Início Site Página 202

AFPESP: “Aprovação do PL da Devastação ameaça direitos socioambientais

0

 

Entidade alerta para riscos do projeto que flexibiliza normas de licenciamento ambiental, defendendo compromisso com o desenvolvimento sustentável

 

Recentemente o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 2.159/2021, que simplifica os procedimentos para licenciamento ambiental no Brasil. Conhecido como “PL da Devastação”, o projeto recebeu 54 votos favoráveis e 13 votos contrários, e agora retorna à Câmara dos Deputados para nova votação.
Gilberto Natalini, ambientalista e coordenador de meio ambiente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP), considera o projeto uma grave ameaça à preservação do meio ambiente. “É inaceitável que uma proposta dessa natureza avance sem amplo debate com a sociedade civil e os entes federados. A proteção ambiental não pode ser tratada como entrave econômico. É um valor constitucional, uma garantia às presentes e futuras gerações. Qualquer mudança deve estar alinhada à justiça social e ao compromisso com o desenvolvimento sustentável”, comenta.
Entre os diversos pontos controversos do projeto, está a dispensa de autorização para atividades ligadas à agropecuária. Artur Marques, presidente da AFPESP, reitera que políticas públicas que promovem justiça fiscal, preservação ambiental e redução das desigualdades são inseparáveis. “Apelamos aos senhores parlamentares e demais autoridades competentes que reconsiderem o avanço do referido projeto, abrindo espaço para um debate mais aprofundado e transparente com a sociedade, a academia, os órgãos técnicos e o setor produtivo comprometido com a sustentabilidade, buscando assim, o melhor caminho para o desenvolvimento sustentável do Brasil”, ressalta o presidente.

O PRINCÍPIO DA DESIGUALDADE E A DECISÃO DA 1ª TURMA DO STF SOBRE O DEPUTADO RAMAGEM

0

Quero expor aos amigos leitores, apenas como professor universitário e advogado, aquilo que fiz a vida inteira: comentar a lei, como a vejo, com interpretações exclusivamente doutrinárias. Admito, evidentemente, que posso não estar certo, mas enquanto não me convencerem do contrário, continuarei com a interpretação que me parece mais adequada.

Ocorre que o Constituinte – lembro aos meus leitores que acompanhei a Constituinte durante 20 meses – decidiu, com nitidez, que deveriam ser julgados pelo STF apenas aqueles expressamente nomeados no artigo 102, e que os não citados estariam sujeitos a um juízo natural de primeira instância por não terem foro privilegiado.

Nesta esteira, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, tem criticado a inclusão de pessoas que têm direito a um juízo natural (que é o juízo em primeira instância), na competência da Suprema Corte.

Tenho defendido posição idêntica ao do ministro Marco Aurélio, que foi presidente do STF e é meu confrade na Academia Internacional de Direito e Economia. O julgamento recente da Suprema Corte, no caso do deputado Alexandre Ramagem, demonstra, a meu ver, que a nossa interpretação é a mais adequada.

Está escrito no artigo 5° da nossa Constituição Federal, como princípio fundamental, que todos são iguais perante a lei. Partindo do pressuposto de que todos estão na mesma ação – são sete – e teriam cometido, segundo o Supremo Tribunal Federal (não de acordo com a Câmara), crimes rigorosamente idênticos, a Suprema Corte decidiu que mesmo aqueles que teriam direito a juízo natural em primeira instância serão julgados por ela em uma única instância.

Só que desses seis ou sete réus, um deles será julgado apenas por alguns pretendidos crimes, enquanto os outros serão julgados por todos os crimes a eles imputados.

O que vale dizer: tendo supostamente cometido os mesmos atos, eles serão julgados em uma única ação, com alguns sendo condenados – ao menos é o que sinalizam as entrevistas concedidas sobre o caso, inclusive quando aceitaram a continuação da denúncia como réus – e um deles recebendo uma pena menor.

Evidentemente, o princípio da igualdade foi maculado. Tendo cometido o mesmo crime, aqueles que têm foro privilegiado e que só poderiam ser julgados pela Supremo Corte, por se enquadrarem no artigo 102 da Constituição Federal, terão uma pena menor do que aqueles que não estão, nem poderiam ser por ela julgados e que, por não terem foro de competência única do STF, deveriam ser julgados pela primeira instância.

