Início Site Página 19

10 mudanças que os novos regulamentos do IBS e CBS trazem para as empresas

0

 

Veja o que muda na prática para o contribuinte após publicação oficial do governo que regulamenta a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)

Com a publicação do Decreto nº 12.955 (Regulamento da CBS) e da Resolução CGIBS nº 6 (Regulamento do IBS), as empresas brasileiras entraram em contagem regressiva para a maior transformação tributária da história do país.

Os regulamentos estabelecem novas normas de conformidade que exigem ajustes imediatos em sistemas e processos.

Para o advogado tributarista e CEO da ROIT, Lucas Ribeiro, no conjunto, os documentos deixam claro que a reforma tributária entrou efetivamente em fase de execução. “A grande mudança é que o setor fiscal passa a influenciar diretamente a estratégia operacional e financeira das empresas. Dependendo de como a operação é estruturada, o impacto tributário muda imediatamente, sendo necessária a revisão de processos, reclassificação de produtos e serviços, integração de sistemas e maior controle sobre dados e transações”, conclui Ribeiro.

Lucas Ribeiro, CEO da ROIT

Abaixo, detalhamos as 10 principais regulamentações e o que muda na prática para o contribuinte:

  1. Unificação dos conceitos “Bens e Serviços”

A distinção entre produto e serviço desaparece para fins de tributação. O IBS e a CBS incidem sobre operações com bens (materiais ou imateriais, incluindo direitos) e serviços. Isso elimina disputas sobre a natureza da operação, mas obriga a revisão de todo o catálogo de produtos das empresas. Mas, atenção: o ISS permanece até 2032 e por isso a ‘revisão’ do planejamento tributário deve respeitar a transição gradual.

  1. Responsabilidade das plataformas digitais

Plataformas digitais que intermedeiam vendas, inclusive aquelas domiciliadas no exterior, passam a assumir responsabilidade direta pelo recolhimento da CBS nas operações e importações realizadas por seu intermédio, conforme previsto nas novas regras da reforma tributária.

Na prática, isso significa que marketplaces, plataformas de e-commerce e ambientes digitais de intermediação poderão responder solidariamente pelo pagamento do tributo junto ao adquirente ou destinatário da operação. Em determinados casos, a plataforma também poderá substituir o próprio fornecedor na obrigação de recolhimento, especialmente quando o vendedor estiver localizado no exterior ou não possuir regularidade fiscal no Brasil.

O modelo amplia significativamente o nível de responsabilização das plataformas digitais dentro do novo sistema tributário e deve exigir maior controle sobre cadastro de vendedores, documentação fiscal, rastreabilidade das operações e validação de dados tributários. O descumprimento das obrigações poderá gerar sanções diretas às plataformas, incluindo autuações e responsabilização tributária.

  1. O sistema de “Split Payment”

Uma das mudanças mais radicais é o recolhimento na liquidação financeira. No momento do pagamento pelo adquirente, a instituição financeira poderá separa automaticamente o valor do IBS/CBS, destinando-o diretamente ao fisco. Empresas precisam ajustar o fluxo de caixa para essa retenção instantânea. O modelo passa a valer em 2027, inicialmente em transações B2B, empresas do regime regular, de forma facultativa, envolvendo arranjos de pagamento como PIX, boleto, TED e TEF.

  1. Créditos tributários

O direito ao crédito (não cumulatividade) agora está estritamente vinculado à idoneidade do documento fiscal. Documentos que não correspondam a operações reais ou com dados incorretos impedem a apropriação de créditos, gerando risco financeiro imediato para o comprador.

  1. Tributação de brindes e bonificações

O fornecimento de brindes e bonificações passa a ser tributado como operação onerosa, exceto se a bonificação constar na nota fiscal e não depender de eventos posteriores. Doações a pessoas ligadas (sócios e parentes) também geram incidência baseada no valor de mercado .

  1. Regimes específicos 

Os regulamentos detalham setores com tratamento favorecido, como:

  • Educação e Saúde: redução de 60% nas alíquotas.
  • Agronegócio: com reduções em 60% e 100% para casos específicos.
  • Cesta Básica Nacional: alíquota zero para itens essenciais de alimentação.
  • Combustíveis: regime monofásico com alíquotas específicas por unidade de medida.
  • Medicamentos, entre outros.

Importante mapear todas as regras, exceções e refletir no ERP e sistemas legados.

  1. Importação e Bens de Capital

A importação de bens imateriais e serviços está agora plenamente regulamentada. Para bens de capital, há previsão de suspensão do pagamento do imposto, que se converte em alíquota zero após a incorporação do bem ao ativo imobilizado da empresa.

  1. Operações entre empresas

O fisco terá maior poder de fiscalização sobre operações entre empresas do mesmo grupo (controladoras, coligadas) ou parentes de administradores. Se o valor da operação for inferior ao de mercado, o imposto será recalculado sobre o valor real de mercado.

  1. Exportações

As exportações são imunes, mas a regulamentação exige prova rigorosa de saída física ou consumo no exterior. O uso de regimes como o Repetro (setor de petróleo) mantém a suspensão de tributos na importação de insumos para exportação.

