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Encontro da pré-candidatura de Celina Leão reúne multidão em Santa Maria

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Evento reuniu lideranças políticas de 12 partidos da base aliada e apoiadores regionais no Quadradão Cultural
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou oficialmente sua pré-candidatura à reeleição ao Palácio do Buriti. O anúncio ocorreu neste sábado (4), durante um ato político realizado no Quadradão Cultural José Marcílio, na região administrativa de Santa Maria.
O encontro serviu como demonstração de força partidária, reunindo representantes comunitários, apoiadores locais e pré-candidatos às vagas de deputado distrital e federal que compõem os 12 partidos de sua base de apoio.
Durante os discursos, aliados políticos enfatizaram as entregas da atual gestão em setores estratégicos, como saúde, segurança pública, educação, assistência social e incentivos voltados ao esporte como ferramenta de inclusão social.
Em seu pronunciamento e visivelmente emocionada, a governadora defendeu o balanço das ações conduzidas desde que assumiu a chefia do Executivo. “Em 90 dias como governadora, conseguimos realizar muita coisa boa para a população do DF”, declarou Celina.
O tom de mobilização para o pleito de outubro foi reforçado pelos aliados presentes. O jornalista e pré-candidato a deputado distrital, Donny Silva, manifestou forte apoio à permanência da governante no cargo:

“Esse encontro mostra a força de nossa governadora que busca a reeleição. Em pouco tempo ela mostrou a que veio e por isso é covardemente atacada por velhos políticos machistas decaídos envolvidos em escândalos. O que vimos aqui hoje foi apenas uma amostra do que está por vir. Celina já é chamada carinhosamente de a ‘Nova Roriz’, devido ao seu trabalho, simplicidade, humildade e, acima de tudo, sensibilidade com o povo do DF. Me sinto honrado de fazer parte desse grupo político que sairá vitorioso das urnas em outubro. Celina está no rumo certo e vai entrar para a história como a melhor governadora do Distrito Federal. Hoje foi dada a largada para a grande vitória!” 

 

As convenções partidárias para a oficialização definitiva das candidaturas acontecem entre o fim de julho e o início de agosto.

Audiência na Câmara amplia debate sobre marco regulatório das stablecoins e papel do Banco Central

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OnilX acompanha discussão do PL 4.308/2024 e defende ampliação do diálogo com o Banco Central para construção de uma regulação equilibrada para os ativos digitais

Uma audiência pública realizada na última terça-feira (01) na Câmara dos Deputados abordou o futuro das stablecoins no Brasil. O encontro discutiu o Projeto de Lei 4.308/2024, que propõe estabelecer um marco regulatório específico para esses ativos virtuais, e reuniu representantes do setor, especialistas e parlamentares para discutir os impactos da proposta sobre inovação, segurança jurídica e competitividade do mercado brasileiro.

 

A OnilX acompanhou de perto as discussões e entende que o avanço regulatório ocorra por meio de um diálogo amplo entre o Congresso Nacional, o mercado, o Banco Central e a Receita Federal que vem manifestando preocupação com os efeitos monetários, cambiais e prudenciais das stablecoins. “A construção de regras claras é necessária, mas deve preservar a natureza desses ativos e preservar espaço para a inovação”, defende Cleverson Pereira, Head Educacional da OnilX, que atua há seis anos no mercado.

 

As stablecoins são criptomoedas cujo valor é atrelado a ativos de referência, como moedas fiduciárias, especialmente o dólar norte-americano. Nos últimos anos, elas se consolidaram como uma das principais infraestruturas de liquidação e movimentação de recursos dentro do mercado global de ativos virtuais.

 

Para Pedro Torres, Head Jurídico do B2B da OnilX, o debate precisa partir da compreensão da natureza jurídica desses ativos. Ele destaca que stablecoins não podem ser tratadas automaticamente como moeda soberana, depósito bancário, moeda eletrônica ou operação de câmbio apenas por desempenharem funções econômicas semelhantes em determinadas situações. “A função econômica de um ativo é relevante para a regulação, mas não substitui sua natureza jurídica. O desafio do processo regulatório é encontrar mecanismos que conciliem segurança jurídica, proteção ao usuário e desenvolvimento da inovação”, avalia.

 

Durante a audiência desta semana, um dos temas discutidos foi o entendimento regulatório apresentado pelo Banco Central. A autoridade monetária tem demonstrado preocupação com o crescimento das stablecoins e seus possíveis impactos sobre o sistema financeiro tradicional, aproximando determinados modelos das categorias de moeda eletrônica, depósitos bancários e instrumentos cambiais.

 

Na avaliação da OnilX, as preocupações regulatórias são legítimas, e uma das possibilidades em discussão é evitar a reclassificação automática desses ativos. A empresa entende que a supervisão deve estar concentrada em aspectos como transparência, segregação patrimonial, auditoria, lastro, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção ao usuário, preservando a natureza das stablecoins como ativos virtuais referenciados em moeda fiduciária.

