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Influenciadores podem ser deportados dos EUA por monetizar conteúdo sem visto adequado; saiba como fica o caso de Virginia Fonseca

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Enquanto criadores de conteúdo estrangeiros podem enfrentar deportação, cancelamento de visto e até proibição de entrada futura nos Estados Unidos ao trabalhar sem autorização, a situação é diferente para influenciadores que possuem cidadania americana, como Virginia Fonseca

A realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos tem atraído milhares de influenciadores, youtubers, jornalistas e produtores de conteúdo interessados em registrar partidas, bastidores e experiências para suas redes sociais. No entanto, especialistas alertam que a monetização desse material pode gerar problemas migratórios para estrangeiros que não possuem autorização adequada para trabalhar no país.

A discussão ganhou força nas redes sociais após internautas questionarem como as regras se aplicariam a grandes influenciadores brasileiros que costumam produzir conteúdo nos Estados Unidos, como Virginia Fonseca.

Segundo o advogado especialista em imigração para os Estados Unidos Daniel Toledo, a situação da influenciadora é diferente porque ela possui cidadania americana.

“Um cidadão americano tem autorização plena para viver e trabalhar nos Estados Unidos. Portanto, as restrições migratórias relacionadas a vistos não se aplicam ao caso dela”, explica.

O alerta, segundo Toledo, é direcionado principalmente a influenciadores, jornalistas, youtubers e criadores de conteúdo estrangeiros que entram no país utilizando vistos de turismo ou outras categorias que não autorizam atividade profissional. Nesses casos, a monetização de conteúdos produzidos em território americano pode ser interpretada pelas autoridades como trabalho sem autorização.

“Ter cidadania americana muda completamente o cenário. O problema surge quando a pessoa depende de um visto que não permite o exercício daquela atividade específica”, afirma.

Quando a produção de conteúdo pode ser considerada trabalho?

Muitas pessoas acreditam que a produção de vídeos, reportagens e transmissões durante eventos esportivos pode ser realizada livremente utilizando um visto de turismo. No entanto, quando existe remuneração direta ou indireta relacionada à atividade, a situação pode ser interpretada pelas autoridades como exercício de atividade profissional sem autorização.

“Se a pessoa está nos Estados Unidos produzindo conteúdo que será monetizado, seja por publicidade, patrocínio, visualizações ou qualquer outra forma de remuneração, ela pode ser enquadrada como alguém exercendo atividade laboral no país”, explica Toledo.

De acordo com o advogado, essa não é uma regra criada especificamente para a Copa do Mundo nem uma mudança recente nas políticas migratórias americanas. A restrição já está prevista na Immigration and Nationality Act (INA), legislação que regulamenta os vistos e a imigração nos Estados Unidos.

A interpretação das autoridades migratórias considera que a geração de renda decorrente de atividades realizadas fisicamente em território americano pode configurar trabalho, independentemente de o pagamento ser recebido em outro país ou de o conteúdo ser publicado posteriormente.

Nem todo vídeo representa um problema

Especialistas destacam que existe uma diferença importante entre o turista que registra momentos da viagem para uso pessoal e o profissional que depende da produção de conteúdo como fonte de renda.

Na prática, um visitante que grava vídeos de um jogo para compartilhar com amigos ou publicar ocasionalmente nas redes sociais dificilmente enfrentará questionamentos. O cenário muda quando a atividade envolve canais monetizados, contratos publicitários, cobertura jornalística profissional ou qualquer expectativa de retorno financeiro.

“Os agentes de imigração analisam o contexto da viagem. Se identificarem que a pessoa vive da produção de conteúdo, possui audiência relevante ou está cobrindo um evento de forma profissional, podem questionar qual é a autorização migratória utilizada para aquela atividade”, afirma Toledo.

A situação também pode envolver jornalistas independentes, fotógrafos, cinegrafistas, documentaristas e produtores de conteúdo que realizam coberturas para veículos de comunicação ou plataformas digitais.

Quais são as consequências?

As penalidades podem ser severas para quem for considerado em situação irregular.

Entre as consequências mais comuns estão o cancelamento imediato do visto, a negativa de entrada no país, a deportação e dificuldades para obtenção de novos vistos no futuro.

Dependendo da gravidade da situação e das informações apresentadas às autoridades migratórias, o histórico da infração pode permanecer registrado nos sistemas do governo americano e influenciar futuras análises de admissibilidade.

“O principal erro é acreditar que, por receber o pagamento no Brasil ou em outro país, a atividade deixa de ser considerada trabalho. O que as autoridades avaliam é onde a atividade foi realizada e qual era sua finalidade econômica”, explica o advogado.

Além do risco migratório imediato, uma ocorrência desse tipo pode comprometer planos futuros de estudo, trabalho ou imigração para os Estados Unidos.

O que fazer se for abordado pelas autoridades?

Caso um criador de conteúdo ou profissional da mídia seja questionado por agentes de imigração durante a entrada no país ou durante o evento, especialistas recomendam agir com transparência.

Mentir para autoridades americanas ou apresentar informações falsas costuma gerar consequências mais graves do que a própria suspeita inicial de irregularidade.

A recomendação é responder às perguntas de forma objetiva, fornecer apenas as informações solicitadas e evitar qualquer tentativa de ocultar equipamentos, contratos ou atividades profissionais.

Também não é aconselhável apagar conteúdos, excluir arquivos ou alterar informações durante uma fiscalização.

Se houver dúvidas sobre a situação migratória ou suspeita de enquadramento por atividade profissional não autorizada, o ideal é buscar orientação jurídica especializada antes de assinar documentos ou prestar declarações mais detalhadas.

A prevenção continua sendo o melhor caminho

Com o crescimento da economia dos criadores de conteúdo e da cobertura digital de grandes eventos internacionais, especialistas recomendam que profissionais que pretendem monetizar conteúdos produzidos nos Estados Unidos realizem um planejamento migratório prévio.

A orientação é verificar antecipadamente qual categoria de visto é adequada para a atividade que será desempenhada no país e não presumir que o visto de turismo será suficiente para qualquer tipo de produção audiovisual.