  1. Multas e penalidades 

O descumprimento das novas normas de documentação e prazos pode gerar multas pesadas.

  • Multa de 1 UPF (R$ 200) pela ausência de “confirmação da operação”, manifestação fiscal obrigatória.
  • Penalidade equivalente a 66% do tributo devido em casos de cancelamento da operação após a ocorrência do fato gerador.
  • Emitir ou utilizar documento fiscal não idôneo (que não está  válido ou dentro das normas): 66% do valor do tributo de referência;
  • Acobertar mais de uma vez o trânsito de bem ou prestar mais de uma vez serviço de transporte, utilizando o mesmo documento fiscal: 100% (cem por cento) do valor do tributo de referência
  • Entre outras penalidades previstas no art. 341-G da LC nº 214 de 2025.

Com as mudanças, segundo Ribeiro, a tendência é de um setor fiscal dentro das empresas muito mais automatizado, em que inconsistências aparecem rapidamente e estão amparadas a dados. “O recolhimento dos impostos passa a acompanhar o fluxo financeiro. Isso reduz margem para erro, mas exige uma integração muito maior, ou absoluta, entre fiscal, financeiro e meios de pagamento”, conclui.

MAIS INFORMAÇÕES: https://www.roit.com.br/

Jovens brasileiros escolhem empresas com base em oportunidade de crescimento, boa remuneração e saúde mental antes de flexibilidade e cultura, aponta pesquisa

0

Levantamento nacional inédito encomendado pelo CIEE ao Instituto Locomotiva ouviu mais de 8 mil jovens e revela os fatores decisivos na escolha de trabalho  da juventude brasileira

O jovem brasileiro mudou, mas nem tanto. É isso o que revela a Pesquisa do Instituto Locomotiva encomendada pelo Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, realizada com mais de 8.800 jovens de 14 a 24 anos em todo o país, com uma margem de erro de 1 p.p. O estudo mostra que oportunidade de crescimento na empresa, boa remuneração, benefícios e ambiente de trabalho são fatores determinantes para a nova geração na hora de escolher onde trabalhar.

De acordo com o levantamento, a valorização e oportunidade de crescimento na empresa, junto com uma boa remuneração e benefícios, além de um bom ambiente de trabalho aparecem como uma expectativa central para o mundo do trabalho. A saúde mental também ocupa lugar de destaque: 93% concordam totalmente que é muito importante atuar em empresas que valorizem esse tema.

Outro dado relevante aponta uma mudança importante no comportamento da nova geração: embora remuneração e benefícios continuem relevantes, eles não são mais o principal fator de decisão profissional. Quando questionados sobre os principais motivos para escolher uma empresa, os jovens colocaram oportunidade de crescimento profissional em primeiro lugar (54%), seguido por boa remuneração e benefícios (43%) e ambiente de trabalho agradável (31%).

A pesquisa também trouxe algo que surpreende. O trabalho flexível, tão comentado, ficou apenas em 5º lugar no ranking de motivos pelos quais o jovem prioriza na escolha da empresa para trabalhar, ficando atrás, por exemplo, de um bom ambiente de trabalho e empresa tradicional/renomada.

O superintendente Institucional do CIEE, Rodrigo Dib, ressalta o desejo da nova geração em trabalhar em locais alinhados entre discurso e prática. “A pesquisa reforça algo que o CIEE acompanha diariamente: questões como saúde mental, ambiente saudável e identificação com valores corporativos deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas básicas dos jovens. Esta geração está mais atenta, não ao propósito da empresa em si, mas se os seus próprios objetivos e propósitos de vida são compatíveis com a empresa em que ele vai trabalhar”, destaca.

A pesquisa também mostra que os jovens reconhecem o papel estratégico das empresas na geração de oportunidades. Para 98% dos entrevistados, empresas que empregam jovens contribuem para o desenvolvimento do país, enquanto 96% acreditam que as organizações têm papel fundamental para garantir a empregabilidade dos jovens no país.

Resultados integram a iniciativa do 1º Prêmio Empregabilidade Jovem Rádio Band e CIEE

Além dos resultados sobre a visão da juventude do mundo do trabalho, a pesquisa ainda perguntou ao jovem qual era a empresa de maior desejo para se trabalhar. Os resultados serão conhecidos no dia 05 de agosto, quarta-feira, nos estúdios da TV Band, em São Paulo, na entrega do Prêmio Empregabilidade Jovem Rádio Band e CIEE, que contará com transmissão ao vivo a partir das 18h.

Além da categoria “Meu Match Perfeito”, que contou com votação popular da qual a pesquisa provém, a iniciativa reconhecerá empresas que mais geram oportunidades reais para jovens brasileiros nas categorias Aprendiz, Estágio e Contrato de Trabalho CLT, dados estes levantados pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, apoiador do Prêmio.

A premiação busca destacar organizações comprometidas com inclusão produtiva de jovens, desenvolvimento de talentos e construção de ambientes profissionais mais acolhedores e alinhados às expectativas das novas gerações.