 

Outro ponto destacado pela companhia é o risco de eventuais impactos regulatórios que possam comprometer a competitividade do Brasil em um mercado cada vez mais globalizado. Durante os debates, representantes do setor destacaram que stablecoins operam em uma infraestrutura digital aberta, interoperável e disponível 24 horas por dia, características que poderiam ser limitadas por enquadramentos regulatórios concebidos para modelos financeiros tradicionais.

 

Para Pedro Torres, a discussão vai além do universo dos ativos virtuais e envolve a posição que o Brasil pretende ocupar na economia digital dos próximos anos. “O país tem a oportunidade de construir uma regulação moderna, que proteja o usuário sem inviabilizar a inovação. O momento é oportuno para discutir modelos regulatórios que conciliem segurança, inovação e competitividade”, afirma.

 

A OnilX também defende que o Banco Central participe ativamente da construção dessa solução regulatória, contribuindo com sua expertise técnica sem que isso resulte, necessariamente, na alteração da classificação jurídica das stablecoins. Para a empresa, o momento exige convergência entre reguladores, legisladores e mercado para que o Brasil possa desenvolver um ambiente seguro, competitivo e alinhado às transformações da economia digital.

 

Atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, o PL 4.308/2024 deverá continuar sendo debatido nas próximas semanas, em um processo que deve contribuir para a evolução do marco regulatório aplicável às stablecoins e aos ativos virtuais no Brasil nos próximos anos.

 

O velho modus operandi da esquerda: pão, circo e a conta para o contribuinte

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Em meio a promessas populistas em ano eleitoral, Lula gasta em publicidade mais que o dobro da quantia registrada em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro

 

Legenda: Marcelo Tostes

Crédito: Divulgação/MTA

 

Por Marcelo Tostes

Luiz Inácio Lula da Silva talvez seja um dos políticos brasileiros que melhor compreendeu, ao longo de sua trajetória, como conquistar e manter votos. Ainda nos tempos de líder sindical, discursando em cima de carros de som nas portas das fábricas do ABC Paulista, Lula construiu sua carreira política apelando diretamente ao sentimento popular. Depois de disputar diversas eleições presidenciais, finalmente chegou ao Planalto e percebeu que havia uma fórmula ainda mais eficiente do que os discursos: utilizar a máquina pública para distribuir benefícios, criar expectativas e vender a ideia de que o governo é o grande provedor da população.

Ao contrário do que boa parte da população acredita, importantes programas de transferência de renda não nasceram no governo Lula. Iniciativas como o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação, o Auxílio Gás e o Cartão Alimentação, implantadas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, serviram de base para a criação do Bolsa Família, que unificou esses programas. A diferença é que Lula transformou essa política em uma poderosa ferramenta de marketing eleitoral, vinculando sua imagem diretamente aos benefícios e fazendo milhões de brasileiros acreditarem que dependiam exclusivamente de seu governo para manter uma renda mínima.

Desde então, o modelo se repetiu inúmeras vezes. Em períodos eleitorais surgem novas promessas, ampliação de benefícios, aumento de gastos públicos e discursos carregados de esperança. Foi assim com a famosa promessa da “picanha e cervejinha”, símbolo de uma prosperidade que, passados os anos, continua distante da realidade de grande parte da população. Neste ano de eleições, a mesma estratégia conhecida está em curso: promessa de ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, expansão de programas habitacionais e sociais, novas linhas de crédito subsidiado e o reforço de benefícios voltados às famílias de baixa renda.

O que vimos na prática, porém, foi um esforço tremendo de Lula em prol de sua autopromoção. Dados da execução orçamentária mostram que, no primeiro semestre de 2026, antes das restrições impostas pela legislação eleitoral, o governo federal empenhou cerca de R$ 520 milhões em publicidade institucional, mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões registrados no mesmo período do ano eleitoral de 2022, durante o governo Jair Bolsonaro.

O problema não está na existência de programas sociais voltados aos mais vulneráveis. Uma sociedade minimamente justa deve amparar aqueles que realmente precisam. A questão é quando essas políticas deixam de ser instrumentos temporários de combate à pobreza e passam a ser utilizadas como estratégia permanente de manutenção do poder. Em vez de investir prioritariamente em educação de qualidade, qualificação profissional, infraestrutura, segurança jurídica e geração de empregos, cria-se uma relação de dependência entre parte da população e o Estado.

Essa política tem um custo gigantesco. Os programas sociais consomem centenas de bilhões de reais ao longo dos anos, recursos retirados dos impostos pagos por trabalhadores e empresas. Como o governo não produz riqueza, todo benefício distribuído precisa ser financiado pelo contribuinte, muitas vezes acompanhado de aumento da carga tributária, crescimento da dívida pública ou expansão dos gastos estatais.

A lógica lembra a de muitos pequenos municípios brasileiros. Existem cidades que não possuem hospitais adequados, escolas de qualidade, saneamento básico ou infraestrutura mínima. As ruas permanecem esburacadas e os serviços públicos deixam a desejar. Ainda assim, em época de festas, contratam artistas por valores milionários para oferecer algumas horas de entretenimento à população. O espetáculo acaba, o dinheiro desaparece e os problemas permanecem exatamente os mesmos.

