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Constituição e a liberdade

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Por Ives Gandra

Considero que a liberdade de expressão é, sem dúvida, a pedra angular da democracia. Para mim, ela é fundamental não só para que haja um debate público vibrante, mas também para garantir a pluralidade de ideias em nossa sociedade.

Apesar de todas as críticas que são feitas ao ativismo judicial e das diversas questões constitucionais em debate, eu defendo que o Brasil permanece uma democracia. E, nesse contexto, vejo a liberdade — em especial a liberdade de expressão e de defesa — como a principal arma para a manutenção do Estado de Direito. É por meio dela que podemos proteger o indivíduo da opressão e do silenciamento.

Homenagem e a Defesa da Liberdade
Recentemente, a Reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP foi dedicada à láurea de intelectuais brasileiros — incluindo juristas, economistas, jornalistas e profissionais de diversas áreas — fizeram homenagem aos meus 90 anos, com o lançamento do livro “A Constituição e a Liberdade”.

A obra foi coordenada pelo jurista Professor Doutor Modesto Carvalhosa e pelo economista Professor Doutor Luciano de Castro. O livro reúne 54 artigos de expressivos intelectuais brasileiros, com contribuições de autores como o ex-presidente Michel Temer; o ex-candidato à presidência da República Luiz Felipe D’Avila; o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança, um dos mais ativos da nossa Câmara Federal; Manoel Gonçalves Ferreira Filho, o maior constitucionalista do Brasil; os economistas Marcos Cintra e Paulo Rabello de Castro e os jornalistas J. R. Guzzo (in memoriam), Paula Leal e Ana Paula Henkel.

O lançamento contou com a presença e palestras de diversos autores, como Modesto Carvalhosa, Paulo Rabello de Castro, Manoel Gonçalves Ferreira Filho, Tiago Pavinatto, Luciano de Castro, Angela Vidal Gandra da Silva Martins, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Almir Pazzianoto e André Marsiglia, que, entre outros presentes, fizeram manifestações notáveis.

Em suas palestras, todos demonstraram que a liberdade de expressão é o alicerce fundamental da democracia. Comprovaram que não há democracia em um país onde existe o receio de falar. O cenário onde a palavra pode levar à prisão e a crítica às autoridades gera risco de detenção é característico de todas as ditaduras, o que impede a existência de uma democracia genuína.

Os oradores, cada um no seu estilo e campo de conhecimento específico, defenderam com firmeza a ideia de que só a ampla liberdade de expressão é prova de uma verdadeira democracia, na qual o cidadão não precisa ter medo de falar.

Reafirmaram que, se houver abuso, a punição deve ser posterior ao ato. Em consonância com o antigo artigo 19 do Marco Civil da Internet — e não com a versão modificada pelo Supremo Tribunal Federal — e com a própria Constituição, a responsabilização pelo abuso de manifestação deve ocorrer por meio de ações judiciais e indenização por danos morais posteriormente, mas jamais em controle antecipado. Afinal, sem liberdade de expressão, a própria democracia se fragiliza.

Lembraram, ainda, que os Poderes Executivo e Legislativo são representativos do povo, enquanto o Poder Judiciário, que representa a lei, não tem essa mesma representatividade popular. Por essa razão, o Judiciário deve obedecer às determinações do povo, manifestadas por meio de seus representantes.

A principal mensagem foi a de que não devemos criticar pessoas, mas sim ideias, sempre respeitando as opiniões divergentes. Eles defenderam a ideia de que, mesmo não concordando com as decisões de uma autoridade, a crítica deve ser direcionada à ação ou ao posicionamento, e não a ataques pessoais. Trata-se, pois, daquilo que eu sempre fiz na vida: respeitar opiniões diferentes, não atacar pessoas, mas defender ideias. Essa é a verdadeira democracia.

Nesta esteira, todos os oradores defenderam o direito à palavra e à livre expressão do pensamento, com a ressalva de que a divergência deve ser dirigida às ideias e não às autoridades, demonstrando a elas respeito.

A anistia, por exemplo, deve ser para a paz, e não um instrumento para o ódio ou para a manutenção de radicalizações.

O Poder Judiciário deve ser um agente de pacificação, e não o mantenedor de um clima de insegurança. Afinal, seus integrantes são grandes juristas, mas não são políticos.

Durante a reunião no Conselho, o Poder Judiciário foi respeitado, mas criticado por seu protagonismo excessivo e pela invasão da competência de outros Poderes. Foi defendida a ideia de que a luta de todos os brasileiros deve ser pelo respeito à Constituição, pela liberdade de expressão e pela verdadeira democracia, com pleno direito de defesa. Esse é o caminho para um país realmente democrático.

Essa postura é a mesma que eu vi durante os 20 meses de debates constituintes. Ao sairmos de um regime de exceção, os Constituintes de 1988 almejavam um regime de plena democracia, com absoluta harmonia e independência entre os três Poderes.

Senti-me profundamente honrado por, aos 90 anos, ver um grupo tão importante de pensadores e intelectuais manifestar publicamente as ideias que defendemos na reunião. Era isso que eu gostaria de trazer aos meus leitores sobre o lançamento da obra “A Constituição e a Liberdade”.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da

Foto – Andreia Tarelow

Governo abre consulta pública para desburocratizar CNH; medida pode ampliar renda e mobilidade no Brasil

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A simplificação do processo de habilitação pode reduzir custos em até 80% e beneficiar milhares de trabalhadores de aplicativo, que já movimentam bilhões de reais na economia.

O Governo Federal anunciou que abrirá, ainda em outubro, consulta pública sobre a proposta de desburocratização da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para as categorias A e B. A medida, apoiada publicamente pelo presidente Lula, pretende eliminar a obrigatoriedade das autoescolas, mantendo as provas teórica e prática como exigências. A norma busca reduzir em até 80% o custo de acesso ao documento.

Atualmente, obter uma CNH no Brasil custa entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, valor que supera a renda domiciliar per capita média e afasta milhões de trabalhadores da formalização. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) , mais da metade dos motociclistas brasileiros (54%) circula sem habilitação válida. O governo reconhece que o processo brasileiro é um dos mais caros e burocráticos do mundo, enquanto países vizinhos da América do Sul e nações mais desenvolvidas já adotam modelos mais acessíveis.

