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Porto de Santos movimenta 186,4 milhões de toneladas em 2025 e avança para ampliar sua capacidade

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Com recorde histórico em 2025, maior complexo portuário do país projeta aumento de 50% na capacidade de contêineres com o leilão do Tecon Santos 10

Os números confirmam o papel estratégico do porto paulista para o escoamento da produção brasileira, especialmente de granéis sólidos, líquidos e carga conteinerizada, conectando o Brasil aos principais mercados internacionais. Foto: Divulgação/Porto de Santos

 

O Porto de Santos encerrou 2025 com um novo recorde histórico de movimentação de cargas, alcançando 186,4 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal hub logístico do país e um dos mais relevantes do mundo. O resultado reflete o crescimento da atividade portuária nacional, os avanços em eficiência operacional e o fortalecimento do ambiente de investimentos no setor.

Os números confirmam o papel estratégico do porto paulista para o escoamento da produção brasileira, especialmente de granéis sólidos, líquidos e carga conteinerizada, conectando o Brasil aos principais mercados internacionais. Apenas em 2025, Santos respondeu por uma parcela significativa da movimentação portuária nacional, acompanhando o desempenho recorde do sistema portuário brasileiro como um todo, que superou 1,34 bilhão de toneladas no ano.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados de Santos refletem uma política consistente de modernização do setor. “Os números do Porto de Santos mostram que o Brasil voltou a investir com planejamento, segurança jurídica e visão de longo prazo. Estamos falando de um porto que bate recordes, amplia sua capacidade e se prepara para receber investimentos estratégicos, como o Tecon Santos 10, que vai transformar a logística de contêineres no país. É mais eficiência, mais competitividade e mais desenvolvimento para o Brasil”, afirmou o ministro.

Além do desempenho operacional, o complexo santista avança em obras e projetos estruturantes. Entre os principais destaques da agenda futura está o leilão do Tecon Santos 10, previsto no programa de concessões do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O novo terminal de contêineres deve elevar em cerca de 50% a capacidade instalada de movimentação de contêineres do Porto de Santos, posicionando o complexo em um novo patamar de escala, produtividade e atração de grandes rotas marítimas globais.

O empreendimento integra o conjunto de concessões portuárias programadas pelo MPor, que prevê 18 leilões e quatro concessões de canais de acesso nos próximos ciclos, com foco em segurança jurídica, previsibilidade regulatória e estímulo ao investimento privado. No Porto de Santos, além do Tecon 10, estão previstos projetos como a concessão do canal de acesso e outras outorgas estratégicas que fortalecem a logística nacional.

Ibaneis reafirma apoio e confiança em Celina Leão

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Diante da propagação de fake news (notícias mentirosas) sobre suposta crise na relação entre Celina Leão e Ibaneis Rocha, mesmo de férias o governador postou uma declaração de apoio à vice-governadora  e um aviso aos adversários

Nesta sexta-feira (16), o  governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), se manifestou sobre a relação com a vice-governadora Celina Leão (PP). Ibaneis afirmou, no X (ex-Twitter), que tem acompanhado “a circulação de diversas fake news nas redes sociais” e prontamente declarou: “Celina conta com minha total confiança”

“As informações divulgadas não correspondem à verdade. Pelo contrário, Celina conta com minha total confiança. Reconheço sua força de trabalho, sua dedicação e seu compromisso com o cuidado com o Distrito Federal.Reconheço sua força de trabalho, sua dedicação e seu compromisso com o cuidado com o Distrito Federal. Seguiremos juntos, trabalhando pelo DF. Reforço: fake news é crime”, publicou o governador, afastando rumores de “crise” e dando recado aos propagadores de fake news que tentam desestabilizar o governo.

Celina atua como governadora em exercício desde o início do ano em razão das férias de Ibaneis. O governador retorna ao cargo na próxima semana.