Na Roma Antiga, essa estratégia ficou conhecida como “pão e circo”: distribuir alimento e entretenimento para reduzir a insatisfação popular enquanto os problemas estruturais eram ignorados. Séculos depois, a prática continua viva em diversos governos populistas ao redor do mundo.

Não por acaso, muitos dos governos de esquerda na América Latina enfrentam graves crises econômicas, fiscais e institucionais. Em vez de priorizar o crescimento sustentável, o aumento da produtividade, a liberdade econômica e a geração de riqueza, insistem em ampliar o tamanho do Estado, distribuir benefícios cada vez maiores e alimentar a ilusão de que o desenvolvimento pode ser construído apenas com gasto público.

O resultado costuma ser conhecido: aumento da dívida, inflação, perda da capacidade de investimento do Estado, fuga de empresas, redução do crescimento econômico e uma população cada vez mais dependente do próprio governo.

Programas sociais são importantes quando funcionam como ponte para a emancipação das pessoas. Tornam-se prejudiciais quando se transformam em instrumento eleitoral permanente. O verdadeiro combate à pobreza não acontece quando o Estado distribui renda indefinidamente, mas quando cria condições para que cada cidadão possa produzir, empreender, trabalhar e conquistar sua independência financeira com dignidade.

A história demonstra que nenhum país prosperou sustentando seu desenvolvimento apenas na distribuição de benefícios. As nações que enriqueceram investiram em educação, segurança jurídica, liberdade econômica, produtividade e geração de empregos. O restante é apenas a velha política do pão e circo; eficiente para ganhar eleições, mas incapaz de construir um futuro sólido para o país.

Marcelo Tostes é advogado, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil e CEO do Marcelo Tostes Advogados. Atua há décadas na advocacia empresarial, com experiência em temas relacionados ao direito corporativo, governança e resolução de conflitos. Também participa de debates e iniciativas voltadas ao aprimoramento do ambiente jurídico e empresarial no país. É reconhecido por sua atuação institucional junto à advocacia brasileira e ao setor produtivo.

Felipe Bronze assina cardápio escolar inspirado nos países da Copa para ampliar o paladar das crianças

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Ao todo, são 13 pratos especiais, pensados para integrar gastronomia e educação ao ambiente escolar

A Copa do Mundo mobiliza torcidas dentro de campo, mas também abre espaço para o encontro entre culturas, inclusive à mesa. A diversidade gastronômica dos países participantes tem inspirado iniciativas em escolas, que usam o torneio como ponto de partida para ampliar o repertório alimentar dos alunos.

À frente da criação dos pratos está o chef Felipe Bronze, responsável por receitas inspiradas em países participantes da competição. “A alimentação também pode ensinar, e é isso que a gente vai viver. Brasil, Coreia, Marrocos, México, Canadá, Estados Unidos, Portugal, França, Argentina, Alemanha e Japão vão ampliar o repertório alimentar para os nossos estudantes”, afirma.

Ao todo, são 13 pratos especiais, pensados para integrar gastronomia e educação ao ambiente escolar. “A proposta é unir culturas em um momento que já faz parte do dia a dia das escolas. Ampliar o repertório alimentar desde cedo é contribuir para a formação de adultos mais conscientes”, completa o chef.

Entre as receitas, estão releituras de clássicos adaptadas ao contexto nutricional escolar, como o Schnitzel com salada de batata. “A Alemanha é um país com uma culinária tradicionalíssima. Fizemos um clássico da culinária alemã, e eu arrisco dizer: talvez o melhor deles. Schnitzel, ou seja, frango empanado com salada de batata”, comenta.

A proposta também se apoia em critérios nutricionais e sensoriais. Segundo a nutricionista Cynthia Howlett, especializada em nutrição esportiva e coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin, a aceitação dos alunos passa diretamente pelo equilíbrio entre saúde e prazer. “Quando falamos de alimentação escolar, precisamos considerar não só o valor nutricional, mas também o sabor e a experiência. É por meio de preparações atrativas que conseguimos estimular o interesse das crianças por novos alimentos e contribuir para hábitos mais saudáveis ao longo da vida”, destaca.

Essa é uma ação promovida pela Sanutrin, empresa especializada em refeições para estudantes e na promoção de hábitos alimentares saudáveis em toda a comunidade escolar, que propõe olhar para além do esporte e incorporar a culinária como ferramenta educativa. A iniciativa leva às refeições escolares pratos típicos de diferentes nações, aproximando os estudantes de novos sabores e tradições.

Para viabilizar a ação, o projeto também envolve planejamento operacional. De acordo com a diretora de novos negócios da Sanutrin, Ryung Hee Cho, a execução exige alinhamento entre equipes e unidades escolares. “Uma iniciativa como essa demanda organização, padronização de processos e capacitação das equipes para garantir qualidade e padrões nutricionais. É um trabalho integrado que transforma uma proposta cultural em uma entrega consistente no dia a dia”, conclui.

