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Fintechs e a responsabilidade objetiva por falhas em sistemas automatizados

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Entre o Código de Defesa do Consumidor, a LGPD e o vazamento de dados dos clientes da XP

Por Andrea Mottola

 

O setor financeiro foi um dos que mais rapidamente se transformaram com o avanço da tecnologia. A consolidação das fintechs no Brasil trouxe eficiência, acessibilidade e inovação ao ambiente bancário, oferecendo produtos e serviços digitalizados, pautados por inteligência artificial, algoritmos e sistemas automatizados de decisão. No entanto, esse avanço técnico exige um contraponto imprescindível: a responsabilidade objetiva por falhas de segurança e funcionamento desses sistemas.

 

Em abril de 2024, veio à público o vazamento de dados envolvendo clientes da XP Investimentos — uma das maiores plataformas de investimentos do país. O incidente evidenciou não apenas fragilidades na proteção das informações pessoais dos usuários, mas também levantou um importante debate jurídico: quais os deveres das fintechs em relação aos seus consumidores, diante de falhas sistêmicas ou de segurança? E como a demora na comunicação de um incidente de dados pode gerar responsabilidade civil?

 

Responsabilidade objetiva no Código de Defesa do Consumidor

O Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078/90) é claro ao estabelecer a responsabilidade objetiva dos fornecedores de serviços por danos causados aos consumidores. Isso significa que não é necessário comprovar culpa da empresa para que haja o dever de indenizar — basta que o serviço seja defeituoso e que dessa falha resulte um dano ao consumidor.

 

O artigo 14 do CDC dispõe:

 

“O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.”

 

No ambiente das fintechs, cuja prestação de serviços se dá integralmente por meio de plataformas digitais e decisões automatizadas, o risco de falhas técnicas, bugs, vazamentos e inconsistências não pode ser transferido ao consumidor. O princípio da vulnerabilidade do consumidor e, em especial, a hipervulnerabilidade no ambiente digital, impõem um dever reforçado de cautela, previsibilidade e reação rápida às empresas que atuam nesse setor.

 

O caso XP e a omissão na comunicação do incidente

 

O episódio envolvendo a XP se tornou ainda mais grave em razão da demora na comunicação do vazamento aos titulares dos dados. A XP demorou cerca de um mês para comunicar aos seus clientes sobre o vazamento de dados, mesmo tendo sido identificada a falha de segurança em 22 de março. Os clientes só foram notificados em 24 de abril, mais de um mês depois do ocorrido, em desacordo com o previsto na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei 13.709/18).

 

A LGPD estabelece, em seu artigo 48, que:

“O controlador deverá comunicar à autoridade nacional e ao titular a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares dos dados.”

 

A comunicação deve ser feita em prazo razoável, com a indicação da natureza dos dados afetados, das medidas técnicas e de segurança adotadas, dos riscos relacionados e das ações corretivas tomadas.

 

A omissão ou atraso nessa comunicação viola o princípio da transparência previsto na LGPD (art. 6º, VI), além de impedir que os titulares possam tomar medidas preventivas para reduzir os danos, como alteração de senhas, cancelamento de cartões, ativação de mecanismos de proteção, entre outros.

 

Em casos como esse, há ainda o risco de responsabilidade solidária entre a fintech e eventuais empresas terceirizadas envolvidas no tratamento de dados, conforme dispõe o artigo 42 da LGPD. A legislação prevê indenização por danos materiais e morais, cabendo à empresa comprovar que não deu causa ao dano.

 

O dever de segurança no tratamento automatizado de dados

 

Com a ascensão das decisões algorítmicas e dos sistemas automatizados de atendimento e análise de crédito, as fintechs passaram a adotar práticas que, muitas vezes, reduzem o controle humano e dificultam a transparência dos critérios utilizados.