CIEE 62 anos: Imparável
Desde sua fundação, o Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, maior ONG de inclusão social e trabalho jovem da América Latina, se dedica à inserção de jovens no mundo do trabalho. Além disso, a instituição, responsável pela inserção de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, mantém cursos online gratuitos para qualificar a juventude e uma série de ações socioassistenciais voltada à promoção do conhecimento e fortalecimento de vínculos de populações prioritárias.

Confira aqui o nosso novo logo desde agosto/2023.

Acompanhe o CIEE pelas mídias sociais:

Facebook | Instagram | Twitter |  YouTube | Linkedin | Tik Tok

ciee.online

Rio Nature & Climate Week encerra primeira edição e projeta o Rio como plataforma global para a agenda de natureza, clima e desenvolvimento

0

 

Semana, que terá nova edição em 2027, reuniu mais de seis mil participantes diretos, fortaleceu a cooperação internacional, contribuiu para o alinhamento das agendas de três COPs

 

Rio Nature & Climate Week – divulgação

 

Seis dias de debates, encontros estratégicos, atividades culturais e mobilização internacional marcaram a primeira edição da Rio Nature & Climate Week (RNCW), que chegou ao fim reunindo diretamente mais de seis mil participantes e projetando o Rio de Janeiro como uma das principais plataformas globais para o avanço da agenda de natureza, clima e desenvolvimento sustentável. Inspirada em iniciativas realizadas em cidades como Nova York e Londres, a semana passa a integrar o calendário internacional de grandes eventos voltados à ação climática.

Durante o encerramento, nessa sexta-feira, o prefeito Eduardo Cavaliere e o idealizador do evento, Rodrigo Medeiros — presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil e Senior Brazil Lead da Re:wild — anunciaram que a próxima edição da RNCW acontecerá entre 31 de maio e 5 de junho de 2027, com a recriação da “Aldeia Global” no Aterro do Flamengo. Amanhã (6), acontece o show gratuito do Global Citizen Live com Ludmilla, Lauryn Hill e Wyclef Jean, na Enseada de Botafogo.

A edição deste ano, entre 1º e 6 de junho, ocupou diferentes espaços da cidade, com centenas de participantes do Brasil e do exterior em conferências, painéis, encontros setoriais e atividades comunitárias. Combinando discussões estratégicas sobre os desafios climáticos — da biodiversidade à transição energética — e elementos da cultura pop, a Semana teve como um dos destaques a Grounded – Mostra de Cinema Ambiental, com a exibição de filmes e documentários premiados sobre questões ambientais. Também apoiou 20 projetos, através do edital Grassroots, em várias regiões da cidade, muitos deles em comunidades periféricas, para descentralizar e garantir a inclusão nas discussões sobre o clima.

“O Rio cumpre um papel não só para o Brasil, mas cumpre um papel para o mundo. O mundo usa a cidade do Rio de Janeiro para debater, para discutir e para olhar para o futuro. Então eu queria muito agradecer ao Rio Nature & Climate Week e ao Global Citizen por consolidar essa vocação mais uma vez. Nos últimos anos, o Rio recebeu o G20, além de vários outros encontros importantes, como fóruns tomadores de decisão. Esse é mais um evento importante, que certamente será sede oficial do Global Citizen aqui no Rio de Janeiro”, afirmou o Prefeito Eduardo Cavaliere.

O último dia contou com a presença de José Manuel Durão Barroso, ex-presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro de Portugal, que destacou o papel do Brasil na agenda ambiental global e afirmou que eventos como o realizado no Rio têm o poder de mobilizar consciências diante da crise climática e impulsionar o debate sobre novas formas de financiamento para apoiar os países na implementação das transformações necessárias para o futuro do planeta.

“O Brasil tem um legado, tem uma tradição. É um país respeitado, é o maior país da América do Sul e da América Latina. Portanto, eu acho que tem todas as condições para exercer uma influência positiva no mundo”, afirmou, acrescentando que a busca por recursos é um problema de escala mundial, que afeta inclusive países como os EUA e da Europa, que atualmente se vê às voltas com a Guerra da Ucrânia e questões migratórias. “Por isso nós precisamos não só de mais recursos, mas também de mais imaginação e mais energia. Este ponto é importante, não é só uma questão de dinheiro. E a sociedade civil global, as organizações não-governamentais, como o Global Citizen, podem agir para além dos recursos.”

Rio Nature & Climate Week – divulgação

Ao longo da semana, especialistas e tomadores de decisão discutiram caminhos para acelerar soluções concretas para o clima, reforçando que há uma interligação entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico, inclusão social e resiliência urbana.

Entre os destaques esteve o debate sobre a redução das emissões de metano, tema estratégico para o cumprimento das metas climáticas globais. Embora seja um dos maiores emissores de metano do mundo, o Brasil está entre os países com maior potencial para liderar sua redução.

Um dos principais avanços alcançados durante a semana foi o alinhamento entre as agendas das três COPs, às vésperas da COP 31, que acontece em novembro na Turquia, o que foi estratégico para dar continuidade à chamada “Era da Implementação” inaugurada em Belém, no ano passado. A Rio Nature & Climate Week adotou a estrutura dos seis eixos da Agenda de Ação Climática Global estabelecida na COP 30 e se firmou como um espaço estratégico para aprofundar a coordenação entre governos, organismos internacionais, empresas e sociedade civil em torno de objetivos comuns para mitigação, adaptação, financiamento climático, tecnologia e capacitação.