Sobre Felipe Bronze

Formado em Artes Culinárias pelo “Culinary Institute of America” e Chef-proprietário dos restaurantes Oro, PIPO e Taraz (em parceria com o hotel Rosewood), o Chef Felipe Bronze é um dos chefs mais relevantes da gastronomia brasileira. Multipremiado, seu restaurante ORO detém duas estrelas no guia Michelin 2026, além de incontáveis honrarias nacionais e internacionais. Multimídia, o Chef é o apresentador com mais horas na televisão brasileira, apresentando programas de sucesso, entre eles “Top Chef Brasil”, “The Taste Brasil”, “Perto do Fogo”, “Que Seja Doce” e “No Fogo com Bronze”. Em mais de 25 anos de carreira, o Chef agora também dá início a plataforma Bronze +, uma comunidade aceleradora de chefs, restaurantes, eventos, produtos e mídias.

Sobre Cynthia Howlett

Cynthia Howlett é hoje coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin. Jornalista e nutricionista formada pela Estácio de Sá, com pós-graduação em gastronomia funcional, especializada em nutrição esportiva e psiconutrição. Já foi apresentadora de programas da GNT e SporTV.

Sobre Ryung Hee Cho

Nutricionista e pós-graduada em vigilância sanitária, é Diretora de Novos Negócios da Sanutrin. Atua com alimentação escolar há mais de 20 anos, em funções gerenciais e executivas em escolas de referência nacional. Focada na excelência, alia a liderança humanizada à uma visão aprofundada em negócios.

Sobre a Sanutrin

A Sanutrin é especializada em refeições para estudantes, promovendo hábitos alimentares saudáveis e escolhas conscientes desde a infância, e está presente hoje em mais de 40 escolas de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Sua atuação se baseia nos pilares da qualidade e segurança alimentar, soluções inovadoras e customizadas, atendimento individualizado e acolhedor e educação alimentar e sustentabilidade.

Jornada do consumidor é cada vez mais híbrida entre online e físico

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Quase 30% dos consumidores combinam o presencial e o e-commerce, segundo pesquisa. O que exige do varejo ampliar as estratégias de omnicalidade

 

Uma cena comum nas lojas, a do consumidor que entra, pergunta, pesquisa preço, confere de perto o produto e depois deixa o estabelecimento para efetuar a compra pela internet, revela hábito que está sendo incorporado de vez pelo público brasileiro.

No país, 30% dos consumidores combinam o presencial e o e-commerce ao realizar uma compra, segundo a pesquisa “Fiserv Insights 2026 – Panorama do Varejo: Tendências em Meios de Pagamento, Segurança e Crédito”.

Esse e outros dados do estudo sinalizam ao varejo o seguinte: o omnichannel (ou omnicalidade, na tradução para o português) deve integrar não apenas os canais de contato e comunicação com os clientes. É preciso que a integração contemple a convergência entre físico e online, orienta o especialista em Inteligência em Negócios Alberto Filho, fundador e CEO da Poli Digital, plataforma de omnichannel parceira oficial no Brasil e na América Latina do Grupo Meta (WhatsApp, Instagram e Facebook).

Alberto Filho

A Fiserv Insights 2026, feita em parceria com a Opinion Box, mostra que apenas 17% dos consumidores ainda são adeptos preferenciais da compra em loja física em sua integralidade. O levantamento traz razões que “afastam” o consumidor do relacionamento presencial, sendo que a principal delas, na avaliação da maioria dos entrevistados (56%), é o preço mais baixo no online. Outros 42% citam longas filas para pagamento. Dificuldades de acesso, de estacionamento, falta de produto no estoque e não localizar o produto pretendido estão entre os pontos citados como entraves.

Para Alberto Filho, dados como esse retratam um perfil de consumidor cada vez mais exigente. Mudanças de hábitos de consumo e constantes inovações tecnológicas tornam o mercado cada vez mais dinâmico, e as empresas devem se atentar para isso. “Aquelas que não investem na integração total entre meios digitais e físicos correm o risco de ficar para trás”, adverte.

O especialista explica que, embora o consumidor não conheça o conceito de omnicalidade, na prática é essa integração de contatos e de canais físicos e digitais que ele procura e o satisfaz.

Nesse sentido, uma pesquisa deste ano feita pelo WhatsApp, do Grupo Meta, traz um dado que atesta a constatação do executivo da Poli. Segundo o levantamento, 35,4% dos consumidores entrevistados consideram “valiosa a possibilidade de gerenciar todas as interações da empresa em um só lugar”. Além disso, 42,2% deles entendem também como “valiosa” a possibilidade de preservar o histórico de conversas ao usar um aplicativo de mensagens.

O estudo afirma: “Há um desejo crescente do consumidor por comunicações integradas. No entanto, o desafio para os líderes empresariais reside em proporcionar uma experiência conectada entre departamentos e pontos de contato com o cliente”.

