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Sugestão de artigo – O cuidado com quem cuida: a saúde mental das mães atípicas

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Por Wolf Kos*

 

Janeiro Branco é um convite coletivo à reflexão sobre a saúde mental. Em um país que ainda carrega tantos estigmas em torno do sofrimento emocional, este mês nos lembra que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. No entanto, quando falamos de saúde mental, há um grupo que frequentemente permanece invisível: as mães atípicas.

Chamamos de mães atípicas aquelas que dedicam suas vidas ao cuidado de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. Essas mulheres enfrentam uma rotina intensa, exaustiva e, muitas vezes, solitária. São mães que acumulam funções de cuidadoras, terapeutas, educadoras, mediadoras e, não raro, únicas responsáveis por decisões complexas que impactam diretamente a vida de seus filhos.

A sobrecarga é constante. Consultas médicas, terapias, adaptações escolares, burocracias, preocupações financeiras e o medo permanente em relação ao futuro fazem parte do cotidiano dessas mulheres. A isso se soma, em muitos casos, o abandono afetivo, seja de parceiros que se afastam, de familiares que não compreendem a realidade vivida ou de uma sociedade que prefere não enxergar as dificuldades que não aparecem de imediato.

Há também uma pressão social silenciosa, porém cruel, para que essas mães sejam fortes o tempo todo. Espera-se que não reclamem, que deem conta de tudo, que sejam exemplos de resiliência e amor incondicional. Pouco espaço se dá para o cansaço, para o medo, para a tristeza ou para o direito legítimo de pedir ajuda. Essa romantização da força materna contribui para o adoecimento emocional e para sentimentos profundos de culpa quando elas percebem que não estão bem.

Cuidar da saúde mental das mães atípicas é, portanto, uma urgência social. É fundamental reforçar que elas não precisam escolher entre cuidar de seus filhos ou de si mesmas. Pelo contrário: cuidar de si é condição essencial para que consigam continuar cuidando de quem depende delas. Buscar apoio psicológico, criar momentos de descanso, cultivar interesses próprios e permitir-se sentir são atitudes de coragem, não de fraqueza.

No entanto, essa responsabilidade não pode recair apenas sobre essas mulheres. A sociedade, as famílias, os amigos, as autoridades e as instituições precisam assumir um papel ativo no cuidado com quem cuida. Pequenas ações fazem grande diferença: oferecer ajuda prática no dia a dia, proporcionar momentos de descanso, ouvir sem julgamentos, validar seus sentimentos, e, sobretudo, estar presente de forma empática são gestos que aliviam a sobrecarga emocional.

Alguns desses relatos podem ser conferidos no lançamento do livro “Mães – Orgulho de ser quem somos II”, que será lançado pelo Instituto Olga Kos em fevereiro. O livro é um compilado de depoimentos de mães atípicas que contam um pouco de suas vidas, suas dificuldades, mas também de suas conquistas e alegrias. Apoiar uma mãe atípica é reconhecer que ela não precisa ser heroína. Ela precisa ser humana.

 

*Wolf Kos – Presidente do Instituto Olga Kos

Teleconsulta pediátrica chega ao DF e marca inauguração de centro inovador de Telessaúde