“A Rio Nature & Climate Week nasce para conectar pessoas, ideias e soluções capazes de transformar compromissos em ação. O que vimos esta semana foi uma demonstração clara de que o Rio tem todas as condições para liderar esse diálogo global e contribuir para uma agenda que una natureza, clima e desenvolvimento”, afirmou o idealizador do RNCW, Rodrigo Medeiros, presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil e Senior Brazil Lead da Re:wild.

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, abordou a fiscalização como um tema crucial e sensível para a credibilidade dos países comprometidos com o meio ambiente, sobretudo o Brasil. De acordo com ele, a tecnologia tem sido uma forte aliada, permitindo ao país mostrar para o mundo que está apto a combater as ameaças ambientais: “Cruzando os dados, a gente encontrou dentro do sistema do Ibama 100 mil caminhões de madeira ilegal. Nós já retiramos do sistema do órgão 400 mil caminhões de madeira ilegal, usando a tecnologia. A gente conseguiu embargar as áreas desmatadas da Amazônia usando tecnologia.”
Cidade-sede da Rio-92 e da Rio+20, o Rio de Janeiro volta a ocupar posição central na construção das agendas globais voltadas ao desenvolvimento sustentável. Ao reunir lideranças políticas, especialistas, representantes da sociedade civil, do setor privado e da cultura em torno de soluções concretas para os desafios ambientais do século XXI, a primeira edição da Rio Nature & Climate Week deixa como legado uma rede fortalecida de colaboração internacional e uma plataforma permanente de diálogo e implementação para a agenda de natureza, clima e desenvolvimento.

Sobre a Rio Nature & Climate Week

A Rio Nature & Climate Week é uma iniciativa internacional criada para acelerar soluções integradas para clima, natureza e desenvolvimento, a partir de uma perspectiva enraizada no Sul Global. Realizada no Rio de Janeiro, a iniciativa reúne lideranças de diferentes setores em uma semana de diálogo, articulação, mobilização e ação, combinando programação oficial, eventos parceiros e ativações distribuídas pela cidade. Saiba mais no site oficial da Rio Nature & Climate Week.

Sobre o Instituto Natureza e Clima Brasil

O Instituto Natureza e Clima Brasil é uma organização da sociedade civil dedicada a promover soluções integradas para a crise climática e a perda da biodiversidade. Atua em parceria com povos indígenas, comunidades tradicionais, governos, setor privado e filantropia para fortalecer a governança socioambiental e impulsionar economias sustentáveis. É responsável pela realização da Rio Nature & Climate Week.

Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo chega às últimas semanas de inscrições  

0

Fortaleza (CE) – Até o dia 30 de junho estão abertas as inscrições da edição 2026 do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional. O certame premiará jornalistas profissionais e universitários, com valores entre R$ 3 mil e R$ 38 mil, totalizando R$ 290 mil distribuídos em 30 categorias.

Podem concorrer os trabalhos jornalísticos produzidos em todo o País e que retratem ações executadas na área de atuação do BNB – estados nordestinos e parte de Minas Gerais e Espírito Santo. O conteúdo noticioso precisa ser inédito e publicado em território nacional no período de 1° de janeiro de 2025 a 30 de junho de 2026.

Microcrédito rural é o tema do Grande Prêmio Nacional, cuja premiação é de R$ 38 mil. Além da categoria principal, o Prêmio Banco do Nordeste contemplará outros 29 materiais, com valores individuais de R$ 3 mil a R$ 23 mil, que tratem do tema geral “desenvolvimento regional”.

As vertentes desse assunto incluem expansão de crédito, empreendedorismo urbano e rural, geração de empregos, ocupação e renda, tecnologia e inovação, investimentos em infraestrutura, responsabilidade socioambiental e manifestações culturais.

Serão premiados jornalistas profissionais e estudantes universitários que tenham material publicado ou veiculado nos estados de atuação do Banco e um profissional com atuação extrarregional. Os trabalhos inscritos devem ser enquadrados em uma das categorias: texto, fotografia, áudio, audiovisual e projetos multimídia.

Prêmios estaduais

Na categoria estadual, haverá dois trabalhos vencedores por estado em que o BNB atua, sendo um para comunicadores profissionais e um para estudantes universitários. O tema será aberto às vertentes do desenvolvimento regional com disputa entre todos os inscritos daquele estado, independentemente da mídia inscrita.

O regulamento completo está disponível na seção Prêmio BNB de Jornalismo do portal do Banco.

Os Espíritos que Aproximam Dois Povos

0

A Casa Studart apresenta na próxima terça-feira 09 de junho, em Brasília, a cachaça Spirit of Brazil, convidada a representar nosso destilado-símbolo na Copa do Mundo FIFA 2026 e como parte das celebrações pelo Bicentenário das Relações Brasil – Reino Unido. Em paralelo, está sendo lançado pelos highlanders o whisky Spirit of Brazil, single malt 28 years

Durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos, que começa da próxima semana, ocorrerá o lançamento simultâneo de uma cachaça e dois whiskies compartilhando a mesma marca, Spirit of Brazil, em tributo ao jogador Charles Miller, filho da Escócia e pai do futebol brasileiro, iniciativa que faz parte das celebrações do Bicentenário das Relações Brasil – Reino Unido.