“Quando existe monetização, contrato publicitário, cobertura profissional ou expectativa de remuneração relacionada ao conteúdo produzido, é fundamental avaliar a situação antes da viagem. Resolver a questão migratória antecipadamente é muito mais simples do que lidar com uma acusação de trabalho irregular na imigração”, conclui Toledo.

Em eventos de grande visibilidade internacional, como a Copa do Mundo, a atenção das autoridades tende a ser maior sobre profissionais de mídia, influenciadores e criadores de conteúdo estrangeiros. Por isso, entender os limites do visto utilizado pode evitar problemas que ultrapassam o evento e afetam projetos futuros de entrada nos Estados Unidos.

 

Sobre Daniel Toledo

Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 1 milhão de seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford – Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.

Para mais informações, acesse o site.

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Sobre a Toledo e Advogados Associados

O escritório Toledo e Advogados Associados é especializado em direito internacional, imigração, investimentos e negócios internacionais. Atua há mais de 20 anos com foco na orientação de indivíduos e empresas em seus processos. Cada caso é analisado em detalhes, e elaborado de forma eficaz, através de um time de profissionais especializados. Para melhor atender aos clientes, a empresa disponibiliza unidades em São Paulo, Santos e Houston. A equipe é composta por advogados, parceiros internacionais, economistas e contadores no Brasil, Estados Unidos e Portugal que ajudam a alcançar o objetivo dos clientes atendidos.

Para mais informações, acesse o site ou pelo instagram.

 

Banho muito quente pode prejudicar a pele e afetar a pressão arterial

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Especialista do IgesDF orienta sobre cuidados para evitar ressecamento, crises alérgicas e outros desconfortos comuns nesta época do ano.
Por Jurana Lopes
Frio, banho muito quente e pele ressecada costumam andar juntos nesta época do ano. O que poucos sabem é que a água em temperaturas elevadas também pode agravar doenças dermatológicas e provocar alterações na pressão arterial. Para evitar esses problemas, especialista do Instituto de Festão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) orienta sobre hábitos simples que ajudam a proteger a saúde durante o inverno.
A pele conta com uma barreira natural que ajuda a manter a hidratação e protege o organismo contra agentes externos. Quando submetida à água muito quente, essa camada protetora é removida com mais facilidade, deixando o tecido mais sensível e vulnerável. Os efeitos costumam aparecer rapidamente, com sintomas como coceira, descamação, ardência e aspecto esbranquiçado.
A alergista e imunologista do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Danubia Michetti Sasaki, explica que o calor excessivo remove a camada lipídica responsável pela proteção natural da pele.
“Os banhos quentes e prolongados estão entre os principais gatilhos para crises de dermatite atópica e episódios de coceira intensa. O ideal é optar por banhos rápidos, com água morna, além de utilizar sabonetes adequados e manter a pele bem hidratada”, orienta.
O ressecamento intenso também pode causar pequenas rachaduras, facilitando a entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções. Pessoas com doenças dermatológicas, como dermatite atópica, psoríase e alergias cutâneas, costumam sofrer ainda mais com esses efeitos.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a dermatite atópica, doença crônica que provoca inflamação e ressecamento da pele, afeta até uma em cada cinco crianças e cerca de 3% dos adultos brasileiros. Nessa época do ano, os sintomas tendem a se intensificar, principalmente em razão dos banhos quentes e demorados.
Os efeitos não ficam apenas na pele
Os riscos dos banhos muito quentes não se limitam à saúde dermatológica. A água em temperatura elevada faz os vasos sanguíneos se dilatarem, fenômeno conhecido como vasodilatação. Essa reação pode provocar queda da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos.
“Essa alteração pode provocar tontura, sensação de fraqueza, mal-estar e até desmaios, principalmente em idosos e pessoas com pressão naturalmente baixa. Além disso, o choque térmico ao sair de um ambiente aquecido para outro mais frio pode elevar a pressão arterial de forma repentina”, alerta Danubia.
Para reduzir os riscos, a especialista recomenda que os banhos tenham duração máxima de dez minutos e sejam realizados com água morna, próxima à temperatura corporal. O uso de sabonetes também deve ser moderado, concentrando-se principalmente nas axilas, pés e região íntima.
Segundo a médica, medidas simples podem contribuir para a prevenção de problemas de saúde nos meses mais frios.
“O banho faz parte dos cuidados diários com a saúde. Ajustar a temperatura da água, evitar longos períodos sob o chuveiro e manter a hidratação adequada são medidas simples que ajudam a prevenir desconfortos e complicações nesta época do ano”, destaca.
Cuidados simples ajudam a proteger a saúde no inverno
  • Prefira banhos mornos e rápidos;
  • Evite o uso excessivo de sabonetes, especialmente os muito perfumados;
  • Aplique hidratante logo após o banho;
  • Mantenha a ingestão de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede;
  • Evite esfregar a pele com força durante a secagem;
  • Redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas que convivem com doenças dermatológicas.
Pessoas que apresentarem coceira intensa, descamação, rachaduras na pele ou episódios frequentes de tontura e mal-estar devem procurar avaliação médica em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. Após consulta e exames, caso haja necessidade, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado.
Fotos: Divulgação / IgesDF

Deputado Pedro Matos destaca importância do esporte como ferramenta de transformação social em Canindé

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O deputado estadual Pedro Matos (PL) visitou o projeto social “Transformando Vidas” (@bjj_transformando.vidas), em Canindé, no Sertão Central do Ceará. A iniciativa, que atende de forma voluntária e engajada dezenas de crianças e jovens da região, utiliza o esporte, com destaque para as artes marciais, como um vetor de inclusão social, cidadania e novas oportunidades.

 

Durante a visita, o parlamentar pôde acompanhar de perto as atividades e treinos desenvolvidos pela equipe, conversando com os idealizadores, atletas e familiares dos jovens integrados ao projeto. A ação reforça o compromisso do deputado em apoiar as bases do esporte no Ceará como um caminho de superação e proteção social para a juventude cearense.

 

“Eu dou incentivo a esses projetos relacionados ao esporte, principalmente conseguindo ajudar no tênis de mesa, no jiu-jitsu, no surf, no kitesurf… Então, com certeza que esse trabalho aqui, que iremos começar a realizar, vai surtir efeito no futuro”, declarou o deputado Pedro Matos.