A pesquisa do WhatsApp reforça o verificado por outro levantamento da Opinion Box, “Omnicanalidade no Brasil: dados e insights sobre a percepção e os anseios do consumidor brasileiro em um cenário omnichannel”, feita em parceria com a Bornlogic.

Nessa, 90% dos entrevistados afirmaram esperar que as empresas disponham de estratégia integrada de atendimento ao cliente em todos os canais de venda. Ainda, 71% demandam atendimento imediato, seja online ou em loja física.

“Os consumidores podem até não saber o que significa ‘omnichannel’, e a mesma pesquisa diz que 83% não sabem. Mas, quando explicados sobre o conceito, 64% reconhecem já terem realizado uma compra a partir dessa integração de canais de atendimento, e 65% declaram que a experiência deve ser igual em todos os canais, sejam online, sejam offline”, pontua Alberto Filho, da Poli.

O CEO ressalta que, apesar de o hábito de se fazer compras pela internet estar consolidado (uma breve observação em portarias de condomínios, abarrotadas de entregas, é termômetro para medir isso), o consumidor não dispensa a visita a lojas físicas. Assim, sublinha o especialista, essas unidades devem estar integradas aos canais digitais, para que a experiência oferecida ao cliente seja plena. “Não pode haver barreiras entre o físico e o digital”, alerta.

Para o varejista, promover a integração consiste em conectar sistemas e jornadas. Isso inclui, por exemplo, unificar estoques entre loja física e e-commerce, permitindo que o cliente compre online e retire no ponto de venda; integrar dados de comportamento para personalizar ofertas independentemente do canal; e garantir que vendedores tenham acesso ao histórico do consumidor em tempo real.

“Também envolve soluções como prateleiras infinitas, pagamentos integrados e uso de aplicativos que conectam a experiência dentro e fora da loja. Ou seja, a integração não é apenas tecnológica, é operacional e estratégica. Quando bem implementada, ela elimina atritos, aumenta a conversão e melhora a percepção de valor da marca”, avalia Alberto Filho.

Essa integração deve ainda proporcionar às empresas o acompanhamento do perfil e comportamento do consumidor. “Mas não basta apenas esse acompanhamento. A estratégia omnichannel deve ser capaz de se antecipar às necessidades e demandas do consumidor, de modo a satisfazê-lo plenamente. Desse modo, aumentam-se a fidelização e os resultados para a empresa”, explica o especialista. Entre a base de clientes da Poli Digital, o aumento de faturamento proporcionado pela plataforma pode alcançar até 30%, ilustra o CEO.

Na prática, a plataforma de omnichannel ou omnicalidade da Poli tem, entre as funcionalidades, a centralização de contatos via WhatsApp, Instagram, Facebook Messenger e chat do site, chatbot personalizado com atendimento 24 horas, disparo de mensagens em massa pelo WhatsApp, agendamento de envio de mensagens com data e hora, recursos de inteligência artificial para automação de tarefas e sistema próprio de CRM. Atualmente, a plataforma conta com mais de 1,2 mil empresas em toda a América Latina.

MAIS INFORMAÇÕES

Sobre a Poli Digital: https://poli.digital/

Sobre Alberto Filho: https://www.linkedin.com/in/alberto-filho/

Hospital de Base amplia em 53% as hemodiálises e reforça atendimento 24 horas para pacientes renais