A proposta em consulta não elimina os filtros de segurança. As provas teórica e prática seguirão obrigatórias, mas o caminho até elas será flexibilizado: o cidadão poderá contratar instrutores autônomos credenciadosdiretamente, sem passar obrigatoriamente pelas autoescolas. A mudança tem duplo efeito: reduz custos para os alunos e abre novas oportunidades de trabalho e renda para instrutores independentes.

Outro desafio é territorial. Muitas cidades brasileiras sequer contam com autoescolas, obrigando moradores a se deslocarem para municípios vizinhos — ou até a se mudarem temporariamente — apenas para cumprir a carga obrigatória de aulas. Além disso, a legislação faz uma série de exigências que cria barreiras de entrada, reduz a concorrência e favorece a concentração de mercado nas autoescolas.

O modelo atual também ignora a realidade tecnológica. Hoje, grande parte da frota de carros no Brasil é automática, mas a CNH ainda exige que a formação ocorra em veículos manuais. O carro automático é mais intuitivo e acessível, mas a burocracia brasileira encarece o processo e mantém o sistema engessado em torno de um modelo ultrapassado.

A expectativa é que a medida tenha impacto imediato na inclusão produtiva, sobretudo entre trabalhadores de aplicativo. Levantamento da GigU mostra que, em capitais como Belo Horizonte e Curitiba, a renda líquida mensal de motoristas ultrapassa R$ 3,4 mil, chegando a R$ 4,1 mil em São Paulo. Valores que representam não apenas o sustento de famílias inteiras, mas também a oportunidade de mobilidade social para trabalhadores das periferias urbanas.

Para Magno Karl, cientista político e diretor-executivo Livres, a consulta pública é um passo essencial para modernizar o sistema de trânsito e promover a inclusão. “Somos favoráveis a um modelo mais acessível e alinhado a práticas internacionais. Países do G20 já adotam formatos mais flexíveis, que mantêm a segurança mas reduzem a exclusão. O Brasil precisa caminhar nessa direção, retirando barreiras injustificadas que impedem milhões de cidadãos de se formalizarem”, avalia.

Na visão de Luiz Gustavo Neves, CEO da fintech social que reúne a maior comunidade de trabalhadores de aplicativo do Brasil, a medida fortalece quem já sustenta a economia digital e urbana. “Os motoristas de aplicativo demonstram todos os dias a força de um setor que movimenta bilhões. Ao baratear o acesso à CNH, o governo dá a chance de que mais trabalhadores ingressem de forma regularizada, ampliando a renda das famílias e garantindo mais segurança para todos”, afirma.

O Ministério dos Transportes conduzirá a consulta pública nas próximas semanas, ouvindo especialistas, associações e a sociedade civil. A expectativa é de que a proposta final seja encaminhada ao Congresso Nacional ainda este ano.

Sobre Livres
O Livres é uma associação civil que promove soluções liberais para o Brasil, atuando em três eixos: curadoria de políticas públicas, qualificação de lideranças e participação no debate público.

Sobre GigU
Criada em 2017 e anteriormente conhecida como StopClub, a GigU é uma fintech social focada em apoiar motoristas de aplicativo por meio de ferramentas colaborativas que ajudam esses trabalhadores em seus desafios diários. Atualmente a GigU é a maior comunidade de trabalhadores de aplicativo do Brasil, somando mais de 250 mil usuários em uma rede de compartilhamento de conhecimentos e experiências.

Bebidas alcoólicas adulteradas: rótulos e etiquetas podem ajudar a evitar fraudes e casos de intoxicação no país

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Consumidores e estabelecimentos devem ter atenção às embalagens e possíveis indícios de falsificação e violação, como lacres rompidos e ausência de informações sobre a procedência dos produtos

Nos últimos dias, casos recorrentes de bebidas alcóolicas adulteradas e contaminadas por metanol, uma substância potencialmente tóxica e de difícil identificação, foi responsável por uma série de casos graves de saúde e até mesmo óbitos, especialmente na capital paulista e região. Embora a prática não seja inédita – um estudo conduzido pela Euromonitor International para a Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) mostrou que o mercado ilegal de álcool no Brasil impõe um custo R$28 bilhões à saúde pública do país – as recentes repercussões têm colocado autoridades e consumidores em alerta.

De acordo com um levantamento do Núcleo de Pesquisa e Estatística da Fhoresp (Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo), divulgado em abril de 2025, a prática é responsável por 36% do volume de bebidas destiladas comercializadas no Brasil. A ação gera não só um risco à vida da população, como também impactos financeiros e compromete a reputação das marcas que têm seus produtos violados e falsificados. Para o consumidor, cuja exposição pode ser fatal, Keyse Ramalho, gerente de desenvolvimento de negócios da Avery Dennison, ressalta alguns pontos de atenção que devem ser observados, especialmente nas embalagens.

“Os rótulos e embalagens já dizem muito sobre os produtos, especialmente quando pensamos em um setor que nos últimos anos investiu fortemente em soluções com alta tecnologia agregada para ajudar a identificar as adulterações. Embalagens com rótulos mal impressos ou com erros, lacre violado e ausência de dados básicos como CNPJ, lote ou validade, somam fortes indícios de bebidas falsificadas; além, é claro, de características atreladas à própria bebida, como alterações de cor e odor”, explica a executiva.

Ainda de acordo com Keyse, existem soluções autoadesivas aplicadas ao desenvolvimento da embalagem que ampliam a margem de segurança em diferentes frentes, como antiviolação, antifalsificação e rastreabilidade. O uso de rótulos e etiquetas autoadesivas, aliado a tecnologias inteligentes como RFID, QR Code serializado ou NFC — ainda recentes e pouco utilizadas no mercado de bebidas — possibilita manter a rastreabilidade, identificar e inibir tentativas de adulteração ou substituição do conteúdo da embalagem, além de garantir o acompanhamento em todo o processo. Dessa forma, o consumidor passa a ter mais segurança e confiança na autenticidade do produto que consome.