 

O esporte é visto pelo parlamentar como um pilar essencial para construir um futuro melhor, garantindo que as crianças aprendam valores fundamentais como disciplina, respeito mútuo e perseverança. Pedro Matos reforçou que seguirá firme apoiando e dando a devida visibilidade a projetos sociais que incentivam as novas gerações a crescer, sonhar e conquistar espaços no estado.

8º Congresso Nacional da Insolvência Empresarial reúne especialistas em Campos do Jordão

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Especialista em reestruturação empresarial, Filipe Denki participa da programação como debatedor em um dos principais eventos do setor no país

Teve início nesta quinta-feira (11), em Campos do Jordão (SP), o 8º Congresso Nacional da Insolvência Empresarial, encontro que reúne especialistas, advogados, magistrados, administradores judiciais e empresários para debater os desafios e as tendências relacionadas à insolvência e à recuperação de empresas no Brasil.

Realizado no Bendito Cacao Resort, o evento promove discussões sobre reestruturação empresarial, recuperação judicial, preservação de negócios e os impactos econômicos e jurídicos enfrentados por empresas em cenários de crise.

Entre os participantes está o especialista em reestruturação empresarial Filipe Denki, que integra a programação como debatedor. Durante o congresso, ele contribui com análises sobre os mecanismos de recuperação de empresas e os caminhos para a superação de dificuldades financeiras, tema cada vez mais relevante diante dos desafios do ambiente econômico atual.

Além dos painéis e debates técnicos, o congresso também proporciona troca de experiências e networking entre profissionais que atuam diretamente com processos de insolvência e reorganização empresarial.

Serviço

8º Congresso Nacional da Insolvência Empresarial

Data do congresso: 11 e 12 de junho

Local: Bendito Cacao Resort

Cidade: Campos do Jordão (SP)

Mais informações: https://linktr.ee/ibajud.br

Soberania: indústria química defende agenda estratégica para fortalecer autonomia produtiva do Brasil

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Presente em praticamente todas as cadeias produtivas da economia, segmento movimenta US$ 167,8 bilhões por ano e é apontado como peça-chave para segurança econômica do país

 

Em um cenário global marcado por disputas geopolíticas, reorganização das cadeias produtivas, restrições comerciais e crescente busca por autonomia industrial, a indústria química brasileira tem reforçado seu papel como um dos pilares da soberania nacional. Para a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que representa mais de 150 empresas do setor, o fortalecimento da capacidade produtiva do país tornou-se uma questão estratégica para garantir segurança econômica, competitividade, inovação e desenvolvimento sustentável.

 

A avaliação ganha força em um contexto em que diversas economias passaram a rever sua dependência de fornecedores externos após os impactos provocados pela pelos conflitos internacionais, taxações e pelas sucessivas interrupções logísticas observadas nos últimos meses. O debate global deixou de se concentrar apenas no custo de produção e passou a considerar a capacidade de os países garantirem acesso a insumos, tecnologias e produtos considerados essenciais para sua população e sua economia.
A indústria química ocupa posição singular, já que seus produtos e insumos estão presentes em praticamente todas as atividades produtivas, desde a fabricação de fertilizantes, defensivos agrícolas, medicamentos e equipamentos hospitalares até setores como construção civil, saneamento, energia, mobilidade, defesa, eletrônicos e tecnologias ligadas à transição energética.

 

“A indústria química é uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento nacional. Quando falamos em soberania, normalmente pensamos em território, recursos naturais ou capacidade militar. Mas soberania também significa ter condições de produzir aquilo que sustenta a economia, abastece a população e garante competitividade ao país. Sem uma indústria química forte, essa autonomia fica comprometida”, afirma André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.

 

Base da economia moderna

 

A relevância da indústria química pode ser medida por seus indicadores econômicos. O setor movimenta aproximadamente US$ 167,8 bilhões por ano, responde por 9,7% do PIB da indústria de transformação brasileira e sustenta cerca de 2 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país.

 

Além disso, é o terceiro maior segmento industrial em arrecadação federal, contribuindo com aproximadamente R$ 41,9 bilhões por ano em tributos. Para a Abiquim, esses números evidenciam que a química não é apenas mais um setor industrial, mas uma atividade estruturante, capaz de impulsionar a competitividade de cadeias produtivas inteiras.

 

“É impossível pensar em agricultura moderna, saúde, mobilidade, energia limpa, infraestrutura ou inovação tecnológica sem a participação da química. Ela está presente em praticamente tudo o que produzimos e consumimos. Por isso, fortalecer essa indústria significa fortalecer o conjunto da economia brasileira”, destaca Cordeiro.

 

Dependência externa preocupa

 

Apesar de sua relevância estratégica, a indústria química nacional convive com um crescente avanço das importações. Atualmente, aproximadamente metade dos produtos químicos consumidos no Brasil é proveniente do exterior, tornando o país mais vulnerável a oscilações geopolíticas, interrupções logísticas e movimentos internacionais de proteção industrial.

 

O resultado dessa dependência aparece na balança comercial do setor, que acumula um déficit superior a US$ 50 bilhões anuais, um dos maiores entre os segmentos industriais brasileiros. Segundo a Abiquim, a situação expõe uma contradição relevante: embora o Brasil possua um dos maiores mercados consumidores do mundo e um parque industrial consolidado, parcela significativa da demanda nacional vem sendo suprida por produtos importados.

 

Ociosidade e potencial de expansão

 

A entidade destaca que a indústria química brasileira possui capacidade instalada para ampliar sua participação no abastecimento do mercado doméstico. Atualmente, o setor opera com cerca de 40% de ociosidade, o que representa uma importante reserva produtiva capaz de responder ao crescimento da demanda e reduzir a dependência externa sem a necessidade de construir novas plantas industriais no curto prazo.

 

Para a Associação, essa capacidade instalada constitui um ativo estratégico para o país, especialmente em um ambiente global cada vez mais marcado pela busca por resiliência e segurança das cadeias produtivas. “O Brasil já possui conhecimento técnico, infraestrutura industrial e capacidade produtiva instalada. O desafio é criar condições de competitividade que permitam utilizar esse potencial de forma plena e sustentável”, afirma o presidente-executivo da entidade.