 

Fonte: donnysilva.com.br

 

Temporaneo esquenta janeiro com mais um fim de semana dedicado ao rock em Brasília

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Projeto segue movimentando a AABB com shows de Liga Joe, Romanov e Heat, além de gastronomia e experiência completa à beira do Lago Paranoá

Após um início de temporada marcado por casa cheia e clima de reencontro, o Temporaneo avança para o segundo fim de semana da terceira edição reafirmando sua proposta de unir música, experiência e convivência em um dos cenários mais emblemáticos de Brasília. O projeto segue até o fim de abril, com programação regular às sextas, sábados e vésperas de feriados, sempre a partir das 19h30, na AABB, às margens do Lago Paranoá.

Na sexta-feira, 16 de janeiro, a noite será dedicada ao som da Liga Joe, que assume o palco com repertório marcado por interpretações intensas e forte conexão com o público, além da banda Ledbetter. Já no sábado, 17 de janeiro, quem comanda a programação são as bandas Romanov e Heat, em uma sequência de shows que promete manter a energia elevada e celebrar diferentes vertentes do rock.

Com ambientação contemporânea e estrutura pensada para o conforto do público, o Temporaneo vai além dos shows e se consolida como um espaço de encontros e experiências. A curadoria musical caminha lado a lado com a proposta de criar noites memoráveis, em um ambiente que valoriza tanto a música quanto o convívio.

A gastronomia segue como parte essencial da experiência, com um cardápio pensado para acompanhar o ritmo das noites. Entre os destaques estão as delícias da Baco Pizzaria, preparadas com massa de longa fermentação e ingredientes selecionados. A Hot Marinara aparece como uma das apostas da casa, disponível inteira por $72 ou em fatia por $18. Já os clássicos ganham versões caprichadas, como a Margherita e a Calabresa, ambas por $76 a pizza inteira ou $19 a fatia, opções ideais para compartilhar ou aproveitar em qualquer momento da noite.

“O Temporaneo nasceu com a ideia de ser um lugar onde as pessoas se sintam à vontade para curtir boa música, comer bem e viver momentos especiais. Ver essa resposta positiva logo no início da temporada nos motiva a seguir entregando uma programação consistente e experiências completas ao longo dos próximos meses”, afirma Paulinho Madrugada, um dos organizadores do projeto.

Assinado pela Verri & Verri Produções e Paulinho Madrugada, o Temporaneo reforça nesta segunda semana sua identidade como um dos principais projetos de entretenimento da cidade, reunindo público fiel, curadoria cuidadosa e uma proposta que se renova a cada edição. Os ingressos estão disponíveis na Bilheteria Digital (Bilheteria Digital | Ingressos TEMPORANEO LIGA JOE EM BRASILIA e Bilheteria Digital | Ingressos TEMPORANEO | ROMANOV e HEAT , a partir de R$ 80 na sexta e R$ 40 no sábado).

Serviço — Temporaneo | 3ª Temporada

Local: AABB – Asa Sul, Trecho 2, Conjunto 17/20
Período: 09 de janeiro a 30 de abril de 2026
Dias: sextas, sábados e vésperas de feriado
Horário: a partir das 19h30
Classificação: 18 anos
Instagram e informações: temporaneobrasilia

 

Posicionamento IBP – Importaçção de biodiesel

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As entidades signatárias deste documento defendem a abertura já regulada da importação de biodiesel como medida alinhada aos compromissos internacionais do Brasil e à agenda do Combustível do Futuro, por reforçar previsibilidade, concorrência, eficiência e segurança de suprimento.

A proposta apresentada na Consulta Pública nº 203/2025 do Ministério de Minas e Energia, ao vedar na prática a importação do produto, contraria os princípios de livre concorrência, liberdade econômica e proteção ao consumidor, além de se afastar dos objetivos da Lei nº 9.478/1997 e do Acordo de Complementação Econômica nº 18, estruturante do comércio intrazona no Mercosul.

 

As entidades reconhecem o sucesso do Programa Nacional de Produção de Biodiesel, que estruturou uma indústria sólida e integrada à transição energética. A capacidade produtiva instalada no país atende plenamente à demanda interna, possui potencial para absorver aumentos futuros do mandato de mistura e permitiu que o Brasil se tornasse exportador. Justamente por essa maturidade, não há fundamento técnico ou econômico para restringir, por via infralegal, o acesso a fontes adicionais de suprimento que aumentem a contestabilidade do mercado e contribuam para disciplina competitiva na formação de preços do diesel B.