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Nova estrutura do IgesDF amplia o atendimento remoto infantil na UPA do Recanto das Emas e fortalece a assistência digital no Distrito Federal
Por Ivan Trindade
A saúde pública do Distrito Federal avança na modernização do cuidado infantil. Pela primeira vez, crianças passam a contar com atendimento remoto especializado dentro de uma unidade de pronto atendimento (UPA), trazendo mais agilidade, segurança e tranquilidade às famílias.
Na próxima quarta-feira (21), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) inaugura o primeiro Complexo de Telessaúde da rede pública distrital e inicia oficialmente o serviço de Teleconsulta Pediátrica na UPA do Recanto das Emas.
A implantação ocorre em um contexto de alta demanda por atendimentos pediátricos nas unidades de urgência e representa um avanço concreto na ampliação do acesso à saúde, ao utilizar recursos digitais para qualificar o cuidado, reduzir filas e otimizar o tempo de resposta ao paciente.
Com a novidade, a UPA do Recanto das Emas torna-se a sétima unidade do Distrito Federal a contar com serviços de telessaúde entre as 13 geridas pelo IgesDF. A expansão reforça a estratégia de descentralização da assistência e consolida o uso da tecnologia como ferramenta para aumentar a resolutividade de casos de baixa complexidade, por meio de avaliações remotas realizadas por profissionais capacitados.
Para o presidente do IgesDF, a inauguração da Telessaúde representa um novo modo de cuidar das pessoas no Distrito Federal. “Essa entrega é resultado de planejamento estratégico e compromisso com o SUS. Ao levar especialidades para onde o paciente está, reduzimos barreiras de acesso e construímos uma assistência mais ágil, eficiente e resolutiva para a população do Distrito Federal e entorno”, destaca.
Estrutura moderna pensada para operação contínua
O novo Complexo de Telessaúde foi concebido para acompanhar a expansão do serviço. A estrutura conta com 14 baias individuais, projetadas para assegurar privacidade, controle acústico e estabilidade tecnológica, elementos essenciais para a qualidade dos atendimentos remotos.
A arquiteta responsável pelo projeto, Maria Fernanda Garcia, explica que o espaço foi planejado para minimizar interferências visuais e sonoras. “Cada estação foi pensada para garantir concentração, confidencialidade e fluidez na comunicação por vídeo”, ressalta.
A adoção da telessaúde no DF parte do entendimento de que o cuidado remoto vai além da consulta médica, envolvendo equipes multiprofissionais e fluxos assistenciais integrados. Enquanto a teleconsulta permite o atendimento clínico direto aos pacientes nas UPAs, a teleinterconsulta conecta médicos da ponta a especialistas dos hospitais da rede IgesDF, encurtando distâncias e agilizando diagnósticos.
Para a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lillian Santos, a centralização dos serviços no Complexo de Telessaúde representa um avanço na governança assistencial. “O novo modelo permite operar a teleinterconsulta com protocolos definidos, indicadores e rastreabilidade dos fluxos, qualificando a tomada de decisão e fortalecendo a resolutividade da rede”, destaca.
O planejamento do centro envolveu de forma integrada áreas assistenciais, tecnologia da informação, gestão, engenharia e comunicação institucional. O espaço centraliza a coordenação da teleconsulta, teleinterconsulta e telessuporte, fortalecendo a governança, a padronização de processos e a capacidade de expansão do serviço.
Ampliação do acesso e redução de filas nas UPAs
Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a teleconsulta somou 13.618 atendimentos, evidenciando crescimento contínuo e adesão da população ao modelo remoto. Nesse período, o serviço contribuiu para a redução do tempo de permanência nas unidades, o desafogamento dos atendimentos presenciais e a melhoria da experiência do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). O maior volume de consultas foi registrado em outubro de 2025, com 2.247 atendimentos, refletindo a consolidação do serviço na rotina assistencial.
A distribuição dos atendimentos demonstra capilaridade em diferentes regiões do DF. As unidades com maior número de consultas foram a UPA do Gama (3.555), Ceilândia II (3.463), Vicente Pires (3.433), Ceilândia (1.357), Samambaia (1.127) e São Sebastião (683). O perfil dos usuários aponta predominância do público feminino, com 8.052 atendimentos, frente a 5.566 do público masculino, além de maior concentração de pacientes entre 14 e 39 anos.
Na prática, o impacto é percebido no fluxo das unidades. Pacientes com quadros de menor complexidade passam por avaliação remota e, quando indicado, recebem alta sem a necessidade de atendimento presencial, o que reduz filas e tempo de espera.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a iniciativa reflete um compromisso com inovação e cuidado centrado no paciente. “Estamos estruturando uma rede mais eficiente, que utiliza a tecnologia para ampliar o acesso, apoiar os profissionais de saúde e melhorar a experiência do cidadão”, afirma.
Diagnósticos mais rápidos e decisões clínicas mais assertivas
Reestruturada em 2025, a teleinterconsulta também tem impactado diretamente a assistência nas UPAs e hospitais do IgesDF. A modalidade possibilita que médicos acessem, em tempo oportuno, pareceres de especialistas do Hospital de Base, Hospital de Santa Maria e Hospital Cidade do Sol, evitando transferências desnecessárias e acelerando decisões clínicas.
Na especialidade de nefrologia do Hospital Cidade do Sol, por exemplo, foram realizadas 501 avaliações em apenas 57 dias, com resolução conservadora em 73% dos casos, sem necessidade de deslocamento dos pacientes. Já na hematologia, o intervalo entre a suspeita clínica e a confirmação diagnóstica foi reduzido de semanas para menos de 24 horas.
Segundo a chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Dias, a integração das modalidades de teleassistência elevou o padrão operacional do serviço. “A consolidação do Complexo de Telessaúde permite decisões clínicas mais assertivas, reduz tempos de espera e fortalece a integração entre as unidades, garantindo que o cuidado chegue de forma mais rápida e segura a quem precisa”, explica.

Jurista Ives Gandra profere palestra na posse do TIT-SP

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O jurista e professor Ives Gandra da Silva Martins  ministra palestra na Solenidade de Posse dos Juízes do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) – Biênio 2026/2027, na segunda-feira, 26 de janeiro, às 11h30.

O evento será realizado no Grande Auditório da Secretaria da Fazenda e Planejamento, na Avenida Rangel Pestana, 300, no bairro da Sé, em São Paulo. A cerimônia marca oficialmente o início do novo biênio do TIT. A recepção aos convidados, bem como o credenciamento para a solenidade, terá início às 8h30.

Reconhecido como uma das maiores autoridades do País em Direito Tributário e Constitucional, o professor Ives Gandra da Silva Martins levará sua experiência acadêmica e jurídica para o ato solene, que reunirá magistrados, autoridades públicas e representantes da sociedade civil. O evento formaliza o compromisso dos juízes que atuarão no Tribunal durante o período de 2026- 2027.

O Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) de São Paulo consolida-se como a esfera fundamental para a resolução de conflitos tributários administrativos. A palestra do Professor Ives Gandra da Silva Martins reforçará o papel da segurança jurídica e da legalidade estrita no julgamento de processos fiscais.

Para Ives Gandra, a missão dos novos juízes para o biênio 2026/2027 é clara: “A função do juiz administrativo é de alta responsabilidade: ele deve equilibrar o dever do Estado de arrecadar com a proteção constitucional do cidadão contra o excesso de tributação. A renovação deste biênio traz o vigor necessário para enfrentar o contencioso administrativo atual.”