A interpretação da Suprema Corte que alargou uma competência que não tem, conforme o artigo 102 da Constituição, faz com que, por terem sido colocados na mesma ação, pessoas que teriam direito ao juízo natural, sejam pelo STF julgadas e tenham uma pena maior. Isso porque já foi excluída aquela interpretação – que também, a meu ver, não é a melhor – de que só o que teria sido praticado pelo parlamentar depois de ter tomado posse é que estaria suspenso pelo Supremo Tribunal Federal, em decorrência da decisão da Câmara dos Deputados, mas não os atos anteriores.

A colocação de todos na mesma ação, nos mostra que a decisão do Pretório Excelso será, necessariamente, desigual para o mesmo tipo de imputação criminal. Ora, indiscutivelmente, os outros que, pela CF/88, não deveriam ser julgados pelo Supremo, mas o serão, sem ter este privilégio da suspensão da ação por parte da Câmara, terão uma pena maior.

Tenho a impressão de que os Constituintes, a meu ver de modo correto, deram expressamente foro privilegiado apenas àquelas pessoas que estão elencadas no artigo 102, e não a outras que não mencionaram no texto supremo, por tratar-se de uma lista taxativa.

A minha exegese, entretanto, é de um mero professor de província, enquanto a dos Ministros é a que prevalece, servindo a minha apenas como mera reflexão acadêmica. Não posso deixar de trazer, todavia, aos amigos leitores aquilo que me parece a interpretação correta de “foro privilegiado” em relação àqueles que deveriam ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal.

Realmente, associo-me às sábias lições do confrade Marco Aurélio de Mello, que foi um dos grandes ministros da nossa Excelsa Corte, tendo-a presidido e sendo o responsável pela criação da TV Justiça.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Ibama concede licença para o derrocamento do Pedral do Lourenço

0

 

Medida estava sob análise desde 2014 e promove a navegabilidade e transporte mais sustentável no rio Tocantins

Hidrovia do rio Tocantins se estende por mais de 1.700 km, entre as cidades de Peixe (TO) e Belém (PA)

 

O Ibama concedeu, nesta segunda-feira (26), licença ambiental que deverá viabilizar a navegabilidade na hidrovia do rio Tocantins, uma das principais vias de transporte sustentável entre o Centro-Oeste e o Norte brasileiro. A licença permite intervenções em determinados trechos do rio para efetivar o derrocamento do chamado Pedral do Lourenço, formação rochosa no fundo do rio que restringe a passagem segura de embarcações de carga.

 

“É um marco histórico, uma decisão que deve trazer desenvolvimento socioeconômico para o Centro-Norte do país, além de ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, já que o desenvolvimento de hidrovias é o principal meio para cumprir o Acordo de Paris”, comemorou o ministro Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos. “É uma excelente notícia para o Brasil e para os brasileiros, especialmente em ano de COP 30, quando os olhos do mundo estarão voltados para o estado do Pará”, disse.

 

A hidrovia do rio Tocantins se estende por mais de 1.700 quilômetros, entre as cidades de Peixe (TO) e Belém (PA), mas tem sua capacidade reduzida neste trecho rochoso de aproximadamente 40 quilômetros. “A análise ambiental é fundamental para o desenvolvimento sustentável do país e deve levar em consideração também o impacto positivo que uma hidrovia promove, reduzindo tráfego nas rodovias e emissão de gases de efeito estufa”, reforçou o secretário de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes.

 

Por estar localizada no cerrado, a maior região produtora de grãos do país, a hidrovia do rio Tocantins tem potencial para se tornar ainda mais importante em âmbito nacional. Com a previsão de conclusão da dragagem e derrocamento do Pedral do Lourenço, o Tocantins terá potencial de movimentação de mais de 20 milhões de toneladas/ano.

Projeto de Desenvolvimento da Cadeia do Leite impulsiona mais de 100 propriedades da região oeste

0

Em parceria com a Cooperativa Regional Itaipu de Pinhalzinho, a iniciativa promove boas práticas, manejo reprodutivo e acompanhamento técnico

Uma importante ação do Projeto de Desenvolvimento da Cadeia do Leite está em curso na região de abrangência da Cooperativa Regional Itaipu de Pinhalzinho. Em parceria com o Sebrae/SC – que atua junto à cooperativa há quase cinco anos através do Programa de Consultoria Tecnológica do Sebrae (Sebraetec) – a entidade está implementando uma ampla ação de fortalecimento deste segmento, beneficiando diretamente mais de 100 propriedades rurais e envolvendo mais de cinco mil vacas distribuídas nos municípios em que atua.