 

Sob os aspectos concorrencial e de abastecimento, a abertura amplia alternativas de oferta para atendimento do mandato de mistura, mitigando riscos associados à sazonalidade de matérias-primas, paradas de plantas, eventos climáticos e restrições logísticas. Ao ampliar opções de suprimento, reduz-se a volatilidade do custo de cumprimento do mandato.

 

Além disso, a abertura pode e deve ser implementada sem flexibilização de especificações. As normas da ANP estabelecem requisitos rigorosos de especificação e controle, aplicáveis de forma isonômica ao produto nacional e ao importado. O ponto crítico é assegurar o cumprimento de tais requisitos, preservando integralmente o padrão técnico exigido no Brasil com mecanismos claros de fiscalização e sanção.
Sob as óticas jurídica e regulatória, a restrição infralegal é incoerente com o novo modelo de comercialização baseado em livre negociação estabelecido pelas Resoluções CNPE nº 14/2020 e ANP nº 857/2021 (*), pois impede que distribuidoras exerçam plenamente sua liberdade de negociação ao vedar fornecedores internacionais. A liberação do acesso ao mercado externo, por sua vez, é compatível com esse modelo, aprofundando a concorrência por diversificação de fornecedores.

 

Diante disso, as entidades defendem um desenho transparente e regulado que concilie objetivos de política pública com maior eficiência de mercado, e permita que ao menos 20% do volume possa ser atendido por importação, de forma a ampliar a concorrência, fortalecer a segurança energética e proteger o consumidor, preservando 80% do mercado aos produtores detentores do Selo Biocombustível Social, conforme já estabelecido em legislação.

 

(*) Nota:

Resolução CNPE nº 14/2020 – Estabelece as diretrizes para a comercialização de biodiesel em todo território nacional.

Resolução ANP nº 857/2021 – Dispõe sobre as regras de comercialização de biodiesel para atendimento da adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel comercializado com o consumidor final.

 

Leitura nas férias: como criar o hábito sem transformar o livro em obrigação

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Diverse kids reading books

Ana Camila Oliveira, do Colégio Sigma orienta famílias sobre como tornar a leitura prazerosa desde a infância

As férias escolares representam uma oportunidade valiosa para estimular o hábito da leitura entre crianças e adolescentes, longe da pressão de provas, avaliações e listas obrigatórias. Quando apresentada de forma leve e alinhada aos interesses do aluno, a leitura pode se tornar uma aliada no desenvolvimento cognitivo, emocional e criativo.

Segundo Ana Camila Oliveira, gerente de marketing, do Colégio Sigma, o período de descanso é ideal para aproximar os estudantes dos livros de maneira espontânea. “Nas férias, a leitura deve ser vista como prazer, não como tarefa. Quando o aluno escolhe o que ler, no seu tempo e do seu jeito, a relação com os livros se torna muito mais positiva”, explica.

De acordo com Ana Camila, respeitar a fase de desenvolvimento e os interesses de cada criança é fundamental para criar vínculo com a leitura. Para os menores, livros ilustrados, histórias curtas e narrativas repetitivas ajudam a despertar a curiosidade e a imaginação. Já para crianças em fase de alfabetização, textos com linguagem simples, personagens cativantes e temas do cotidiano facilitam o engajamento.

Para adolescentes, a recomendação é apostar em gêneros que dialoguem com seus interesses, como fantasia, aventura, mistério, ficção científica, biografias ou livros que abordem questões emocionais e sociais. “Não existe leitura ‘melhor’ ou ‘pior’. O importante é que o jovem leia algo que faça sentido para ele”, reforça.

Ambiente e exemplo fazem diferença

Outro ponto destacado por ela é a criação de um ambiente favorável à leitura. Ter livros acessíveis em casa, reservar momentos tranquilos do dia e demonstrar interesse pelas histórias contribuem para fortalecer o hábito. “O exemplo dos adultos é essencial. Quando a criança vê pais e responsáveis lendo, ela entende que a leitura faz parte da rotina”, afirma a educadora.