 

Competitividade ainda é desafio

 

Apesar de suas vantagens estruturais, a indústria química brasileira enfrenta obstáculos que afetam sua competitividade internacional. Entre eles estão os elevados custos de matérias-primas e energia, especialmente do gás natural, principal insumo da atividade. Segundo dados do setor, o preço do gás no Brasil pode chegar a ser até três vezes superior ao observado em mercados concorrentes, como os Estados Unidos.

 

Ao mesmo tempo em que busca recuperar competitividade, a indústria química brasileira reúne condições diferenciadas para ocupar posição estratégica na nova economia global de baixo carbono. O país possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com 82,9% da geração proveniente de fontes renováveis, percentual significativamente superior ao observado nas principais economias industrializadas.

 

Essa característica permite que produtos fabricados no Brasil apresentem menor intensidade de emissões em comparação a concorrentes internacionais, fator cada vez mais valorizado por mercados, investidores e consumidores.

 

Agenda para o futuro

 

A entidade defende uma agenda de longo prazo voltada ao fortalecimento da competitividade industrial, à ampliação dos investimentos, à modernização regulatória e ao estímulo à inovação. Entre as iniciativas em discussão está o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq), concebido para ampliar a competitividade do setor e impulsionar investimentos no país.

 

Estudos da Abiquim apontam que o programa tem potencial para gerar R$ 112 bilhões adicionais ao PIB, criar aproximadamente 1,7 milhão de empregos e elevar a arrecadação pública em cerca de R$ 65,5 bilhões entre 2027 e 2031.

 

“A indústria química tem todas as condições para ser protagonista de uma nova etapa de desenvolvimento do Brasil. Temos mercado, capacidade produtiva, conhecimento técnico e vantagens ambientais relevantes. O que precisamos é de uma estratégia consistente que transforme esse potencial em crescimento, inovação e geração de riqueza para o país”, afirma Cordeiro.

 

Soberania produtiva como projeto nacional

 

Para a Abiquim, a discussão sobre soberania não deve ser restrita a questões de defesa ou segurança territorial. Em um mundo cada vez mais interdependente e competitivo, a capacidade de produzir localmente insumos estratégicos tornou-se um componente fundamental da autonomia nacional.

 

“Soberania é a capacidade de decidir o próprio futuro. E isso depende diretamente da força da nossa base produtiva. A indústria química está na origem de praticamente todas as cadeias econômicas e pode contribuir decisivamente para que o Brasil avance em direção a um modelo de desenvolvimento mais competitivo, inovador e sustentável”, conclui André Passos Cordeiro.

 

Dia dos Namorados também é oportunidade para avaliar se o seu relacionamento amoroso é saudável; veja dicas

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Em meio à onda de feminicídios no País, com média de quatro mulheres mortas em decorrência do gênero por dia, o Instituto Natura reforça orientações sobre sinais de alerta para violência contra as mulheres

 

Na semana em que se celebra o Dia dos Namorados no Brasil, o Instituto Natura e a Avon reforçam a importância de conscientizar a população sobre como identificar e manter relacionamentos amorosos saudáveis e livres de violência contra mulheres. A organização e marca disponibilizam gratuitamente para a população o guia de bolso “Relacionamentos Saudáveis – Como reconhecer o que faz bem (e o que não faz)”, com informações atualizadas para apoiar mulheres e pessoas que queiram identificar sinais de relacionamentos abusivos. Além disso, o Guia também traz informações de leis, serviços e órgãos oficiais disponíveis para mulheres em situação de violência.

 

O livreto, disponibilizado em formato digital e físico, tem o objetivo de promover a conscientização coletiva, ajudando mulheres a identificarem os pilares de uma relação baseada no bem-estar mútuo. O material reforça o posicionamento do Instituto e da marca de que a violência contra a mulher não pode ser normalizada e que a desconstrução do machismo e dos estereótipos é uma responsabilidade de toda a sociedade.

 

“Nosso compromisso é coletivo: levar informação, acolhimento e consciência, ajudando a abrir caminhos para que mais mulheres mudem suas trajetórias e vivam com liberdade, segurança e respeito”, diz Ivanda Sobrinho, coordenadora do compromisso pelo Fim da Violência contra Mulheres no Instituto Natura. “Isso passa tanto pelo desenvolvimento de políticas públicas voltadas para mulheres, uma das frentes de trabalho do Instituto Natura com o apoio da Avon, quanto pela conscientização, feita por meio de materiais como por exemplo o guia”, completa.

 

No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Justiça de 2025, disponíveis no Mapa Nacional da Violência de Gênero, em média, quatro mulheres morrem todos os dias simplesmente pelo fato de ser mulher. A plataforma, que reúne dados públicos sobre o tema, é mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado Federal, em parceria com o Instituto Natura e a associação Gênero e Número.
Veja os principais temas abordados pelo Guia de Bolso Relacionamentos Saudáveis:

  • Identificando os Sinais: de acordo com o guia, um relacionamento saudável é pautado pelo respeito, carinho, confiança e liberdade, onde há espaço para o crescimento pessoal e o apoio aos sonhos de cada um. Por outro lado, comportamentos nocivos que frequentemente passam despercebidos ou são erroneamente normalizados, como controle, desrespeito, isolamento, conflitos frequentes e medo;
  • Canais de ajuda: o guia indica a Central de Atendimento à Mulher, por meio do disque 180, como o serviço gratuito e confidencial de referência para denúncias e pedidos urgentes de ajuda. O material também traz orientações sobre o uso de serviços públicos, como o Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM), o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e as Delegacias da Mulher, além de iniciativas parceiras, como a ONG MeToo Brasil, o Projeto Justiceiras, a Casa Bem Querer Mulher e a plataforma Mulheres Positivas.

 

O guia ressalta, ainda, que qualquer cidadão pode ser uma rede de apoio para mulheres em situação de violência. A publicação destaca que não é necessário ser um especialista para ajudar; o passo fundamental é escutar com atenção, acolher sem julgar, respeitar o tempo da vítima e orientá-la a buscar os canais corretos.