Na última semana, o analista de negócios do Sebrae/SC Thiago Dalla Rosa esteve em Pinhalzinho para uma reunião com o presidente da cooperativa, Arno Pandolfo, o diretor técnico e de produção da cooperativa, Sadi Link, e o consultor credenciado ao Sebraetec, Jonei Bortolanza, com o objetivo de alinhar estratégias e acompanhar os avanços do projeto.

“O foco principal desta iniciativa é melhorar as boas práticas agropecuárias, o manejo reprodutivo e o acompanhamento técnico contínuo das propriedades. Com orientação especializada e tecnologia aplicada, os produtores participantes recebem visitas periódicas de técnicos capacitados, que avaliam aspectos como qualidade do leite, sanidade animal, eficiência no manejo e estratégias para aprimoramento genético do rebanho”, destacou Dalla Rosa.

Para o presidente da Cooperativa Regional Itaipu, a parceria com o Sebrae/SC tem sido fundamental para transformar a rotina dos produtores. Ele enfatizou a eficiência do trabalho técnico e o impacto positivo gerado. “Ter o Sebrae/SC como aliado é muito importante porque eles têm profissionais que vão até a propriedade e fazem um verdadeiro pente-fino junto ao produtor. Depois disso, é implantado um programa, acessível pelo celular, onde o produtor pode emitir alertas e o técnico já sabe do que se trata. Isso gera agilidade, qualidade e resultados”, afirmou Pandolfo.

CAPACITAÇÕES

Segundo o consultor credenciado ao Sebrae/SC para a prestação do serviço, a necessidade de instigar este setor surge da relevância que Santa Catarina tem no cenário nacional da produção leiteira e da importância de qualificar os produtores. “O estado está entre os cinco maiores produtores de leite do Brasil, por isso é fundamental proporcionar suporte técnico na qualificação dos produtores, especialmente nas áreas de reprodução, sanidade, qualidade do leite e, sobretudo, no desenvolvimento das bezerras, com atenção especial ao crescimento e saúde desses animais, que serão as futuras matrizes produtoras de leite”, explicou Bortolanza.

O programa consiste em acompanhamento técnico especializado, através de visitas mensais às propriedades. O trabalho tem como objetivo otimizar indicadores zootécnicos, como dias em lactação (DEL) e intervalo entre partos, buscando garantir que as vacas estejam em produção de pelo menos 300 dias ao ano, com um bezerro, o que contribui diretamente para a qualidade e rentabilidade da produção leiteira.

“Nossa missão é tornar a propriedade mais rentável. Os indicadores zootécnicos mostram resultados positivos, vacas com partos regulares produzem leite de melhor qualidade e em maior quantidade. O que buscamos é mais leite e com melhor qualidade ao longo da vida produtiva. A vaca não pode estar vazia, ela tem que estar produzindo”, enfatizou o consultor.

FUTURO

Entre as novidades do projeto para 2025 está a implantação de tecnologia para identificação de vacas produtoras de leite A2A2 (uma variante da beta caseína que tem ganhado destaque por ser melhor tolerada por consumidores com sensibilidade intestinal).

“Começamos neste mês de maio a coleta de 1.500 amostras de leite de animais nas propriedades assistidas pela cooperativa. A ideia é identificar vacas com a genética A2A2. Esse tipo de leite é mais próximo ao leite materno, causa menos desconforto intestinal e representa uma tendência global de consumo. Ainda estamos na fase de identificação, mas isso pode se tornar um grande diferencial competitivo para os produtores da região”, salientou Dalla Rosa.

Além do suporte técnico individual, a iniciativa inclui ações coletivas de capacitações, oficinas e encontros entre os empresários rurais, promovendo troca de experiências e soluções conjuntas.

Saúde da mulher: enfrentamento ao câncer do colo do útero deve ser prioridade na saúde pública no Brasil, diz Anadem

0

Regiões Norte e Nordeste têm as maiores taxas brutas de incidência da doença por 100 mil mulheres; Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher busca conscientizar sobre a importância da saúde integral e promover políticas públicas

 

O Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher é comemorado em 28 de maio por decisão tomada durante o 5º Encontro Internacional da Mulher e da Saúde, na Costa Rica, em 1987. A data tem como objetivo discutir as necessidades de saúde das mulheres e buscar soluções para os desafios que elas enfrentam, como a violência de gênero, a desigualdade de acesso aos serviços de saúde e a mortalidade materna.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que, no Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres. Para cada ano do triênio 2023-2025 são estimados 17.010 novos casos. As Regiões Norte e Nordeste têm as maiores estimativas de taxas brutas de incidência por 100 mil mulheres durante o mesmo período, com 20,48% e 17,59%, respectivamente.

O presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), Raul Canal, ressalta que o enfrentamento ao câncer do colo do útero deve ser uma das prioridades da saúde pública no país. “Trata-se de uma doença evitável e tratável, mas que ainda está entre as principais causas de morte entre mulheres, sobretudo nas Regiões Norte e Nordeste, o que evidencia falhas na implementação de políticas preventivas e de rastreamento regular”, disse.

Canal reforça a importância do acesso a medidas de prevenção. “A Constituição garante o direito à saúde como um dever do Estado e isso inclui a oferta efetiva de exames preventivos, o acesso à vacinação contra o HPV e a realização oportuna de tratamentos. Quando esses serviços não são garantidos, estamos diante de uma violação ao direito à saúde e à dignidade da mulher”, completou o especialista em Direito Médico.

POLÍTICAS PÚBLICAS

A doença integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030, desenvolvido pelo Ministério da Saúde. Entre as metas previstas no documento, está a redução da mortalidade prematura (30 a 69 anos) por câncer de colo do útero em 20% até 2030.

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (PNAISM) estabelece um conjunto de diretrizes e de objetivos que busca oferecer cuidados completos para a população feminina. Ela visa, por exemplo, a promover a garantia de direitos legalmente constituídos; contribuir para a redução da morbidade e da mortalidade femininas; e ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde da mulher no Sistema Único de Saúde (SUS).

ANADEM

A Anadem foi criada em 1998. Como entidade que luta pela categoria e pelos seus direitos, promove o debate sobre questões relacionadas ao exercício da medicina e da odontologia, além de realizar análises e propor soluções em todas as áreas de interesse dos clientes, especialmente no campo jurídico.

SGB participa da Marcha dos Prefeitos e reforça apoio técnico a municípios em gestão de riscos e minerais estratégicos

0

 

Com mais de 12 mil gestores reunidos em Brasília, o SGB destacou o papel da ciência geológica no enfrentamento das mudanças climáticas e no desenvolvimento econômico

Divulgação / SGB

 

Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) participou, no dia 21 de maio, da programação paralela da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o maior evento municipalista da América Latina, promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). A edição de 2025 reuniu mais de 12 mil gestores municipais no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), na capital federal.

O SGB foi representado em dois painéis temáticos, contribuindo com experiências e dados técnicos sobre gestão de riscos, mudanças climáticas e minerais estratégicos, temas que impactam diretamente a formulação de políticas públicas nos municípios brasileiros.

SGB e a prevenção de desastres

Na Arena 1, a diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB, Alice Castilho, falou sobre a atuação da instituição no apoio aos municípios para o enfrentamento das mudanças climáticas. A apresentação integrou o painel “Gestão Climática e Gestão de Riscos e Desastres: oportunidades para municípios por meio do Conclima”, consórcio criado pela CNM para fortalecer a atuação local na prevenção de desastres.

Divulgação / SGB

 

“A Política Nacional de Proteção e Defesa Civil possui quatro eixos (mapeamento, monitoramento, prevenção e resposta); e nós, como uma instituição do governo federal, participamos de dois desses eixos: fazemos o mapeamento das áreas de risco e também o monitoramento, operando sistemas de alerta no Brasil. Então, por estarmos em dois desses quatro eixos, nós fomos convidados para falar a respeito da nossa atuação”, destacou Alice.

O painel teve como foco central as ações de prevenção de desastres e operação de sistemas de alerta, que estão diretamente sob responsabilidade da Divisão de Gestão Territorial (DIGEAT), vinculada ao Departamento de Gestão Territorial (DEGET). O DEGET conduz ações estratégicas voltadas à gestão territorial e à geologia ambiental, oferecendo suporte técnico para políticas públicas voltadas à redução de riscos e à adaptação climática. Por meio de estudos do meio físico, o departamento apoia a formulação de soluções baseadas em ciência para tornar os municípios mais seguros e resilientes.

A pesquisadora e assessora da diretoria, Angélica Barreto, que também participou do evento, enfatizou a importância da presença institucional do SGB.