A escola também orienta que os responsáveis evitem cobranças excessivas ou comparações. “Transformar a leitura em obrigação pode gerar rejeição. O ideal é convidar, incentivar e celebrar pequenas conquistas, como terminar um livro ou comentar uma história”, destaca.

Leitura como aliada do desenvolvimento

Conforme Oliveira, a leitura vai além do desempenho escolar. “Ler amplia o vocabulário, estimula o pensamento crítico, desenvolve a empatia e fortalece a criatividade. Quando esse hábito é construído de forma positiva, ele acompanha o aluno por toda a vida”, conclui.

O Brasil e o mundo para 2026: ordem global e caos interno

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Iniciamos 2026 com novidades marcantes. A prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro — ditador que fraudou o pleito após obter apenas um terço dos votos — gerou imediata reação mundial.

Militarmente, os EUA realizaram operação excepcional ao invadir um bunker vigiado por militares venezuelanos e cubanos para prender e extraditar Maduro. O ex-ditador está sendo julgado por crimes que incluem genocídio, assassinato, perseguição a opositores, fraude eleitoral e corrupção sistêmica.

Sob a ótica do direito internacional, a invasão de uma nação soberana é injustificável; contudo, a questão exige uma análise sob dois aspectos.

Primeiramente, deve-se considerar que a violação do princípio da inadmissibilidade da aquisição de territórios pela força — consolidado em resoluções da ONU desde 1970 — não é inédita. Precedentes na Europa, no Caribe, no Oriente Médio e na Ásia demonstram que tal norma tem sido reiteradamente ignorada. O que se observa, rigorosamente, é que o Direito Internacional carece de mecanismos coercitivos, evidenciando a incapacidade da ONU em impor a observância de suas próprias regras.

O segundo aspecto é que, desde a declaração de guerra do Japão em Pearl Harbor, não há mais declarações de guerra oficiais.

A Rússia não se diz em guerra com a Ucrânia, mas age hoje com total autonomia e faz o que quer. Vimos a presença do presidente brasileiro em Moscou durante o desfile militar de 9 de maio — uma exibição do poder bélico que tem destruído a Ucrânia. Ao endossar tacitamente a anexação de 20% da Ucrânia, o governo brasileiro reafirma uma afinidade diplomática com regimes autoritários, evidenciando sua preferência por ditaduras como as da Venezuela, Cuba e Rússia.

Em última análise, as normas da ONU — que aspirávamos ver respeitadas — são sistematicamente ignoradas pelos países mais fortes, prevalecendo, no cenário internacional, o “direito à força” sobre a “força do direito”. Foi assim que o ditador Maduro, acusado de narcotráfico e genocídio, sustentou-se no Poder. Seu regime encarcerou, perseguiu e vitimou o povo venezuelano, culminando na audácia de celebrar uma vitória eleitoral inexistente perante uma derrota evidente. Fato é que estamos diante de um ditador afastado.

Este panorama evidencia que o projeto da ONU iniciado em 1945 está longe do ideal da paz mundial que fundamentou sua criação; em vez disso, o que testemunhamos desde o fim da Segunda Guerra é a perpetuação de guerras e conflitos regionais. Estamos distantes, portanto, do ideal kantiano da Paz Perpétua.

Permanecemos em um sistema onde a prevalência do mais forte sobre o mais fraco continua sendo regra absoluta, apesar das normas internacionais. Nesse cenário, a figura de Nicolás Maduro se destaca de forma negativa: ele não foi apenas um ditador que suprimiu liberdades, mas um populista retórico e um líder cujo governo foi marcado pela corrupção sistêmica.

O legado de Nicolás Maduro tem o signo da perseguição política e da violência do Estado, crimes pelos quais ele deverá responder perante a justiça internacional. As evidências que sustentam as acusações dos Estados Unidos são bastante robustas.

Enquanto isso, o Brasil está longe de ser exemplar. Atualmente, o País atravessa um período difícil na relação entre os Três Poderes. No campo econômico, o cenário é de alerta máximo, com as contas públicas e finanças em estado crítico. Enfrentamos um déficit público crescente e uma trajetória de endividamento preocupante.