Serviço:

  • Evento: Solenidade de Posse dos Juízes do TIT – Biênio 2026/2027 – Palestra do jurista e professor Ives Gandra da Silva Martins
  • Data: 26 de janeiro de 2026 (segunda-feira)
  • Horário: Credenciamento para a solenidade: 8h30; palestra às 11h30
  • Local: Secretaria da Fazenda e Planejamento – 17º Andar (Grande Auditório)
  • Endereço: Avenida Rangel Pestana, 300 – Sé – São Paulo/SP
  • Mais informações: <-block _nghost-ng-c504042852=”” class=”ng-star-inserted”>https://portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/tit

R$ 1,23 bilhão revela como FIDCs constroem escala com diversificação e governança

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“O crescimento do crédito privado exige estruturas que consigam atravessar ciclos diferentes sem concentração excessiva. A diversificação entre veículos permite distribuir riscos e atender demandas distintas do mercado”

 

 

O mercado brasileiro de crédito privado atravessa uma fase de expansão estrutural, impulsionada por um ambiente prolongado de juros elevados, maior seletividade bancária e necessidade crescente de financiamento fora do sistema tradicional. Segundo dados da Anbimamostram que o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, os FIDCs, já se aproxima da marca de R$ 800 bilhões, refletindo a migração gradual de empresas e investidores para estruturas mais flexíveis de captação e alocação de recursos. Esse movimento ocorre em paralelo à retração relativa do crédito bancário e ao aumento do custo do capital, o que amplia a relevância de veículos privados capazes de atender diferentes perfis de risco, prazo e lastro, especialmente em um cenário de desaceleração econômicacontrolada.

Nesse contexto, o Grupo IOX passou a se destacar por uma estratégia baseada não na concentração, mas na diversificação interna de seus veículos de crédito. IOX I, IOX II, IOX Special e IOX Real cresceram de forma paralela, com funções distintas dentro da estrutura do grupo, movimento que levou o IOX II a ultrapassar R$ 1,23 bilhão em patrimônio líquido, tornando-se o maior bloco individual da operação. A lógica, segundo o CEO do Grupo IOX, é reduzir a dependência de um único produto e criar uma base mais equilibrada de originação, risco e retorno. “O crescimento do crédito privado exige estruturas que consigam atravessar ciclos diferentes sem concentração excessiva. A diversificação entre veículos permite distribuir riscos e atender demandas distintas do mercado”, afirma Richard Ionescu, CEO do Grupo IOX.

Este tipo de expansão reflete um estágio mais maduro do mercado de crédito estruturado no Brasil. Em vez de crescimento pontual impulsionado por janelas específicas, gestores têm ampliado plataformas com múltiplos fundos para responder a um mercado mais complexo, no qual investidores exigem governança, previsibilidade e transparência. O aumento do patrimônio médio por fundo e a consolidação de gestores com vários veículos ativos indicam que o crédito privado deixou de ser complementar e passou a ocupar um papel estrutural no financiamento da economia real, especialmente para médias e grandes empresas.

Para Ionescu, a escala construída a partir dessa lógica acompanha uma transformação mais ampla do sistema financeiro. “O avanço dos FIDCs e de estruturas privadas mostra que o crédito fora dos bancos ganhou relevância permanente. A estratégia de múltiplos fundosresponde a esse novo desenho do mercado, no qual a escala precisa vir acompanhada de disciplina e leitura de ciclo”, explica. Em um cenário em que o crédito bancário segue restrito e o custo do capital permanece elevado, a diversificação interna surge como um dos principais vetores de crescimento sustentável no crédito privado brasileiro.


Sobre o Grupo IOX

www.iox.com.vc

Criado em 2005, o Grupo IOX nasceu ao identificar oportunidades no mercado de crédito brasileiro. No começo buscou pequenos negócios no Sudeste, mas a expansão foi rápida: atuação expandida para médias e grandes empresas em todo o país. Com 20 anos de mercado e mais de R$ 30 bilhões investidos, o Grupo IOX atua como parceiro estratégico de empresas e investidores. Especialistas em crédito, oferecem soluções sob medida para empresas e retornos atrativos com risco ajustado para investidores.

Emprego: 3ª queda sequencial expõe limite da política monetária em 2026

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“A política monetária pesa diretamente, Selic alta encarece o custo total, reduz apetite a risco e eleva o custo de manter estoque e folha, então a contratação passa a depender de estruturação financeira, não apenas de venda”, Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue.

 Os dados mostram um contraste importante na indústria brasileira. O faturamento segue crescendo, mas o emprego industrial cai pelo 3º mês consecutivo, o que indica que a recuperação do setor não está se traduzindo de forma uniforme na geração de vagas.

Esse movimento sugere que parte do crescimento vem de recomposição de preços, maior eficiência operacional e uso mais intenso da capacidade instalada, e não necessariamente de aumento do volume produzido ou expansão estrutural da atividade. A queda do emprego mesmo com faturamento em alta reflete um ambiente de cautela das empresas.

Com juros elevados e crédito caro, a indústria tem priorizado produtividade, automação e controle de custos, adiando contratações. Além disso, a incerteza sobre a demanda futura faz com que muitas companhias optem por extrair mais das estruturas existentes antes de assumir compromissos trabalhistas de longo prazo.