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Reorganização dos fluxos internos aumentou a capacidade do serviço, garantindo mais acesso e reduzindo o tempo de resposta para quem precisa do tratamento
Por Giovanna Inoue
Quando recebeu o diagnóstico e foi encaminhada para iniciar a hemodiálise, Aldenora Maria Ribeiro da Silva, de 63 anos, imaginou que enfrentaria uma longa espera até começar o tratamento. A realidade foi diferente. “Consegui a vaga em apenas uma semana”, conta.
Há dois anos, Aldenora é paciente no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), onde realiza as sessões de dialise.
“Faço questão de dizer que o Hospital de Base é o melhor hospital que já vi. Todos aqui me tratam muito bem”, elogia.
A experiência de Aldenora reflete uma mudança importante na assistência aos pacientes renais. Após reorganizar seus fluxos internos e aperfeiçoar o funcionamento do serviço, o Hospital de Base ampliou em 53% o número de sessões de hemodiálise realizadas no primeiro semestre deste ano. Foram 9.060 procedimentos, contra 5.905 no mesmo período do ano passado.
A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destaca que a ampliação da capacidade representa mais qualidade na assistência e mais segurança para os pacientes.
“A hemodiálise é um procedimento contínuo e essencial para a vida de muitas pessoas. Ao ampliarmos nossa capacidade de atendimento, garantimos mais acesso, mais conforto e uma assistência cada vez mais qualificada para a população”, afirma.
A diálise é um tratamento que substitui parcialmente as funções dos rins, filtrando o sangue e removendo toxinas e o excesso de líquidos do organismo. O procedimento é indispensável para pacientes com insuficiência renal e a demanda pelo serviço cresce continuamente.
Para responder a esse crescimento, o Hospital de Base reorganizou seus fluxos assistenciais e aperfeiçoou a logística de funcionamento do setor. Com isso, a hemodiálise passou a ser oferecida 24 horas por dia, tanto para pacientes internados quanto para aqueles em tratamento nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), ampliando a capacidade de resposta da unidade.
Mais acesso ao tratamento
Os resultados acompanham a evolução do serviço nos últimos anos. Em 2024, foram realizadas 10.814 sessões de hemodiálise. Em 2025, esse número subiu para 14.393, um crescimento de 33%.
Neste ano, todos os meses registraram aumento superior a 45% em relação aos mesmos períodos de 2025, com mais de mil procedimentos mensais. O maior avanço ocorreu em janeiro, quando o número de sessões passou de 941 para 1.622, alta de 72%.
O chefe da Nefrologia do HBDF, Thiago Hayashida, destaca que o Hospital de Base atende não apenas seus pacientes internados, mas também recebe encaminhamentos de toda a rede pública de saúde do Distrito Federal.
“Nosso compromisso é garantir que nenhum paciente com indicação de terapia renal substitutiva fique sem assistência. A revisão dos processos e a melhoria dos fluxos internos permitiram ampliar significativamente nossa capacidade de atendimento, sem necessidade de grandes intervenções estruturais”, explica.
Tecnologia leva a hemodiálise até o paciente
Além da reorganização do serviço, o Hospital de Base passou a contar, desde abril deste ano, com a tecnologia Genius, que permite realizar a hemodiálise diretamente no leito do paciente.
Antes, o procedimento dependia de pontos fixos de água, exigindo o deslocamento de pacientes, muitas vezes em estado clínico delicado. Com o novo sistema, o tratamento é realizado onde o paciente está internado, reduzindo movimentações, aumentando a segurança e proporcionando mais conforto.
Foram incorporados dez equipamentos, ampliando a capacidade de atendimento aos pacientes internados e fortalecendo ainda mais a assistência prestada pelo Hospital de Base.
Serviço
A diálise atende pacientes internados no Hospital de Base e pessoas encaminhadas pela rede pública de saúde do Distrito Federal que necessitam de terapia renal substitutiva.
O atendimento é realizado mediante indicação médica e regulação da rede pública de saúde. Não há atendimento por demanda espontânea.

GWM Newhouse, do Grupo New, registra 1.300 vendas em junho e lidera a rede no Brasil com forte atuação multienergia

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O Grupo New encerrou o primeiro semestre de 2026 no topo do ranking de vendas e emplacamentos da rede GWM (Great Wall Motors) no Brasil. Englobando as operações nos estados do Ceará, Piauí e Maranhão, a concessionária GWM Newhouse atingiu a marca inédita de 1.300 veículos comercializados em apenas 30 dias durante o mês de junho, consolidando o maior market share como grupo econômico na rede nacional da montadora.

 

Diferente de focar apenas no segmento de veículos eletrificados, o resultado reflete o sucesso da GWM como uma montadora voltada para a multienergia. A marca tem se destacado por oferecer todos os tipos de motorizações, desde modelos a combustão e flex até carros eletrificados, conseguindo atender aos diferentes perfis, gostos e necessidades de todos os clientes.

 

Parte expressiva do volume de emplacamentos de junho foi impulsionada pelo lançamento do Ora 5, além do forte aquecimento nas vendas das motorizações a diesel, a exemplo do modelo H9, que tem sido um grande sucesso de procura nas concessionárias do grupo.

 

De acordo com Bruno Vasconcelos, diretor da marca GWM Newhouse, o resultado reflete o alinhamento das equipes com a dinâmica da marca. “A parceria com a GWM exige agilidade e capacidade de adaptação devido ao modelo de negócio dinâmico da montadora. Mantivemos a liderança em volume de vendas em todos os meses do semestre, o que garantiu o maior market share como grupo na rede nacional. Em junho, as operações da GWM Newhouse alcançaram a marca de 1.300 carros vendidos em 30 dias, resultado que consolida nossa estrutura de vendas e atendimento no setor”, afirma Bruno.

 

Para a segunda metade do ano, a governança do Grupo New projeta a manutenção do ritmo operacional nas concessionárias. A estratégia estará focada na expansão da capilaridade comercial da bandeira e direcionada aos próximos lançamentos da montadora, com destaque para a chegada dos aguardados H7 e Tank 400.

 

Sobre o Grupo New

 

O Grupo New consolida-se como uma das principais redes de concessionárias automotivas do país. Com presença estratégica nos estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Paraíba e Pernambuco, o grupo atende desde o segmento de utilitários até o mercado de altíssimo luxo. Seu portfólio contempla marcas globais como Toyota, Mercedes-Benz, Porsche, Jeep, RAM, Lexus, Land Rover e GWM, sendo referência em inovação e atendimento especializado no Nordeste.

