver o raciocínio lógico e pensamento científico desde a mais tenra idade, com foco em conceitos. São pilares para o desenvolvimento humano e a resolução de problemas que o aluno vai aplicar em qualquer contexto. Ele precisa saber ler, compreender e interpretar um texto, estabelecer relações e fazer inferências além de poder se expressar com clareza através da escrita”, afirma. Para Edson, a tecnologia é parte integrante desse desenvolvimento. “Temos uma intencionalidade e um plano de letramento digital que começa na Educação Infantil e vai até o Ensino Médio. A tecnologia sempre fez parte dos processos de aprendizagem, mas com planejamento e intencionalidade pedagógica. A escola precisa ensinar que não se trata apenas de consumir, mas também de produzir e compartilhar conhecimento com o coletivo”, comenta.

Além das habilidades acadêmicas e digitais, competências socioemocionais são fundamentais. Edson destaca que responsabilidade, resiliência, organização e criatividade ajudam os alunos a lidar com frustrações e a propor soluções. O desenvolvimento da autonomia também é um ponto central. “Antes do 9º ano não existe autonomia, existe independência, responsabilidade, mas não existe ainda condição de ele ser autônomo. Autonomia é a capacidade que um indivíduo desenvolve para analisar uma situação, elaborar possíveis decisões e projetar prováveis consequências para tomar uma decisão consciente. O que está diretamente associado à maturação do lobo pré frontal, que vai acontecer por volta dos 14 anos.”

A convivência entre adolescentes é outro aspecto que exige atenção. Para escolher uma escola, o especialista sugere que os pais façam uma visita, conversem com coordenadores e, se possível, vejam os alunos em horários de aula ou nos espaços de convivência. Isso permite observar se os alunos circulam, interagem, ocupam espaços coletivos e se há protocolos claros diante de conflitos ou situações, como bullying. “Mais do que regras formais, é essencial entender como a escola previne e acompanha esses episódios na prática”, pontua.

Uso intencional da tecnologia

O psicólogo e educador pela USP, Antônio Oliveira, também coordenador pedagógico do Ensino Fundamental – Anos Finais da Escola Lourenço Castanho, enfatiza ser um ponto fundamental o uso intencional da tecnologia. Ele ressalta que a escola deve integrar recursos digitais como ferramentas de aprendizado, investigação e colaboração, sem substituir a interação presencial, a leitura física ou as atividades manuais.

O educador destaca que preparar o jovem vai além de memorizar informações. “O estudante precisa desenvolver competências gerais que permitam aprender continuamente, ler e navegar o mundo com autonomia e crítica. Isso inclui capacidade de ouvir e dialogar, gestão do tempo, colaboração e resiliência diante de desafios”, afirma.

Para isso, é importante observar o ambiente escolar. Relações marcadas por respeito mútuo, escuta ativa e segurança emocional indicam que a convivência é saudável. Um clima equilibrado em sala de aula, corredores e pátios, sem silêncio tenso nem bagunça constante, mostra que as regras são ouvidas e compreendidas pelos estudantes.

Em vista disso, o apoio individualizado é crucial. “Isso aparece quando a escola conhece de verdade cada aluno e oferece caminhos para que ele avance no seu próprio ritmo. Isso pode incluir projetos que valorizam talentos específicos, grupos de estudo à tarde e aulas de apoio para reforçar conteúdos ou aprofundar aprendizagens. Também é importante que haja uma orientação educacional próxima e uma equipe de apoio que acompanhe os alunos no dia a dia. Quando esses recursos estão integrados ao currículo e à vida escolar, o estudante percebe que não é apenas ‘mais um na turma’, mas alguém com um percurso respeitado e cuidado”, finaliza.

Sobre Edson D’Addio da Silva

Pedagogo pela USP, professor, orientador educacional, coordenador pedagógico e diretor pedagógico do Ensino Fundamental – Anos Finais na Escola Lourenço Castanho. Especializado em adolescências, cursos de extensão em gestão escolar e MBA, inclusive por Harvard,USP e Instituto Singularidades. Palestrante e autor de coleções didáticas na área de Ciências.