“Os ajustes no emprego sinalizam que 2026 pode começar com um mercado de trabalho industrial mais seletivo. A tendência é de contratações pontuais, focadas em áreas estratégicas, enquanto setores mais sensíveis ao ciclo econômico seguem ajustando quadros. Isso reforça a leitura de uma recuperação gradual, sem forte impulso de expansão do emprego no curto prazo. A política monetária tem papel central nesse cenário. Enquanto os juros permanecerem elevados, o custo do capital seguirá pressionando decisões de investimento e contratação. Uma sinalização mais clara de queda de juros tende a destravar projetos, melhorar a confiança e abrir espaço para retomada mais consistente do emprego. Até lá, a indústria deve continuar crescendo de forma cautelosa, priorizando eficiência e preservação de margens”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.

“Segundo dados da CNI, a indústria faturou 1,2% no mês, porém, segue ajustando capacidade, com emprego caindo pela 3ª vez e horas trabalhadas recuando, um sinal de que a reação de receita não virou segurança para ampliar operação. Isso acontece porque, com juros elevados, a gestão financeira vira sobrevivência, as empresas cortam o que é fixo, preservam caixa e buscam produtividade, e a contratação fica condicionada ao fluxo de pedidos mais estável. Para 2026, esse ajuste sugere que o crédito continuará seletivo e que a demanda por liquidez eficiente deve aumentar, especialmente para capital de giro e reorganização financeira. A política monetária pesa diretamente, Selic alta encarece o custo total, reduz apetite a risco e eleva o custo de manter estoque e folha, então a contratação passa a depender de estruturação financeira, não apenas de venda. Nesse contexto, soluções via securitização e FIDCs ajudam a reduzir fricção, melhorar previsibilidade e sustentar crescimento mesmo sob um ciclo ainda restritivo”, Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue.

“Os dados da CNI mostram uma indústria com receita reagindo na margem, alta de 1,2% em novembro, mas com o lado humano do balanço ainda em retração, queda de 0,2% no emprego pelo 3º mês seguido, e massa salarial acumulada em 2025 recuando 2,3%. Esse desencaixe costuma aparecer quando o faturamento melhora por recomposição de preços, mix de produtos e eficiência, não por aumento consistente de volume. Em juros altos, a empresa protege caixa, automatiza, renegocia custos e posterga contratações, porque o custo de errar em capacidade fica caro. Para 2026, ajustes contínuos no emprego sugerem crescimento mais seletivo e foco em produtividade, não em expansão de quadros. Se a política monetária seguir restritiva, o empresário contrata só quando a demanda estiver comprovada, e a retomada de vagas tende a ficar para depois do ciclo de queda de juros ganhar tração”, João Kepler, CEO da Equity Group.

“O quadro descrito pela CNI é típico de um ciclo em que a indústria tenta manter faturamento no curto prazo, mas corta risco no médio, emprego caindo há 3 meses e horas trabalhadas recuando 0,7% entre outubro e novembro. Isso revela que a melhora de receita não virou confiança para ampliar capacidade, porque o juro elevado alonga o payback e reduz a tolerância a capital empatado. Para 2026, esse tipo de ajuste aponta para empresas mais avessas a crédito caro, alongando prazos e exigindo previsibilidade antes de contratar. Para o mercado de FIDCs, a mensagem é de maior demanda por soluções que transformem recebíveis em liquidez com governança, ajudando a indústria a financiar capital de giro sem pressionar a estrutura bancária tradicional. Política monetária restritiva eleva o custo de carregamento do estoque e torna a contratação uma decisão que precisa vir acompanhada de caixa, margem e visibilidade de pedidos”, Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos.

“A economia brasileira continua a mostrar sinais de contrastes, refletindo o impacto das decisões de política monetária sobre diferentes setores. Enquanto o faturamento da indústria apresenta crescimento, a queda nas contratações revela as dificuldades que o setor enfrenta, especialmente em um cenário de juros elevados. Com o custo do crédito alto, o consumo das famílias diminui, o ritmo da produção desacelera e, consequentemente, a demanda por mão de obra diminui. Esse movimento não é imediato, mas sim um reflexo gradual do ciclo de alta da taxa Selic, cujos efeitos já começam a ser evidentes nos dados do setor. Embora o aumento no faturamento seja uma boa notícia, é importante observar que ele está parcialmente impulsionado por fatores sazonais, como o pagamento do 13º salário, o que gera um aumento temporário no poder de compra das famílias. Esse impulso momentâneo favorece as vendas, mas não altera a dinâmica da produção nem gera uma demanda sustentada por novos trabalhadores. O cenário para 2026 aponta para uma expectativa de redução da taxa de juros, o que deve trazer um certo alívio. No entanto, o custo elevado do crédito continuará a pesar sobre a economia e a indústria, que deverá manter um ritmo de crescimento moderado. O impacto dos cortes na taxa Selic será gradual e, portanto, as empresas deverão continuar a focar em aumentar a eficiência, melhorar a produtividade e realizar contratações de forma seletiva, priorizando a adaptação à realidade atual”, Peterson Rizzo, Gerente de R.I da Multiplike.

“A fotografia da CNI mostra que o faturamento melhora no mês, mas o emprego cai pela 3ª vez seguida e a massa salarial recua 2,3% no acumulado de 2025, indicando que a indústria ainda opera com prudência e baixo apetite a custo fixo. Isso acontece porque, em juros altos, empresas priorizam eficiência, renegociação e ajuste de capacidade, e qualquer expansão de equipe exige visibilidade de demanda, não apenas 1 mês positivo de receita. Para 2026, o sinal é de um crescimento mais comedido, com decisões financeiras mais racionais e foco em projetos que tenham retorno claro, prazo definido e proteção de caixa. A política monetária é decisiva aqui, juros elevados prolongam a cautela e empurram contratações para o fim da fila, enquanto um ciclo de queda, quando bem comunicado, destrava confiança e antecipa decisões de investimento. Para quem planeja patrimônio e projetos de longo prazo, esse ambiente reforça a importância de estruturas previsíveis, com disciplina de fluxo e estratégia, porque o custo do dinheiro muda o ritmo de todas as escolhas”, Pedro Ros, CEO da Referência Capital.