Continuamos gastando e aumentando a tributação e, neste ano de 2026, todos vão sentir. O resultado dessa gastança é o aumento da dívida pública e dos tributos e, ao mesmo tempo, a manutenção de juros elevados para que a inflação não volte.

Temos o Congresso Nacional   — o Poder mais forte da República por representar o povo e ser o único capaz de julgar tanto o Presidente quanto os Ministros do Supremo — que, infelizmente, está utilizando um volume inacreditável de emendas no interesse individual (em causa própria dos parlamentares), e não do Brasil e dos brasileiros.

Embora o Executivo afirme que o desemprego caiu no Brasil, o jornalista Alexandre Garcia pondera que a permanência de sete milhões de famílias no Bolsa Família há uma década indica uma estagnação na busca por emprego.

Ora, o desemprego é medido pelo número de pessoas que estão procurando ocupação, algo que quem recebe o Bolsa Família e está garantido pelo programa, em geral, não faz. Portanto, não se trata de uma queda real no desemprego, mas sim de pessoas que são sustentadas por aqueles que trabalham e pagam tributos.

Temos até, como vimos nos jornais, aqueles que utilizam o Bolsa Família para apostar em bets. Pagamos para que eles joguem nessas plataformas.

Não que eu seja contra o Programa Bolsa Família, mas deveria haver um controle para evitar que, durante dez anos, sete milhões de pessoas — segundo Alexandre Garcia — recebam o benefício sem procurar emprego, obviamente.

Como têm mostrado os editoriais dos grandes jornais do País, há uma falência completa das contas públicas brasileiras. Há quem aponte o fim melancólico do ministro Fernando Haddad por não ter conseguido implementar o arcabouço fiscal que, de fato, nunca foi efetivado.

Infelizmente, até mesmo no Judiciário — onde sempre atuei — advogados ilustres de Brasília, que sempre defenderam clientes importantes, são preteridos por aqueles que possuem algum grau de parentesco com Ministros, retirando, assim, o trabalho dos advogados comuns, de acordo com os próprios patronos que militam na capital federal.

Na verdade, vivemos hoje um desequilíbrio entre os Poderes: temos um Legislativo amorfo; um Executivo que gasta o que não tem e além do que arrecada e, possivelmente, manterá essa trajetória; um Banco Central que tenta, a todo custo, conter a inflação; e um Judiciário que, como demonstram as pesquisas, perdeu a credibilidade de outrora.

Vale destacar que essa situação pela qual passa o Supremo, contrasta drasticamente com as épocas de Ministros como Moreira Alves, Oscar Corrêa, Sydney Sanches, Cordeiro Guerra, Ilmar Galvão, Luiz Gallotti e outros magistrados que fizeram a história do Supremo Tribunal Federal. Eram homens que, ao caminharem pelas ruas, impunham tal respeito que as pessoas diziam com reverência: “Lá vai um Ministro do Supremo”.

Hoje, os ministros do Supremo têm que sair com segurança, pois são injuriados em lugares públicos. Sempre os admirei e continuo admirando pelos juristas que são. Contudo, confesso que permaneço divergindo profundamente da forma como o Tribunal tem interpretado a Constituição e se posicionado no cenário atual.

Quando meu filho, Ives Gandra da Silva Martins Filho, foi indicado para Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, não aceitei mais questões trabalhistas no escritório. A única vez em que dei um parecer trabalhista após sua posse no TST, só o fiz porque a questão já não tramitava mais naquela Corte, mas sim no Supremo Tribunal Federal. Assim, não havia o risco de meu filho sofrer o constrangimento de ter que decidir uma questão em que seu pai era o advogado. Esse é um dos velhos costumes que mantenho ao longo de mais de 60 anos de advocacia.