Sobre Antonio Oliveira

Psicólogo e educador pela USP. Atualmente é coordenador pedagógico dos Anos Finais da Escola Lourenço Castanho, além de autor técnico de coleções didáticas e currículos. Possui experiência internacional como professor e coordenador e trajetória em escolas de referência no Brasil. Especializado em metodologias ativas, aprendizagem por projetos e gestão escolar, com certificação em School Management and Leadership pela Harvard Business School Online. Dedica-se à construção de currículos inovadores e à criação de ambientes de aprendizagem inclusivos e transformadores.

Sobre a Escola Lourenço Castanho

Oferece um projeto pedagógico inovador, que extrapola o trabalho com os conteúdos produzidos pelas grandes áreas do conhecimento, investindo também no desenvolvimento da autonomia e da crítica, na análise da dimensão social construída pelos estudantes e na vinculação com o saber. Ao longo dos anos, a Escola mantém o compromisso com seus princípios, consolidando a formação integral como a base de seu projeto pedagógico-educacional.

Nota Conjunta – Liberdade, Democracia e Estado de Direito

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As entidades empresariais abaixo reafirmam seu compromisso inegociável com a democracia, com a Constituição Federal e com o Estado de Direito — fundamentos indispensáveis à estabilidade institucional, ao desenvolvimento econômico e à coesão social do Brasil.

 

A liberdade é um valor alto — especialmente para nós, mineiros. Liberdade de expressão, liberdade de reunião e liberdade de manifestação são direitos constitucionais e componentes essenciais de qualquer nação que se pretenda civilizada, plural e próspera. Quando a sociedade se mobiliza de forma pacífica, ordeira e respeitosa, ela fortalece o país: participa, fiscaliza, cobra coerência e amplia o debate público.

 

Entendemos que mobilizações pacíficas não são problema — são parte da solução. Elas iluminam temas relevantes, exigem respeito às regras do jogo e reforçam a consciência coletiva de que a democracia não é um estado de conforto, mas um exercício permanente de responsabilidade.
Reiteramos que a preservação do ambiente democrático exige civilidade, diálogo e respeito aos ritos institucionais.

 

Por isso, vemos manifestações legítimas como um chamado a despertar a nação: não para dividir, mas para reafirmar valores comuns — o respeito às instituições, a recusa da indiferença como destino e a confiança de que o Brasil avança quando a sociedade participa com serenidade e firmeza.

 

Seguiremos sempre ao lado de toda iniciativa que respeite os princípios democráticos e os direitos garantidos pela Constituição, contribuindo para a construção de consensos, previsibilidade e segurança jurídica — condições essenciais para investir, produzir e gerar empregos.

 

Desistir do Brasil não é uma opção. O caminho é participar, construir e proteger, com coragem, aquilo que nos une: a liberdade e a democracia.

 

ACMinas — Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais
CIEMG – Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais
FAEMG — Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais
FCDL-MG — Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais
Fecomércio MG — Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais
Federaminas — Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais
FETCEMG — Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais
FIEMG — Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais

Tarcísio manda recado direto aos esquerdistas: “Sou pré-candidato à reeleição”

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Nesta sexta-feira (23), pelas redes sociais o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas mandou recado direto aos esquerdistas que insistem tentar jogá-lo contra a família Bolsonaro.

“Sou pré-candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade”, afirmou.

 

 

Fonte: donnysilva.com.br

Museu da Energia de São Paulo promove oficina gratuita de cianotipia no aniversário da cidade

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Em comemoração aos 472 anos da cidade de São Paulo, o Museu da Energia de São Paulo promove, no próximo dia 24 de janeiro, a Oficina de Cianotipia, atividade gratuita que convida o público a vivenciar uma experiência artística a partir da técnica fotográfica histórica.

