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    Direção sob influência de álcool: 28 flagrantes no fim de semana

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    Entre os 278 condutores abordados, 10% tinham ingerido bebida alcoólica e estavam conduzindo veículos nas vias do DF sem se preocupar com o risco gerado à segurança viária
    Zélia Ferreira
    Entre os dias 9 e 11 de janeiro, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal flagrou 28 condutores dirigindo sob influência de álcool nas vias urbanas, o que representa 10% do total de condutores abordados pelos agentes (278).
    Os flagrantes ocorreram em Santa Maria, Vicente Pires e Taguatinga. Durante as abordagens, outras irregularidades também foram constatadas: nove condutores não habilitados e outros nove conduziam veículos com escapamento alterado.
    As equipes de policiamento e fiscalização de trânsito do Detran-DF ainda autuaram 25 condutores por infrações diversas.
    As ações contaram com o apoio da Polícia Militar.

    Ano novo, novas escolhas: famílias buscam escolas que levam o aprendizado para além da sala de aula

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    Metodologias que unem experiência, conteúdo e desenvolvimento humano ganham força nas escolas brasileiras em 2026

     

    Com o início de um novo ano letivo, muitas famílias repensam o tipo de educação que desejam para seus filhos em 2026. Cada vez mais, cresce a procura por escolas que ofereçam experiências reais de aprendizagem, nas quais o estudante não apenas estuda conteúdos, mas também vivencia, observa, sente e faz conexões com o mundo fora da sala de aula.

    A tendência dialoga com uma mudança global, a educação contemporânea entende que competências como autonomia, pensamento crítico, responsabilidade socioambiental e convivência não se desenvolvem apenas em ambientes tradicionais. Elas exigem contexto, prática e experiências concretas.

    Em Brasília, um exemplo dessa abordagem é a Heavenly International School, que estruturou o Discovery Trips 2026, um programa contínuo que transforma o Brasil em uma grande sala de aula.

    “Mais do que aprender sobre o mundo, o aluno precisa aprender no mundo. O Discovery Trips é a expressão prática do nosso projeto pedagógico”, afirma Ms. Maria Dias, diretora pedagógica da unidade do Lago Sul.

    O programa acontece do 6º ano à 2ª série do Ensino Médio, com viagens anuais a diferentes regiões do país ao longo de uma semana. Tudo faz parte da Travessia Heavenly, um percurso pedagógico progressivo que acompanha o nível de maturidade dos estudantes.

    As turmas passam por destinos como Praia do Forte (BA), Paraty (RJ), Serras Gaúchas (RS), Pantanal (MS), Amazônia (AM) e Lençóis Maranhenses (MA). Em cada etapa, o aluno revisita conteúdos de Ciências, História, Geografia, Língua Portuguesa e Inglês em situações reais, analisando ecossistemas, conhecendo comunidades locais, estudando biodiversidade, cultura, imigração e sustentabilidade.

    “Não é turismo escolar”, reforça Ms. Maria. “Cada viagem é pensada em continuidade com o que o aluno aprende em sala. Ele toca a história, observa ecossistemas, convive com culturas diferentes e desenvolve autonomia e consciência cidadã.”

    O projeto foi desenhado como uma jornada de formação integral. Nos primeiros anos, o foco está na observação e nas perguntas. No Ensino Médio, o olhar se torna mais crítico e responsável A etapa final, nos Lençóis Maranhenses, simboliza autonomia, convivência e projeção de futuro.

    Além do conhecimento curricular, as viagens fortalecem:

    • autonomia

    • tomada de decisão

    • convivência e empatia

    • responsabilidade coletiva

    • resolução de conflitos

    • gestão emocional

    “Esses aspectos só se desenvolvem plenamente quando o estudante vive dias intensos fora do seu ambiente habitual”, explica a diretora.

    Ela lembra um episódio marcante de uma aluna tímida que decidiu enfrentar um percurso de arvorismo: “Quando completou o trajeto, voltou mais confiante, mais participativa, mais aberta ao erro e isso impactou até suas notas. Esse é o poder da educação experiencial.”

    Para muitas famílias, especialmente neste início de ano, o fator decisivo já não é apenas infraestrutura ou currículo, mas sim o quanto a escola prepara o aluno para a vida real.

    Programas como o Discovery Trips respondem a esse desejo, ao unir conteúdo, experiência e formação humana.

