O nome do senador petista desagradou o mercado e a estatal amargou mais um dia de prejuízo
Após o conselho de administração da Petrobras aprovar por unanimidade, nesta quinta-feira (26) a nomeação do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para presidente da companhia, as ações da Petrobras registraram uma forte queda.
Por volta de 16h22, Petrobras PN (PETR4) caía 3,4%, a R$ 26,12, e Petrobras ON (PETR3) recuava 3,12%, a R$ 29,47. A piora nos papéis da companhia pesou sobre o Ibovespa, que caía no mesmo horário 0,14%, aos 114.104,99 pontos.
Agora, o nome de Prates precisa ser validado pela assembleia-geral de acionistas, que deve ser convocada com um mês de antecedência. O novo presidente da petroleira é advogado, economista, ambientalista, empreendedor e dirigente sindical, segundo a sua própria biografia
Na área de petróleo, Prates participou da assessoria jurídica da Petrobras Internacional (Braspetro), no final da década de 80. Em 1991, fundou a primeira consultoria brasileira especializada em petróleo. Ele ainda trabalhou na regulação dos setores de petróleo, energia renovável, biocombustíveis e infraestrutura nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula.
Durante os trabalhos na equipe de transição, Jean Prates disse que a metodologia para a Petrobras é uma política de governo, e não de Estado.
A Petrobras tem um conselho de administração cujos membros são eleitos pelos acionistas. A União federal é dona de mais da metade das ações da companhia, sendo assim o governo brasileiro o acionista majoritário da empresa.