Divulgação / SGB

 

“Foi uma grande surpresa para alguns municípios, que desconheciam o trabalho do Serviço Geológico do Brasil. Nossa presença teve papel fundamental em divulgar as ações da empresa, especialmente junto a municípios com menos de 50 mil habitantes, que muitas vezes não possuem corpo técnico especializado. A participação do SGB foi muito positiva”, afirmou.
Potencial dos minerais estratégicos nos municípios

Na Arena 7, o chefe da Divisão de Geologia Econômica do SGB, Guilherme Ferreira, participou do painel “Minerais Estratégicos – Terras Raras: oportunidades para o desenvolvimento municipal”. A apresentação mostrou como o conhecimento técnico acumulado pelo SGB pode ajudar os municípios a identificarem oportunidades ligadas à mineração sustentável e à transição energética.

Divulgação / SGB

 

“Apresentamos o trabalho do SGB, a partir do Plano Nacional de Mineração 2030, discutindo o potencial brasileiro em minerais estratégicos e como isso pode ser traduzido em desenvolvimento local. O objetivo foi mostrar como podemos ajudar os municípios a compreender e aproveitar esse potencial, com base em dados confiáveis e em geociência aplicada”, explicou Guilherme.

Fortalecimento da atuação técnica nos territórios

A participação do SGB na Marcha reforça o papel da instituição na promoção do desenvolvimento sustentável, na redução de riscos e no apoio à tomada de decisões em todo o país, especialmente em municípios com menor estrutura técnica.

Aurora Coop promove treinamento sobre Gripe Aviária

0

Capacitação com especialista nacional reforça medidas de prevenção, agilidade no combate a focos e segurança no consumo da carne de frango

Confira o vídeo: https://www.swisstransfer.com/d/f03c4a51-0b63-464d-95af-c3eefd5f4d29

Um treinamento técnico e preventivo sobre Gripe Aviária reuniu uma centena de colaboradores de vários setores da Aurora Coop na sede da Cooperalfa, na última quinta-feira (22), em Chapecó. A capacitação foi conduzida pelo médico-veterinário Bruno Pessamilio, com mais de 30 anos de experiência em defesa sanitária animal e referência nacional no setor.

O encontro destacou as medidas práticas que já são adotadas pela Aurora Coop para prevenir a entrada do vírus em suas unidades, bem como os procedimentos que seriam colocados em prática em caso de foco da doença.

Na ocasião, Pessamilio detalhou os passos a serem seguidos diante de um foco e como implementar um plano de contingência de forma eficaz. “Essa é uma série de medidas que precisam ser desencadeadas desde a suspeita de um foco até o seu encerramento. Isso inclui a notificação ao Serviço Veterinário Oficial, a avaliação do caso suspeito e, se confirmado, o acionamento completo do plano”, explicou o especialista.

Ele destacou que, a partir da confirmação laboratorial de um caso positivo, três ações principais devem ser executadas imediatamente: o sacrifício sanitário das aves infectadas e suscetíveis, a destruição das carcaças e resíduos orgânicos da propriedade e, por fim, a limpeza e desinfecção completa do local. “Essas são medidas essenciais para garantir que a propriedade possa retomar suas atividades com segurança e para que o Brasil consiga restabelecer sua condição sanitária internacional. É o que eu chamo de tríade do saneamento”, afirmou.

PREPARAÇÃO TÉCNICA

A médica-veterinária e gestora da Aurora Coop, Eliana Renúncio, também participou do evento e reforçou a importância de estar com as equipes preparadas e bem treinadas. “Estamos fazendo o treinamento do plano de contingência da Aurora Coop e de todo o sistema de produção de aves. Esse treinamento é válido não só para a Influenza Aviária, mas para todas as doenças de notificação obrigatória imediata”, pontuou.

Eliana destacou que a Aurora Coop já se preparava há bastante tempo e previa que, em algum momento, o vírus chegaria ao Brasil, como tem ocorrido globalmente. “É fundamental que todos os técnicos, gerentes e diretores saibam exatamente como estruturar esse plano de guerra, esse plano de ação em relação a uma emergência sanitária. Não basta só a participação de todos os atores: cada um precisa saber qual é o seu papel”, ressaltou.

Ela enfatizou especialmente a missão da área técnica, que tem contato direto com a Defesa Sanitária Animal: “A rapidez de ação diante de uma suspeita é determinante para a sobrevivência da avicultura nacional. E, para isso, precisamos preparar as pessoas e os recursos adequadamente.”.

EQUIPE TREINADA

Participaram da capacitação, colaboradores do financeiro, logística, planejamento e produção, recursos humanos, tecnologia da informação, segurança do trabalho, direção agropecuária, equipe técnica de aves matrizes, frango de corte e incubatório.