    “Nosso objetivo é formar jovens com curiosidade, coragem, fé e responsabilidade. Levar o aluno para o mundo é parte disso”, conclui Ms. Maria.

     

    Serviço:

    Unidade Kinder Lago Sul
    SHIS QI 19 chácara 18, Brasília – DF – 71.655-730

    Unidade High Lago Sul
    SHIS QI 17/19 S/N – Lote Seminário, Brasília – DF – 71.645-600

    Unidade Asa Norte
    SGAN 606 módulo A – Asa Norte, Brasília – DF, 70.830-251

    Contato:
    Telefone: (61) 3366-2820

    Renan e Renan Filho serão investigados

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    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou a investigação do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do governador de Alagoas, Renan Filho, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Renan e o filho são acusados de recebimento de dinheiro para aprovar uma medida provisória de interesse da Odebrecht

    A norma em debate no Congresso, MP 677/2015, afetaria contratos de energia no Nordeste e era de extrema importância para a Braskem S/A, controlada pelo grupo Odebrecht. Renan teria se reunido com representantes da empresa e pedido uma contribuição eleitoral ao filho, então candidato ao governo de Alagoas. O delator da Odebrecht,  Cláudio Melo Filho disse que, no seu entender, “a ausência de pagamento impediria a solução da questão”.

    O pedido de Renan foi encaminhado a João Antônio Pacífico Ferreira, que autorizou a doação oficial de 1,2 milhão de reais ao PMDB – dos quais 800.000 reais foram transferidos para a campanha de Renanzinho. Depois do repasse, a MP 677 foi convertida na Lei 13.182/15, enquanto Renan presidia o Senado, o que, para a Odebrecht, referendou o pagamento.

    Fonte: Veja

    Governo anuncia renovação automática para bom condutor

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    Mais de 371 mil motoristas tiveram a carteira de motorista renovada automaticamente e sem custo; selo de Bom Condutor será atualizado diariamente no aplicativo da CNH do Brasil

     

    Renovação automática da CNH passa a ocorrer a partir desta sexta-feira (9) – Foto Marcio Ferreira/MT

     

    Renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sempre exigiu tempo, dinheiro e burocracia. Para os motoristas que dirigem com responsabilidade, esse processo agora ficou muito mais simples e gratuito: mais de 371 mil condutores em todo o país já foram beneficiados pela medida do Bom Condutor, publicada em dezembro de 2025 pelo Governo do Brasil. A partir desta sexta-feira (9), a iniciativa passa a operar de forma contínua, com atualizações diárias pelo aplicativo da CNH do Brasil.

    “Por muito tempo, o Sistema de Trânsito Brasileiro (SNT) tratou todos os motoristas como potenciais infratores, submetendo bons e maus condutores às mesmas exigências e burocracias. A renovação automática da CNH muda esse paradigma ao diferenciar quem se comporta bem de quem se comporta mal, premiando o acerto e não apenas punindo o erro”, destacou o ministro dos Transportes, Renan Filho.

    ECONOMIA — O início da renovação automática marca um dia histórico para o trânsito brasileiro ao colocar em funcionamento, na prática, uma política pública que reconhece e valoriza o bom comportamento dos motoristas. Nesta primeira leva, os condutores beneficiados economizaram, no total, cerca de R$ 120 milhões, recursos que antes eram destinados a taxas e procedimentos de renovação, beneficiando diretamente a população.

    COMO FUNCIONA — Todo o processo é realizado por meio do sistema da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Quando o documento vence, a atualização é feita diretamente na base nacional e disponibilizada no aplicativo da CNH do Brasil. Além da renovação do documento, os condutores beneficiados passam a receber o selo de Bom Condutor, que fica visível no aplicativo como forma de reconhecimento pelo comportamento responsável.

    “Cerca de 70% dos condutores que precisavam renovar a CNH neste período são bons condutores e, até agora, passavam pelo mesmo processo de quem comete infrações. A política vem justamente para reconhecer esse comportamento e incentivar mais segurança no trânsito”, afirmou o diretor de Regulação, Fiscalização e Gestão da Senatran, Basílio Militani Neto.

    BENEFICIADOS — A iniciativa beneficia motoristas que não cometeram infrações de trânsito nos últimos 12 meses e que estejam cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para esse público, a renovação ocorre de forma totalmente automática, sem necessidade de exames presenciais, deslocamento aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) ou pagamento de taxas adicionais.