“Por isso é tão importante ter atenção ao conteúdo e à embalagem, antes de iniciar o consumo. Mais do que um recurso estético, rótulos, etiquetas, tags de rastreabilidade e lacres funcionam como uma camada extra que aumenta a proteção, garantindo que o produto chegue ao consumidor nas mesmas condições em que saiu da fábrica. Marcas confiáveis investem continuamente em soluções que unem originalidade, qualidade e segurança, adotando tecnologias capazes de dificultar fraudes e oferecer sinais visíveis de violação. Assim, ao observar uma embalagem íntegra e com informações claras sobre procedência, lote e validade, o consumidor tem um indicativo importante de que está adquirindo uma bebida autêntica e segura”, complementa Keyse.

Para ilustrar, a executiva usa como exemplo as etiquetas e rótulos autoadesivos de alta tecnologia oferecidos pela companhia, entre eles, soluções de segurança como as da categoria VOID (etiquetas que ao serem removidas revelam a palavra que identifica conteúdo violado “VOID”).

“Outras opções são os lacres de segurança, que se rompem ao serem removidos, evidenciando a abertura da embalagem; as etiquetas security label, produzidas com papel de segurança que contém fibras coloridas visíveis e fibras fluorescentes perceptíveis apenas sob luz UV; além das etiquetas inteligentes, como NFC, QR Code e RFID, que permitem a rastreabilidade da bebida e fornecem informações relevantes ao consumidor”, conclui.

Cia Theatron exibe espetáculo no Acre

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O espetáculo “Jogo da Virada” com foco em educação financeira será exibido de graça no Instituto Federal Acre, na cidade de Rio Branco. Os personagens Rui e Raquel prometem fazer o público refletir sobre os jogos de azar, nesta sexta-feira (10/10), a partir das 15h.

 

 

O espetáculo “O Jogo da Virada”, dirigido por Arilton Rocha e interpretado pelos atores Kleber Alves e Danila Mello, trata dos jogos de azar, os conhecidos ‘bets’. Em um enredo envolvente, o público irá acompanhar os desafios enfrentados pelo casal e os impactos causados por esses jogos. O personagem Rui mergulha no mundo das apostas online e, a partir disso, a sua vida e a de sua família tomam rumos inesperados. A trama convida à reflexão sobre os perigos da dependência e os danos que afetam não apenas o jogador, mas todos ao seu redor.

“O Jogo da Virada” tem a duração de 50 minutos, em que a plateia sente a emoção do casal vendo sua relação chegar quase ao fim. Assim a narrativa conduz para que o público perceba o quando uma aposta despretensiosa pode levar ao vício e o quanto o casal precisa um do outro para superar esse problema tão sério.

“Nosso objetivo é levar arte, teatro e reflexão a todo canto do país. A mensagem do espetáculo é perceber que os jogos online as famosas betsé um caminho de destruição da família. Com essa peça queremos ampliar o debate sobre essa temática, pois o vício em jogos é terrível”, enfatiza o diretor Arilton Rocha.

O espetáculo une arte e consciência financeira, provocando emoção, risos e debates importantes para emocionar, divertir e transformar o público. A peça ainda será apresentada nas cidades de Goianira-GO (18/10), Viçosa-MG (25/10) e Campo Grande-MS (08/11). Este projeto é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, do Ministério da Cultura – Governo Federal.

Cia Theatron

A Cia Theatron surgiu em 2024, para atender um novo nicho de mercado, onde o teatro pudesse falar de educação financeira. Além de apresentar espetáculos, a Theatron busca oportunizar para as pessoas, o acesso a oficinas de teatro e montagem de peças teatrais, que gerem a reflexão e a discussão sobre a vida.

 

 

 

Serviço

Assunto: “Jogo da Virada” em Goiânia

Quando: sexta-feira (10/10), às 15h

Onde: IFAC – Instituto Federal Acre (Via Chico Mendes, 3084 – Camara, Rio Branco-AC)

Classificação: 12 anos

Duração: 50 minutos

Mais informações: @ciatheatron

Entrada gratuita!

Dia das Crianças: Metropolitan Mall oferece programação gratuita com foco em brincadeiras de antigamente

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Elástico, bambolê, bate-bate, ioiô, oficinas de brinquedos clássicos e show de mágica integram o evento, que acontece no sábado (11), a partir das 11h

GOIÂNIA (GO) – No sábado, 11 de outubro, véspera de Dia das Crianças, o Metropolitan Mall promoverá um evento especial e gratuito para o público infantil e suas famílias. A programação terá início às 11h e contará com animação, oficinas, show de mágica e, principalmente, um incentivo às brincadeiras de antigamente.

Além de brincadeiras tradicionais como amarelinha, pular corda, elástico, bate-bate, ioiô, bambolê, o evento convida crianças de todas as idades a participar de aquecimentos ao som de canções populares como “Dona Aranha” e “Borboletinha”, incentivando o movimento corporal.

A programação inclui, ainda, oficinas de brinquedos antigos, onde materiais recicláveis como garrafas pet, copos plásticos, palitos de picolé e barbantes serão utilizados na confecção de “vai e vem” e biloquês. Já o encerramento será marcado por um show de mágica.

As atividades serão conduzidas por Tia Hindira, profissional com 15 anos de experiência com o público infantil, e sua equipe. Ela explica que a programação incluirá jogos em grupo e disputas pensadas para que os participantes aprendam e vivenciem as regras e a dinâmica de cada brincadeira.

“São atividades e brinquedos que proporcionam tempo de qualidade e podem até estimular uma competição saudável entre os participantes. O objetivo do evento é resgatar o valor das brincadeiras de antigamente, retirando o foco das crianças das telas e provando que essas práticas também são muito divertidas,” destaca Tia Hindira.

Todos os materiais necessários para a execução das atividades serão fornecidos pela organização do evento. Além disso, não é preciso inscrição prévia para participar; basta comparecer. O Metropolitan Mall está situado na Avenida Deputado Jamel Cecílio, nº 2.690, no Jardim Goiás, em Goiânia (GO).

Sobre o Metropolitan Mall
Localizado no coração do Jardim Goiás, o Metropolitan Mall oferece diversas opções de alimentação e um variado mix de serviços, que incluem estética, beleza, papelaria criativa, turismo, desenvolvimento pessoal, gestão financeira e negócios imobiliários. Atualmente, o complexo reúne mais de 20 lojistas, proporcionando conveniência, conforto e segurança. Seu polo gastronômico é composto por Árabe Restaurante, Óri Gastronomia Japonesa, Boali, Flow, Lifebox Burger, Rancheiro Express e Esfiharia Brasil. Já entre os serviços, o público encontra Easy Beauty – Salão & Barbearia; Espaçolaser; Face Doctor; Harmonie Sorriso & Face; Letycia Azevedo; CLÔ Paper; SJS Travel; Vox2you; Sicoob Crediadag; Aliá Investimentos; AUVP Capital; Rede Frota; Flat For You; Portfolio Imóveis; URBS Imobi e VVS Negócios Imobiliários. Para maior comodidade, o Metropolitan Mall ainda oferece estacionamento coberto e seguro, com tarifa única de R$ 15 mediante validação do ticket pelos lojistas.