 

Esses sistemas, ao mesmo tempo que otimizam processos, também podem apresentar falhas de lógica, vieses discriminatórios e ausência de protocolos adequados para proteção de dados sensíveis. Nesse contexto, torna-se essencial que as fintechs adotem:

  • Auditorias regulares de seus sistemas
  • Protocolos claros de resposta a incidentes
  • Capacitação contínua de suas equipes técnicas
  • Mecanismos efetivos de comunicação com os titulares dos dados

 

Quando falham nesse dever de governança digital, incorrem em responsabilidade, mesmo que o evento tenha decorrido de um ataque externo ou de erro de sistema — reforçando o caráter objetivo da responsabilização nas relações de consumo.

 

Impactos reputacionais e jurídicos

Além da indenização judicial, falhas desse tipo geram consequências reputacionais severas. A confiança é um ativo essencial em qualquer relação financeira. A forma como a empresa reage ao incidente é, muitas vezes, mais relevante para o consumidor do que o incidente em si.

 

Fintechs que demonstram proatividade, transparência e respeito ao usuário tendem a preservar sua imagem. Já aquelas que omitem, relativizam ou demoram a agir, ampliam o dano — e, com ele, o passivo jurídico.

 

O direito do consumidor e a proteção de dados são hoje pilares indissociáveis das atividades econômicas digitais. Fintechs precisam entender que operar em ambiente automatizado não diminui sua responsabilidade — pelo contrário, amplia-a. O risco da atividade é delas, não do consumidor.

 

A jurisprudência brasileira tem reconhecido a responsabilidade plena das empresas por falhas em seus sistemas, inclusive em decisões recentes envolvendo vazamentos, bloqueios injustificados de contas e operações fraudulentas não revertidas.

 

O caso da XP é um alerta para o mercado: não basta investir em tecnologia se não houver, junto, investimento em governança, compliance e respeito ao consumidor e à legislação.

 

A era digital exige não apenas inovação, mas compromisso ético e jurídico com a proteção do indivíduo. E nesse cenário, as fintechs devem ser parte da solução — e não mais um problema a ser enfrentado pelo consumidor.

 

 

 

*Andrea Mottola éadvogada, especialista em Direito Processual Civil, Direito do Consumidor, Direito Empresarial e Direito Constitucional. Articulista na área de Direito Civil e do Consumidor.

FAESC festeja decisão do Senado contra criação de novas áreas indígenas em SC

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SANTA CATARINA – A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) festejou a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que, nesta quarta-feira 28, recomendou a suspensão de decretos do presidente Lula (PT) que homologaram terras indígenas em Santa Catarina. A decisão do colegiado resultou  de uma articulação da oposição para aprovar um relatório de autoria do senador Sergio Moro (União-PR).

O vice-presidente executivo Clemerson Argenton Pedrozo disse que “a decisão dos senadores está pautada pelo bom-senso e sentimento de justiça”. Na prática, o novo texto determina que sejam interrompidos os efeitos de dois decretos editados pelo Governo Federal em dezembro de 2024. Essas regras reconheciam as demarcações das terras indígenas do Morro dos Cavalos, na Grande Florianópolis, e de Toldo Imbu, em Abelardo Luz, no Oeste catarinense.

Senadores que propuseram a anulação do decreto presidencial argumentaram que o Planalto violou compromisso firmado no ano anterior. O governo teria se comprometido a não proceder com novas demarcações enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não finalizasse as conciliações sobre as regras e a nova legislação do Marco Temporal, promulgada pelo Congresso em 2023.

Esse acordo foi negociado com o então presidente da CCJ e atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para evitar o avanço de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reafirmaria a existência de um marco temporal para demarcação de territórios indígenas. O presidente Lula chegou a vetar um projeto que estabelecia novo rito para demarcação, mas o Congresso promulgou a lei que define que o Marco Temporal se baseia na data da promulgação da Constituição Federal. Só que o STF já havia declarado a tese inconstitucional, o que, na prática, criou um impasse.

EXTENSÃO

A área de Abelardo Luz, no oeste catarinense, tem 1.960 hectares onde vivem 96 famílias rurais das quais 60 são proprietários. A área do Morro dos Cavalos – em Palhoça, litoral catarinense –  tem cerca de 2.000 hectares, onde vivem centenas de famílias de pescadores.