    “Estamos falando de um serviço que alcança o cidadão onde ele está. É tecnologia pública para simplificar a vida das pessoas, reduzir burocracia e levar o serviço até a ponta, inclusive em cidades pequenas, pelo celular, eliminando deslocamentos desnecessários”, afirmou o presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Wilton Mota.

    RENOVAÇÕES — Como a medida entrou em vigor em 10 de dezembro de 2025, os condutores que tiveram a CNH vencida a partir dessa data passaram a ser incluídos no novo modelo. Por esse motivo, as primeiras renovações automáticas começaram a ser liberadas agora, em janeiro de 2026.

    Com cerca de 80 milhões de CNHs vigentes no país, a expectativa do Governo do Brasil é que mais de 10 milhões de motoristas possam ser beneficiados pela renovação automática ao longo do tempo, ampliando o alcance da política do Bom Condutor e incentivando práticas mais responsáveis no trânsito.

    “A fiscalização, por si só, não é suficiente para mudar as estatísticas lamentáveis do trânsito no Brasil e no mundo. Ações como essa, que incentivam a mudança de conduta e a mudança cultural no trânsito, são fundamentais para melhorar a segurança viária a longo prazo”, ressaltou o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando.

    NÃO ELEGÍVEL — A renovação automática, no entanto, não se aplica a todos os condutores. Motoristas com 70 anos ou mais não têm direito ao benefício. Já os condutores a partir dos 50 anos podem aproveitar uma única renovação automática da CNH quando o documento vencer, sem taxas ou exames. O benefício é pessoal e só pode ser usado uma vez.

    Também ficam fora da medida os condutores com prazo de validade da CNH reduzido por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde, assim como os motoristas com a CNH vencida há mais de 30 dias, conforme prevê a legislação de trânsito.

    DIGITALIZAÇÃO — A modernização dos serviços de trânsito acompanha a crescente adesão da população às ferramentas digitais. Atualmente, 2.316.443 brasileiros já abriram requerimento para a primeira CNH pelo aplicativo.

    “Quando a renovação se torna simples, automática e sem custo para quem faz o certo, as pessoas aderem, mantêm o cadastro atualizado e permanecem dentro do sistema. Isso é ganho de controle, não perda”, finalizou Renan Filho.

    Com terminais modernizados, cruzeiros movimentam a costa brasileira na temporada 2025/2026

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    Período reforça a conexão entre lazer, desenvolvimento regional e investimentos em infraestrutura portuária

    Ao longo de quase seis meses, mais de 160 roteiros percorrem a costa brasileira, com centenas de escalas em destinos turísticos e portos estratégicos. Foto: Acervo/MTur

     

    A temporada de cruzeiros 2025/2026 já tomou conta do litoral brasileiro. Desde outubro, navios voltaram a atracar em diferentes regiões do país, levando milhares de passageiros a destinos que combinam lazer, cultura e paisagens naturais.

    Até abril de 2026, a movimentação segue intensa, conectando cidades, fortalecendo economias locais e consolidando o Brasil como um importante mercado para a indústria global de cruzeiros.

    Ao longo de quase seis meses, mais de 160 roteiros percorrem a costa brasileira, com centenas de escalas em destinos turísticos e portos estratégicos. Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí e Balneário Camboriú concentram operações de embarque e desembarque, enquanto cidades como Angra dos Reis, Búzios, Ilhabela, Ilhéus, Porto Belo e Recife recebem visitantes em escalas que impulsionam o comércio, os serviços e a economia local.

    A temporada também inclui paradas internacionais, conectando o Brasil a outros destinos da América do Sul.

    Modernização

    Para receber um número cada vez maior de cruzeiristas, e oferecer uma experiência mais confortável e eficiente aos passageiros, os portos brasileiros vêm passando por um processo contínuo de modernização. Sob a coordenação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), as melhorias nos terminais priorizam conforto, segurança e eficiência operacional, além de fortalecer a integração entre as áreas portuárias e as cidades que recebem os navios.

    Além das concessões promovidas pelo MPor, a agenda do Ministério inclui autorizações de novos terminais privados e ajustes contratuais que, juntos, representam R$ 5,81 bilhões em investimentos privados no setor portuário apenas em 2025. Os aportes reforçam a atratividade do Brasil para novos investimentos e consolidam uma estratégia de longo prazo voltada à modernização da infraestrutura, à qualificação dos terminais de passageiros e ao fortalecimento do turismo marítimo no país.