SERVIÇO
Brincando como Antigamente – Evento de Dia das Crianças
Data:
11 de outubro de 2025 (sábado)
Horário: a partir das 11h
Local: Metropolitan Mall – Avenida Deputado Jamel Cecílio, nº 2.690, Jardim Goiás, Goiânia (GO)
Entrada: Gratuita
Mais informações: instagram @mall_metropolitan @tiahindira

Pejotização e Autonomia Profissional: o STF Reafirma a Liberdade de Contratar e o Fim do Paternalismo Celetista

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Dr. Arcênio Rodrigues Da Silva

 

O Ministro Gilmar Mendes, relator do Recurso Extraordinário com Agravo nº 1.532.603 (Tema 1389 da repercussão geral), determinou a suspensão nacional de todos os processos que discutem a licitude da pejotização — isto é, da contratação de pessoas físicas por meio de pessoa jurídica para prestação de serviços.

A decisão, proferida no âmbito do Supremo Tribunal Federal, veio acompanhada da convocação de audiência pública para o dia 6 de outubro, com o objetivo de ouvir juristas, economistas e especialistas em relações de trabalho. O propósito é inequívoco: pacificar o entendimento sobre o tema e conter o avanço de interpretações trabalhistas que, segundo o próprio relator, têm desrespeitado decisões já firmadas pela Corte Constitucional.

Trata-se de um movimento institucional de extrema relevância, pois recoloca o Supremo como guardião da coerência do sistema jurídico, especialmente diante da insistência de parte da Justiça do Trabalho — notadamente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) — em ignorar o precedente vinculante firmado em 2018, que reconheceu a legitimidade da contratação de profissionais de nível superior por meio de pessoa jurídica, desde que observados os princípios da boa-fé e da livre iniciativa.
É fato que o TST tem reiteradamente afrontado a autoridade do Supremo Tribunal Federal, ao insistir em aplicar uma leitura anacrônica da CLT e requalificar como vínculo empregatício relações legítimas de natureza civil ou empresarial.
Essa postura revela mais do que divergência interpretativa: representa uma resistência institucional ao avanço da jurisprudência constitucional e um apego ideológico a um modelo trabalhista ultrapassado, construído sob o paradigma do Estado paternalista da década de 1940.
Ao desconsiderar a realidade econômica e a autonomia de profissionais altamente qualificados, o TST reafirma um viés protecionista que desestimula a livre iniciativa, impede a modernização das relações contratuais e gera insegurança jurídica. O resultado é perverso: empresas relutam em contratar e profissionais perdem oportunidades, sob o medo de futuras reclassificações judiciais.
O Supremo, ao intervir, não defende a precarização, mas restitui a força normativa da Constituição Federal. O art. 170 é claro ao consagrar a livre iniciativa e a valorização do trabalho como fundamentos harmônicos, e não excludentes. O que o STF agora impõe é o respeito à autonomia de quem escolhe livremente o modo de exercer sua profissão.
Outro ponto nevrálgico da discussão é o papel dos sindicatos, que, ao longo dos últimos anos, têm se posicionado frontalmente contra a pejotização, defendendo um discurso de proteção absoluta que, na prática, preserva estruturas de poder e de financiamento sindical.
Em grande medida, essa resistência não nasce da defesa do trabalhador, mas da preservação de um sistema que depende da intermediação compulsória das categorias profissionais. A pejotização legítima, ao permitir contratações diretas e personalizadas, rompe o monopólio representativo e financeiro dessas entidades, o que explica o esforço retórico de associá-la, de forma indevida, à precarização.

O resultado é um corporativismo travestido de proteção social, que busca manter a dependência do trabalhador ao aparato sindical. O verdadeiro interesse coletivo, no entanto, está em estimular a liberdade de escolha, o empreendedorismo individual e a pluralidade de formas contratuais — valores compatíveis com uma economia aberta e constitucionalmente livre.

A Reforma Trabalhista de 2017 (Lei 13.467/2017) foi um divisor de águas. Introduziu a figura do profissional hipersuficiente — aquele com formação superior e remuneração igual ou superior ao dobro do teto do INSS —, reconhecendo-lhe plena capacidade para negociar suas condições de trabalho.
Essa inovação legislativa reflete um avanço civilizatório: o reconhecimento de que nem todos os trabalhadores são hipossuficientes e de que a tutela estatal não pode ser uniforme e indiscriminada.
A CLT, criada sob o manto do corporativismo getulista, teve mérito histórico, mas hoje não pode servir como instrumento de limitação da liberdade contratual. A aplicação cega de suas normas a todos os vínculos de trabalho ignora as transformações econômicas, tecnológicas e culturais do país.
O profissional hipersuficiente é a síntese do novo paradigma: autônomo, responsável e capaz de decidir, sem necessidade de tutela sindical ou estatal.
O Brasil vive um paradoxo: ao mesmo tempo em que enfrenta carência crônica de bons profissionais em diversas áreas, como saúde, engenharia, tecnologia e pesquisa, o excesso de burocracia e o ambiente jurídico hostil à autonomia profissional têm levado muitos desses talentos a buscar oportunidades no exterior.
A insegurança jurídica sobre modelos contratuais legítimos — como a pejotização —, somada à carga tributária elevada e à falta de previsibilidade das decisões trabalhistas, cria um ambiente de desestímulo e fuga de cérebros.

Em vez de atrair e valorizar o conhecimento técnico, o sistema jurídico brasileiro ainda penaliza quem quer empreender individualmente, preferindo enquadrar o profissional liberal como subordinado, mesmo quando sua atuação é claramente autônoma.
Trata-se de uma distorção grave: um país que expulsa seus talentos em nome de um protecionismo anacrônico compromete seu próprio desenvolvimento econômico e tecnológico.
O Direito do Trabalho contemporâneo precisa reconhecer a pluralidade legítima de vínculos laborais: o empregado subordinado, o autônomo, o cooperado, o prestador independente e o profissional pessoa jurídica.