Todos conheceram detalhes operacionais do plano de contingência, como a composição da equipe de emergência da Aurora Coop, formada por 13 membros com funções bem definidas: desde coordenação administrativa e biossegurança até logística e controle de trânsito. A estrutura garante que, diante de um foco, todas as ações necessárias possam ser implementadas com agilidade e organização.

UM SETOR QUE SE ANTECIPA AO PROBLEMA

A Aurora Coop se destaca pela adoção de medidas preventivas rígidas, que envolvem vacinação obrigatória das aves matrizes contra a Doença de Newcastle, proibição da criação de outras aves nas propriedades integradas, auditorias regulares de biosseguridade e capacitações frequentes com técnicos e produtores. Todas essas ações integram uma estratégia robusta para evitar a entrada do vírus e proteger o sistema produtivo.

CARNE DE FRANGO É SEGURA PARA O CONSUMO

Mesmo diante dos desafios sanitários, Pessamilio reforçou uma mensagem essencial à população: não há risco de transmissão da Gripe Aviária por meio do consumo de carne de frango. “A população pode continuar consumindo carne de frango com tranquilidade. Toda a produção passa por inspeções rigorosas e o cozimento elimina qualquer risco. O foco das medidas é proteger os plantéis e evitar prejuízos à cadeia produtiva, e não porque haja perigo direto ao consumidor”, explicou o veterinário.

VOZ DA EQUIPE

Para Guilherme Lando Bernardo, médico-veterinário da Aurora Coop, o treinamento foi fundamental para o preparo técnico e estratégico das equipes. “Acabei de participar do treinamento de Influenza Aviária que analisou as ações tomadas no início do foco para sua resolução. É um treinamento muito importante, porque as equipes devem estar preparadas para agir de forma certeira para evitar a contaminação de outros lotes, outras propriedades e ajudar a restabelecer o estado sanitário do local, do Estado e do País. A importância desse treinamento é de grande valia para que estejamos prontos para atuar no caso de um foco”, destacou.

CONHECIMENTO QUE PROTEGE A AVICULTURA E A SOCIEDADE

Para Pessamilio, a capacitação foi mais do que uma atualização técnica: foi um compromisso com a proteção da avicultura nacional. “Fico muito feliz em disseminar esse conhecimento e deixar a Aurora Coop a ainda mais preparada para situações de emergência. Estamos em um momento delicado, com o primeiro foco de Influenza Aviária em aves domésticas confirmado no Brasil, e é fundamental que o setor esteja pronto para reagir com rapidez e responsabilidade”, concluiu o especialista.

“A capacitação mostrou que conhecimento técnico, protocolos claros e uma equipe bem treinada são os maiores aliados na proteção da avicultura. Com iniciativas como essa, a Aurora Coop reafirma seu compromisso com a biossegurança, a saúde pública e a qualidade dos alimentos. Para o consumidor, fica a certeza: a carne de frango produzida no Brasil continua sendo uma escolha segura, nutritiva e confiável”, assinalou o vice-presidente de agronegócios Marcos Antonio Zordan.

Dia da Libertação da África e a história dos que voltaram para casa

0

Em Os Retornados, o diplomata e escritor Carlos Fonseca revela como milhares de ex-escravizados brasileiros encontraram no retorno à África um caminho de reconstrução e liberdade durante o século XIX

 

Celebrado em 25 de maio, o Dia da Libertação da África marca a criação da Organização da Unidade Africana, símbolo da luta dos países do continente pela independência e soberania frente às potências coloniais. Mas a data também abre espaço para refletir sobre uma outra forma de libertação – individual, afetiva e ancestral – vivida por milhares de ex-escravizados brasileiros que, entre os séculos XIX e XX, decidiram deixar o Brasil e retornar ao continente africano.

É essa travessia que o diplomata e escritor Carlos Fonseca traz à tona no livro Os Retornados, lançado pela Editora Record. A obra conta a saga de homens e mulheres que, mesmo depois da Lei Áurea, continuaram excluídos e invisibilizados em sua própria terra natal – e por isso decidiram cruzar o Atlântico, em busca de dignidade, pertencimento e reconexão com suas raízes.

“Esse retorno à África foi um gesto de afirmação profunda. Eles foram em busca de um lugar que o Brasil nunca lhes deu de verdade”, explica o autor, que dedicou mais de 20 anos a pesquisas, viagens e entrevistas com descendentes dessas comunidades. “E lá, recriaram pedaços do Brasil – com sua fé, sua música, seus pratos, suas festas, suas palavras.”