    “O turismo de cruzeiros cresce quando há planejamento, investimentos e segurança regulatória. Nosso trabalho é preparar os portos brasileiros para oferecer estruturas modernas, eficientes e integradas às cidades, gerando desenvolvimento e oportunidades”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

    Os resultados desse movimento já são reais. Em 2025, o sistema portuário nacional manteve uma trajetória consistente de crescimento, com 1,16 bilhão de toneladas movimentadas entre janeiro e outubro, confirmando sua capacidade de atender tanto às demandas da logística de cargas quanto ao transporte de passageiros. No mesmo período, a agenda conduzida pelo MPor viabilizou a realização de oito leilões portuários, que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos distribuídos por diferentes regiões do país. Entre os empreendimentos contemplados, o Terminal Marítimo de Passageiros de Maceió (AL) recebeu novos aportes privados voltados à modernização da estrutura e à ampliação da capacidade de atendimento.

    Esse ciclo de investimentos também se reflete em terminais já em operação. O Porto do Recife é um dos exemplos, com escalas regulares de navios ao longo da temporada e impacto direto na economia local. Integrado à carteira de projetos estruturados pelo MPor, o terminal está incluído no primeiro bloco de leilões previstos para 2026, assegurando a continuidade das melhorias na infraestrutura dedicada aos cruzeiros e ao fortalecimento do turismo marítimo no país.

    O Brasil que cobra, mas não indeniza

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    Fábio Scolari*

    O Brasil é implacável para cobrar, mas complacente para reparar. Enquanto cidadãos têm seus bens bloqueados, salários penhorados e empresas executadas em meses por dívidas fiscais, o próprio Estado leva décadas para pagar o que deve, mesmo quando a Justiça já decidiu. A Emenda Constitucional nº 136/2025, apelidada de “Emenda do Calote”, oficializou esse desequilíbrio ao dar ao poder público o direito de escolher quando e quanto pagará suas dívidas judiciais, transformando o dever de indenizar em um gesto de conveniência política.

    Precatório não é favor, é indenização. É o reconhecimento de que o Estado falhou. São famílias de policiais que morreram em serviço e esperam há anos por reparação; professores agredidos em sala de aula que ainda aguardam a indenização; vítimas de erros médicos que envelhecem sem ver a sentença cumprida. Por trás de cada processo há um cidadão que venceu o Estado, mas continua sendo punido pela demora em receber o que lhe é de direito.

    Com a nova sistemática, o tempo passou a ser instrumento de política fiscal. A Justiça reconhece o direito, mas a execução é adiada indefinidamente. A Constituição, que deveria proteger o cidadão, tornou-se permissiva com o atraso. Milhares de credores permanecem na fila da reparação, vendo a dívida crescer com o tempo enquanto o poder público se beneficia da própria lentidão.

    Esse arranjo jurídico tem custo. Não apenas social, mas institucional e econômico. Um país que relativiza a autoridade das decisões judiciais fragiliza sua credibilidade e enfraquece o valor da própria lei. Nenhum investidor confia em um Estado que cumpre apenas o que lhe convém e nenhum cidadão acredita em uma Justiça que não consegue fazer valer o que determina. A confiança é o ativo mais caro de uma democracia e, quando se perde, o preço é alto: juros, desconfiança e descrédito.

    Em São Paulo, que pode ser considerada a capital dos precatórios, o passivo já se aproxima de R$ 39 bilhões, segundo dados da Procuradoria do Estado. Nenhum outro ente federativo concentra tantos credores, tantos processos e tanta visibilidade sobre o tema. É aqui que se mede, com mais clareza, o impacto humano e fiscal dessa crise.

    O argumento fiscal usado para justificar o atraso não se sustenta. Cumprir decisões judiciais não é um ato de gasto, é um ato de caráter. A previsibilidade no pagamento das dívidas do Estado é um indicador de segurança institucional tão relevante quanto o equilíbrio das contas públicas. Quando o poder público posterga o que deve, não economiza. Apenas transfere o custo da sua ineficiência para quem já foi prejudicado.

    A Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Conselho Federal da OAB contra a Emenda Constitucional 136 é hoje o último instrumento de defesa da Constituição. Sob relatoria do ministro Luiz Fux, o Supremo Tribunal Federal tem a oportunidade de restabelecer o sentido original da legalidade e reafirmar que o cumprimento de decisões judiciais não é negociável.