Organizado pelos consulados do Brasil em Edimburgo e Glasglow, Escócia, e pelo Consulado Geral em Miami, o projeto reúne a Casa Studart, representando a cachaça brasileira, a 8 Doors Distillery, da Escócia, e a Lamas Destilaria, do Brasil, representando o whisky.

O projeto foi anunciado em abril no Museu do Futebol Escocês, localizado no Hampden Park, o Estádio Nacional da Escócia, em Glasglow. O lançamento oficial ocorrerá em Miami, a 23 de junho, Véspera do jogo Brasil X Escócia, com atividades que se estenderão por toda a Copa do Mundo.

Os destilados comemorativos ficarão expostos ao lado da bola mais antiga do mundo, de 1540, que está sendo enviada pelo Museu do Futebol escocês para o Coral Gables Museum, cidade perto de Miami onde está a organização da FIFA.

O evento desta terça-feira 09 de junho, no Clube das Nações, será o Coquetel de Apresentação do projeto e da cachaça Spirit of Brazil, da Casa Studart.

“Brasil e Escócia partilham profundas ligações culturais, a começar pelo futebol”, lembra Faroque Hussain, Cônsul Honorário do Brasil em Glasglow e um dos idealizadores do projeto. “Este evento é uma celebração desses laços, unindo duas nações orgulhosas através de bebidas espirituosas, música e história.”

ALIANÇA DE TRADIÇÕES

O lançamento Spirit of Brazil consiste em três expressões paralelas:

Um Whisky single malt lançado com o selo Seven Sons pela 8 Doors Distillery, localizada em John O’Groats, a destilaria mais ao norte da Escócia, nas highlanders. Este líquido single cask (de barril único) foi destilado em 1998 — o mesmo ano em que a Escócia enfrentou o Brasil pela última vez em uma partida da Copa do Mundo. O whisky tem, portanto, 28 anos de envelhecimento.

“O foco da Seven Sons está em barris excepcionais com uma narrativa forte”, explica Kerry Campbell, da 8 Doors Distillery. “Adicionar a Casa Studart a este projeto cria uma representação verdadeiramente holística dos destilados artesanais brasileiro e escocês”

Uma cachaça artesanal produzida pela Casa Studart, de Pirenópolis, Goiás, representando a alma da destilação brasileira. A bebida escolhida, carvalho americano Reserva Especial doble cask, marca o início do reconhecimento internacional da cachaçaria.

“Unir-nos a esta parceria histórica nos permite apresentar a sofisticação da cachaça de alta qualidade ao lado de whiskies de classe mundial”, afirma o historiador Hugo Studart, mestre-cachaceiro da Casa Studart. “Temos orgulho de participar dessa aliança”.

Ainda, um whisky single malt brasileiro produzido pela Lamas Destilaria, de Matozinhos, Minas Gerais, maturado em barris de carvalho e finalizado em pau-brasil, nossa árvore-símbolo.

TARTAN BRASILEIRO

Para celebrar os 200 Anos de Relações do Brasil com o Reino Unido, a Escócia lançou um tartan com as cores da bandeira brasileira – verde, amerelo, azul e branco – batizado de Spirit of Brasil. Tartan é o tecido xadrez das vestimentas tradicionais escocesas. Cada clã tem seu tartan único.

O tartan Spirit of Brazil foi registrado no órgão oficial da Escócia como o representante do povo brasileiro. As destilarias que participam do projeto estão autorizadas a usar o tartan nos rótulos e caixas da cachaça e dos whiskies Spirit of Brasil.

Serviço

Apresentação da cachaça Spirit of Brazil:
Terça-feira 09 de junho
Às 19h, no Clube das Nações, em Brasília
Coquetel de Harmonização: preparado pelo chef Luís Adalto, há 40 anos no Itamaraty
Patrocínio e Curadoria: Casa Studart Cachaçaria
R.S.V.P: (61) 9 8522 0100

DF Plaza reúne programação infantil gratuita e evento de adoção pet em junho

0

 

Agenda do mês inclui teatrinhos temáticos, show inspirado no universo K-pop e ação de adoção em parceria com o Projeto Acalanto

 


Espetáculo Dora Aventureira acontece no DF Plaza Shopping – Créditos Paramount e Nickelodeon

 O mês de junho chega com programação especial para toda a família no DF Plaza Shopping, em Águas Claras. Com teatros infantis gratuitos aos domingos e mais uma edição do evento “Adote um Aumigo”, o empreendimento une lazer, convivência e entretenimento em um ambiente pensado para todos os públicos.

Abrindo a agenda do mês, no dia 7 de junho, o público poderá acompanhar a clássica história “A Cigarra e a Formiga”, que traz uma mensagem sobre responsabilidade, amizade e trabalho em equipe. Já no dia 14 de junho, a programação ganha um clima musical com o espetáculo “Guerreiras do K-Pop”, inspirado nas personagens Rumi, Mira e Zoey da produção original da Netflix. A atração contará com apresentações de dança, músicas conhecidas do universo do filme e um meet & greet especial com as personagens ao final do espetáculo.