A oficina acontece das 10h às 13h e propõe a exploração de detalhes arquitetônicos do Museu da Energia de São Paulo e de construções emblemáticas da capital paulista, celebrando a história, a arquitetura e o patrimônio da metrópole. A atividade integra a programação especial de aniversário da cidade de São Paulo.

A condução da oficina será feita por Leandro Melo, artista visual e especialista em cultura visual e fotografia, com atuação nas áreas de arquitetura, conservação e restauração de documentos gráficos. A proposta oferece ao público a oportunidade de aprender e experimentar a cianotipia, técnica fotográfica reconhecida por suas imagens em tons de azul.

A atividade é gratuita e conta com inscrição prévia obrigatória.

Serviço:

Oficina de Cianotipia – Programação de Aniversário de São Paulo
Data: 24 de janeiro de 2026
Horário: das 10h às 13h
Local: Museu da Energia de São Paulo
Endereço: Alameda Cleveland, 601 – Campos Elíseos
Atividade gratuita – mediante inscrição prévia
Inscrições: https://bit.ly/oficinaFES

Sobre a Fundação Energia e Saneamento

Instituída em 1998 para preservar, pesquisar e divulgar o patrimônio histórico dos setores que lhe deram origem, a Fundação Energia e Saneamento (FES) é uma Organização Social de Cultura (OS) que busca contribuir para a construção de sociedades sustentáveis, a partir da  preservação, pesquisa e difusão do patrimônio histórico-cultural dos setores de energia e saneamento; de programas culturais, educativos e socioambientais e da pesquisa e desenvolvimento de soluções inovadoras. A FES possui unidades em sete municípios paulistas: a rede de Museus da Energia de São Paulo, Itu e Salesópolis, as Usinas-Parques (pequenas centrais de geração de energia) em Brotas, Rio Claro e Santa Rita do Passa Quatro e o Edifício do Acervo Histórico em Jundiaí, que abriga um acervo composto de mais de 260 mil fotografias, 10 mil plantas e desenhos técnicos, uma reserva técnica com mais de quatro mil objetos museológicos e 1.600 metros lineares de documentos arquivísticos, além de uma biblioteca especializada em energia com mais de 50 mil volumes.

 

Site: https://www.energiaesaneamento.org.br/

Instagram: @museudaenergia 

Facebook: Museu da Energia

YouTube: Museu da Energia

Emerson Kapaz recebe Medalha da Organização Mundial das Aduanas por atuação no combate ao comércio ilegal

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O presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz, será homenageado com o Certificado de Mérito da Organização Mundial das Aduanas (OMA), reconhecimento concedido a personalidades que se destacam na proteção da sociedade por meio da vigilância aduaneira e do compromisso com o comércio lícito.

A honraria foi oficializada em portaria da Receita Federal do Brasil, que lista Kapaz entre os representantes do setor privado escolhidos para 2026, ao lado de autoridades do FMI, Anvisa, Ministério da Agricultura e MDIC. Será entregue em 26 de janeiro, a partir das 9h30, em cerimônia no auditório do anexo do Ministério da Defesa, em Brasília.

A premiação reflete o trabalho liderado por Kapaz à frente do ICL no combate ao comércio ilegal de combustíveis e lubrificantes, à simulação e sonegação do comercio exterior, e demais fraudes fiscais com atuação permanente junto à Receita Federal, às aduanas e a órgãos de fiscalização para fortalecer controles, inteligência e cooperação público-privada. A iniciativa tem gerado benefícios concretos, como maior proteção ao empresariado e ao consumidor, reforço à arrecadação Federal e Estadual, redução da concorrência desleal e apoio à segurança pública, ao atacar rotas e esquemas de contrabando e descaminho que financiam o crime organizado.