Os Retornados reúne histórias surpreendentes e emocionantes que mostram como esses brasileiros deixaram marcas indeléveis em países como Benim, Togo, Nigéria e Gana. Entre essas histórias está a da família Olympio, no Togo, cuja linhagem inclui o primeiro presidente do país, Sylvanus Olympio, neto de um brasileiro, e responsável pela independência do país, em 1960. Hoje celebrado como uma das principais lideranças do panafricanismo, Olympio foi também o primeiro Chefe de Estado em exercício assassinado em um golpe de estado na África, após o movimento de independências da década de 1960.

Mais do que um resgate histórico, o livro é um elo afetivo entre Brasil e África. E, neste 25 de maio, reforça a importância de ampliar o olhar sobre as narrativas de libertação: nem todas aconteceram dentro das fronteiras nacionais – algumas exigiram coragem para atravessar oceanos em busca de uma nova forma de existir.

Sobre o autor – Carlos Fonseca é diplomata e escritor, com carreira voltada às relações internacionais e à memória afro-diaspórica. Os Retornados é seu primeiro livro de não ficção e representa o resultado de anos de imersão em países africanos de língua francesa e inglesa, revelando os laços históricos, culturais e espirituais entre África e Brasil.

 

Serviço: livro Os Retornados
Autor: Carlos Fonseca
Editora: Record
Disponível nas principais livrarias físicas e plataformas digitais
Gênero: História / Narrativa jornalística
Temas: Diáspora africana, identidade, pós-escravidão, cultura afro-brasileira, relações Brasil-África
Livro disponível na Amazon: https://encurtador.com.br/0nj1D

Atuação ilegal como corretor de imóveis pode virar crime no Brasil

0

 

Proposta em tramitação no Senado quer criminalizar a atuação de corretores sem registro no país. Medida reforça a importância da qualificação e da segurança nas negociações imobiliárias.

LEGISLAÇÃO


Atuação ilegal como corretor de imóveis pode virar crime no Brasil
Proposta em tramitação no Senado quer criminalizar a atuação de corretores sem registro no país. Medida reforça a importância da qualificação e da segurança nas negociações imobiliárias.

“Confiar a maior decisão financeira da sua vida a quem não é habilitado é um risco”, alerta Diogo Martins, CEO do Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP), escola referência no país na formação de corretores de imóveis, reconhecida pelo Sistema COFECI-CRECI e pelo MEC. O exercício ilegal da profissão de corretor de imóveis poderá deixar de ser apenas uma contravenção penal para se tornar crime no Brasil. Uma proposta em tramitação no Senado prevê a alteração do Código Penal para enquadrar a atuação irregular com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Atualmente, quem exerce a atividade sem registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) é configurado como contravenção penal, ou seja, é uma infração de menor gravidade, com pena de 15 dias a três meses ou multa.

A proposta acompanha uma demanda crescente por qualificação no setor imobiliário, que hoje reúne cerca de 650 mil corretores de imóveis registrados e aproximadamente 70 mil imobiliárias em operação no Brasil. O país é o segundo com maior número de profissionais da área no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Uma pesquisa recente da National Association of Realtors (NAR), entidade que representa os corretores norte-americanos, revelou que os atributos mais valorizados pelos compradores na hora de escolher um profissional são experiência (23%), seguida de honestidade e confiabilidade (19%).

“Comprar ou vender um imóvel é uma das decisões mais importantes na vida de uma pessoa ou de uma família. Confiar esse processo a alguém sem preparo ou habilitação não compromete apenas o patrimônio, mas também coloca em risco a segurança jurídica de toda a negociação”, afirma Martins.

“Além disso, hoje, não basta apenas ter o CRECI. O corretor de imóveis precisa estar preparado, com conhecimento aprofundado sobre o mercado, comportamento do consumidor, legislação e estratégias de negociação. Quem não investe em qualificação se torna apenas mais um. “Transformar o exercício ilegal em crime é uma medida que protege o consumidor e reconhece o valor dos profissionais que atuam com ética, qualificação e dentro da legalidade”, complementa.