    Mais do que um julgamento sobre precatórios, trata-se de um teste de integridade institucional. O país precisa decidir se continuará a conviver com a cultura do calote ou se pretende reafirmar o valor mais básico da República: a confiança de que a Justiça, quando fala, será ouvida e cumprida.


     

    *Fábio Scolari é advogado especializado em precatórios, membro da Comissão de Precatórios da OAB/SP e sócio do escritório Scolari Neto Oliveira Filho Advogados.

    Hospital de Base se despede de servidor após 40 anos de dedicação

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    Nascido e batizado na unidade, Julio Cesar Antunes construiu uma trajetória marcada pelo cuidado, dedicação e carinho à população
    Por Giovanna Inoue
    Para Julio Cesar Antunes, esta sexta-feira (9) vai além do fim de mais uma semana de trabalho, marca o encerramento de uma trajetória de quatro décadas dedicadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A relação com a unidade, no entanto, começou muito antes da vida profissional. Nascido e batizado na antiga maternidade do hospital, ele se despede agora de uma carreira construída com dedicação ao serviço público e cuidado com as pessoas.
    Há 62 anos, Julio iniciou sua história no Hospital de Base, hoje administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O vínculo que nasceu ainda na infância se fortaleceu ao longo do tempo e se transformou em missão. “O Hospital de Base faz milagres porque tem grandes profissionais trabalhando aqui dentro”, afirma.
    Julio iniciou a carreira no hospital aos 21 anos e passou por diferentes funções ao longo do tempo. “Comecei limpando o chão, depois fui para a portaria e segui para a administração, porque eu tinha facilidade de me comunicar com a população. A única coisa que eu não fiz nesse hospital foi operar”, brinca.
    Com olhos brilhantes e sorriso tímido, ele garante que a motivação é a mesma desde o primeiro dia de trabalho. “Enquanto eu tiver saúde, vida e duas pernas, eu vou ajudar a população. Nós somos servidores públicos, e o nome já diz. Estamos aqui para servir”, destaca.
    Convivência que marcou
    A dedicação e o espírito de Julio impactaram também a trajetória de quem conviveu com ele no dia a dia. Há dois anos trabalhando ao seu lado, a assistente administrativa Carolina do Nascimento afirma que aprendeu observando sua relação com os pacientes. “Ele sempre interagia com todos, conversava, se preocupava com todo mundo. Ia além para resolver o que fosse possível e ajudar a todos”, relata.
    Emocionada, Carolina relembra ainda o cuidado do colega com os próprios colaboradores. “Ele perguntava se tínhamos comido, trazia lanches, se preocupava com o nosso bem-estar, oferecia apoio. Uma pessoa realmente especial, que dedicou a vida e o coração a esse hospital”, completa.
    A gerente geral de assistência à Saúde, Ana Patrícia de Paula, também destaca o empenho do servidor, que é lembrado com carinho. “Ele sempre zelou por este hospital e para que todos os pacientes fossem bem assistidos como ninguém. Tinha um respeito muito grande pelo ser humano, um verdadeiro exemplo de pessoa”, diz.
    Ao encerrar o ciclo, Julio leva consigo a gratidão e a tranquilidade de quem cumpriu sua missão. “Vou sentir falta de todos os companheiros, das equipes, dos pacientes. Conheço cada dobrinha deste hospital. Já fiz a minha parte e tentei fazer o meu melhor ao longo desses anos”, desabafa.

    Receita Federal: Nova malha fina tributária gera Insegurança Jurídica, afirma Presidente do CENAPRET

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    A centralização do IBS e as mudanças estruturais do sistema elevam riscos operacionais para empresas e ampliam a disputa sobre autonomia federativa e segurança jurídica

     

     

    A Reforma Tributária vai provocar mudanças significativas no sistema fiscal brasileiro. O novo modelo pretende simplificar a tributação sobre o consumo e alterar a estrutura de impostos que as empresas pagam no dia a dia. As mudanças centrais envolvem a substituição do ICMS, IPI, ISS, PIS e Cofins pela CBS e pelo IBS, que unificam a cobrança em 2 tributos de base ampla. Já no primeiro dia de 2026, começa a cobrança simbólica das novas contribuições em caráter de teste, com CBS de 0,9% e IBS de 0,1%.