Agentes de trânsito do Detran-DF recebem câmeras corporais 

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Autarquia adquiriu 150 unidades para utilizar em operações de trânsito, proporcionando mais transparência às abordagens e mais segurança aos agentes e condutores
Zélia Ferreira
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal vai implantar o uso de câmeras corporais (body cams) pelos agentes durante o serviço de policiamento e fiscalização viária. Para isso, a autarquia já adquiriu 150 câmeras e vai orientar e treinar os agentes sobre como usá-las.
“Já recebemos 10 câmeras para iniciar, nos próximos dias, o projeto-piloto em que definiremos os procedimentos e a normatização de uso desses equipamentos. São equipamentos dotados de tecnologia capaz de transmitir ao vivo imagens e áudios a uma central de monitoramento, garantindo transparência nas abordagens e mais segurança aos agentes e condutores”, explica o diretor-geral do Detran, Marcu Bellini.
As câmeras corporais adquiridas pelo Detran-DF contam com conectividade LTE (Long Term Evolution), que permite conexões de alta velocidade e baixa latência com armazenamento das imagens em Data Center da Telebrás. Essa tecnologia transforma o equipamento de simples gravador offline para um dispositivo inteligente de monitoramento e segurança em tempo real.
Outra funcionalidade a ser testada é a conectividade com as Tasers – armas não letais utilizadas pelos agentes em casos de abordagem a condutores violentos. Caso o agente de trânsito venha a sacar o dispositivo, as câmeras ligarão automaticamente, proporcionando maior segurança na ação. Isso permite ao agente de trânsito que toda a ação seja gravada sem a necessidade de acionar as câmeras, pois existirá uma conexão entre os equipamentos.
Nos próximos dias, 10 agentes participarão do projeto-piloto para definir todo o escopo de uso das body cams pela autarquia durante as operações de policiamento e fiscalização de trânsito, especialmente as da Lei Seca. Questões ligadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) deverão ser consideradas pelos técnicos na elaboração dos normativos internos.
O custo total do contrato de aquisição e utilização das câmeras, incluindo todo o serviço de monitoramento e armazenamento de dados em nuvem pela Telebrás, é de R$ 3.966.311,28 pelo período de 12 meses. O contrato com a Telebrás prevê a gravação de vídeo e áudio em alta resolução, armazenamento seguro das informações e gerenciamento das câmeras.
Segue link com vídeo gravado com o Diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito, Danilo Lino. (o link expira em 3 dias)

CFM fortalece integração com os Conselhos Regionais e avança na construção de uma comunicação nacional mais estratégica

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Da direita para esquerda : Dr Bruno Leandro - Presidente do CRM PB Marcio Chaves - Head Inovação Eduskills Sarah Ramalho - Equipe de Comunicação do CRM PB Gibran Melo - Equipe de comunicação do CRM PB Márcia Kelly - Equipe CRM PB Wagner Leandro - CEO da EDUSKILLS DR. Claudio Oreste - Dir Comunicação e TI CRM PB Gilson Neves
Da direita para esquerda : Dr Bruno Leandro - Presidente do CRM PB Marcio Chaves - Head Inovação Eduskills Sarah Ramalho - Equipe de Comunicação do CRM PB Gibran Melo - Equipe de comunicação do CRM PB Márcia Kelly - Equipe CRM PB Wagner Leandro - CEO da EDUSKILLS DR. Claudio Oreste - Dir Comunicação e TI CRM PB Gilson Neves

Encontro nacional reuniu representantes dos CRMs de todo o país para compartilhar boas práticas, alinhar estratégias e fortalecer a comunicação institucional em benefício da classe médica brasileira.

Brasília foi palco, nos dias 30 de junho e 1º de julho, do X Encontro de Comunicação dos Conselhos de Medicina, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O evento reuniu as equipes de comunicação dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) de todo o Brasil em uma programação voltada ao fortalecimento da integração institucional e ao desenvolvimento de estratégias capazes de tornar a comunicação do Sistema CFM/CRMs ainda mais eficiente, moderna e próxima da sociedade.

Durante os dois dias de encontro, foram apresentados projetos desenvolvidos pelos Conselhos Regionais que já vêm produzindo resultados expressivos em seus estados e que podem servir de referência para todo o Sistema.

Entre as iniciativas destacadas esteve o Projeto Juventude Segura, desenvolvido pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), apresentado por Dra Janaína . A ação tem como foco a promoção da saúde e da conscientização entre jovens, demonstrando como a comunicação pode ser uma ferramenta estratégica de educação e prevenção, aproximando o Conselho da população e ampliando seu papel social.

Outro exemplo de inovação apresentado foi o CRM-PB ON, iniciativa do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) voltada para a educação médica continuada, apresentado por Gibran Melo. O projeto utiliza recursos digitais para oferecer conteúdo técnico, atualização científica e capacitação permanente aos médicos, fortalecendo o compromisso da instituição com a qualificação profissional e a excelência no exercício da medicina.