 

Além do guia de Relacionamentos Saudáveis, o Instituto Natura e a Avon também atuam em conscientização com campanhas de comunicação nas redes sociais. Desde agosto de 2025, por meio da campanha “Sim, É Violência. Chame Pelo Nome”, as instituições têm reforçado o foco na nomeação dos diferentes tipos de violência contra mulheres: psicológica, física, patrimonial, moral e sexual.
O mote “Sim, É Violência. Chame Pelo Nome” foi definido a partir dos resultados do Índice de Conscientização sobre Violência contra Mulheres, ferramenta do Instituto Natura e Avon que mede anualmente o nível de conscientização da população sobre o tema. De acordo com os resultados de 2025 do índice, quatro em cada dez brasileiras ainda não reconhecem espontaneamente situações de agressão que já viveram como violências de gênero.
Para saber mais sobre o guia de bolso e outras iniciativas do Instituto Natura, acesse o site oficial.
Sobre o Instituto Natura

Fundado em 2010 no Brasil, o Instituto Natura é uma organização sem fins lucrativos que atua pela transformação sistêmica da realidade social na América Latina. Viabilizado pela venda de produtos sociais como o Natura Crer Para Ver e as Ofertas do Bem Avon e presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, organiza sua atuação em três causas estratégicas: Educação, com foco na alfabetização na idade certa, no fomento ao Ensino Médio e no fortalecimento de todo o ecossistema necessário para uma escola de qualidade; Desenvolvimento Integral das Consultoras de Beleza Natura e Avon, com ações multissetoriais voltadas para este grupo, agente de transformação em suas comunidades; e, desde 2024, Direitos e Saúde das Mulheres, agenda que é realizada em parceria com a Avon e foi incorporada a partir da integração com o Instituto Avon, que atuava há mais de 20 anos com iniciativas pelo cuidado com a saúde das mamas e fim da violência contra as mulheres. Em articulação com governos, sociedade civil e setor privado, o Instituto Natura apoia a formulação e implementação de políticas públicas de impacto sistêmico e duradouro e promove ações e campanhas de conscientização dentro da causa das mulheres, sempre apoiada pela Avon.

 

Gestão da mudança e governança clínica encerram ciclo de formação de líderes no IgesDF

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Último encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças reuniu gestores para discutir estratégias voltadas à qualidade assistencial e à melhoria dos processos
Por Ivan Trindade
Gestores e assessores do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) participaram, nesta quinta-feira (11), do último encontro da 5ª edição do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL). A atividade reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir implementação de mudanças e governança clínica, temas considerados estratégicos para aprimorar a qualidade da assistência e a eficiência dos serviços prestados à população.
Promovida pela Superintendência de Pessoas (Supes), por meio do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), a iniciativa marcou o encerramento de mais um ciclo de formação voltado ao fortalecimento das lideranças do Instituto.
Realizado na sede administrativa do IgesDF, o encontro, que teve como formato um talk show, também reforçou a liderança como um processo permanente de aprimoramento. A programação teve como foco o modelo adotado pela instituição para qualificar a assistência, ampliar a segurança do paciente e aprimorar a gestão dos serviços.
Durante a abertura, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destacou a importância de investir na formação de profissionais capazes de promover mudanças positivas nas unidades de saúde. Ao parabenizar a equipe responsável pelo programa, ela ressaltou que desenvolver pessoas também significa compartilhar responsabilidades e construir resultados coletivos.
“Quando qualificamos líderes, fortalecemos a capacidade da instituição de entregar uma assistência cada vez mais focada na eficiência e na eficácia dos serviços prestados”, afirma.
O debate contou com a participação do superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos (Sumec), Clayton Sousa, que abordou a importância da gestão documental, da padronização dos fluxos de trabalho e da construção de uma memória institucional sólida.
Segundo ele, a governança clínica vai além de protocolos e indicadores.
“Ela também está relacionada ao comportamento das equipes, à melhoria contínua e à capacidade de transformar conhecimento em prática. Uma cultura organizacional forte depende da formalização dos processos e da continuidade das ações”, explica.
A diretora de Infraestrutura, Logística e Obras (Dilog), Bárbara Santos, convidou os participantes a enxergarem o potencial transformador dos colaboradores ao citar iniciativas pioneiras implementadas nas unidades administradas pelo Instituto.
“O IgesDF reúne experiências e soluções inovadoras que podem servir de referência para outras instituições do país. Temos a oportunidade de construir modelos que contribuam para o fortalecimento da saúde pública brasileira”, pontua.
Formação deixa legado para os gestores
Entre os participantes, o sentimento foi de valorização do conhecimento adquirido ao longo da formação. O superintendente Jurídico do IgesDF, Túllio Nogueira, avaliou que o programa deixa um legado importante para a instituição ao ampliar a integração entre as áreas e a compreensão dos desafios da gestão em saúde.
“O PDL nos proporciona uma visão mais ampla do Instituto e reforça que liderar é, acima de tudo, construir soluções de forma colaborativa”, frisa.
A percepção é compartilhada pelo gerente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina, Rogério Tavares. Para ele, a formação contribui para preparar os gestores para os desafios do cotidiano e para conduzir equipes de maneira mais humana e eficiente.
“O programa nos oferece ferramentas que fortalecem tanto a gestão dos processos quanto o relacionamento com as pessoas, algo essencial para quem trabalha na saúde”, ressalta.
Com o apoio do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted), da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), o encontro foi transmitido ao vivo pelo canal oficial do IgesDF no YouTube, ampliando o acesso ao conteúdo e incentivando a cultura de aprendizagem contínua na instituição.
Uma cerimônia de certificação está marcada para o dia 24 de junho, quando serão reconhecidos os participantes considerados aptos na formação.
Ao encerrar o encontro, a superintendente substituta de Pessoas (Supes), Nildete Dias, destacou que o aperfeiçoamento profissional não termina com a conclusão do programa.
“Este não é um ponto final. É o início de uma nova etapa de aprendizado e aperfeiçoamento que vai reverberar diretamente no cuidado prestado aos pacientes”, finaliza.