“O recuo do emprego por 3 meses, apesar do faturamento em alta no mês, indica que a indústria está operando em modo defensivo, buscando eficiência e preservação de caixa em um cenário de custo de dinheiro elevado. O próprio acumulado do ano, faturamento de apenas 0,3%, sugere que ainda falta consistência para transformar receita em expansão de capacidade, e por isso a contratação não acontece. Para 2026, ajustes no emprego sinalizam seletividade maior, tanto no mercado de trabalho quanto no crédito, com empresas mais exigidas em garantias, prazos e governança para financiar capital de giro. Política monetária restritiva aperta spreads, encurta a paciência e aumenta a triagem, e isso empurra companhias a buscar estruturas mais inteligentes de liquidez. Nesse ambiente, crédito estruturado e FIDCs ganham relevância por conectar necessidade real de capital a investidores, desde que com qualidade de lastro e transparência, justamente o tipo de disciplina que o ciclo está exigindo”, Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.

“Os números da CNI mostram que a indústria entra em 2026 com uma mensagem dupla, faturamento reage no curto prazo, mas emprego cai pelo 3º mês, o que indica incerteza sobre a continuidade da demanda. Em juros altos, empresas protegem caixa e adiam contratações porque o custo de capital aumenta e a margem de erro diminui, e a melhora de receita pode vir de eficiência, não de expansão. Isso importa para o ecossistema de inovação porque, quando a indústria corta vagas e horas, ela também fica mais seletiva em projetos, compras e investimentos, e passa a buscar soluções que reduzam custo, elevem produtividade e deem previsibilidade. Para 2026, o ajuste no emprego sugere que o ciclo de crescimento será mais técnico, com automação, dados e reengenharia substituindo expansão de headcount. A política monetária é o volante, se os juros permanecerem altos, a contratação segue contida, se houver sinal firme de queda, a confiança volta e a demanda por tecnologia e eficiência tende a acelerar antes mesmo de o emprego virar”, Antonio Patrus, Diretor da Bossa Invest.

“O recente crescimento do faturamento da indústria mostra que a atividade está voltando, mas a queda no emprego industrial por 3 meses consecutivos revela um setor cauteloso e em adaptação estrutural. Juros altos reduzem incentivos para novas contratações, e empresas buscam eficiência antes de ampliar quadro. Em 2026, uma combinação de juros mais baixos e retomada mais firme da demanda será necessária para que o emprego industrial acompanhe o crescimento de faturamento”, Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.

“O dado mais importante é o contraste, faturamento sobe 1,2% em novembro, mas o emprego cai pelo 3º mês e o ano termina com massa salarial menor, 2,3% de recuo, o que sinaliza desaceleração difusa. Em geral, isso ocorre quando a receita vem de ajustes de preço e eficiência, enquanto a demanda não cresce o suficiente para justificar contratações, ainda mais com horas trabalhadas caindo 0,7% no mês. Para 2026, esse comportamento indica uma economia que pode crescer com freio, e isso afeta a leitura de alocação, favorece estratégia de longo prazo e seletividade em renda variável, com atenção a empresas de qualidade e menor dependência de crédito. A política monetária entra direto na decisão de contratar, juro alto encarece o capital, pressiona margens e transforma folha em risco, então o empresário adia expansão até ver inflação e juros convergindo. Para o investidor, acompanhar essa dinâmica ajuda a calibrar a exposição via ETFs, privilegiando diversificação, horizonte e disciplina em vez de tentar prever uma virada pontual do ciclo”, Fábio Murad, Economista e CEO da Super-ETF Educação.

ABRADEB obtém decisão do TJGO que padroniza notificações e reforça direitos de consumidores em financiamentos habitacionais

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Contractor speaking on walkie-talkie with co-worker near by

Corregedoria determina mudanças em normas cartoriais para garantir clareza, segurança jurídica e direito de regularização do débito

A Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB) obteve uma decisão relevante da Corregedoria do Foro Extrajudicial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) que reforça a proteção dos consumidores em contratos de financiamento habitacional com alienação fiduciária.

No âmbito do procedimento administrativo PROAD nº 202412000594735, instaurado a partir de comunicação formal apresentada pela entidade, a ABRADEB apontou inconsistências na forma como cartórios de registro de imóveis vinham notificando mutuários sobre prazos e possibilidades de regularização do débito antes da consolidação da propriedade.

Na decisão assinada em 11 de dezembro de 2025, o corregedor do Foro Extrajudicial do TJGO, desembargador Anderson Máximo de Holanda, reconheceu a legitimidade da Associação para atuar no tema e destacou o papel da associação na defesa dos consumidores e na uniformização de procedimentos, com o objetivo de evitar prejuízos aos mutuários.

Alinhada ao entendimento já consolidado em âmbito nacional, a Corregedoria reafirmou que o prazo legal para purgação da mora é de 15 dias, conforme o art. 26, §1º, da Lei nº 9.514/1997. Além disso, determinou que, nos financiamentos habitacionais, as notificações passem a conter de forma expressa, clara e objetiva a advertência prevista no art. 26-A, §2º, assegurando ao devedor a possibilidade de quitar as parcelas vencidas e despesas até a data da averbação da consolidação da propriedade, que ocorre 30 dias após o término do prazo inicial.