É por essa razão que, neste início de ano, o que eu gostaria é que todos os Poderes voltassem a ser o que eram no passado: o Legislativo, legislando e defendendo sua competência; o Executivo, sendo o administrador zeloso das contas públicas; e o Judiciário, mantendo-se como aquele poder imparcial, capaz de dar estabilidade à nação diante de ataques às instituições. Todos eles deveriam retornar à essência do que foram as funções Legislativa, Judiciária e Executiva na época em que iniciei minha trajetória na advocacia (1957).

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Fotos: Andreia Tarelow

VR Play inicia operação no Shopping Palladium Curitiba

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Maior arena de realidade virtual do país dedicado à cultura gamer traz experiências imersivas e tecnologia de ponta

Já está em funcionamento no Shopping Palladium o VR Play, maior arena de realidade virtual do país, instalada no piso L4, ao lado do cinema UCI. A atração inaugura o novo espaço de eventos do shopping e reúne experiências imersivas com tecnologia de ponta voltadas para a cultura gamer, com opções para diferentes idades e níveis de experiência.

O funcionamento ocorre de quarta a sexta-feira, das 13h às 22h; aos sábados, das 10h às 22h; e aos domingos, das 12h às 21h. Às segundas e terças-feiras, a atração permanece fechada.

Os ingressos custam a partir de R$ 50 e dão direito aos primeiros 30 minutos de experiência, com pagamento na entrada. Após esse período, há acréscimo de R$ 10 a cada fração de 10 minutos adicionais, sem fracionamento proporcional, com o valor extra pago na saída. As vendas são feitas exclusivamente na bilheteria física do evento, com disponibilidade sujeita à lotação do espaço. Há condições especiais para grupos e famílias a partir de três pessoas.

O VR Play oferece diferentes estações de jogos em realidade virtual e mista, experiências multiplayer e equipamentos de última geração. A arena conta com 11 espaços temáticos e cenografia imersiva, além de acessórios que ampliam a sensação de presença dentro dos jogos. A programação contempla jogos para todas as idades, incluindo tiro em primeira pessoa, desafios musicais, experiências esportivas, infantis e de mundo aberto. As partidas podem ser individuais, em dupla ou em grupo.

Goiana Luísa Guimarães integra elenco da nova novela das sete da Globo

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A atriz, produtora e roteirista goiana Luísa Guimarães acaba de estrear na nova novela das sete da Rede Globo, Coração Acelerado. No folhetim assinado por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento — que destaca o protagonismo feminino no universo da música sertaneja —, Luísa dá vida à Natália, melhor amiga da protagonista Agrado Garcia (Isadora Cruz).

Além da estreia no horário nobre, Luísa celebra o sucesso recente de sua série autoral “Finalmente a Sós”, que acumulou indicações em festivais como Rio Webfest, Festival de Sorocaba e All That Moves. Embora resida no Rio de Janeiro desde 2019, Luísa mantém fortes vínculos com Goiânia, sua cidade natal, incorporando frequentemente elementos da cultura goiana em suas produções.

TJMG economiza R$ 3,6 milhões com uso de energia renovável

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Números de 2025 refletem assinatura de contrato do Mercado Livre de Energia

 

A usina de produção de energia solar UFV Advogado Eduardo Soares, localizada em Montes Claros (MG), tem capacidade instalada de 85 MW (Megawatts-hora) e faz parte do contrato celebrado com a Cemig (Crédito: Cemig / Divulgação)

Uma economia real acumulada de R$ 3,6 milhões. Esse foi o gasto reduzido em 2025 pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por meio do uso de energia elétrica em média tensão e sustentável, previsto no Contrato nº 102, de 2024, celebrado com a Companhia Energética de Minas Gerais Geração e Transmissão S.A. (Cemig-GT).
O documento, assinado em abril daquele ano com projeto elaborado pela Diretoria Executiva de Engenharia e Gestão Predial (Dengep) do TJMG, tem como objeto o fornecimento de energia elétrica dentro do Ambiente de Contratação Livre (ACL) – também denominado Mercado Livre de Energia –, conforme as exigências técnicas, regulatórias e operacionais estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e demais órgãos competentes.
Prevendo um consumo global estimado em 78,501 GWh (Gigawatts-hora), o contrato, com vigência de 60 meses, prorrogável por igual tempo, prevê o valor estimado de aproximadamente R$ 41,8 milhões, com aplicação de um desconto global de 31% sobre o valor da energia. Ele atenderá unidades prediais em diversas comarcas e na Capital, totalizando 27 edificações de médio e grande porte com energia renovável certificada (Renewable Energy Certificate ou REC), conforme figura abaixo.

