A polícia portuguesa deteve nesta quinta-feira (23) um homem que ameaçou explodir a sede do partido de extrema direita Chega, e o enviou para avaliação psiquiátrica depois de não encontrar qualquer dispositivo explosivo com ele, informou uma autoridade policial.
O incidente ocorre após a tentativa de assassinato do primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, na semana passada, o que aumentou as preocupações com a segurança de políticos em meio a uma crescente polarização e animosidades em todo o continente europeu antes das eleições para o Parlamento Europeu, em 9 de junho.
O policial Sérgio Soares disse à Reuters que membros da corporação tinham respondido a uma chamada sobre um homem que entrou na sede do partido Chega, em Lisboa, com um suposto dispositivo explosivo escondido em sua mochila.
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“Interceptamos um homem, que tem 59 anos, chamamos a equipe de desativação de explosivos e os cães, que não encontraram explosivos, e o indivíduo foi levado a um hospital. Ele está conversando de forma incoerente”, disse Soares.
O partido Chega, que é anti-imigração e populista, quadruplicou sua representação parlamentar nas eleições de 10 de março, e é agora a terceira força da legislatura federal, depois dos social-democratas, de centro-direita e que lideram o governo, e dos socialistas, de centro-esquerda e atualmente na oposição.
O líder do Chega, André Ventura, que estava viajando no momento do incidente, disse a repórteres que foi informado sobre um homem que queria matá-lo.
“É lamentável que esta escalada de violência continue. Vamos reavaliar a segurança que temos em nossa sede”, afirmou.
O porta-voz da legenda afirmou que o incidente “é resultado do clima de ódio e de cultura do cancelamento criado pela extrema esquerda”.
Após o ataque a tiros contra Fico, a polícia portuguesa afirmou que não havia necessidade de aumentar a segurança dos políticos no país.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Portugal prende homem após ameaça de bomba na sede de partido de extrema direita no site CNN Brasil.