A pejotização legítima — quando fruto da vontade livre e informada das partes — não afronta a Constituição, mas a concretiza. O Estado deve coibir fraudes e abusos, mas não interferir nas escolhas contratuais de quem detém plena consciência jurídica e técnica de sua atividade.
O verdadeiro desafio está em equilibrar proteção e liberdade. Proteger o vulnerável, sim — mas sem infantilizar o profissional livre, cuja independência é também expressão de dignidade e de cidadania econômica.
As profissões liberais — médicos, dentistas, farmacêuticos, enfermeiros, advogados, economistas, engenheiros, arquitetos, entre outras —, por exigirem formação superior, responsabilidade técnica e capacidade civil plena, detêm grau de instrução e discernimento suficientes para escolher, com autonomia e informação, o regime jurídico de sua contratação (emprego celetista, prestação autônoma, sociedade profissional, pessoa jurídica prestadora etc.). Tal prerrogativa decorre (i) do art. 5º, XIII, da Constituição (livre exercício profissional), (ii) da livre iniciativa e liberdade de contratar (arts. 1º, IV, e 170, da CF; arts. 421, 421-A e 422 do Código Civil), e (iii) das inovações da Lei 13.467/2017 sobre o trabalhador hipersuficiente, que reconhecem maior poder negocial a quem possui formação superior e alta remuneração. Ao Estado cumpre resguardar a boa-fé e coibir fraudes, não substituir a vontade informada do profissional liberal que legitimamente opta por se organizar e contratar como pessoa jurídica.
A audiência pública convocada pelo Ministro Gilmar Mendes marca um ponto de inflexão histórico. O Supremo Tribunal Federal retoma seu papel de guardião da Constituição e reafirma que a liberdade de contratar é um valor essencial ao Estado Democrático de Direito.
A crítica é necessária e direta: a Justiça do Trabalho e os sindicatos não podem continuar agindo como se o trabalhador brasileiro fosse eternamente incapaz de decidir. É preciso abandonar o paternalismo e reconhecer que a autonomia profissional é também uma forma de emancipação.
A pejotização legítima não é um desvio, mas uma expressão contemporânea da liberdade econômica e da valorização do trabalho intelectual. O julgamento do Tema 1389 pelo STF poderá consolidar um novo paradigma: um Direito do Trabalho do século XXI, que proteja o vulnerável, mas respeite a escolha do livre; que coíba o abuso, mas garanta a liberdade; e que substitua o velho paternalismo por segurança jurídica, racionalidade e respeito à Constituição.

 

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Dr. Arcênio Rodrigues da Silva é mestre em direito e sócio do Rodrigues Silva Sociedade de Advogados.

Outubro Rosa: câncer de mama é o mais frequente entre mulheres no Brasil

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Dra. Patrícia Schorn, oncologista e professora no curso de Medicina do UNICEPLAC, fala sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce

O mês de outubro chegou e, com ele, uma das campanhas de saúde mais importantes do calendário: o Outubro Rosa. A iniciativa tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, doença que, no Brasil, é a mais comum entre as mulheres. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se o surgimento de 73.610 novos casos até 2025.

Para reduzir esses números e aumentar as chances de cura, especialistas destacam a importância da informação e do cuidado contínuo com a própria saúde. A orientação é que as mulheres observem e apalpem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis, seja no banho, ao trocar de roupa ou em outras situações do cotidiano, prestando atenção a sinais como caroços (nódulos), pele avermelhada ou com aspecto de “casca de laranja”, alterações no mamilo e saída espontânea de secreção. Também é preciso estar atenta ao surgimento de pequenos nódulos no pescoço ou nas axilas. Por isso, o autoexame deve ser realizado com frequência.

A segunda estratégia fundamental para a detecção precoce do câncer de mama é o rastreamento mamográfico, exame que permite identificar a doença antes mesmo do surgimento dos sintomas.

“O autoexame deve ser estimulado exclusivamente para que as mulheres conheçam suas mamas e percebam alterações, buscando atendimento médico. Em nenhuma situação o autoexame deve substituir a avaliação médica, que deve ser combinada à realização anual da mamografia a partir dos 40 anos de idade. Mulheres com fatores de risco devem iniciar o acompanhamento aos 35 anos”, explica a Dra. Patrícia Schorn, oncologista clínica e professora do curso de Medicina do Centro Universitário UNICEPLAC.

Veja a entrevista com a médica:

Qual é a importância do diagnóstico precoce no tratamento do câncer de mama?

O diagnóstico precoce de qualquer câncer aumenta as chances de cura. A realização da mamografia de forma preventiva reduz a mortalidade por câncer de mama em torno de 36%, exatamente por permitir o diagnóstico da doença em estágios iniciais. É por isso que, durante o Outubro Rosa, a realização da mamografia é tão enfatizada.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama?

Os principais fatores de risco incluem histórico familiar de câncer de mama, idade, tabagismo, alcoolismo, início precoce da menstruação (antes dos 12 anos) e menopausa tardia (após os 50 anos). Entre esses fatores, é possível evitar o tabagismo e o alcoolismo. Um fator de proteção fundamental é a prática de atividade física.

Quais são os principais sinais de alerta para o câncer de mama? Quais exames são utilizados para confirmar o diagnóstico?

Quando os sinais de alerta surgem, geralmente a doença já está avançada. Por isso, é importante insistir na mamografia, que permite a identificação de lesões. No entanto, os sinais de alerta incluem: nódulos palpáveis, saída de secreção clara do mamilo, inchaço da pele da mama, nódulos palpáveis na axila e retração do mamilo.

Quais são os avanços recentes no tratamento do câncer de mama?

Hoje, existem tratamentos específicos e direcionados para os diferentes subtipos de câncer de mama. Entre as estratégias estão imunoterapia, terapia alvo e hormonioterapia. Além disso, as modalidades cirúrgicas oferecem grandes possibilidades de cura com excelentes resultados estéticos.

De que maneira o apoio emocional e psicológico contribui para a recuperação das pacientes diagnosticadas com câncer de mama?