Clemerson Pedrozo apontou que “defender o direito às terras do produtor rural é essencial para garantir a segurança jurídica, o desenvolvimento socioeconômico e a construção de um futuro sustentável tanto para Santa Catarina como para todo o Brasil”. Lembrou que a questão indígena cria pânico e desespero em centenas de famílias rurais que ocupam de forma legal e legítima terras pelas quais já passaram várias gerações de produtores rurais.

“A maior prioridade é evitar conflitos que, no passado, minaram a paz e a tranquilidade de centenas de famílias rurais. Defender o mais absoluto respeito ao Estado de Direito é essencial, mas também é fundamental reconhecer que não haverá paz no campo se a lei continuar sendo desrespeitada”, assinalou o vice-presidente executivo.

Escolas públicas de Ceilândia e Samambaia recebem curso de Letramento Racial

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Capacitação foi promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania e envolveu mais de 100 professores
A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) realizou, nesta quarta-feira (28), mais uma importante ação do Programa de Letramento Racial em escolas públicas do DF. Desta vez, as capacitações aconteceram em duas instituições: o Centro Educacional (CED) 07 da QNN 13 de Ceilândia e a Escola Classe (EC) 511 de Samambaia. Ao todo, mais de 100 professores participaram das atividades, realizadas em dois ciclos, nos turnos matutino e vespertino.
No CED 07 de Ceilândia, mais de 50 educadores receberam a formação. A escola, que já havia sido contemplada com o projeto “Cidadania nas Escolas”, também da Sejus-DF e voltado aos estudantes, agora teve a oportunidade de qualificar seu corpo docente para atuar com práticas pedagógicas antirracistas.
Na EC 511 de Samambaia, o mesmo formato foi adotado, garantindo que professores de ambos os turnos fossem capacitados. A iniciativa é conduzida pela Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e Igualdade Racial (Subdhir) e tem como objetivo preparar educadores para identificar as dinâmicas do racismo estrutural e aplicar ações que promovam a igualdade racial em sala de aula.
Ao final da capacitação, todos os participantes receberam certificação oficial emitida pela Sejus, reconhecendo a importância do compromisso com a educação antirracista.
“A educação é a chave para transformar vidas e abrir caminhos para uma sociedade mais justa e igualitária. Por meio do Programa de Letramento Racial, estamos qualificando nossos educadores para que sejam agentes de mudança e inspiração para os estudantes”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.
O subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araújo, reforçou o compromisso da pasta com a expansão da iniciativa: “Nossa meta é fazer da educação antirracista uma base sólida na formação de cidadãos mais conscientes, capazes de construir uma sociedade que respeite e valorize a diversidade”.
Nova etapa
Esta ação marca uma nova etapa do processo de capacitação promovido pela Sejus-DF. O pontapé inicial ocorreu no mês passado, durante as comemorações do aniversário de Brasília, com a formação de todo o quadro pedagógico do Centro Educacional 04 do Guará (CED 04). O cronograma prevê que todas as escolas públicas do DF sejam contempladas na primeira fase do programa. Posteriormente, a iniciativa será levada às instituições privadas.
Além dos professores, o Programa de Letramento Racial também envolverá estudantes, ampliando o alcance e aprofundando o debate sobre racismo, identidade, equidade e inclusão, dentro e fora das salas de aula.
Educação que transforma
O Programa de Letramento Racial da Sejus visa desenvolver a capacidade crítica de identificar, compreender e enfrentar o racismo estrutural presente na sociedade. A formação propõe reflexões sobre identidade, ancestralidade, diversidade e inclusão, além de oferecer ferramentas pedagógicas que auxiliem os educadores na implementação de práticas antirracistas.
Antes de ser implementado nas escolas, o programa já capacitou servidores da própria Sejus, de outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), do sistema socioeducativo, do Senado Federal, bem como representantes de entidades da sociedade civil que organizaram eventos públicos promovidos pelo GDF.
Agora, com a expansão para as instituições de ensino, a iniciativa alcançará um público ainda mais amplo, impactando diretamente a formação das novas gerações e contribuindo para a construção de uma sociedade mais equânime e respeitosa.