A partir da atuação institucional da entidade, a decisão deferiu parcialmente o pedido da entidade e determinou a alteração do art. 991, inciso V, do Código de Normas e Procedimentos do Foro Extrajudicial de Goiás (CNPFE/GO), com duas medidas centrais: a retirada da expressão “improrrogável” do prazo de 15 dias e a inclusão obrigatória da referência ao art. 26-A, §2º, informando ao consumidor a possibilidade de regularização até a averbação da consolidação, nos casos de imóveis residenciais, com exceção das operações de consórcio.

Para o presidente da ABRADEB, Raimundo Nonato, a decisão representa um avanço concreto na proteção do consumidor. “O que buscamos é garantir que o mutuário receba uma informação completa, correta e transparente. Quando o consumidor desconhece seus direitos, ele perde a chance de regularizar a dívida e manter o imóvel. Essa decisão fortalece a segurança jurídica e impede práticas que, na prática, aceleravam a perda da propriedade sem o devido esclarecimento”, afirma.

Nonato explica que a Corregedoria também determinou a adoção de providências administrativas, incluindo a comunicação às partes interessadas e o encaminhamento para revisão de minuta de provimento e inclusão do tema na pauta da instância competente. “A ABRADEB atua nacionalmente na defesa de clientes e consumidores em operações financeiras e bancárias, com foco na integridade da informação, prevenção de abusos e fortalecimento da segurança jurídica nas relações de crédito”, conclui.

Projeto Fazendo a Diferença leva autonomia e tecnologias ambientais ao interior paulista

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Iniciativa mobilizou estudantes e moradores de Ilha Solteira, Andradina e região, implantando soluções sustentáveis e fortalecendo vínculos culturais e comunitários

Mobilização social e adoção de tecnologias ambientais foram alguns dos resultados do projeto Fazendo a Diferença, realizado pela Fundação Energia e Saneamento (FES), com patrocínio da CTG Brasil, empresa do grupo China Three Gorges, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura – Governo Federal. Implantada entre julho e dezembro de 2025, a iniciativa promoveu aprendizagem e aplicação de soluções ambientais de baixo custo a partir de três eixos: permacultura, água e energia, em Ilha Solteira e Andradina, no interior paulista. Como novidade, a edição também conta com uma produção visual, disponível para acesso aberto, que permite compreender como se deu o desenvolvimento da iniciativa.

A proposta central foi estimular autonomia, protagonismo e criação coletiva. Para isso, o projeto combinou oficinas teóricas e práticas, construção de tecnologias sociais e um festival de encerramento que celebrou a identidade local.

Um dos impactos mais significativos ocorreu em Andradina, onde as atividades foram realizadas na Escola Técnica Agrícola Rural – ETEC Sebastiana Augusta de Moraes. As oficinas reuniram cerca de 40 participantes por encontro e atraíram estudantes de mais de nove municípios, incluindo Três Lagoas (MS) e cidades do entorno. Apesar de se tratar de uma atuação localizada, o conhecimento adquirido extrapolou o território imediato, uma vez que os estudantes passaram a replicar as práticas em suas famílias e propriedades rurais.

Na ETEC, foi implantado um biodigestor, tecnologia social inédita no escopo do projeto, capaz de transformar resíduos orgânicos em gás de cozinha e biofertilizante para a horta. O equipamento começou a ser alimentado ao final das oficinas e deve operar plenamente em aproximadamente 30 dias, consolidando-se como uma ferramenta pedagógica permanente para a instituição. O engajamento dos estudantes se destacou pela participação ativa nas etapas práticas de construção e implementação da tecnologia.

Intervenção em comunidade ribeirinha

Em Ilha Solteira, as oficinas envolveram moradores da comunidade lindeira ao rio São José dos Dourados. Lá, foi instalada uma Bacia de Evapotranspiração, também conhecida como fossa de bananeira, um sistema de tratamento de esgoto que utiliza plantas para filtrar resíduos. A intervenção beneficiou três residências localizadas acima de um poço comunitário, reduzindo o risco de contaminação.

As oficinas, que reuniram cerca de 14 participantes, também modificaram percepções; os moradores relataram saber que havia um problema, mas desconheciam alternativas acessíveis e imaginavam ser necessária uma obra de grande porte.

Cultura, arte e trocas comunitárias

O encerramento do projeto, realizado em 28 de novembro, transformou Ilha Solteira em ponto de encontro entre estudantes, agricultores, artistas e moradores. O Festival Fazendo a Diferença apresentou quatro atrações artísticas com temática rural, como um grupo de catira, dançarinas de assentamentos, uma escola de dança da cidade e uma dupla de jovens cantores sertanejos. A exibição do vídeo produzido pelo projeto, registrando o processo vivido nas comunidades, foi um dos momentos mais aguardados.

A feira organizada pelos participantes reforçou o caráter multiplicador da iniciativa. Estudantes da ETEC levaram produtos da horta, sementes e itens da cooperativa estudantil, enquanto uma produtora rural de Murutinga do Sul, de 60 anos, montou uma banca com doces, queijos, compotas e artesanato.