Relatório inédito da Agência Lupa revela como a Rússia opera redes de influência e desinformação em ao menos 13 países da América Latina

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Estudo do Observatório Lupa, realizado em parceria com a LatamChequea e a UE, mostra que Moscou adaptou sua propaganda ao contexto da América Latina para explorar ressentimentos contra os Estados Unidos e a Europa

Reprodução/Agência Lupa

 

A influência russa na América Latina vai muito além da circulação de narrativas favoráveis ao Kremlin sobre a guerra na Ucrânia. Um relatório inédito produzido pelo Observatório Lupa – núcleo de pesquisas da Agência Lupa – em parceria com a LatamChequea e o Foreign Policy Instruments da União Europeia, mostra como a Rússia estruturou um ecossistema sofisticado de influência em pelo menos 13 países da região, combinando propaganda ideológica, desinformação, diplomacia, campanhas digitais, acordos políticos e econômicos, canais de mídia estatal, redes nacionalistas e até casos documentados de espionagem.

Intitulado Operações de influência russa na América Latina, o estudo reúne dezenas de episódios registrados na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela e se propõe a ser o mais amplo relatório já produzido no Brasil sobre casos documentados de manipulação da informação e interferência estrangeira (FIMI, na sigla em inglês) relacionados à atuação russa no continente.

O relatório foi produzido a partir de uma investigação conduzida pelos pesquisadores Beatriz Farrugia e Maiquel Rosauro, analistas do Observatório Lupa, e parte de um alerta central: a desinformação eleitoral e política não é apenas um fenômeno doméstico. Redes internacionais de influência também disputam narrativas, exploram tensões locais e buscam impactar o debate público em países latino-americanos.

“A discussão sobre desinformação costuma ser muito centrada nas dinâmicas internas de cada país, mas o cenário atual mostra que há operações transnacionais de influência atuando de forma organizada, profissionalizada e adaptada aos contextos locais. O relatório demonstra como a Rússia vem construindo, ao longo dos anos, uma estratégia consistente para ampliar sua presença narrativa e política na América Latina”, afirma Beatriz Farrugia.

O estudo também analisa o papel de canais estatais russos na região, como RT en Español e Sputnik Mundo, além da atuação de diplomatas, influenciadores, organizações políticas e redes digitais alinhadas ao Kremlin.

 

Um ecossistema de influência adaptado à América Latina

O relatório evidencia que a estratégia russa não se limita à reprodução de discursos oficiais de Moscou. A atuação inclui a adaptação de narrativas ao contexto político latino-americano, explorando sentimentos antiamericanos e anti-imperialistas, críticas à influência europeia, crises institucionais locais, polarização política e desconfiança em relação à imprensa tradicional.

O estudo mostra que a presença russa se fortaleceu especialmente a partir da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, quando campanhas de propaganda passaram a operar de maneira mais intensa em redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas alternativas de vídeo. Além da desinformação sobre a guerra, foram identificadas operações relacionadas a temas como vacinas, política internacional, democracia, soberania nacional, sanções econômicas, eleições e disputas geopolíticas.

Entre os casos documentados estão conteúdos que buscavam desacreditar a cobertura da imprensa ocidental sobre a guerra na Ucrânia, narrativas que apresentavam a OTAN como responsável pelo conflito e campanhas digitais que amplificam discursos antiamericanos em países latino-americanos. O relatório também cita a circulação coordenada de conteúdos sobre a vacina russa Sputnik V durante a pandemia, muitas vezes acompanhados de ataques a imunizantes desenvolvidos por laboratórios ocidentais.

“Há uma tentativa constante de reposicionar a Rússia como uma potência aliada do chamado Sul Global, utilizando discursos antiocidentais e explorando vulnerabilidades políticas locais. Em muitos casos, as campanhas não operam necessariamente para convencer as pessoas de uma narrativa específica, mas para aumentar a desconfiança e a polarização, gerar ruído e enfraquecer consensos democráticos”, explica Maiquel Rosauro.

O relatório também aponta como canais russos passaram a ocupar espaços deixados por veículos tradicionais em ambientes digitais altamente polarizados, utilizando formatos mais agressivos de distribuição de conteúdo, linguagem emocional e estratégias coordenadas de amplificação.

Segundo a investigação, veículos ligados a Moscou passaram a investir fortemente em formatos de vídeo curto, transmissões ao vivo e conteúdos voltados às redes sociais, replicados por influenciadores e ecossistemas ideologicamente alinhados. Em alguns casos, conteúdos originalmente publicados por RT en Español ou Sputnik Mundo foram reutilizados por páginas latino-americanas sem identificação da origem estatal russa.

 

Brasil é um dos principais focos do levantamento

O Brasil ocupa papel relevante no relatório, tanto pela dimensão de seu ambiente digital quanto pela importância geopolítica do país na América Latina. O estudo menciona episódios em que conteúdos pró-Rússia contendo desinformação e propaganda circularam amplamente em grupos de Telegram, canais do YouTube e redes sociais brasileiras após o início da guerra na Ucrânia, muitas vezes com alegações enganosas sobre laboratórios biológicos, sanções econômicas e supostos interesses ocultos dos Estados Unidos no conflito.

O estudo destaca ainda a presença de canais russos voltados especificamente ao público brasileiro, como Sputnik Brasil, além da circulação recorrente de conteúdos alinhados à Rússia em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Os pesquisadores analisam ainda como narrativas internacionais são frequentemente incorporadas ao debate político nacional, especialmente em ambientes de forte polarização ideológica. Em alguns episódios, conteúdos originalmente produzidos por estruturas de propaganda russas foram reinterpretados por atores locais e reutilizados em disputas internas brasileiras.

Casos documentados, espionagem e campanhas digitais

Entre os episódios analisados no relatório estão campanhas coordenadas de desinformação, casos associados à operação conhecida como “Matryoshka”, estratégias de propaganda ligadas à pandemia de Covid-19, ações envolvendo vacinas russas e investigações conduzidas por autoridades latino-americanas sobre suspeitas de operações clandestinas de influência e inteligência. Um dos casos mencionados envolve um casal russo que viveu na Argentina entre 2012 e 2019 e foi posteriormente expulso do país sob acusação de utilização de documentos falsificados.

A investigação também aborda operações digitais atribuídas a redes russas que utilizaram perfis falsos, sites espelhados de veículos jornalísticos e campanhas de impulsionamento para amplificar conteúdos do Kremlin em diferentes países da região. Em outro exemplo, autoridades latino-americanas investigaram a atuação de cidadãos russos suspeitos de operar estruturas clandestinas de inteligência e influência política no continente.