Dia Mundial sem Tabaco alerta para uso de cigarros eletrônicos

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Professora e doutora do curso de Medicina do UNICEPLAC detalha os riscos à saúde

 

 

O Dia Mundial Sem Tabaco, 31/5, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo consumo de cigarro. Doenças como câncer de pulmão, infarto, AVC, bronquite crônica e enfisema pulmonar estão entre as principais consequências do tabagismo. Os riscos à saúde também se estendem ao uso de cigarros eletrônicos. Conhecidos pelo termo em inglês vapes (que vem do verbo vaporizar), têm se popularizado cada vez mais, principalmente entre os mais jovens. Assim como o cigarro tradicional, os vapes contêm nicotina e diversas substâncias químicas tóxicas que, quando inaladas, podem comprometer seriamente os pulmões, o sistema cardiovascular, além de prejudicar o desenvolvimento neurológico, especialmente em adolescentes.

No Brasil, o uso e a comercialização desses dispositivos estão proibidos desde 2009, por orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa restrição, no entanto, não tem impedido a expansão do consumo: estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas façam uso dos cigarros eletrônicos, segundo levantamento do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica). Os maiores índices de usuários estão concentrados no Paraná, seguido por Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, o que reforça a urgência de ações educativas e preventivas voltadas à saúde pública.

Para conversar sobre o tema, entrevistamos a médica pneumologista e doutora Letícia Oliveira Dias, professora do curso de Medicina do Centro Universitário UNICEPLAC. A docente, junto a alunos da instituição, estuda o tema em um projeto de Iniciação Científica. O trabalho será apresentado na IV Mostra de Ensino, Pesquisa, Cultura e Extensão (MEPE), evento que promove a integração entre ensino, pesquisa e extensão, e será realizado de 3 a 5 de junho na instituição.

Quais são os principais danos que o cigarro causa aos pulmões e ao sistema respiratório como um todo?

O tabagismo é a principal causa de doenças respiratórias crônicas, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e o câncer de pulmão. O cigarro contém mais de 7.000 substâncias químicas, muitas delas carcinogênicas e/ou causadoras de inflamação crônica, que resultam em aumento da produção de muco, destruição das fibras elásticas dos pulmões e danos aos alvéolos (estruturas do pulmão responsáveis pela oxigenação). Isso leva à redução da capacidade respiratória, dificuldades para respirar e predisposição a infecções pulmonares. A exposição contínua ao fumo também compromete a função ciliar dos pulmões, essencial para a limpeza das vias aéreas, dificultando a eliminação de secreções e aumentando o risco de bronquites e pneumonias.

Quais os riscos do cigarro eletrônico?

Os líquidos usados nos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) contêm nicotina, uma substância altamente viciante que pode causar alterações cardiovasculares e impactar o desenvolvimento cerebral em crianças e adolescentes. Além disso, a inalação de substâncias como formaldeído e outros compostos tóxicos gerados pelo aquecimento dos líquidos pode causar danos ao sistema respiratório, aumentando o risco de doenças pulmonares, como a bronquiolite obliterante, condições inflamatórias e até câncer.

Já é possível perceber, na prática clínica, os impactos do uso de cigarros eletrônicos em jovens e adultos? Que tipos de doenças têm surgido?

Sim, já observamos na prática clínica o surgimento de doenças pulmonares associadas ao uso de cigarros eletrônicos. A “doença do pulmão do vaper”, conhecida como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico, do inglês E-cigarette and Vaping Associated Lung Injury), é um exemplo. Trata-se de uma condição clínica nova, identificada em usuários desses dispositivos, caracterizada por lesões nos pulmões que podem evoluir para insuficiência respiratória. Além disso, o uso de DEFs está relacionado a quadros de bronquiolite obliterante, asma agravada, tosse crônica, dispneia (dificuldade para respirar) e até pneumonia. Em jovens, há preocupação com os impactos no desenvolvimento pulmonar, já que o sistema respiratório segue em formação até os 25 anos de idade.