Pequenos empreendedores têm até 30 de janeiro para renegociar débitos inscritos na dívida ativa da União

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Edital prevê diferentes modalidades de transação, com descontos que podem chegar a até 100% sobre juros, multas e encargos legais

Prorrogação amplia o alcance da iniciativa e reforça o estímulo à regularização fiscal como instrumento de recuperação da atividade econômica dos pequenos negócios. Foto: Divulgação

 

O Governo do Brasil prorrogou o prazo de adesão ao Edital nº 11/2025, que estabelece condições especiais para a renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União. Conforme disposto no art. 5º do edital, os interessados poderão aderir às modalidades de transação tributária até 30 de janeiro de 2026.
A medida beneficia microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte, que passam a contar com mais tempo para regularizar pendências fiscais e retomar a regularidade perante a União. O edital prevê diferentes modalidades de transação, com descontos que podem chegar a até 100% sobre juros, multas e encargos legais, além de prazos ampliados para parcelamento, de acordo com a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte.
MODALIDADES — Entre as modalidades previstas estão a transação condicionada à capacidade de pagamento, a transação de débitos considerados irrecuperáveis, a transação de pequeno valor, que é aplicável a débitos consolidados de até 60 salários mínimos, com condições específicas para MEIs. Além disso, há também a transação de débitos garantidos por seguro garantia ou carta fiança.
CANAIS OFICIAIS — Os microempreendedores podem consultar suas pendências e formalizar a adesão ao edital por meio dos canais oficiais da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A prorrogação amplia o alcance da iniciativa e reforça o estímulo à regularização fiscal como instrumento de recuperação da atividade econômica dos pequenos negócios.
ADESÃO ÀS MODALIDADES — O prazo de 30 de janeiro refere-se exclusivamente à adesão às modalidades de renegociação de dívidas inscritas na dívida ativa da União. Trata-se de procedimento fiscal voltado à transação tributária e não se confunde com regras de enquadramento ou reenquadramento no Simples Nacional.
Prazo para renegociar dívidas é diferente do prazo para retorno ao Simples Nacional.
Já o dia 31 de janeiro é o prazo para outro procedimento: a solicitação de retorno ao Simples Nacional por microempreendedores individuais que foram desenquadrados do regime. Esse processo possui critérios próprios e depende da regularização de pendências específicas, mas não substitui nem é substituído pela renegociação de dívidas prevista no edital da PGFN.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social

CIEE recebe Jairo Avritchir para comandar nova Superintendência de Tecnologia

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Executivo passou por grandes empresas como Dell, JP Morgan e Banco UBS

Alinhado à sua estratégia de modernização e avanço contínuo do uso de tecnologia, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, maior ONG de inserção social e trabalho jovem da América Latina, anuncia a criação da Superintendência de Tecnologia – SUTEC, que Jairo Avritchir assume como novo superintendente da organização.

Com quatro décadas de atuação no mercado, Avritchir construiu uma trajetória sólida em companhias de grande porte, tendo ocupado posições de liderança nas áreas de TI e Inovação em organizações como Dell, J.P. Morgan, Webcontinental, UBS Brasil, Portocred e Banco Fibra. Ao longo de sua carreira, liderou equipes de TI no Brasil e no exterior, conduzindo programas de transformação digital, desenvolvimento e implantação de sistemas, governança de TI, segurança da informação e gestão de risco.

A chegada do executivo reforça o compromisso do CIEE com a adoção de soluções tecnológicas para melhorar a experiência das empresas, estudantes e instituições de ensino,  ampliar a eficiência operacional, fortalecer a segurança da informação e fomentar a inovação, apoiando a missão social da entidade.

“Estou muito feliz e motivado para assumir esse desafio. O CIEE é uma instituição com um propósito social relevante e uma atuação essencial para o desenvolvimento de jovens e empresas. Implementar novas tecnologias é fundamental para acelerar esse impacto positivo”, afirma Avritchir.

CIEE 61 anos: Imparável
Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à capacitação profissional de jovens e adolescentes. A instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.