(Crédito: Cemig / Divulgação)

Segundo o presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, o investimento na aquisição de energia renovável garante, além de economia e eficiência, um alinhamento do Judiciário estadual com práticas sustentáveis:
“O contrato também garante ao Tribunal um abatimento mínimo de 50% sobre a taxa de distribuição da energia [Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição ou TUSD], o que acarreta um valor ainda menor a ser pago, com um desconto real que gira em torno de 35 a 40% em relação ao anteriormente contratado. Assim, esse modelo de contratação já representa expressiva economia frente ao modelo de contratação no Ambiente de Contratação Restrita [ACR], no qual tínhamos que adquirir energia da concessionária local.”
O superintendente de Obras e Gestão Predial do TJMG, desembargador Ronaldo Claret de Moraes, ressalta que o contrato representa uma mudança estrutural no fornecimento de energia para a Corte mineira, “possibilitando significativa redução de custos, maior autonomia na gestão do consumo e acesso à energia limpa, sustentável e mais barata”:
“Com alinhamento às práticas modernas de contratação e à Resolução nº 400/2021, do Conselho Nacional de Justiça, assim como ao Plano de Logística Sustentável do Tribunal, que tratam da política de sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário.”

O Fórum Doutor Afonso Henrique V. Resende, da Comarca de Cataguases, foi a primeira unidade do TJMG a integrar o Mercado Livre de Energia (Crédito: TJMG / Divulgação)

Conforme o juiz auxiliar da Presidência do TJMG e responsável pela Dengep, Luís Fernando de Oliveira Benfatti, o contrato firmado com a Cemig-GT também estabelece obrigações da concessionária, incluindo atendimento especializado, garantia de energia limpa com rastreabilidade, elaboração de relatórios técnicos, atualização dos dados de consumo, conformidade regulatória e manutenção da regularidade fiscal e cadastral.
“Ao Tribunal, cabe o fornecimento das informações necessárias, fiscalização do objeto, aprovação e pagamento das faturas, além do acompanhamento dos prazos e das condições estabelecidas no instrumento. Destaca-se que o projeto do TJMG passa ainda pela migração de outras 60 unidades para o Mercado Livre de Energia, todas atendidas em média tensão, as quais ocorrerão quando da construção de novos fóruns ou pela reforma de fóruns antigos.”
O magistrado destaca que outras 500 unidades do Tribunal, atendidas com o sistema de energia em baixa tensão, também poderão ser migradas, quando a legislação assim permitir.
“Nesse caso, quando o regramento autorizar a compra de energia em baixa tensão, o Tribunal irá realizar outra licitação para ter um contrato específico deste fornecimento. Assim, o Judiciário mineiro avança na vanguarda da sustentabilidade com os projetos da Dengep de modernização de sua estrutura relativa à demanda energética predial.”
Segundo o diretor executivo de Engenharia e Gestão Predial do TJMG, Marcelo Junqueira, a primeira unidade a migrar para o Mercado Livre de Energia foi o Fórum de Cataguases, na Zona da Mata, que recebeu a fatura com desconto em 2024.
Outras 23 migraram em janeiro de 2025, duas em março e uma em maio, seguindo as necessidades técnicas de adequação dos sistemas de medição e faturamento (SMF) de cada prédio, dos prazos regulatórios de migração e da sincronização com o término dos contratos anteriormente vigentes.

Mais pacientes optam por cirurgia plástica no verão

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Resuscitation medical team perform surgical operation in operating room. Group of surgeon wearing protective mask serious working to saving patient life at hospital

 

Férias, agenda mais flexível e tempo para cuidar de si explicam preferência pela estação, que exige atenção redobrada no pós-operatório

O verão costuma ser associado a descanso, férias e uma rotina menos acelerada — e não é coincidência que esse também seja um dos períodos mais escolhidos para a realização de cirurgias plásticas. Com mais tempo disponível para repousar e se dedicar à recuperação, homens e mulheres veem na estação uma oportunidade de cuidar de si com mais tranquilidade.