Além dos pulmões, que outros órgãos e sistemas do corpo são afetados pelo tabagismo e pelo uso de vapes?

O cigarro eletrônico, embora afete principalmente os pulmões, pode comprometer diversos outros sistemas do corpo, como o cardiovascular, o neurológico e o digestivo, devido à nicotina e aos demais produtos químicos presentes nos líquidos. O sistema cardiovascular é severamente afetado, com aumento do risco de doenças coronarianas, hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC). A nicotina também provoca alterações no sistema nervoso central, prejudicando a memória, a concentração e aumentando o risco de dependência. No sistema digestivo, o tabagismo está associado ao surgimento de úlceras gástricas e cânceres no esôfago e pâncreas.

Quais são os sinais de alerta que um fumante — ou usuário de cigarro eletrônico — deve observar e que indicam que algo está errado com a saúde respiratória?

Fumantes e usuários de cigarros eletrônicos devem ficar atentos a sinais como tosse persistente, falta de ar (especialmente durante atividades físicas), chiado no peito, secreção espessa ou com coloração alterada (amarela, esverdeada ou com sangue) e cansaço excessivo. Dor no peito ou sensação de aperto também são sintomas importantes. Caso esses sinais sejam frequentes ou se agravem com o tempo, é fundamental procurar avaliação médica, pois podem indicar o início de doenças como DPOC, bronquite crônica ou até câncer de pulmão.

O que poderia ser feito para conscientizar melhor a população, especialmente os jovens, sobre os riscos do uso desses produtos?

A conscientização sobre os riscos do tabagismo e do uso de cigarros eletrônicos deve ser feita de forma ampla e estratégica. É essencial realizar campanhas educativas específicas, com foco nas redes sociais e plataformas digitais, onde os jovens estão mais presentes. Essas campanhas devem abordar os danos à saúde, a dependência química e os impactos a longo prazo. Também é fundamental implementar programas escolares de prevenção e fortalecer a fiscalização sobre a venda e a propaganda desses produtos. Vale lembrar que, no Brasil, a Anvisa proíbe a comercialização, importação e propaganda de todos os dispositivos eletrônicos de fumo, conforme a Resolução RDC nº 46/2009. Empresas que descumprirem essa norma estão sujeitas a multa diária de 5 mil reais. Por fim, oferecer apoio psicológico e programas de cessação do tabagismo é essencial para quem deseja abandonar o hábito.

NOTA DE APOIO AO JURISTA IVES GANDRA DA SILVA MARTINS

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Professor Ives Gandra da Silva Martins

 

Manifestamos, com veemência, nosso repúdio à inaceitável tentativa de penalização do advogado, professor e jurista Ives Gandra da Silva Martins, por meio de instauração de processo disciplinar perante a Seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, promovido pela Associação Brasileira de Imprensa e pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos.

Trata-se de iniciativa absolutamente descabida, fundada em manifestação doutrinária emitida há mais de três décadas, no contexto de análise constitucional sobre o papel das Forças Armadas, quando da promulgação da Constituição Federal de 1988. Tal perseguição ignora por completo a notória trajetória acadêmica, institucional e profissional do Professor Ives Gandra, cuja contribuição ao Direito brasileiro é vasta, reconhecida e incontestável.

Causa profunda indignação que um dos mais respeitados juristas do país seja alvo de um procedimento motivado por divergências ideológicas, numa clara tentativa de censura ao livre exercício do pensamento jurídico. A história do Professor Ives Gandra é marcada pelo compromisso inabalável com os princípios do Estado Democrático, da cidadania e da legalidade.

É ainda mais lamentável que esse episódio se desenrole enquanto o Professor, aos 90 anos, se recupera de um delicado estado de saúde que exigiu vários dias de internação em UTI e requer, portanto, cuidados e serenidade.

Diante disso, expressamos irrestrita solidariedade ao advogado, professor e jurista Ives Gandra da Silva Martins, reafirmamos o respeito à sua trajetória exemplar e registramos nossa firme oposição a qualquer tentativa de reescrever sua contribuição à construção e ao fortalecimento das instituições democráticas brasileiras.