No dia 21 de junho, o teatrinho “Jake e os Piratas” promete envolver as crianças em uma aventura cheia de desafios, humor e trabalho em equipe ao lado de Jake, Izzy e Cubby. Encerrando a programação do mês, no dia 27 de junho, “Dora Aventureira” leva o público para uma jornada inspirada no universo do Mágico de Oz, com participação do público e desafios ao longo da história.

A programação infantil acontece na Praça de Alimentação do shopping (1º piso), sempre às 14h. O espaço reúne conveniência para as famílias aproveitarem as atrações enquanto desfrutam das opções gastronômicas do empreendimento. Além disso, as crianças recebem pipoca gratuita durante os espetáculos, tornando a experiência ainda mais divertida para os pequenos.

“Adote um Aumigo”

Além da agenda infantil, o DF Plaza promove no dia 13 de junho, das 11h às 17h, mais uma edição do evento de adoção de pets “Adote um Aumigo”, realizado na loja Cobasi, em parceria com o Projeto Acalanto. A ação faz parte da programação recorrente do shopping e busca incentivar a adoção responsável e aproximar cães e gatos resgatados de novos lares.


Campanha “Adote um Aumigo” do DF Plaza Shopping

“Buscamos oferecer experiências que façam parte da rotina das famílias e promovam momentos de convivência. A programação infantil e o evento de adoção reforçam esse compromisso do DF Plaza em criar ações acessíveis, acolhedoras e voltadas para diferentes públicos”, destaca Nathália Amarante, coordenadora de Marketing do shopping.

Para adotar, é necessário ser maior de idade, apresentar documento oficial com foto e participar de uma breve entrevista realizada pela equipe responsável, garantindo o bem-estar e a segurança dos animais.

SERVIÇO:

Teatrinho Infantil – DF Plaza Shopping

Datas: 7, 14, 21 e 28 de junho
Horário: 14h
Local: Praça de Alimentação – DF Plaza Shopping
Entrada: Gratuita

Programação:
 07/06 — A Cigarra e a Formiga
14/06 — Guerreiras do K-pop
21/06 — Jake e os Piratas
28/06 — Dora Aventureira

Adote um Aumigo – Evento de adoção
Data: 13/06
Horário:
Das 11h às 17h
Local:
Loja Cobasi

SERVIÇO:

DF Plaza Shopping

Rua Copaíba, lote 1 – Águas Claras

Informações: 61 99663-6939 / 61 3451-5750

Canais digitais: http://www.dfplaza.com.br/

Instagram: @dfplazashopping

AI Experience 2026 encerra edição histórica com quase 18 horas de conteúdo e mais de 40 especialistas debatendo o futuro da Inteligência Artificial

0

Evento reuniu lideranças do setor público, big techs, especialistas e empresas que já utilizam IA para discutir os impactos da tecnologia nos negócios, na gestão pública e na sociedade

 

Após dois dias de intensas discussões sobre inovação, tecnologia e transformação digital, o AI Experience 2026 encerrou sua terceira edição consolidando-se como um dos mais relevantes fóruns brasileiros dedicados à Inteligência Artificial estratégica.

 

Realizado em Brasília, o encontro reuniu representantes do setor público, executivos de grandes empresas de tecnologia, pesquisadores, especialistas, empreendedores e líderes institucionais para debater os desafios e oportunidades de uma transformação que já impacta governos, empresas e cidadãos em todo o mundo.

 

Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram acesso a cerca de 18 horas de programação, distribuídas entre painéis, palestras magnas, minitalks, premiação e momentos de networking. A edição contou com mais de 40 palestrantes, painelistas e mediadores, representando algumas das mais importantes organizações ligadas à inovação e à economia digital.

 

Entre as instituições e empresas presentes estiveram Microsoft, Google Cloud, IBM, Cisco, Amazon, Gartner, Genesys, Dataprev, BNDES, Sebrae, MCTI, FAPDF, GSI da Presidência da República, ANAC, Instituto Hardware BR e diversas organizações públicas e privadas envolvidas diretamente na transformação digital brasileira.

 

Debates sobre o presente — e não mais sobre o futuro

A programação do AI Experience 2026 evidenciou uma mudança importante na forma como a Inteligência Artificial é percebida pelas organizações.

 

Se nos últimos anos a IA era tratada como uma tendência, o evento demonstrou que a tecnologia já se tornou uma ferramenta estratégica para tomada de decisão, aumento de produtividade, melhoria de serviços públicos, fortalecimento da segurança digital e criação de novos modelos de negócio.

 

Os debates abordaram temas como:

  • Inteligência Artificial aplicada aos negócios;

  • Governança e regulação da IA;

  • Segurança cibernética e criptografia pós-quântica;

  • Infraestrutura necessária para sustentar a expansão da IA;

  • Transformação digital no setor público;

  • Saúde digital;

  • Neuromarketing;

  • Empresas autônomas;

  • Soberania tecnológica brasileira.