    Embora não haja recolhimento efetivo nesse período inicial, para as empresas que cumprirem com as suas obrigações acessórias, todas as empresas deverão adaptar seus sistemas tecnológicos de emissão, registro fiscal de notas fiscais, que passam a contar com campos específicos para os novos tributos.

    A fase experimental servirá para testar a infraestrutura tecnológica e para permitir o cruzamento de dados em tempo real entre Receita Federal, estados e municípios. Com a reforma, a arrecadação prevista corresponde a 12,23% do PIB. A expectativa é de que, até 2033, todos os tributos antigos sobre bens e serviços sejam extintos, consolidando um modelo dual, integrado e operado por um comitê nacional.

    De acordo com Mary Elbe Queiroz, advogada tributarista e presidente do Cenapret, a adaptação à nova legislação é urgente, inclusive para os regulamentos que ainda estão sendo aprovados. “As empresas devem revisar sua estrutura tributária antes da entrada em vigor da Reforma, principalmente no que diz respeito ao regime de apuração e à reavaliação dos créditos tributários.

    O sistema de alíquota teste é apenas o primeiro passo de uma mudança profunda que vai exigir integração entre áreas fiscal, contábil e tecnológica”, explica. A especialista reforça que o novo modelo traz benefícios de padronização, mas impõe responsabilidades adicionais em um ambiente de fiscalização cruzada.

    “As informações serão checadas em tempo real e erros de classificação podem gerar autuações automáticas. O momento de agir é agora, antes que o sistema definitivo passe a valer”, afirma.

    Ela alerta que empresas que não se adaptarem enfrentarão risco elevado de multas em um cenário de fiscalização mais rígida. A tributarista também expande o alerta para além da adaptação tecnológica e operacional. Para ela, o país corre o risco de substituir um sistema imperfeito por outro ainda mais complexo, com impactos diretos sobre competitividade e segurança jurídica.

    Queiroz ressalta que a centralização de poder na União por meio do Comitê Gestor nacional do IBS pode enfraquecer a autonomia federativa e limitar a atuação dos tribunais administrativos locais, hoje fundamentais para resolver litígios no âmbito estadual e municipal. “Estados e municípios não terão mais o poder de legislar sobre matéria tributária, salvo a fixação da alíquota. Isso representa uma ruptura estrutural na federação brasileira”, afirma.

    Ela acrescenta que empresas enfrentarão incertezas, perda de previsibilidade e possível aumento da carga tributária durante a transição, especialmente diante da ausência de parâmetros definidos sobre regimes especiais, incentivos regionais e regras de compensação. A transição exigirá reorganização das estruturas contábeis e fiscais e ajustes nos sistemas de gestão para garantir a correta apuração de créditos e a manutenção de benefícios durante o período de adaptação.

    A reforma também altera regras de isenções e incentivos, o que deve demandar planejamento estratégico para evitar a perda de vantagens competitivas. A recomendação de Mary Elbe Queiroz é que as empresas iniciem auditoria fiscal interna ainda em 2025.

    “É fundamental consultar advogados tributaristas para identificar pontos críticos, como erros potenciais de classificação e impactos sobre insumos e exportações. As empresas precisam estar atentas aos novos prazos de declaração e pagamento para garantir conformidade total com a legislação”, diz.

    Para ela, a reforma deve ser encarada como oportunidade de otimizar estruturas e não apenas como obrigação legal. Com planejamento adequado, a transição pode reduzir custos fiscais e ampliar competitividade já a partir de 2026, mas somente para empresas que chegarem preparadas ao novo ciclo tributário.


     

    Sobre a Queiroz Advogados Associados
    https://www.queirozadv.com.br/ 

    Queiroz Advogados Associados é um Escritório de Advocacia Tributária comprometido em oferecer soluções jurídicas estratégicas e eficazes, seja em defesas tributárias, seja na busca pelas melhores negociações em transações e acordos tributários, seja em consultorias e planejamentos, com propósito de proporcionar aos clientes a certeza e a confiança de que o seu caso será conduzido com excelência e transparência por uma equipe com sólida formação e alto índice de sucesso.

    Fundado pela Prof.ª Dr.ª Mary Elbe Queiroz, referência nacional e internacional em matéria de Tributação, o escritório tem sedes em São Paulo e Recife e atuação em todo o Brasil nas esferas federal, estadual e municipal.