Berbigier Sociedade de Advogados

Estreia o Podpapo Investigativo, o podcast do Sinpol-DF que aproxima a sociedade dos bastidores da investigação dos policiais civis

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_Iniciativa inédita do sindicato dá visibilidade à atuação dos investigadores, debate segurança pública e os desafios da Polícia Civil do DF_

Estreou nesta quarta-feira, 28, o Podpapo Investigativo, o novo podcast criado pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). A iniciativa inédita da entidade tem como missão aproximar a sociedade do universo da investigação criminal, da atividade policial e dos desafios enfrentados pelos policiais civis, além de ser um espaço de informação, debate e valorização da carreira.

O podcast, produzido pelo Sinpol-DF, traz conversas abertas e aprofundadas com profissionais da Polícia Civil, especialistas, autoridades e personagens diretamente ligados à segurança pública, sempre com temas atuais, relevantes e de interesse tanto da categoria quanto da sociedade.

“Nosso trabalho, na maioria das vezes, acontece nos bastidores, longe dos holofotes. E muitas pessoas não fazem ideia de como funciona a investigação e da importância desse trabalho para garantir a segurança de toda a sociedade. Com o podcast, queremos mostrar à população quem são os policiais civis, como atuamos e o quanto a investigação é essencial para combater o crime, proteger vidas e manter a ordem”, destaca Enoque Venancio de Freitas, presidente do Sinpol-DF.

“O Podpapo Investigativo surge também como uma ferramenta de comunicação, informação e valorização dos policiais civis. Queremos, por meio desse projeto, dar voz aos profissionais que fazem a segurança pública acontecer, discutir os desafios da investigação criminal e também trazer temas que impactam diretamente a nossa categoria e a sociedade”, complementa.

*Tema do primeiro episódio: segurança nas escolas e o combate ao extremismo violento*

O episódio de estreia aborda um tema extremamente atual e sensível: a segurança nas escolas e a atuação da Polícia Civil no combate ao extremismo violento no ambiente escolar. Para discutir o tema, os apresentadores — os policiais civis e diretores do Sinpol-DF, Talles Murilo (escrivão de polícia) e Marlos Vinícius (agente de polícia) — receberam dois convidados especialistas no tema:

Fabrício Augusto Paiva, delegado de polícia e diretor da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) da Polícia Civil do DF; e Felipe Teixeira Gabriel, agente de polícia lotado na Divisão de Apoio Logístico Operacional (Dalop), especialista em investigação e apoio tático nas operações da PCDF.

No episódio, os convidados detalham como funciona o trabalho de inteligência, investigação e monitoramento para a prevenção de ataques, identificação de ameaças e contenção de grupos extremistas que possam colocar em risco a segurança de alunos, professores e de toda a comunidade escolar.

Além disso, os participantes explicam os sinais de alerta, os desafios do enfrentamento a esse tipo de crime e o papel fundamental da Polícia Civil na proteção da sociedade. _Assista:_ https://bit.ly/43Ohk21

▶️ Onde assistir

O Podpapo Investigativo está disponível exclusivamente no canal TV Sinpol-DF no YouTube. _Acesse o canal:_ https://www.youtube.com/@tvsinpoldf

A proposta é que o podcast tenha um episódio por semana, sempre trazendo temas ligados à investigação, segurança pública, rotina policial, bem-estar dos policiais e assuntos institucionais de interesse da categoria e da sociedade.

*SINPOL-DF – União & Luta!*

Fonte: donnysilva.com.br

CDH aprova projeto de Mecias que valoriza saberes indígenas e quilombolas na educação técnica

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PL promove equidade no acesso à educação técnica

Na manhã desta quarta-feira, 28, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal aprovou o parecer da senadora Damares Alves (Republicanos/DF) ao Projeto de Lei nº 3.600/2024, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos/RR). A proposta altera as Leis nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e nº 14.645/2023 (Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica), para garantir que a oferta de educação técnica e profissional leve em conta os saberes e as necessidades dos povos indígenas e quilombolas.