Sobre o IBREP

Fundado em 2006, o Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP) é referência nacional na formação de corretores de imóveis. Com mais de 40 polos espalhados pelo Brasil, o instituto já capacitou milhares de profissionais para atuar no mercado imobiliário, sempre priorizando a qualificação e o desenvolvimento contínuo.

https://ibrep.com.br/

Rosa Mosqueta: o segredo milenar da natureza para uma pele renovada

0

 

Com propriedades regeneradoras e clareadoras, ativo natural é destaque na Farmacotécnica e conquista espaço nas rotinas de cuidados com todos os tipos de pele

Rogy Tokarski, diretora da Farmacotécnica (créditos: Fabiano Neves)

 A busca por uma pele saudável, luminosa e uniforme tem levado cada vez mais pessoas a apostarem em soluções naturais e eficazes. E entre os ativos que ganharam protagonismo nos últimos anos, o óleo de Rosa Mosqueta é um dos grandes queridinhos.

Na Farmacotécnica, referência em saúde integrativa e manipulação no Distrito Federal, o ativo é frequentemente recomendado como um aliado poderoso no combate a manchas, estrias e no processo de cicatrização da pele.

Originária de regiões frias como a Cordilheira dos Andes, a Rosa Mosqueta é um arbusto de frutos vermelhos ricos em vitaminas A e C, além de ácidos graxos essenciais e antioxidantes. Seu óleo é extraído com alto grau de pureza e oferece benefícios comprovados para a pele.

“O óleo de Rosa Mosqueta é um verdadeiro coringa da dermatologia natural. Ele estimula a renovação celular, ajuda no clareamento de manchas, suaviza cicatrizes e ainda contribui na prevenção de estrias. O mais interessante é que, apesar de ser um óleo, ele pode ser usado inclusive por pessoas com pele oleosa ou acneica, devido à sua composição equilibrada”, explica Leandra Sá, coordenadora farmacêutica da Farmacotécnica.

Clareia, hidrata e rejuvenesce

Graças à presença de ácido trans-retinóico, o óleo atua diretamente na pigmentação da pele, promovendo o clareamento gradual de manchas como melasma, marcas senis ou hiperpigmentações pós-inflamatórias. Além disso, seus antioxidantes ajudam a combater o envelhecimento precoce, ao mesmo tempo que promovem firmeza e elasticidade.

“A sinergia entre os ativos presentes no óleo de Rosa Mosqueta favorece uma cicatrização saudável e acelera a regeneração da pele. Por isso, ele é um excelente coadjuvante em tratamentos pós-procedimentos estéticos, quando indicado por um dermatologista. Ele hidrata profundamente, combate a inflamação e ainda estimula a produção de colágeno”, destaca Leandra.

Versatilidade e segurança no uso

O óleo pode ser usado puro — diretamente sobre a pele, cabelos ou regiões ressecadas do corpo — ou como ingrediente em cremes, séruns e outras formulações manipuladas, sempre de forma personalizada, conforme a necessidade de cada paciente. Segundo a especialista, o uso noturno é o mais indicado.

“Recomendamos aplicar o produto à noite, com a pele limpa, e removê-lo pela manhã, seguido do uso de protetor solar. Isso potencializa os efeitos clareadores e evita sensibilizações, já que o óleo pode reagir à exposição solar se não for retirado adequadamente”, orienta.

Resultados visíveis em poucas semanas

O tempo para perceber os efeitos pode variar, mas a coordenadora farmacêutica afirma que os pacientes relatam melhora no aspecto geral da pele em pouco tempo. “Com uso contínuo, os primeiros resultados começam a aparecer em poucas semanas. A pele fica mais hidratada, com viço e as manchas vão clareando progressivamente”, explica.

Com uma abordagem personalizada e foco em fórmulas seguras e eficazes, a Farmacotécnica reforça seu compromisso com a saúde integrativa e o cuidado individualizado. “A Rosa Mosqueta é a prova de que a natureza pode ser uma grande aliada na beleza e no bem-estar. E quando aliamos esse poder à manipulação personalizada, conseguimos oferecer tratamentos altamente eficazes e acessíveis para todos os tipos de pele”, finaliza Leandra.

Sobre a Farmacotécnica – Prestes a completar 50 anos, a Farmacotécnica é a primeira farmácia de manipulação do Distrito Federal e uma das primeiras no Brasil. Se destaca pela inovação e qualidade de seus produtos, oferecendo soluções personalizadas e eficazes para a saúde e bem-estar de seus clientes. Com um compromisso contínuo com a pesquisa e desenvolvimento, a rede brasiliense, com sete lojas no DF, busca sempre oferecer o que há de mais moderno e eficiente no mercado farmacêutico.