O documento também reúne informações sobre redes de influência que atuam simultaneamente em diferentes países latino-americanos, utilizando estruturas digitais descentralizadas, contas automatizadas, influenciadores e conteúdos replicados em múltiplas plataformas. Outro ponto é a utilização de ecossistemas alternativos de mídia para contornar restrições de plataformas tradicionais e ampliar o alcance de conteúdos alinhados a Vladimir Putin.

Segundo os autores, compreender essas dinâmicas é fundamental para fortalecer mecanismos de transparência, educação midiática e defesa democrática.

“Esse estudo ajuda a mostrar que a interferência estrangeira não é um tema abstrato nem distante da realidade latino-americana. Estamos falando de campanhas concretas, documentadas e adaptadas às dinâmicas políticas locais. O primeiro passo para enfrentar esse tipo de operação é compreender como ela funciona”, avalia Farrugia.

Nota: Este estudo foi realizado pela Lupa em parceria com a LatamChequea e financiado pelo Foreign Policy Instruments da União Europeia. Seu conteúdo é de responsabilidade exclusiva da Lupa e não reflete necessariamente os pontos de vista da União Europeia.

TJDFT mantém condenação de Brunelli por peculato; recursos seguem pendentes no STJ

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Tribunal confirmou condenações relacionadas ao desvio de recursos destinados à Associação Monte das Oliveiras, mas recursos ainda aguardam análise nos tribunais superiores.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou, em 2019, o ex-deputado distrital Rubens César Brunelli Júnior por participação em um esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas à Associação Monte das Oliveiras (AMO). Os fatos investigados envolvem aproximadamente R$ 1,7 milhão repassados à entidade em 2009 para execução de programas sociais.

A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de Brunelli pelo crime de peculato, mas reduziu sua pena para 7 anos, 2 meses e 7 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

Segundo a sentença de primeira instância, foi apontada a existência de uma associação criminosa atribuída a Brunelli, Adilson Wlaufredir de Oliveira (primo do ex-distrital) , Spartacus Issa Savite, Marlucy de Sena Guimarães de Oliveira e Maria das Mercês Pereira de Souza. O grupo teria atuado no desvio de recursos públicos provenientes de convênios firmados entre a Associação Monte das Oliveiras e a então Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal (SEDEST-DF).

De acordo com os autos, teriam sido utilizados documentos falsos, notas fiscais ideologicamente falsas, recibos de pagamento autônomo (RPAs) considerados fraudulentos e movimentações financeiras simuladas para justificar despesas inexistentes e permitir o desvio de verbas públicas. O prejuízo estimado aos cofres públicos foi de aproximadamente R$ 1,7 milhão.

Condenações em primeira instância

Na sentença, o juiz condenou:

Rubens César Brunelli Júnior

  • Condenado por associação criminosa e peculato;
  • Pena de 10 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado;
  • Multa de 20 dias-multa.

Adilson Wlaufredir de Oliveira

  • Condenado por associação criminosa e peculato;
  • Pena de 7 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto;
  • Multa de 15 dias-multa.

Spartacus Issa Savite

  • Condenado por associação criminosa e peculato;
  • Pena de 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto;
  • Multa de 15 dias-multa.

As rés Marlucy de Sena Guimarães de Oliveira e Maria das Mercês Pereira de Souza celebraram acordos de colaboração premiada. O magistrado reconheceu a eficácia das colaborações e concedeu perdão judicial às duas, extinguindo suas punibilidades.

Já Maria Soares de Almeida e Carlos Antônio Martins Carneiro foram absolvidos por insuficiência de provas.

Reparação dos danos

A decisão fixou o prejuízo mínimo causado aos cofres públicos em R$ 1,7 milhão. Como forma de reparação, Rubens Brunelli, Adilson Oliveira e Spartacus Savite foram condenados ao pagamento individual de R$ 340 mil, acrescidos de correção monetária e juros legais.

Apesar das condenações, os réus receberam o direito de recorrer em liberdade, uma vez que responderam soltos ao processo e compareceram regularmente aos atos processuais.

Decisão do TJDFT

Ao analisar os recursos apresentados pelo Ministério Público e pelas defesas, o TJDFT manteve o entendimento de que houve um esquema estruturado para desviar recursos públicos destinados a programas sociais.

O acórdão concluiu que os acusados utilizaram documentos e notas fiscais consideradas falsas para simular despesas inexistentes e justificar a apropriação indevida de recursos públicos.

Entre os principais pontos da decisão, o Tribunal:

 

  • Reconheceu a prescrição do crime de associação criminosa para Brunelli, Adilson e Spartacus;
  • Manteve as condenações pelo crime de peculato;
  • Manteve as absolvições pelos crimes de falsidade documental, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro;
  • Rejeitou a alegação da defesa de que o caso deveria ser julgado pela Justiça Eleitoral;
  • Negou os recursos apresentados pelo Ministério Público, por Adilson Oliveira e por Spartacus Savite;
  • Deu parcial provimento ao recurso de Rubens Brunelli apenas para redimensionamento da pena.

Com isso, a situação processual dos condenados ficou da seguinte forma:

Rubens César Brunelli Júnior

  • Condenação por peculato mantida;
  • Crime de associação criminosa prescrito;
  • Pena reduzida pelo Tribunal.

Adilson Wlaufredir de Oliveira

  • Condenação por peculato mantida;
  • Crime de associação criminosa prescrito.

Spartacus Issa Savite

  • Condenação por peculato mantida;
  • Crime de associação criminosa prescrito.

Recursos seguem pendentes nos tribunais superiores

Após a publicação do acórdão, foram apresentados embargos de declaração, posteriormente rejeitados pelo TJDFT.

Na sequência, as partes interpuseram recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ainda aguardam julgamento.

Também foi rejeitado o pedido formulado pela defesa de Adilson Wlaufredir de Oliveira para celebração de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).

Segundo as decisões judiciais proferidas até o momento, o TJDFT concluiu pela existência de um esquema destinado ao desvio de aproximadamente R$ 1,7 milhão em recursos públicos, mediante utilização de documentos considerados falsos e prestações de contas apontadas como fraudulentas em convênios firmados entre a Associação Monte das Oliveiras e o Governo do Distrito Federal.