A relatora, senadora Damares, destacou em seu parecer que a medida valoriza a diversidade cultural brasileira e promove equidade no acesso à educação técnica, assegurando autonomia e dignidade às comunidades tradicionais. “Esses povos têm muito a compartilhar com a educação profissional. Valorizar seus saberes é valorizar o que é nosso, a nossa história, as nossas tradições”, afirmou a senadora.

O projeto prevê dois ajustes legais:

• Na LDB (Lei nº 9.394/1996): inclusão expressa dos saberes indígenas e quilombolas no contexto social da educação profissional.

• Na Lei nº 14.645/2023: obrigação de considerar as necessidades sociais desses povos na formulação de políticas públicas para a educação técnica e tecnológica.

Damares também propôs uma emenda substitutiva para ajustar a terminologia do texto, retirando a expressão “povos originários” e mantendo a referência direta aos povos indígenas e quilombolas, por questões técnicas e de precisão legal.

Para o senador Mecias, a iniciativa representa uma reparação histórica. “Não se trata apenas de educação. Trata-se de justiça social. Garantir que indígenas e quilombolas tenham acesso a uma formação técnica que respeite sua identidade é uma forma concreta de reduzir desigualdades e abrir portas para o futuro dessas comunidades”, defendeu.

O projeto segue agora para a Comissão de Educação e Cultura, onde será analisado em caráter terminativo.

IBJR divulga Manifesto

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O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) manifesta profunda preocupação com a aprovação do PL nº 2.985 na Comissão de Esportes do Senado, que impõe severas restrições à publicidade de casas de apostas. A proposta prejudica a comunicação entre as empresas de apostas legalizadas e os apostadores, comprometendo a sustentabilidade de um setor regulado e comprometido com o jogo responsável. Essas restrições expoe o apostador ainda mais ao mercado ilegal, que já representa cerca de metade do mercado, não oferecendo garantias, sem controle e sem qualquer retorno para a sociedade.

A publicidade legal orienta, informa e protege. Com ela, o cidadão identifica plataformas regulamentadas, que seguem normas rígidas e assumem compromissos com o jogo responsável.
O Brasil já possui um marco regulatório robusto e em constante aprimoramento. A Lei 14.790/23, a Portaria nº 1.231/24 da SPA e o Anexo X do Código CONAR, elaborado com a contribuição ativa do IBJR, estabelecem critérios claros para a comunicação do setor, com foco na ética e na proteção de públicos vulneráveis.

O IBJR segue comprometido com o diálogo, com o jogo responsável e com o desenvolvimento de um mercado ético e responsável para todos os brasileiros.

Caiado participa da abertura da 8ª edição do Congresso Ambiental (Cambi), em São Paulo

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O governador Ronaldo Caiado participa, nesta quinta-feira (29/5), às 9h, da abertura da 8ª edição do Congresso Ambiental (Cambi), em São Paulo. O evento será realizado no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, e segue até sexta-feira (30/5). A expectativa é de reunir cerca de 3 mil participantes, entre governadores, secretários, consultores ambientais, especialistas, representantes de empresas e público interessado em políticas ambientais.

A edição de 2025 do Cambi tem como tema central “O papel do setor público” e marca os 40 anos da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). Ao longo dos dois dias de programação, seis palcos simultâneos vão abrigar debates sobre temas estratégicos, como o novo marco do licenciamento ambiental, o mercado de créditos de carbono e a reformulação do setor elétrico brasileiro.

Os jornalistas interessados em acompanhar o evento devem realizar credenciamento prévio pelos contatos: (11) 96852-9623 (com Ana Cecília) ou pelo e-mail: info@viex-americas.com.