    Mais de 95 mil condutores foram flagrados usando o celular no trânsito do DF

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    Considerado um dos principais fatores de distração no trânsito, com elevado risco de sinistros, o manuseio do celular é preocupação constante da Educação de Trânsito do Detran-DF
    Zélia Ferreira
    O Departamento de Trânsito do Distrito Federal tem se dedicado diariamente à conscientização dos condutores sobre os riscos de dirigir sem os cuidados necessários à segurança viária. No entanto, cresce a cada dia o número de pessoas flagradas utilizando o celular enquanto dirige – prática considerada um dos principais fatores de distração, elevando consideravelmente o risco de envolvimento em sinistros de trânsito. Somente no último ano, o número de flagrantes cresceu 24%.
    Um levantamento do Detran-DF mostra que, em 2025, 95.712 condutores foram autuados por dirigir o veículo segurando ou manuseando o telefone celular. Esse número é 24% maior que o registrado em 2024, quando 77.241 condutores foram flagrados nessa situação.
    Ao usar o celular, o condutor se distrai e, muitas vezes, acaba deixando de sinalizar com antecedência a manobra pretendida, por exemplo, ou de tomar outras precauções necessárias à direção segura, aumentando significativamente o risco de sinistro no trânsito. Além disso, o condutor deixa de estar com as duas mãos no volante, que é condição obrigatória enquanto dirige.
    A quantidade de condutores autuados por deixar de dar seta nas vias do DF mais que dobrou em 2025, subindo de 18.604, em 2024, para 41.981 em 2025 – um aumento de 125%. Sinalizar as manobras é uma atitude simples, mas importantíssima na comunicação entre os condutores e capaz de evitar muitos sinistros, inclusive com motociclistas que costumam andar no corredor.
    Direção defensiva comprometida
    “Sabemos que uma direção segura exige atenção constante. O trânsito é muito dinâmico e tudo pode mudar em questão de segundos, exigindo do condutor atitudes defensivas como diminuir a velocidade, parar o veículo, desviar o curso em razão de obstáculos ou buracos, obedecer à sinalização de preferência, parada obrigatória, faixa de pedestres e outras tantas situações que podem surgir ao longo do percurso. Se ele estiver usando o celular, certamente estará com a atenção comprometida e poderá se envolver em ocorrências trágicas”, esclarece o gerente da Escola Pública de Trânsito, Marcelo Granja.
    Segundo Marcelo Granja, “bastam alguns segundos com atenção voltada ao celular para que o veículo percorra vários metros com o condutor às cegas, sem perceber o que acontece ao seu redor. A uma velocidade de 60km/h, por exemplo, o veículo percorre aproximadamente uma distância de 80 metros em apenas 5 segundos. E, quanto maior a velocidade, maior a distância percorrida sem observar o que acontece ao seu redor”.
    O que diz o CTB
    De acordo com o artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro, dirigir veículo segurando ou manuseando o telefone celular é infração gravíssima, penalizada com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
    Já em relação ao uso da seta, o artigo 252 do CTB define como infração grave deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação, estando o condutor passível de multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH.

    Hospital de Base recebe dois novos aparelhos de anestesia

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    Equipamento é essencial para a segurança do paciente em procedimentos cirúrgicos
    Por Giovanna Inoue
    O Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebeu, nesta quinta-feira (8), dois novos aparelhos de anestesia que vão reforçar a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada à população. Essenciais em cirurgias que necessitam de anestesia geral, os equipamentos são responsáveis tanto pela manutenção da anestesia quanto pela ventilação mecânica do paciente durante os procedimentos.
    Conhecido popularmente como carrinho de anestesia, o equipamento é móvel e pode ser utilizado em diferentes salas cirúrgicas. Com a chegada das duas novas unidades, o Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), passa a contar com 15 aparelhos do tipo em funcionamento.
    “Com o carrinho de anestesia, nós temos um gás anestésico que passa por todo o sistema ventilatório e o paciente é anestesiado. Ele não sente dor, não sente estímulo cirúrgico e também não respira por si mesmo, por isso usamos o ventilador do equipamento”, explica a coordenadora do Centro Cirúrgico, Nadja Corrêa Graça.
    O chefe da Anestesiologia, Iuri Ferreira Lopes, destaca que os novos aparelhos reforçam a segurança na hora de cuidar dos pacientes. “Poder contar com esse tipo de equipamento faz toda a diferença, já que com eles nós podemos entregar os anestésicos de forma segura e fazer a ventilação de forma adequada. Isso nos deixa muito confortáveis durante uma operação”, explica.