Fonte: dfsoberano.com.br

Flamboyant e UFG firmam cooperação estratégica para acelerar cultura de inovação e inteligência artificial

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Parceria marca um novo ciclo de desenvolvimento das unidades de negócio Flamboyant, baseado em tecnologia, automação e inteligência de dados e foi oficializada dia 10 de junho, no Conecta CEIA

 

O Flamboyant e a Universidade Federal de Goiás (UFG) oficializaram, no dia 10 de junho, a assinatura do termo de cooperação entre as instituições. A proposta é consolidar uma nova cultura de inovação por meio da aplicação de inteligência artificial e outras tecnologias. A iniciativa ocorreu na abertura do Conecta CEIA, um dos principais encontros de Inteligência Artificial da América Latina, sediado no Flamboyant Hall, de 10 a 12 de junho.

 

A formalização do acordo contou com a presença da CEO do Flamboyant Alessandra Louza, da reitora da UFG professora Sandramara Chaves e da Profª Telma Woerle, diretora geral do CEIA. A cerimônia foi prestigiada por personalidades do setor como Anderson Soares, presidente do Conselho do CEIA e VP do AI Brasil, e Arlindo Galvão, diretor de internacionalização do CEIA. A parceria irá permear projetos para as unidades de negócio Flamboyant Shopping, Flamboyant Urbanismo, Flamboyant Instituto e Flamboyant Agropecuária. A Universidade Federal de Goiás, por meio do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), irá apoiar no desenvolvimento de inovações inéditas a serem aplicadas à gestão do negócio e incorporadas por toda a equipe.

 

Reconhecido internacionalmente, o CEIA é hoje o principal centro de Inteligência Artificial na América Latina. A comunidade reúne pesquisadores, cientistas de dados, engenheiros e especialistas que desenvolvem soluções tecnológicas para grandes empresas brasileiras, promovendo inovação aplicada e transformação digital em larga escala.

 

No Flamboyant, que já utiliza recursos avançados de tecnologia em diferentes áreas, a inteligência artificial e a visão computacional passam agora a assumir um papel ainda mais estratégico e integrado.  O termo de cooperação prevê o desenvolvimento de projetos voltados à experiência do cliente, integração de automatizações, uso inteligente de dados e otimização de processos. O trabalho amplia uma trajetória já consolidada pela empresa em automação operacional e modernização de atividades, fortalecendo a tomada de decisões baseada em dados integrados e impulsionando ganhos de eficiência em diferentes áreas.

 

“Investimos em tecnologia e inovação há décadas, mas este momento representa um novo passo na nossa trajetória. A aplicação da parceria dará início a uma transformação cultural que envolve prioritariamente nossas equipes, conectando pessoas, processos e conhecimento. Queremos promover uma adoção cada vez mais orgânica da automação e da inteligência artificial, fortalecendo a inovação como parte do nosso dia a dia e da nossa forma de pensar o futuro. O momento escolhido para oficializar essa união também reforça a relevância do Conecta CEIA, um dos maiores encontros do setor no país e catalisador da maior comunidade do gênero da América Latina”, destaca Alessandra Louza, CEO do Flamboyant.

 

A mesma visão é compartilhada pela CEO Emmanuele Louza, que vislumbra muito além de uma parceria institucional. “Nossos esforços são para a integração e evolução de todo o ecossistema de negócios da marca, sendo que atualmente, já temos oito projetos estratégicos mapeados para desenvolvimento conjunto com o CEIA. Nossa projeção é sermos reconhecidos entre os pioneiros do Brasil, entregando inovação aplicada ao desenvolvimento de soluções de impacto e criação de oportunidades que posicionam Goiás no centro das discussões sobre o futuro da inteligência artificial”, antecipa a CEO Emmanuele Louza.

 

Recentes iniciativas de inovação Flamboyant no radar nacional

A iniciativa selada durante o Conecta CEIA reforça o posicionamento da marca Flamboyant em relação à inovação, tecnologia e transformação digital. Trata-se um trabalho que dará sequência ao avanço contínuo das unidades de negócio. O Flamboyant Shopping, por exemplo, tem sido reconhecido nacionalmente nos últimos anos. Em 2025, o shopping goiano conquistou o primeiro lugar no Prêmio Abrasce, na categoria Tecnologia Aplicada à Operação, com o projeto “Transformando a Operação no Flamboyant: uma jornada de inovação, gestão e engajamento”.

 

A solução premiada integrou um software de controle a um chatbot para automatizar a abertura de chamados e otimizar o gerenciamento das ordens de serviço da equipe de manutenção. O sistema permite identificar áreas de maior demanda, acompanhar a execução das atividades e reconhecer os profissionais com melhor desempenho, fortalecendo a eficiência operacional e o engajamento das equipes.

 

Em 2026, o protagonismo da marca é novamente evidenciado na classificação final do Prêmio Abrasce. Entre os projetos finalistas estão iniciativas voltadas à sustentabilidade, à eficiência operacional e à inovação aplicada à gestão de recursos, reforçando o compromisso permanente do empreendimento com excelência, tecnologia e desenvolvimento sustentável.

 

Sobre o Flamboyant

A história da marca Flamboyant é pautada por pioneirismo, planejamento, parcerias estratégicas e desde 1906, por muitos cases de sucesso e marcos de expansão. Sua forte atuação no Centro-Oeste evidencia uma marca que é sinônimo de vanguarda em quesitos como shopping center, urbanismo, agropecuária e desenvolvimento humano por meio do Flamboyant Instituto. Propulsor de uma das regiões com o metro quadrado mais valorizado de Goiânia, o Jardim Goiás, a marca Flamboyant se consolidou por promover e atrair investimentos de alto impacto, aliados a uma qualidade urbanística única, que se somam a reconhecida conexão com a cidade de Goiânia ao propor novos valores e referências. Do agronegócio aos projetos imobiliários, passando pelo ambiente de shopping às experiências que se conectam às pessoas, é uma marca capaz de surpreender sempre com o seu propósito de “Elevar para Evoluir, Envolver para Encantar”.