O apoio emocional é fundamental para qualquer tipo de doença. A palavra “câncer” assusta a todos, mas precisamos desmistificar e facilitar o entendimento, oferecendo suporte para lidar com os medos. Esse cuidado deve ser estendido à paciente e familiares, pois tudo se torna mais fácil quando há apoio.

 

16 DE OUTUBRO NO 14ºSBSBL

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Palestra aborda papel dos tamponantes na saúde ruminal e produtividade

 

 

Intitulada “Além do efeito ruminal: o papel dos tamponantes e alcalinizantes”, a palestra abrirá a programação científica do último dia do 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL). A apresentação será conduzida pelo doutor Marcos Neves Pereira, às 8h do dia 16 de outubro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) em parceria com a Epagri, ocorrerá entre os dias 14, 15 e 16.

Marcos Neves irá explorar como os tamponantes e alcalinizantes influenciam a estabilidade do pH ruminal, a digestibilidade da dieta e a saúde metabólica das vacas. “O tema também trará evidências científicas e exemplos práticos de como o uso adequado dessas substâncias pode resultar em melhor aproveitamento dos nutrientes, redução de problemas digestivos e aumento da produtividade”, destaca o presidente do Nucleovet, Tiago Mores.

Ao trazer um olhar que vai além do efeito imediato no rúmen, Marcos Neves reforça a importância de formular dietas que minimizem o desafio ruminal, uma vez que distúrbios como a acidose não se restringe ao rúmen: ela também compromete o metabolismo como um todo. “Para o público do SBSBL, a palestra será uma oportunidade de compreender como ajustes nutricionais podem transformar o dia a dia das fazendas em resultados sólidos, unindo bem-estar animal, eficiência produtiva e sustentabilidade”, enfatiza o presidente da comissão científica, Claiton André Zotti.

ESPECIALISTA

Formado em Medicina Veterinária, Marcos Neves é mestre em Produção Animal e PhD em Dairy Science (Nutrição) pela University of Wisconsin–Madison (EUA), uma das principais instituições mundiais em ciências do leite.

Atualmente é professor titular de bovinocultura de leite da Universidade Federal de Lavras (UFLA), pesquisador Bolsista do CNPq e membro do Conselho Consultivo Científico da Raça Holandesa. Além da carreira acadêmica, atua como consultor em nutrição de gado leiteiro e é também produtor de leite, o que lhe confere uma visão completa que une teoria, pesquisa e prática no campo.

COMO PARTICIPAR?

Para assistir à explanação de Marcos e aos demais pesquisadores é necessária inscrição no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, que está no 3º lote. Os investimentos são de R$ 590,00 para profissionais e de R$ 480,00 para estudantes. Com esse ingresso o participante tem acesso total ao evento – 14º SBSBL, 9ª Brasil Sul Milk Fair, 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e 2º Simpósio Catarinense de Pecuária de Leite à Base de Pasto.                                       Há também a possibilidade de participar somente do 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte e da 9ª Milk Fair. Os valores para essa modalidade são de R$ 220,00.

Para participar somente da 9ª Brasil Sul Milk Fair e conferir novas tecnologias e soluções expostas por empresas do setor as inscrições podem ser feitas pelo valor de R$ 100,00.Na compra de pacotes a partir de dez inscrições para o SBSBL serão concedidos códigos-convites bonificados. Profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos de universidades têm condições diferenciadas.

As inscrições podem ser realizadas no site: www.nucleovet.com.br. Associados do Nucleovet devem fazer a inscrição por meio da secretaria da entidade. Contato (49) 9 9806-9548 ou pelo e-mail financeiro@nucleovet.com.br.

 

PROGRAMAÇÃO GERAL

  • 14º SIMPÓSIO BRASIL SUL DE BOVINOCULTURA DE LEITE
  • 9º BRASIL SUL MILK FAIR
  • 4º FÓRUM BRASIL SUL DE BOVINOCULTURA DE CORTE
  • 2º SIMPÓSIO CATARINENSE DE PECUÁRIA DE LEITE À BASE DE PASTO

 

DIA 14/10 – TERÇA-FEIRA

8h20 – Abertura da Programação Científica 4º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte

 

8h30 – Premissas para programa reprodutivo eficiente de novilhas e vacas

Palestrantes: Dr. Gilson Pessoa

 

9h20 – O Potencial do Beef on Dairy para fazendas brasileiras

Palestrante: Dr. Brad Gilchrist

 

10h10 – Milk break

 

10h50 – O que funciona na suplementação de bovinos de corte a pasto?

Palestrante: Dr. Edenio Detmann

 

11h40 – Mesa-redonda

 

12h10 – Encerramento

 

13h45 – Abertura da Programação Científica 14º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite

 

PAINEL BEM-ESTAR ANIMAL

14h00 – Como conciliar produção de leite e sustentabilidade?

Palestrante: Dr. Ralf Loges

 

15h00 – Pontos críticos e práticos de bem-estar animal na atividade leiteira

Palestrante: Dra. Rosângela Poletto

 

16h00 – Milk Break

 

16h30 – Do clima ao conforto: como a ambiência impacta vacas e produtividade

Palestrante: Prof. Dr. Frederico Márcio Corrêa Vieira

 

17h30 – Mesa-redonda

 

18h00 – Abertura Oficial

 

18h30 – Palestra de Abertura do SBSBL – Mais Tempo, Mais Resultados: Como a IA pode apoiar a rotina do Atendimento Técnico

Palestrante: Alexandre Weimer

 

19h40 – Coquetel de Abertura na Milk Fair

 

DIA 15/10 – QUARTA-FEIRA

 

PAINEL REBANHO SAUDÁVEL E PRODUTIVO

8h00 – Gestão eficiente da diarreia neonatal

Palestrante: Dra. Viviane Gomes

 

9h00 – Prevenção das doenças reprodutivas: nosso calendário sanitário está adequado aos desafios do campo?

Palestrante: Dr. Álvaro Menin

 

10h00 – Milk Break

 

10h40 – Da mistura à boca da vaca: qualidade da TMR sem desperdício

Palestrante: Dr. João Ricardo Pereira

 

11h40 – Mesa-redonda

 

12h10 – Almoço

 

 

PAINEL EFICIÊNCIA NO CAMPO

14h00 – Como ser eficiente na atividade leiteira?