Nos últimos anos, a tendência de agendar cirurgias plásticas no fim do ano e durante o verão vem se consolidando no Brasil. À medida que os meses mais quentes se aproximam, cresce a procura por procedimentos estéticos, especialmente entre setembro e dezembro, período que reúne o desejo de bem-estar, o planejamento pessoal e maior disponibilidade para organizar o pós-operatório. Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) indicam que o Brasil assumiu a liderança mundial em cirurgias estéticas em 2024, com mais de 2,3 milhões de procedimentos realizados — reflexo da alta demanda ao longo de todo o ano.

A escolha, no entanto, não está relacionada às vantagens médicas do calor, mas à possibilidade de conduzir o pós-operatório com menos pressa. Para o cirurgião plástico do Hospital São Marcelino Champagnat, Alfredo Duarte da Silva, o fator determinante para que a cirurgia seja bem-sucedida não é a época do ano, e sim o comprometimento com os cuidados recomendados. “Não existe estação ideal do ponto de vista médico. O que faz diferença é a capacidade do paciente de seguir as orientações e respeitar o tempo de recuperação”, observa.

Com temperaturas mais elevadas, alguns cuidados exigem mais atenção. A exposição ao sol das áreas operadas, por exemplo, deve ser evitada nas primeiras semanas, já que a radiação pode interferir na cicatrização e favorecer o surgimento de manchas nas cicatrizes. Proteger a pele e respeitar o período indicado pelo médico fazem parte do processo, especialmente no verão.

Outro ponto essencial é a hidratação. O calor aumenta a perda de líquidos por meio do suor, o que pode impactar o bem-estar e a recuperação. Manter uma ingestão adequada de água ao longo do dia ajuda o organismo a funcionar melhor e contribui para uma cicatrização mais eficiente. O inchaço, comum após procedimentos cirúrgicos, também pode ser mais evidente nessa época do ano, já que as altas temperaturas favorecem a dilatação dos vasos sanguíneos. Ainda assim, ambientes mais frescos, descanso adequado e o uso correto de cintas compressivas — mesmo nos dias quentes — ajudam a controlar esse efeito e fazem parte do cuidado com os resultados.

A pele também precisa de atenção especial. O suor excessivo pode causar irritações e comprometer os curativos quando não há cuidado adequado, o que reforça a importância de seguir rigorosamente as orientações médicas no pós-operatório. Ainda assim, o verão segue sendo uma escolha estratégica para muitas pacientes. Férias e recessos facilitam o afastamento do trabalho, reduzem a ansiedade em relação ao retorno à rotina e permitem uma recuperação mais tranquila, com apoio de familiares e menos cobranças externas.

A alimentação também é aliada nesse processo. Refeições mais leves, ricas em frutas, verduras e nutrientes, auxiliam o organismo na recuperação, enquanto excessos podem intensificar a sensação de inchaço e inflamação.

Quando a cirurgia não pode esperar

Além dos procedimentos eletivos, o hospital também realiza cirurgias plásticas reparadoras, que não seguem tendências de agenda nem escolhas pessoais. Indicados por necessidades médicas e funcionais — como reconstruções após acidentes, cirurgias oncológicas, queimaduras ou outras condições — esses procedimentos precisam ser realizados no momento adequado para cada paciente, independentemente da estação do ano.

Nesse contexto, o verão não representa um impeditivo. “Não existe estação ideal do ponto de vista médico. O verão não impede a cirurgia. Ele apenas exige mais atenção e disciplina”, ressalta o especialista. De acordo com ele, o sucesso do tratamento está diretamente ligado ao acompanhamento adequado e ao respeito ao processo de recuperação. “Quando o paciente compreende essas etapas e segue corretamente as orientações médicas, o pós-operatório ocorre de forma segura e os resultados são satisfatórios”, conclui.

 

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).