O Festival também atraiu novos públicos. Um agricultor que não participou das oficinas procurou a equipe após assistir ao vídeo para saber como implementar tecnologias semelhantes em casa. Grupos culturais de Castilho, município não atendido diretamente, mas de onde vieram estudantes da ETEC, solicitaram espaço para se apresentar.

O projeto deixou aprendizados para futuras edições, como a força de atuar em escolas rurais. A cultura e a arte são elementos que ampliam pertencimento, conexão e motivação. “O projeto mostrou o quanto vale apostar em encontros que celebram o território”, conclui Rita Martins, diretora executiva da FES.

Sobre a Fundação Energia e Saneamento

Instituída em 1998 para preservar, pesquisar e divulgar o patrimônio histórico dos setores que lhe deram origem, a Fundação Energia e Saneamento (FES) iniciou o reposicionamento de suas ações a partir de 2024, visando contribuir, como  Organização Social de Cultura (OS) e Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT), cada vez mais estrategicamente para a construção de sociedades sustentáveis, a partir da  preservação, pesquisa e difusão do patrimônio histórico-cultural dos setores de energia e saneamento; de programas culturais, educativos e socioambientais e da pesquisa e desenvolvimento de soluções inovadoras. A FES possui unidades em sete municípios paulistas: a rede de Museus da Energia de São Paulo, Itu e Salesópolis, as Usinas-Parques (pequenas centrais de geração de energia) em Brotas, Rio Claro e Santa Rita do Passa Quatro e o Edifício do Acervo Histórico em Jundiaí, que abriga um acervo composto de mais de 260 mil fotografias, 10 mil plantas e desenhos técnicos, uma reserva técnica com mais de quatro mil objetos museológicos e 1.600 metros lineares de documentos arquivísticos, além de uma biblioteca especializada em energia com mais de 50 mil volumes.

Site: https://www.energiaesaneamento.org.br/

Instagram: @museudaenergia 

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LinkedIn: Fundação Energia e Saneamento

 

Sobre a CTG Brasil

Uma das maiores geradoras de energia do País, conta com a dedicação de seus talentos locais e está comprometida em contribuir com a matriz energética brasileira, pautada pela responsabilidade social e respeito ao meio ambiente. A empresa tem investimentos em 15 usinas hidrelétricas, 12 parques eólicos e um complexo solar, com capacidade instalada total de 9 GW. Criada em 2013, é controlada indireta da China Three Gorges Corporation, uma das líderes globais em geração de energia limpa.

Site: https://www.ctgbr.com.br/

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Brasília recebe encontro exclusivo sobre Inteligência Artificial para Negócios com grandes empresários do Centro-Oeste

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Nos dias 02 e 03 de fevereiro, Brasília será palco da 20a edição da tour nacional “Inteligência Artificial para Negócios”, evento fechado para convidados que reunirá mais de 200 grandes empresários do Centro-Oeste, no espaço Plataforma Global, na Asa Sul.

Realizado pela segunda vez na capital federal, o evento acontece em um momento estratégico para o Distrito Federal, que hoje concentra mais de 440 mil empresas ativas, com forte protagonismo nos setores de serviços, gestão e negócios. O cenário reforça um movimento cada vez mais evidente: Brasília ampliando seu papel e se consolidando como polo estratégico de decisões empresariais e inovação, além de seu tradicional protagonismo político.

O principal destaque da programação é a presença de Rafael Galdino, especialista em inteligência artificial aplicada ao marketing digital. Galdino atende empresários como Roberto Justus e Paulo Vieira, já gerou mais de R$270 milhões em faturamento no digital e foi o estrategista responsável pela condução da estratégia digital da campanha que levou Ricardo Nunes à prefeitura de São Paulo.

Embora tenha foco no setor privado, o evento aborda temas como gestão, liderança, tomada de decisão e uso prático da inteligência artificial — pautas que também impactam diretamente o setor público, tornando o encontro relevante para lideranças institucionais, formuladores de políticas e gestores interessados em eficiência, inovação e modernização.

A iniciativa é realizada por Giovanni Santos, mentor de negócios com mais de 30 anos de atuação, reconhecido por sua contribuição direta à formação de empresários consolidados no Brasil. Giovanni esteve por 12 anos à frente da Febracis Brasília e já treinou diretamente mais de 10 mil empresários, tendo atuado com empresas como BigBox, World Gym, Grupo Giraffas e Fast Escova.

Para Giovanni, o evento representa mais do que uma imersão em tecnologia — trata-se de posicionamento estratégico: “A inteligência artificial é o divisor entre quem reage ao mercado e quem lidera o futuro — e Brasília precisa estar nesse centro de decisões”.

Com curadoria criteriosa e acesso restrito, o encontro reforça um posicionamento premium e exclusivo, conectando líderes empresariais ao que há de mais atual em inteligência artificial aplicada aos negócios e consolidando Brasília como palco de debates que influenciam o presente e o futuro da economia.

Grupo Tacla lança Optimall e entra no mercado de tecnologia promocional

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Shopping Palladium_Ballon Experience

 

Plataforma criada a partir da operação dos 12 shoppings do conglomerado integra tecnologia, dados e experiência do consumidor

O Grupo Tacla Shopping anuncia o lançamento da Optimall, uma empresa de tecnologia especializada em soluções digitais para shopping centers e o varejo, com foco em campanhas promocionais, relacionamento com o cliente e inteligência de dados. A iniciativa marca a entrada do grupo no mercado de tecnologia promocional, transformando conhecimento operacional em uma plataforma escalável e orientada a resultados.