Além da apresentação de cases de sucesso, o encontro proporcionou momentos de troca de experiências entre as equipes de comunicação, debates sobre inovação, estratégias para o ambiente digital, relacionamento com a imprensa, produção de conteúdo institucional e fortalecimento da identidade do Sistema CFM/CRMs.

A proposta do Conselho Federal de Medicina é consolidar uma atuação cada vez mais integrada entre as regionais, respeitando as particularidades de cada estado, mas construindo uma comunicação alinhada aos mesmos princípios institucionais: transparência, credibilidade, ética e valorização da medicina.

Mais do que discutir ferramentas de comunicação, o encontro reforçou a importância da atuação colaborativa entre o Conselho Federal e os Conselhos Regionais. A integração das equipes permite compartilhar experiências bem-sucedidas, otimizar processos e ampliar o alcance das ações desenvolvidas em todo o país.

Ao final do evento, ficou evidente que o fortalecimento da comunicação institucional é um dos pilares para aproximar os Conselhos dos médicos e da sociedade. A iniciativa demonstra o compromisso do CFM em investir continuamente na modernização da comunicação, estimulando a inovação, a troca de conhecimentos e a disseminação de boas práticas que contribuam para uma representação cada vez mais eficiente da classe médica brasileira.

Legenda da foto: Representantes das equipes de comunicação dos Conselhos Regionais de Medicina durante o X Encontro de Comunicação dos Conselhos de Medicina, realizado na sede do Conselho Federal de Medicina, em Brasília. O evento promoveu a integração nacional e o compartilhamento de projetos estratégicos para fortalecer a comunicação do Sistema CFM/CRMs.

Reforma tributária pode reduzir investimentos sociais em R$ 1,6 bilhão

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Setor filantrópico acompanha regulamentação e defende ajustes para evitar aumento de custos e preservar recursos destinados a projetos sociais

O Brasil registrou, em 2025, o maior volume de investimentos sociais viabilizados por incentivos fiscais da série histórica: R$ 7,5 bilhões destinados a projetos nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte e assistência social. Apesar do recorde, o setor projeta uma possível retração. Mudanças relacionadas à regulamentação da reforma tributária podem reduzir esses recursos em pelo menos R$ 1,6 bilhão até 2033.

Segundo o levantamento Panorama dos Incentivos Fiscais 2026, lançado pela Simbi, o impacto está relacionado principalmente à extinção progressiva do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Serviços (ISS) — que servem de base para leis estaduais e municipais de incentivo fiscal — e à redução dos limites de dedução do Imposto de Renda para empresas.

Para instituições que atuam na prestação de serviços essenciais, a reforma tributária altera a estrutura de custos no novo modelo de créditos e tributação sobre o consumo, com efeito direto sobre a sustentabilidade de atividades nas áreas de saúde, educação e assistência social.

“A reforma tributária traz uma mudança estrutural no sistema de tributação e precisa considerar as particularidades das instituições filantrópicas. Essas organizações têm uma lógica própria de atuação, baseada no reinvestimento integral dos recursos em serviços essenciais. Sem regras claras para o aproveitamento de créditos no novo modelo, há risco de aumento dos custos operacionais e redução da capacidade de atendimento à população”, afirma a diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista, Carmem Murara.

Esse cenário tem mobilizado o Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), que articula propostas no Congresso Nacional para preservar a neutralidade tributária das entidades no novo sistema. Entre elas estão o Projeto de Lei Complementar nº 26/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados, e o Projeto de Lei Complementar nº 45/2026, no Senado Federal. As propostas tratam de mecanismos para evitar o aumento indireto dos custos operacionais e garantir o aproveitamento de créditos tributários no modelo da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

“A regulamentação da reforma tributária tem reunido instituições filantrópicas, entidades representativas e parlamentares. O Grupo Marista acompanha as propostas em tramitação e participa desse debate para defender a sustentabilidade das instituições filantrópicas e a continuidade dos serviços em saúde, educação e assistência social”, destaca.

Embora mantenham a imunidade tributária, as entidades filantrópicas podem enfrentar aumento de custos indiretos no novo sistema, sobretudo na aquisição de bens e serviços essenciais, caso não sejam criadas regras específicas para compensação de créditos. Estudo técnico da LCA Consultoria Econômica, encomendado pelo Fonif, estima um aumento indireto de custos de 4,2% na educação, 11,2% na assistência social e 1,8% na saúde. Apenas na compra de equipamentos e dispositivos médicos por hospitais filantrópicos, o custo adicional anual pode chegar a R$ 172 milhões.

A situação é ainda mais crítica em regiões com menor cobertura de saúde pública. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que 725 municípios brasileiros dependem exclusivamente de hospitais beneficentes como única alternativa de atendimento hospitalar. Isso significa que cerca de 20 milhões de pessoas ficariam sem outra opção caso essas instituições reduzissem sua capacidade operacional.

“Quando os custos operacionais aumentam, a capacidade de investimento em infraestrutura, tecnologia e ampliação do atendimento diminui. No fim, são recursos que deixam de ser convertidos em serviços diretos à população”, aponta Carmem.