Palestrante: Dr. Wagner Beskow

 

15h00 – Mercado de Lácteos

Palestrante: Dr. Glauco Carvalho

 

16h10 – Milk Break

 

16h40 – Maximizando o aproveitamento da proteína: da dieta à produção

Palestrante: Dra. Marina Danés

 

18h00 – Happy Hour na Milk Fair

 

 

DIA 16/10 – QUINTA-FEIRA

 

PAINEL ADITIVOS

8h00 – Além do efeito ruminal: o papel dos tamponantes e alcalinizantes

Palestrante: Dr. Marcos Neves

 

9h00 – Ionóforos e sua contribuição na dieta de vacas em lactação

Palestrante: Euler Rabelo

 

10h10 – Milk Break

 

10h40 – Uso de eubióticos na pecuária leiteira: performance e saúde animal

Palestrante: Jill Davidson

 

11h40 – Mesa-redonda

 

12h10 – Encerramento e sorteio de brindes

Foto 01 – Doutor Marcos Neves Pereira ministrará a palestra “Além do efeito ruminal o papel dos tamponantes e alcalinizantes”.

Brasília tecida por elas: memórias migrantes ocupam o Museu Vivo da Memória Candanga

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Mostra Acervo Poético reúne exposição sensorial com mais de 80 relatos, espetáculo, minidocumentário, vivências de tricô e ações de acessibilidade de 6 de outubro a 1º de novembro, com entrada gratuita

 

 

De 6 de outubro a 1º de novembro, o Museu Vivo da Memória Candanga recebe a Memória Migrante – Mostra Acervo Poético, um mergulho afetivo nas histórias de mulheres migrantes que ajudaram a construir Brasília. Em sintonia com o Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, a programação acessível e convidativa combina exposição sensorial com mais de 80 relatos em vídeo, o minidocumentário“Barraca de Memórias”, o espetáculo “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá”, além de vivências, oficinas de tricô, rodas de conversa e visitas mediadas com LIBRAS e audiodescrição.

No espaço expositivo, o público é acolhido por uma cenografia inspirada na intimidade do lar dessas mulheres, onde guardam objetos, histórias e também inspirado no tricô: fios, tramas e texturas criam um percurso de escuta e presença. As histórias coletadas em diferentes regiões do DF, reaparecem em vídeos, sons e objetos do cotidiano, valorizando a oralidade e a memória afetiva das pioneiras.  O projeto conta com o apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

“Para ouvir essas histórias e fazer ecoar a força de suas protagonistas, criamos a ‘Barraca de Memórias’, um ciclo itinerante de escuta que começou em 2023, que nada mais é do que o nome diz: uma barraca que conduz, troca, instiga e faz compartilhar memórias,” conta Maysa Carvalho, coordenadora artística.

Em dois anos, a iniciativa passou por Planaltina, Vila Planalto, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Brazlândia, Candangolândia e Vila Telebrasília. “Estas regiões foram criadas antes da inauguração da cidade-capital e, também por isso, suas principais testemunhas. Foi ali que se estenderam os acampamentos dos operários e suas famílias, onde habitaram, riram, fizeram filhos, rezaram e, vejam só, onde também encontraram tempo para sonhar uma nova vida. E é em celebração à coragem de sonhar e construir essa cidade que realizamos a exposição Memória Migrante, como uma forma de fazer ecoar as vozes dessas mulheres ainda  hoje”, explica Luênia Guedes, coordenadora de produção.

Realizado pelo Coletivo Entrevazios, o público também terá a oportunidade de assistir ao espetáculo “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá”, dirigido por Sandra Vargas, referência nacional no teatro de objetos. A montagem nasceu a partir da mesma pesquisa do acervo e transforma bacias, panelas, roupas de bebê e ferros de brasa em dispositivos poéticos para narrar uma Brasília íntima, feminina e cotidiana, muitas vezes ausente dos livros de história.

O minidocumentário “Barraca de Memórias” terá três sessões acompanhadas da roda de conversa “Os Rios da Memória Coletiva”, mediada por Cosette Castro, psicanalista e pesquisadora, uma das coordenadoras do Coletivo Filhas da Mãe. As atividades acontecem em 14 e 21 de outubro e 1º de novembro.

A programação também conta com visitas mediadas e as vivências “Barraca de Memórias”, que estimulam a troca de saberes entre gerações e reforçam o pertencimento comunitário. Em diálogo com a mostra, a performance de dança-teatro “O Primeiro Fio, Tricotando Memórias de um Tempo” apresenta uma andarilha que tricota com elementos da natureza, transformando água, terra, ar e fogo em pequenos biomas em cena, uma reflexão poética sobre os efeitos climáticos e a temporalidade que entrelaça passado, presente e futuro. E também a oficina de maxi tricô “Tricotando Histórias”, que convida o público à criação coletiva: os fios tornam-se instrumentos de partilha e memória, tecendo narrativas pessoais e comuns.

A acessibilidade está garantida com recursos de LIBRAS, audiodescrição e logística de transporte para grupos, a mostra amplia o acesso, especialmente a mulheres idosas, e fortalece a preservação do patrimônio imaterial do DF.

No dia 11 de outubro, às 16h, serão disponibilizados ônibus acessíveis com saídas da Praça do Relógio (Taguatinga) e do Sesi Lab (próximo à Rodoviária do Plano Piloto) para a sessão do espetáculo Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá”, neste dia o espetáculo contará com audiodescrição e intérprete de Libras. Interessados devem preencher o formulário: https://forms.gle/wCjK4CRjUF4nCG1m8. As vagas são limitadas.

Desde 2014, o Entrevazios investiga Brasília por meio de intervenções urbanas, exposições e experiências cênicas. A “Mostra Acervo Poético” dá sequência a projetos como “Barraca de Memórias” e o próprio “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá”, reafirmando o compromisso do grupo com memória coletiva, escuta e circulação de saberes.