 

Um dos destaques da programação foi o painel “O Futuro da Gestão Pública na Era da Inteligência Artificial”, que reuniu representantes da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), do SINFOR, da FIBRA e do Instituto Hardware BR para discutir como a tecnologia já está contribuindo para modernizar a administração pública e melhorar a prestação de serviços ao cidadão.

 

Outro tema que despertou grande interesse do público foi a chamada era pós-quântica, com especialistas da Microsoft, IBM e Governo Federal debatendo os impactos que a computação quântica poderá trazer para a segurança digital e para a proteção de dados nos próximos anos.

 

Reconhecimento à inovação

A programação também contou com a realização do AI Experience Awards 2026, iniciativa criada para reconhecer empresas, startups e lideranças que vêm utilizando a Inteligência Artificial para desenvolver soluções inovadoras e gerar impacto positivo em diferentes setores da economia.

 

A premiação reforçou um dos conceitos centrais discutidos ao longo do evento: a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa de futuro para se tornar uma realidade presente e cada vez mais determinante para a competitividade das organizações.

 

Networking, conexões e oportunidades

Além do conteúdo técnico, o AI Experience 2026 proporcionou um ambiente de networking qualificado, aproximando executivos, gestores públicos, especialistas, empreendedores, startups e representantes de instituições estratégicas para o desenvolvimento tecnológico do país.

 

As conexões realizadas durante o evento reforçam o papel de Brasília como um dos principais centros nacionais de discussão sobre inovação, tecnologia, políticas públicas e transformação digital.

 

O futuro já começou

Ao final da terceira edição do AI Experience, uma mensagem se destacou entre palestrantes, painelistas e participantes: a Inteligência Artificial não é mais um tema de futuro.

 

Ela já está transformando a forma como os governos operam, empresas competem e a sociedade se relaciona com a tecnologia.

 

E aqueles que compreenderem mais rapidamente seus impactos, riscos e oportunidades estarão mais preparados para liderar as transformações que definirão os próximos anos.

 

O AI Experience 2026 chega ao fim deixando um legado de conhecimento, conexões e reflexões sobre uma das tecnologias mais transformadoras da história recente.

Grupo MF Rural lança MF Cast Expert, com foco em conteúdo técnico para o agronegócio

0

Ao unir estratégia de conteúdo, autoridade de marca e proximidade com o público do agronegócio, o Grupo MF Rural inicia uma nova fase de sua operação de mídia com o lançamento do MF Cast Expert, programa que passa a integrar a grade da MF TV.

A novidade reforça um trabalho já consolidado pelo grupo. A plataforma abriga o MF Cast, um dos maiores podcasts do agro brasileiro, que já ultrapassou mais de 1 bilhão de visualizações nas redes sociais.

Voltado para empresas, o MF Cast Expert compartilha a essência do MF Cast, mas segue uma proposta editorial própria. Enquanto o podcast permanece focado em entrevistas e histórias de vida, ouvindo exclusivamente seus convidados, o novo programa assume um formato mais técnico, criando espaço para discussões sobre desafios do campo e soluções desenvolvidas pela iniciativa privada.

Em um cenário marcado pelo excesso de informação, conteúdos que entregam conhecimento prático e aplicável ganham cada vez mais relevância. “A ideia é que a solução apresentada seja uma resposta direta às dores do produtor rural. Isso aproxima os elos envolvidos e fortalece a confiança”, destaca Renato Fabrizzi Lucas, diretor de Estratégia do Grupo MF Rural.

O programa é exibido semanalmente, às terças-feiras, e passa a integrar oficialmente a grade da MF TV.

MF TV: entretenimento e conteúdo para o agro
Além de programas técnicos, a MF TV também investe em formatos que valorizam histórias reais e experiências do campo. Um dos exemplos é “A Carta de Buenópolis”, série que já chega ao seu 16º episódio e acompanha a jornada da equipe em uma expedição de mais de mil quilômetros para atender a um pedido inusitado vindo do interior de Minas Gerais.

Outro destaque é o quadro “Quem é do Agro”, que reúne um profissional legítimo do setor em meio a participantes que não possuem ligação com o campo. A dinâmica desafia os competidores a identificar quem realmente faz parte do agronegócio, criando uma experiência leve e envolvente para o público.

Com a ampliação de seu portfólio de conteúdos, o Grupo MF Rural fortalece sua atuação não apenas como marketplace, mas também como uma plataforma de mídia, informação, entretenimento e geração de negócios para o agronegócio brasileiro.

•          Siga a MFTV: www.youtube.com/@mfcast; instagram.com/mfcast; tiktok.com/@mfcast; facebook.com/podcastmfcast e kwai.com/@mfcast

Portal Canção Nova estreia série sobre a existência do mal e o poder da oração

0

O Portal Canção Nova preparou a série – “Libertação dos Espíritos Malignos” – que ajudará no entendimento da realidade espiritual, da existência do mal e da importância da oração nesse combate diário. Serão quatro episódios semanais exibidos neste mês de junho (2026), sempre às segundas-feiras, com duração aproximada de 10 minutos.