Lançada em julho de 2025, a Optimall nasce como marca-mãe do Podi App e foi desenvolvida a partir da experiência acumulada ao longo de anos de operação dos 12 shoppings do conglomerado. A plataforma foi concebida para planejar, executar e monitorar campanhas promocionais, atendendo associações comerciais, centros comerciais e lojistas de diferentes portes.

A Optimall oferece uma plataforma completa de gestão de campanhas promocionais, contemplando modalidades como “Compre e Ganhe”, “Compre e Concorra” e Roleta de Prêmios, além de recursos voltados à gestão de eventos, CRM e análise de performance. O sistema permite o acompanhamento estratégico dos resultados em tempo real, com dashboards e relatórios gerenciais que apoiam a tomada de decisão.

Entre as soluções integradas está o Podi App, já amplamente utilizado nos shoppings do Grupo Tacla, além de módulos para cadastro de notas fiscais, gestão de campanhas, sorteios, premiações e análise do comportamento do consumidor, formando uma base robusta de inteligência promocional.

“Atualmente, o principal produto é o sistema de campanhas promocionais. Quando o consumidor participa de uma ação no shopping, seja em um totem de autoatendimento, no aplicativo ou em uma campanha de troca de notas fiscais, tudo está integrado. Isso nos permite acompanhar resultados, entender hábitos de consumo e gerar inteligência de dados”, destaca o diretor de Inovação do Grupo Tacla Shopping, Gustavo Tacla.

As soluções que deram origem à Optimall já foram aplicadas em 165 campanhas promocionais, com mais de 2 milhões de notas fiscais registradas, 750 mil consumidores participantes e R$ 16,5 milhões em prêmios distribuídos, números que evidenciam o potencial da plataforma em estimular vendas, ampliar o engajamento do público e gerar dados estratégicos para o varejo.

Atualmente, além dos empreendimentos do Grupo Tacla, a Optimall já atende clientes externos como a Associação Comercial do Paraná (ACP), o Colombo Park Shopping, entre outras associações, centros comerciais e operações varejistas, consolidando-se como uma solução independente, flexível e aplicável a diferentes contextos de mercado.

Além do impacto comercial, a plataforma contribui para a profissionalização das ações promocionais, oferecendo maior segurança jurídica, conformidade com a LGPD e redução de processos manuais, com flexibilidade para atender desde pequenos lojistas até grandes shopping centers e associações comerciais, em campanhas de diferentes formatos e objetivos.

Com o lançamento da Optimall, o Grupo Tacla Shopping fortalece seu braço de inovação e amplia sua atuação no ecossistema do varejo, entregando uma plataforma tecnológica integrada, preparada para atender às demandas de um mercado cada vez mais orientado por dados, experiência do consumidor e convergência entre o físico e o digital.

Granel sólido e contêineres impulsionam alta de 26% na movimentação aquaviária da Região Sul em novembro de 2025

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Porto de Paranaguá liderou a movimentação, com 5,9 milhões de toneladas, seguido por Rio Grande, com 2,7 milhões de toneladas

O Porto de Paranaguá liderou a movimentação, com 5,9 milhões de toneladas – Foto: Portos do Paraná

A movimentação aquaviária nos portos organizados da Região Sul alcançou 11,4 milhões de toneladas em novembro de 2025. Segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), o volume representa um aumento de 26,08% em relação ao mesmo período do ano anterior e o resultado se deve ao desempenho do granel sólido, da carga conteinerizada e do comércio exterior.

O granel sólido respondeu pela maior parcela da movimentação regional, com 6,7 milhões de toneladas, crescimento de 28,56%, refletindo o ritmo de escoamento da produção agrícola. A carga conteinerizada somou 2,9 milhões de toneladas, com alta de 29,80%, enquanto a carga geral atingiu 1,2 milhão de toneladas, avanço de 21,15%. Já o granel líquido movimentou 585 mil toneladas, com variação negativa de 1,62% no comparativo anual.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números indicam a consolidação de um modelo logístico mais eficiente. “Os números mostram que a navegação vem ganhando eficiência, com redução de custos operacionais, maior previsibilidade e melhor integração com outros modais, o que fortalece o escoamento da produção e o comércio exterior”, afirmou.

Destaques
O Porto de Paranaguá liderou a movimentação, com 5,9 milhões de toneladas, seguido por Rio Grande, com 2,7 milhões de toneladas, e São Francisco do Sul, com 1,6 milhão de toneladas. Os portos de Itajaí e Imbituba também contribuíram para o resultado, evidenciando a distribuição da atividade portuária na Região Sul do país.

No recorte por mercadorias, os contêineres se mantiveram como a principal carga, com 2,9 milhões de toneladas, seguidos por adubos (fertilizantes), com 1,7 milhão de toneladas, além de milho e soja, ambos com 1,5 milhão de toneladas, e açúcar, com 715 mil toneladas, confirmando a forte vinculação da região com o agronegócio e a indústria.

Quanto ao perfil do transporte, o longo curso concentrou a maior parte da movimentação, com 9,9 milhões de toneladas, crescimento de 27,76%, impulsionado pelo avanço das exportações, que registraram alta de 48,90%. A cabotagem movimentou 608 mil toneladas, com crescimento de 10,82%, enquanto as vias interiores alcançaram 283 mil toneladas, aumento de 13,63%. As importações apresentaram retração de 1,79%, e o transporte nacional cresceu 12,86%.