 

Programação

Abertura da exposição

6/10, às 10h

Espetáculo Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá

8, 9 e 10/10, às 15h

11/10, às 17h30 (dias 10 e 11 sessões com LIBRAS e audiodescrição)

OficinaTricotando Histórias”

13/10, às 9h30

22/10, às 15h

01/11, às 15h

Performance dança-teatro: “Primeiro Fio, Tricotando Memórias de um Tempo”

30/10, às 10h

31/10, às 15h

Exibição do documentário: Barraca de Memórias” e roda de conversa Os Rios da Memória Coletiva com Cosette Castro

14/10, às 10h e 15h

21/10, às 10h e 15h

01/11, às 15h

Vivência Barraca de Memórias

16/10, às 10h

23/10, às 15h

Coletivo Entrevazios

Criado em 2014, o grupo vem propondo reflexões e diálogos contínuos sobre Brasília e suas poéticas, investigando as intersecções da cidade, arte, memória e os corpos que a atravessam.  Os desdobramentos artísticos do Coletivo incluem trabalhos como: o Livro de Artista ENTREVAZIOS (2014); a intervenção urbana O Estrangeiro (2015); a exposição instalativa De Ver Cidade – Brasília numa caixa de brincar (2019 e 2025); a intervenção poética de teatro de animação Lourença (2021); o minidocumentário Barraca de Memórias (2023); a exposição Percursos Inventados (2023); o espetáculo Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá (2024 e 2025); e as visitas teatralizadas com Cidade Espetáculo – Aventura nos Três Poderes (2024 e 2025).

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1qGRr43KzRNeEWkjOf47hHFOZHSBYYoj3?usp=sharing

 

SERVIÇO

Exposição Memória Migrante – Mostra Acervo Poético

Data: 6 de outubro a 1/º de novembro

Horário: 9h às 17h, de segunda a sábado

Local: Museu Vivo da Memória Candanga

Acesso: Gratuito

Agendamento de grupos: (61) 99309-7262
Formulário para ônibus: https://forms.gle/wCjK4CRjUF4nCG1m8

Saiba mais: @entrevazios e @todopublico.art

Classificação indicativa: livre

Empresárias rurais paranaenses visitam frigorífico da Aurora Coop em Chapecó (SC)

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A presença ativa das mulheres no campo e no cooperativismo foi reafirmada quando 38 empresárias rurais paranaenses das cooperativas Capal, Frísia e Castrolanda, todas filiadas à Aurora Coop, conheceram a estrutura do Frigorífico Aurora Coop Chapecó I (FACH I), em Chapecó (SC), nesta quarta e quinta-feira (1º e 2 de outubro). A programação incluiu, ainda, outras atividades voltadas a proporcionar uma visão completa da cadeia produtiva da cooperativa e incentivar o protagonismo feminino no agronegócio.

Para a gerente da Unidade de Produção de Leitões (UPL) da Frísia, Poliana Gomes de Araújo, a inclusão das mulheres na suinocultura é extremamente importante, pois a presença feminina nesta atividade é recente, e que agora soma-se ao desenvolvimento do setor. “Visitar o FACH I e assistir a todas as etapas da produção nos permite entender com profundidade como esse alimento chega até a mesa das pessoas e a responsabilidade das empresárias no campo para fortalecer a cadeia produtiva. Por isso, a troca de experiências durante a visita foi essencial para melhorar ainda mais a qualidade do nosso trabalho”, afirma.

Na oportunidade, as mulheres conheceram toda a estrutura do FACH I, que possui 480 mil m² de área total e 96,2 mil m² de área construída, e também todo o processo de produção, etapas de corte, estocagem, congelamento, industrialização de produtos. Para atender à demanda e ser referência em processamento, conta com mais de 6,5 mil colaboradores.

O vice-presidente de Agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, ressaltou que as visitas in loco são um instrumento importante de qualificação. “Essas mulheres vieram conhecer de perto como trabalhamos com suinocultura integrada, a tecnologia que aplicamos, o relacionamento com nossos cooperados e a nossa forma de cooperar. Elas querem entender como elevar os níveis de produtividade para impulsionar os resultados da unidade em Castro (PR). Sem dúvida, sairão daqui com uma nova perspectiva”, avaliou.

A unidade da Aurora Coop em Castro tem como base produtiva no campo 188 cooperados e emprega 2 mil colaboradores. Deborah Gerda De Geus, empresária rural e cooperada da Frísia, enfatizou a importância da experiência. “Estar aqui nos ajuda a entender melhor os desafios da Aurora Coop e também permite que a indústria compreenda as nossas necessidades. A integração recente das três cooperativas paranaenses, incluindo a Frísia, da qual faço parte, ao sistema visa ampliar a produção e fortalecer ainda mais a presença da marca.”

A IMPORTÂNCIA DA AURORA COOP

O alcance da Aurora Alimentos, principal marca comercial da Aurora Coop, presente em 77% dos lares brasileiros segundo o ranking Kantar Brand Footprint Brasil, reforça sua importância no cenário nacional. Nesse contexto, o presidente Neivor Canton apresentou, durante a visita, os dados do relatório que demonstraram o expressivo resultado da força do cooperativismo. Em 2024, o sistema Aurora Coop, que integra 14 cooperativas associadas, atingiu uma receita bruta de R$ 69,3 bilhões. Apenas a Aurora Coop foi responsável por R$ 24,9 bilhões.

Esses resultados só são possíveis devido ao esforço conjunto dos colaboradores e das famílias cooperadas, que sustentam e fortalecem o Sistema Aurora Coop. Atualmente, são 66,4 mil colaboradores no sistema e 87,3 mil famílias cooperadas. “Temos como princípio a valorização das famílias rurais e, com satisfação, recebemos mulheres que gerenciam suas propriedades. Essa visita representa mais um passo importante na integração das novas filiadas e na criação de mecanismos de aperfeiçoamento da nossa intercooperação. Temos muito a aprender uns com os outros”, destacou Canton.

A programação também contemplou a ida a uma empresa rural, com foco em práticas de manejo, a apresentação de três participantes sobre suas trajetórias e visita à Fundação Aury Luiz Bodanese.

PARCERIAS

A visita foi organizada em parceria com o Sebrae/SC, por meio do programa Sebrae Delas, voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino rural. “A iniciativa também reforça o papel da mulher no agronegócio. Elas estão diretamente ligadas à gestão das propriedades e à tomada de decisões. O Sebrae Delas busca justamente desenvolver o lado empreendedor dessas empresárias, aproximando-as da indústria, e ao evidenciar a importância da atuação feminina em toda a cadeia produtiva”, afirmou o gestor de projetos agro e turismo do Sebrae/SC André Rodrigo Paganotto.