A cada semana, um tema específico – “Poder demoníaco” (08/06), “Maldições” (15/06), Pacto com o demônio (22/06) e “Cura da árvore genealógica” (29/06) –, esclarecerá dúvidas comuns sobre a espiritualidade, à luz das Sagradas Escrituras e da tradição cristã.

Todo o conteúdo formativo, voltado para fortalecimento da fé, será apresentado numa linguagem acessível pelo missionário da Comunidade Canção Nova, Danilo Gesualdo, autor do livro no qual a série foi inspirada. Ele é formado em Teologia e pós-graduando em Teologia Moral.

Os episódios da série estarão disponíveis no canal oficial da Canção Nova no youtube e na plataforma de streaming (gratuita) CN Plus.

QUANDO A JUSTIÇA PODE OBRIGAR UMA EMPRESA A EXIBIR DOCUMENTOS?

0

Decisões judiciais reforçam a importância da exibição de documentos e levantam discussões sobre transparência, ônus da prova e estratégia processual

Crédito imagem: Advocacia Collares

 

Em disputas judiciais, nem sempre as informações necessárias para esclarecer os fatos estão igualmente disponíveis para todas as partes. Muitas vezes, documentos essenciais para a solução do conflito permanecem sob a posse exclusiva de uma empresa, instituição financeira ou mesmo de uma das partes envolvidas no processo. Nesses casos, a legislação brasileira prevê mecanismos que permitem ao Judiciário determinar a exibição desses documentos.

 

A chamada “ação de exibição de documentos” ou o pedido de exibição formulado dentro de um processo já em andamento são instrumentos previstos pelo Código de Processo Civil para garantir que informações relevantes sejam apresentadas ao juiz, contribuindo para uma decisão mais justa e fundamentada.

 

A medida tem sido cada vez mais utilizada em demandas envolvendo relações de consumo, contratos empresariais, disputas societárias, ações bancárias e até processos de responsabilidade civil.

Quando uma empresa ou qualquer uma das partes possui documentos relevantes para a solução da controvérsia, ela pode ser obrigada judicialmente a apresentá-los.

 

A advogada Fabiana Schwartz explica que a legislação processual brasileira estimula a colaboração entre os envolvidos no processo.

 

“O processo civil moderno valoriza a cooperação entre as partes. A recusa injustificada na apresentação de documentos pode gerar consequências relevantes para quem detém a informação.”

 

Segundo ela, a finalidade da medida é evitar que uma das partes seja prejudicada simplesmente por não ter acesso a informações que estão sob o controle exclusivo da outra.

 

O juiz pode presumir que o documento esconde algo?

 

A resposta é sim.

 

O Código de Processo Civil prevê que, diante da recusa injustificada em apresentar um documento cuja exibição foi determinada judicialmente, o magistrado pode considerar verdadeiros os fatos que a outra parte pretendia comprovar por meio daquele documento.

 

Na prática, essa consequência funciona como um mecanismo de equilíbrio processual e busca impedir que a ocultação de informações beneficie quem se recusa a colaborar com a Justiça.

 

image.jpeg

Foto: Advogada Fabiana Schwartz

 

Embora seja mais conhecida nas relações de consumo, a inversão do ônus da prova também pode surgir em outras situações nas quais exista grande dificuldade para uma das partes produzir determinada prova.

Nesses casos, o juiz pode determinar que quem possui maior facilidade de acesso às informações apresente os documentos necessários para esclarecer os fatos.

 

Para o advogado Alexandre Collares, o acesso às informações é parte fundamental do direito de defesa.

 

“Mais do que uma obrigação formal, a exibição de documentos está ligada ao próprio direito de defesa e à busca pela verdade dos fatos dentro do processo.”

 

Segundo ele, a produção adequada de provas contribui para decisões mais seguras e reduz o risco de julgamentos baseados em informações incompletas.

 

image.jpeg

Foto: Advogado Alexandre Collares

 

Além da possibilidade de presunção de veracidade dos fatos alegados pela parte contrária, a resistência injustificada à apresentação de documentos pode influenciar negativamente a avaliação do comportamento processual da empresa.

 

O Código de Processo Civil estabelece o dever de cooperação entre todos os participantes do processo, incluindo partes, advogados e terceiros. A falta de colaboração pode gerar medidas determinadas pelo juiz para assegurar o cumprimento da ordem judicial e preservar a efetividade do processo.

 

Especialistas apontam que a exibição de documentos não deve ser vista apenas como uma obrigação processual, mas como um instrumento importante para garantir o equilíbrio entre as partes e a correta aplicação da Justiça.

 

Ao assegurar que informações relevantes sejam apresentadas ao Judiciário, o mecanismo contribui para decisões mais fundamentadas, fortalece a transparência e reduz desigualdades no acesso à prova.

 

Em um cenário em que a informação possui valor decisivo em muitos litígios, a cooperação processual e a boa-fé continuam sendo pilares fundamentais para a construção de soluções justas e eficazes dentro do sistema judicial.

 

Sobre os advogados

Alexandre Collares e Fabiana Schwartz são advogados com atuação nos tribunais superiores, em Brasília, e experiência em casos de alta complexidade e repercussão nacional.