Serviço
Assunto: Caiado participa da abertura da 8ª edição do Congresso Ambiental (Cambi)
Quando: Quinta-feira (29/5), às 9h
Onde: Pavilhão das Culturas Brasileiras, Parque Ibirapuera – São Paulo (SP)

Nova gestão da NTU defende reequilíbrio da mobilidade urbana e alerta: cidades brasileiras podem colapsar com avanço do transporte individual

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Evento no dia 27 de maio, em Brasília, marcou a apresentação das prioridades da NTU para a gestão 2025–2027, com foco em recuperação da demanda, frota, infraestrutura e sustentabilidade

 

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) promoveu, nesta terça-feira, dia 27 de maio, em Brasília, o evento de apresentação da nova direção da entidade e das prioridades da gestão 2025–2027. Estiveram presentes na cerimônia o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; o presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Hugo Motta (Republicanos/PB); o presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), prefeito Sandro Mabel; empresários do setor; autoridades do Executivo, Legislativo e especialistas em mobilidade urbana.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; e o novo presidente do Conselho da NTU, Edmundo Pinheiro. Crédito: Kayo Magalhães/NTU
Com o lema “O Brasil é Coletivo”, a nova gestão da NTU lançou um alerta: as cidades brasileiras estão à beira do colapso, caso o modelo baseado no transporte individual continue avançando. Segundo dados da Pesquisa CNT de Mobilidade da População Urbana 2024, os deslocamentos por carros e motos ultrapassaram pela primeira vez os realizados por ônibus, em algumas capitais.
Para a entidade, é preciso frear esse avanço e promover uma transição que vá além da questão energética. Trata-se de uma transição modal, que reposicione o transporte coletivo como eixo central do planejamento urbano.
“Defendemos que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento, ultrapassando 50% das viagens motorizadas na matriz de mobilidade urbana. Se o transporte individual avançar acima disso, o risco real de colapso no trânsito e na qualidade de vida urbana fica iminente”, afirmou Edmundo Carvalho Pinheiro, novo presidente do Conselho Diretor da NTU.
Nesse sentido, a NTU busca a recuperação integral da demanda de passageiros registrada antes da pandemia, investindo na ampliação da oferta de serviços, conforto, segurança e eficiência. A entidade também defende o fortalecimento das empresas operadoras por meio de contratos equilibrados do ponto de vista econômico-financeiro, que considerem a separação entre tarifa pública e tarifa técnica (que cobre os custos da operação), além da necessidade de políticas públicas que desonerem o impacto das gratuidades, hoje responsáveis por 22% do custo médio das tarifas do setor.
A entidade reforça ainda a adoção de subsídios públicos aos passageiros pagantes como uma política permanente para assegurar tarifas públicas mais acessíveis. Atualmente, existem 395 cidades que têm subsídio para o transporte coletivo, mas apenas 148 adotam a separação tarifária, prevista na Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). Segundo o IBGE, o Brasil possui 2.703 municípios atendidos por serviços organizados de transporte público por ônibus.
Outro eixo de atuação da nova gestão será o estímulo à aquisição de novos veículos, com metas que retomem os volumes históricos das frotas de ônibus e promovam a modernização do serviço. “A meta é superar 13 mil ônibus adquiridos por ano no transporte coletivo das cidades brasileiras, aproveitando a capacidade instalada da indústria nacional”, explicou Edmundo Pinheiro.
Por fim, a NTU sugere, no campo da infraestrutura, a ampliação do tratamento preferencial ao transporte coletivo nas vias arteriais das cidades – principais eixos de ligação nas regiões urbanas – garantindo maior fluidez, integração e atratividade ao sistema.
“O transporte público não é uma responsabilidade de um, é um compromisso de todos. Promovê-lo é promover o direito à cidade. Defendê-lo é defender o equilíbrio urbano, a inclusão social e a sustentabilidade”, destacou Edmundo Pinheiro durante seu discurso no evento.
O evento de 27 de maio inaugurou uma nova fase de protagonismo institucional da NTU, baseada em metas, indicadores e propostas consistentes para um futuro urbano mais equilibrado. Para a entidade, mobilidade urbana é uma construção coletiva, que só será possível com envolvimento dos gestores públicos, do setor privado e da sociedade civil. “Queremos cidades feitas para pessoas, não para carros. Isso exige planejamento, financiamento, infraestrutura e um compromisso conjunto com o futuro das cidades”, concluiu Pinheiro.